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Governance

por Trinco, em 27.06.18

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Governance, termo inglês sem tradução suficientemente precisa para português, quando aplicado a uma organização, é o quadro estruturante de pressupostos, regras e práticas pelos quais os seus quadros de direcção se obrigam a reger, assegurando responsabilização, coerência, imparcialidade, justeza e transparência nas relações com todas as partes interessadas. Sejam elas investidores, parceiros, colaboradores ou comunidade.

 

Um plano de Governance serve para estabelecer práticas, pressupostos e políticas bem como formas de monitorização continua da sua implementação pelos membros da organização, incluindo mecanismos de equilíbrio de poderes dos seus membros, com a respectiva responsabilização e definição do seu papel dentro da organização e na sua valorização, com o objectivo de aumentar a sua a viabilidade.

 

Um plano de Governance é assim um contrato implícito e explicito entre a organização e os diferentes intervenientes na vida da mesma, para distribuição de responsabilidades, direitos, deveres e recompensas, onde se definem procedimentos de reconciliação de conflitos de acordo com as suas obrigações, privilégios e papéis e pressupostos de supervisão, controle e fluxo de informação que sirvam de sistema-guia de funcionamento, aferição e valoração da organização.

 

Mais que um programa, importa que os candidatos futuros tenham (e apresentem, mesmo que sumariamente) um plano ou modelo de Governance que evite o desnorte vivido nos últimos anos em que ninguém era responsável (ou responsabilizado), em que não haviam mecanismos reais de verificação da implementação das linhas programáticas, onde o parecer bastava e sobrepunha-se ao ser e onde tudo girava apoiado no pivot das vontades, muitas vezes derivadas da necessidade estratégicas pessoais, de apenas um.

 

P.S. Conscientemente abstive-me de comentar ou elaborar sobre os terríveis dias vividos, por entender que já existia ebulição a mais. Estive sempre certo das minhas convicções formais e subjectivas, como estive do que se ia passar (resultado do escrutínio à parte, como é óbvio). O passado recente, seguramente atormentar-nos-á durante bastante tempo, mas, não recusando voltar a ele caso veja necessidade, prefiro focar-me no futuro próximo.

 

 

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publicado às 14:16

O tempo e as vontades

por Trinco, em 29.05.18

quadro-mudam-se-os-tempos-moldura.jpgO essencial é e sempre será dar a voz aos Sportinguistas e acreditar sempre na sua capacidade de decidir o que é melhor para o Clube

As insinuações de eventual impugnação da Assembleia Geral Extraordinária por parte da direcção só vem evidenciar um conjunto de manobras dilatórias para tentar evitar dar voz aos sócios, o que é indigno e inadmissível numa instituição como o Sporting Clube de Portugal

Perante este estado ditatorial e antidemocrático que se quer instaurar no Sporting Clube de Portugal, não podemos ficar calados e temos que manifestar bem alto a nossa indignação. Apenas exigimos que se cumpram os estatutos, pois não é admissível que estes a mando de quem manda impeçam que a MAG cumpra o seu dever e obrigação com os sportinguistas

Na AGE, os sócios decidirão aquilo que entenderem o que é melhor para o Clube, assim lhes seja dada a oportunidade, que por direito próprio é sua, e que a mesma seja marcada tendo em conta que o prazo de 30 dias não se inicia na data de confirmação da documentação por parte dos serviços, mas sim na data da entrega do requerimento

O Sporting é dos sócios e ninguém os calará

 

Bruno de Carvalho em 22 de janeiro de 2013

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publicado às 17:46

A equação e a doença

por Trinco, em 19.05.18

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Afastado o dia todo de noticias ou redes sociais, apanhando de leve agora mesmo os abalos de mais uma surreal conferencia de imprensa, afigura-se que a equação é muito, muito simples. Até para uma criança de 3º ou 4º ano.

 

A equação coloca-nos duas e apenas duas opções. Ou Azevedo de Carvalho ou o Clube.

 

Simples.

Se um se torna maior que o outro resulta a menorização deste. E neste momento, Azevedo julga-se maior que o Sporting. Maior que o Mundo.

 

O que nos leva à doença. Não tenho formação clínica ou psiquiatrica e por isso não tenho qualquer legitimidade para estabelecer diagnósticos, mas aconselho a leitura, pensamento critico, retirada de conclusões e ponderação das consequências sobre o síndrome hubrístico em que o neurologista britânico David Owen lista os sintomas, dos quais bastam apenas 3 para se poder afirmar estar-se perante alguém com esse mesmo síndrome:

1 – uma propensão narcísica para ver o mundo em primeiro lugar como uma arena para exercer o poder e procurar a glória; 
2 – predisposição para fazer coisas de forma a melhorar a sua imagem;
3 – uma preocupação desproporcionada com a imagem e a apresentação;
4 – uma forma messiânica de falar daquilo que está a fazer e tendência para a exaltação;
5 – identificação com a nação ou a organização ao ponto de o indivíduo achar que os seus pontos de vista e interesses são idênticos;
6 – tendência para falar de si na terceira pessoa ou uso do plural majestático;
7 – confiança excessiva no seu próprio julgamento e condescendência em relação aos conselhos ou críticas dos outros; 
8 – crença exagerada em si mesmo, na fronteira da sensação da omnipotência;
9 – mais do que ser responsabilizável perante tribunal mundano dos colegas ou da opinião pública, acha que será julgado pela História ou por Deus;
10 – crença inabalável de que nesse tribunal será ilibado;
11 – perda de contacto com a realidade, muitas vezes associado a isolamento progressivo;
12 – inquietude permanente, indiferença, impulsividade;
13 – tendência para que, ao apreciar a rectidão moral de uma determinada opção, considere custos e benefícios;
14 – incompetência hubrística: as coisas começam a correr mal por causa do excesso de confiança e ele nem se preocupa com as dissidências.

in Artigo de Vitor Matos na Revista Sábado de 21.02.2013

 

José Sócrates, afirmam especialistas sofre. Miguel Relvas idem.

 

Não é física nuclear ou teoria das cordas. É simples, muito simples!


 
 

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publicado às 19:23

Falência

por Trinco, em 16.05.18

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15 de Maio de 2018 será marcado como o dia em que um Clube centenário declarou falência. Não uma falência financeira ou desportiva (embora ambas virão inevitavelmente a ser também vitimas deste surrealismo em que mergulharam o Clube) mas uma falência moral completa e absoluta.

 

Foi um dia, culminar de semanas e meses de ambientes provocados e orquestrados, em que de manhã se sabe que o Clube é acusado de corrupção activa de forma continuada e até agora não negada de forma oficial e clara, à tarde vê as suas instalações violadas e os seus jogadores agredidos por "adeptos", sem que nada tenha feito para os proteger e à noite vê o seu responsável máximo, do Clube mas também do tempestade, afirmar que "Foi chato mas o crime faz parte do dia a dia" e o representante feito barata tonta a meter paninhos quentes e a convocar os órgãos sociais para uma reunião 6 dias depois.

 

Foi uma falência moral completa e absoluta. Uma falência da dignidade, honra e orgulho que sempre pautaram a acção de Sporting e Sportinguistas. Uma falência dos valores, da história de um Clube centenário. A falência da ilusão de sermos melhores. A falência do prazer de ser. A falência do respeito, da responsabilidade e da responsabilização. A falência da solidariedade. A falência da verdade e da transparência. A falência da decência. A falência da ética. A falência da inteligência. A falência do civismo e da urbanidade. A falência do estar e do ser. A falência funcional dos órgãos que autisticamente olham para uma qualquer realidade paralela. A falência do sentimento de pertença, da união e da noção do comum. A falência do associativismo e da tolerância. A falência do "nós" subjugada a um "eu. A falência do raciocínio, da lógica e do bom senso. A falência da postura. A falência da sanidade mental individual e colectiva.

 

Mais que as derrotas desportivas, mesmo as mais humilhantes ou desesperantes, mais que os rumos financeiros ao fio da navalha, mais que a reactividade aos processos de quem nos rege, agora e no passado, este dia marca a falência do Clube enquanto tal. Este dia é, de longe, o mais negro da sua história e temo que possa marcá-lo de forma irreversível e profunda na vida que lhe resta.

 

Por mim, assumindo que esta deverá ser das últimas vezes que escrevo sobre o Sporting sempre digo: Sou e serei do Sporting, mas este Sporting já não é o meu. Parafraseando uma das vitimas da barbárie de ontem: Foi um prazer estar com todos vocês!

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publicado às 09:30

Refundação

por Trinco, em 16.02.18

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Em finais de 2012, muitos falavam e debatiam a refundação como única solução de saída para o Sporting. Uma solução que implicava altos riscos e ainda maiores custos, mas que permitiria ao Clube voltar aos seus princípios e à sua matriz, limpo das tropelias em que se via metido.

 

Nunca fui adepto desta opção. Esta opção significava uma morte e o nascimento de outra coisa que com ela partilhava apenas a memória e que, entendia eu, nunca seria um novo Sporting.

 

Em 2013 o actual presidente do CD vence as eleições, suportado na ideia do Sporting voltar aos sócios, gerando o normal entusiasmo de uma mudança drástica e crescentemente desejada de concepção de funcionamento e rumo.

 

Chegado a este ponto, observando desde cedo um evidente "processo de lampionização em curso" nas práticas e teorizações, coloca-se-me a hipótese de estar a acontecer efectivamente um processo de refundação do qual a última assembleia era uma etapa, mas que a de amanhã possa ser a sua consubstanciação formal.

 

Uma refundação dos princípios e valores básicos e fundamentais do Clube. Uma refundação que risca definitivamente o Artigo 1º dos 1ºs estatutos do Clube que afirmavam em português de época que o "Sporting Club de Portugal é o título d'uma associação composta d'individuos d'ambos os sexos de boa sociedade e conducta irreprehensivel."

 

Uma refundação que recusa todos os valores fundadores do Sporting, baseando-se, com a força de lei que o seu presidente quer obrigar, na chantagem, no populismo, na delação, no insulto, na perseguição, na arruaça, na adulação, na radicalização, na censura.

 

Uma refundação que desmantela as conquistas de participação democrática activa dos sócios na vida do Clube e que os quer calar na sua liberdade de pensar, criticar e debater preferindo uma grei de seguidores silenciosos e abstinentes no seu exercício critico.

 

Uma refundação que vê na democracia um desperdício energético, preferindo descaradamente pela autocracia.

 

Uma refundação que prefere a constante guerra à pacificação, a cisma ao compromisso, o unanimismo à pluralidade.

 

Uma refundação que pretende transformar a estatutária "unidade indivisível constituída pela totalidade dos seus associados" num Clube permanentemente fracturado, de autos de fé e expurgas avulsas e discricionárias.

 

Uma refundação que vê o seu pai lidar mal com a critica, menos ou mais, que também a há, caustica e excessiva, assumindo a deriva autoritária, que sempre esteve latente, aprovando a arbitrariedade disciplinar.

 

Uma refundação que impede formalmente as pessoas de falar. Que retira independência aos órgãos de fiscalização, que tenta impedir a formação de bolsas de pensamento e que aumenta intoleravelmente os poderes presidencialistas.

 

É um novo clube, de paradigma heliocentrado naquele que se quer proclamar Rei-Sol, onde a criatividade das narrativas se moldam às necessidades estratégicas do mesmo para se manter em poder, onde a propaganda se transforma em informação.

 

É um novo clube onde a vitimização criada e encenada, ganha, transversalmente, contornos de drama mexicano.

 

É um novo clube em que se consegue exigir confiança, gratidão e reconhecimento. Confiança, conquista-se. Gratidão, merece-se. Reconhecimento, granjeia-se. Mas nunca, por nunca se exige. Nem sequer se pede. Quando isso acontece, será bom olhar para dentro, desinflar o ego e perceber porque é que a leitura de quem o faz é tão divergente da de quem pretensamente lhe é devedor esses afectos.

 

Mas é outro clube. Não é o Sporting. A partir de amanhã, aconteça o que acontecer, nada será como antes!

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publicado às 09:57

Chantagem

por Trinco, em 06.02.18

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Ao longo do último ano, por questões pessoais e pela leitura que faço do que é o Sporting neste momento e de quão deslocado nem sinto neste "new  way of being"  praticado por dirigentes e uma larga maioria de consócios, tenho vindo progressivamente a reduzir o tempo despendido a pensar Sporting e a limitar fortemente a minha intervenção. Disso é sinal a significativa redução de posts meus por aqui.

 

No entanto, de tempos a tempos acontecem coisas das quais não consigo abster-me. Foi assim na última semana, volta a ser assim hoje.

 

Azevedo de Carvalho, que teve a melhor conjuntura dos últimos 15-20 anos, sem verdadeira contestação (não passou 5% que fosse do que o Franco, Bettencourt ou Lopes passaram) , e isto apesar dos fracassos no futebol (por muito que os queiram maquilhar) vem, numa altura de alguma estabilidade e com a época desportiva a correr, impor uma alteração estatutária profunda a nível da regulamentação disciplinar, sem debate e forçando a sua vontade sobre os associados.

 

Não tendo conseguido. Melhor, nem sabendo se conseguiria, mas sentido alguma resistência, resolve fazer birra e abandonar a Assembleia Geral em total desrespeito para com o órgão máximo do Clube ameaçando demissão. Pior, no dia seguinte, deixa a equipa de futebol completamente abandonada de representação directiva, seja do Clube seja da SAD, falhando, mais uma vez às suas obrigações (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?).

 

Marca reunião dos órgãos sociais, fazendo saber antes desta que a sua decisão está tomada, para depois, em mais um fastidioso discurso em que faz aquilo mesmo (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?) que acusa outros de lhe fazerem. Inclusive fazer aquilo que quer impedir que se faça, na alteração estatutária. E diz que não decide. 

 

Aqui, substitui-se à Mesa da Assembleia Geral (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?) para marcar Assembleia, com data, hora, local e até ordem de trabalhos.

 

Nesta inverte as coisas a seu bel-prazer e conforme lhe poderá dar mais jeito, formulando a chantagem final de: Ou é como eu quero ou vou-me embora...talvez.

 

Desta maneira, hipoteca inclusive (ou seria melhor dizer coage), alguns associados que, legitimamente, ainda lhe dêem um capital de confiança para a sua continuidade mas que não possam em consciência aprovar as alterações estatutárias que lhes violam abundantemente e de forma legalmente duvidosa os direitos pessoais. Direitos garantidos pela constituição.

 

E é exactamente esta chantagem, este estado de sequestro, em que alguém se confunde com o Clube o tem, que é inaceitável. Esta falta de sentido democrático, da noção de serviço e da teoria azevedo-centrica.

 

Como inaceitável é a listagem de nomes com claras intenções persecutórias e inquisitoriais (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?), que mais não servem que para acicatar alguns desmiolados para a "caça ao homem" (que já se vai sentindo) e para atemorizar outros que possam presumir a insegurança criada (que é real e orquestrada)

 

E de um momento para o outro, por culpa exclusivamente do birrento (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?) que hoje se senta na cadeira de presidente, está o clube de novo em ebulição, num misto de tragédia grega com policial série B, ainda por cima com ideias requentadas.

 

Aconteça o que acontecer no dia 18, nada vai ser igual...

 

P.S.1 Antes que que se lembrem de trazer á conversa o Pedro Madeira Rodrigues, digo já. Ainda que enalteça a coragem da sua presença na ultima AG, não o vejo, a ele e à equipa que penso reste com ele, como alternativa sustentada e sólida

 

P.S.2 Tenho lido a referencia à presença das alterações estatutárias propostas no programa de candidatura. Isso está longe de corresponder à verdade. Nem sequer a extinção do Conselho Leonino (é proposta a sua reformulação apenas) e muito menos as alterações disciplinares

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publicado às 09:29

As alterações

por Trinco, em 31.01.18

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Ultrapassemos as ilegalidades, ou faltas de conformidade legal, presentes na convocatória e na tardia publicação das propostas constantes da mesma, que até poderão originar disputa legal que conduza à anulação e reversão do que for decidido no sábado.

 

Ignoremos até a ausencia de algumas propostas, na sua plenitude, na publicação que após pressão é  feita à pressa e a contra-vontade por aqueles que teriam obrigação de zelar pelo cumprimento das normas estatutárias e regulamentos e das quais, a omissão da proposta de regulamento disciplinar é de longe a mais evidente e preocupante.

 

A profunda alteração de estatutos que este conselho directivo se propõe fazer mais não é que uma tentativa de silenciar de forma permanente e sob ameaça, tudo e todos que ousem questionar, debater ou pensar o Clube de forma livre e sem dogmas ideológicos, numa inversão à prática de liberdade critica que desde há muito era identificadora do Clube.

 

É um atentado à liberdade funcional e intelectual, à participação democrática. Uma deriva para um totalitarismo quase ditatorial que pretende transformar os sócios em seres amorfos, formatados pela propaganda e meros clientes do Clube. É a lei da rolha e o assalto final à identidade do Clube.

 

São alterações que não sei como conviverão com os principios de pluralismo de expressão, dos direitos e liberdades fundamentais, da separação e interdependência de poderes, do direito de resistencia e dos direitos de liberdade de expressão, de informar e ser informado consagrados na Constituição Portuguesa.

 

Não sendo exaustivo, esta alteração propõe sancionar disciplinarmente a criação de grupos, dentro ou fora do Clube, que por qualquer modo possam perturbar o trabalho dos órgãos sociais. Esta sanção teria impedido a existência do Movimento Dar Rumo ao Sporting e provavelmente acabado com procedimento disciplinar sobre André Patrão e Miguel Paim.

 

Propõe a imposição da elaboração de listas globais a eleições, impedindo movimentos independentes de concorrer a apenas um órgão. Esta alteração teria impedido a eleição de conselheiros da (quase) extinta AAS que tiveram papel determinante em algumas mudanças de praxis dentro do Conselho Leonino ou a eleição de 11 conselheiros da Lista de Gonçalo Rodrigues, naquela que foi uma demonstração da vontade de pluralismo e independência dos associados.

 

Propõe que a eleição para o CFeD se deixe de fazer pelo método de Hondt, que proporciona a necessária pluralidade num órgão deste tipo passando a ser por vitória total. Esta alteração teria impedido a eleição do elemento independente ao CFeD em 2013 (que agora já nem se poderia candidatar tendo em conta a alteração atrás referida)

 

Propõe aumentar os poderes do Presidente do Conselho Directivo, nomeadamente com a criação e extinção à sua vontade de um Conselho Estratégico que substituirá na denominação o Conselho Leonino que entretanto será extinto. Esta alteração, mesmo sendo critico do funcionamento ao nível da feira de vaidades do Conselho Leonino, contribuirá para a vigência de pensamento único sem contraditório subordinado à ordem do Presidente do Conselho Directivo.

 

Definitivamente estas alterações levam um rumo de autoritarismo e absolutismo que parece pretender a cristalização e eternização do poder sem contraditório. E tenho muita curiosidade em perceber a reacção de muitos associados que durante muito tempo lutaram exactamente contra as tentativas de redução das suas liberdades, ainda que suspeito se venham a manter num cúmplice silencio.

 

E se estas alterações orientam-se por estes caminhos, será fácil depreender, e só isso o podemos fazer, o que será o proposto regulamento disciplinar.

 

Por mim, isto já começa a ter muito pouco de Sporting. Se me quiserem purgar...Força!

 

P.S. Cada vez mais esta triste realidade se assemelha à ficção contada no post sobre o Brunistão.

 

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publicado às 09:41

O Regulamento das Assembleias Gerais

por Trinco, em 30.01.18

Imagem 001.png

 

O Regulamento da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal existe.

 

Foi aprovado na Assembleia Geral de 24 de Abril de 2012, em proposta apresentada pela Mesa da Assembleia Geral em exercício, e eleita pela lista B, tendo como base uma proposta do associado Bruno Miguel Azevedo Carvalho que viu muitas das suas ideias vingarem e assumirem força regulamentar neste documento.

 

Esta proposta surge da percepção de um vazio que poderia originar situações de conflito legal e pretendia regulamentar todo o exercício de todas as Assembleias, fossem elas ordinárias, extraordinárias ou eleitorais, estabelecendo o padrão de funcionamento das mesmas.

 

Nela está incluído o artigo 7º que prevê que:

 

Anúncio Convocatório e Anexos

1. Do anúncio constarão os assuntos a apreciar, indicando-se a ordem dos respectivos trabalhos.

2. Os anexos ao anúncio serão publicados no sítio oficial e no Jornal do Clube.

 

Embora não sendo especialista, creio que Código Civil, refere que esta publicação prévia deve acontecer até 8 dias antes duma Assembleia.

 

Os anexos referidos são as propostas constantes da Ordem de Trabalhos

 

Isto deveria ser regra (e já foi) para que os sócios possam manifestar a sua vontade e decisão de forma informada e ponderada

 

Até ao momento, nenhuma das 8 propostas referentes aos 8 pontos expressos na convocatória se encontra publicada no site. Estamos a pouco mais de 98 horas da Assembleia Geral.

 

O caso é tão mais relevante quanto se prevê a aquisição de terrenos, a posterior autorização para conceder a 3ºs parte dessa aquisição e sobretudo uma alteração de Estatutos e a aprovação de um Regulamento Disciplinar dos quais não se sabe nada até ao momento.

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral faz hoje saber que as propostas estarão no site. A proposta da ultima Assembleia Geral, de 29 de Setembro, foi publicada no site dia 2 de Outubro.

 

Pessoalmente, mesmo sendo leigo em leis, isto poderá acarretar a anulação e reversão das aprovações desta AG. Como aliás poderia e deveria ter acontecido com uma alteração de estatutos não constante na Ordem de Trabalhos de uma AG em 5 de Outubro de 2014.

 

P.S. Já agora, todas as alterações estatutárias promovidas desde Agosto de 2013 já foram escrituradas ou mantém-se numa "inexistência legal", navegando nós em mais uma realidade paralela à medida de quem quer?

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publicado às 11:09

Classe

por Trinco, em 13.12.17

disease-tooth-loss-1.jpg

 

A classe de mais de 3 dezenas de comentários pendentes (fora outros entretanto eliminados) na nossa caixa de comentários no ultimo ano é algo que encheria de orgulho o mais empedernido taberneiro grunho.

 

Alguns exemplos seleccionados, ipsis verbi e com a autoria tal como declarada, omitindo a identificação de IP:

 

Escumalha é a putazinha que o pariu bolinha baixa o Mustáfa tratava de ti em 30 segundos

alface batatinha

 

tik tak tik tak tik taktime is running...the end is coming...abutres mascarados nao obrigado!foram sao e sempre serao uns porcos miseraveis e desdentadosdá um abraço ao porco do l.bernardo por mim...

sporting sempre S

 

Comissão de honra??? Quéésssaaa merda??? lolololE ao City Lion não lhe fez só um manguito, meteu-lhe o dedo todo no cu.Hehehehehe, tristes do caralho que não tem onde cair mortos.

BdC

 

MUUUUAHAHAHAHAHA!!!!O city lion???? A sério??? Não arranjam melhor que um rato de teclado???É pá, acorda para a vida, este triste nem 10% dos votos tem.E se não acordares agora acordas em Março, ou até antes...

BdC

 

Infelizmente a mãe do PMR á 45 anos atrás não o pariu, simplesmente cagou-o.

Paulo Sérgio Silva

 

Mas que grande merda de post, só podia ter sido escrito por um merdas de um lampião de merda.

BdC

 

Deves estar com uns cornos do tamanho do pinhal de leiria... Hahahahaha.És noves fora nada, vai passear o city lion à rua, mas põe-lhe um açaime para ele não morder em ninguém.

BdC

 

Deplorável és tu filho de uma granda puta.Aziado do caralho, deves estar com uns cornos maiores que a feira da luz lampião de merda.

BdC

 

HAHAHAHA!!!Foda-se, mas que alcoviteira de merda, ao que tu te prestas.Arranja uma vida caralho, faz, diz ou escreve alguma coisa de útil a alguém que se preze.Agora isto? Isto é só merda pá, isto só interessa a ranhosos como tu.

BdC

 

pobre blogue de croquetes nem para limpar o cu serve

Desconhecido

 

vão lamber o cu ao PMR não valem 10% BDC forever como diria o vosso idolo o JEB

Desconhecido

 

quando voces roubavam era bem melhor

Desconhecido

 

sem nada para fazer na vida estão os croquetes pobres diabos nem 10% tiveram carrega BDC rumo aos 100% vão foser croquetes

Desconhecido

 

vão lamber o caralho ao PMR cambada de croquetes nem 10% valem

Desconhecido

 

Bom era o Maurício do Vale que bela mesada o projecto roquete lhe pagava vão-se foder !!!

Desconhecido

 

o vosso mal é falta de foder cambada de anormais

Desconhecido

 

os croquetes não percebem que já ninguém os quer de volta 9,1% para o pateta do PMR não deu para perceber cabrões de merda !!!

Desconhecido

 

Sem mais comentários!

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:19

Mude-se-lhe o sujeito

por Trinco, em 17.11.17

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Há poucas horas, em mais uma alarve e boçal missiva na plataforma a que teve que voltar apenas e só para aceder ao Spotify, segundo o próprio no regresso, Azevedo de Carvalho, debita e destila o seu ódio a quem lhe ouse criticar ou discordar, demonstrando mais uma fez o seu fundo egocêntrico a roçar o despótico.

 

Desta vez o premiado é um paineleiro, de seu nome Rui Santos. Seguramente, não tenho (nem deixo de ter) grande simpatia pelo alvo. É-me indiferente. É mais um dos que fala de futebol e vive disso. Pouco o ouço e quando o faço, umas vezes concordo, outras discordo, reconhecendo-lhe no entanto o constitucional direito a ter opinião e a manifestá-la.

 

Na dita missiva, Azevedo de Carvalho permite-se a categorizações reles sobre o seu alvo e sobre a sua vida, ignorando de todo o conteúdo da opinião, não rebatendo. 

 

Acontece que, como acabo de ler de alguém sempre muito perspicaz, há partes da dita missiva em que trocando o sujeito da formação frásica, Rui Santos por Azevedo de Carvalho, o segundo mais parece estar a fazer um auto-retrato.

 

Exemplos?

 

Azevedo de Carvalho é dos que não sabe lidar pois não consegue dominar o seu ego, tendo-lhe associado um feitio de "gaja". E não falo da macheza dele, mas sim do seu carácter. Tem o perfil que costuma apelidar-se de "piquinho a azedo". E o que é isto? É ser mesquinho, vingativo, mexeriqueiro, intriguista, que diz aos amigos "ai, ele atacou-me! Agora vai ver o que lhe vou fazer... ". E o seu feitio de "gaja" leva-o mais longe, pois não consegue encaixar uma crítica. Ele destila ódio por quem se atreve a afrontá-lo. "Então eu, o Adonis dos presidentes, a ser enfrentado??? Nunca!!!! Eu vou dar cabo deles!

 

 Ou

 

O meu amigo, como já lhe disse, tem um "piquinho a azedo" o que acredito que não o preocupe nada, até porque não é difícil de adivinhar que deve ter um espelho grande em casa, e que faz a pergunta sacramental de "espelho meu, espelho meu, existe alguém mais belo, inteligente, genial e soberbo do que eu?", ouvindo sempre a mesma resposta "Não, você é o magnífico Azevedo de Carvalho!"

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publicado às 11:12


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