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O filha da puta do fracasso

por Lizardo, em 02.04.18

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Et voila, tudo se revelou tal e qual como sempre preconizamos. O fracasso é o nome do meio de Bruno de Carvalho, e por mais voltas que nos dê, ou tente dar, não consegue esconder a realidade, pois fracasso é a palavra que melhor define a sua vida profissional antes de chegar ao Sporting, e cinco anos depois, de fracasso em fracasso até à machadada final, que todos esperamos, esteja para muito breve, para bem do nosso grande Sporting.

 

Mas comecemos pelo telhado, ao estilo do fracassado mestre de obras Azevedo, quando surgiu o Sporting estava completamente à deriva, os Associados loucos com a falta de respeito que tinham para o Sporting, não praticávamos bom futebol, a instabilidade estava instalada, financeiramente estávamos um caos.

 

Este estado de fome e necessidade de circo como um drogado necessita da sua dose, abriram as portas a um ilustre desconhecido, um especialista em fracassos.

 

Como é óbvio o fracassado não fracassou sozinho. Sampaio, Barroso, Ricciardi, entre outros ilustres do fracasso, congeminaram e viram em Bruno o perfeito rastilho para destruir o pouco do Sporting dos Fundadores que ainda perdurava.

 

Com o tempo, nem educação, nem exemplos e referências, nem títulos, nem nada! Um fracasso em toda a linha, onde a comunicação nos tenta passar que estamos muito melhor financeiramente, (rir em voz alta) e melhor no campo desportivo em todas as modalidades.

 

Felizmente não basta dizer, e o tempo em que “se deu na televisão deve ser verdade”, não se aplica na sua total força nas redes sociais. Uma mentira dita e repetida várias vezes não se torna verdade. Eles tentam, mas o fracasso tem muita força e revela-se sempre.

 

Passaram anos, muitos casos, muitas derrotas, muitos posts no Facebook, mais processos em tribunal, devassas de vidas de Sócios e Adeptos, ameaças física, bem, tanto circo que só faltou mesmo o golo entrar na baliza. O que infelizmente, não acontece e é cada vez mais difícil.

 

Jorge Jesus chegou como um grande salvador. Apresentado com pompa e circunstância, um pouco ao exemplo da receção a Markovic no aeroporto. Se o jogador andou a gozar com a cara de todos nós, ao exemplo de quase 70! (Setenta) outros nomes, Jorge Jesus conseguiu coisas boas, muito boas e outras muito más. A formação acabou, puff, olhando para os nossos escalões, este ano corremos o risco de ganhar zero, e a nossa equipa B, a tal que forneceu vários jogadores à primeira equipa, à primeira liga, à europa do futebol e à seleção nacional, vai acabar. Gestão de excelência.

 

“Mas fala lá das modalidades!”. Sem dúvida, uma melhoria evidente. Um Pavilhão digno e mais que merecido, o nosso ADN está ali também naquela obra. Obrigado Bruno, acabaste o que muitos já tinham começado. Faltou-te essa ponta de carácter e dignidade para agradeceres aos que permitiram que fosses tu a inaugurar tão importante obra. De qualquer forma, o meu aplauso. Está feito, e gabamo-nos que está pago. Já as modalidades batemo-nos que nem loucos na Europa, ou não, o Hóquei é cada vez mais um desporto de províncias ibéricas, o futsal, onde gastámos milhões, tem sofrido dissabores com o rival da segunda circular, e muito me agrada ver o Andebol, com uma equipa de milhões muita vez a sofrer com equipas de tostões. Aqui a culpa é também do nosso paradigma desportivo, queremos é bola no pé. O resto é para um nicho.

 

Em resumo, cinco épocas, quatro campeonatos para o Benfica, um que não sabemos quem o vencerá, nós não seremos, e há várias semanas que colocamos a fasquia ao nível de um Braga.

 

Realmente a política de exigência é um doce neste universo de Azevedos, Sampaios e Barrosos.

 

Vale tudo! Ou Vale só o Azevedo?

 

 

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publicado às 11:01

A matemática

por Trinco, em 14.11.17

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A vontade esvai-se, o tempo escasseia, mas há coisas que por demais flagrantes, acabo por não conseguir deixar de registar.

 

A 5 de Abril de 2016

 

A construir o futuro! Quase 110 anos de uma história feita de conquistas ajudam a explicar o porquê de o Sporting CP ser unanimemente considerado a Maior Potência Desportiva Nacional e um dos Clubes mais vitoriosos de todo o Mundo. Os números podem falar por nós: temos no nosso património cerca de 20.000 títulos arrebatados”, escreveu há um ano e meio o líder do Sporting.

Facebook de Azevedo de Carvalho

 

A 9 de Janeiro de 2017

170 títulos enchem a vitrine de 2016

Site do Clube com a ressalva que a contabilização inclui somente os primeiros lugares colectivos e individuais em competições nacionais de seniores

 

A 12 de Novembro de 2017

Temos mais de 22 mil títulos nacionais, europeus, mundiais, olímpicos. 

Discurso de Azevedo de Carvalho durante a entrega dos emblemas aos sócios com 25 anos

 

Ou seja de 5 de Abril de 2016 a 12 de Novembro de 2017 o Clube conquistou 2.000 títulos sendo que sensivelmente a meio deste período o contador iria apenas nos 170...vá, tripliquemos este valor para albergar os títulos de formação e dos paintballs e afins, 510. Em 10 meses, o Clube conquistou um pouco menos que 1.500 títulos. E disso a comunicação do foguetório e das loas ao líder nada assinalou em fim de época (quando na realidade se contabilizam estas coisas). Pois sim...

 

Além disso, com esta contabilidade criativa depreende-se que num estalar de dedos, qual Midas, o Clube passou de uma média de 180 títulos por ano (em 110 anos) para uma média de 1.000. Brilhante! Brilhante se fosse verdade, brilhante a criatividade e audácia para afirmar isto com desfaçatez e sem desmanchar o boneco enquanto o faz.

 

Isto tudo presumindo que não contabilizam títulos de transporte, títulos do tesouro, títulos nobiliárquicos ou outros...

 

Bem sei que o público alvo cada vez mais se comporta acriticamente enfardando alegremente todas as narrativas que lhes são metidas olhos adentro, mas há limites. Mais não seja o da realidade e da sua percepção

 

O Sporting não precisa de se armar em grande. O Sporting é grande. Não há Clube em Portugal que se aproxime em títulos e muito poucos estão a par a nível Mundial. Não é preciso fabricar números como se faz com sócios e assistências!

 

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publicado às 09:28

E o Basquetebol?

por Trinco, em 16.05.17

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O re-eleito Comandante Vivente Moura, anuncia hoje em "A Bola", ao assumir que  Miguel Maia, aos 46 anos, voltará a ser atleta do Clube na próxima época, que o Voleibol estará de volta. E estará de volta, pelo menos, no escalão sénior masculino, desconhecendo-se ainda a competição em que poderá participar.

 

Isto obviamente, mais que uma boa noticia, é um desejo de todos quantos se revém e empenham num Sporting ecléctico e que ollham para as históricas 5 grandes modalidades de pavilhão como pilares da grandeza do Clube.

 

Acontece que, estamos a poucos dias de assinalar 2 anos sobre a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Basquetebol Feminino (30 de maio de 2015), com a consequente subida à divisão maior e 1 ano sobre a suspensão da mesma equipa (24 de maio de 2016).

 

A decisão teve tanto de surpreendente como de injusta e incompressível para um projecto que que se projectou auto-sustentado, baseado na formação e numa equipa feminina sénior que servisse de referencial nos objectivos globais da secção, tendo a mesma sido levada a investir e a queimar etapas pelo próprio Clube (que queria mais visibilidade), subindo em três anos duma 3ª divisão à liga principal, com o referido titulo de permeio e conseguindo nessa sua 1ª época, uma época difícil e carregada de vicissitudes, a manutenção.

 

Suapendeu-se uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional, com muitas Sportinguistas, com um orçamento baixo num inicio de um ciclo fortemente expansionista em termos de disponibilidades financeiras aprovadas, onde sem grandes investimentos, no panorama geral das modalidades, seria possível apetrecha-la de maneira a ser claramente candidata e manter-se assim como referencial do projecto, dando visibilidade ao Clube e à modalidade. Como aliás foi exigido (imposto) pelo Clube.

 

O principal argumento para esta decisão, comunicada de forma cobarde e após vários indícios em discurso directo em sentido contrário, foi a integração da secção no Clube com a revisão dos pressupostos do projecto, optando exclusivamente pela formação em forma evolutiva até haver atletas seniores.

 

Se em abstracto isso era algo que poderia fazer sentido, até do ponto de vista económico, o que se verifica é que este rumo foi apenas imposto ao Basquetebol (e Rugby masculino), tendo sido ignorado por várias outras reactivações. O Ciclismo começou com seniores e desconhece-se verdadeiramente qual é o seu projecto desportivo ou de formação ou sequer se o Clube tem alguma palavra a dizer no mesmo, ou se é apenas naming sponsor, o Futebol Feminino começou com seniores contratadas em forte investimento a outras equipas, agora suas competidoras, no Hóquei, apenas os seniores estão integrados no Clube, mantendo-se a formação gerida pela secção autónoma, a equipa de Rugby Feminina, recém campeã, não está sustentada em formação. Agora, no Vólei, acontecerá o mesmo.

 

Saúdo e apoio incondicionalmente os regressos das modalidades ao Clube, bem como a criação de novas (pelo menos das que sejam verdadeiramente desportivas). Da mesma maneira que o faço ao crescimento dos orçamentos, desde que perceba a sua sustentabilidade (o que não quer dizer que a perceba e muito menos que concorde com a aplicação dos mesmos), mas não posso aceitar esta política revanchista de filhos e enteados em que o que foi afirmado como regra não passa de excepção.

 

P.S. Entretanto, ao que se sabe, no basquetebol paga-se a seccionistas o que equipas a competir nas mesmas competições e com melhores resultados não pagam a treinadores, se anda a tentar "raptar" equipas inteiras a outros clubes formadores e se anda em torneios a aliciar miúdos de forma desrespeitosa e descarada.

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publicado às 13:38

All-in, outra vez

por Trinco, em 24.10.16

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O Sporting, entre SAD e Clube, terá neste momento, um All-in de perto de €60M. Um All-in com prazo de validade a Março de 2017.

 

Uma aposta de tudo ou nada no ganho imediato (ou na possibilidade real do mesmo no seu prazo) que leva a que se gastem recursos até há pouco tempo desconhecidos e se engulam princípios e condutas.

 

Na SAD, está-se refém do treinador a quem se paga o que nunca se chegou sequer perto de pagar a quem quer que fosse, que põe e dispõe de toda a estrutura e que forma, outra vez, um plantel com graves desequilíbrios e lacunas. Um plantel que, por si, teria obrigação de produzir melhores resultados. Um plantel que entra para a 9ª jornada a 5 pontos da liderança, a 2 pontos de uma equipa a quem já ganhou este ano e da qual já se fazia o enterro. Um plantel que em 3 jogos fora só consegue 4 pontos e tem neste momento, nos mesmos jogos fora, uma diferença de golos negativa. Mas acima de tudo, um plantel que joga muito pouco para o que custa. Um plantel que à entrada de Novembro, já não tem qualquer margem de manobra ou erro para os seus grandes objectivos.

 

As responsabilidades são fáceis de atirar. Para os jogadores que não jogam o que nem há 6 meses jogavam. Para o treinador, que do alto do seu ego recusa a realidade. Para o Conselho de Administração que "vendeu a alma" a Jesus na ambição de resultados. Mas a responsabilidade é solidária. Se o sucesso for de todos, a derrota também será. E por mais que se comecem a vislumbrar as tentativas de contenção de potenciais estragos, isolando o treinador na responsabilidade total, a realidade é que ele está lá por decisão de alguém, e o investimento feito foi avalizado por alguém. Não haverá tolerancia e não poderá haver imunidade. As apostas de risco são isso mesmo.

 

No Clube, a mesma linha também se aplica. O maior orçamento de sempre que permite uma equipa de futsal que terá a cada jornada 3 jogadores não formados localmente de fora, uma equipa de hóquei para consumo imediato e um conjunto de grandes jogadores de andebol que tarda em ser uma equipa. No Atletismo a contratação de quase uma equipa de atletas do Benfica, que trás de volta nomes de fazer corar de vergonha qualquer Sportinguista com um mínimo de memória. Isto no mesmo orçamento que elimina o Basquetebol e o Rugby.

 

Em ambos os casos, o principio formador do Clube é secundarizado, o que só aumenta o risco da aposta e coloca em causa a sustentabilidade a não muito longo prazo

 

E se na SAD, se pode ansiar por novos encaixes que possam cobrir parcialmente o investimento, no Clube, a sustentação da aposta recai exclusivamente nos ombros dos sócios. Será sempre assim, mas o risco e a taxa de esforço está longe de ser algo de fazer parte de uma gestão equilibrada.

 

A verdade é que iso me lembra tempos passados e Março está já aí...

 

 

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publicado às 12:34

Canibalismo Mediático

por Lizardo, em 12.10.16

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Muito se tem comentado a comunicação dos Clubes nestes últimos dias. E muito se tem comentado, como é hábito neste país, em repetição porque a repetição faz-se valer quando o conteúdo é pobre e polémico, sem substância e sem qualquer real interesse para o fenómeno desportivo ou para as querelas diárias e saudáveis entre adeptos.

 

Os últimos dias têm revelado o que vamos afirmando há muito. Com o aproximar de eleições instala-se a ideia que vale tudo, que tudo é permitido, desde a devassa de uns até aos impropérios a outros. Quem perde é o futebol, com a agravante, que este lixo é proferido por gente, na sua maioria, que nunca praticou desporto ou foi dirigente desportivo.

A tudo isto temos que somar as pobres estratégias de comunicação. Há uma confusão evidente entre a imagem do Clube e a imagem do Presidente. Em especial, o Benfica e o Sporting estão a viver essa confusão, protegendo a figura do diretor esquecendo as modalidades e os artistas desportivos. Sobre esses, sobre os golos, sobre a magia, sobre a capacidade de virar resultados ou transportar uma equipa às costas, pouco ou nada se fala.

A criação das SAD´s abriu a porta a um conjunto de teóricos que de futebol ou outras modalidades percebem “bola”. Falam o que lhes é pedido, defendem com unhas e dentes o que não tem defesa, e os papalvos, os Sócios papam tudo com a vontade e o acreditar de uma homília papal em pleno Vaticano.

Os Clubes, focando nos três grandes, estão mais fracos, a sua formação mais fraca, a sua capacidade de jogar de igual para igual na europa mais reduzida. Meses depois de vencer um Campeonato Europeu, começamos a avaliar o futuro e a constatar que se perde demasiado tempo a defender a geração de dirigentes e a esquecer as novas gerações de jogadores. O Futuro do atleta português não está bem definido, e tivemos um grande soco no estômago já nos passados Jogos Olímpicos.

O Sporting está nitidamente a viver um processo de afirmação, fazendo lembrar aquele adolescente que até já tem uma penugem no buço mas que ainda precisa de ajuda para atar os sapatos. Quer-se afirmar, fazer-se ouvir, marcar uma posição. E faz muito bem pensar assim. Mas está a fazer tudo muito mal. Criar guerras saloias com saloios soldados só pode originar este clima. Do outro lado da barricada, a saloiice impera, e as respostas, por mais preparadas que possam aparentar, na sua substância estão também ao mesmo nível.

Quem perde com tudo isto são os adeptos, o jogo, o fenómeno desportivo, tudo isto afasta sponsors de grande dimensão, afasta gente com dois neurónios do espectro do futebol, tudo o que existe cheira a uma guerra financeira e não a uma competição desportiva.

E se nesta guerra financeira, com os três grandes falidos, com gente com pouca capacidade gestora, com mudanças sucessivas de estratégias, sem planos definidos, somente pensando no agora e na vitória do presente, o futuro do nosso futebol irá seguir o futuro deste formato de comunicação, vai ser descredibilizado, vai ser banalizado, vai ficar isolado.


Ainda é tempo de mudar, pena que para mudar é necessário humildade, capacidade intelectual e acima de tudo uma estratégia bem definida. Algo que nenhum dos três grandes aparenta ter, aprisionados a Bancos, Fundos e outros Investidores que injetam fortunas originárias de locais obscuros.

O Futebol está podre. Cheio de gente podre. Amanhã é outro dia, e se a bola não rolar, outra polémica se irá criar, sem fundamento, sem interesse, que passará em repetição em todos os canais de Tv, rádios e espaços online. O que interessa é ter tempo de antena, mesmo que do fenómeno pouco se entenda. O Futebol é hoje uma montra, não para os atletas, mas para um conjunto de parasitas que no mundo social nunca se conseguiram impor com sucesso, nem na vida pessoal nem na vida profissional. O Futebol, o desporto, pobre como nunca o vimos, hoje existe em Portugal. Com tanta gente a aplaudir e a oferecer tempo de antena a esta gente, não podemos ter muita esperança.

PS: Curioso a insistência em afirmar que este Blog tem o condão de estar ao serviço de uma oposição ou que tenha uma agenda própria. A bem da verdade, na sua grande maioria, grande parte dos “escribas” deste Blog nem se conhecem pessoalmente. Nasceu da troca de impressões em Fóruns e outros espaços online onde a temática é e era o Sporting. Continuar a insinuar o acima citado é revelador que estamos a chegar a cada vez a mais leitores. Para que conste, este blog teve nos últimos 12 meses uma média superior a 78.000 visualizações.

A todos os que continuam fieis e que com educação e elevação continuam a partilhar e a discutir connosco, que continuem, pois é a discutir que a obra nasce.

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publicado às 12:27

Informação e Propaganda

por Trinco, em 25.01.16

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Uma das coisas boas das novas plataformas de comunicação são a rapidez e a transversalidade com que acedemos a informações que noutros tempos nos demoravam por vezes dias. É possível neste momento acompanhar resultados em tempo real de quase todos os desportos de quase todos os países.

 

Essa capacidade é usada para causar proximidade e familiaridade, o tal sentido de pertença, a uma comunidade de interesses idênticos.

 

E é esse o caso do desporto e dos clubes. Ou seria, caso não se optasse por esconder os resultados negativos, dando a conhecer apenas os que nos farão sorrir. E esse é o ponto onde a informação se torna propaganda. É o ponto onde o que pode beliscar a imagem cor-de-rosa (ou verde-clarinho no caso) formada, de clube imparável, onde tudo rola na perfeição e as vitórias e conquistas se sucedem, uma após outra se varre para debaixo do tapete.

 

No site do Clube, mesmo que timidamente e por vezes a destempo isso será menos visível, mas nas novas plataformas de comunicação do Sporting, provavelmente o maior e mais abrangente veiculo de comunicação do Clube, isso acontece. Salvo aqueles resultados em que é impossível deixar de dar conta, é o que acontece!

 

Alguém soube, através do facebook, que perdemos em casa por 28-29 com o Madeira SAD? Ou que em futsal em juvenis, fomos derrotados por 0-7? Ou que a equipa B perdeu 3-0 em Faro? Ou que os Juniores perderam 1-2 com o Belenenses? Ou que, inesperadamente falhámos o titulo no Campeonato Nacional de Estrada por Equipas em Atletismo? Ou que perdemos em Basquetebol na Luz? Ou quando perdemos em Hóquei? Creio que nem o recente desaire em Portimão viu a luz do nosso facebook.

 

Mas seguramente ficámos a saber que ganhámos 5-0 em juvenis. Ou 2-5 em hóquei...Tal como ficamos "entusiasmados" com a inúmera bonecada pseudo-humorística e provocações que povoam a timeline de quem tem um gosto na página.

 

É que se "o Sporting é nosso!", é-o nas vitórias e nas derrotas! Não podemos dizer ganhámos e a seguir perderam referindo-nos à mesma exacta entidade!

 

 

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publicado às 10:52

Largos dias têm 3 anos

por Lizardo, em 22.01.16

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Antigos Presidentes
Antigos Dirigentes
Auditorias
Processos a Sócios
Processos a Atletas e Ex-Atletas
Processos a Ex-Funcionários
Despedimentos
Redes Sociais
Comunicados
Dier
Bruma
Illori
Abel
Equipa B
Obras na Academia
Operação Pavilhão
Inácio
Virgílio
Empresas de Comunicação
Young Network
Oxé Menina
Nelson Almeida
ProEleven
Casa do Marquês
José Eduardo
Marco Silva
Jorge Jesus
Shickabala
Teo
Gauld
Carrillo
Mr. Burns
Sporting TV
Dolbeth
Leaks
Caala
Sobrinho
Ricciardi
Holdimo
Banca
Empréstimos
Hipotécas
VMOC´s
Vmoquistas de Fato de Treino
Nalgas
Vespas
Linhas
NOS
Maurício do Vale
Pedro Marques Lopes
Pontapés no rabo
Cartazes
Rui Barreiro
Vicente Moura
Ciclismo
Hóquei
Andebol
Atletismo
Jornal Sporting
Arko
Galp
Somague
JJ Tomé
Quinta do Patino

Preencham vocês também!  A lista é interminável! E nem 3 anos se passaram. 

SL

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publicado às 11:47

Medidas

por Trinco, em 13.01.16

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Do programa eleitoral do candidato vencedor das últimas eleições, constavam 120 medidas nos mais variados campos, a realizar durante os quatro anos de mandato. Após quase dois terços do mandato decorrido, tem sido afirmado uma taxa de execução perto dos 100% (com excepção às medidas “ecológicas” erroneamente descritas no dito programa como “Sustentabilidade”).


Destas 120, haverão muitas que nem medidas. Eram chavões. Outras que seriam, objectivamente, de gestão corrente e de gestão decorrente das imposições do plano de reestruturação (tivesse ele este nome ou outro).


Mas, ainda assim e não sendo exaustivo ou particularizando medida a medida há várias (e significativas) que levantam muitas dúvidas na sua implementação.


No vector Futebol, se a “reorganização dos quadros da Academia” era óbvia, duvida-se que a mesma tenha produzido os resultados positivos esperados, tendo até havido algum desaproveitamento dos quadros, contrariando outra medida que aparecia logo no seguimento. A “criação de modelo de prospeção nacional e internacional envolvendo as academias Sporting, Núcleos, Delegações e Filiais”, também me parece longe de ser uma realidade. A “atracção de novos parceiros e patrocinadores”, é uma miragem e a “implementação das políticas estratégicas do futebol” e centralização da governance do Futebol, no actual quadro é algo de questionável. A “obrigatoriedade de dois modelos de jogo”, ou a “formação como base da política desportiva” com aposta integrada na equipa B, também são ”medidas” raramente postas em prática, bem como o pressuposto dos “planteis de 20 jogadores” (sim, estava lá), ou de poderem ingressar nos quadros “jogadores estrangeiros não adaptados ao futebol português apenas se forem mais-valias claras”.


Na comunicação, marca e reputação a “comunicação a uma só voz”, apesar de haver uma que teima em se sobrepor, é um rotundo falhanço, sendo que a afirmação da “marca Sporting Clube de Portugal como um dos maiores ativos do Clube” ainda é algo, não negando haver trabalho realizado, longe de ser uma realidade pujante. Criou-se a “Sporting TV”, que como seria de esperar terá muito que crescer (e crescerá) para se tornar um activo fundamental do Clube e conseguiu-se a integração do “Marketing com o Comercial” essencialmente pela redução de quadros. A “voz aos sócios” foi dada, mas preferencialmente àqueles que elogiavam (mas isso sempre foi e será assim), mas continua a haver sócios mais iguais que outros. Registava-se a “criação de um Código de Ética” que se desconhece a sua implementação e o “apoio da Comunicação, Marca e Reputação a todas as modalidades” e Núcleos, sendo que hoje quase toda a comunicação destes continua dispersa e feita em moldes próprios (e pouco profissionais). Também se falava do “regresso aos grandes concertos e aos grandes eventos em Alvalade” e do “naming do Estádio José de Alvalade e do Multidesportivo”, mas isso…


Financeiramente, possivelmente aquele onde mais se pode aplaudir a taxa de execução, continuam a faltar a “implementação de procedimentos de contratação pública” e da “análise da possibilidade de criação de tetos salariais no Sporting Clube de Portugal e nos outros clubes concorrentes (através da Liga de Clubes)” nem se ouviu falar. Também se propunha o “estabelecimento de um plano de aumento do património do Clube” e consequente rentabilização que, a não ser que este se restrinja ao futuro pavilhão, nada se registou. Por fim, havia a “entrada de novos investidores na Sporting SAD, com o Sporting Clube de Portugal a ficar sempre com a maioria do capital”. Entrou a Holdimo e anda-se (e andará) às voltas com as VMOC’s para cumprir a 2ª parte.


A sustentabilidade era um capítulo de 7 medidas para encher, que podendo ter muito valor na sua consciência ecológica pouco ou nada aportavam ao Clube. Tanto que nem à gaveta terão chegado.


No capítulo de expansão e núcleos procedeu-se a um assinalável trabalho de “recuperação urgente de Sócios antigos e captação de novos Sócios”, mas continua-se parado na “implementação de plano de negócios simples e eficazes com os Núcleos” ou “reestabelecimento através dos Núcleos de canais eficazes de venda e de merchandising”. Das outras medidas, porventura a que mais relevo terá sido a “atribuição de prémios (ofertas de bilhetes, melhores condições, entre outros) aos Núcleos”. Pena que tenha sido, em regra, apenas para uns quantos Núcleos mais “amigos”.


Nas modalidades propunham-se que fossem “auto-sustentáveis”, algo que só quem não lhes conhece a realidade poderia acreditar na sua aplicação transversal, a “criação da Comissão de Coordenação das Modalidades” que se desconhece a existência e que tanta falta faz e a “análise e avaliação da viabilidade de novos projetos desportivos” que teve como resultado a integração oficial de parte das secções autónomas de Basquete e de Hóquei. Da “restauração das Sportinguíadas” nada se sabe e a “motivação dos diferentes núcleos e delegações do clube para o apoio às diferentes modalidades” traduziu-se essencialmente no fornecimento de refeições às equipas, pois a presença nos jogos já era prática anterior.


Para o património, a “criação de condições para a construção de um Pavilhão Multidesportivo” foi conseguida, mas a “revitalização e expansão da Academia de Alcochete” não. Propunha-se a “inventariação de todo o património do grupo Sporting”, algo que se desconhece a sua execução, bem como a “implementação de medidas que permitam o reforço e incrementação do património”. Também se apresentava a intenção, que se desconhece a sua efectivação, de proceder ao “levantamento de situações em aberto no Estádio José de Alvalade, susceptíveis de intervenção futura” e a “constituição de uma “Comissão de Curadores de Património””.


Elencando (palavra tão querida do Presidente) embora de forma sucinta estas medidas, fica o suficiente entendimento que aquele programa está longe de estar cumprido. Só nesta breve revisão estão 30 (nem contando com a sustentabilidade nem com outras de encher) de concretização duvidosa.

 

E isto não retirando valor ao trabalho feito, ou alguns resultados decorrentes não exclusivamente destas medidas, note-se! Possivelmente até foram correctamente aplicadas outras tantas medidas que não constavam do programa e que foram necessárias ao longo do mandato. E até, faltando um ano, ainda muitas poderão ser aplicadas.

 

Mas neste momento, do programa, contrariamente ao que vem sendo (des)informado (a comunicação a funcionar como ainda ontem o Lizardo escrevia) ainda há muito para pôr em prática e ser realidade

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publicado às 10:12

Informação e adesões

por Trinco, em 15.11.15

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Ontem o Sporting jogou. E jogou em várias frentes.

 

Referindo apenas as vertentes seniores, jogou em Hóquei e perdeu, jogou em Rugby e perdeu, jogou em futsal e ganhou, jogou em Ténis de mesa e ganhou e jogou em Andebol e ganhou.

 

Curiosamente, no que se tornou (tristemente diria) o principal meio de comunicação do Sporting com os seus sócios e adeptos, a sua página facebook, os dois primeiros resultados são completamente ignorados.

 

Como já escrevi, as vitórias e derrotas tem os mesmos exactos proprietários. São nossas!

 

Também curiosamente, um dos responsáveis pela alimentação da máquina de propaganda dizia ontem na sua conta de twitter, numa altura em que o resultado do Andebol estava tremido (19:49) que:

 

não há nenhuma equipa no Sporting que me desiluda tanto...

 

O jogo acabou 31-28 e o arrependimento deve ter originado mais uma mudança de sentimento.

 

Noutro contexto, verifico como o anuncio de um jogador, longe de ser consensual ou uma contratação sonante ou incontestável, tem mais adesão por parte dos Sportinguistas através dos seus gostos que um emocionante testemunho sobre o que é ser Sporting do atleta Luís Ribeiro. Letras a mais, presumo...

 

 

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publicado às 11:17

Movimento Perpétuo Associativo

por Trinco, em 22.10.15

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Agora sim, temos a força toda!
Agora sim, há fé neste querer!
Agora sim, só vejo gente boa!
Vamos em frente e havemos de vencer!

 

Tem sido recorrente o uso do estribilho que o Clube deixou de ser simpático. Que agora ruge a tudo e a todos. Que deixou de ser anjinho e que com isso as vitórias são em catadupa. Que estamos e somos imparáveis

 

Tem sido recorrente a afirmação da independência em relação aos adversários, mesmo que depois se verifique o contrário e o caminho solitário, mesmo que os alinhamentos estratégicos já tenham oscilado de um lado para outro.

 

Tem sido recorrente a reclamação de superioridade moral na busca pela verdade desportiva, mesmo que por vezes não façamos no campo o que nos compete, na convicção que isso e só isso bastará para que as competências (e carácter) dos agentes de arbitragem sejam mudadas.

 

Tem sido recorrente o falar à boca cheia da presença e poder adquirido junto das mais altas instancias sem que isso se verifique ou daí resulte uma alteração profunda do paradigma.

 

Tem sido recorrente a acusação e o apontar de dedo, em todos os lugares menos os correctos sem perceber a relação causa-efeito que isso tem no ambiente que se vive e, no caso do futebol, no negócio que é razão de existir da SAD.

 

E tem sido ainda mais aceso, contra um determinado alvo, chegando à soberba de fazer tristes figuras de estilo com o Voleibol e com o Carcavelinhos e a derrocada total e completa desse mesmo alvo.

 

Mas, quis a verdade que até ao momento já se tenham disputado 13 jogos oficiais contra esse alvo, nas principais modalidades, com o triste resultado de 8 derrotas (algumas bem pesadas), 1 empate e apenas 4 vitórias (2 bem saborosas).

 

E isto serve, não para atacar a gestão desportiva (pelo menos nesta pequena dissertação) mas para relembrar que em desporto, ganha-se e perde-se. E que a sobranceria e arrogância, na maior parte dos casos tem mau resultado (alguns chama-lhe de Karma). E isso acontece antes de 2013 como depois de 2013.

 

Que este fim de semana seja a prova disso mesmo, ganhando-se mais do que se perde, ao contrário do último...

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publicado às 11:19


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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