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Não fui eu!!! Ou a falta de noção...

por O 6º Violino, em 29.08.19

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O universo Sportinguista volta a viver dias agitados, apesar de a sua equipa principal de futebol ser uma das lideres do campeonato. Imagine-se se não fosse.

Os últimos dias de mercado são o rebuliço habitual, entradas e saídas de última hora, até que as instâncias europeias decidam de uma vez por todas que as datas de abertura e fecho de mercado sejam comuns a todos os países. Já tarda.

O Sporting sofre da conjuntura do maior ataque desportivo/financeiro de que foi alvo em Maio de 2018. Vejamos então: na temporada 2018/19 o Clube não fez nenhuma venda avultada como nas temporadas anteriores, o que permitiu o equilíbrio financeiro baseado em receitas extraordinárias. Sem a venda de activos, e com o consequente aumento de despesas (vide orçamentos para o futebol) nenhuma das temporadas desportivo/financeiras teria dado lucros, fruto de um desequilíbrio orçamental entre despesas e receitas correntes. 

Como seria diferente podermos negociar jogadores como Rui Patrício, William Carvalho e Gelson na temporada passada ou nesta que decorre. Vendendo ao preço justo e não sob pressão.

Como seria diferente não ter de resgatar Bas Dost, Bruno Fernandes e Battaglia. Sousa Cintra fez o que tinha a fazer, mas mentiu.

Mentiu quando disse que os jogadores regressariam com o mesmo contrato. Quando escondeu um prémio de assinatura ao empresário de Bruno Fernandes, quando colocou uma cláusula indemnizatória em que o Sporting teria de aceitar uma venda por 30 milhões sob pena de ter de pagar 5 ao jogador, em caso de não aceitar a venda por esses números. Acresce o facto de, se Bruno Fernandes não sair, o seu salário triplicará, mesmo que o jogador fique contrariado. E é aqui que bate o ponto. Bruno Fernandes e o seu empresário sempre se convenceram que durante o defeso, um Clube apresentasse uma proposta com os valores exigidos pelo Sporting. Debalde. Quer queiramos, quer não, o mercado dita leis, e quer se goste ou não de Jorge Mendes e dos seus negócios, é este empresário que dita leis nos negócios que se fazem e nos que não se fazem.

Mentiu Sousa Cintra, porque nunca disse aos sócios do Sporting que Bas Dost passava a ser o jogador mais bem pago em Portugal, com um custo a rondar os 6 milhões anuais mais 500 mil para o seu empresário por cada época de contrato. Incomportável. Acresce ao facto de que desde o ataque à Academia o jogador não mais teve o mesmo rendimento, tendo terminado a temporada como suplente, mesmo que vindo de uma "lesão", ainda por explicar. 

O Sporting tem hoje 6/7 jogadores com os quais não conta para colocar, com ordenados que nenhum outro Clube quer igualar. Obviamente os jogadores em questão estão no seu direito de querer cumprir os contratos.

O Sporting não tem outro jogador com valor considerável de mercado. Mas o Sporting tem compromissos a pagar após uma gestão tresloucada desde 2015/16.

Olhando para dentro, e em caso de saída do capitão, a Direcção tem de ter um substituto em altura, um plano B, rápido de executar, sob pena de hipotecar a época desportiva com a saída do nosso melhor jogador. Será um teste a esta Direcção e ao Departamento de scouting.

Nas últimas semanas surgiram nos órgãos de comunicação social alguns sócios, que se acham notáveis a manifestarem o seu desagrado sobre o actual estado do Clube.

Vamos a eles, um a um:

José Eugénio Dias Ferreira, o sócio com menos noção do ridículo. Defende a venda da maioria da SAD. Andou cinco longos anos calado, assistindo e apoiando uma gestão doentia, e arrasadora para o Clube. Não tem a noção de que teve nas últimas eleições pouco mais de 500 votantes? José Eugénio, qual papagaio na comunicação social, fugiu ao esclarecimento de dúvidas na Assembleia Geral, à qual enviou o seu filho, e faltou a um jantar do Grupo Stromp onde estiveram membros da Direcção à sua espera para o esclarecer.

Pedro Madeira Rodrigues, o homem dos 10% de 2017 e que se juntou a Ricciardi porque sabia que nem pessoas para formar uma lista conseguia. Falava de uma liderança jovem e agora fala que o Sporting precisava de um homem experiente. Se isto fosse uma qualquer tasca era esta a altura de utilizar vernáculo. Um deslumbrado.

José Eduardo, também conhecido pelos 18 milhões que facturou durante vários anos por serviços prestados ao Clube, incluindo a compra de um camião/cozinha. Cinco anos na sombra, tendo saído da toca apenas para colaborar na saída de um treinador. De resto, para ele sempre esteve tudo bem. Juntou-se a Ricciardi, também.

Zeferino Boal, porra, a este já nem vale a pena dispensar tempo, mas também se juntou a Ricciardi.

Bruno Mascarenhas, também com Ricciardi, um dos maiores responsáveis da tragédia circence de cinco anos em que foi dirigente. Esta malta não tem mesmo a noção...

Abílio Fernandes, ex-dirigente da direcção de Sousa Cintra. Não é preciso acrescentar nada sobre esse tempo. Abílio Fernandes e o seu filho são proprietários de vários restaurantes que serviram de salão de festas no tempo do destituído e festas de aniversário do mesmo, antes de ser eleito em 2013. O seu filho sempre acompanhou com os avençados da Young Network e era presença assídua na Sporting TV, tal como o filho de Dias Ferreira. Mais um que durante cinco anos andou caladinho.

Tirando Madeira Rodrigues, foram todos uns cobardes, foram e são também responsáveis por tudo o que se passou nestes tempos no Clube, com José Maria Ricciardi à cabeça, esse que agora colocou os seu peões no terreno.

A história encarregar-se-á de os castigar a todos, enquanto sócios do Clube.

O Sporting sairá mais forte disto tudo, faço votos.

SL

 

 

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publicado às 13:46

Da auditoria ao circo

por O 6º Violino, em 11.04.19

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Foram ontem conhecidos pormenores relativos à auditoria forense mandada fazer pela Comissão de Gestão, e que segundo o ex-responsável das finanças, Carlos Vieira, também já estaria pensada (não concretizada) pela anterior e destituída direcção.

Considero que os dados de uma auditoria serem dados a conhecer (independentemente de não saber a fonte) pela comunicação social não me agradam pessoalmente, da mesma forma que a anterior direcção fez em 2015 com o beneplácito do jornal Expresso, quiçá através do antigo colaborador Bruno Roseiro.

O destituido presidente fez da auditoria de gestão às anteriores direcções uma bandeira eleitoral. Da mesma resultaram expulsões de sócios sem passarem por Assembleia Geral, e zero condenações judiciais. Em frente.

Vejo muita indignação pela forma como veio a público a auditoria. A mesma que vi nos adeptos benfiquistas relativamente à divulgação de mails privados. Nada de novo em relação aos pesos e medidas, mas isso será do foro da consciência individual de cada um. Dos poucos que têm.

Defendem que a auditoria deveria ser apresentada em Assembleia Geral. São os que vão fazer espectáculo circense às mesmas, os que fazem twits ao segundo sobre o que se passa nas A.G.'s, os que nunca vão, ou os que nem sócios são? Ou são só parvos?

Sobre o conteúdo geral da auditoria, poucas novidades em relação ao que já aqui escrevemos há alguns anos. No fundo é apenas a confirmação do deslumbramento de alguém que nunca foi nada na vida e que se viu rodeado de dinheiro por todos os lados, qual ilha. Ando há anos a pedir a publicação de declarações de IRS do destituído de 2011,2012...quem não deve...

Entregue à Policia Judiciária, caberá a esta verificar da existência ou não de matéria criminal.

Como sócio do Clube aguardo, mas as conclusões que tiro são relativas à gestão. Indecorosa, irresponsável, "criminosa". 

Carlos Vieira, também responsável pela barbaridade da gestão carvalhista, fala numa gestão que deu lucros. Facto. Como facto é que a mesma sempre foi desequilibrada entre receitas e despesas e que foram sustentadas por vendas de activos (receitas extraordinárias), os quais não eram orçamentados. Uma receita já utilizada pelas gerências anteriores, nada de novo, para quem falava em "gestão de excelência". Dos activos vendidos então, apenas Slimani foi aquisição da anterior direcção. 

Caro Carlos Vieira, não digo que enriqueceu com o Clube, porque casou-se bem, mas escusa de com o seu ar arrogante meter tanta palha à frente dos Sportinguistas. Não seja sonso.

Mas a reacão de Carlos Vieira foi apenas uma das patéticas destes dois dias, senão vejamos:

A reacão da YoungNetwork foi ao estilo do destituído, brejeira e trauliteira, tentando esconder a sua também e maioritariamente responsabilidade na criação de perfis falsos nas redes sociais, que culminaram com ataques pessoais e exposição de dados pessoais de sócios. Por falar nisso, o João Capitão ainda é funcionário dessa empresa? João Duarte, qual Pilatos, tenta descredibilizar a auditoria por causa de um tal Paulo André ter feito parte de um Conselho Fiscal da SAD do tempo de Godinho Lopes...lapso, ou não, não é o mesmo que fazia parte das Listas do destituído como candidato a vice do também Conselho Fiscal (Clube), então com o nº de sócio 58938? E não foi o João alertado para isso, quando em 2013 trabalhou a campanha do destituído para receber pela mesma mais tarde?

Caro João Duarte, mais tino, menos desatino...

José Ribeiro, ex-jornalista do Record, ex-funcionário do Sporting, lamentavelmente ainda sem trabalho conhecido, continua a cavalgar nas ondas do Carvalho, fazendo a defesa acérrima do ex-patrão. 

Zé, dali não vais comer mais nada...

Carlos Padrão, nunca foi Sportinguista, nunca jogou pelo Sporting, nunca foi sócio, apenas amigo de Jorge Jesus (será que também lhe tocava algum tacho?), apenas se sabe que por Angola as coisas não lhe correram bem. Mas que grande azia que o homem tem. Tão bom como homem como foi como guarda-redes.

Carlitos, fala com o JJ para ires para um qualquer país árabe...

Os ex-novos ricos viram já duas vezes os sócios do Sporting rejeitarem a sua vida faustosa. Lamentavelmente terão de se fazer à vida e procurar uma nova fonte de rendimento. A fonte secou, rapazes! Procurem um novo Batuque (estes não se queixaram de nenhum calote, curiosamente).

P.S. : Podem novamente encher a caixa de correio com insultos. Não vos responderei a perguntar pela saúde das vossas mães.

Um dia destes publicamos os vossos miminhos.

SL

 

 

 

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publicado às 13:26

Ressacar de Sporting

por Lizardo, em 04.04.19

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Que saudades. Que saudades do Sporting. Daquele Sporting que unido dá espetáculo na bancada, que puxa pelos jogadores. Aquele Sporting que dá tudo para vencer os que consecutivamente nos têm vencido nos últimos anos. Aquele Sporting que vence, aquele Sporting que depois de vencer dá o palco aos atletas, treinadores, Sócios e Adeptos.

Estava a ressacar de Sporting. E que bom foi ontem estar em Alvalade. Uma curva sul cheia, unida, a puxar pelos nossos, bancadas centrais de pé a saltar e uma norte cada vez mais ativa e mais emotiva.

Que bom que foi ontem estar em Alvalade. Que bom que foi ver Bruno Fernandes, que bom que foi ver um Gudelj a limpar tudo, que bom que foi ver a explosão de raiva positiva aquando do magnifico e histórico golo de um dos melhores jogadores de que alguma vez já vestiram de verde e branco.

Ontem foi a prova que unidos venceremos. Este eterno cliché que tanto se usa e abusa em tantas disciplinas, da família à política, das empresas ao desporto, mas é a mais pura das verdades.

Ontem não se falou do passado, ontem tudo foi presente para melhorar o futuro. Ontem não se vislumbraram manifestações e nem um vídeo estupido foi feito dentro de um qualquer carro a ofender e difamar Sócios, Atletas e membros da Direção. Ontem fomos todos Sporting.

E quando somos todos Sporting o caminho torna-se mais fácil. A recompensa é sempre melhor. Mostramos a nossa real força, somos educados, somos melhores, somos mais fortes, somos um exemplo. E ser um exemplo foi sempre o que me orgulhou ser do Sporting.

Ser um exemplo é ser do Sporting exemplar. Ridicularize-se os que continuam a provocar ruído, inconsequente mas cansativo. Ridículos, ignorantes, sem passado no Clube e sem futuro.

Sem futuro porque ontem ficou claro que o Sporting está de volta. O Sporting, aquele, o exemplar.

Ontem matei a ressaca, que grande Sporting, que grandes Sócios e Adeptos, que grande entrega dos Jogadores, que grande leitura dos Treinadores e que grande reflexo do trabalho dos que trabalham e querem voltar a erguer este nosso amor.

Ontem matei a ressaca, mas hoje já estou a ressacar para mais um fim-de-semana de grandes emoções em Alvalade e no João Rocha. Que seja melhor, sempre melhor, porque os grandes são sempre os que crescem.

Ontem morreu o passado recente de vez. É tempo de exigir futuro.

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publicado às 10:58

Dia do Pai

por Lizardo, em 19.03.19

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Hoje celebra-se o dia do pai. E o nosso pai, o pai de todos os Sócios e Adeptos muito deve chorar de frustração. José Alvalade assiste do alto da sua grandeza celeste ao desnorte que o seu Clube, o Sporting que fundou, vive momentos de vergonha, de guerrilha interna, de fracasso presente e ausência de perspetivas de futuro.

José de Alvalade fundou um Clube que durante décadas foi um exemplo de ética e moral. Um Clube que formou Homens e Mulheres, que criou campeões, foi a génese de novas famílias, de estar na vida e de fazer vida com saúde e bem-estar.

Hoje vivemos o oposto. Tudo é dúbio. Tudo se corrói lentamente, sem valores, sem visões, com ataques baixos num Clube dividido internamente, desde as suas elites, as claques e os seus Sócios e Adeptos. O Futuro não é certamente brilhante.

Desde o 25 de abril de 1974 o Sporting foi campeão uma mão cheia de vezes. Muito pouco para uma Instituição com dimensão mundial. Durante a década de 80 e de 90, assistimos às vitórias de Porto e Benfica, eles são presença assídua nas principais competições europeias. E se antigamente a nossa ausência dessas competições criava um fosso de prestígio, hoje em dia cava um fosso muito mais complicado de recuperar, que é o fosso financeiro. Nos últimos anos ficou claro que quem não participa na Champions deixará de ter expressão entre os grandes Clubes da Europa. Durante a década de 90 ficar fora dessa competição era um mal menor. Pois era mais fácil recuperar. Hoje em dia, quando assistimos aos nossos dois rivais, que juntos já somam quase 200 milhões de euros pela sua participação na Liga dos Campeões, nós fazemos contas a uns míseros 7 milhões pela presença na Liga Europa. E assim foi nos últimos anos e assim se adivinha que será nos anos que se aproximam. E um Sporting sem os milhões da Champions não irá voltar aos tempos áureos que sempre queremos e ambicionamos voltar a viver.

Repito, um Clube não sobrevive a angariar tostões na Liga Europa enquanto os seus rivais amealham perto ou mais de 80 milhões cada pelas suas participações na Champions.

Esse tem que ser o nosso foco no presente. Como mudar este paradigma? Esse é o grande desafio.

O Sporting não precisa de Messias nem de grandes parceiros financeiros. O Sporting precisa contar a verdade aos seus Associados, precisa de gente que entenda de desporto e gestão desportiva, gente que entenda e compreenda o poder da comunicação, Marketing e Mechandising, que compreenda e antecipe a revolução digital que está em marcha no desporto, que compreenda que as instalações desportivas são a chave para formar melhor e majorar desempenhos.

O Sporting é hoje, novamente, um Clube datado à imagem do Clube que Sousa Cintra deixou quando abandonou a sua presidência nos anos noventa.

Hoje que é dia do Pai, pensem no assunto, pois é preciso uma voz que agregue a família leonina. Como estamos, caminhamos com toda a rapidez para uma trincheira de onde não sairemos nos anos mais próximos.

O Sporting somos nós, nós que o defendemos com classe, sapiência e educação, nós que pagamos quotas, nós que vamos aos Estádios e Pavilhões, nós que compramos merchandising e passamos o nosso amor de geração em geração.

Hoje é dia do pai. E que saudades que eu tenho do Sporting fundado por José de Alvalade.

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publicado às 11:26

O histerismo

por O 6º Violino, em 31.01.19

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Os últimos dias do futebol português têm sido caracterizados por várias demonstrações de histerismo, colectivos e individuais.

Comecemos pelas meias-finais da Taça da Liga:

Foram histéricos o Abel, o Salvador e o Vieira. Abel e Salvador porque demonstraram aquilo que realmente são, capachos do Benfica. Vieira,o histérico-mor, porque conseguiu atacar e afastar um árbitro que defendeu nos famosos mails. Todos os pormenores que resultaram no histerismo destas três personagens já são sobejamente conhecidas e fartamente discutidas.

Na final da dita competição surgiram mais dois histéricos. O histérico Diamantino, elemento da equipa técnica do Porto e Sérgio Conceição, histérico e mentiroso.

Conceição e a sua equipa não foram cuspidos. O Porto quando subiu à tribuna para receber as medalhas, foi aplaudido pela maioria dos Sportinguistas naquela bancada, já os seus adeptos estavam nos carros e autocarros para regressarem à invicta. Depois de receberem as medalhas, jogadores e restante staff portista ficaram  no relvado junto ao seu banco de suplentes. Uma boca aqui e outra ali, foram o suficiente para Conceição enviar a sua medalha para a bancada e ordenar a retirada dos seus jogadores. Nada mais do que isto. Pura azia por ter perdido uma competição que "ninguém queria" e que foi vencida pelo "patinho feio" dos finalistas. É lidar.

A este tipo de histerismo, o meu desprezo a partir de agora.

Vamos ao mais importante histerismo, o leonino. Importante porque o prejudicado é sempre o mesmo, o Sporting.

O adepto histérico é aquele que no sábado abriu uma garrafa de espumante e depois do jogo em Setúbal "bateu" em tudo, nos jogadores, no Presidente, no mau tempo, no árbitro (aqui compreendo a histeria), na falta de profissionalismo,etc....

O histérico ainda não viu as limitações do plantel, do seu desequilibro e da pouca qualidade futebolística de muitos dos jogadores.

O histérico é aquele adepto que não tem a noção daquilo que esta equipa não pode dar. Ainda não viu que a equipa está presa por arames.

O histérico é aquele que está a esfregar as mãos pelos maus resultados para poder atacar uma direcção eleita democraticamente nas eleições mais concorridas de sempre. Histérico e nada Sportinguista.

O histérico assobia um grupo de jogadores que tem mostrado compromisso e luta, mesmo não tendo a qualidade necessária.

Apesar de tudo, a equipa tem sido muito melhor que o histérico.

Mudando de agulha, uma nota para Frederico Varandas: não caia no erro histérico de fazer do nosso rival o alvo dos seus discursos. Isso não resultou com o deposto, não voltará a resultar. Isso é bom apenas para agradar a uma franja de putos "tuiteiros", que maioritariamente não vai aos estádios nem as Assembleias Gerais. Foque-se no Sporting e já terá com que se entreter. Não precisa de resvalar para o populismo, se não for pedir muito.

SL

 

 

 

 

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publicado às 16:14

Está tudo errado

por Lizardo, em 31.01.19

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O Futebol português não se reinventa. Vive uma estabilidade dolorosa, não evolui, não se reinventa, não se enquadra nem se oferece ao respeito, e por consequência não transmite os valores que o desporto deve transmitir a todos os estratos e gerações de quem o vive de forma apaixonada.

Tudo está errado. Esta jornada tivemos três clássicos do nosso futebol. Seis equipas com longas e eternas histórias, que muito já ofereceram ao futebol português. O que assistimos? A um Benfica x Boavista a uma terça-feira chuvoso e de noite fria, a um Vitória x Sporting e a um Porto x Belenenses numa quarta e fria noite. Os estádios às moscas, clima adverso, final do sempre comprido mês de janeiro e horários escolhidos completamente patéticos.

A juntar a tudo isto a promoção do jogo, da beleza que deveríamos debater, o lance, o drible, a finta e o golo, o passe e a tática, mal finalizam os jogos a Sporttv coloca-nos dentro de uma carrinha a avaliar as arbitragens e os lances polémicos. Para todos os outros portugueses, os que não podem ou não querem assumir a despesa do Pay Per View, sobra-lhes os ignorantes e até ignóbeis comentadores, que com as suas cartilhas vomitam e destilam ódios, cavam trincheiras e não promovem o desporto e o fenómeno futebol. Não precisamos ir muito longe para perceber que tudo isto é errado, basta olhar para o resto da europa.

A todos estes erros juntam-se os erros de comunicação, neste caso concreto, do Sporting. Muito me tinha agradado o silêncio assumido até à data. Finalmente no Sporting não temos um Presidente de uma Assembleia Geral, um Vice ou outro qualquer Dirigente com espaço mediático para se auto-promover e debitar asneiras e mais asneiras. Frederico Varandas, o Presidente, falou quando tinha que falar e quando falou, falou sempre bem, de forma educada e sempre na defesa dos reais interesses do Sporting Clube de Portugal. Errou, opinião pessoal, com este editorial de hoje, onde aponta vários e conhecidos comportamentos do rival Benfica. Mau timing, péssima leitura de oportunidade e acima de tudo, o que mais me frustra, a galopante cagança, ou ego, se preferirem, de ganhar peito para atacar depois de vencer uma competição menor em Braga contra o FC Porto. Varandas perdeu uma oportunidade de estar calado. O tempo tem-nos ensinado que atacar o Benfica é uma péssima estratégia. Bem sabemos que há toda uma franja de tontinhos que rejubila com este comportamento, mas na verdade dos factos, as causas não provocam nunca o efeito desejado.

Posto isto, com tantos erros, tão evidentes, temos que juntar a vergonha que é a arbitragem atualmente. Uma classe sem prestígio nem qualidade, completamente fraturada e numa guerrilha para a manutenção de avenças, prémios e ordenados, onde vale tudo e tudo vale porque a impunidade é a lei que impera no caos que é a arbitragem em Portugal.

Por fim, uma palavra para os Adeptos, também nós caímos constantemente no erro. Vamos do céu ao inferno em poucas horas, não compreendemos decisões que se tomam na gestão do plantel por parte dos Treinadores, não percebemos compras e vendas, não temos matéria para avaliar decisões algumas. E na ausência de substância, instala-se a emoção, e com a emoção chegam os aplausos e os assobios, os lenços brancos e os pedidos de eleições. Assim temos vivido nas últimas décadas.

Está tudo mal e pior que estar tudo mal é sabermos à priori que tudo assim vai continuar. O futebol português não pode continuar a viver desta forma. Sem estratégia, sem valores, sem gente com mérito e sem transparência e comunicação essencial para que todos possam opinar com razão de causa e menos emoção. Pois a emoção vive na bancada, no golo, nas vitórias, nas derrotas e nos episódios que engradecem as nossas instituições como a ajuda do nosso Presidente a um adepto.

O Futebol precisa de educação. E essa educação só se instala com gente educada. Assim, como está, com estes párias sociais, caciques e outros gestores de poderes, o futebol caminha para deixar de ser um fenómeno com a expressão que ainda tem. Pois as novas gerações, muitos, desprezam já este imundo mundo.

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publicado às 13:36

Tempo...

por O 6º Violino, em 17.01.19

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Passaram quatro meses desde o acto eleitoral de Setembro, em que algumas coisas já foram feitas e muitas mais estarão por fazer, como é natural.

O escasso tempo que passou já deu para perceber pelo menos da diferença comunicacional em comparação com o passado nos anteriores cinco anos. Já se percebeu que o Sporting já não é capa dos jornais pelos motivos mais ridículos e pela sobreposição do "eu" ao "nós".

O Sporting terá um longo e penoso caminho a percorrer para se livrar das amarras de uma gestão penosa em que o Clube sofreu profundas alterações no seu ADN. Ainda existe uma franja de poucos miúdos com acne que mais não fazem do que barulho, mas um barulho de baixo nivel, em que colocam o Clube sob gozo. Mais cedo do que tarde vão desaparecer em troca de uma novidade qualquer. 

No que toca a assuntos sérios e que alguns tardam em ser clarificados, temos:

Quando estará pronta a Auditoria Forense, e quando serão informados os sócios do resultado da mesma?

Em que pé estão os processos disciplinares a membros do anterior Conselho Directivo, nos quais foram propostas expulsões dos vários elementos?

Os actuais Órgãos Sociais já tiveram o tempo suficiente para perceber que "união" não pode ser contemplar este tipo de letargia, não pode contemplar esta gente que constantemente mina o Clube, porque muitos dos seus mais acérrimos defensores ainda estão dentro das quatro paredes do Clube. Não podem continuar a ter esqueletos nos armários. O passado recente, de tão traumatizante que foi, tem de ser rapidamente arrumado. Sem contemplações nem falsas uniões. O Sporting precisa de paz para vencer o presente e o futuro, o mais rapidamente possivel.

Não pode haver receio de quem venceu as eleições mais participadas da história. 

O Sporting tem de reerguer-se o mais depressa possível, mesmo que interesses particulares de alguns elementos derrotados nas últimas eleições, também, fiquem em causa, por muito bom nome que tenham.

Nota final: A Direcção já devia ter vindo a público esclarecer os sócios sobre o pagamento (ou não) de uma tranche relativa à transferência de Marcos Acuña. 

Falem a verdade aos sócios!

SL

 

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publicado às 16:52

Menos senhores, menos.

por Lizardo, em 12.11.18

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Menos senhores, menos.

Menos Samuel Almeida, menos Roquette. Menos Calafate, Pina, e muito menos Dias Ferreira. Menos antigos dirigentes, quase dirigentes e os que nunca foram sequer funcionários. Menos!

Menos a todos os que continuam a debater Sporting sem falar do jogo, sem falar uma única vez nos atletas, nas modalidades, na formação e nos resultados, no desempenho, no futuro, no presente e nos erros do passado.

Chega, o Sporting não pode continuar a dar palco a quem fala de novelas e não fala de desporto, do jogo que se joga, da prova que se conquista, da vitória ou da derrota que se celebra ou ensina a vencer da próxima vez.

Basta de gente, que nem abutres, surgem quando há sangue, que só alimentam novelas, que só oferecem as suas opiniões, vazias, sem substância, sem bases e sem qualquer validade, mas sempre, sempre com objetivos bem definidos e agendas bem redigidas para diminuir pessoas ou o Clube.

O destituído está preso. Entrou a Justiça em campo. Aguardemos agora. O que é facto é a certeza que o Sporting tem uma oportunidade de ouro de fazer uma limpeza em toda a escala. Uma limpeza de pessoas, de processos, de vícios e de rotinas acumuladas que não valorizam o seu desenvolvimento e crescimento em todos os departamentos e disciplinas que fazem esta grande Instituição.

 

É tempo de devolver o Sporting a quem é do Sporting. Temos um Jornal, um Site, um Canal de Televisão, estamos nas redes sociais, temos Lojas, mas não temos uma estratégia de comunicação sustentada e que seja eficaz. E o que queremos afinal?

Queremos que as novas gerações tenham orgulho neste Clube. Que o Sporting continue a ser um eterno grande Clube, que se compreenda a razão de tamanha grandeza.

Mais que ridicularizar um homem ridículo e um conjunto de leais detidos de inteligência, é necessário sim valorizar os golos de Bas Dost, o milagre de Miguel Maia, os grandes feitos do nosso Andebol e Hóquei em Patins, o orgulho de ter um Homem com “H” grande a treinar o nosso Futsal. É imperativo revelar quem está na sombra do sucesso, quem ajuda, do roupeiro ao massagista, do financeiro ao jurista. Os Sócios e adeptos nos últimos anos perderam a consciência e a real noção do que é um Clube. Com a criação das Sociedades Desportivas muito ou tudo mudou. Menos a paixão e a dedicação.

Basta de cinzentismos, de contas e relatórios que ninguém percebe, chega de lutas internas pelo poder e pelo croquete, pelo bilhete e pela feira de vaidades.

O Sporting deve comunicar a uma só voz, e essa voz é a voz de todos os que todos os dias fazem o Sporting acontecer.

 

Sempre, em toda a minha vida ouvi a expressão: “servir o Sporting ou servir-se do Sporting?”. Esta é a oportunidade de acabar com quem se anda a servir, dos gabinetes à bancada, das redações a outras entidades externas.

Bruno está preso. Falta libertar a leal ignorância de muitos Sócios.

É tempo de pedagogia e informação. Sócios que conhecem, Sócios que sabem, são Sócios que reconhecem!

Em frente Sporting, estamos em todas as frentes. Menos sangue nas beiças e mais sangue na guelra! 

 









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publicado às 14:28

Sporting Gado

por O 6º Violino, em 05.11.18

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Escrevi bem antes das eleições que fosse qual fosse o vencedor, o Sporting não iria ter paz num futuro próximo.

Neste espaço fui critico com todos os candidatos que, por razões que a própria razão não desconhece, colocaram os seus interesses à frente dos interesses do Clube, ao apresentarem tão elevado número de listas concorrentes.

Dois meses depois do processo eleitoral, o Sporting continua a ferro e fogo. 

Algures em 2017 o destituído presidente adjectivou vários Sportinguistas, páginas de facebook, blogues, que não se reviam na sua gestão de "sportingados", contribuindo para a divisão entre os então "bons", que lhe abanavam a cauda a cada suspiro, e os "maus", que nunca quiseram esconder que estavam fartos e descontentes com a sua gestão, não se coibindo de publicar e fazer publicar os nomes das pessoas, tendo como resultado o enxovalho publico de alguns. Não farei o mesmo relativamente aos "novos Sporting Gados", porque nem publicidade individual merecem. Só a classificação de "Gado" basta.

Assunto arrumado em sede própria, nos locais onde se pratica a democracia. Capitulo negro fechado relativamente a esse sujeito, apesar do novo DJ continuar a minar através dos seus "viúvos e viúvas" em tudo o que é rede social. Mais um erro de principiante. Foi esse erro que o fez cair mais depressa.

O Sporting vive dividido em quem tem interesse em dar um novo rumo ao Clube e aqueles que vivem do "saudosismo carvalhista", aos que se juntaram os intolerantes que não aceitaram a vitória de Frederico Varandas. E são muitos, tantos como aqueles que andaram calados no primeiro mandato do destituído. Tantas e tantas figuras alegóricas e circenses que insistem em ter voz, a voz que ninguém lhes pediu para ter.

O Sporting sofrerá nos próximos anos o resultado de cinco anos de loucura, em que milhares de associados foram contagiados com a estupidez reinante. 

Relembro aos mais distraídos que o Clube gastou mais de 200 milhões de euros em 2 temporadas para ganhar BOLA. O Clube perdeu vários dos seus activos mais importantes por culpa da loucura então reinante. O Sporting não é um Clube apetecível para nenhum treinador de renome e com currículo, como se tem visto.

As marcas dos cinco anos são muito mais profundas do que a maioria pensa. Pior que os resultados negativos no futebol, as marcas e cicatrizes no ADN do Clube são muito mais fortes e dificeis de curar.

 

 

 

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publicado às 17:14

Tem a palavra o Presidente!

por Lizardo, em 05.11.18

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José Peseiro é uma pessoa séria. Infelizmente uma pessoa séria nem sempre é sinónimo de competência, mas neste caso, é!

Dificilmente algum treinador no mundo poderia fazer mais ou melhor que José Peseiro fez nestes meses no nosso Clube. Depois de vários anos de desnorte, de uma completa esquizofrenia de contratações sem nexo e estratégia, sem uma base de qualidade na formação, que foi destruída pela gestão de Bruno de Carvalho, José Peseiro agarrou uma equipa praticamente nova, fez uma pré-época em alta convulsão, com a chegada de jogadores chave a conta-gotas, e depois, para azar, viu ainda acontecer as lesões de alguns desses mesmos jogadores mais importantes.

José Peseiro não merecia ser despedido da maneira que foi. Mas há que ponderar e também colocar a questão: Algum candidato teria mesmo pensado em José Peseiro para o seu projeto durante as eleições?

É evidente que não. E tirando Pedro Madeira, que foi cruxificado, todos mentiram e foram altamente deselegantes para com os Sócios e os profissionais que tentavam salvar o Sporting do pior pesadelo da sua história.

Frederico Varandas tem uma ideia para o Clube, e quero acreditar que sabe onde está e para onde quer ir. A confirmar-se a contratação de Marcel Keizer, Frederico Varandas tem que explicar a Sócios e Adeptos o seu projeto para o futebol. Tem que salvaguardar já a vitalidade e o sucesso não só de treinadores como dos jogadores. Marcel Keizer tem o perfil para chegar, renovar, implementar e criar uma nova estrutura, assente na formação, e tentar acordar este Clube que perdeu qualidade em praticamente todos os escalões.

Para isso é preciso tempo. E mais que tempo é necessário coragem. Coragem para dizer a Sócios e Adeptos que o Sporting é um crónico candidato a vencer tudo internamente mas parte assumidamente em desvantagem. Não será um novo ano zero, mas sim um ano menos um ou menos dois. O Sporting está hoje completamente desajustado e afastado do que é uma organização de um Clube moderno e europeu, seja no futebol principal seja na sua formação. A somar a tudo isto temos as habituais dificuldades financeiras e participamos numa competição cada vez menos apelativa a jogadores e outros profissionais.

Frederico Varandas tem que repetir o seu ato de coragem. Teve-a quando despediu Peseiro, estando o Sporting a dois pontos do líder, com tudo a favor para continuar na Liga Europa e a competir em todas as competições internas. Agora tem que ter a mesma coragem, olhos nos olhos, para dizer a todos que vamos assumidamente passar por uma travessia no deserto, nada de diferente dos últimos anos, mas com a salvaguarda que é sincero e não cai na asneira como fez Sousa Cintra de se afirmar como um dos principais candidatos ao título esta época.

 

Em suma, basta de mentiras e de jogadas de bastidores. O Sporting tem que recuperar o seu rumo de vitórias urgentemente. Mas mais importante que tudo isso, tem que recuperar a sua dignidade, a verdade, a transparência e o comportamento que durante décadas sempre foi motivo de orgulho para todos nós Associados.

Tem a palavra o Presidente. Quero acreditar que se acabou o circo. E quero acreditar que não vamos viver mais um episódio “um cheque e uma vassoura”.

Há que ter paciência. O Sporting precisa de tempo. E claro, como todos sabemos, o tempo é mestre.

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publicado às 10:01


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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