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O histerismo

por O 6º Violino, em 31.01.19

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Os últimos dias do futebol português têm sido caracterizados por várias demonstrações de histerismo, colectivos e individuais.

Comecemos pelas meias-finais da Taça da Liga:

Foram histéricos o Abel, o Salvador e o Vieira. Abel e Salvador porque demonstraram aquilo que realmente são, capachos do Benfica. Vieira,o histérico-mor, porque conseguiu atacar e afastar um árbitro que defendeu nos famosos mails. Todos os pormenores que resultaram no histerismo destas três personagens já são sobejamente conhecidas e fartamente discutidas.

Na final da dita competição surgiram mais dois histéricos. O histérico Diamantino, elemento da equipa técnica do Porto e Sérgio Conceição, histérico e mentiroso.

Conceição e a sua equipa não foram cuspidos. O Porto quando subiu à tribuna para receber as medalhas, foi aplaudido pela maioria dos Sportinguistas naquela bancada, já os seus adeptos estavam nos carros e autocarros para regressarem à invicta. Depois de receberem as medalhas, jogadores e restante staff portista ficaram  no relvado junto ao seu banco de suplentes. Uma boca aqui e outra ali, foram o suficiente para Conceição enviar a sua medalha para a bancada e ordenar a retirada dos seus jogadores. Nada mais do que isto. Pura azia por ter perdido uma competição que "ninguém queria" e que foi vencida pelo "patinho feio" dos finalistas. É lidar.

A este tipo de histerismo, o meu desprezo a partir de agora.

Vamos ao mais importante histerismo, o leonino. Importante porque o prejudicado é sempre o mesmo, o Sporting.

O adepto histérico é aquele que no sábado abriu uma garrafa de espumante e depois do jogo em Setúbal "bateu" em tudo, nos jogadores, no Presidente, no mau tempo, no árbitro (aqui compreendo a histeria), na falta de profissionalismo,etc....

O histérico ainda não viu as limitações do plantel, do seu desequilibro e da pouca qualidade futebolística de muitos dos jogadores.

O histérico é aquele adepto que não tem a noção daquilo que esta equipa não pode dar. Ainda não viu que a equipa está presa por arames.

O histérico é aquele que está a esfregar as mãos pelos maus resultados para poder atacar uma direcção eleita democraticamente nas eleições mais concorridas de sempre. Histérico e nada Sportinguista.

O histérico assobia um grupo de jogadores que tem mostrado compromisso e luta, mesmo não tendo a qualidade necessária.

Apesar de tudo, a equipa tem sido muito melhor que o histérico.

Mudando de agulha, uma nota para Frederico Varandas: não caia no erro histérico de fazer do nosso rival o alvo dos seus discursos. Isso não resultou com o deposto, não voltará a resultar. Isso é bom apenas para agradar a uma franja de putos "tuiteiros", que maioritariamente não vai aos estádios nem as Assembleias Gerais. Foque-se no Sporting e já terá com que se entreter. Não precisa de resvalar para o populismo, se não for pedir muito.

SL

 

 

 

 

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publicado às 16:14

Está tudo errado

por Lizardo, em 31.01.19

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O Futebol português não se reinventa. Vive uma estabilidade dolorosa, não evolui, não se reinventa, não se enquadra nem se oferece ao respeito, e por consequência não transmite os valores que o desporto deve transmitir a todos os estratos e gerações de quem o vive de forma apaixonada.

Tudo está errado. Esta jornada tivemos três clássicos do nosso futebol. Seis equipas com longas e eternas histórias, que muito já ofereceram ao futebol português. O que assistimos? A um Benfica x Boavista a uma terça-feira chuvoso e de noite fria, a um Vitória x Sporting e a um Porto x Belenenses numa quarta e fria noite. Os estádios às moscas, clima adverso, final do sempre comprido mês de janeiro e horários escolhidos completamente patéticos.

A juntar a tudo isto a promoção do jogo, da beleza que deveríamos debater, o lance, o drible, a finta e o golo, o passe e a tática, mal finalizam os jogos a Sporttv coloca-nos dentro de uma carrinha a avaliar as arbitragens e os lances polémicos. Para todos os outros portugueses, os que não podem ou não querem assumir a despesa do Pay Per View, sobra-lhes os ignorantes e até ignóbeis comentadores, que com as suas cartilhas vomitam e destilam ódios, cavam trincheiras e não promovem o desporto e o fenómeno futebol. Não precisamos ir muito longe para perceber que tudo isto é errado, basta olhar para o resto da europa.

A todos estes erros juntam-se os erros de comunicação, neste caso concreto, do Sporting. Muito me tinha agradado o silêncio assumido até à data. Finalmente no Sporting não temos um Presidente de uma Assembleia Geral, um Vice ou outro qualquer Dirigente com espaço mediático para se auto-promover e debitar asneiras e mais asneiras. Frederico Varandas, o Presidente, falou quando tinha que falar e quando falou, falou sempre bem, de forma educada e sempre na defesa dos reais interesses do Sporting Clube de Portugal. Errou, opinião pessoal, com este editorial de hoje, onde aponta vários e conhecidos comportamentos do rival Benfica. Mau timing, péssima leitura de oportunidade e acima de tudo, o que mais me frustra, a galopante cagança, ou ego, se preferirem, de ganhar peito para atacar depois de vencer uma competição menor em Braga contra o FC Porto. Varandas perdeu uma oportunidade de estar calado. O tempo tem-nos ensinado que atacar o Benfica é uma péssima estratégia. Bem sabemos que há toda uma franja de tontinhos que rejubila com este comportamento, mas na verdade dos factos, as causas não provocam nunca o efeito desejado.

Posto isto, com tantos erros, tão evidentes, temos que juntar a vergonha que é a arbitragem atualmente. Uma classe sem prestígio nem qualidade, completamente fraturada e numa guerrilha para a manutenção de avenças, prémios e ordenados, onde vale tudo e tudo vale porque a impunidade é a lei que impera no caos que é a arbitragem em Portugal.

Por fim, uma palavra para os Adeptos, também nós caímos constantemente no erro. Vamos do céu ao inferno em poucas horas, não compreendemos decisões que se tomam na gestão do plantel por parte dos Treinadores, não percebemos compras e vendas, não temos matéria para avaliar decisões algumas. E na ausência de substância, instala-se a emoção, e com a emoção chegam os aplausos e os assobios, os lenços brancos e os pedidos de eleições. Assim temos vivido nas últimas décadas.

Está tudo mal e pior que estar tudo mal é sabermos à priori que tudo assim vai continuar. O futebol português não pode continuar a viver desta forma. Sem estratégia, sem valores, sem gente com mérito e sem transparência e comunicação essencial para que todos possam opinar com razão de causa e menos emoção. Pois a emoção vive na bancada, no golo, nas vitórias, nas derrotas e nos episódios que engradecem as nossas instituições como a ajuda do nosso Presidente a um adepto.

O Futebol precisa de educação. E essa educação só se instala com gente educada. Assim, como está, com estes párias sociais, caciques e outros gestores de poderes, o futebol caminha para deixar de ser um fenómeno com a expressão que ainda tem. Pois as novas gerações, muitos, desprezam já este imundo mundo.

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publicado às 13:36

Tempo...

por O 6º Violino, em 17.01.19

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Passaram quatro meses desde o acto eleitoral de Setembro, em que algumas coisas já foram feitas e muitas mais estarão por fazer, como é natural.

O escasso tempo que passou já deu para perceber pelo menos da diferença comunicacional em comparação com o passado nos anteriores cinco anos. Já se percebeu que o Sporting já não é capa dos jornais pelos motivos mais ridículos e pela sobreposição do "eu" ao "nós".

O Sporting terá um longo e penoso caminho a percorrer para se livrar das amarras de uma gestão penosa em que o Clube sofreu profundas alterações no seu ADN. Ainda existe uma franja de poucos miúdos com acne que mais não fazem do que barulho, mas um barulho de baixo nivel, em que colocam o Clube sob gozo. Mais cedo do que tarde vão desaparecer em troca de uma novidade qualquer. 

No que toca a assuntos sérios e que alguns tardam em ser clarificados, temos:

Quando estará pronta a Auditoria Forense, e quando serão informados os sócios do resultado da mesma?

Em que pé estão os processos disciplinares a membros do anterior Conselho Directivo, nos quais foram propostas expulsões dos vários elementos?

Os actuais Órgãos Sociais já tiveram o tempo suficiente para perceber que "união" não pode ser contemplar este tipo de letargia, não pode contemplar esta gente que constantemente mina o Clube, porque muitos dos seus mais acérrimos defensores ainda estão dentro das quatro paredes do Clube. Não podem continuar a ter esqueletos nos armários. O passado recente, de tão traumatizante que foi, tem de ser rapidamente arrumado. Sem contemplações nem falsas uniões. O Sporting precisa de paz para vencer o presente e o futuro, o mais rapidamente possivel.

Não pode haver receio de quem venceu as eleições mais participadas da história. 

O Sporting tem de reerguer-se o mais depressa possível, mesmo que interesses particulares de alguns elementos derrotados nas últimas eleições, também, fiquem em causa, por muito bom nome que tenham.

Nota final: A Direcção já devia ter vindo a público esclarecer os sócios sobre o pagamento (ou não) de uma tranche relativa à transferência de Marcos Acuña. 

Falem a verdade aos sócios!

SL

 

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publicado às 16:52

Menos senhores, menos.

por Lizardo, em 12.11.18

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Menos senhores, menos.

Menos Samuel Almeida, menos Roquette. Menos Calafate, Pina, e muito menos Dias Ferreira. Menos antigos dirigentes, quase dirigentes e os que nunca foram sequer funcionários. Menos!

Menos a todos os que continuam a debater Sporting sem falar do jogo, sem falar uma única vez nos atletas, nas modalidades, na formação e nos resultados, no desempenho, no futuro, no presente e nos erros do passado.

Chega, o Sporting não pode continuar a dar palco a quem fala de novelas e não fala de desporto, do jogo que se joga, da prova que se conquista, da vitória ou da derrota que se celebra ou ensina a vencer da próxima vez.

Basta de gente, que nem abutres, surgem quando há sangue, que só alimentam novelas, que só oferecem as suas opiniões, vazias, sem substância, sem bases e sem qualquer validade, mas sempre, sempre com objetivos bem definidos e agendas bem redigidas para diminuir pessoas ou o Clube.

O destituído está preso. Entrou a Justiça em campo. Aguardemos agora. O que é facto é a certeza que o Sporting tem uma oportunidade de ouro de fazer uma limpeza em toda a escala. Uma limpeza de pessoas, de processos, de vícios e de rotinas acumuladas que não valorizam o seu desenvolvimento e crescimento em todos os departamentos e disciplinas que fazem esta grande Instituição.

 

É tempo de devolver o Sporting a quem é do Sporting. Temos um Jornal, um Site, um Canal de Televisão, estamos nas redes sociais, temos Lojas, mas não temos uma estratégia de comunicação sustentada e que seja eficaz. E o que queremos afinal?

Queremos que as novas gerações tenham orgulho neste Clube. Que o Sporting continue a ser um eterno grande Clube, que se compreenda a razão de tamanha grandeza.

Mais que ridicularizar um homem ridículo e um conjunto de leais detidos de inteligência, é necessário sim valorizar os golos de Bas Dost, o milagre de Miguel Maia, os grandes feitos do nosso Andebol e Hóquei em Patins, o orgulho de ter um Homem com “H” grande a treinar o nosso Futsal. É imperativo revelar quem está na sombra do sucesso, quem ajuda, do roupeiro ao massagista, do financeiro ao jurista. Os Sócios e adeptos nos últimos anos perderam a consciência e a real noção do que é um Clube. Com a criação das Sociedades Desportivas muito ou tudo mudou. Menos a paixão e a dedicação.

Basta de cinzentismos, de contas e relatórios que ninguém percebe, chega de lutas internas pelo poder e pelo croquete, pelo bilhete e pela feira de vaidades.

O Sporting deve comunicar a uma só voz, e essa voz é a voz de todos os que todos os dias fazem o Sporting acontecer.

 

Sempre, em toda a minha vida ouvi a expressão: “servir o Sporting ou servir-se do Sporting?”. Esta é a oportunidade de acabar com quem se anda a servir, dos gabinetes à bancada, das redações a outras entidades externas.

Bruno está preso. Falta libertar a leal ignorância de muitos Sócios.

É tempo de pedagogia e informação. Sócios que conhecem, Sócios que sabem, são Sócios que reconhecem!

Em frente Sporting, estamos em todas as frentes. Menos sangue nas beiças e mais sangue na guelra! 

 









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publicado às 14:28

Sporting Gado

por O 6º Violino, em 05.11.18

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Escrevi bem antes das eleições que fosse qual fosse o vencedor, o Sporting não iria ter paz num futuro próximo.

Neste espaço fui critico com todos os candidatos que, por razões que a própria razão não desconhece, colocaram os seus interesses à frente dos interesses do Clube, ao apresentarem tão elevado número de listas concorrentes.

Dois meses depois do processo eleitoral, o Sporting continua a ferro e fogo. 

Algures em 2017 o destituído presidente adjectivou vários Sportinguistas, páginas de facebook, blogues, que não se reviam na sua gestão de "sportingados", contribuindo para a divisão entre os então "bons", que lhe abanavam a cauda a cada suspiro, e os "maus", que nunca quiseram esconder que estavam fartos e descontentes com a sua gestão, não se coibindo de publicar e fazer publicar os nomes das pessoas, tendo como resultado o enxovalho publico de alguns. Não farei o mesmo relativamente aos "novos Sporting Gados", porque nem publicidade individual merecem. Só a classificação de "Gado" basta.

Assunto arrumado em sede própria, nos locais onde se pratica a democracia. Capitulo negro fechado relativamente a esse sujeito, apesar do novo DJ continuar a minar através dos seus "viúvos e viúvas" em tudo o que é rede social. Mais um erro de principiante. Foi esse erro que o fez cair mais depressa.

O Sporting vive dividido em quem tem interesse em dar um novo rumo ao Clube e aqueles que vivem do "saudosismo carvalhista", aos que se juntaram os intolerantes que não aceitaram a vitória de Frederico Varandas. E são muitos, tantos como aqueles que andaram calados no primeiro mandato do destituído. Tantas e tantas figuras alegóricas e circenses que insistem em ter voz, a voz que ninguém lhes pediu para ter.

O Sporting sofrerá nos próximos anos o resultado de cinco anos de loucura, em que milhares de associados foram contagiados com a estupidez reinante. 

Relembro aos mais distraídos que o Clube gastou mais de 200 milhões de euros em 2 temporadas para ganhar BOLA. O Clube perdeu vários dos seus activos mais importantes por culpa da loucura então reinante. O Sporting não é um Clube apetecível para nenhum treinador de renome e com currículo, como se tem visto.

As marcas dos cinco anos são muito mais profundas do que a maioria pensa. Pior que os resultados negativos no futebol, as marcas e cicatrizes no ADN do Clube são muito mais fortes e dificeis de curar.

 

 

 

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publicado às 17:14

Tem a palavra o Presidente!

por Lizardo, em 05.11.18

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José Peseiro é uma pessoa séria. Infelizmente uma pessoa séria nem sempre é sinónimo de competência, mas neste caso, é!

Dificilmente algum treinador no mundo poderia fazer mais ou melhor que José Peseiro fez nestes meses no nosso Clube. Depois de vários anos de desnorte, de uma completa esquizofrenia de contratações sem nexo e estratégia, sem uma base de qualidade na formação, que foi destruída pela gestão de Bruno de Carvalho, José Peseiro agarrou uma equipa praticamente nova, fez uma pré-época em alta convulsão, com a chegada de jogadores chave a conta-gotas, e depois, para azar, viu ainda acontecer as lesões de alguns desses mesmos jogadores mais importantes.

José Peseiro não merecia ser despedido da maneira que foi. Mas há que ponderar e também colocar a questão: Algum candidato teria mesmo pensado em José Peseiro para o seu projeto durante as eleições?

É evidente que não. E tirando Pedro Madeira, que foi cruxificado, todos mentiram e foram altamente deselegantes para com os Sócios e os profissionais que tentavam salvar o Sporting do pior pesadelo da sua história.

Frederico Varandas tem uma ideia para o Clube, e quero acreditar que sabe onde está e para onde quer ir. A confirmar-se a contratação de Marcel Keizer, Frederico Varandas tem que explicar a Sócios e Adeptos o seu projeto para o futebol. Tem que salvaguardar já a vitalidade e o sucesso não só de treinadores como dos jogadores. Marcel Keizer tem o perfil para chegar, renovar, implementar e criar uma nova estrutura, assente na formação, e tentar acordar este Clube que perdeu qualidade em praticamente todos os escalões.

Para isso é preciso tempo. E mais que tempo é necessário coragem. Coragem para dizer a Sócios e Adeptos que o Sporting é um crónico candidato a vencer tudo internamente mas parte assumidamente em desvantagem. Não será um novo ano zero, mas sim um ano menos um ou menos dois. O Sporting está hoje completamente desajustado e afastado do que é uma organização de um Clube moderno e europeu, seja no futebol principal seja na sua formação. A somar a tudo isto temos as habituais dificuldades financeiras e participamos numa competição cada vez menos apelativa a jogadores e outros profissionais.

Frederico Varandas tem que repetir o seu ato de coragem. Teve-a quando despediu Peseiro, estando o Sporting a dois pontos do líder, com tudo a favor para continuar na Liga Europa e a competir em todas as competições internas. Agora tem que ter a mesma coragem, olhos nos olhos, para dizer a todos que vamos assumidamente passar por uma travessia no deserto, nada de diferente dos últimos anos, mas com a salvaguarda que é sincero e não cai na asneira como fez Sousa Cintra de se afirmar como um dos principais candidatos ao título esta época.

 

Em suma, basta de mentiras e de jogadas de bastidores. O Sporting tem que recuperar o seu rumo de vitórias urgentemente. Mas mais importante que tudo isso, tem que recuperar a sua dignidade, a verdade, a transparência e o comportamento que durante décadas sempre foi motivo de orgulho para todos nós Associados.

Tem a palavra o Presidente. Quero acreditar que se acabou o circo. E quero acreditar que não vamos viver mais um episódio “um cheque e uma vassoura”.

Há que ter paciência. O Sporting precisa de tempo. E claro, como todos sabemos, o tempo é mestre.

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publicado às 10:01

A explicação é simples

por Trinco, em 12.10.18

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Há muito que não escrevo! Há muito que reservo as minhas opiniões para um circulo extremamente restrito de pessoas. Há muito que me venho afastando duma vertente mais activa de participação na vida do Clube.

 

Na realidade, desde as eleições de 2017 e consequentes meses, que me venho afastando por começar a ter dificuldades de encontrar no Clube os identificadores em que me revia.

 

Não votei. Também não escolheria o candidato Varandas como presidente. Foi eleito, é o presidente!

 

No entanto o silencio e o afastamento não impede que, de vez em quando, me "caírem no colo" algumas teorias conspirativas de um passado recente, alimentadas em revanchismos. Umas, admito, conseguem ter um fluxo de racionalidade e linha de possibilidade, outras são um espernear absurdo dos que perderam o seu confortável chão.

 

E com essas, algumas, que outras de tão disparatadas são imediatamente arquivadas no lixo, tenho alguma dificuldade em deixá-las sem resposta. Mesmo que me faça vir esclarecer e "defender" uma MAG que me deixou muito mal impressionado com a sua ineptidão de 5 anos.

 

É o caso duma teoria de golpada nos estatutos, trazidas à luz por um ex-comentador da Sporting TV num blog que me inibo de nomear e que tem vindo a ser reproduzido em partilhas por muitos dos le(t)ais com o alarmante "Os sócios precisam de explicações!".

 

Ora segundo este ex-comentador da Sporting TV, teria havido uma alteração estatutária martelada, que exigiria explicação da anterior MAG, sobre os prorrogação de prazos. Alega ele que houve alteração da redacção do artigo 66º de modo a "auxiliar" o novo Conselho Directivo.

 

Dá como exemplo o que foi apresentado aos sócios na AG de 17 de Fevereiro para informar que afinal alteraram a referencia dos artigos mencionados, para outros mais convenientes (é esta a expressão utilizada), documentando profusamente a teoria, o que leva aos incautos a assumirem-na como real.

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 Acontece que, a própria proposta incorria no erro na menção dos ditos artigos. A redacção que constava nos estatutos em vigor à data da AG para alteração dos mesmos era:

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Número 1 do artigo 31º e número 1 do artigo 34º.

 

E o que consta actualmente dos estatutos? Isto:

 

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Mas porque é que menciona então artigos diferentes? Porque houve a introdução do artigo 25º - Prémios e galardões Honoris Sporting que obrigou ao óbvio acerto na consolidação dos estatutos. Simples e nada conspirativo nem a necessitar de alarmante justificação. Convém é saber do que se fala!

 

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publicado às 11:01

Mau perder

por LexLeonne, em 10.10.18

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Quando vivemos um momento em que os verdadeiros Sportinguistas estamos, compreensivelmente, tristes com o mais recente resultado da equipa de futebol profissional, uma derrota totalmente inesperada perante um adversário teoricamente mais fraco, fico mais triste ainda por perceber que o mau perder assola quem não perdeu no domingo, mas sim há um mês.

 

Desde a realização das eleições no Clube, e à exceção de comentários sem qualquer relevância por parte de alguns (poucos e cada vez menos) que já demonstraram não ter qualquer pingo de Sportinguismo, temos vivido um clima de paz, sem criticismos exacerbados, apoiando ou, pelo menos, deixando trabalhar com serenidade a nova direção democrática e expressivamente eleita, dando-lhe o espaço e o tempo imprescindíveis a apreender a real situação do Clube e à procura das soluções de curto e médio prazo que sejam necessárias à sua reabilitação.

 

Para minha satisfação e esperança na união no nosso Clube, a frase que mais se tem ouvido é “Varandas é o meu Presidente”, mesmo por quem assume que nele não votou.

 

Eis senão quando aparece alguém, a quem, de facto, ainda nada de similar se havia ouvido, alguém a quem não parece agradar essa pacificação, e por isso trata de disparar tiros, e se assume como oposição.

 

Estou a referir-me à recente intervenção pública de José Maria Ricciardi, candidato derrotado (e muito derrotado) nas últimas eleições. Não que me tenha surpreendido, ou dececionado, porque nunca estive iludido quanto aos seus objetivos ou quanto ao seu caráter. Seria mesmo expectável que nalgum momento, não conseguindo ser nem presidente real, nem o presidente sombra que sempre se habituou a ser, encontrasse outra forma de voltar às luzes da ribalta.

 

Mas, José Maria, um mês depois?! Oposição, um mês depois?! Lembre-se do resultado eleitoral que obteve, que os menos de 15% que votaram em si, já se esqueceram seguramente. Se tem tantos meios e capacidades como diz, mas não quer ajudar o Sporting, então ao menos não desajude. Dedique-se à sua vida de empresário, banqueiro ou lá o que seja, e guarde para si e para quem o rodeia e tenha mesmo que o aturar, essas suas atitudes arrogantes de paladino da verdade absoluta, em que deixa cair todo o seu suposto charme de senhor de cabelos brancos, e parte com facilidade para o insulto gratuito contra tudo e todos aqueles que se atreveram a de si discordar.

 

Essa é uma atitude, dito de forma simples, de mau perder.

Mau perder é do pior que há no desporto e na vida em geral. E quem não souber, na vida, perder com dignidade, jamais poderá ter a pretensão de ter qualquer cargo no mundo do desporto. José Maria, se é Sportinguista, perceba isso e deixe o Sporting em paz!

 

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publicado às 21:44

Peseiro Anti-Herói

por Lizardo, em 25.09.18

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O futebol português necessita urgente mudar a forma de envolvimento com os seus adeptos. Vivemos cada vez mais um clima de guerrilha e desconfiança permanente, os portugueses têm cada vez menos relacionamento com o jogo jogado. Se o valor dos bilhetes é cada vez mais proibitivo, a somar a um conjunto de regras completamente terceiro mundistas, com o surgir de Canais pagos, como a Sporttv ou a Eleven Sports, em canal aberto sobra para os adeptos o que de mais feio e sujo o futebol português tem para oferecer. Debates vazios, sem substância, onde o jogo jogado fica para terceiro plano e o foco é a mentira, a devassa, a injuria e uma falsa batalha contra a corrupção e a verdade desportiva. Os quatro Canais que temos são um autentico maná de manipulação de opinião. E todos os três grandes têm muita culpa neste clima.

Mas a razão deste texto prende-se pela primeira derrota do Sporting de José Peseiro em Braga. Fiquei triste com a derrota mas altamente dececionado com certas atitudes de alguns Sportinguistas.

Peseiro é o elo mais fraco. E também é o menos culpado da derrota. Não podemos esquecer que nos últimos três anos tivemos um dos mais bem pagos treinadores da europa, com planteis de milhões e hoje continuamos a competir na Liga Europa e a assistir aos rivais a celebrar os títulos nacionais.

Peseiro deve ser acarinhado. É o eterno anti-heroi do Sporting. Chegou a uma final europeia. Deveria ser celebrada essa meta. Critica-se, é mais fácil, ficou conhecido como o treinador que a perdeu, com uma equipa que o tempo tratou de revelar não ser assim tão competitiva e tão rica como se vendia na época.

Peseiro foi o treinador, talvez e depois de Mirko Jozic e de alguns grandes momentos de Boloni, o Mister que melhor futebol apresentou aos Sócios e Adeptos do Sporting. Não sejamos ingratos, pois se há mérito que Peseiro merece é que as suas equipas valorizam o jogo e não o que se joga nos corredores.

Peseiro era apontado de ser “louco”, de não defender, de não ter contenção, entre outros chavões. Teve a coragem de aceitar o cargo depois de tantos o terem rejeitado, tomou as rédeas a um enorme problema, com jogadores a chegarem a conta-gotas, outros novos, várias saídas de jogadores chave, como William, Rui Patrício e Gelson, começámos a época com várias lesões de jogadores muito importantes como Bas Dost.

Peseiro perante tudo isto vai contra os seus princípios de jogo. Aposta numa estratégia mais compacta, menos tentadora e de olhos constantes na baliza, soube ler a qualidade e a falta dela que existe no plantel. Hoje, ao contrário de ontem, é apontado porque não arrisca, porque tem demasiada contenção e que aposta demasiado num sistema defensivo.

Peseiro é, facto, o anti-herói do futebol nacional. Por todos, pelo menos os que estudam o jogo, valorizado, por todos os que o consomem, criticado.

Mas não podemos esquecer este estado bicéfalo, ora se chorou sangue quando foi anunciado e poucos dias, quando um candidato apresenta um Ranieri, a grande maioria o apoiou. A bipolaridade sempre na luta e sempre presente neste nosso Sporting.

Em conclusão, Peseiro merece um grande aplauso. Não só pela coragem. Pelo mérito de estar a unir um grupo destroçado e completamente desequilibrado. E acima de tudo, pela forma como tem defendido o Sporting, com elevação, saber estar e muito profissionalismo.

Que esta derrota sirva para unir o que cada dia está mais coeso. Que é o Sporting, sobre os outros, os que surgiram do submundo do lodo para lançar as primeiras pedras, em relação a esses, desprezo e o escárnio que merecem. Não são dignos de resposta.

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publicado às 13:45

Limpa Ferrão

por O 6º Violino, em 21.09.18

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 Menos de duas semanas após o acto eleitoral , e já com alguma da necessária limpeza feita dentro do Clube , existe ainda , e em vários sectores pessoas que urge sacudir rapidamente para fora do Clube , sob pena de continuarem a ser os olhos e os ouvidos do historicamente destituído.

Um dos casos que me faz imensa confusão por ainda pertencer aos quadros do Clube é Luis Ferrão.

Quem é Luis Ferrão?

Luis Ferrão foi o último sobrevivente da penúltima "empresa" falida (a última foi a Fundação Aragão Pinto) de Azevedo de Carvalho. De 2011 a 2013 era o moço de recados de Azevedo de Carvalho para todos os assuntos, particulares e profissionais. Uma espécie de Pedro Batista e/ou João Capitão, mas remunerado. Uma espécie de Saraiva, mas com tacão alto, que consegue trocar lâmpadas.

Ferrão entra para o Sporting em 2013 pela mão de Carvalho, para a área responsável pelo Estádio.

Ferrão, André Cashball Geraldes, Pedro Batista, João Capitão e o seu irmão anafado, faziam parte da trupe que se entretinha a espiolhar sócios que manifestamente estavam contra a gestão "Azevedista", sendo Beto Severo uma das vitimas de então, ele que agora é Team Manager do Clube.

Frederico Varandas não pode perder tempo a dar confiança a esta gente que tanto mal fez ao Clube e seus associados. Não pode correr o risco de ter à sua volta estes bufos do Carvalho.

Tem de cortar a direito com esta linhagem de putos atrasados mentais que sujaram o nome do Clube. O tempo é escasso, e esta gente não pode ser merecedora de confiança.

É mais do que tempo de limpar esta corja de amigos do João Duarte da YN.

É tempo de limpar de vez, nem que seja à força.

Tempo de ter um Sporting limpo, de novo.

SL

 

 

 

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publicado às 14:54


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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