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O filha da puta do fracasso

por Lizardo, em 02.04.18

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Et voila, tudo se revelou tal e qual como sempre preconizamos. O fracasso é o nome do meio de Bruno de Carvalho, e por mais voltas que nos dê, ou tente dar, não consegue esconder a realidade, pois fracasso é a palavra que melhor define a sua vida profissional antes de chegar ao Sporting, e cinco anos depois, de fracasso em fracasso até à machadada final, que todos esperamos, esteja para muito breve, para bem do nosso grande Sporting.

 

Mas comecemos pelo telhado, ao estilo do fracassado mestre de obras Azevedo, quando surgiu o Sporting estava completamente à deriva, os Associados loucos com a falta de respeito que tinham para o Sporting, não praticávamos bom futebol, a instabilidade estava instalada, financeiramente estávamos um caos.

 

Este estado de fome e necessidade de circo como um drogado necessita da sua dose, abriram as portas a um ilustre desconhecido, um especialista em fracassos.

 

Como é óbvio o fracassado não fracassou sozinho. Sampaio, Barroso, Ricciardi, entre outros ilustres do fracasso, congeminaram e viram em Bruno o perfeito rastilho para destruir o pouco do Sporting dos Fundadores que ainda perdurava.

 

Com o tempo, nem educação, nem exemplos e referências, nem títulos, nem nada! Um fracasso em toda a linha, onde a comunicação nos tenta passar que estamos muito melhor financeiramente, (rir em voz alta) e melhor no campo desportivo em todas as modalidades.

 

Felizmente não basta dizer, e o tempo em que “se deu na televisão deve ser verdade”, não se aplica na sua total força nas redes sociais. Uma mentira dita e repetida várias vezes não se torna verdade. Eles tentam, mas o fracasso tem muita força e revela-se sempre.

 

Passaram anos, muitos casos, muitas derrotas, muitos posts no Facebook, mais processos em tribunal, devassas de vidas de Sócios e Adeptos, ameaças física, bem, tanto circo que só faltou mesmo o golo entrar na baliza. O que infelizmente, não acontece e é cada vez mais difícil.

 

Jorge Jesus chegou como um grande salvador. Apresentado com pompa e circunstância, um pouco ao exemplo da receção a Markovic no aeroporto. Se o jogador andou a gozar com a cara de todos nós, ao exemplo de quase 70! (Setenta) outros nomes, Jorge Jesus conseguiu coisas boas, muito boas e outras muito más. A formação acabou, puff, olhando para os nossos escalões, este ano corremos o risco de ganhar zero, e a nossa equipa B, a tal que forneceu vários jogadores à primeira equipa, à primeira liga, à europa do futebol e à seleção nacional, vai acabar. Gestão de excelência.

 

“Mas fala lá das modalidades!”. Sem dúvida, uma melhoria evidente. Um Pavilhão digno e mais que merecido, o nosso ADN está ali também naquela obra. Obrigado Bruno, acabaste o que muitos já tinham começado. Faltou-te essa ponta de carácter e dignidade para agradeceres aos que permitiram que fosses tu a inaugurar tão importante obra. De qualquer forma, o meu aplauso. Está feito, e gabamo-nos que está pago. Já as modalidades batemo-nos que nem loucos na Europa, ou não, o Hóquei é cada vez mais um desporto de províncias ibéricas, o futsal, onde gastámos milhões, tem sofrido dissabores com o rival da segunda circular, e muito me agrada ver o Andebol, com uma equipa de milhões muita vez a sofrer com equipas de tostões. Aqui a culpa é também do nosso paradigma desportivo, queremos é bola no pé. O resto é para um nicho.

 

Em resumo, cinco épocas, quatro campeonatos para o Benfica, um que não sabemos quem o vencerá, nós não seremos, e há várias semanas que colocamos a fasquia ao nível de um Braga.

 

Realmente a política de exigência é um doce neste universo de Azevedos, Sampaios e Barrosos.

 

Vale tudo! Ou Vale só o Azevedo?

 

 

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publicado às 11:01

Forever de Carvalho

por Lizardo, em 03.03.18

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Forever!

Tem sido isto os últimos anos do nosso Sporting. Um projeto “forever”, uma dinastia “forever”, treinadores “forever”, e claro está, o desgosto de “forever a perder”.

 

Factos, cinco anos de Bruno de Carvalho, quatro campeonatos para o Benfica e este ano já estamos a olhar com mais medo para o Braga que plenos de esperança e de força para, pelo menos, conseguirmos o lugar que nos dará acesso à Champions League.

 

Esta época foi um circo sem precedentes, nada que nos choque, afinal o Palhaço superior continua a gerir uma Instituição centenária com menos rigor e menos know-how que qualquer merceeiro com a quarta classe tirada entre regadios e pastorícias.

 

Bruno falhou! Outra vez. “Forever” a prometer e exigir, a desviar atenções com guerras que à priori todos sabiam que nos iriam rebentar nas mãos.

A mais mediática e mais ignorante, a que nos levou a uma aliança com o Futebol Clube do Porto. Como é óbvio e sabido, nestas alianças só um pode ganhar, e ao exemplo da Seleção da Alemanha, quem ganha é sempre o Porto, com o doce sabor de nos terem ridicularizado, olhos nos olhos, na sua própria casa.

 

Espero não voltar a ser gozado, pois o Benfica que ainda corre para campeão, ainda nos vem visitar a Alvalade, e não gostava de desligar as luzes e ligar a rega, ou quem sabe, o Bruno atiçar-lhe os seus cães do Facebook ou da Young Network.

 

Sem muito mais assunto, pois estamos a viver um loop, uns acordados outros cegos e a adorar ser ignorantes, o facto é real, milhões gastos como nunca, muito pior que os gastos com Pongolle e outros similares, títulos menos que nessas épocas, menos esperanças claras e evidentes na nossa formação, um plantel com pouco futuro dada a idade de alguns ativos, emprestados e os que estão loucos por abandonar o barco do “Palhaço”.

 

Vivemos ainda a ilusão das modalidades. Vólei, Andebol, Hóquei e Futsal. Os momentos decisivos estão a chegar. Não quero acreditar que também aqui, com tantos milhões investidos, vamos ficar a comemorar o “normal”, que é um título. Exige-se o pleno!

 

PS: Vamos começar a assistir ao lento fuzilamento de Jorge Jesus por parte do aparelho palhaçal da comunicação do Sporting. De Saraiva aos palhacitos das redes sociais e claro aos iluminados pirilampos da YoungNetwork.

 

PS2: Bruno anda calmo, em silêncio. Sem Sportingados para apontar, sem antigos dirigentes para culpar, sem comunicação para guerrear, ... a próxima guerra será contra os animais de estimação nos restaurantes. Enfim, o ridículo de cinco anos de Sporting de Carvalho.

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publicado às 14:28

Ponham os olhos no palhaço

por Lizardo, em 29.01.18

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Poucas horas depois de vencer, goste-se ou não, com mérito uma competição, o ambiente entre Sportinguistas está novamente a ferro e fogo. Este é o clima preferido pelo presidente, é neste ambiente circense e de conflito que se sente como peixe na água. Neste caso, o peixe palhaço no lodaçal que é o futebol português.

A gravidade deste clima já ultrapassou todos os limites. Por norma, as redes sociais e os blogues, eram espaços por excelência para se utilizar uma linguagem ligeiramente mais agressiva. Longe do frente a frente, só com o teclado pelo meio, todos são uns experts ou heróis para ter opinião e ameaçar. O nível é de esgoto.

Mas este nível começa a sair deste meio digital. Os meios impressos são uma vergonha, pejados de cartilheiros dos três grandes clubes, o que explica a pouca venda em banca, e as televisões com os seus programas desportivos conseguiram destruir os poucos valores associados ao desporto.

Ontem, Rui Santos referiu-se a Bruno Carvalho como um Palhaço. Termo que começa a ser utilizado várias vezes pelas mais diversas pessoas, nos mais diversos espaços, das mais diversas idades e das mais diversas áreas e disciplinas.

Quer-me parecer que o “Palhaço”, o artista, o criativo, o Homem que anima, não gostará de ver a sua profissão associada a Bruno Carvalho.

O “Palhaço” é uma pessoa séria, educada, que compreende que a sua profissão obriga a um comportamento, a um tom a um posicionamento. O “Palhaço” sabe que os seus atos têm sempre uma consequência. O “Palhaço” sabe que tem um objetivo, que é um elemento central e fulcral no espetáculo. Como se diz na gíria, “não há circo sem palhaços”.

Ora Bruno Carvalho, passados todos estes anos, continua a não compreender o cargo que ocupa. Lá no alto, bem no alto do seu andaime, todos os dias temos o “prazer” de ouvir o seu piropo nojento.

 

Posto isto, Palhaços de todo o mundo, uni-vos. Não deixem um “trolha” conspurcar a vossa nobre e importante profissão.

 

Não tenham medo, pois por mais processos em tribunal, por mais ameaças, telefonemas, e outras caganças, ao fim do dia, um trolha, sempre será um trolha. Mal vestido, mal formado, sem futuro. E o trolha meus amigos, não se esconde, revela-se.

PS: Todo este clima tem um propósito. Aquecer a próxima Assembleia Geral de dia 3. Aguardemos pois por mais um episódio de tábua de andaime.


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publicado às 15:56

2 anos

por Trinco, em 24.04.17

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N'O começo, há dois anos, o 6º Violino escrevia:

 

A 24 de Abril de 2015, nasce o "Dia do Clube", cantinho que queremos que seja vosso, também.

Aqui debateremos o dia-a-dia do Nosso querido Clube, sem complexos, sem agendas, apenas com o objectivo de tornar um Clube cada vez maior. Porque queremos um debate tão abrangente quanto possível, tentaremos não nos focalizar apenas no futebol, tratando as Modalidades e a gestão de Clube e SAD da mesma forma.

Não estaremos ao serviço de ninguém, nem de quem lidera o Clube, nem de quem, eventualmente, o queira liderar. Sempre com opinião, nunca como caixa de ressonância de ninguém.

"Queremos um Clube tão grande como os maiores da Europa"

 

Retrospectivamente, cumprimos o que nos propusemos. Retrospectivamente, volto ao que escrevi, o que escrevemos, e verifico, dispensando falsas modéstias, a pertinência e precisão do que fomos publicando, a maior parte das vezes fortemente sustentado em factos.

 

Assim continuaremos, com maior ou menor assiduidade, dependendo das disponibilidades pessoais de cada um e, no meu caso da motivação para tratar e abordar o que vão fazendo do Clube. Algo que neste momento, confesso, me custa fazer dada a torrente descaracterizadora que o inunda e o ambiente criado e constantemente exponenciado, quer no Clube, quer no contexto desportivo, onde vejo aqueles que deveriam ter mais postura e reserva a contribuírem de maneira perfeitamente irresponsável para um rumo de violência e morte do qual dificilmente sairá algo de positivo para quem quer que seja.

 

Estão a matar, mais que o futebol, o desporto. E depois disso, os Clubes deixarão de fazer sentido.

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publicado às 09:35

Sporting Clube de Bipolares

por Lizardo, em 28.12.16

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Ontem, como muito bem afirmou o nosso Presidente Bruno de Carvalho, começou a corrida eleitoral no Sporting.

Pedro Madeira Rodrigues foi o primeiro e até ao momento o único candidato a apresentar a sua disponibilidade para discutir o Clube, a SAD, o passado e o presente, e como é lógico, o futuro do nosso centenário Sporting.

Bruno de Carvalho, num estilo politicamente correto, e que muito prezo, disponibilizou-se a ceder tudo o que seja pedido para uma discussão correta, este é já um indicador sério que aceitará o pedido de auditoria de gestão pedida por Paiva dos Santos. Afinal a transparência que se apregoa revela-se neste tipo de atitudes, e se sobre a auditoria não temos para já novidades, não tenho dúvidas, depois do discurso de bom samaritano de ontem, que será com toda a certeza para avançar.

Nas redes sociais, os mais jovens sócios e adeptos, dividem-se. Uns aplaudem o pluralismo e o necessário debate, outros, não estão disponíveis para ouvir, estão cegamente com Bruno de Carvalho e ofendem, deturpam, difamam, sejam os candidatos, os seus apoiantes ou simples Sócios que de forma corajosa desde o primeiro dia se revelaram contra a gestão corrente e o comportamento do Presidente.


Estas eleições vão ser diferentes. Adivinha-se climas de baixo nível e de suspeições sem sentido, de avaliações de carácter e acima de tudo, de muito lavar de roupa suja entre antigos apoiantes de Bruno de Carvalho que agora apoiam outros candidatos.

Ontem no Radisson muitos foram os antigos membros da atual direção que marcaram presença no apoio a Pedro Madeira Rodrigues.

Ontem, que fique claro, foi somente uma “cerimónia” de apresentação de disponibilidade e apresentação de candidato. Não existia nem podia existir a obrigatoriedade de apresentar propostas, nomes, caminhos.


Pedro Madeira teve a coragem de sozinho avançar e dar o corpo às balas. Com tempo saberemos e iremos tomar conhecimento da sua equipa e das suas ideias para o Sporting. E é isso que mais ambicionamos agora, conhecer caminhos e propostas, ponderar e saber escolher o que poderá ser melhor para o nosso Sporting.

O que é triste e muito frustrante em tudo isto é a iliteracia dominante, a falta de respeito entre pares, o ataque vil e baixo entre adeptos e sócios. O Sporting foi sempre muito maior que tudo isto e merece outro tipo de comportamento da sua massa associativa.

As redes sociais estão minadas de páginas falsas e perfis ocultos que de forma lírica tentam ofender e difamar Sportinguistas. A Policia Judiciária e o Ministério Publico, segundo consta, estão já no terreno, e talvez muitas sejam as surpresas de alguns nomes que possam surgir sobre os “obreiros” deste tipo de páginas e blogs.

Sobre a hipotética não recandidatura de Bruno de Carvalho, não passa de um mau argumento de um mau filme com péssimos atores. Bruno será obviamente candidato, e está sim com dificuldades em garantir apoios. Se por um lado Carlos Vieira pode estar de saída, e tendo sido quase publico a nega de Paulo Andrade para esse cargo, parece certo que Dias Ferreira será o substituto Bacelar Gouveia.

O Conselho Leonino está em pé de guerra, como sempre. E na minha modesta opinião, o problema não é o Orgão em Si, mas sim as pessoas que se nomeiam para ganhar votos e não para intercederem de forma consultiva durante quatro anos de mandato. Com interesses instalados não há baile que dê boa dança!

Em suma, ainda estamos no prólogo, o mês de Janeiro será complicado em termos desportivos, mas juntos queremos continuar a acreditar que será possível vencer este campeonato. Queremos também acreditar que estas eleições não serão manchadas com ocorrências e casos de polícia, comissões de A ou B, desvios e abusos de confiança, bem como, com ataques pessoais e ameaças a quem tem opiniões diferentes. O Sporting é muito grande, desde 1906, e isso é um exercício temporal que muito jovem deve e tem a obrigatoriedade de fazer.

Venham de lá esses candidatos, queremos discutir Sporting, queremos todos o melhor para o Sporting, queremos o melhor Sporting.

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publicado às 10:08

Canibalismo Mediático

por Lizardo, em 12.10.16

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Muito se tem comentado a comunicação dos Clubes nestes últimos dias. E muito se tem comentado, como é hábito neste país, em repetição porque a repetição faz-se valer quando o conteúdo é pobre e polémico, sem substância e sem qualquer real interesse para o fenómeno desportivo ou para as querelas diárias e saudáveis entre adeptos.

 

Os últimos dias têm revelado o que vamos afirmando há muito. Com o aproximar de eleições instala-se a ideia que vale tudo, que tudo é permitido, desde a devassa de uns até aos impropérios a outros. Quem perde é o futebol, com a agravante, que este lixo é proferido por gente, na sua maioria, que nunca praticou desporto ou foi dirigente desportivo.

A tudo isto temos que somar as pobres estratégias de comunicação. Há uma confusão evidente entre a imagem do Clube e a imagem do Presidente. Em especial, o Benfica e o Sporting estão a viver essa confusão, protegendo a figura do diretor esquecendo as modalidades e os artistas desportivos. Sobre esses, sobre os golos, sobre a magia, sobre a capacidade de virar resultados ou transportar uma equipa às costas, pouco ou nada se fala.

A criação das SAD´s abriu a porta a um conjunto de teóricos que de futebol ou outras modalidades percebem “bola”. Falam o que lhes é pedido, defendem com unhas e dentes o que não tem defesa, e os papalvos, os Sócios papam tudo com a vontade e o acreditar de uma homília papal em pleno Vaticano.

Os Clubes, focando nos três grandes, estão mais fracos, a sua formação mais fraca, a sua capacidade de jogar de igual para igual na europa mais reduzida. Meses depois de vencer um Campeonato Europeu, começamos a avaliar o futuro e a constatar que se perde demasiado tempo a defender a geração de dirigentes e a esquecer as novas gerações de jogadores. O Futuro do atleta português não está bem definido, e tivemos um grande soco no estômago já nos passados Jogos Olímpicos.

O Sporting está nitidamente a viver um processo de afirmação, fazendo lembrar aquele adolescente que até já tem uma penugem no buço mas que ainda precisa de ajuda para atar os sapatos. Quer-se afirmar, fazer-se ouvir, marcar uma posição. E faz muito bem pensar assim. Mas está a fazer tudo muito mal. Criar guerras saloias com saloios soldados só pode originar este clima. Do outro lado da barricada, a saloiice impera, e as respostas, por mais preparadas que possam aparentar, na sua substância estão também ao mesmo nível.

Quem perde com tudo isto são os adeptos, o jogo, o fenómeno desportivo, tudo isto afasta sponsors de grande dimensão, afasta gente com dois neurónios do espectro do futebol, tudo o que existe cheira a uma guerra financeira e não a uma competição desportiva.

E se nesta guerra financeira, com os três grandes falidos, com gente com pouca capacidade gestora, com mudanças sucessivas de estratégias, sem planos definidos, somente pensando no agora e na vitória do presente, o futuro do nosso futebol irá seguir o futuro deste formato de comunicação, vai ser descredibilizado, vai ser banalizado, vai ficar isolado.


Ainda é tempo de mudar, pena que para mudar é necessário humildade, capacidade intelectual e acima de tudo uma estratégia bem definida. Algo que nenhum dos três grandes aparenta ter, aprisionados a Bancos, Fundos e outros Investidores que injetam fortunas originárias de locais obscuros.

O Futebol está podre. Cheio de gente podre. Amanhã é outro dia, e se a bola não rolar, outra polémica se irá criar, sem fundamento, sem interesse, que passará em repetição em todos os canais de Tv, rádios e espaços online. O que interessa é ter tempo de antena, mesmo que do fenómeno pouco se entenda. O Futebol é hoje uma montra, não para os atletas, mas para um conjunto de parasitas que no mundo social nunca se conseguiram impor com sucesso, nem na vida pessoal nem na vida profissional. O Futebol, o desporto, pobre como nunca o vimos, hoje existe em Portugal. Com tanta gente a aplaudir e a oferecer tempo de antena a esta gente, não podemos ter muita esperança.

PS: Curioso a insistência em afirmar que este Blog tem o condão de estar ao serviço de uma oposição ou que tenha uma agenda própria. A bem da verdade, na sua grande maioria, grande parte dos “escribas” deste Blog nem se conhecem pessoalmente. Nasceu da troca de impressões em Fóruns e outros espaços online onde a temática é e era o Sporting. Continuar a insinuar o acima citado é revelador que estamos a chegar a cada vez a mais leitores. Para que conste, este blog teve nos últimos 12 meses uma média superior a 78.000 visualizações.

A todos os que continuam fieis e que com educação e elevação continuam a partilhar e a discutir connosco, que continuem, pois é a discutir que a obra nasce.

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publicado às 12:27

O(s) Dia(s) do Clube

por O 6º Violino, em 03.08.16

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A comunicação é cada vez mais um universo pleno de soluções e meios de difusão. Longe vão os tempos onde só os jornais, rádios e tv comunicavam. Agora, todos podemos ter o nosso espaço, todos temos a nossa janela para o mundo.

 

A liberdade é isto mesmo, expressar opiniões, divulgar, discutir e manter a elevação que os fundadores do nosso Sporting nos passaram e chegaram até nós de geração em geração. Este Blog nasceu dessa mesma necessidade, unir Sportinguistas com opinião, cativar leitores e procurar ter uma voz neste universo cada vez mais manipulado e mais orquestrado, muitas vezes putrefacto de comentários e contra informação.

 

É com muito orgulho, que passado mais de um ano de vida o Blog "Dia do Clube" conta já com mais de 55.000 visitas e com perto de 77 mil visualizações. Isto apenas nos últimos 12 meses.

 

No panorama actual, onde nem os jornais vendem tantos exemplares, estes números só nos dão força para continuar. E é isso que iremos fazer, diariamente, ou sempre que a opinião nos convide a escrever. Mesmo que as nossas opiniões sejam de uma maioria silenciosa, a nossa consciência estará sempre tranquila, por muito que tenham de fazer reuniões de emergência, por muito que nos "batam". Vão ter de aprender a conviver com a opinião discordante, por muito que cause embaraço. Faz parte da vida.

 

Em nome de todos os que participam neste Blog, a todos os nossos leitores, obrigado pelas vossas visitas, comentários e partilhas.

 

SL

 

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publicado às 15:28

O desconforto das evidencias

por Trinco, em 27.07.16

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Ontem, após a publicação de uma lista de jogadores que entraram no Clube desde 2013 no post "Centésimo primeiro" verifiquei em muitas páginas e blogs alinhados um enorme desconforto com a mesma.

 

Como habitualmente, recorreram ao insulto gratuito, baixo e reles a roçar o lampiânico (como agora gostam de dizer), inclusive numa imagem que depois apagaram por razões que desconheço, mas sem rebaterem verdadeiramente o numero, antes optando por ginásticas criativas para os justificar. Ao melhor estilo de outros tempos. O que aliás me trouxe à memória o post "Lambuças" (como me lembrou igualmente a expressão entretanto lida de "lampinguistas" que tão bem os identifica). A isto juntem-se ameaças veladas a tudo e todos que ousem questionar.

 

Pessoalmente, os insultos ignoro-os. Não por uma questão de superioridade, que não reconheço em mim, mas por uma questão de educação e por prática do lema "Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele, e depois vence-te em experiência".

 

O que me custa (embora entenda a dificuldade cognitiva) é a incapacidade de i) entender o que está escrito e perceber que existe um universo de distancia entre o que está mesmo escrito e o que cada um dos incomodados quer ler e ii) produzir um pensamento critico que rebata ou contrarie, o que, admito, seria difícil pois trata-se de factos.

 

Ainda assim, das considerações que faço após a lista, aceito sem dificuldades que muitos discordem. Seja por convicção pessoal, seja por ressonância superior. Discordando, poderiam dizer que acham que não foram assim tantos, que a maioria até são bons, que alguns têm futuro e os outros tiveram azar.

 

Agora ler contratações onde escrevi entradas nos quadros já é um bocado iliteracia. Ou ignorar que escrevi que a lista poderia não ser absolutamente precisa por falta de informação fiável, podendo até pecar por escassa pela dificuldade de registar as entradas nos escalões mais baixos. Ou convenientemente esquecer que estamos num período de inicio de época com o mercado aberto que a todo o momento poderá tornar a lista desactualizada. Ou até falhar em perceber o elefante na sala que é o numero em si.

 

Ainda assim, dado que alguns escalões causaram grande comichão, faço a vontade. Retiro os escalões mais baixos de formação (sim que não aceito que se considerem os S19 como apostas formativas puras...) e com que números fico? 85. "Só" oitenta e cinco jogadores em 3 equipas e 3 anos e meio (o período de transferências de verão ainda não acabou e o de inverno ainda vem longe). 87 jogadores, dos quais 34 já não fazem parte dos nossos quadros.

 

Foram 37 jogadores contratados para uma equipa A, num clube gerido por um programa que afirmava o "Aproveitamento dos quadros pertencentes ao Sporting", "A formação como aposta base da política desportiva", um "Plantel principal com 20 jogadores" ou a entrada de "Jogadores estrangeiros não adaptados ao futebol português apenas se forem mais-valias claras"

 

Mas pior que isso, 48 jogadores para a equipa B e S19 são ainda mais incompreensíveis nos pressupostos acima transcritos. Foram 48 jogadores que ocuparam posições de jovens da formação. Que os empurraram para empréstimos a roçar o aberrante, com devoluções pelo meio e até para a saída de muitos valores com grandes perspectivas de evolução para rivais directos e equipas em ascensão que actualmente nos mordem os calcanhares nas competições nacionais. O Belenenses, por exemplo, teve na época transacta quase meia equipa S19 formada em Alcochete.

 

Mas depois, à falta de argumentos para a "big picture", viram agulha para o detalhe.

 

Que o Martunis não podia estar na lista. Pois bem, o Martunis foi apresentado a 1 de Junho de 2013 como atleta do Clube. Foi assim que a sua televisão oficial o identificou. Como também é esclarecedora uma entrevista ao Jornal que tem excertos no site do Clube em que afirma "o desejo de rumar a Portugal para perseguir o sonho de jogar futebol" e que  “Estou muito feliz, porque o Sporting CP deu-me a oportunidade de cumprir o meu sonho. Eu amo o Sporting CP e há muito tempo que queria jogar futebol na Academia."

 

Ou que o Betinho não podia estar na lista pois tinha sido formado em Alcochete. Pois foi. Só que foi transferido para o Belenenses em Agosto de 2015 tendo regressado por empréstimo no mercado de inverno do mesmo ano

 

Ou, que bastaria uma destas contratações ser vendida por um valor substancial, para tudo estar equilibrado. A isso digo, que se comprar por atacado na esperança que um vingue e seja mais-valia é sinal de gestão de excelência, vou ali ao café comprar raspadinhas. Alguma há de ter dinheiro.

 

E já nem falo das referencias aos "Pongolles" que são invariavelmente utilizadas como termo de comparação e justificação sem perceber que a utilização de tão baixo "benchmark" só menoriza a acção desta administração que tão ufana e religiosamente desejam defender.

 

É que eu, ao contrário da maior parte destes ecoantes que falham sequer a perceber que a maior parte do dinheiro entrado na SAD pela venda de activos deriva de jogadores que já cá estavam antes de 2013 ou até que os mais apetecíveis neste momento estão na mesma exacta situação, reconheço, neste campo, algumas boas apostas, com possibilidade de mais-valias futuras (ou até já obtidas) sejam elas financeiras ou desportivas, como sejam Slimani (provavelmente o caso mais paradigmático) ou como também o foram ou poderão vir a ser Montero, Jefferson, Paulo Oliveira, Bryan e Alan Ruyz, bem como alguns outros que agora estão na B e S19.

 

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publicado às 09:44

Uma resposta ao Culto do Líder

por Trinco, em 24.06.16

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Porque há coisas que são demasiadamente relevantes para se confinarem a uma caixa de comentários, publicamos com enorme prazer e a devida autorização do autor o escrito pelo nosso leitor Zé Gato nas respostas ao post do Lizardo, O Culto do Líder:

 

Trabalho na área de ciência política e relações internacionais e as similaridades existentes entre a comunicação de Bruno de Carvalho e a comunicação de regimes oligárquicos ou mesmo ditatoriais são assustadoras. Estamos perante um verdadeiro método de propaganda dirigida para um homem que apresentada (novamente) assustadores tiques ditatoriais, que nos trás à memória várias personalidades que tiveram no culto de imagem uma ferramenta para se eternizarem ao poder. Embora essencial para alguns, qualquer regime oligarca ou ditatorial sabe que o culto do líder não chega para hipnotizar as massas. É preciso acrescentar a componente do medo. E caso haja um estado de guerra, mais fácil se torna manipular ou amansar as gentes.


Hoje vemos a diabolização do passado do Sporting e as constantes injecções de medo pela possibilidade de regressar a este, que é completada pela máxima de que BdC é a única solução para o Clube. Surgiu como Cristo na terra para salvar o Sporting, e só esta liderança pode trazer sucesso. Além de dar o mote sobre a ideia do passado, o medo é também utilizado como arma para silenciar quem ousa criticar o regime, no caso do Sporting através de processos internos ou judiciais e tentativas de humilhação na praça pública. Como polícia política, para assegurar que a “lei” é cumprida e que os infractores são punidos, temos uma facção de adeptos brunistas que prefere acreditar no populismo enquanto solução (maioria jovens), juntamente com os dirigentes ao serviço do ego presidencial (destaque para o execrável Jaime Marta Soares). E para terminar, a ideia de guerra lançada ao Sporting pelo mundo inteiro (alguns inimigos já definidos e outros a definir consoante a conveniência) serve para arregimentar as tropas e as massas à volta da causa e permitir rotular como traidor os que não se revêem nesta. A tão importante divisão entre bons sportinguistas e maus sportinguistas.



Em relação à utilização dos meios de comunicação do Clube, lembro também o destaque dado à frase de BdC na capa do Jornal Sporting depois da vitória na Taça CERS de 2015 em hóquei em patins, com direito a "lettering" antigo, quem sabe para substituir a mítica frase de José de Alvalade. 



PS: Concordo com a crítica feita aos que podem denunciar as mentiras que alicerçam esta propaganda. Ninguém quer ver a sua imagem arrastada na imundice que saí da boca de BdC, mas espero que a dada altura a responsabilidade sportinguista fale mais alto.

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publicado às 16:30

Um ano depois

por Trinco, em 24.04.16

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Fazemos um ano. Neste ano fomos muitas vezes incómodos. Neste ano fomos algumas vezes insultados. Neste ano fomos apontados como "o mal". Neste ano, muitas vezes, fomos o mensageiro "a abater", sem sequer se ter em atenção à mensagem. Neste ano muitas vezes não gostaram de nós.

 

Mas neste ano, não abdicámos de pensar por nós próprios, sem complexos ou trelas. Neste ano não deixámos de dizer o que achávamos que devíamos dizer sem presenças tutelares a mandar recados. Neste ano celebrámos vitórias e carpimos derrotas. Neste ano, na maior parte das vezes argumentámos com aquilo que mais custa rebater, que são os factos.

 

E como diz o Jorge Palma:

Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar
enquanto houver estrada para andar
enquanto houver ventos e mar, a gente não vai parar
enquanto houver ventos e mar

 

Lidem com isso!

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publicado às 08:28


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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