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Menos senhores, menos.

por Lizardo, em 12.11.18

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Menos senhores, menos.

Menos Samuel Almeida, menos Roquette. Menos Calafate, Pina, e muito menos Dias Ferreira. Menos antigos dirigentes, quase dirigentes e os que nunca foram sequer funcionários. Menos!

Menos a todos os que continuam a debater Sporting sem falar do jogo, sem falar uma única vez nos atletas, nas modalidades, na formação e nos resultados, no desempenho, no futuro, no presente e nos erros do passado.

Chega, o Sporting não pode continuar a dar palco a quem fala de novelas e não fala de desporto, do jogo que se joga, da prova que se conquista, da vitória ou da derrota que se celebra ou ensina a vencer da próxima vez.

Basta de gente, que nem abutres, surgem quando há sangue, que só alimentam novelas, que só oferecem as suas opiniões, vazias, sem substância, sem bases e sem qualquer validade, mas sempre, sempre com objetivos bem definidos e agendas bem redigidas para diminuir pessoas ou o Clube.

O destituído está preso. Entrou a Justiça em campo. Aguardemos agora. O que é facto é a certeza que o Sporting tem uma oportunidade de ouro de fazer uma limpeza em toda a escala. Uma limpeza de pessoas, de processos, de vícios e de rotinas acumuladas que não valorizam o seu desenvolvimento e crescimento em todos os departamentos e disciplinas que fazem esta grande Instituição.

 

É tempo de devolver o Sporting a quem é do Sporting. Temos um Jornal, um Site, um Canal de Televisão, estamos nas redes sociais, temos Lojas, mas não temos uma estratégia de comunicação sustentada e que seja eficaz. E o que queremos afinal?

Queremos que as novas gerações tenham orgulho neste Clube. Que o Sporting continue a ser um eterno grande Clube, que se compreenda a razão de tamanha grandeza.

Mais que ridicularizar um homem ridículo e um conjunto de leais detidos de inteligência, é necessário sim valorizar os golos de Bas Dost, o milagre de Miguel Maia, os grandes feitos do nosso Andebol e Hóquei em Patins, o orgulho de ter um Homem com “H” grande a treinar o nosso Futsal. É imperativo revelar quem está na sombra do sucesso, quem ajuda, do roupeiro ao massagista, do financeiro ao jurista. Os Sócios e adeptos nos últimos anos perderam a consciência e a real noção do que é um Clube. Com a criação das Sociedades Desportivas muito ou tudo mudou. Menos a paixão e a dedicação.

Basta de cinzentismos, de contas e relatórios que ninguém percebe, chega de lutas internas pelo poder e pelo croquete, pelo bilhete e pela feira de vaidades.

O Sporting deve comunicar a uma só voz, e essa voz é a voz de todos os que todos os dias fazem o Sporting acontecer.

 

Sempre, em toda a minha vida ouvi a expressão: “servir o Sporting ou servir-se do Sporting?”. Esta é a oportunidade de acabar com quem se anda a servir, dos gabinetes à bancada, das redações a outras entidades externas.

Bruno está preso. Falta libertar a leal ignorância de muitos Sócios.

É tempo de pedagogia e informação. Sócios que conhecem, Sócios que sabem, são Sócios que reconhecem!

Em frente Sporting, estamos em todas as frentes. Menos sangue nas beiças e mais sangue na guelra! 

 









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publicado às 14:28

Acabou. Começou.

por Lizardo, em 11.09.18

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Podemos dizer que acabou. Acabou de vez no passado dia 8 de setembro.
Acabou um passado que durou cinco anos e que muito nos ensinou e explicou sobre as fraquezas do Clube, a falta de carácter de muitos Sócios e a facilidade e simplicidade com que manipula e manobra a opinião de Sócios e Adeptos.

Não devemos agora exigir o que sempre foi uma das principais criticas da anterior gestão. Não se exigem purgas ou um sanear meramente ideológico e de enfraquecimento de opositores. Exige-se sim que o Sporting, para se unir novamente, saiba reorganizar-se e excluir os seus ativos tóxicos, onde se incluem vários funcionários do Clube, bem como, avançar para a inevitável expulsão de todos os que se vergaram à vergonha de acompanhar o Presidente destituído nos últimos e penosos meses antes de escolhermos o nosso novo Presidente.

Frederico Varandas tem essa missão e acredito que a levará a bom porto. Não pode vacilar, não pode viver só da emoção ou só da razão. Tem que compreender que são os bons que nos levam ao melhor e o Sporting está repleto de gente sem capacidade e altamente negativa no que se compreende serem os seus processos diários, gestão e ambições futuras.

Posto isto, não haverá paz enquanto não se acabar esta guerra. E a guerra acaba com a rendição de todos os que foram coniventes com o anterior regime, seja por cegueira ou por interesses pessoais.

Frederico Varandas é hoje o meu Presidente. Ele e a sua equipa os Homens e Mulheres a quem exijo esforço e dedicação diária para modernizar o Sporting. Compreender o nosso espetro social e, acima de tudo, inovar, voltar a colocar o Sporting não só como Clube vencedor e portador de bons princípios e valores, mas também como Clube pioneiro e referência mundial.

O Sporting tem essa capacidade de per Si. Não deve cair no erro do populismo, não deve confundir o desporto com a política, os Partidos e as suas juventudes partidárias, deve lutar contra o granjear fama e poder através dos órgão de comunicação social, sejam para os titulares de pastas como para os seus familiares. Em resumo, a feira de vaidades que há muito é apanágio do nosso Sporting tem que finalizar.

Temos também o esforço de avançar para uma maior profissionalização de processos, mais rendimento, mais estudo, mais ciências humanas e desenvolvimento de atletas/homens/mulheres que são bandeiras dos bons valores, princípios e uma bandeira do lema leonino.

Em suma, voltamos hoje a este espaço, que será atualizado com mais periodicidade, na esperança de escrevermos mais sobre as vitórias nos campos, pavilhões, pistas e piscinas, que polémicas que nos diminuem, atos pessoais que nos envergonham ou ações de gestão pouco transparentes.

Não se invente a roda, não se crie uma nova doença. Frederico Varandas tem esta grande missão, ser a voz positiva e criadora de esperança a um universo de milhões de Sportinguistas. Saiba Ele e a sua equipa gerir as vitórias para capitalizar a mudança e as derrotas para instituir o respeito perdido.

A todos, Saudações Leoninas. Agora sim, o Sporting está de volta!

 

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publicado às 15:23

Quem vota seus males espanta

por Lizardo, em 02.07.18

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Votar é mais que um direito, um dever, é a maior arma que os Sócios têm. É a voz secreta que decide e tem criado e também destruído o Sporting nestes últimos 112 anos.

É evidente que nem sempre optámos pelas melhores soluções. É esta a magia da escolha, mas por mais enganos e arrependimentos que todos tenhamos, uma coisa é certa, a grande maioria dos Associados votou sempre em consciência e com a certeza que escolhiam o melhor para o Clube.

Os últimos anos foram um autêntico pesadelo. Aguardemos pelos próximos tempos e o que se augura é a revelação de uma SAD caótica e falida, onde muitas verbas foram já adiantadas hipotecando o futuro próximo da nossa saúde e boa gestão desportiva.

Os tempos não são de facto de grandes expectativas de sucessos imediatos. Mas não é também impossível que depois destas enormes tempestades chegue a bonança e a celebração maior, ser campeão no futebol.

Para isso vamos todos no próximo dia oito de setembro escolher entre vários candidatos o futuro imediato no nosso Sporting.

Até ao momento e seguindo a comunicação social, teremos várias candidaturas:

Frederico Varandas já se apresentou.
João Benedito disse que iria apresentar.
Fernando Tavares Pereira é candidato.
Paulo Lopo diz que avança.
Dias Ferreira ameaça com nova candidatura.
Pedro Madeira Rodrigues irá voltar à carga.
Os jornais falam em Figo e Tomás Froes

Feitas as contas, temos seis candidaturas que tudo têm feito nos últimos tempos para ganhar terreno e se afirmar, e depois temos a hipotética hipótese de Figo e Froes que mais parece uma vontade de alguns Associados e não uma vontade dos citados candidatos a candidatos.

Posto isto, e sendo o Sporting um Clube que se considera democrático, não me preocupa o número de candidaturas. Preocupa-me sim o problema de se criar um ruído de tal forma sujo que desvie as atenções do essencial. Os projetos!

O Sporting chegou a um ponto fulcral. Mais que escolher uma personalidade, é necessário escolher uma equipa. Um projeto que seja diferenciador, que não viva nos clichés habituais onde “aposta na formação”, “compra de jogadores só para lugares essenciais”, “continuar eclético”, “manter a maioria da SAD”. Meus caros, isso é conversa simples e para isso não era necessário votar. É preciso é romper com a normalidade. Exige-se visão.

Frederico Varandas foi o primeiro a avançar. Na minha opinião mal. Muito mal. A sua equipa não aqueceu nem arrefeceu os Associados. E o que não empolgou, facto, foi o erro de apresentar já uma Comissão de Honra onde podemos encontrar nomes como Eduardo Barroso, Sampaio ou Paulo Abreu, e a seu tempo, José Maria Ricciardi. Os Sócios que votaram massivamente na passada AG de dia 23 de Junho votaram também no afastamento destas personalidades. O seu tempo passou. Não ajudaram. Falharam.

De Frederico Varandas exige-se rápido um projeto para que consiga recuperar algum do eleitorado que perdeu nestes dias.

Como é lógico, os que ainda estão com o suspenso Presidente não irão votar Varandas. E aqui entra na equação Benedito.

Benedito terá muito do eleitorado do destituído Presidente. Uma lista de campeões com grandes vitórias nas modalidades, terá com toda a certeza também um campeão na gestão do futebol. Que se apresentem e que revelem o seu projeto. Na minha opinião são a candidatura que, HOJE, mais hipóteses tem de vencer as eleições depois dos erros de Frederico Varandas.

Dias Ferreira ameaça a candidatura, e parece-me lógico que entra para jogar. Da mesma forma que o fez da última vez, penalizando Godinho Lopes. Agora penalizará todas as restantes candidaturas favorecendo a de Frederico Varandas. Mais do mesmo.

Pedro Madeira Rodrigues, goste-se ou não, teve a coragem de praticamente sozinho ter dado o peito às balas na fase de maior hipnotismo da gestão passada. A derrota não era só evidente como era claro como a água que iria sujar a sua imagem pessoal. Pedro Madeira foi a jogo, foi humilhado nas urnas, humilhado na rua, humilhado nas redes sociais. Agora, se procura um bom resultado tem que perceber que o Sporting precisa de união, que não vive de aventureirismos e que, acima de tudo, tem que trabalhar a sua imagem pessoal. Mostrar ao eleitorado leonino o que é como pessoa, os seus méritos profissionais, os seus apoios. E claro, evitar cair na enorme asneira de trazer algumas das pessoas que o acompanharam na sua ultima jornada, como ficou bem claro, a grupeta de Severino e outros Associados que declaradamente gostam muito do Clube mas que não acrescentam nem valorizam o que se pretende do Clube para o Futuro.

De Fernando Pereira e Paulo Lopo pouco sei. E acho que os Associados também não vão querer saber muito mais do que sabem agora. Nitidamente candidaturas para ganhar expressão mediática. O pensar no Eu em detrimento do Nós e do que realmente interessa que é o Sporting Clube e a sua SAD.

Por último a hipótese Figo e Froes. Se avançarem serão sérios candidatos. É verdade que Figo tem muitos anticorpos, mas não deixa de ser verdade que também tem muitos que o veneram e lhe reconhecem educação e capacidade de gestão. Em relação a Tomás Froes, é um exemplo de uma geração vencedora, com empresas de topo e com sucessos nos mais diversos espaços por onde passou. Mas, e há sempre um mas, não chegam os nomes, se avançarem, se conseguirem apresentar um projeto diferenciador, terão todas as hipóteses.


Em conclusão, estas eleições têm que:

Unir os associados. Deixar claro que o passado recente foi o maior erro da História do Sporting, e claro, saber discutir o Clube. Apresentar ideias, partilhar, ouvir. O tempo é curto, dia 8 é amanhã, e é agora, agora que o Clube precisa de ajuda, agora que o Sporting está de rastos que os verdadeiros se apresentam e dizem presente.

Quem continua eternamente na sombra, quem procura o momento ideal, ficará nesse estado ad aeternum, pois esse momento não existe nem coloca o Sporting em primeiro lugar.

O meu apelo é simples, respeito, tolerância, compreensão e elevação. Eis o Sporting em eleição!

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publicado às 11:21

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Este fim-de-semana mais dois títulos importantes. Andebol e Futebol Feminino, e no futebol, o empate contra o Benfica coloca-nos em vantagem e a depender só de Nós para garantir o lugar da Champions League. Lugar que tem e deve ser nosso por total mérito.

Mas hoje o que me leva a escrever é realmente sobre esta mudança de paradigma nas modalidades ditas amadoras, e a eterna questão, porque se ganha e sempre se ganhou tanto nestas disciplinas, e sempre se ganhou tão pouco no futebol profissional?

Numa primeira apreciação a quente, a palavra “amadora”, explica muito sobre esse tema. Vivemos numa realidade desportiva cada vez mais focada no fenómeno futebol. Há falta de competitividade interna, não há publico, e como não há espetáculo, há pouco investimento de terceiros nas modalidades, ou seja, do Vólei ao Andebol, e até mesmo no Futsal e no Hóquei, não há um retorno financeiro forte e substancial que possa alimentar estas modalidades ao ponto de sermos competitivos e ganhar os principais títulos europeus.

Mas há aqui outro ponto, o amadorismo, ou seja, a carolice, o trabalhar com o coração, com a vontade, o viver uma paixão diária em cada secção. Aqui os melhores têm por hábito sair vencedores, pois são os que melhor trabalham, os que estão melhor organizados e não existe ainda o hábito de existirem intervenções externas de grupos empresariais e o peso sempre oculto de marcas que patrocinam Clubes e Competições.

O Futebol vive exatamente no prisma oposto. O Profissionalismo obriga não só a ter, também os melhores, mas obriga a uma constante evolução. O futebol evolui todos os dias, seja no plano de jogo, no departamento médico e físico, e claro, no plano financeiro. Há todo um sem fim de indivíduos e empresas associados a este fenómeno. E é aqui que reside o problema. É preciso ser não só melhor, mas ser acima de tudo o mais forte. E a força não se conquista sozinha, é o resultado e a aliança de esforços com todos os mais variados agentes e profissionais.

O Sporting sempre foi um exemplo, e todos queremos continuar que assim seja, na realidade das modalidades amadoras. O nosso ADN é esse. Competir e Vencer.

No Futebol vivemos hà décadas uma realidade oposta. Competimos mas não temos o hábito dos campeões, que é vencer consecutivamente. E não é por falta de investimento. Este ano é disso exemplo. Algo que ajudou e foi o fator chave nas conquistas do Vólei e do Andebol e todos esperamos que seja também no Futsal.

O Futebol está industrializado. Está repleto de CEO´s, de Marcas, de interesses, de investimentos bancários, dividas e juros, ações e outros mecanismos financeiros. De empresários que gerem o jogador como um número, onde o humanismo está cada vez mais recolhido e encostado na bancada.

O Sporting não pode continuar a viver e a gerir o seu Futebol como gere as modalidades amadoras.

O Sporting, neste caso a sua SAD, que gere o desporto rei não pode ser gerida pelas mesmas equipas que gerem o andebol ou vólei. São universos distintos. Dimensões opostas. Responsabilidades sem comparação e acima de tudo, a exigência de poderes é muito maior.

O que assistimos é a isso mesmo, pouco poder. Não contamos para nada, da Liga à FPF, da UEFA à FIFA, somos somente um Clube que ladra muito mas não morde.

O Sporting precisa renovar a sua gestão da SAD. Como está, e como se adivinha o futuro, com este fracasso a toda a escala da nossa formação, origem de muitos milhões em vendas nas últimas décadas, que agora secou, o futuro não é de todo brilhante.

Preparem-se, pois será a SAD o grande motor para uma mudança fundamental e urgente.

Em resumo, o amor e a paixão fazem mais que o muito saber sem vontade de o aplicar. Mas depois, feitas as contas, os segundos lugares, sejam com Bruno Carvalho e Jesus, ou com Soares Franco e Paulo Bento, serão sempre os primeiros dos últimos.

 

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publicado às 12:11

O filha da puta do fracasso

por Lizardo, em 02.04.18

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Et voila, tudo se revelou tal e qual como sempre preconizamos. O fracasso é o nome do meio de Bruno de Carvalho, e por mais voltas que nos dê, ou tente dar, não consegue esconder a realidade, pois fracasso é a palavra que melhor define a sua vida profissional antes de chegar ao Sporting, e cinco anos depois, de fracasso em fracasso até à machadada final, que todos esperamos, esteja para muito breve, para bem do nosso grande Sporting.

 

Mas comecemos pelo telhado, ao estilo do fracassado mestre de obras Azevedo, quando surgiu o Sporting estava completamente à deriva, os Associados loucos com a falta de respeito que tinham para o Sporting, não praticávamos bom futebol, a instabilidade estava instalada, financeiramente estávamos um caos.

 

Este estado de fome e necessidade de circo como um drogado necessita da sua dose, abriram as portas a um ilustre desconhecido, um especialista em fracassos.

 

Como é óbvio o fracassado não fracassou sozinho. Sampaio, Barroso, Ricciardi, entre outros ilustres do fracasso, congeminaram e viram em Bruno o perfeito rastilho para destruir o pouco do Sporting dos Fundadores que ainda perdurava.

 

Com o tempo, nem educação, nem exemplos e referências, nem títulos, nem nada! Um fracasso em toda a linha, onde a comunicação nos tenta passar que estamos muito melhor financeiramente, (rir em voz alta) e melhor no campo desportivo em todas as modalidades.

 

Felizmente não basta dizer, e o tempo em que “se deu na televisão deve ser verdade”, não se aplica na sua total força nas redes sociais. Uma mentira dita e repetida várias vezes não se torna verdade. Eles tentam, mas o fracasso tem muita força e revela-se sempre.

 

Passaram anos, muitos casos, muitas derrotas, muitos posts no Facebook, mais processos em tribunal, devassas de vidas de Sócios e Adeptos, ameaças física, bem, tanto circo que só faltou mesmo o golo entrar na baliza. O que infelizmente, não acontece e é cada vez mais difícil.

 

Jorge Jesus chegou como um grande salvador. Apresentado com pompa e circunstância, um pouco ao exemplo da receção a Markovic no aeroporto. Se o jogador andou a gozar com a cara de todos nós, ao exemplo de quase 70! (Setenta) outros nomes, Jorge Jesus conseguiu coisas boas, muito boas e outras muito más. A formação acabou, puff, olhando para os nossos escalões, este ano corremos o risco de ganhar zero, e a nossa equipa B, a tal que forneceu vários jogadores à primeira equipa, à primeira liga, à europa do futebol e à seleção nacional, vai acabar. Gestão de excelência.

 

“Mas fala lá das modalidades!”. Sem dúvida, uma melhoria evidente. Um Pavilhão digno e mais que merecido, o nosso ADN está ali também naquela obra. Obrigado Bruno, acabaste o que muitos já tinham começado. Faltou-te essa ponta de carácter e dignidade para agradeceres aos que permitiram que fosses tu a inaugurar tão importante obra. De qualquer forma, o meu aplauso. Está feito, e gabamo-nos que está pago. Já as modalidades batemo-nos que nem loucos na Europa, ou não, o Hóquei é cada vez mais um desporto de províncias ibéricas, o futsal, onde gastámos milhões, tem sofrido dissabores com o rival da segunda circular, e muito me agrada ver o Andebol, com uma equipa de milhões muita vez a sofrer com equipas de tostões. Aqui a culpa é também do nosso paradigma desportivo, queremos é bola no pé. O resto é para um nicho.

 

Em resumo, cinco épocas, quatro campeonatos para o Benfica, um que não sabemos quem o vencerá, nós não seremos, e há várias semanas que colocamos a fasquia ao nível de um Braga.

 

Realmente a política de exigência é um doce neste universo de Azevedos, Sampaios e Barrosos.

 

Vale tudo! Ou Vale só o Azevedo?

 

 

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publicado às 11:01

A matemática

por Trinco, em 14.11.17

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A vontade esvai-se, o tempo escasseia, mas há coisas que por demais flagrantes, acabo por não conseguir deixar de registar.

 

A 5 de Abril de 2016

 

A construir o futuro! Quase 110 anos de uma história feita de conquistas ajudam a explicar o porquê de o Sporting CP ser unanimemente considerado a Maior Potência Desportiva Nacional e um dos Clubes mais vitoriosos de todo o Mundo. Os números podem falar por nós: temos no nosso património cerca de 20.000 títulos arrebatados”, escreveu há um ano e meio o líder do Sporting.

Facebook de Azevedo de Carvalho

 

A 9 de Janeiro de 2017

170 títulos enchem a vitrine de 2016

Site do Clube com a ressalva que a contabilização inclui somente os primeiros lugares colectivos e individuais em competições nacionais de seniores

 

A 12 de Novembro de 2017

Temos mais de 22 mil títulos nacionais, europeus, mundiais, olímpicos. 

Discurso de Azevedo de Carvalho durante a entrega dos emblemas aos sócios com 25 anos

 

Ou seja de 5 de Abril de 2016 a 12 de Novembro de 2017 o Clube conquistou 2.000 títulos sendo que sensivelmente a meio deste período o contador iria apenas nos 170...vá, tripliquemos este valor para albergar os títulos de formação e dos paintballs e afins, 510. Em 10 meses, o Clube conquistou um pouco menos que 1.500 títulos. E disso a comunicação do foguetório e das loas ao líder nada assinalou em fim de época (quando na realidade se contabilizam estas coisas). Pois sim...

 

Além disso, com esta contabilidade criativa depreende-se que num estalar de dedos, qual Midas, o Clube passou de uma média de 180 títulos por ano (em 110 anos) para uma média de 1.000. Brilhante! Brilhante se fosse verdade, brilhante a criatividade e audácia para afirmar isto com desfaçatez e sem desmanchar o boneco enquanto o faz.

 

Isto tudo presumindo que não contabilizam títulos de transporte, títulos do tesouro, títulos nobiliárquicos ou outros...

 

Bem sei que o público alvo cada vez mais se comporta acriticamente enfardando alegremente todas as narrativas que lhes são metidas olhos adentro, mas há limites. Mais não seja o da realidade e da sua percepção

 

O Sporting não precisa de se armar em grande. O Sporting é grande. Não há Clube em Portugal que se aproxime em títulos e muito poucos estão a par a nível Mundial. Não é preciso fabricar números como se faz com sócios e assistências!

 

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publicado às 09:28

All-in, outra vez

por Trinco, em 24.10.16

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O Sporting, entre SAD e Clube, terá neste momento, um All-in de perto de €60M. Um All-in com prazo de validade a Março de 2017.

 

Uma aposta de tudo ou nada no ganho imediato (ou na possibilidade real do mesmo no seu prazo) que leva a que se gastem recursos até há pouco tempo desconhecidos e se engulam princípios e condutas.

 

Na SAD, está-se refém do treinador a quem se paga o que nunca se chegou sequer perto de pagar a quem quer que fosse, que põe e dispõe de toda a estrutura e que forma, outra vez, um plantel com graves desequilíbrios e lacunas. Um plantel que, por si, teria obrigação de produzir melhores resultados. Um plantel que entra para a 9ª jornada a 5 pontos da liderança, a 2 pontos de uma equipa a quem já ganhou este ano e da qual já se fazia o enterro. Um plantel que em 3 jogos fora só consegue 4 pontos e tem neste momento, nos mesmos jogos fora, uma diferença de golos negativa. Mas acima de tudo, um plantel que joga muito pouco para o que custa. Um plantel que à entrada de Novembro, já não tem qualquer margem de manobra ou erro para os seus grandes objectivos.

 

As responsabilidades são fáceis de atirar. Para os jogadores que não jogam o que nem há 6 meses jogavam. Para o treinador, que do alto do seu ego recusa a realidade. Para o Conselho de Administração que "vendeu a alma" a Jesus na ambição de resultados. Mas a responsabilidade é solidária. Se o sucesso for de todos, a derrota também será. E por mais que se comecem a vislumbrar as tentativas de contenção de potenciais estragos, isolando o treinador na responsabilidade total, a realidade é que ele está lá por decisão de alguém, e o investimento feito foi avalizado por alguém. Não haverá tolerancia e não poderá haver imunidade. As apostas de risco são isso mesmo.

 

No Clube, a mesma linha também se aplica. O maior orçamento de sempre que permite uma equipa de futsal que terá a cada jornada 3 jogadores não formados localmente de fora, uma equipa de hóquei para consumo imediato e um conjunto de grandes jogadores de andebol que tarda em ser uma equipa. No Atletismo a contratação de quase uma equipa de atletas do Benfica, que trás de volta nomes de fazer corar de vergonha qualquer Sportinguista com um mínimo de memória. Isto no mesmo orçamento que elimina o Basquetebol e o Rugby.

 

Em ambos os casos, o principio formador do Clube é secundarizado, o que só aumenta o risco da aposta e coloca em causa a sustentabilidade a não muito longo prazo

 

E se na SAD, se pode ansiar por novos encaixes que possam cobrir parcialmente o investimento, no Clube, a sustentação da aposta recai exclusivamente nos ombros dos sócios. Será sempre assim, mas o risco e a taxa de esforço está longe de ser algo de fazer parte de uma gestão equilibrada.

 

A verdade é que iso me lembra tempos passados e Março está já aí...

 

 

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publicado às 12:34

A evidência do surreal

por Lizardo, em 24.10.16

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Mais uma jornada mais uns episódios de circo e de tristeza. Não sendo suficiente a péssima exibição, mais uma, e o péssimo resultado, mais um, com o Tondela, tivemos direito a um número de circo, bem ao exemplo e à dimensão da palhaçada que é este Sporting desde 2013.

A apresentação de Nelson Évora representa tudo o que está de errado neste “novo Sporting”.

 

Que falta faz este atleta ao Clube? Que ambições poderá ter daqui a quatro anos nos próximos Jogos Olímpicos? Estará em condições nos próximos anos de vencer alguma prova europeia? Muitas dúvidas, e mais dúvidas ainda se instalaram quando se começou a especular sobre o seu vencimento, especulações que começaram rapidamente a circular com origem em diretores e outros envolvidos no universo do Atletismo do Sporting e do Benfica.

O ambiente em Alvalade no Sábado foi um recordar de épocas não muito recentes. Muito descontentamento. Muitas famílias a abandonar o Estádio a faltar quinze minutos para o apito final, muita gente, em especial, Sócios com mais antiguidade, a colocar em causa a estratégia e gestão, ou ausência delas. Bruno de Carvalho e Jorge Jesus foram os principais visados de tudo o que começa a ser evidente vir acontecer nos próximos tempos. Rutura!

Um fim anunciado desde 2013, que só enganou os líricos e os românticos. Os menos letrados e os desconhecedores do fenómeno desportivo. O Fanático gosta deste estilo, tem argumentos para atacar, esquece que dentro de campo continua a sofrer e ter resultados piores ou iguais ao que temos vivido nas últimas décadas.


É impossível separar Jorge Jesus de Bruno de Carvalho. E o principal culpado é mesmo Bruno de Carvalho. Não posso criticar Jorge Jesus por não apostar na formação. Não posso porque é essa a sua imagem de marca. Já o sabíamos em 2015 quando chegou, por isso, quem apostou em Jorge Jesus deixou de apostar na formação e no critério que vínhamos escolhendo, e que tanto tem salvo o Sporting com vendas e encaixes financeiros que são autênticas bombas de oxigénio.

Bruno de Carvalho esgotou os ataques, primeiro foram os antigos dirigentes, caiu por terra o ataque, depois os associados, caiu por terra mais essa guerra, agora o Benfica, que curiosamente, quanto mais atacado é, mais vai vencendo dentro de campo e nas modalidades, e até o seu Professor de Educação Física supera o nosso Cérebro em encontros da UEFA e concursos para melhor treinador europeu.


Se algo de positivo pode existir deste fracasso em toda a linha que estamos a viver, é o abrir de olhos de tantos Sócios que começam a constatar o óbvio. Bruno Azevedo de Carvalho é um aventureiro sem estratégia e sem critério. Um Homem que vive para Si mesmo, que coloca a sua vida, a sua figura, os seus interesses em primeiro lugar. É um grande Sportinguista? Não tenho dúvidas que o é! Mas não chega ser um grande leão para se ser Presidente do maior Clube de Portugal e um dos maiores do Mundo.

A hora de Bruno de Carvalho está a chegar ao fim, sem nada nem ninguém para atacar, começa a não ter capacidade para continuar a criar diversões que tapem os problemas internos.

 

Sábado foi o principio de uma grande tempestade. Os Sócios começam a querer questionar o que têm evitado questionar. Queriam acreditar que agora seria diferente. Deram tempo a um jovem irreverente, que deu esperança aos Associados.

Passados três anos, temos zero títulos, muitos milhões investidos, uma formação em pé de guerra e um folclore mediático nas modalidades amadoras, que recebem como profissionais.

Que tudo comece a estabilizar já sexta-feira na Choupana, pois perder pontos nesta jornada, depois ir a Dortmund e voltar a Portugal com a hipótese de deixar o rival Benfica, Porto e Braga a depender só de si, e a mais de cinco pontos, é um estado que não faz muito sentido em Outubro!! É que nem chegamos a ver as decorações de Natal esta época.


Presidente Bruno Azevedo de Carvalho, quando deveria falar, esconde-se, quando deveria dar a cara, recolhe-se, quando deveria defender o Treinador, lança os soldadinhos nas redes sociais a espalhar o ódio e a questionar decisões, contratações e sistemas de jogo de Jorge Jesus, como se nada nem nenhum dos muitos problemas que vivemos atualmente fosse da sua responsabilidade. Exatamente o contrário. O grande e único responsável é o Bruno Azevedo de Carvalho.

Qual é a sua ideia? Acha que com a saída de Jorge Jesus, não o deixam cair?

Desengane-se, está por horas a continuidade de boa vida. E não vamos esquecer de pedir também retroativos pela sua gestão! A auditoria e o revolver destes últimos anos devem ser auditados até ao último cêntimo e decisões de gestão.

Não se brinca com o Sporting. O Sporting somos nós, quer goste ou não, vai ter que saber viver com esta oposição que não belisca mas que mói. Que vai ganhando adeptos, que vai vendo e assistindo a muita mudança de barricada.

É o preço a pagar de quem divide para reinar e nunca conseguiu ou pretendeu ter um Clube unido.

Chegou a hora, não queremos mais um Godinho Lopes, e Bruno, és pior!

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publicado às 11:55

Canibalismo Mediático

por Lizardo, em 12.10.16

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Muito se tem comentado a comunicação dos Clubes nestes últimos dias. E muito se tem comentado, como é hábito neste país, em repetição porque a repetição faz-se valer quando o conteúdo é pobre e polémico, sem substância e sem qualquer real interesse para o fenómeno desportivo ou para as querelas diárias e saudáveis entre adeptos.

 

Os últimos dias têm revelado o que vamos afirmando há muito. Com o aproximar de eleições instala-se a ideia que vale tudo, que tudo é permitido, desde a devassa de uns até aos impropérios a outros. Quem perde é o futebol, com a agravante, que este lixo é proferido por gente, na sua maioria, que nunca praticou desporto ou foi dirigente desportivo.

A tudo isto temos que somar as pobres estratégias de comunicação. Há uma confusão evidente entre a imagem do Clube e a imagem do Presidente. Em especial, o Benfica e o Sporting estão a viver essa confusão, protegendo a figura do diretor esquecendo as modalidades e os artistas desportivos. Sobre esses, sobre os golos, sobre a magia, sobre a capacidade de virar resultados ou transportar uma equipa às costas, pouco ou nada se fala.

A criação das SAD´s abriu a porta a um conjunto de teóricos que de futebol ou outras modalidades percebem “bola”. Falam o que lhes é pedido, defendem com unhas e dentes o que não tem defesa, e os papalvos, os Sócios papam tudo com a vontade e o acreditar de uma homília papal em pleno Vaticano.

Os Clubes, focando nos três grandes, estão mais fracos, a sua formação mais fraca, a sua capacidade de jogar de igual para igual na europa mais reduzida. Meses depois de vencer um Campeonato Europeu, começamos a avaliar o futuro e a constatar que se perde demasiado tempo a defender a geração de dirigentes e a esquecer as novas gerações de jogadores. O Futuro do atleta português não está bem definido, e tivemos um grande soco no estômago já nos passados Jogos Olímpicos.

O Sporting está nitidamente a viver um processo de afirmação, fazendo lembrar aquele adolescente que até já tem uma penugem no buço mas que ainda precisa de ajuda para atar os sapatos. Quer-se afirmar, fazer-se ouvir, marcar uma posição. E faz muito bem pensar assim. Mas está a fazer tudo muito mal. Criar guerras saloias com saloios soldados só pode originar este clima. Do outro lado da barricada, a saloiice impera, e as respostas, por mais preparadas que possam aparentar, na sua substância estão também ao mesmo nível.

Quem perde com tudo isto são os adeptos, o jogo, o fenómeno desportivo, tudo isto afasta sponsors de grande dimensão, afasta gente com dois neurónios do espectro do futebol, tudo o que existe cheira a uma guerra financeira e não a uma competição desportiva.

E se nesta guerra financeira, com os três grandes falidos, com gente com pouca capacidade gestora, com mudanças sucessivas de estratégias, sem planos definidos, somente pensando no agora e na vitória do presente, o futuro do nosso futebol irá seguir o futuro deste formato de comunicação, vai ser descredibilizado, vai ser banalizado, vai ficar isolado.


Ainda é tempo de mudar, pena que para mudar é necessário humildade, capacidade intelectual e acima de tudo uma estratégia bem definida. Algo que nenhum dos três grandes aparenta ter, aprisionados a Bancos, Fundos e outros Investidores que injetam fortunas originárias de locais obscuros.

O Futebol está podre. Cheio de gente podre. Amanhã é outro dia, e se a bola não rolar, outra polémica se irá criar, sem fundamento, sem interesse, que passará em repetição em todos os canais de Tv, rádios e espaços online. O que interessa é ter tempo de antena, mesmo que do fenómeno pouco se entenda. O Futebol é hoje uma montra, não para os atletas, mas para um conjunto de parasitas que no mundo social nunca se conseguiram impor com sucesso, nem na vida pessoal nem na vida profissional. O Futebol, o desporto, pobre como nunca o vimos, hoje existe em Portugal. Com tanta gente a aplaudir e a oferecer tempo de antena a esta gente, não podemos ter muita esperança.

PS: Curioso a insistência em afirmar que este Blog tem o condão de estar ao serviço de uma oposição ou que tenha uma agenda própria. A bem da verdade, na sua grande maioria, grande parte dos “escribas” deste Blog nem se conhecem pessoalmente. Nasceu da troca de impressões em Fóruns e outros espaços online onde a temática é e era o Sporting. Continuar a insinuar o acima citado é revelador que estamos a chegar a cada vez a mais leitores. Para que conste, este blog teve nos últimos 12 meses uma média superior a 78.000 visualizações.

A todos os que continuam fieis e que com educação e elevação continuam a partilhar e a discutir connosco, que continuem, pois é a discutir que a obra nasce.

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publicado às 12:27

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Perdemos cinco pontos até agora. Não é um fatalismo mas é preocupante a forma como os perdemos.

A derrota em Vila do Conde foi aterradora pelo péssimo desempenho da equipa e o empate em Guimarães, depois de estar a vencer por três bolas a zero, era uma aposta de risco em que poucos apostaram a faltar menos de vinte minutos para o término da partida.

Bruno de Carvalho, na última Assembleia Geral, apressou-se a chamar a Si as responsabilidades destes últimos resultados. O seu discurso, longe, muito longe dos discursos carismáticos e populistas que o identificam, foi feito sem alma e sem ritmo. Uma leitura em direto para pouco mais de uma centena de Associados onde ficou claro que Bruno de Carvalho começa a perder a autonomia que o caraterizou nos primeiros tempos de presidência, estando agora mais controlado e com menos margem de manobra.

Como é sua imagem, e nos poucos momentos que retirou os olhos da leitura, aproveitou o contexto para apelidar de “ratos” os que o criticam. “Cobardes” os que têm opinião, e claro, deixou claro que não ia dar “descanso” a quem se intrometesse no seu caminho.

Todo o discurso foi pleno de incoerências e de lugares comuns, apesar de não ser novidade na sua forma de atuar, e aqui me repito, deixou no ar a ideia que foi empurrado para a linha da frente com um conjunto de conceitos “pescadinha rabo na boca”, que antes de o ouvirmos já saberíamos o que esperar. A apologia dos “ses”, se tivéssemos ganho, se tivéssemos marcado, se tivéssemos sozinhos no mundo eramos certamente os maiores do universo.

Bruno de Carvalho está a perder a sua principal virtude, goste-se ou discorde-se dela, que era a capacidade de surpreender. A surpresa nem sempre era positiva, mas tinha o condão de destapar e tocar em assuntos que eram do interesse dos Associados e Adeptos mais desinformados e mais jovens.

Esta mudança pode indicar também o clima de medo e até fantasmagórico que se vive em Alvalade com o aproximar da data das eleições. A bola não entra, corremos o risco de cair para a Liga Europa, e no campeonato já perdemos cinco pontos e não temos deslumbrado como na época passada.

A exigência desta época é muito maior. Estão muitos milhões em cima do relvado que não podem encontrar desculpas na arbitragem ou continuar a apontar a já falida e batida desculpa que o Sporting perdeu peso por culpa dos antigos dirigentes.

Antigos dirigentes esses que já foram ouvidos e deixaram claro como a água que foram alvos inocentes de uma guerra que o Presidente atual se serviu para chegar ao poder. É agora tempo de começar a devolver a dignidade a todos os visados, e isso vai custar muito caro a Bruno de Carvalho.

Em relação aos Associados processados, três zero! Três derrotas sem precedentes, sendo o Presidente alvo de chacota até dos responsáveis máximos das audiências, onde os processos eram uma autêntica comédia. Três derrotas, três despesas para o Sporting.

 

O caso Doyen continua na ordem do dia, onde o discurso da dupla almofada não mais foi que areia para os olhos. Perdemos, estamos em fase de recurso, as esperanças são muito poucas, até pela forma como o Presidente se referiu ao processo na sua homília do passado domingo.

Posto tudo isto, temos as modalidades a dar cartas, o que é importante, resta saber com que preço e com que fatura no futuro. Os orçamentos do Andebol e Hóquei evoluíram para perto do orçamento do Futsal. O Atletismo está em total remodelação, mais uma. Aguardemos por títulos, e por uma autogestão que só as vitórias podem oferecer.

Na relação com a banca, surgem notícias da necessidade de avançar com vários milhões até ao final da época, fala-se em adiantamentos da NOS ou de outros contratos já celebrados. Se assim for, o modus operandi, tão criticado que foi no passado, continua a ser sistema instalado, usado e abusado pela atual direção.

A este Sporting, nesta fase pede-se silêncio e outro nível de relacionamento com os Seus e os rivais. Sabemos que com Bruno de Carvalho isso é uma tarefa complicada, um pedido praticamente negado à partida. Mas o Sporting vai perdendo, vai caindo, os rivais vão vencendo, vão conquistando, e nós, bem nós continuamos com o Karma tão leonino de perder e cair na praia.

 

Na Academia a Equipa B começa a vencer. Foi necessário chamar um conjunto de jogadores adquiridos para começar a amealhar pontos. Situação bem diferente de um passado recente, onde a base da equipa era na sua quase totalidade oriunda dos escalões de formação. Escalões esses que evidenciam poucas esperanças a curto prazo, onde a qualidade não chega aos níveis dos anos passados.

E para terminar, a comunicação, sempre a comunicação, que é o interlocutor de todos estes erros e devaneios. Apontar o outro, desviar atenções, apostar no insulto não são formas nem estratégias que se compadeçam com a ética e a moral sempre defendidas pela Instituição Sporting. A Nuno Saraiva, experiente profissional pede-se mais elevação, mais trabalho junto das redações e nos meios do Clube e menos lixo redigido nas redes sociais. A roda foi criada faz muitos anos, veja-se os exemplos dos Clubes que nos rodeiam para percebermos que estamos nitidamente no caminho inverso e até fora de época no que ao tom e caminho de comunicação se deveria seguir.

Uma palavra de apreço ao Capitão Adrien Silva, que vai ficar mais de um mês parado. A sua falta vai-se se sentir, o pulmão deste Sporting, o grande esteio do meio-campo. Que volte totalmente recuperado e a tempo de devolver ao Sporting a sua qualidade e raça de jogo. É de jogadores como Adrien que a História do Sporting se fez. E nunca, jamais, foi escrita pelos impropérios e erros de direções e outros peixes comensais que navegam nas suas costas.

 

 

 

 

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publicado às 11:34


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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