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Menos senhores, menos.

por Lizardo, em 12.11.18

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Menos senhores, menos.

Menos Samuel Almeida, menos Roquette. Menos Calafate, Pina, e muito menos Dias Ferreira. Menos antigos dirigentes, quase dirigentes e os que nunca foram sequer funcionários. Menos!

Menos a todos os que continuam a debater Sporting sem falar do jogo, sem falar uma única vez nos atletas, nas modalidades, na formação e nos resultados, no desempenho, no futuro, no presente e nos erros do passado.

Chega, o Sporting não pode continuar a dar palco a quem fala de novelas e não fala de desporto, do jogo que se joga, da prova que se conquista, da vitória ou da derrota que se celebra ou ensina a vencer da próxima vez.

Basta de gente, que nem abutres, surgem quando há sangue, que só alimentam novelas, que só oferecem as suas opiniões, vazias, sem substância, sem bases e sem qualquer validade, mas sempre, sempre com objetivos bem definidos e agendas bem redigidas para diminuir pessoas ou o Clube.

O destituído está preso. Entrou a Justiça em campo. Aguardemos agora. O que é facto é a certeza que o Sporting tem uma oportunidade de ouro de fazer uma limpeza em toda a escala. Uma limpeza de pessoas, de processos, de vícios e de rotinas acumuladas que não valorizam o seu desenvolvimento e crescimento em todos os departamentos e disciplinas que fazem esta grande Instituição.

 

É tempo de devolver o Sporting a quem é do Sporting. Temos um Jornal, um Site, um Canal de Televisão, estamos nas redes sociais, temos Lojas, mas não temos uma estratégia de comunicação sustentada e que seja eficaz. E o que queremos afinal?

Queremos que as novas gerações tenham orgulho neste Clube. Que o Sporting continue a ser um eterno grande Clube, que se compreenda a razão de tamanha grandeza.

Mais que ridicularizar um homem ridículo e um conjunto de leais detidos de inteligência, é necessário sim valorizar os golos de Bas Dost, o milagre de Miguel Maia, os grandes feitos do nosso Andebol e Hóquei em Patins, o orgulho de ter um Homem com “H” grande a treinar o nosso Futsal. É imperativo revelar quem está na sombra do sucesso, quem ajuda, do roupeiro ao massagista, do financeiro ao jurista. Os Sócios e adeptos nos últimos anos perderam a consciência e a real noção do que é um Clube. Com a criação das Sociedades Desportivas muito ou tudo mudou. Menos a paixão e a dedicação.

Basta de cinzentismos, de contas e relatórios que ninguém percebe, chega de lutas internas pelo poder e pelo croquete, pelo bilhete e pela feira de vaidades.

O Sporting deve comunicar a uma só voz, e essa voz é a voz de todos os que todos os dias fazem o Sporting acontecer.

 

Sempre, em toda a minha vida ouvi a expressão: “servir o Sporting ou servir-se do Sporting?”. Esta é a oportunidade de acabar com quem se anda a servir, dos gabinetes à bancada, das redações a outras entidades externas.

Bruno está preso. Falta libertar a leal ignorância de muitos Sócios.

É tempo de pedagogia e informação. Sócios que conhecem, Sócios que sabem, são Sócios que reconhecem!

Em frente Sporting, estamos em todas as frentes. Menos sangue nas beiças e mais sangue na guelra! 

 









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publicado às 14:28

Acabou. Começou.

por Lizardo, em 11.09.18

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Podemos dizer que acabou. Acabou de vez no passado dia 8 de setembro.
Acabou um passado que durou cinco anos e que muito nos ensinou e explicou sobre as fraquezas do Clube, a falta de carácter de muitos Sócios e a facilidade e simplicidade com que manipula e manobra a opinião de Sócios e Adeptos.

Não devemos agora exigir o que sempre foi uma das principais criticas da anterior gestão. Não se exigem purgas ou um sanear meramente ideológico e de enfraquecimento de opositores. Exige-se sim que o Sporting, para se unir novamente, saiba reorganizar-se e excluir os seus ativos tóxicos, onde se incluem vários funcionários do Clube, bem como, avançar para a inevitável expulsão de todos os que se vergaram à vergonha de acompanhar o Presidente destituído nos últimos e penosos meses antes de escolhermos o nosso novo Presidente.

Frederico Varandas tem essa missão e acredito que a levará a bom porto. Não pode vacilar, não pode viver só da emoção ou só da razão. Tem que compreender que são os bons que nos levam ao melhor e o Sporting está repleto de gente sem capacidade e altamente negativa no que se compreende serem os seus processos diários, gestão e ambições futuras.

Posto isto, não haverá paz enquanto não se acabar esta guerra. E a guerra acaba com a rendição de todos os que foram coniventes com o anterior regime, seja por cegueira ou por interesses pessoais.

Frederico Varandas é hoje o meu Presidente. Ele e a sua equipa os Homens e Mulheres a quem exijo esforço e dedicação diária para modernizar o Sporting. Compreender o nosso espetro social e, acima de tudo, inovar, voltar a colocar o Sporting não só como Clube vencedor e portador de bons princípios e valores, mas também como Clube pioneiro e referência mundial.

O Sporting tem essa capacidade de per Si. Não deve cair no erro do populismo, não deve confundir o desporto com a política, os Partidos e as suas juventudes partidárias, deve lutar contra o granjear fama e poder através dos órgão de comunicação social, sejam para os titulares de pastas como para os seus familiares. Em resumo, a feira de vaidades que há muito é apanágio do nosso Sporting tem que finalizar.

Temos também o esforço de avançar para uma maior profissionalização de processos, mais rendimento, mais estudo, mais ciências humanas e desenvolvimento de atletas/homens/mulheres que são bandeiras dos bons valores, princípios e uma bandeira do lema leonino.

Em suma, voltamos hoje a este espaço, que será atualizado com mais periodicidade, na esperança de escrevermos mais sobre as vitórias nos campos, pavilhões, pistas e piscinas, que polémicas que nos diminuem, atos pessoais que nos envergonham ou ações de gestão pouco transparentes.

Não se invente a roda, não se crie uma nova doença. Frederico Varandas tem esta grande missão, ser a voz positiva e criadora de esperança a um universo de milhões de Sportinguistas. Saiba Ele e a sua equipa gerir as vitórias para capitalizar a mudança e as derrotas para instituir o respeito perdido.

A todos, Saudações Leoninas. Agora sim, o Sporting está de volta!

 

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publicado às 15:23

Quem vota seus males espanta

por Lizardo, em 02.07.18

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Votar é mais que um direito, um dever, é a maior arma que os Sócios têm. É a voz secreta que decide e tem criado e também destruído o Sporting nestes últimos 112 anos.

É evidente que nem sempre optámos pelas melhores soluções. É esta a magia da escolha, mas por mais enganos e arrependimentos que todos tenhamos, uma coisa é certa, a grande maioria dos Associados votou sempre em consciência e com a certeza que escolhiam o melhor para o Clube.

Os últimos anos foram um autêntico pesadelo. Aguardemos pelos próximos tempos e o que se augura é a revelação de uma SAD caótica e falida, onde muitas verbas foram já adiantadas hipotecando o futuro próximo da nossa saúde e boa gestão desportiva.

Os tempos não são de facto de grandes expectativas de sucessos imediatos. Mas não é também impossível que depois destas enormes tempestades chegue a bonança e a celebração maior, ser campeão no futebol.

Para isso vamos todos no próximo dia oito de setembro escolher entre vários candidatos o futuro imediato no nosso Sporting.

Até ao momento e seguindo a comunicação social, teremos várias candidaturas:

Frederico Varandas já se apresentou.
João Benedito disse que iria apresentar.
Fernando Tavares Pereira é candidato.
Paulo Lopo diz que avança.
Dias Ferreira ameaça com nova candidatura.
Pedro Madeira Rodrigues irá voltar à carga.
Os jornais falam em Figo e Tomás Froes

Feitas as contas, temos seis candidaturas que tudo têm feito nos últimos tempos para ganhar terreno e se afirmar, e depois temos a hipotética hipótese de Figo e Froes que mais parece uma vontade de alguns Associados e não uma vontade dos citados candidatos a candidatos.

Posto isto, e sendo o Sporting um Clube que se considera democrático, não me preocupa o número de candidaturas. Preocupa-me sim o problema de se criar um ruído de tal forma sujo que desvie as atenções do essencial. Os projetos!

O Sporting chegou a um ponto fulcral. Mais que escolher uma personalidade, é necessário escolher uma equipa. Um projeto que seja diferenciador, que não viva nos clichés habituais onde “aposta na formação”, “compra de jogadores só para lugares essenciais”, “continuar eclético”, “manter a maioria da SAD”. Meus caros, isso é conversa simples e para isso não era necessário votar. É preciso é romper com a normalidade. Exige-se visão.

Frederico Varandas foi o primeiro a avançar. Na minha opinião mal. Muito mal. A sua equipa não aqueceu nem arrefeceu os Associados. E o que não empolgou, facto, foi o erro de apresentar já uma Comissão de Honra onde podemos encontrar nomes como Eduardo Barroso, Sampaio ou Paulo Abreu, e a seu tempo, José Maria Ricciardi. Os Sócios que votaram massivamente na passada AG de dia 23 de Junho votaram também no afastamento destas personalidades. O seu tempo passou. Não ajudaram. Falharam.

De Frederico Varandas exige-se rápido um projeto para que consiga recuperar algum do eleitorado que perdeu nestes dias.

Como é lógico, os que ainda estão com o suspenso Presidente não irão votar Varandas. E aqui entra na equação Benedito.

Benedito terá muito do eleitorado do destituído Presidente. Uma lista de campeões com grandes vitórias nas modalidades, terá com toda a certeza também um campeão na gestão do futebol. Que se apresentem e que revelem o seu projeto. Na minha opinião são a candidatura que, HOJE, mais hipóteses tem de vencer as eleições depois dos erros de Frederico Varandas.

Dias Ferreira ameaça a candidatura, e parece-me lógico que entra para jogar. Da mesma forma que o fez da última vez, penalizando Godinho Lopes. Agora penalizará todas as restantes candidaturas favorecendo a de Frederico Varandas. Mais do mesmo.

Pedro Madeira Rodrigues, goste-se ou não, teve a coragem de praticamente sozinho ter dado o peito às balas na fase de maior hipnotismo da gestão passada. A derrota não era só evidente como era claro como a água que iria sujar a sua imagem pessoal. Pedro Madeira foi a jogo, foi humilhado nas urnas, humilhado na rua, humilhado nas redes sociais. Agora, se procura um bom resultado tem que perceber que o Sporting precisa de união, que não vive de aventureirismos e que, acima de tudo, tem que trabalhar a sua imagem pessoal. Mostrar ao eleitorado leonino o que é como pessoa, os seus méritos profissionais, os seus apoios. E claro, evitar cair na enorme asneira de trazer algumas das pessoas que o acompanharam na sua ultima jornada, como ficou bem claro, a grupeta de Severino e outros Associados que declaradamente gostam muito do Clube mas que não acrescentam nem valorizam o que se pretende do Clube para o Futuro.

De Fernando Pereira e Paulo Lopo pouco sei. E acho que os Associados também não vão querer saber muito mais do que sabem agora. Nitidamente candidaturas para ganhar expressão mediática. O pensar no Eu em detrimento do Nós e do que realmente interessa que é o Sporting Clube e a sua SAD.

Por último a hipótese Figo e Froes. Se avançarem serão sérios candidatos. É verdade que Figo tem muitos anticorpos, mas não deixa de ser verdade que também tem muitos que o veneram e lhe reconhecem educação e capacidade de gestão. Em relação a Tomás Froes, é um exemplo de uma geração vencedora, com empresas de topo e com sucessos nos mais diversos espaços por onde passou. Mas, e há sempre um mas, não chegam os nomes, se avançarem, se conseguirem apresentar um projeto diferenciador, terão todas as hipóteses.


Em conclusão, estas eleições têm que:

Unir os associados. Deixar claro que o passado recente foi o maior erro da História do Sporting, e claro, saber discutir o Clube. Apresentar ideias, partilhar, ouvir. O tempo é curto, dia 8 é amanhã, e é agora, agora que o Clube precisa de ajuda, agora que o Sporting está de rastos que os verdadeiros se apresentam e dizem presente.

Quem continua eternamente na sombra, quem procura o momento ideal, ficará nesse estado ad aeternum, pois esse momento não existe nem coloca o Sporting em primeiro lugar.

O meu apelo é simples, respeito, tolerância, compreensão e elevação. Eis o Sporting em eleição!

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publicado às 11:21

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E pronto, estamos nos episódios finais de um drama sempre aqui anunciado, com a penosa agravante do prognóstico se ter revelado menor em dimensão da real tragédia que vivemos realmente há vários meses.

 

Bruno de Carvalho é de facto um charlatão. Afinal de contas, como bem nos canta as iniciais do seu nome, BdC, lemos facilmente “Banha da Cobra”. 

 

E tem sido isso que tem feito desde 2011 e de forma efectiva desde 2013. Bruno é “camelo”, um “merdas”, “parasita”, “vigarista”, “criminoso” entre outros adjetivos que se vão ouvindo e lendo, alto e bem redigidos pelas televisões, jornais, manifestações e redes sociais.

 

Como é óbvio, e típico do bom charlatão, BdC, apresenta-se calmo, confiante, igual ao BdC que sempre conhecemos, invencível, dono da verdade, capaz de percorrer o mundo pelo Clube, o tal que trabalha 24 horas. 

 

A realidade todos a conhecemos, vitórias nem no campo nem nos tribunais, e o trabalhar 24 horas obriga a um consumo de muita cafeína ou umas coca colas como bebeu o saudoso Sanches do Boavista.

 

Posto isto, o drama, o ódio e a frustração estão instalados entre Sócios e Adeptos.

 

Bruno, BdC, mexeu com as emoções de todos. E agora, que nem namorada que nos chifra, cria aquele ódio que pode levar às maiores loucuras. 

 

Sempre se matou por amor, sempre se matará por ódio. 

 

Quem o amou loucamente ao ponto de ameaçar e até perseguir quem contestava Bruno, agora chora, agora grita, é a raiva que se instalou, é a frustração de ter acreditado numa criatura que brincou com todos, que nem o parceiro ou parceira que nos engana no namoro, desde o primeiro dia. 

 

Meus amigos, que chorem, que gritem, que lavem a alma, mas que lavem profundamente e sem deixar resíduos dos coliformes fecais que ainda estão instalados no Clube e que nos levam às lágrimas todos os dias dadas as sucessivas vergonhas e faltas de respeito.

 

Como escreveu Vassili Rozanov, um grande escritor e filósofo russo “Das grandes traições iniciam-se grandes renovações”, e é o que todos esperamos o mais rapidamente possível.

 

Este romance entre Sócios e Bruno está a chegar ao fim. Já não há amor, há ódio, raiva, a evidente mentira revelou-se e o Clube, o nosso Sporting sofre e fica mais pobre a cada minuto que passa.

 

Sportinguistas uni-vos, não em torno de candidatos a candidatos, não em torno de messias ou outros charlatões que certamente irão surgir.

 

Sportinguistas uni-vos em torno do que realmente interessa agora, limpar o Sporting desta gente, para sempre, e preparar o presente e o futuro que realmente todos merecemos. 

 

O Sporting é nosso! Sem dúvida. É preciso é ter coragem e dar a cara! 

 

 

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publicado às 09:17

Falência

por Trinco, em 16.05.18

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15 de Maio de 2018 será marcado como o dia em que um Clube centenário declarou falência. Não uma falência financeira ou desportiva (embora ambas virão inevitavelmente a ser também vitimas deste surrealismo em que mergulharam o Clube) mas uma falência moral completa e absoluta.

 

Foi um dia, culminar de semanas e meses de ambientes provocados e orquestrados, em que de manhã se sabe que o Clube é acusado de corrupção activa de forma continuada e até agora não negada de forma oficial e clara, à tarde vê as suas instalações violadas e os seus jogadores agredidos por "adeptos", sem que nada tenha feito para os proteger e à noite vê o seu responsável máximo, do Clube mas também do tempestade, afirmar que "Foi chato mas o crime faz parte do dia a dia" e o representante feito barata tonta a meter paninhos quentes e a convocar os órgãos sociais para uma reunião 6 dias depois.

 

Foi uma falência moral completa e absoluta. Uma falência da dignidade, honra e orgulho que sempre pautaram a acção de Sporting e Sportinguistas. Uma falência dos valores, da história de um Clube centenário. A falência da ilusão de sermos melhores. A falência do prazer de ser. A falência do respeito, da responsabilidade e da responsabilização. A falência da solidariedade. A falência da verdade e da transparência. A falência da decência. A falência da ética. A falência da inteligência. A falência do civismo e da urbanidade. A falência do estar e do ser. A falência funcional dos órgãos que autisticamente olham para uma qualquer realidade paralela. A falência do sentimento de pertença, da união e da noção do comum. A falência do associativismo e da tolerância. A falência do "nós" subjugada a um "eu. A falência do raciocínio, da lógica e do bom senso. A falência da postura. A falência da sanidade mental individual e colectiva.

 

Mais que as derrotas desportivas, mesmo as mais humilhantes ou desesperantes, mais que os rumos financeiros ao fio da navalha, mais que a reactividade aos processos de quem nos rege, agora e no passado, este dia marca a falência do Clube enquanto tal. Este dia é, de longe, o mais negro da sua história e temo que possa marcá-lo de forma irreversível e profunda na vida que lhe resta.

 

Por mim, assumindo que esta deverá ser das últimas vezes que escrevo sobre o Sporting sempre digo: Sou e serei do Sporting, mas este Sporting já não é o meu. Parafraseando uma das vitimas da barbárie de ontem: Foi um prazer estar com todos vocês!

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publicado às 09:30

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Este fim-de-semana mais dois títulos importantes. Andebol e Futebol Feminino, e no futebol, o empate contra o Benfica coloca-nos em vantagem e a depender só de Nós para garantir o lugar da Champions League. Lugar que tem e deve ser nosso por total mérito.

Mas hoje o que me leva a escrever é realmente sobre esta mudança de paradigma nas modalidades ditas amadoras, e a eterna questão, porque se ganha e sempre se ganhou tanto nestas disciplinas, e sempre se ganhou tão pouco no futebol profissional?

Numa primeira apreciação a quente, a palavra “amadora”, explica muito sobre esse tema. Vivemos numa realidade desportiva cada vez mais focada no fenómeno futebol. Há falta de competitividade interna, não há publico, e como não há espetáculo, há pouco investimento de terceiros nas modalidades, ou seja, do Vólei ao Andebol, e até mesmo no Futsal e no Hóquei, não há um retorno financeiro forte e substancial que possa alimentar estas modalidades ao ponto de sermos competitivos e ganhar os principais títulos europeus.

Mas há aqui outro ponto, o amadorismo, ou seja, a carolice, o trabalhar com o coração, com a vontade, o viver uma paixão diária em cada secção. Aqui os melhores têm por hábito sair vencedores, pois são os que melhor trabalham, os que estão melhor organizados e não existe ainda o hábito de existirem intervenções externas de grupos empresariais e o peso sempre oculto de marcas que patrocinam Clubes e Competições.

O Futebol vive exatamente no prisma oposto. O Profissionalismo obriga não só a ter, também os melhores, mas obriga a uma constante evolução. O futebol evolui todos os dias, seja no plano de jogo, no departamento médico e físico, e claro, no plano financeiro. Há todo um sem fim de indivíduos e empresas associados a este fenómeno. E é aqui que reside o problema. É preciso ser não só melhor, mas ser acima de tudo o mais forte. E a força não se conquista sozinha, é o resultado e a aliança de esforços com todos os mais variados agentes e profissionais.

O Sporting sempre foi um exemplo, e todos queremos continuar que assim seja, na realidade das modalidades amadoras. O nosso ADN é esse. Competir e Vencer.

No Futebol vivemos hà décadas uma realidade oposta. Competimos mas não temos o hábito dos campeões, que é vencer consecutivamente. E não é por falta de investimento. Este ano é disso exemplo. Algo que ajudou e foi o fator chave nas conquistas do Vólei e do Andebol e todos esperamos que seja também no Futsal.

O Futebol está industrializado. Está repleto de CEO´s, de Marcas, de interesses, de investimentos bancários, dividas e juros, ações e outros mecanismos financeiros. De empresários que gerem o jogador como um número, onde o humanismo está cada vez mais recolhido e encostado na bancada.

O Sporting não pode continuar a viver e a gerir o seu Futebol como gere as modalidades amadoras.

O Sporting, neste caso a sua SAD, que gere o desporto rei não pode ser gerida pelas mesmas equipas que gerem o andebol ou vólei. São universos distintos. Dimensões opostas. Responsabilidades sem comparação e acima de tudo, a exigência de poderes é muito maior.

O que assistimos é a isso mesmo, pouco poder. Não contamos para nada, da Liga à FPF, da UEFA à FIFA, somos somente um Clube que ladra muito mas não morde.

O Sporting precisa renovar a sua gestão da SAD. Como está, e como se adivinha o futuro, com este fracasso a toda a escala da nossa formação, origem de muitos milhões em vendas nas últimas décadas, que agora secou, o futuro não é de todo brilhante.

Preparem-se, pois será a SAD o grande motor para uma mudança fundamental e urgente.

Em resumo, o amor e a paixão fazem mais que o muito saber sem vontade de o aplicar. Mas depois, feitas as contas, os segundos lugares, sejam com Bruno Carvalho e Jesus, ou com Soares Franco e Paulo Bento, serão sempre os primeiros dos últimos.

 

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publicado às 12:11

O filha da puta do fracasso

por Lizardo, em 02.04.18

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Et voila, tudo se revelou tal e qual como sempre preconizamos. O fracasso é o nome do meio de Bruno de Carvalho, e por mais voltas que nos dê, ou tente dar, não consegue esconder a realidade, pois fracasso é a palavra que melhor define a sua vida profissional antes de chegar ao Sporting, e cinco anos depois, de fracasso em fracasso até à machadada final, que todos esperamos, esteja para muito breve, para bem do nosso grande Sporting.

 

Mas comecemos pelo telhado, ao estilo do fracassado mestre de obras Azevedo, quando surgiu o Sporting estava completamente à deriva, os Associados loucos com a falta de respeito que tinham para o Sporting, não praticávamos bom futebol, a instabilidade estava instalada, financeiramente estávamos um caos.

 

Este estado de fome e necessidade de circo como um drogado necessita da sua dose, abriram as portas a um ilustre desconhecido, um especialista em fracassos.

 

Como é óbvio o fracassado não fracassou sozinho. Sampaio, Barroso, Ricciardi, entre outros ilustres do fracasso, congeminaram e viram em Bruno o perfeito rastilho para destruir o pouco do Sporting dos Fundadores que ainda perdurava.

 

Com o tempo, nem educação, nem exemplos e referências, nem títulos, nem nada! Um fracasso em toda a linha, onde a comunicação nos tenta passar que estamos muito melhor financeiramente, (rir em voz alta) e melhor no campo desportivo em todas as modalidades.

 

Felizmente não basta dizer, e o tempo em que “se deu na televisão deve ser verdade”, não se aplica na sua total força nas redes sociais. Uma mentira dita e repetida várias vezes não se torna verdade. Eles tentam, mas o fracasso tem muita força e revela-se sempre.

 

Passaram anos, muitos casos, muitas derrotas, muitos posts no Facebook, mais processos em tribunal, devassas de vidas de Sócios e Adeptos, ameaças física, bem, tanto circo que só faltou mesmo o golo entrar na baliza. O que infelizmente, não acontece e é cada vez mais difícil.

 

Jorge Jesus chegou como um grande salvador. Apresentado com pompa e circunstância, um pouco ao exemplo da receção a Markovic no aeroporto. Se o jogador andou a gozar com a cara de todos nós, ao exemplo de quase 70! (Setenta) outros nomes, Jorge Jesus conseguiu coisas boas, muito boas e outras muito más. A formação acabou, puff, olhando para os nossos escalões, este ano corremos o risco de ganhar zero, e a nossa equipa B, a tal que forneceu vários jogadores à primeira equipa, à primeira liga, à europa do futebol e à seleção nacional, vai acabar. Gestão de excelência.

 

“Mas fala lá das modalidades!”. Sem dúvida, uma melhoria evidente. Um Pavilhão digno e mais que merecido, o nosso ADN está ali também naquela obra. Obrigado Bruno, acabaste o que muitos já tinham começado. Faltou-te essa ponta de carácter e dignidade para agradeceres aos que permitiram que fosses tu a inaugurar tão importante obra. De qualquer forma, o meu aplauso. Está feito, e gabamo-nos que está pago. Já as modalidades batemo-nos que nem loucos na Europa, ou não, o Hóquei é cada vez mais um desporto de províncias ibéricas, o futsal, onde gastámos milhões, tem sofrido dissabores com o rival da segunda circular, e muito me agrada ver o Andebol, com uma equipa de milhões muita vez a sofrer com equipas de tostões. Aqui a culpa é também do nosso paradigma desportivo, queremos é bola no pé. O resto é para um nicho.

 

Em resumo, cinco épocas, quatro campeonatos para o Benfica, um que não sabemos quem o vencerá, nós não seremos, e há várias semanas que colocamos a fasquia ao nível de um Braga.

 

Realmente a política de exigência é um doce neste universo de Azevedos, Sampaios e Barrosos.

 

Vale tudo! Ou Vale só o Azevedo?

 

 

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publicado às 11:01

Forever de Carvalho

por Lizardo, em 03.03.18

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Forever!

Tem sido isto os últimos anos do nosso Sporting. Um projeto “forever”, uma dinastia “forever”, treinadores “forever”, e claro está, o desgosto de “forever a perder”.

 

Factos, cinco anos de Bruno de Carvalho, quatro campeonatos para o Benfica e este ano já estamos a olhar com mais medo para o Braga que plenos de esperança e de força para, pelo menos, conseguirmos o lugar que nos dará acesso à Champions League.

 

Esta época foi um circo sem precedentes, nada que nos choque, afinal o Palhaço superior continua a gerir uma Instituição centenária com menos rigor e menos know-how que qualquer merceeiro com a quarta classe tirada entre regadios e pastorícias.

 

Bruno falhou! Outra vez. “Forever” a prometer e exigir, a desviar atenções com guerras que à priori todos sabiam que nos iriam rebentar nas mãos.

A mais mediática e mais ignorante, a que nos levou a uma aliança com o Futebol Clube do Porto. Como é óbvio e sabido, nestas alianças só um pode ganhar, e ao exemplo da Seleção da Alemanha, quem ganha é sempre o Porto, com o doce sabor de nos terem ridicularizado, olhos nos olhos, na sua própria casa.

 

Espero não voltar a ser gozado, pois o Benfica que ainda corre para campeão, ainda nos vem visitar a Alvalade, e não gostava de desligar as luzes e ligar a rega, ou quem sabe, o Bruno atiçar-lhe os seus cães do Facebook ou da Young Network.

 

Sem muito mais assunto, pois estamos a viver um loop, uns acordados outros cegos e a adorar ser ignorantes, o facto é real, milhões gastos como nunca, muito pior que os gastos com Pongolle e outros similares, títulos menos que nessas épocas, menos esperanças claras e evidentes na nossa formação, um plantel com pouco futuro dada a idade de alguns ativos, emprestados e os que estão loucos por abandonar o barco do “Palhaço”.

 

Vivemos ainda a ilusão das modalidades. Vólei, Andebol, Hóquei e Futsal. Os momentos decisivos estão a chegar. Não quero acreditar que também aqui, com tantos milhões investidos, vamos ficar a comemorar o “normal”, que é um título. Exige-se o pleno!

 

PS: Vamos começar a assistir ao lento fuzilamento de Jorge Jesus por parte do aparelho palhaçal da comunicação do Sporting. De Saraiva aos palhacitos das redes sociais e claro aos iluminados pirilampos da YoungNetwork.

 

PS2: Bruno anda calmo, em silêncio. Sem Sportingados para apontar, sem antigos dirigentes para culpar, sem comunicação para guerrear, ... a próxima guerra será contra os animais de estimação nos restaurantes. Enfim, o ridículo de cinco anos de Sporting de Carvalho.

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publicado às 14:28

A matemática

por Trinco, em 14.11.17

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A vontade esvai-se, o tempo escasseia, mas há coisas que por demais flagrantes, acabo por não conseguir deixar de registar.

 

A 5 de Abril de 2016

 

A construir o futuro! Quase 110 anos de uma história feita de conquistas ajudam a explicar o porquê de o Sporting CP ser unanimemente considerado a Maior Potência Desportiva Nacional e um dos Clubes mais vitoriosos de todo o Mundo. Os números podem falar por nós: temos no nosso património cerca de 20.000 títulos arrebatados”, escreveu há um ano e meio o líder do Sporting.

Facebook de Azevedo de Carvalho

 

A 9 de Janeiro de 2017

170 títulos enchem a vitrine de 2016

Site do Clube com a ressalva que a contabilização inclui somente os primeiros lugares colectivos e individuais em competições nacionais de seniores

 

A 12 de Novembro de 2017

Temos mais de 22 mil títulos nacionais, europeus, mundiais, olímpicos. 

Discurso de Azevedo de Carvalho durante a entrega dos emblemas aos sócios com 25 anos

 

Ou seja de 5 de Abril de 2016 a 12 de Novembro de 2017 o Clube conquistou 2.000 títulos sendo que sensivelmente a meio deste período o contador iria apenas nos 170...vá, tripliquemos este valor para albergar os títulos de formação e dos paintballs e afins, 510. Em 10 meses, o Clube conquistou um pouco menos que 1.500 títulos. E disso a comunicação do foguetório e das loas ao líder nada assinalou em fim de época (quando na realidade se contabilizam estas coisas). Pois sim...

 

Além disso, com esta contabilidade criativa depreende-se que num estalar de dedos, qual Midas, o Clube passou de uma média de 180 títulos por ano (em 110 anos) para uma média de 1.000. Brilhante! Brilhante se fosse verdade, brilhante a criatividade e audácia para afirmar isto com desfaçatez e sem desmanchar o boneco enquanto o faz.

 

Isto tudo presumindo que não contabilizam títulos de transporte, títulos do tesouro, títulos nobiliárquicos ou outros...

 

Bem sei que o público alvo cada vez mais se comporta acriticamente enfardando alegremente todas as narrativas que lhes são metidas olhos adentro, mas há limites. Mais não seja o da realidade e da sua percepção

 

O Sporting não precisa de se armar em grande. O Sporting é grande. Não há Clube em Portugal que se aproxime em títulos e muito poucos estão a par a nível Mundial. Não é preciso fabricar números como se faz com sócios e assistências!

 

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publicado às 09:28

Modalidades caviar

por Trinco, em 01.09.17

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Pessoalmente, cada vez menos me interessa o circo das plataformas rotatórias de jogadores em que se transformaram os clubes de futebol, com negócios e gestões nada claras e seguramente pouco transparentes e rigorosas.

 

Disso mesmo são exemplo as considerações de "custo zero com compra obrigatória" (temos 2, Doumbia e Ristovsky, €3M e €2.5M respectivamente) ou a inclusão de artifícios de linguagem para declarar uma venda mais alta do que ela realmente é (Schelotto, jogador renovado em Janeiro deste ano com clausula de €45M, com o seu "até €3M€" - que no limite podem ser €0 - é o nosso exemplo acabado).

 

Acontece que no meio deste ruído todo, o Clube achou por bem informar os preços da nova Gamebox Modalidades. Assim ao jeito de "deixa ver se passa e se não fazem barulho".

 

€250 é o valor para as 4 modalidades.

 

Não tardaram muitos avençados a tocar o samba do "até não é caro...". Que "€3.12 por jogo é um bom preço". Só que, assumindo o preço de €4 pelo bilhete avulso para sócio (e há preços máximos tabelados) basta falhar 5 jogos em cada modalidade (o que em 80 jogos, com calendarizações tão diferenciadas nem é nada de estranho) para esse "lucro" se esfumar.

 

Mas o pior é para quem compare com os preços praticados em 16/17. Nessa época, cada Gamebox individual (sim, havia-as, ao contrário de agora) custava €30 e a conjunta €75.

 

Comparando o comparável, a Gamebox conjunta, esta aumenta de €25 para €62.5 por modalidade (particionando os valores globais). Um aumento de 150%. Coisa pouca!

 

E mais. Aplicando esse valor, €62.5 (que a existir seria seguramente mais alto), numa hipotética separação avulsa por modalidade e tomando por exemplo o Futsal, cada jogo (18) ficaria a €3.47, deixando de compensar ao falhar os tais 5 jogos.

 

E vantagens para os anteriores detentores deste bilhete de época? Só para os que compraram a 1ª em 10/11 e apenas para a pagarem ao mesmo preço durante 3 dias antes da venda geral.

 

E os participantes na Missão Pavilhão, conforme chegou a ser promovido? Nada!

 

O Sporting é "nosso"!

 

E se as coisas falharem a culpa é dos sócios que não colaboram.

 

 

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publicado às 13:03


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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