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A história somos nós!

por Lizardo, em 19.02.18

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Nicolae Ceausescu baniu o jogo Scrabble porque, afirmava o ditador, era demasiado intelectual e por isso mesmo um demónio subversivo.

Parece uma anedota, é uma anedota, mas foi real. O Scrabble é um jogo com décadas, que tem o simples objetivo de formar palavras. É verdade, quanto mais cultura geral tivermos, mais hipóteses temos de o vencer. Quanto mais lermos, quanto mais escrevermos, quanto mais investigarmos, quanto mais compreendermos e apreendermos, mais preparados ficaremos. Não só para o jogo, como para tudo na nossa vida.

Para Ceausescu o saber era mau. Atenção que este “saber” não é o nosso antigo lateral. Afinal, o “saber” não ocupa lugar e nós sempre jogámos com onze.

 

O que temos que compreender e questionar, agora que vivemos na era da informação e da comunicação, é o porquê de alguns iluminados exigirem a nossa redução ao poucochinho, à banalidade, ao tenebroso mundo do sempre o mesmo, dos mesmos de sempre para os que sempre abanam a cabecinha ao poder instalado.

Este fenómeno de seguir o poder está explicado e bem identificado. É fácil manipular, basta aferir as percentagens com que antigos Presidentes do Sporting foram eleitos e perceber que este fenómeno de agora é exatamente uma repetição cíclica da história. Bettencourt foi eleito com mais de 90%, Godinho Lopes, Franco e Dias da Cunha, sempre com maiorias absolutas. Quem votou neles? Exato, os mesmos que agora os censuram e criticam de forma barbara, e adoram o novo deus sol, o mesmo que daqui por uns meses estará no mesmo saco dos demónios. É assim o fenómeno. É assim que a ignorância se revela e se evidencia.


Posto isto, e ainda mais grave, é a tentativa oculta do Presidente Bruno de Carvalho de tentar transformar certos happenings em cowboiadas de saloon. Recorde-se que publicou a lista dos Sportingados poucas horas antes de um Estoril x Sporting, sabendo o Presidente que a maioria desses nomes estariam já na Amoreira para assistir ao encontro. Convoca um auto de fé para um Hotel a dezenas de metros do Estádio em dia de jogo. Declara guerra à comunicação social depois de uma inflamada Assembleia Geral no nosso Pavilhão João Rocha. Se não há uma intenção de provocar desacatos, perseguições, criar um ambiente hostil, então o Presidente Bruno de Carvalho tem muito pouca capacidade intelectual. Sorte a dele, nunca deverá ter jogado Scrabble.

Em resumo, estamos entregues a uma maioria pouco letrada, pouco informada e facilmente manipulável. Espero que Bruno nunca se lembre de acabar com relacionamentos e casamentos entre pessoas de Clubes diferentes. Certamente se o pedisse, acredito que muitos seguiriam o conselho.

PS: Hoje é dia de vencer em Tondela. Sem desculpas. Seguirei o relato na Sporting TV, pois claro.

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publicado às 10:44

Chantagem

por Trinco, em 06.02.18

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Ao longo do último ano, por questões pessoais e pela leitura que faço do que é o Sporting neste momento e de quão deslocado nem sinto neste "new  way of being"  praticado por dirigentes e uma larga maioria de consócios, tenho vindo progressivamente a reduzir o tempo despendido a pensar Sporting e a limitar fortemente a minha intervenção. Disso é sinal a significativa redução de posts meus por aqui.

 

No entanto, de tempos a tempos acontecem coisas das quais não consigo abster-me. Foi assim na última semana, volta a ser assim hoje.

 

Azevedo de Carvalho, que teve a melhor conjuntura dos últimos 15-20 anos, sem verdadeira contestação (não passou 5% que fosse do que o Franco, Bettencourt ou Lopes passaram) , e isto apesar dos fracassos no futebol (por muito que os queiram maquilhar) vem, numa altura de alguma estabilidade e com a época desportiva a correr, impor uma alteração estatutária profunda a nível da regulamentação disciplinar, sem debate e forçando a sua vontade sobre os associados.

 

Não tendo conseguido. Melhor, nem sabendo se conseguiria, mas sentido alguma resistência, resolve fazer birra e abandonar a Assembleia Geral em total desrespeito para com o órgão máximo do Clube ameaçando demissão. Pior, no dia seguinte, deixa a equipa de futebol completamente abandonada de representação directiva, seja do Clube seja da SAD, falhando, mais uma vez às suas obrigações (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?).

 

Marca reunião dos órgãos sociais, fazendo saber antes desta que a sua decisão está tomada, para depois, em mais um fastidioso discurso em que faz aquilo mesmo (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?) que acusa outros de lhe fazerem. Inclusive fazer aquilo que quer impedir que se faça, na alteração estatutária. E diz que não decide. 

 

Aqui, substitui-se à Mesa da Assembleia Geral (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?) para marcar Assembleia, com data, hora, local e até ordem de trabalhos.

 

Nesta inverte as coisas a seu bel-prazer e conforme lhe poderá dar mais jeito, formulando a chantagem final de: Ou é como eu quero ou vou-me embora...talvez.

 

Desta maneira, hipoteca inclusive (ou seria melhor dizer coage), alguns associados que, legitimamente, ainda lhe dêem um capital de confiança para a sua continuidade mas que não possam em consciência aprovar as alterações estatutárias que lhes violam abundantemente e de forma legalmente duvidosa os direitos pessoais. Direitos garantidos pela constituição.

 

E é exactamente esta chantagem, este estado de sequestro, em que alguém se confunde com o Clube o tem, que é inaceitável. Esta falta de sentido democrático, da noção de serviço e da teoria azevedo-centrica.

 

Como inaceitável é a listagem de nomes com claras intenções persecutórias e inquisitoriais (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?), que mais não servem que para acicatar alguns desmiolados para a "caça ao homem" (que já se vai sentindo) e para atemorizar outros que possam presumir a insegurança criada (que é real e orquestrada)

 

E de um momento para o outro, por culpa exclusivamente do birrento (não incorrerá em procedimento disciplinar caros membros do CFeD?) que hoje se senta na cadeira de presidente, está o clube de novo em ebulição, num misto de tragédia grega com policial série B, ainda por cima com ideias requentadas.

 

Aconteça o que acontecer no dia 18, nada vai ser igual...

 

P.S.1 Antes que que se lembrem de trazer á conversa o Pedro Madeira Rodrigues, digo já. Ainda que enalteça a coragem da sua presença na ultima AG, não o vejo, a ele e à equipa que penso reste com ele, como alternativa sustentada e sólida

 

P.S.2 Tenho lido a referencia à presença das alterações estatutárias propostas no programa de candidatura. Isso está longe de corresponder à verdade. Nem sequer a extinção do Conselho Leonino (é proposta a sua reformulação apenas) e muito menos as alterações disciplinares

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publicado às 09:29

Ninguém chora pelo Bruno!

por Lizardo, em 05.02.18

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Bruno de Carvalho ameaçou a demissão. O ridículo desta situação é grave, revela uma irresponsabilidade tremenda e prova, para quem ainda tinha dúvidas, quais as verdadeiras prioridades de Azevedo de Carvalho, primeiro ele e o seu bem-estar, depois o Sporting e o seu sucesso. Em pouco mais de 24 horas, o Sporting que se gabava de estar bem, está agora a viver aqueles tempos do “Godinho Lopes”. E não, não queremos que volte o Godinho.

Mas o que considero mais interessante no fenómeno circense deste fim-de-semana, foi mesmo esta ameaça de despedimento.

 

Achava Bruno de Carvalho que com esta ameaça de bater com a porta, surgiriam grandes manifestações de pesar. Lágrimas de sangue, grupos no Facebook a exigir a sua continuidade, estátuas seriam erguidas e musicas seriam escritas e cantadas por todos os lares, escolas e casas de meninas. Fica Bruninho, Fica!

Mas não!


À exceção dos cartilheiros habituais, o Saraiva (o que manda e tira fotos a associados a tirar fotos para dizer que se tiram fotos na AG onde é proibido tirar fotos), o Eugénio Dias Ferreira, o pobre diabo do Manuel Fernandes (que quero guardar para sempre na minha memória o exemplo como jogador, craque e capitão, e nunca esta figura ridícula a que se rebaixa para defender o que não tem defesa), e claro a sua guarda pretoriana de rapazolas e labregos que se alaparam no Clube. Basta ligar a Sporting TV e descobrir de quem estamos a falar, ou navegar por alguns grupos das redes sociais, onde têm vários pseudónimos, mas que se revelam sempre nos erros ortográficos ou na cartilha em copy paste. O Mister do Café, Sporting Fans, Rugir, entre outros, lixo.


Posto isto, e sem fenómenos para que Bruno fique, sem manifestação alguma diga-se de passagem, é claro que Bruno ficará. Não o deixem cair. O rapaz é hoje um dos principais escapes dos grandes casos de corrupção em Portugal. Este fim-de-semana não tivemos Lex, não tivemos Sócrates, não tivemos Cheques da Segurança Social ou operação Fizz. Tivemos um louco deslumbrado que não chega a ser notícia, é mesmo o “Tiririca” do momento.

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publicado às 09:37

As alterações

por Trinco, em 31.01.18

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Ultrapassemos as ilegalidades, ou faltas de conformidade legal, presentes na convocatória e na tardia publicação das propostas constantes da mesma, que até poderão originar disputa legal que conduza à anulação e reversão do que for decidido no sábado.

 

Ignoremos até a ausencia de algumas propostas, na sua plenitude, na publicação que após pressão é  feita à pressa e a contra-vontade por aqueles que teriam obrigação de zelar pelo cumprimento das normas estatutárias e regulamentos e das quais, a omissão da proposta de regulamento disciplinar é de longe a mais evidente e preocupante.

 

A profunda alteração de estatutos que este conselho directivo se propõe fazer mais não é que uma tentativa de silenciar de forma permanente e sob ameaça, tudo e todos que ousem questionar, debater ou pensar o Clube de forma livre e sem dogmas ideológicos, numa inversão à prática de liberdade critica que desde há muito era identificadora do Clube.

 

É um atentado à liberdade funcional e intelectual, à participação democrática. Uma deriva para um totalitarismo quase ditatorial que pretende transformar os sócios em seres amorfos, formatados pela propaganda e meros clientes do Clube. É a lei da rolha e o assalto final à identidade do Clube.

 

São alterações que não sei como conviverão com os principios de pluralismo de expressão, dos direitos e liberdades fundamentais, da separação e interdependência de poderes, do direito de resistencia e dos direitos de liberdade de expressão, de informar e ser informado consagrados na Constituição Portuguesa.

 

Não sendo exaustivo, esta alteração propõe sancionar disciplinarmente a criação de grupos, dentro ou fora do Clube, que por qualquer modo possam perturbar o trabalho dos órgãos sociais. Esta sanção teria impedido a existência do Movimento Dar Rumo ao Sporting e provavelmente acabado com procedimento disciplinar sobre André Patrão e Miguel Paim.

 

Propõe a imposição da elaboração de listas globais a eleições, impedindo movimentos independentes de concorrer a apenas um órgão. Esta alteração teria impedido a eleição de conselheiros da (quase) extinta AAS que tiveram papel determinante em algumas mudanças de praxis dentro do Conselho Leonino ou a eleição de 11 conselheiros da Lista de Gonçalo Rodrigues, naquela que foi uma demonstração da vontade de pluralismo e independência dos associados.

 

Propõe que a eleição para o CFeD se deixe de fazer pelo método de Hondt, que proporciona a necessária pluralidade num órgão deste tipo passando a ser por vitória total. Esta alteração teria impedido a eleição do elemento independente ao CFeD em 2013 (que agora já nem se poderia candidatar tendo em conta a alteração atrás referida)

 

Propõe aumentar os poderes do Presidente do Conselho Directivo, nomeadamente com a criação e extinção à sua vontade de um Conselho Estratégico que substituirá na denominação o Conselho Leonino que entretanto será extinto. Esta alteração, mesmo sendo critico do funcionamento ao nível da feira de vaidades do Conselho Leonino, contribuirá para a vigência de pensamento único sem contraditório subordinado à ordem do Presidente do Conselho Directivo.

 

Definitivamente estas alterações levam um rumo de autoritarismo e absolutismo que parece pretender a cristalização e eternização do poder sem contraditório. E tenho muita curiosidade em perceber a reacção de muitos associados que durante muito tempo lutaram exactamente contra as tentativas de redução das suas liberdades, ainda que suspeito se venham a manter num cúmplice silencio.

 

E se estas alterações orientam-se por estes caminhos, será fácil depreender, e só isso o podemos fazer, o que será o proposto regulamento disciplinar.

 

Por mim, isto já começa a ter muito pouco de Sporting. Se me quiserem purgar...Força!

 

P.S. Cada vez mais esta triste realidade se assemelha à ficção contada no post sobre o Brunistão.

 

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publicado às 09:41

O Regulamento das Assembleias Gerais

por Trinco, em 30.01.18

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O Regulamento da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal existe.

 

Foi aprovado na Assembleia Geral de 24 de Abril de 2012, em proposta apresentada pela Mesa da Assembleia Geral em exercício, e eleita pela lista B, tendo como base uma proposta do associado Bruno Miguel Azevedo Carvalho que viu muitas das suas ideias vingarem e assumirem força regulamentar neste documento.

 

Esta proposta surge da percepção de um vazio que poderia originar situações de conflito legal e pretendia regulamentar todo o exercício de todas as Assembleias, fossem elas ordinárias, extraordinárias ou eleitorais, estabelecendo o padrão de funcionamento das mesmas.

 

Nela está incluído o artigo 7º que prevê que:

 

Anúncio Convocatório e Anexos

1. Do anúncio constarão os assuntos a apreciar, indicando-se a ordem dos respectivos trabalhos.

2. Os anexos ao anúncio serão publicados no sítio oficial e no Jornal do Clube.

 

Embora não sendo especialista, creio que Código Civil, refere que esta publicação prévia deve acontecer até 8 dias antes duma Assembleia.

 

Os anexos referidos são as propostas constantes da Ordem de Trabalhos

 

Isto deveria ser regra (e já foi) para que os sócios possam manifestar a sua vontade e decisão de forma informada e ponderada

 

Até ao momento, nenhuma das 8 propostas referentes aos 8 pontos expressos na convocatória se encontra publicada no site. Estamos a pouco mais de 98 horas da Assembleia Geral.

 

O caso é tão mais relevante quanto se prevê a aquisição de terrenos, a posterior autorização para conceder a 3ºs parte dessa aquisição e sobretudo uma alteração de Estatutos e a aprovação de um Regulamento Disciplinar dos quais não se sabe nada até ao momento.

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral faz hoje saber que as propostas estarão no site. A proposta da ultima Assembleia Geral, de 29 de Setembro, foi publicada no site dia 2 de Outubro.

 

Pessoalmente, mesmo sendo leigo em leis, isto poderá acarretar a anulação e reversão das aprovações desta AG. Como aliás poderia e deveria ter acontecido com uma alteração de estatutos não constante na Ordem de Trabalhos de uma AG em 5 de Outubro de 2014.

 

P.S. Já agora, todas as alterações estatutárias promovidas desde Agosto de 2013 já foram escrituradas ou mantém-se numa "inexistência legal", navegando nós em mais uma realidade paralela à medida de quem quer?

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publicado às 11:09

Ponham os olhos no palhaço

por Lizardo, em 29.01.18

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Poucas horas depois de vencer, goste-se ou não, com mérito uma competição, o ambiente entre Sportinguistas está novamente a ferro e fogo. Este é o clima preferido pelo presidente, é neste ambiente circense e de conflito que se sente como peixe na água. Neste caso, o peixe palhaço no lodaçal que é o futebol português.

A gravidade deste clima já ultrapassou todos os limites. Por norma, as redes sociais e os blogues, eram espaços por excelência para se utilizar uma linguagem ligeiramente mais agressiva. Longe do frente a frente, só com o teclado pelo meio, todos são uns experts ou heróis para ter opinião e ameaçar. O nível é de esgoto.

Mas este nível começa a sair deste meio digital. Os meios impressos são uma vergonha, pejados de cartilheiros dos três grandes clubes, o que explica a pouca venda em banca, e as televisões com os seus programas desportivos conseguiram destruir os poucos valores associados ao desporto.

Ontem, Rui Santos referiu-se a Bruno Carvalho como um Palhaço. Termo que começa a ser utilizado várias vezes pelas mais diversas pessoas, nos mais diversos espaços, das mais diversas idades e das mais diversas áreas e disciplinas.

Quer-me parecer que o “Palhaço”, o artista, o criativo, o Homem que anima, não gostará de ver a sua profissão associada a Bruno Carvalho.

O “Palhaço” é uma pessoa séria, educada, que compreende que a sua profissão obriga a um comportamento, a um tom a um posicionamento. O “Palhaço” sabe que os seus atos têm sempre uma consequência. O “Palhaço” sabe que tem um objetivo, que é um elemento central e fulcral no espetáculo. Como se diz na gíria, “não há circo sem palhaços”.

Ora Bruno Carvalho, passados todos estes anos, continua a não compreender o cargo que ocupa. Lá no alto, bem no alto do seu andaime, todos os dias temos o “prazer” de ouvir o seu piropo nojento.

 

Posto isto, Palhaços de todo o mundo, uni-vos. Não deixem um “trolha” conspurcar a vossa nobre e importante profissão.

 

Não tenham medo, pois por mais processos em tribunal, por mais ameaças, telefonemas, e outras caganças, ao fim do dia, um trolha, sempre será um trolha. Mal vestido, mal formado, sem futuro. E o trolha meus amigos, não se esconde, revela-se.

PS: Todo este clima tem um propósito. Aquecer a próxima Assembleia Geral de dia 3. Aguardemos pois por mais um episódio de tábua de andaime.


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publicado às 15:56

A Ressaca

por O 6º Violino, em 28.01.18

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Um troféu é um troféu. A Taça da Liga também se fez para vencer. Sempre. Todos os anos, não quando nos apetece ou quando nos dá jeito. O Sporting e os Sportinguistas têm um trauma natural por causa de uma final disputada no Algarve. Passaram a chamar a esta competição "Taça Lucilio Batista". Os pormenores todos sabem.

Bruno Miguel quando entrou no Sporting, ávido de protagonismo, aproveitou esta competição para marcar território. Recordemos que tentou eliminar o F.C.Porto na secretaria, e ameaçou jogar na temporada seguinte com os juniores, mostrando um profundo desconhecimento pelos regulamentos. 

A Taça da Liga vale hoje o mesmo desde a sua criação, mas para Bruno Miguel esta deve ser a primeira edição desta competição. 

Sobre as suas reacções pós jogos, nada a dizer, é o mesmo das voltas olímpicas, que tenta capitalizar as vitórias para si, e nas derrotas ou empates vai "descascar" para a sua plataforma preferida e seu porto de abrigo, o facebook.

Desde há umas semanas a esta parte, o rapaz Bruno Miguel tem frequentemente desafiado os seus críticos a comparecer à Assembleia Geral de dia 3 de Fevereiro. Como se as Assembleias Gerais fossem a "última Coca Cola do deserto" desde 2013. Já aqui escrevi, que se é para ir para as Assembleias mentir sobre investidores, essa é a sua praia. Sobre a convocatória para a mesma, lá estão mais umas alterações estatutárias que ninguém conhece para serem aprovadas por uma centena ou duas de associados que ainda têm paciência para o aturar, ou que são convocados para lá estar. Para além dos estatutos, compra e venda de terrenos que ninguém sabe quais são. Mas, a cereja no topo do bolo. Alteração do Regulamento Disciplinar, no qual Bruno Miguel com o apoio do inenarrável Conselho Fiscal, pretende fazer uma "limpeza étnica". Alguém sabe o que vai aprovar? Por mim, pode expulsar todos os sócios que pretender e que não lhe prestam vassalagem. O resultado prático será o mesmo. O ruído será o mesmo. O Sportinguismo de cada um será o mesmo. Não se é mais Sportinguista por se ser sócio. Até porque muitos dos que batem hoje com a mão no peito são os mesmos que estiveram anos sem pagar quotas.

Servirá apenas para inchar o ego da criatura.

P.S.1 - "A ressaca" é uma série de filmes em que um grupo de 4 amigos adultos se tornam adolescentes por umas horas, vitimas de droga e álcool por onde vão passando nas suas festas de despedida de solteiro. Vivem numa realidade paralela durante várias horas/dias.

P.S.2 - As declarações de Jorge Jesus no final do jogo de ontem são desprezíveis. Nem a sua natural "labreguice" desculpa o menosprezo e "achincalhamento" ao Sporting. Bruno Miguel merece um treinador com um ego tão grande como o seu, e ambos vão terminar à "traulitada", como é óbvio.

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publicado às 17:14

O Discurso do Bruno

por Lizardo, em 26.06.17

 

 

O filme “Feios, Porcos e Maus” de Ettore Scola é uma obra prima. A vida em tempo real, um quadro pintado com sapiência que explica que tudo na vida tem uma relação de causa-efeito.



Os reles, porcos e nojentos, uma obra insonsa de Bruno de Carvalho é também um quadro da vida real do desporto nacional. E que nos explica que tudo tem também uma consequência, e que todos os atos resultam em factos que nos podem custar muito caro no futuro.



O discurso do Bruno foi mais um episódio deplorável. Não quero acreditar no que disse nem quero acreditar que exista quem tenha a baixeza de criar uma trama para tramar o Presidente envolvendo a sua família e amigos mais próximos. O conteúdo do “word” revelado é demasiado grave.



O Sporting não se pode nem se deve confundir com estes episódios. Se o Presidente se sente atacado deve ter a capacidade e o poder de se defender nos locais próprios, afastando este lixo do Clube, tentando ao máximo não envolver o nome Sporting em episódios deploráveis e discussões de sargeta.

 

Mas Bruno não consegue, Bruno é o ator principal de Feios, Porcos e Maus. Uma personagem que procura a vida fácil, que se entrega aos prazeres da vida, que despreza e não entende que tudo está ligado e que tudo pode trazer consequências para a sua vida, para a vida dos que o rodeiam e acima de tudo, para o Sporting.


Bruno continua a não entender que não pode ofender Sócios, mesmo que o mereçam. Não se trata somente de ter uma imprescindível posição institucional, mas também de compreender que a gestão de comunicação, atualmente, não se resume ao nosso Bairro, à nossa Cidade ou País, hoje, tudo ganha uma projeção mundial em segundos. E Bruno não compreende que utilizar termos como: “Nojentos”, “Reles” e “Porcos” rapidamente se transforma numa generalização a todos os Sportinguistas. É o lado perverso da rapidez da comunicação.


Por tudo isto, o que se passou na passada Assembleia Geral foi grave. Merece ser investigado e não pode passar impune. Não podemos aceitar que se ataque um Presidente desta maneira, mesmo que não concordemos com a sua gestão, nem podemos concordar com este teatro que envolve o nome do Sporting, levando o nosso bom nome para níveis que não se relacionam com a nossa história centenária.



É tempo de pensar muito bem se é isto que queremos para o Sporting. A próxima época começa hoje, as incógnitas são muitas, só peço que a espinha dorsal se mantenha, que continuemos a ser um Clube que valoriza os seus formandos e que aposta nos jogadores portugueses, os que foram campeões da europa e os que num futuro muito próximo muitas alegrias nos podem dar.

 

Peço também que o Sporting saiba gerir da melhor forma a mentira e a batota, por todos sabida e conhecida, que envolve o Benfica. Temos que saber lutar de forma sapiente, estes sim são reles, nojentos e porcos, com todo o respeito que me merecem alguns rivais, os nossos, os Sócios, por mais líricos que sejam e por mais que se sirvam do Clube em vez de o servir, continuarão sempre a ser do Sporting. E este Sporting atual está cheio de lambuças. Cheio.

 

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publicado às 11:23

A AG do Bruno

por Trinco, em 23.06.17

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Fui alertado ontem para a realização hoje de uma AG para apreciar e votar o orçamento do Clube para o exercício do ano que vem.

 

Atento como costumo estar (confesso que, por várias condicionantes, por estes dias menos) duvidei por não ter sabido de nada. Consultei o site e confirmei que nenhuma convocatória tinha sido publicada. Quem me informou insistiu. E tinha razão.

 

Hoje, volto a consultar e verifico que inusitadamente a convocatória é publicada no site no próprio dia da sua realização. Contrariando despudoradamente o que mandam os estatutos.

 

Artigo 52° (Convocatória da Assembleia Geral comum)

1 –As Assembleias Gerais serão convocadas por meio de anúncios insertos em dois jornais diários, no jornal do Clube, no sítio oficial do Clube e publicado nos moldes previstos para os actos das sociedades comerciais, com a antecedência mínima de oito dias, se o prazo não dever ser superior por disposição dos presentes estatutos

 

Assim, perante poucos, será aprovado por unanimidade não só o orçamento como as contas consolidadas. Sem que a grande maioria dos sócios tenha acesso às mesmas. Sim, porque os documento da proposta de orçamento e das contas consolidadas, deixaram de ser antecipadamente publicados para avaliação prévia dos sócios (quem vai a uma AG sabe perfeitamente da dificuldade de analisar no momento tais documentos estabelecendo um juízo consciente).

 

Pior, mesmo depois de aprovados, cumprindo-se a recente prática de opacidade, não serão publicados no site.

 

Aparentemente o desrespeito para o órgão mais importante do Clube (a Assembleia Geral composta pelos sócios) não tem limites e os actuais corpos sociais acham-se inimputáveis, tratando o Clube como a sua coutada.

 

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publicado às 08:39

O Pavilhão do Bruno

por Lizardo, em 22.06.17

Ontem foi a primeira inauguração do Pavilhão, num conjunto de três cerimónias já agendadas. A felicidade de todos os Sócios e Adeptos com a construção de tão nobre e fundamental obra é evidente. O Sporting não podia continuar a viver sem a sua casa para as modalidades. Era totalmente contranatura continuar as romarias para Loures ou Odivelas, Casal Vistoso ou Rio Maior, entre outros Pavilhões espalhados pela região.



Ontem, como bem disse Margarida Rocha, fechou-se o ciclo das grandes obras de modernização do Sporting do século XXI. Um Estádio, uma Academia e agora a casa que imortaliza o já imortal Presidente João Rocha.



O dia de ontem tinha tudo para ser histórico. Um dia desejado por tantos, um dia que deveria ser aberto a todos os Sócios e Adeptos, com um programa pensado para os que há mais de 10 anos fazem quilómetros para ver as modalidades fora de Alvalade. Mas não, uma vez mais, o foco foi o Presidente Bruno de Carvalho.



Para lá do erro da data e da hora, uma quarta-feira, em simultâneo com o jogo da Seleção Nacional e a poucas horas de um importante jogo do Futsal, revela que estratégia e visão, são termos e processos que escasseiam.


Depois o palco e o tempo oferecido a Bruno. Bruno discursou na rua, Bruno leu e releu a sua frase na Estátua do Leão vezes sem conta, Bruno entrou no Pavilhão como uma estrela de rock, Bruno foi o Presidente, Bruno foi o Anfitrião, Bruno foi a imagem de todos os atletas do passado, do presente e do futuro. Bruno foi o foco, o tempo de antena, a voz, Bruno foi o rei das selfies e dos abraços. Sempre com os mesmos, com as mesmas caras, com os mesmos que até já têm palco em programas da Sporting Tv ou que têm um “emprego” no Sporting.

 

Não posso deixar de sublinhar a mentira de Bruno sobre o nome do Pavilhão. Não, não foi o Bruno que sugeriu o nome João Rocha. Não!!. Foi aprovado e deliberado a 30 de Setembro de 2012, numa Assembleia Geral no Multiusos de Alvalade, apresentado pela Direção em funções à data. Felizmente foi rapidamente desmentido pela filha de João Rocha.

 

Mas a mentira não acabou aqui. As palavras oferecidas ao falecido Sócio Vitor Araújo são de um aproveitamento sem sentido. “Amigo”, “Muitos jogos ao seu lado”, “com o meu pai e meus irmão, juntos, vimos muitos jogos”. Quem marcou e marca presença nos Pavilhões sabe que tudo isto é treta. Pura treta. Bruno há dez anos, nem as quotas tinha em dia, quanto mais dedicar-se a assistir a jogos das modalidades. Mas vale tudo!


Bruno tem um evidente complexo de inferioridade. Precisa de palco, precisa de espaço mediático, precisa ser notícia, pois só Ele sabe a dimensão da mentira que nos conta há muitos anos. Precisa de palco pois não temos títulos, não temos saúde financeira, somos cada vez mais irrelevantes no panorama desportivo.



Estes quatro anos têm sido uma mentira constante.



Ontem os Sócios ficaram de fora, os Adeptos não foram convocados, o Pavilhão não estava cheio, foi uma festa para amigos e alinhados, longe dos tempos onde o Sporting era para todos.



O que se assistiu ontem foi um deplorável espetáculo. Salva-se a obra, obrigado a todos os que desde os primeiros momentos lutaram e reuniram com a autarquia lisboeta, a todos os que criaram as fundações e as bases necessárias da obra. Bruno tem o mérito de ter continuado e ter dado vida ao Pavilhão. Sobre isso não há dúvida, mas ficaria muito bem não esquecer que há muitos anos, várias direções já trabalharam e muito para que este sonho fosse possível. A esses nem uma palavra.


Este Sporting que não reconhece o seu passado e que só se valoriza com o seu presente, mesmo sem nada ganhar, mesmo vendo abalar os seus principais ativos, sejam eles funcionários ou atletas, não pode ter grande futuro.

 


Salva-se quem entende e vive realmente os valores do Sporting

 

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publicado às 09:03


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D