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Onde vai...

por O 6º Violino, em 12.05.21

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Diz-se que habitualmente escrever ou falar sobre as vitórias é mais fácil. Nem sempre assim é, principalmente quando falamos ou escrevemos com a emoção à flor da pele, e menos de 24 horas após a conquista de um titulo de Campeão Nacional de futebol sénior masculino.

O país Sportinguista saiu à rua. Dos mais novos aos mais velhos, gerações de leões ansiosas de festejar, de libertar anos de frustração de resultados futebolísticos. Que bonito foi, que orgulho e emoção. Faço aqui uma ressalva para a péssima organização, para alguns excessos policiais e comportamentos erróneos de alguns adeptos, que teimam em ser o centro das atenções.

Rúben Amorim foi aposta de risco pelos custos financeiros. Foi aposta pessoal de Hugo Viana com a concordância de Frederico Varandas. Voltando uns meses atrás e procurando declarações dos "notáveis" do Sporting, seriam talvez 10% os adeptos que concordaram com a operação, no que aos custos diz respeito. Rúben Amorim era o "lampião" sem provas dadas, com uma dúzia de jogos na Primeira Liga. Varandas era o irresponsável louco que encheu os cofres de um rival directo, estava perdido. As manifestações nas redes sociais exigiam eleições antecipadas, os saudosistas do antigo regime saíam à rua em protesto. Os que ficaram sem o negócio ameaçavam tudo e todos. Os programas de debate desportivo eram o trampolim para a má língua. Não deram sequer o beneficio da dúvida. O histerismo estava instalado. As contratações de inicio de época sofreram ataques de imensos quadrantes do universo de "experts" de que o Sporting é detentor. Adan era velho, Antunes estava acabado porque não jogava há um ano, Feddal era um coxo, Neto estava velho e ninguém o queria, as contratações no mercado interno eram um lampião vindo do Rio-Ave e um jogador do Famalicão caro e banal. E o que dizer dos calções do Porro? Que horror!

Era tudo mau, íamos lutar pelo sétimo lugar, tínhamos vendido os melhores activos herdados de um passado vitoriosos, diziam eles, os "experts", os que sabem tudo, os que opinam sobre tudo, mas que pouco ou nada fizeram pelo Clube durante anos a fio. A eliminação da Liga Europa pelos desconhecidos do Lask, numa altura em que a pandemia afectava jogadores e equipa técnica foi o tiro de partida para o destilar de ódio e veneno sobre toda a estrutura Sportinguista. O veneno diário na imprensa crescia, jornais, rádios e televisões deram eco a todos os "gatos pingados" que à entrada mostravam a "pistola para disparar" contra quem tinha a responsabilidade e o mandato dado pelos sócios para fazer escolhas. 

Famalicão é um dos marcos decisivos para a história desta temporada. A injustiça do resultado, a forma de como foram sonegados 2 dos 3 pontos, foi o sinal dado ao plantel para que se unisse em torno de um objectivo, nasceu o #ondevaiumvãotodos.

Mas não fomos todos, fomos muitos, mas o resto ficou a espreitar cada resultado menos bom para sair da toca e vaticinar mais uma época de frustração e apontar baterias aos decisores. Cada resultado frustrante serviu de arma de arremesso e de enxovalho para a estrutura. Aos poucos, alguns dos "experts" fizeram lembrar os contorcionistas asiáticos (talvez fruto de alguma azia), quiseram apanhar o "comboio em andamento", esquecendo as criticas iniciais e fazendo do treinador o único responsável pelos bons resultados, como se tivesse caído em Alvalade vindo de Paris numa qualquer cegonha.

Choupana, Famalicão, Braga, entre outros, deram o sinal de que, afinal, a equipa menor, sem qualidade e com o treinador lampião, podia ser feliz. E fomos. Fomos quase todos felizes, poucos preferiam que não para poderem continuar a narrativa do contra. Mas esses perderam, tal e qual como os nossos rivais externos. E tão bom que é vê-los derrotados, tão bom que é ver os verdadeiros Sportinguistas orgulhosos e felizes. 

Fortes foram os que durante meses foram insultados, caluniados e enxovalhados, mas sempre, sempre do lado certo e no apoio incondicional ao Clube. Foi a vitória da coragem, a vitória da resiliência, do querer fazer bem, do orgulho em representar um colosso chamado Sporting, da empatia de grupo, da confiança no trabalho feito, e na esperança de que o melhor está sempre para vir. E o melhor é sempre o Sporting. Nos bons, mas também nos maus momentos, nos quais muitos ficam na plataforma e o comboio parte quase sempre vazio.

O Sporting Clube de Portugal é Campeão, 3 anos depois da maior vergonha da sua centenária história. Esse passado não voltará!

Obrigado rapazes de verde e branco!

SL

 

 

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publicado às 17:46



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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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