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A equação e a doença

por Trinco, em 19.05.18

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Afastado o dia todo de noticias ou redes sociais, apanhando de leve agora mesmo os abalos de mais uma surreal conferencia de imprensa, afigura-se que a equação é muito, muito simples. Até para uma criança de 3º ou 4º ano.

 

A equação coloca-nos duas e apenas duas opções. Ou Azevedo de Carvalho ou o Clube.

 

Simples.

Se um se torna maior que o outro resulta a menorização deste. E neste momento, Azevedo julga-se maior que o Sporting. Maior que o Mundo.

 

O que nos leva à doença. Não tenho formação clínica ou psiquiatrica e por isso não tenho qualquer legitimidade para estabelecer diagnósticos, mas aconselho a leitura, pensamento critico, retirada de conclusões e ponderação das consequências sobre o síndrome hubrístico em que o neurologista britânico David Owen lista os sintomas, dos quais bastam apenas 3 para se poder afirmar estar-se perante alguém com esse mesmo síndrome:

1 – uma propensão narcísica para ver o mundo em primeiro lugar como uma arena para exercer o poder e procurar a glória; 
2 – predisposição para fazer coisas de forma a melhorar a sua imagem;
3 – uma preocupação desproporcionada com a imagem e a apresentação;
4 – uma forma messiânica de falar daquilo que está a fazer e tendência para a exaltação;
5 – identificação com a nação ou a organização ao ponto de o indivíduo achar que os seus pontos de vista e interesses são idênticos;
6 – tendência para falar de si na terceira pessoa ou uso do plural majestático;
7 – confiança excessiva no seu próprio julgamento e condescendência em relação aos conselhos ou críticas dos outros; 
8 – crença exagerada em si mesmo, na fronteira da sensação da omnipotência;
9 – mais do que ser responsabilizável perante tribunal mundano dos colegas ou da opinião pública, acha que será julgado pela História ou por Deus;
10 – crença inabalável de que nesse tribunal será ilibado;
11 – perda de contacto com a realidade, muitas vezes associado a isolamento progressivo;
12 – inquietude permanente, indiferença, impulsividade;
13 – tendência para que, ao apreciar a rectidão moral de uma determinada opção, considere custos e benefícios;
14 – incompetência hubrística: as coisas começam a correr mal por causa do excesso de confiança e ele nem se preocupa com as dissidências.

in Artigo de Vitor Matos na Revista Sábado de 21.02.2013

 

José Sócrates, afirmam especialistas sofre. Miguel Relvas idem.

 

Não é física nuclear ou teoria das cordas. É simples, muito simples!


 
 

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publicado às 19:23



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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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