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O Zé na TV

por O 6º Violino, em 21.10.16

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Dei por mim a ver um excerto de um comentário de José Eduardo, que será tratado neste artigo apenas por "Zé", na Sporting TV sobre uma suposta "festa" feita por alguns árbitros aquando do terceiro golo do Vitória minhoto, há uns dias atrás....

Sendo mais curto do que grosso, e porque não me apetece falar muito no Zé, aqui ficam algumas considerações e questões:

O Zé já explicou porque o Sporting lhe pagou meio milhão de euros por um camião/cozinha?

O Zé, ao contrário do que "vende", teve alguma intervenção em alguma Assembleia Geral criticando a "geração Roquette"?

O Zé já disse quem é que o mandou falar sobre o Marco Silva? Porque não levou o Azevedo de Carvalho como sua testemunha?

O Zé já explicou porque é que o seu serviço nos bares de Alvalade é franquismo e um roubo?

O Zé já explicou como é que faz o pagamento aos vendedores dos "seus" produtos em dia de jogo?

O Zé enquanto jogador era um "cagão". Usava nos pulsos umas ligaduras ou pulsos elásticos, armado em campeão, sendo que a sua especialidade era "virar" adversários e partir pernas.

O Zé nunca passou de um fraco defesa direito. 

O Zé depois de se retirar, só serviu para o Sindicato, nada mais.

O Zé está para o futebol como a Maria Leal para a música.

O Zé sempre foi um vaidoso. O Zé sempre foi um arrogante. O Zé com o papelinho que andou a fazer no "processo Marco Silva" provou o que sempre foi. Uma merda de homem. O Zé tem tudo para acabar mal.

SL

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publicado às 10:46

Os "crimes"

por Trinco, em 17.06.16

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Toda esta história dos "oitenta milhões" mais as teorias da ironia, da moeda, do bailinho, etc, invariavelmente contrariadas pela realidade trouxeram-me à memória William J. H. Boetcker (1873–1962), lider religioso conservador, americano de origem alemã e tido por alguns como precursor dos "success coaches" actuais, conhecido essencialmente pelo panfleto "The Ten Cannots", mantra de muitos neo-liberais de agora, mas também pela lista dos "Seven National Crimes", possivelmente baseado nos sete pecados mortais e seguramente na realidade americana, que se cometidos levariam ao fim de tudo o que os Estados Unidos significariam.

 

Aplicando os mesmos ao contexto e realidade do Sporting, assusto-me de os ver a serem permanente e despudoradamente cometidos, por mais gente que o que seria razoável aceitar (tendo em conta a realidade nacional em que a sociedade hoje se insere), inclusive por insuspeitos seres pensantes, alguns dos quais, mesmo discordando, lhes reconhecia capacidade intelectual para defenderem coerentemente pontos de vista sem caírem na bardinice que se vai vendo.

 

Estes sete crimes são:

  • I don’t think (Eu não penso)
  • I don’t know (Eu não sei)
  • I don’t care (Eu não me interesso)
  • I am too busy (Estou demasiado ocupado)
  • I leave well enough alone (Deixemos as coisas como estão)
  • I have no time to read and find out (Não tenho tempo para ler ou pesqusar)
  • I am not interested (Não estou interessado)

 

E não há dia em que não veja exemplos destes "crimes" nas discussão sobre o Sporting. Todos os sete. No geral, aceita-se sem questionar a narrativa oficial e os ecos das teorias da da propaganda, acredita-se em vez de se saber, fala-se e escreve-se do que não se sabe, sem qualquer problema ou vontade de saber, replicam-se opiniões por conveniência intelectual e alivio de empenhamento, discute-se o acessório e o mensageiro, despreza-se o essencial e o conteúdo, não se lê nada até ao fim mas tomam a parte pelo todo, não se sabe nada, mas não se inibem de debitar cartilhas, não argumentam limitando-se a repetir opiniões alheias, usam o passado como bandeira para manter o estado das coisas, tudo fica pela rama e no fim, quando postos perante a realidade e os factos, pelos que ainda vão tendo paciência para os aturar, desaparecem, alegam falta de tempo ou afirmam a falta de interesse pois o que gostam é da "bola na rede".

 

Pessoalmente, este nível de relacionamento com o Clube, que apenas posso classificar de doentio e a roçar o cretino, pois o que se ama, cuida-se, e para cuidar é preciso ter interesse genuíno, real e permanente, já não me surpreende nem me causa grande reacção. O Clube já me proporcionou experiencias suficientes para me tornar quase indiferente a isso. O que não me cessa de espantar é a contaminação transversal e generalizada deste "way of being".

 

E perceber que foi exactamente esta linha de acção (ou inacção ao estilo de "laissez-faire, laissez-passer") dos sócios que permitiu o Clube chegar a 2013, vulnerável a este tipo de solução.

 

Fica a esperança na memória de uma citação contemporanea de Boetcker

 

You can fool some of the people all of the time, and all of the people some of the time, but you cannot fool all of the people all of the time.

(Consegues enganar algumas pessoas sempre e todas as pessoas por algum tempo, mas não consegues enganar todas as pessoas sempre)

 

Se bem que sobre isso, há outra lição que também este Clube me proporcionou que é que: "Pior é sempre possível"

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publicado às 12:43

Milhões

por Trinco, em 16.06.16

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Depois dos €50M dos russos, dos €70M milhões dos americanos (cortesia do "representante da ONU" Baptista da Silva) eis que são atirados mais €80M, recusados por um jogador em Janeiro. E nem se trata de uma "invenção" jornalística, ou ironia em relação a uma venda de um rival (como cheguei ontem a ler). Foi mesmo discurso directo e há até a prova em formato video. E nem sequer era uma oferta com letras pequenas e objectivos difíceis de alcançar. Era a pronto!

 

Antes de mais, acreditar que alguém chegue ao Clube, na vigência das contratadas clausulas de rescisão, e apresente uma proposta equivalente a 33% acima da mesma, é de uma ingenuidade assustadora. E não sei se será mais assustador a desfaçatez de quem o afirma ou a cegueira de quem o aceita acriticamente. Como ainda pior é verificar que quem tinha €80M em Janeiro, não tenha tido €60M agora antes da mesma clausula expirar e continuar a acreditar.

 

Mas uma vez afirmado pelo próprio (e repetido na meia hora do presidente no canal do regime sem explicação alguma tirando a habitual verborreia), a declaração ganha força de verdade e é sobre ela que se tem que avaliar as coisas. E assim sendo, esta recusa é má gestão. Sob qualquer prisma. Não é má, é péssima. E já que Azevedo de Carvalho gosta tanto de tribunais, não se podendo aplicar o Artigo 235º do código penal referente a Administração danosa por este só ser referente a empresas públicas, relembro-lhe o Artigo 235º referente a Infidelidade que refere que:

 

1 - Quem, tendo-lhe sido confiado, por lei ou por acto jurídico, o encargo de dispor de interesses patrimoniais alheios ou de os administrar ou fiscalizar, causar a esses interesses, intencionalmente e com grave violação dos deveres que lhe incumbem, prejuízo patrimonial importante é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.

 

Não há um jogador que seja, no plantel do Sporting que valha esta recusa. Nenhum. E estes €80M significariam a possibilidade de alavancar uma estabilidade económica sem precedentes nos últimas décadas de Clube, algo que está longe de ser irrelevante. Poderia permitir, apostas desportivas mais ambiciosas a partir dessa mesma estabilidade. Assim, é um nada que de nada nos serve, a não ser como tiro falhado numa pré-campanha aflita que já leva 6 meses, mesmo com declarações (isto ontem foi fértil) de não estar minimamente preocupado com elas...

 

Já no ano passado, se recusaram €12M (não, não foi o jogador a recusar) por um jogador em rota de colisão, inclusive com referencias jocosas ao clube que se viria a tornar campeão inglês.

 

Entretanto, no mesmo período da pretensa oferta, despacham-se jogadores relevantes para o mesmo objectivo assumido como razão para a recusa (€5M nas contas de cá, €7M nas informações de lá, no que ao que parece é tactica comissionoista para continuar), contrata-se um jogador de 27 anos com uma dezena de minutos nesta época para ama de companhia de outro, contrata-se outro da mesma idade, que passou o ano a ser suplente do suplente por €2M depois de ter sido oferecido livre há um ano, havendo uma alternativa de valor proveniente da formação e vário entulho contratado desde 2013, a uma média de €10M por ano gastos, para o mesmo sector (Paulista, Slavchev, Rosel, etc).

 

Deve ser um novo conceito de excelencia e rigor!

 

P.S. Se isto, em conjunto com a reclamação da revisão da contabilidade dos titulos que hoje até sai à estampa no jornal do Clube, com as visitas guiadas aos velhacos dos jornalistas, às obras no estádio e academia a lembrar a mais anacrónica politica de fachada praticada por essas autarquias e não só afora já tem mão da nova direcção de comunicação, estamos fortes..."muita" fortes!

 

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publicado às 08:54

Contabilidades

por Trinco, em 14.06.16

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A cada fim de época, penosamente para nós, voltam as dúvidas acerca da contabilidade dos títulos. Para uns o actual campeão deveria contabilizar 32 e não 35, fazendo valer uma celebre capa da revista Record referente à época 93/94 onde aparece explicitamente a referencia ao 27º titulo. Tendo desde então ganho mais 5, deveria ter os tais 32.

 

Acontece que algures entre essa altura e o presente, alguém se lembrou que se deveriam contabilizar os Campeonato da Liga da Primeira Divisão ocorridos entre 34/35 e 37/38. Pode-se discutir a pertinência da decisão (se é que a houve oficialmente) e até a "feliz coincidência" de ser esse clube o mais claramente beneficiado com essa recontagem, com 3 títulos em 4 disputados. Pessoalmente, tenho algumas reticencias em aceitar que essa prova experimental possa ser considerada para estes efeitos, mas sendo transversalmente aceite, pouco nos resta a fazer.

 

O que me custa bem mais é que seja agora o Sporting, através do seu canal de televisão (com erros de aritmética e tudo) a promover uma revisão histórica à conta das 4 vitórias no Campeonato de Portugal até 1934, que apesar da sua nomenclatura é historicamente aceite como sendo o precursor da Taça de Portugal, com eliminatórias e final a uma mão, sem qualquer fase disputada a pontos.

 

No limite (mas no limite mesmo) seria razoável reclamar a contabilização de 20 Taças de Portugal. Fazer isto é, além de desconhecimento histórico, um triste folclore que nada mais o move se não o maior interesse dos "pensantes" do Clube desde 2013 que é, apenas e só, o rival.

 

Provavelmente aperceberam-se que além de já irem no tri (em três anos de vigência desde conselho directivo), para o ano têm a possibilidade de fazer o tetra, algo inédito no seu historial e do qual nos podíamos orgulhar de já ter conseguido e, pior que isso, dobrar os títulos de Campeão Nacional que detemos.

 

Pior ainda quando tal acontece em ano de eleições...

 

Espero que tal não aconteça, pois será algo muito dificil de digerir (e sim, com responsabilidades em todos os que geriram e gerem o Clube desde os anos 80).

 

 

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publicado às 09:52

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Como vem sendo hábito desta gestão de Azevedo de Carvalho, as Assembleias Gerais são marcadas com pouca margem de tempo e a ordem de trabalhos sempre dúbia.

Por hábito esta AG tem a sua marcação em Junho, mas este ano, ano que o Campeonato finaliza mais cedo e que temos Europeu, também o Sporting decide ir mais cedo para banhos.

Esta AG nesta data é declaradamente a cerimónia oficial de início de campanha eleitoral.

Aposto que toda a AG será uma homília do “EU”, onde se vai recuar a toda a obra feita e insistir que muitos nunca a fizeram.

Vamos ter mais um momento de apontar dedos e lançar pedras a antigos dirigentes.

E claro, vamos ficar a conhecer as primeiras linhas programáticas do “Construir o futuro”.

Não há pingo de vergonha em Azevedo de Carvalho nem em quem o apoia na gestão da SAD e do Clube.

Usa—se e abusa-se dos meios do Sporting para promoção eleitoral, o Jornal, as Redes Sociais, o Site, o Canal de TV, e agora uma AG.

Nada de novo, com Cintra muitos destes acontecimentos eram recorrentes. Com Azevedo de Carvalho muda somente a imposição de ter a gestão de uma SAD. O que nos salva também.

Aguardemos então por tudo o que pode acontecer até dia 24 de Abril, para uma AG que promete ter perto de 100 ou 200 soldados alinhados.

Este Sporting não tem futuro.

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publicado às 10:52

Construir o Futuro

por Lizardo, em 04.04.16

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Começa a ser cansativo escrever e falar sobre o Sporting. Em primeiro lugar porque cada vez mais se confunde uma Instituição centenária com um parolo com três anos de presidência.

Começa a ser frustrante -  sistematicamente andar a criticar e a apontar sempre os mesmos comportamentos. É demasiado grave o que está a acontecer no nosso Sporting. Apoderado por um louco rodeado de ridículos peixes comensais.

Começa a ser sistemático o comportamento errático do Sporting. Ora são os posts vergonhosos em sintonia com a vergonha de comentadores nos jornais e tv´s, como são as atitudes vergonhosas como no passado domingo em Almada quando recusámos receber as medalhas na final da taça de Andebol.

Mas o que é isto minha gente? É assim que se está a “Construir o Futuro”?

Mas que futuro é este que anda a ser sovado pelo Rio Ave na Academia. Que futuro é este que vê uma Equipa B nas ruas da amargura. Que futuro é este no Andebol, Hóquei,  no Basket e até no Futsal, onde estamos a caminhar, ao que tudo indica, por desprezar novamente a nossa formação?

Mas estamos a construir o futuro do Clube e da SAD ou o futuro de Azevedo de Carvalho?

O Sporting hoje joga uma cartada decisiva sobre o seu verdadeiro futuro no Restelo. Não ser campeão esta época é uma das maiores derrotas desportivas dos últimos 20 anos.

É inegável, que depois de um investimento megalómano, depois de despedir um treinador com agenda e assinar com um dos mais caros misters da europa, e com a ajuda de Nelson Almeida, Mosquitos, Holdimos, Ricciardi e Costa Aguiar, o Sporting não consiga vencer a liga, e corre ainda riscos de acabar na terceira posição, numa época onde o Benfica começou muito mal e o Porto não se consegue endireitar.

Posto isto, e para não sermos sucessivamente repetitivos sobre os mesmos temas, é tempo de ir à luta, luta essa aberta e inaugurada por Azevedo de Carvalho quando anunciou a sua obrigatória recandidatura.

Basta!


O tempo de Azevedo de Carvalho está a chegar ao fim. Poucos homens tem de confiança e alguns desses, abraçam-no de manhã e pela noite, em jantares, debitam e muito contra ele, mesmo que depois vomitem elogios na comunicação social a Azevedo de Carvalho.

Cuidado com as costas, os homens de avental, os rapazes das claques, os sócios anónimos, os croquetes, os que querem um Sporting novo, os que querem o Sporting dos interesses, ou que querem um Sporting livre, os que querem um Sporting diferente do atual já se movimentam, já se ouvem nomes, já se conhecem caminhos e algumas estratégias. Caberá aos Sócios escolher o que querem, e quem sabe mais breve do que se julga.

Bruno Azevedo de Carvalho, o teu sonho é um eclipse cada vez mais negro.

Farto, desolado, amargurado com este meu Sporting.

 

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publicado às 17:26

Três, a conta que "Deus" fez!

por Lizardo, em 23.03.16

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Faz hoje três anos que Bruno de Carvalho é Presidente do Sporting.

Em três anos temos uma Taça de Portugal, uma Supertaça e uma Taça Cers no Museu.

Em três anos tivemos quatro treinadores, contando com Jesualdo Ferreira que acabou a malfadada época de 2013.

Em três anos são às dezenas os processos, da Doyen aos Sócios, às centenas os comentários sem medir as consequências, são às centenas as promessas que não se cumpriram ou que revelaram ser um vazio total.

As auditorias, tão propaladas que foram durante a campanha eleitoral revelaram um vazio total de crime. Estes processos que entraram agora em tribunal, dizem os entendidos, não são mais que um folclore mediático que vão resultar num real nada.

O Pavilhão está em obra. Vai ser uma realidade, e tanto que precisamos de um Pavilhão. A bem ou a mal, a verdade é que se conseguiu avançar com um projeto fundamental para o Clube e para continuar a vincar e a defender a nossa identidade eclética.

Nas modalidades estamos a anos luz dos rivais. Mais fracos no atletismo, continuamos a léguas no Andebol e no Hóquei, o Basket tenta sobreviver, salva-se e muito bem a Natação, Ténis de Mesa e o Futsal. Veremos quantos atletas vamos colocar nos Jogos Olímpicos e que desempenho vão atingir.

No plano financeiro conseguimos estabilizar. Os financiadores continuam a ser os mesmos do passado criticado, a Holdimo de Álvaro Sobrinho e claro os amigos de José Maria Ricciardi, a Banca e outras Instituições Financeiras.

No Futebol tivemos na época de Marco Silva um ano de envergonhar. Não por culpa da equipa ou do técnico, mas sim por culpa do Presidente, que lançou a toalha ao chão demasiado cedo. Fica a ideia que este ano, continuando Marco Silva, depois do início atribulado do Benfica e o caos que está instalado no Dragão, poderia ser um ano onde o título poderia estar mais que resolvido.

No plano das contratações, tanto foi criticado as gestões passadas, pouco ou nada mudou. Comprar contentores de jogadores, nulo aproveitamento desportivo e financeiro de mais de 80% dessas mesmas compras.

Na gestão emocional e racional com os Sócios, a maior falha de todas. Crescemos em número de associados, o que é importante, mas baixamos na venda de lugares anuais. Por outro lado, temos finalmente um Estádio a bater os 40.000 adeptos. Positivo este ponto. Mas é por demais evidente que a gestão do "ou estás comigo ou contra mim" está a dividir os Associados e Adeptos como nunca aconteceu na nossa história.

As claques juntas na Bancada Sul também foi um movimento importante. O Clima no Estádio é diferenciador e único no panorama nacional, e até Europeu. Poucos Clubes se podem gabar do ambiente vivido em Alvalade.

No que toca ao património, aqui reside um Problema, a Academia está como foi finalizada, com faltas evidentes de manutenção, bem como o Estádio, que finalmente vai ver o Multidesportivo avançar para uma manutenção fundamental.

O Relvado do Estádio continua miserável. O problema está identificado. A solução é dispendiosa, mas um Clube com a dimensão do nosso Sporting não pode oferecer um palco desastroso como o atual, onde o futebol perde espetáculo e até se podem perder campeonatos, pois o golo falhado por Ruiz contra o Benfica, muito se pode culpar o Relvado.

A formação está também a passar por uma fase negativa. Não se reconhecem grandes esperanças a curto prazo que tenham chegado durante estes três anos. Continuamos a viver da gestão do passado. Gelson e Matheus têm mais anos de Clube que Azevedo de Carvalho. A Equipa B está no fundo da tabela e sem grandes artistas que possam alcançar a primeira equipa na próxima época.

Nos Juniores e restantes escalões, há alguma qualidade, mas muitas dúvidas em relação ao futuro.

Não nos podemos esquecer que tem sido a Academia o nosso melhor “financiador”, Hugo Viana, Quaresma, Ronaldo, William, João Mário, entre tantos outros que têm permitido ao Sporting nos últimos dezasseis anos ter conquistado várias Taças de Portugal, Supertaças e dois Campeonatos.


Nesta gestao nasceu também o nosso Canal de TV. Fraco, amador e com comentadores ao nível da mediocridade e da vergonha, como é o Carlos Dolbeth. Um espaço de comunicação de alinhados para alinhados. Demasiado fraco e sem visibilidade, como o nosso Jornal que cada vez está mais pobre.

 


Em resumo, três anos com pontos positivos mas muitos pontos negativos. Numa escala de zero a dez, o 5 é a nota mais coerente.

O Presidente tem que perceber que o mundo do futebol e o fenómeno desportivo não se combatem com posts no Facebook ou com legiões de imberbes crianças a atacar quem se rebela ou quem discorda.

O poder combate-se com poder, e o Sporting continua fraco.

Esperamos todos, que ao terceiro ano o título maior do nosso desporto chegue ao nosso museu. Está ao nosso alcance, numa época de investimento megalómano que nos pode sair muito caro se nada vencermos.

Os primeiros meses da próxima época vão ditar muito do futuro de Bruno Azevedo de Carvalho. Ou vence ou vence. Pois se continuar a ganhar no Facebook, rapidamente a rede social se volta contra Si.

 

 

 

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publicado às 09:39

Da miséria e das Redes Sociais.

por Lizardo, em 03.03.16

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Mais um dia mais um post no Facebook do nosso Presidente. Pouco mais há a dizer sobre o conteúdo e a forma.

 

Os atos ficam para quem os pratica.

 

Aproveito este último post do Presidente para pedir encarecidamente aos gestores das redes socias do nosso Clube que compreendam e saibam como medir a notoriedade da instituição e do presidente.

Ontem choveram criticas e mais criticas. Não só pelas declarações escritas, mas também pela vergonha evidente que é o nosso Canal de Tv, com Milhafres sem piada e com Dolbeths que se consideram engraçados, onde ambos ultrapassam a fronteira da boa educação. Não entendem a grandeza do Sporting. Não compreendem onde começa e onde acaba o bom comportamento.

A vergonha alheia é um complexo muito complicado de gerir. E se todas estas ocorrências não encontrarem um travão muito rapidamente, o tombo é evidente e mais rápido do que se possa pensar. E o tombo aqui envolve muita gente.

 

A empresa que gere as nossas redes sociais não deve, ou não devia, aplaudir este tipo de estratégias. Devia, hoje, apresentar ao Presidente e a quem de direito, um levantamento de opinião dos sócios e adeptos em relação a estes episódios. E é tão evidente que o descontentamento é praticamente geral, tirando os alinhados, jovens, muito jovens, o que é habitual.

O problema é que os jovens não votam, e se votam, têm pouca representação.

Este continuar a colocar carvão de forma sistemática está a minar tudo em nosso redor. Corremos o sério risco de sermos gozados como nunca o fomos. E verdade seja dita, e se infelizmente isso acontecer, temos que compreender que merecemos.


Durante a campanha de Barack Obama, as redes sociais, e em especial o Facebook serviram para recolher opiniões e para medir notoriedade. Nunca foi o meio fulcral de transmissão de mensagens importantes.

Até porque, o Facebook é uma taberna, assumidamente um espaço onde não há limites, e a verdadeira diferença é que na taberna o taberneiro coloca-nos na rua, mas no Facebook continuamos a atacar, difamar e a espumar o que bem entendemos.

 

A Young Network é a Agência responsável por muito do que se passa nas redes sociais. Está sem dúvida a fazer um péssimo trabalho. Nunca o Clube esteve tão dividido. E talvez seja tempo de perceber bem a real razão dessa divisão.

O atual Presidente teve como umas das suas principais bandeiras a “exigência”, pois que se exija hoje muito mais que se exigiu no passado. Não podemos continuar assim. Amadores, com má comunicação, com péssima gestão de conteúdos, com erros de palmatória no relacionamento com os Sócios e Adeptos nas redes sociais. O nosso Jornal está datado, sem interesse, encostado, o nosso Canal de TV envergonha o mais desinteressado Sócio e Adepto. Não há estratégia, não há criatividade, não há capacidade alguma.

O amadorismo tem por vezes desculpa, mas aqui o amadorismo não chega para desculpar, há mesmo falta de capacidade e de conhecimento. Não há Know How, não há ideias. Não há nada!

Por vezes, e na maioria das vezes é preferível não fazer que fazer mal, preferível não ter que ter mal feito, é preferível calar que oferecer mais argumentos a quem nos ataca.

Estas são as primeiras lições que aprendemos na primeira aula de comunicação. Infelizmente na Young Network ou faltaram às aulas ou andam a brincar com o Sporting.


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publicado às 10:00

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pas·quim
(francês pasquin, do italiano antigo pasquino, de Pasquino, nome de uma estátua mutilada sobre a qual os romanos afixavam escritos anónimos)

substantivo masculino

1. Escrito anónimo afixado em lugar público com expressões satíricas contra o governo ou alguma pessoa constituída em dignidade.

2. Publicação difamatória.

3. [Depreciativo]  Jornal de baixa qualidade, sem importância. = JORNALECO



O Correio da Manhã é o Jornal com mais tiragem em Portugal. Nada que nos surpreenda avaliando o interesse que a sociedade nacional deposita sobre os assuntos verdadeiramente fraturantes e decisivos na vida de cada um.

O Correio da Manhã é o pasquim. E como a sua definição explica, é um espaço onde surgem difamações, comunicados, tudo de origem duvidosa ou anónima.

E o Correio da Manhã existe porque interessa e muito aos mais diversos ramos de atividade deste país.

Interessa à política, interessa às empresas, à Justiça e claro está, interessa ao Desporto.

Podíamos com esta leitura afirmar que o Correio da Manhã é uma publicação plural, que comunica vários pontos do interesse dos leitores. Mas na realidade não o é.

O Correio da Manhã existe, e aqui me repito, porque interessa. E no nosso contexto, interessa aos dirigentes e outros agentes desportivos.

Recentemente o Editor desse Pasquim foi fotografado à mesa com outros dois amigos. Nada de mais se este país fosse realmente livre, e entenda-se livre, por livre de misérias, corrupção, e outros cancros que impendem o nosso crescimento.

Mas o que é triste é que todos utilizam este Jornal para seu uso pessoal. Falando do nosso Sporting muitas foram as “notícias” publicadas no passado sobre o resultado das Auditorias, buracos, comissões, abusos de confiança, desvios, tudo serviu para atacar. O Pasquim não investigou nada, recebeu as informações.

E que bom foi este clima durante um período no nosso Sporting. Auditorias essas que curiosamente estão na gaveta, como sempre foi aqui neste Blog afirmado.

Hoje o Pasquim surge com uma chamada de capa muito preocupante. Muito preocupante, aqui me repito, pois de forma clara denuncia que dois (2) milhões foram desviados e criminalmente apropriados por terceiros na transferência de Montero. Se não o afirma, desculpem, insinua de forma "inocente".

Esta acusação é muito grave. Esta acusação merece ser investigada, merece ser esclarecida.

E não tem que ser o Presidente Bruno de Carvalho a fazer comunicados nas Redes Sociais ou a perder uma hora do seu tempo na TV do Regime. É sim necessário provar, de forma cabal e sem motivo algum de duvida, que tudo isto é uma pura campanha de difamação. Que se coloque quem de direito a esclarecer a CMVM, que se esclareçam os sócios, e aqui sim, que se avance para os mecanismos legais e se processe este Pasquim.

Espero que o silêncio não seja de ouro neste caso como o foi no caso Bruno César. Pois quando é necessário gritar e lavar a alma e acima de tudo a cara, não temos sido esclarecidos nos locais e com provas concretas.

Começam a ser demasiados casos. Começam a ser demasiados milhões. Começa a ser tudo demasiado estranho. Três anos passados, mais de 50 jogadores contratados, praticamente sem encaixe financeiro de vendas, com um dos treinadores mais caros da Europa, é razão para dizer que há um toque de Midas em Alvalade.

Que se investigue, que se prove, que se acuse quem merece ser acusado!

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publicado às 11:26

A boa imprensa

por Lizardo, em 19.02.16

 

 

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Corria a época passada e todo um conjunto de subordinados do ilustre João Duarte da Young Network, com a conivência do nosso Presidente e de outro Vice, cuspiam as mais diversas fagulhas e metiam carvão contra Marco Silva.

Dizia-se na época que: “Marco Silva tem boa imprensa”, “Marco Silva é um diabo” que Marco Silva isto e aquilo. O Marco Silva Pim. Um autentico manifesto anti-Marco!

 

Tudo serviu para tirar crédito ao trabalho de um treinador, aposta pessoal do nosso Presidente, a quem ofereceu um contrato de quatro anos.

 

Marco Silva teve dos planteis mais desequilibrados dos últimos anos, e hoje conseguimos constatar isso mesmo, pois se avaliarmos os jogadores contratados no seu ano, poucos ou nenhuns jogam atualmente com Jorge Jesus.

Atualmente na Equipa B já não existem “reforços”, Ryan Gauld caiu no esquecimento e as teorias bacocas como “jogo interior” ou “vontade de ganhar”, hoje em dia não fazem parte das estratégias de muitos rapazes que minaram tudo e todos os meios possíveis.

 

Marco Silva é passado, e como já o disse, para mim Jorge Jesus é melhor treinador que Marco Silva.

Mas não é perfeito. Longe disso.

 

E se há treinador que tem realmente boa imprensa é Jorge Jesus. Ora vejamos:

A nossa pré-época foi desastrosa. Ainda hoje não se percebe muito bem se foi realmente vantajoso ir à Africa do Sul. Sobre esse tema, nem uma palavra. Nem sabemos se foi do agrado de JJ.

Contratámos um central que jogou poucos minutos e rapidamente foi dispensado. Sobre esse tema pouco foi comentado. Foi JJ que o contratou?

Começámos a época em grande com uma vitória contra o principal rival. Durante vários meses JJ andava confundido. Falava mais do Benfica do que do Sporting.

A época interna tem sido positiva o quanto baste. Mas no plano internacional um desastre. Fomos eliminados da Champions por evidente culpa de Jorge Jesus. A gestão que fez nos últimos minutos no jogo em Moscovo, adiando ao máximo as substituições, deitou tudo a perder.

Na Liga Europa sofremos uma das mais vergonhosas derrotas da nossa história, perder na Albânia e pelos números que todos nos recordamos, vai para sempre ficar marcado na nossa memória.

Mas não ficamos por aqui. Jorge Jesus começa a dar a entender que a sua passagem pelo Sporting é efémera. Desdobra-se em entrevistas aos canais de televisão e jornais, onde repete várias vezes que tem o sonho de treinar uma equipa com outras ambições europeias.

E depois contradiz-se várias vezes quando não aposta no Sporting nessas mesmas competições. A nossa atitude em campo nesta prova não dignifica a nossa camisola e a nossa história centenária.

Fala de orçamentos quando está num Clube que tem dos maiores orçamentos da Europa para pagar a um treinador e a toda uma estrutura por ele escolhida para o futebol.

E ontem, a cereja no topo do bolo, depois de uma miserável exibição, já adivinhada pela forma como encarou a conferência de imprensa antes do jogo, vem depois do encontro ameaçar os sócios e praticamente revelar de forma clara que a sua saída pode estar iminente. Estratégias ou agendas? Escolham o que quiserem!

Ecos já se tinham feito ouvir aquando da chegada de Schelloto e a iminente contratação de Diagne, nenhum destes jogadores foi pedido por Jesus. Terá ameaçado bater com a porta?

E Jesus não terá ficado também muito satisfeito com a forma como internamente (não) se resolveu o caso Carrillo.

Jorge Jesus é um grande treinador. Mas tem tido demasiadas falhas. Talvez se sinta enganado, talvez comece a diminuir o grande amor pela sua “alma gémea”.

Os próximos jogos são decisivos, e o discurso derrotista de ontem é vergonhoso e só tenta tapar uma derrota miserável, pois não temos histórico de derrotistas, há bem poucos anos estivemos numa final europeia, meias-finais com o Bilbao e na Champions na época passada não deixámos má imagem. Muito pelo contrário, dignificámos a nossa camisola.

 

Jorge Jesus sabe como ninguém lidar com a imprensa, e tem atualmente no Sporting quem o ajude a organizar as suas ideias.


Mas Jorge Jesus começa a dar demasiados indicadores de estar farto. Normal. Como todos os que se relacionam com Bruno Azevedo de Carvalho. Primeiro é um amor louco sem fim, depois chegam as dúvidas e as primeiras zangas, e os divórcios são claros e certos, e tantos que têm sido na vida do Presidente.

 

Vamos ter outro final de época escaldante. A prova, para quem ainda tem dúvidas, que não há projeto algum para o futebol ou para o Clube ou para a SAD.



Bruno começa a ter a vida complicada. E ele sabe que internamente já se contam espingardas e pistolas. 

 

E aqui, novamente, a BOA IMPRENSA, vai imperar, sobre os erros de JJ nem uma linha, sobre as ameaças de JJ nem uma opinião, sobre o que se sabe e se vai ouvindo, nem um parágrafo. Vale muito ter boa imprensa.

PS: Segunda é para ganhar ao Boavista! Espero que os melhores adeptos do mundo, os que assobiam, os que ficam em casa, ou que não conhecem a história do Clube, apareçam. Juntos somos mais fortes! 

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publicado às 10:28


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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