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Somos os maiores na formação...

por Trinco, em 14.07.16

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 Muito gostamos de dizer isto. Seja no futebol, seja Futsal, seja onde for.

 

Até acabamos com uma equipa sénior de basquete feminino que servia de ancora e onde tínhamos algumas responsabilidades assumidas, no pressuposto da focalização da acção da secção da modalidade passar a ser apenas a formação, em crescendo etário até ser possível fazer equipas de seniores para competir, sendo que estas, daqui a dois ou três anos, voltarão a jogar no escalão mais baixo e num contexto competitivo mais desfavorável e porventura frustrante.

 

Exactamente o mesmo se fez do Rugby. Curiosamente, duas modalidades que vinham de antes de 2013, sendo que qualquer uma delas apresentou resultados que foram festejados por este Conselho Directivo.

 

Exactamente ao contrário fez-se no Hóquei, passando apenas os seniores para o Clube em 2014, mantendo a formação na secção autónoma, sendo que neste momento, nem se percebe ao certo quem é quem no contexto do hóquei. Agora, contratam-se 3 S17, 6 S15 e 3 S13, fala-se de uma equipa B e continuam-se a contratar jogadores "experientes" de idade avançada para os seniores. Isto não é fazer formação. É tentar comprar o sucesso imediato.

 

Idem no Ciclismo, que mais não é que uma parceria de sponsoring ou no recém criado Futebol Feminino, que de formação tem zero!

 

Já no Andebol, depois de uma época transversalmente devastadora, o que se verifica é a contratação de 7 jogadores estrangeiros, de valia inquestionável, mas que dificilmente se enquadrará num paradigma afirmado de formação. Enquanto isso, continuarão as famílias dos atletas da formação a suportar parte assinalável dos custos do seu funcionamento?

 

No Futsal, problemas regulamentares à parte, enquanto se contratam jogadores de 27, 29 e 33 anos e renovam com jogadores com mais de 30 anos, perdem-se atletas formados (já sei, a culpa é deles, os ingratos) para o rival ou dão-se a uma equipa em ascensão que já nos morde os calcanhares. O último foi Afonso Jesus, que até há pouco era considerado o mais talentoso futsalista na formação, com várias presenças este ano na equipa principal. E se calhar o próximo será o Ludgero Lopes, apenas e só o mais promissor pivot da sua geração (e arrisco, de muitas outras...)

 

A politica desportiva (?) imposta a partir de cima, obriga ao sucesso imediato. E ao sucesso europeu, numa megalomania donde se quer retirar dividendos imediatos, mas que terá consequencias a prazo. E este sucesso imediato, implica "torrar" dinheiro. Fazer aquilo que há pouco mais de dois anos acusávamos os rivais de fazer, criticando-os. E este "torrar" é substancial. São €6.5M, mais 71% que no orçamento anterior, num documento que prevê um resultado liquido de 1000€ (o do ano passado previa €1.1M) o que só por si demonstra o risco que se corre.

 

Entendo que os treinadores fiquem entusiasmados com essa possibilidade. Entendo que o Nuno Dias fique encantado com a possibilidade de ser Campeão Europeu, ou que Zupo (que exemplo de meritocracia...) também o fique com a possibilidade de ganhar a Challange e limpar, finalmente, as competições nacionais. Como entendo que eles considerem que dificilmente isso possa acontecer num contexto da presença da formação nas suas equipas. Já não entendo que quem tem obrigação de ver e planear a médio prazo e zelar pela sustentabilidade das modalidades o aceite de bom grado. E afirmo já: Eventuais falhanços desportivos serão muito perto de inaceitáveis e ainda mais difíceis de explicar...nem com factores externos como a acção dos árbitros ou outros.

 

Não critico, ainda assim, o incremento orçamental. Critico fortemente a maneira como se gasta este dinheiro e o risco que este desperdício (sim, mantendo-se esta linha é isto que eu considero que se está a fazer) poderá acarretar nos orçamentos sequentes e no futuro sustentado (palavra que até há pouco fazia parte intrínseca da narrativa oficial e que aparentemente desapareceu) do Clube e das suas modalidades.

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publicado às 08:30

As caras da Missão

por Trinco, em 04.07.16

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Quando foi oficialmente lançada, a Missão Pavilhão, teve como caras do seu material proporcional estas 4 caras, representativas do mesmo numero de modalidade de Pavilhão que se presumiam ser simbólicas e porta-estandartes do ecletismo do Clube, nomeadamente das suas modalidades de pavilhão.

 

Ana Cunha, Sportinguista, na equipa desde 2012/2013, capitã da equipa de Basquete desde 2013/2014, tendo feito toda a carreira ascendente do Basquete do Sporting até à divisão maior, onde não chegou a jogar, por obrigação profissional.

 

João Benedito, Sportinguista, no clube desde 1995/1996 (com um interregno de um ano que jogou em Espanha), capitão da equipa de Futsal, com um palmarés invejável e um dos mais relevantes nomes do Universo Sportinguista em actividade.

 

Ricardo Figueira, nome maior do Hóquei nacional dos últimos 15 anos, no clube desde 2012/2013, resgatado de uma desistência da modalidade por motivos profissionais, capitão e médico da equipa desde 2013/2014, esteve presente na fase de consolidação do projecto do Hóquei tendo ajudado a conquistar a Taça CERS.

 

Bruno Moreira, no Clube desde 2008/2009, capitão de equipa desde a saída de Ricardo Dias, presente nas últimas conquistas do andebol, onde se destaca a Taça Challenge.

 

Em comum, todos foram exemplos, todos foram vencedores, todos foram "usados" para promover a Missão Pavilhão e nenhum vai jogar, vestindo a camisola verde e branca, no pavilhão, para o qual deram a cara. Ana, além de já não estar no clube por encerramento da equipa de Basquete sénior feminina, João, por ter dado por terminada a carreira depois de ver o seu vinculo ao Clube terminar sem ser renovado (ele que, mais que os outros, várias vezes afirmou ser, jogar no Pavilhão João Rocha tendo inclusive promovido uma campanha pessoal de angariação de fundos utilizando o seu prémio de Campeão de 2013/2015 para isso), Ricardo, misteriosamente afastado da equipa e posteriormente do Clube por alegada falta de empenho e comprometimento e Bruno, dispensado para dar entrada a dois estrangeiros da sua posição. Tudo, numa época, não me canso de reafirmar ém que os orçamento sobe mais de 70%.

 

Desportivamente, podendo discordar, não questiono a opção (bem, a do Basquete questiono frontalmente). Emocionalmente fica o amargo de não perceber o que se vai fazendo aos nomes relevantes, com peso histórico e caracterizador nas modalidades, escolhidos como representantes das suas equipas, elevados por nós próprios a heróis e a símbolos do Clube, tantas vezes cantados nos pavilhões...Mesmo aceitando que as histórias, neste caso dos divórcios, têm sempre dois lados.

 

 

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publicado às 09:00

Râguebi

por Trinco, em 26.06.16

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Depois do Basquete o Râguebi.

 

Saúda-se, sem reticencias a sua incorporação oficial nas modalidades do Clube, mas não se pode deixar de, tal como no Basquete, lamentar a extinção da sua equipa sénior.

 

E esta extinção, tal como a outra é algo difícil de perceber e demonstra até certo ponto um clube a dois pesos e duas medidas. No caso, inclusive, dentro do quadro competitivo da modalidade. O que transparece é que o Conselho directivo apenas quer as equipas que o possam fazer aparecer como vitorioso revelando-se perfeitamente autista perante os contextos e as realidades das mesmas. E se esse é o único objectivo que norteia estas decisões (não quero acreditar) qualquer equipa que falhe a partir deste momento corre o risco de ser extinta.

 

No Caso, acaba-se com a equipa sénior masculina mantendo-se a feminina. Tal como no Basquete mantém-se a formação, afirmada como paradigma, quando o que se verifica transversalmente em mais casos que os que seriam desejados é o desperdício do trabalho e dos atletas formados. Aliás, quer no Râguebi, quer no Basquete, que sentido faz formar os atletas em divisões razoavelmente competitivas, para os ver, quando chegados a seniores, daqui a 3 ou 4 anos, a sair ou a (re)iniciarem de baixo.

 

Como se questiona, o porquê de o mesmo não ter sido feito com o Hóquei, ou com o Futebol feminino que agora começa. Ou com o Ciclismo...Aliás com o Hóquei até se procedeu de forma perfeitamente inversa, incorporando apenas e só os seniores, deixando toda a formação na responsabilidade da secção autónoma.

 

Pior, num ano em que se aumenta mais de 70% o orçamento para as modalidades não se encontram recursos suficientes para manter uma aposta muito pouco dispendiosa que permitisse manter uma equipa na divisão superior que fosse daqui a 2 ou 3 anos o receptor natural do produto da formação que agora se afirma ser "o modelo".

 

Sinceramente, estas decisões tresandam a vingança, a resultadismo propagandístico e a falta de conhecimento do desporto. São desrespeitadoras para quem durante muito tempo, a custas pessoais e com enorme resiliência, transportou com enorme dignidade e dedicação o nome do Clube por esses pavilhões e campos fora. E isto não posso aceitar como o meu Sporting.

 

Nota: Na foto, a equipa de de 2012/2013, recebida no estádio José Alvalade como Campeã Nacional da II divisão, na época de regresso da modalidade ao Clube, no que terá sido mais um dos 1ºs títulos de Azevedo de Carvalho 

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publicado às 08:52

Balanço e perspectivas

por Trinco, em 22.06.16

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Vai terminando a época desportiva 2015/2016 (faltam pelo menos a disputa das Taças Nacionais de Juvenis, masculinos e femininos, em Futsal neste fim de semana) e vai chegando a hora de fazer balanços, mesmo que relativamente superficiais do que eram as expectativas e do que foram os resultados, bem como começar a perspectivar o que poderá ser a época de 2016/2017.

 

Em Setembro, afirmava, relativamente às equipas principais das 4 modalidades de pavilhão, que:

 

Pessoalmente, para este ano, uma época positiva passaria por ganhar os campeonatos de Futsal e Andebol, terminar nos 4 primeiros em Hóquei e aceder ao playoff final no Basquete.

 

No Andebol, terá acontecido a maior desilusão. Uma equipa que nunca o foi, orientada por um treinador de nomeada mas que pouco trouxe, onde se investiu mal e que se viu ultrapassada por duas equipas que lhe tinham sido inferiores na época passada, com a agravante de uma delas ser portadora do paradigma do esforço e dedicação e ter chegado à gloria de ter conquistado o titulo que há tanto tempo no foge e ainda ter igualado a nossa conquista europeia.

 

No Futsal, uma temporada dominadora, a cumprir todos os objectivos, com títulos, recordes, e bom futsal, fruto de uma boa organização e duma coerência competitiva. Aqui, as apostas resultaram claramente. Na vertente feminina, uma equipa competitiva a aproximar-se do topo e uma formação masculina e feminina competitivas e na maior parte dos casos vencedora.

 

No Hóquei, uma época estranha, com altos e baixos, conquistando-se a Supertaça, mas falhando com equipas fracas, conquistando-se o lugar pretendido ao sprint no que foi um caminho pouco tranquilo. Uma aposta falhada, em jogadores em fim de carreira, para a aproximação aos que estão num patamar superior, que resulta em casos disciplinares mal contados e afastamentos incompreensíveis. Do que eram os objectivos da secção, oficiosamente declarados, falha-se a re-conquista da Taça CERS num jogo de inexplicável apatia, atirando-se recorrentemente para as arbitragens (e isto é verdade transversalmente nos vários escalões) as culpas dos insucessos sem que se perceba uma interiorização das culpas próprias.

 

No Basquete, uma época difícil, como seria sempre a primeira na divisão superior de uma equipa que há 4 anos não existia. Muitas lesões, algumas apostas falhadas, mas a permanência garantida, que seria o real objectivo da secção, teve como prémio a sua cobarde e vingativa extinção. Ainda hoje lido com a perplexidade da opção que desrespeita as atletas e o nome do Clube.

 

Não fazendo parte das modalidades de pavilhão, referencia óbvia e incontornável para o Atletismo, Ténis de Mesa e Natação com o trabalho e competência, muitas vezes sustentado na "carolice" de uns poucos a dar frutos e títulos.

 

Na contabilidade, nestas quatro modalidades, em títulos nacionais e internacionais, conquistaram-se nesta época 5 títulos (com a possibilidade de mais dois no futsal), em linha com as últimas sete épocas (6 em 09/10, 5 em 10/11, 5 em 11/12, 6 em 12/13, 6 em 13/14, 5 em 14/15, com variabilidade nas disputas) o que desmente a propaganda do crescimento e domínio avassalador.

 

Para a época que vem, espera-se, ou melhor, exige-se, uma campanha transversalmente avassaladora, mais não fosse pelo brutal incremento de sustentabilidade por provar, no orçamento disponível com mais 71% de recursos, sobre um orçamento de 2015/2016 que já era substancial e em linha do que se fazia antes de 2013.

 

Espero que este desafogo e disponibilidades financeiras sejam bem geridas e não geridas apenas e só para o resultado imediato, ou pior que isso para o resultado das eleições, sendo que estão bem próximos os exemplos de que os orçamento não conquistam títulos. Foi assim durante muitos anos em que este Clube à custa do engenho e trabalho, muitas vezes se batiam ou equiparavam equipas com orçamentos muito acima. Algo que neste momento não acontece!

 

No Andebol, já são conhecidas várias contratações de peso, alguns indícios de dispensas com algumas surpreendentes, mantendo-se no entanto e de forma inexplicável o treinador. No Futsal, renovou-se com a maior parte da equipa, presume-se uma forte aposta, mas vê-se quase certamente partir um dos mais promissores talentos portugueses, no que se juntam rumores de poderem sair mais dois da equipa de juniores, no que é um enorme revés para o paradigma formativo que deveria nortear o Clube. No Hóquei, mais do mesmo, com apostas em jogadores maduros e a entrada de um novo treinador que se espera consiga fazer a equipa dar o salto qualitativo que a faça disputar títulos seriamente. No Basquete, nada pois não houve nos €6.5M, €150k para montar uma equipa para vencer.

 

O objectivo em todas? Ganhar! Sempre!

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publicado às 09:37

As belas e os senãos

por Trinco, em 30.05.16

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As belas são obviamente as atletas (e treinadores) que brilhantemente conquistaram a Taça dos Campeões Europeus de Atletismo. Uma prova fantástica onde se consegue a conquista a uma prova do fim e mesmo nessa, que em termos de pontuação já nada decidia na nossa alegria, têm o brio de a vencer. E vence-se a taça por uma margem significativa de 11 pontos, com 9 vitórias em 20 provas e só em 4 não terminando no pódio.

 

Esta vitória acontece 16 anos após a vitória masculina e é a 16ª conquista colectiva internacional do Atletismo do Clube (uma Taça dos Clubes Campeões Europeus em Pista em Masculinos, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus em Pista em Femininos, 14 Taças dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato em Masculinos) e a 24ª em 4 modalidades (Futebol, Atletismo, Andebol e Hóquei)

 

Mas hã sempre senãos...

 

O senão de voltar a ter Azevedo de Carvalho a falar, numa altura em que devia apenas e só felicitar e agradecer o empenho de atletas, puxando o lustro e voltando a mandar farpas desnecessárias para os rivais. Quase tão mau como ler de vários Sportinguistas a menorização da participação do rival na mesma competição na vertente masculina. Aparentemente esquecem-se que para lá estarem nos derrotaram por cá...

 

Por outro lado reforça a leitura do presidente que só aparece nas vitórias, eclipsando-se nas derrotas, deixando atletas, treinadores e dirigentes desprotegidos. Como reforça a leitura que apesar de todo o espalhafato, o que conta mesmo para ele é o futebol, chamando-o descabidamente para este contexto (e mesmo assim esquecendo que em 3 anos conseguiu uma Taça de Portugal e uma Supertaça e ver o tal rival 3 vezes campeão).

 

Azevedo de Carvalho e o seu Conselho Directivo tem quota parte neste sucesso. Como teve no ano passado, no sucesso do Hóquei. Mas também tem responsabilidades nos insucessos e mais que isso obrigação de dar a cara por aqueles que defendem o Clube.

 

E tem obrigação de perceber, que podendo ser conjuntural, esta semana esteve longe do mar de rosas, de pujança de conquistas e de dinâmica de vitória que quer enfiar pelos olhos adentro dos Sportinguistas.

 

É que apesar da vitória no Atletismo, no Ténis de Mesa e nos Juniores em Futsal, a verdade é que esta também foi a semana que viu a equipa sénior de Basquetebol ser extinta (ridícula mais uma vez a comparação que as caixas de ressonância quiseram fazer a propósito da conquista do Campeonato Nacional de Basquetebol Masculino pelo Porto), que viu a equipa de Juvenis de Futebol a perder no arranque da fase de apuramento de Campeão, que viu a equipa de Juniores de Futebol a empatar complicando muito as suas contas, que viu a equipa de Juvenis de Andebol a perder perante aquele que na passada jornada conquistou o titulo a 2 jornadas do fim, que viu a equipa de Juniores de Andebol a perder, que viu a equipa de Juniores de Hóquei perdeu, que viu a equipa de seniores de Futsal a perder no 1º jogo das 1/2 finais do playoff.

 

Mais trabalho, e menos encenação!

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publicado às 09:27

A alegoria do preenchimento do copo

por Trinco, em 27.05.16

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Ultrapassa-se por esta semana a metade do prazo total para a inauguração do Pavilhão.

 

Passaram 44 semanas e faltam 43 para o fim de Março de 2017.

 

De notar no entanto que, para o prazo previsto em cronograma pela empresa de fiscalização Ficope, aquando da alteração de empreiteiro, faltam 30 semanas. Efectivamente, nesse cronograma o previsto é a obra estar pronta até 24-12-2016 (anexo 1 da carta de 7 de Maio de 2015), não se tendo verificado nenhuma das condicionantes apontadas para que os prazos pudessem não ser cumpridos, uma vez que as licenças até foram deferidas antecipadamente ao previsto.

 

Entre o final deste ano e a inauguração tem a Ficope previstos os arranjos exteriores, que ainda são trabalho de monta, os trabalhos finais com ensaios, vistorias e recepção provisória e a obtenção de licenças de utilização.

 

Mas, olhando para a obra, é fácil de perceber que ainda nem a estrutura está completamente executada, faltando diversas partes para que isso aconteça. partes da superestrutura, da cobertura, as bancadas...Algo que num cronograma conservador deveria ter ficado pronto há 8 ou 10 semanas atrás.

 

Pela frente, nestas 30 semanas (ou 43 se se queimar esse prazo) faltam os trabalhos de arquitectura com o revestimento da cobertura, da fachada, as alvenarias, os revestimentos, os vãos interiores e exteriores, os equipamentos, todos os trabalhos das instalações técnicas, com as redes de águas e esgotos, o gás, a electricidade, as mecânicas, comunicações etc.

 

Por aqui é relativamente fácil de perceber, mesmo para um leigo que a obra está longe de estar adiantada como se quer vender. 

 

Pessoalmente não tenho qualquer problema com isso. Obras, são obras e prazos são prazos e até aceito que parte do que agora considero atraso seja recuperável. Satisfaz-me, muito, que esteja a ser construído (embora discorde de algumas opções) e não me importo nada de esperar mais uns meses. Nem faço disso um falhanço. Desde que haja verdade e não se tente passar uma imagem que a realidade não acompanha.

 

Ainda consigo ver o copo meio cheio. Apenas não aceito que o vendam como quase a transbordar. Muito menos com intenções e propósitos eleitorais.

 

|fotografia ilustrativa publicada na página de facebook da Torcida Verde em 19 de maio de 2016|

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publicado às 10:27

Coisas que não se entendem...

por Trinco, em 26.05.16

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...ou se calhar entendem mas nos deixam perplexos.

 

No Basquetebol, o Vice Presidente para as modalidades, para justificar a extinção da equipa sénior feminina, classifica a sua temporada como não honrando a história e a dimensão do Clube, por não ter conseguido sequer ficar nos 8 primeiros garantindo o acesso ao playoff. Mas a verdade é que a equipa garantiu os seus objectivos que passavam pela manutenção, ficando em 9º lugar em 12 equipas a um lugar da entrada no playoff, com os mesmos pontos de duas equipas que entraram no mesmo playoff e a 2 do 6º.

 

Vice Presidente esse que andou em reuniões de preparação da próxima época, juntamente com a funcionária do Clube destacada para o acompanhamento da equipa, Helena Duarte, tendo sido proposto uma renovação de contrato e solicitado um projecto e orçamento para esta época. Esta relação difícil com a honestidade é que não honra a história e a dimensão do Clube. E acima de tudo os seus valores.

 

O mesmo Vice Presidente que promoveu a integração do Hóquei sénior e posterior investimento avultado na equipa (tendo deixado a formação autónoma ao contrário do que agora faz) após uma 1ª época na divisão maior em que ficou em 12º em 16 competidores e seguinte em que ficou em 9º nos mesmos 16. [adenda: o escrito não pretende menorizar o hóquei mas apenas estabelecer a comparação entre duas opções divergentes perante cenários semelhantes]

 

Já a Associação, contraria o comunicado do clube afirmando que a formação terá até aos S16, masculinos e femininos, abrindo depois inscrições e captações apenas até aos S14. Não bastasse a confusão e o desnorte, sabe-se até que algumas pessoas de dentro foram pouco leais com os objectivos que se propuseram defender.

 

Na comunicação, novo "ródópalco"...Em 3 anos, nos quadros mais relevantes do edificio da Comunicação, já tivemos pelo menos 9 nomes: José Quintela, Diogo André, Rita Matos, Diogo Bernardo, João Morgado Fernandes, Nuno Graça Dias, Luís Bernardo, Bruno Roseiro, Mário Carneiro. Destes, apenas um manterá ainda as funções. Mas quando se julgava que isto servisse para limpar excedentes, vai-se sabendo que alguns dos agora afastados, presume-se por não cumprirem as suas competências, não o são do Clube, mas apenas re-arrumados noutras prateleiras, engordando assim a máquina.

 

Na Academia, volta Guilherme Pinheiro, administrador da SAD apontado como responsável pelo falhanço de contratações e ainda não há um ano enxovalhado e despromovido de funções: Pinheiro irá, aparentemente e por vontade do treinador, acumular um papel activo nas contratações. Outra vez! Mas se se julgava que com isto Virgílio Lopes seria afastado, enganamo-nos. Este manter-se-á na direcção do futebol juvenil, lugar onde é reconhecida a sua falta de capacidade. Pior. A confirmarem-se as noticias verifica-se a ascensão de mais um rapaz de 2013, pau para toda a obra e fiel escudeiro para adjunto de Guilherme Pinheiro. Além disso, o Gabinete de Apoio ao Atleta, que espantosamente é liderado por alguém que tem funções e atribuições de OLA (ou também aqui haverá mexidas?), também passará para a Academia.

 

Na SAD, noticias e rumores contraditórios tanto dizem que Álvaro Sobrinho se quer livrar da sua participação, como que quer passar a controlar e defender os seus interesses (considerando que não está a acontecer) muito mais de perto e de forma mais activa, mesmo que por interposto administrador, a acção do Conselho de Administração, podendo até, em troca de mais poder executivo, investir ainda mais.

 

 

 

 

 

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publicado às 10:12

Basquetebol

por Trinco, em 24.05.16

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Vem hoje á tona algo que já se ia falando nos últimos dias. O Sporting decidiu suspender a equipa sénior feminina de Basquetebol.

 

Esta decisão tem tanto de surpreendente como de injusta e incompressível. Um projecto começado em 2012/2013 (e espero que não resida aqui a vertente politica e revanchista da decisão) no que equivale ao 3º escalão e que em 2015/16 chega à principal divisão competitiva nacional e lá se mantém, numa época difícil mas em que cumpre os seus objectivos, projectando uma época seguinte de consolidação e possivelmente de ataque à presença nas decisões finais do playoff. Uma equipa que merecia, como aconteceu ao hóquei no final da época de 2013/14 passar a ser assumida como oficial pelo Clube é assim desmantelada pelo próprio, nas suas acções e omissões.

 

Uma modalidade com história no Universo Leonino. Uma modalidade com 8 Campeonatos Nacionais e 5 Taças de Portugal em seniores masculinos. Uma modalidade que sempre se demonstrou lutadora, mesmo tendo passado por várias crises e renascimentos ao longo do seu historial.

 

Uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional e com Sportinguistas. Com Sportinguistas como a Cheila cuja exigência que fez para jogar pelo seu Clube de coração foi uma GameBox na Sul para ver o seu Clube de coração.

 

Um projecto que se imaginou auto-sustentado, baseado na formação (que espero se mantenha) e numa equipa feminina senior que servisse de referencial nos obectivos globais da secção, que foi levado a investir e a queimar etapas pelo Clube (que queria mais visibilidade) e que sofreu pressões politicas internas que resultaram num golpe palaciano, passando a ser gerido por pessoas sem grande experiencia mas de confiança do poder, tendo ainda assim e apesar da inexperiencia conseguido fazer a época dentro dos objectivos.

 

Uma equipa que no panorama alargado do orçamento do Clube, e logo num ano fortemente expansionista, custa pouco. Como custaria pouco mais projecta-la com capacidades reais de conquistar títulos nacionais.

 

Num ano em que se investiu forte numa espécie de sponsoring para o Ciclismo. Num ano que se investirá ainda mais forte nas modalidades próprias e no regresso do Futebol Feminino. Num ano em que se fala que até nos desportos virtuais (gaming) investiremos. Numa semana em que se festejam 140.000 sócios (sabe-se lá quantos pagantes...). Num ano em que a quotização prevista em orçamento atinge os quase €8.5M, num aumento de 16.2% em relação ao orçamentado na época anterior. Numa altura em que se aumenta a pressão na angariação de novos sócios (fazendo depender o sucesso do orçamento aprovado apenas dessa capacidade). Numa altura em que se constrói um pavilhão próprio (de lembrar que uma das razões para o romper com a anterior construtora foram exactamente as tabelas electromecânicas de basquetebol, sendo que a nova assumiu integralmente essa equipamentação).

 

E é nesta altura que se dá este sinal...

 

O basquetebol merecia que fossemos melhores!

 

E porque os nomes são para lembrar, mesmo que incomodos ou non-gratos aos olhos do status quo vigente, o meu agradecimento pelo esforço e pedido de desculpas pelo desfecho ao Edgar Vital, ao Jaime Brito da Torre, ao Juvenal Carvalho, ao Miguel Galvão, ao Jorge Patinho, ao Miguel Graciano, ao Carlos Rebelo Sousa, ao Raul Castanheira, ao João Almeida, ao Nelson Ferreira e à Lúcia Gomes

 

P.S. E do que sei, poderão não ficar por aqui as suspensões de modalidades ou equipas de modalidades

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publicado às 09:30

Números

por Trinco, em 20.05.16

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O Jornal Expresso, deu recentemente a conhecer o estudo da Pordata, com números interessantes sobre o numero de praticantes federados nas várias modalidades e sua evolução desde 2003 até 2014.

 

Neste estudo, verifica-se que perto de um terço de todos os atletas federados em Portugal (546.348) se encontra no Futebol (158.738), ainda que, não havendo números explicitados sobre o Futsal, seja de assumir que este numero o englobe. Mas também se verifica um crescimento interessante de Andebol (50.114), Voleibol (43.076) e Basquetebol (35.590), que ocupam a 2ª, 3ª e 4ª posições, respectivamente.

 

Noutras modalidades que interessam ao Clube, até em termos económicos pela sua contribuição na coluna dos ganhos nos orçamentos, a Natação tem 21.695 atletas federados, a Ginástica 13.740 e o Judo 12.460, tendo todas tido um crescimento assinalável nos 10 anos da análise. Como informação, estas 3 modalidades (com o Judo a ser integrado na alínea de Artes marciais) são responsáveis por 85.5% do valor global de receitas previstas com inscrições num total de €1.72M.

 

Estagnado, ou até em perda, temos o Hóquei que se presume englobado na Patinagem com 11.810 atletas (querendo acreditar que o Hóquei que aparece no estudo com 1.838 atletas se refira ao Hóquei em Campo)

 

Por idades, verifica-se também que 368.056 (67%) são atletas de formação e 136.918 seniores, com os primeiros a terem um crescimento acentuado nos últimos 10 anos e os seniores a terem um decréscimo de número.

 

E que ilações se poderá tirar destes números para a esfera do Clube? 

 

Para começar, verifica-se que estamos ausentes numa das 4 modalidades mais praticadas e procuradas (Voleibol), mantemos outra das mesmas 4 razoavelmente autónoma e sem apoios (Basquetebol) e falhamos recorrentemente a aposta noutra (Andebol).

 

Por outro lado fazemos investimentos fortes numa (Hóquei) que cada vez mais se demonstra em quebra em termos estatísticos. Algo que perante as evidencias pouco sentido faz só tendo justificação na facilidade de apresentar alguns resultados imediatos.

 

Isto é algo que me parece deva merecer análise sobre a relação de custos e investimento que cada modalidade "merece", temperando a relevância histórica e a emoção, com factos e analises numéricas.

 

Também demonstra a necessidade da consolidação da aposta sustentada na formação dos escalões de base, por ser um factor em aumento de procura, nomeadamente naquelas com maior numero de praticantes.

 

Em 2013, nas 47 modalidades praticadas no Clube (35 oficiais e 12 autónomas), dum total de 5.806 praticantes, 1.636 eram federados. Destes 1.026 faziam parte dos escalões de formação. Mais de 60%

 

Acontecerá parcialmente no Futsal, mas nas outras a opção foi claramente secundarizada pela vertente de topo e vitima dos cortes orçamentais de 2013 e 2014 que fez alguns atletas jovens se afastarem do Clube.

 

Será necessário que o forte aumento de investimento previsto no orçamento recentemente aprovado, não seja gasto na ambição do sucesso imediato, mas que tenha visão estratégica e perceba que a formação continua a ser factor determinante e catalisador desse mesmo sucesso, permitindo, se bem enquadrada, o reforço da imagem positiva do Clube, aumentando a sua atractividade para atletas e pais.

 

 

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publicado às 14:15

Pólvora Seca...Que abre feridas!

por Lizardo, em 09.05.16

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Falta uma jornada e estamos hoje a dois pontos do líder, quando já estivemos a oito.

Falta uma jornada e o tom de comunicação é agora mais brando e até patético na insistência de se jogar mais uma final. A matemática permite essa esperança, mas o senso comum e a realidade não nos permite ter essa tal esperança.

Falta uma jornada e começam os boatos:

Jorge Jesus no Futebol Clube do Porto. Um membro dos Super Dragões já foi visto várias vezes a almoçar e perto da casa de JJ. Que há aproximação e proposta, isso parece inegável.

Fala-se de Layun, Oliver e Zivcovic. Jogadores que podem reforçar o Sporting, ou colmatar saídas, como João Mário, Slimani, Ewerton e Jefferson.

Fala-se que que vamos ter um novo diretor desportivo. Octávio Machado vai abandonar o futebol por motivos de saúde.

O Circo mediático ainda agora está a começar, e vamos para ano de eleições.

O Pavilhão está com várias semanas de atraso. Conseguirá o Presidente inaugurar a obra acabada ou vai agir, como agem os políticos, e vai inaugurar uma obra a carecer de muitos acabamentos? Tudo em prol da campanha eleitoral.

As modalidades estão a ferro e fogo. No hóquei em patins há ameaças, expurgas, processos, fala-se que quatro atletas estão sob o fogo cruzado do desnorte e da falta de competência que usa e abusa desta secção.

O Andebol fez uma época de envergonhar. Maus jogos, péssimos resultados.

No Atletismo passaram-se episódios de bradar aos céus. De Carlos Lopes nem um sussurro, uma aparição. Os vizinhos da Segunda-Circular, que receberam muitos atletas nossos, comemoraram vitórias e vão levar mais atletas aos Jogos Olímpicos que nós.

Em Alcochete os semblantes têm que ser pesados. Perdemos o título em praticamente todos os escalões, na sua maioria para o Benfica. Faltam as decisões dos Juniores e Juvenis.

Se esta época já foi um autêntico circo, o que não nos espanta tendo em conta a quantidade de “animadores” desta arte na nossa Direção, a que se avizinha promete ser um Show sem precedentes na nossa história.

 

Esta época ficará na história como uma das piores de sempre na globalidade de todas as modalidades. E ficará na história como uma das épocas de maior investimento e esforço financeiro.

É tempo dos Sócios começarem a abrir os olhos, todos os processos judiciais, guerras contra moinhos de vento e outras “tonterias” de um tonto que um dia sonhou ser Presidente e que nem sabe atar os sapatos. Este Sporting caminha para um abismo único no nosso panorama. E o preço a pagar será muito dispendioso, podendo custar vários anos de seca de títulos.

O pior que podia acontecer ao Sporting depois de um Sousa Cintra, era falhar um projeto Roquette, o pior que podia acontecer ao Sporting depois de tudo isto falhar era um Bruno de Carvalho.

Que apareçam rápido projetos e candidatos. O Sporting é demasiado grande para estar nas mãos destas personagens.

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publicado às 12:55


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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