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Obsessivo-Compulsivo

por Trinco, em 12.08.16

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Todos temos ou tivemos, num dado momento, pensamentos estranhos e deslocados do nosso centro de racionalidade. Na maior parte das vezes, não nos causam grandes transtornos ou incomodos e facilmente os metemos para traz das costas, algumas vezes até com algum humor irónico ou sarcástico.

 

Sendo que o pensamento é um processo cognitivo instantâneo, por vezes incontrolável ou involuntário esta dificuldade ou impossibilidade de escolha do que pensamos, acaba por poder ser revelador de outros traços de personalidade ou tendências. Mas mesmo que acontecendo em picos de stress ou ou ansiedade que tendam a desaparecer quando regressamos a um estado normal em que a racionalização permita recolocar essas projecções no nosso universo de valores, esses pensamentos menos filtrados poderão dizer muito do que somos. O estado de humor é, assim, um elemento influenciador dos nossos modos de pensar mais negativos.

 

Mas quando esses pensamentos, tomam a linha da frente da nossa realidade, quase descontroladamente, de forma intensa e intrusiva, afastando-nos da nossa linha de conduta de forma evidente e quase permanente, obrigando-nos à repetição de de comportamentos e rituais como forma de libertação dos medos, esse estado poderá ser um indicio do Transtorno Obsessivo-Compulsivo.

 

São as preocupações excessivas com as limpezas, com a arrumação, com a segurança, etc. São estas preocupações que adquirem predominância e comandam a nossa vida, aparecendo de  maneira repetida e persistente na nossa consciência, e nos afastam de sermos o que somos e de viver saudavelmente a nossa vida.

 

No Sporting, ou melhor, neste Sporting, parece estar a formar-se paulatinamente um destes transtornos, partindo do topo e contaminando capilarmente uma parte substancial das consciências. A compulsão obsessiva com uma série de agentes do habitat que, obrigatoriamente, partilhamos e com o mal que nos possam fazer, em teorias mais ou menos conspirativas, mais ou menos mirabolantes, afastando-nos das preocupações directas com o que acontece no Clube e retirando-nos o foco sobre o que é a nossa própria obrigação e competência, desenhando sempre novos álibis para os nossos fracassos. São as obsessões com os agentes dos jogadores, com os fundos, com os árbitros, com os media e mais latente e evidente com o Benfica.

 

E se na sua génese até acredito que o transtorno seja genuíno em alguns, a verdade é que se assiste a uma instrumentalização do mesmo como ferramenta de governo, desviando atenções e preocupações que levem a revisões criticas da sua acção, centrando em factores externos a atenção. E quando corre mal, a responsabilidade é sempre alheia.

 

Pessoalmente, acho perniciosa a acção de grande parte dos agentes, nunca concordei com partilhas de passes com fundos especulativos, sou critico em relação ao que se passa na arbitragem, uso sempre da maior das reservas ao ler, ver ou ouvir (o pouco que leio, vejo ou oiço) os media desportivos e quero sempre que o rival perca, reconhecendo alguns factores estranhos que dificultam isso acontecer. Mas não perco o meu tempo e esforço mental com isso. Nem sequer involuntário. E acima de tudo não o uso como desculpa para os nossos fracassos e incompetências.

 

Enquanto tiver com o que me preocupar em casa, só lhes dou atenção digna de ser assinalada quando jogo contra eles.

 

 

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publicado às 14:14

Uma dor!

por Lizardo, em 02.08.16

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Morrer não tem boa hora. A hora da morte não escolhe dia nem prepara quem fica.

Mas Moniz Pereira morreu em má hora.

Morreu em má hora, este tipo de Homens não devem ter hora para morrer.

Morreu em má hora, com o seu Clube do Coração afastado.

Que dor esta de quem privou tantos e tantos anos com Moniz Pereira não poder estar hoje em Alvalade

.

Que dor esta de quem trabalhou, cresceu e venceu com Moniz Pereira se encontrar hoje privado de estar em terreno sagrado, na nossa Casa em Alvalade a prestar a derradeira homenagem a um grande Homem. 

Que dor esta de ver gente em Alvalade com três ou menos anos de casa a aplaudir um "estranho".

Que dor esta de ver esta espiral de acontecimentos, como se fosse um desejo que tudo passe rápido e que tudo volte à normalidade.

Que dor esta de não ver o Sporting prestar a devida homenagem a este Homem.

Um Estádio aberto, repleto de Sócios, Adeptos, amigos e rivais, companheiros e desportistas, Homens e Mulheres a aplaudir uma grande referência do desporto, das artes, da cultura, da conversa e do relacionamento entre pares. Um grande português e do Sporting. 

Um Homem tão grande ou maior que Eusébio da Silva Ferreira.

Que dor esta de não ver nada.

 

Que dor esta de ver prometido ser entregue um nome a um Centro de Alto Rendimento, novidade essa oferecida a todos no dia da morte de tão grande Homem, que tanto se bateu por essa obra.


Que dor!

Este Sporting caminha para uma total desfragmentação dos seus valores e dos reais princípios dos seus fundadores.

 

Que dor não estar agora na Central de Alvalade a prestar homenagem ao Corpo em Câmara Ardente com a nossa bandeira a aconchegar o Homem que tanto fez pelo Sporting, que levou o nome do Sporting a todos os cantos do mundo, que fez do Sporting um Clube tão grande ou maior que os maiores da Europa, e neste caso, e fez mesmo, do mundo.

 

“Entre a dor e o nada, escolho a dor.” Escreveu William Faulkner, e que bem carateriza este momento.



Hoje muitos são os que preferem a dor. Outros há que preferem o nada.



Pobre hora esta que levou o Professor Moniz Pereira. Merecia outro Sporting na sua última grande lição de vida a todos nós.

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publicado às 16:40

Barcos?

por Lizardo, em 01.08.16

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Criticar as apostas dos outros depois de avaliar os resultados é uma imagem de marca muito nacional. E no desporto, e em especial no futebol e no nosso Sporting, um fenómeno corrente.

 

Muitos foram os nomes aventados com desprezo nos últimos anos, nomes de jogadores que se revelaram reais flops, que queimaram jogadores de Alcochete, que foram mais problemáticos que “aromáticos”, pois perfume de futebol nada, bola!

 

Temos muitos nomes deste género, de Pongolle a Jeffren, passando por Purovic ou Marian Had, o que não nos falta são cromos para a troca nas novas cadernetas, desde Slavchev a Rabia, Shickabala ou Barcos.

E é sobre Barcos que este texto se foca.

 

No decorrer da época passada, numa altura decisiva da época, o Sporting fez, na minha opinião, o pior negócio destes últimos anos. Vendeu Montero.

 

E não se limitou a vender um jogador de grande utilidade e de valor, vendeu mal, por pouco e para o seu lugar chegou Hernán Barcos.

 

Este Argentino, que não jogava faz meses, chega a Alvalade no mais critico momento da época. Como era lógico, não jogou, não rematou, não suou a camisola, e ao que parece, hoje sai em definitivo sem ter marcado um único golo com a verde e branca vestida.

 

Desde a saída de Montero que o Sporting ficou órfão de avançados. Ainda hoje está a viver esse pesadelo, Slimani vive sozinho, sem concorrência, e acreditando no assédio de outros Clubes ou no risco de lesões ou desgaste, Slimani não poderá continuar a viver sozinho na frente do nosso ataque.

Há negócios que não se compreendem. Saiu na comunicação social na altura que os valores envolvidos no negócio Montero não eram claros. Sobre isso, continuamos ainda hoje a saber muito pouco e nunca se tentou esclarecer ou acabar de vez com a especulação do desaparecimento de dois milhões de euros neste negócio.

 

O negócio Hernán Barcos é todo ele um reflexo do Sporting de Bruno Azevedo de Carvalho. Negócios dúbios, mal explicados, como é exemplo o de Teo, Petrovic, Bruno Paulista ou Alan Ruiz.

 

Há coisas que não têm muita explicação. E não consigo nem quero entrar em especulações. Mas um Clube que se gaba de viver financeiramente saudável, que se gaba de não ser vendedor, vender desesperadamente um jogador na mais importante fase da época passada, sem contratar uma alternativa válida para a sua posição é de todo muito estranho.

Quem sabe, no futuro, também saberemos via auditoria quais foram as reais razões para esta venda. Montero saiu, entrou Barcos. Saiu um jogador que nos deu alegrias e títulos, e saiu por tostões, e entrou por milhões um jogador que nos deu minutos de verde e branca ao peito.

Sobre isto, poucas linhas se escrevem e pouca gente medita. Mas na soma de todas as partes, "Pongolles" são cada vez mais. Seria interessante contabilizar quantos jogadores contratou Carlos Freitas (pessoa que nunca admirei) em três anos, e somar quantos já foram contratados agora. Contabilizar o valor de gastos pagos, e o valor de ganhos em vendas. E no fim perceber que afinal a matemática é uma ciência que nos deixa um pouco envergonhados e que nos obriga a ser populistas para esconder as evidências. E por falar em Carlos Freitas, mais um processo perdido em tribunal por Azevedo de Carvalho.

PS: Ontem faleceu um grande Homem. Daqueles que realmente angariam Sócios, daqueles que levam famílias aos Estádios. Um Homem com valores, com princípios, um gentlemen e um Sábio maior. Admiro que toda a nação verde e branca assim o compreenda. Fico confuso quando se aplaude hoje, exatamente o oposto. A irracionalidade do futebol em todo o seu esplendor.

Obrigado Moniz Pereira, obrigado por teres transmitido valores aos meus familiares que ainda hoje os aplicam e partilham de geração em geração.

 

Isto sim é o Sporting.

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publicado às 14:39

Obrigado!

por Trinco, em 01.08.16

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publicado às 08:59

Balanço e perspectivas

por Trinco, em 22.06.16

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Vai terminando a época desportiva 2015/2016 (faltam pelo menos a disputa das Taças Nacionais de Juvenis, masculinos e femininos, em Futsal neste fim de semana) e vai chegando a hora de fazer balanços, mesmo que relativamente superficiais do que eram as expectativas e do que foram os resultados, bem como começar a perspectivar o que poderá ser a época de 2016/2017.

 

Em Setembro, afirmava, relativamente às equipas principais das 4 modalidades de pavilhão, que:

 

Pessoalmente, para este ano, uma época positiva passaria por ganhar os campeonatos de Futsal e Andebol, terminar nos 4 primeiros em Hóquei e aceder ao playoff final no Basquete.

 

No Andebol, terá acontecido a maior desilusão. Uma equipa que nunca o foi, orientada por um treinador de nomeada mas que pouco trouxe, onde se investiu mal e que se viu ultrapassada por duas equipas que lhe tinham sido inferiores na época passada, com a agravante de uma delas ser portadora do paradigma do esforço e dedicação e ter chegado à gloria de ter conquistado o titulo que há tanto tempo no foge e ainda ter igualado a nossa conquista europeia.

 

No Futsal, uma temporada dominadora, a cumprir todos os objectivos, com títulos, recordes, e bom futsal, fruto de uma boa organização e duma coerência competitiva. Aqui, as apostas resultaram claramente. Na vertente feminina, uma equipa competitiva a aproximar-se do topo e uma formação masculina e feminina competitivas e na maior parte dos casos vencedora.

 

No Hóquei, uma época estranha, com altos e baixos, conquistando-se a Supertaça, mas falhando com equipas fracas, conquistando-se o lugar pretendido ao sprint no que foi um caminho pouco tranquilo. Uma aposta falhada, em jogadores em fim de carreira, para a aproximação aos que estão num patamar superior, que resulta em casos disciplinares mal contados e afastamentos incompreensíveis. Do que eram os objectivos da secção, oficiosamente declarados, falha-se a re-conquista da Taça CERS num jogo de inexplicável apatia, atirando-se recorrentemente para as arbitragens (e isto é verdade transversalmente nos vários escalões) as culpas dos insucessos sem que se perceba uma interiorização das culpas próprias.

 

No Basquete, uma época difícil, como seria sempre a primeira na divisão superior de uma equipa que há 4 anos não existia. Muitas lesões, algumas apostas falhadas, mas a permanência garantida, que seria o real objectivo da secção, teve como prémio a sua cobarde e vingativa extinção. Ainda hoje lido com a perplexidade da opção que desrespeita as atletas e o nome do Clube.

 

Não fazendo parte das modalidades de pavilhão, referencia óbvia e incontornável para o Atletismo, Ténis de Mesa e Natação com o trabalho e competência, muitas vezes sustentado na "carolice" de uns poucos a dar frutos e títulos.

 

Na contabilidade, nestas quatro modalidades, em títulos nacionais e internacionais, conquistaram-se nesta época 5 títulos (com a possibilidade de mais dois no futsal), em linha com as últimas sete épocas (6 em 09/10, 5 em 10/11, 5 em 11/12, 6 em 12/13, 6 em 13/14, 5 em 14/15, com variabilidade nas disputas) o que desmente a propaganda do crescimento e domínio avassalador.

 

Para a época que vem, espera-se, ou melhor, exige-se, uma campanha transversalmente avassaladora, mais não fosse pelo brutal incremento de sustentabilidade por provar, no orçamento disponível com mais 71% de recursos, sobre um orçamento de 2015/2016 que já era substancial e em linha do que se fazia antes de 2013.

 

Espero que este desafogo e disponibilidades financeiras sejam bem geridas e não geridas apenas e só para o resultado imediato, ou pior que isso para o resultado das eleições, sendo que estão bem próximos os exemplos de que os orçamento não conquistam títulos. Foi assim durante muitos anos em que este Clube à custa do engenho e trabalho, muitas vezes se batiam ou equiparavam equipas com orçamentos muito acima. Algo que neste momento não acontece!

 

No Andebol, já são conhecidas várias contratações de peso, alguns indícios de dispensas com algumas surpreendentes, mantendo-se no entanto e de forma inexplicável o treinador. No Futsal, renovou-se com a maior parte da equipa, presume-se uma forte aposta, mas vê-se quase certamente partir um dos mais promissores talentos portugueses, no que se juntam rumores de poderem sair mais dois da equipa de juniores, no que é um enorme revés para o paradigma formativo que deveria nortear o Clube. No Hóquei, mais do mesmo, com apostas em jogadores maduros e a entrada de um novo treinador que se espera consiga fazer a equipa dar o salto qualitativo que a faça disputar títulos seriamente. No Basquete, nada pois não houve nos €6.5M, €150k para montar uma equipa para vencer.

 

O objectivo em todas? Ganhar! Sempre!

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publicado às 09:37

As belas e os senãos

por Trinco, em 30.05.16

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As belas são obviamente as atletas (e treinadores) que brilhantemente conquistaram a Taça dos Campeões Europeus de Atletismo. Uma prova fantástica onde se consegue a conquista a uma prova do fim e mesmo nessa, que em termos de pontuação já nada decidia na nossa alegria, têm o brio de a vencer. E vence-se a taça por uma margem significativa de 11 pontos, com 9 vitórias em 20 provas e só em 4 não terminando no pódio.

 

Esta vitória acontece 16 anos após a vitória masculina e é a 16ª conquista colectiva internacional do Atletismo do Clube (uma Taça dos Clubes Campeões Europeus em Pista em Masculinos, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus em Pista em Femininos, 14 Taças dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato em Masculinos) e a 24ª em 4 modalidades (Futebol, Atletismo, Andebol e Hóquei)

 

Mas hã sempre senãos...

 

O senão de voltar a ter Azevedo de Carvalho a falar, numa altura em que devia apenas e só felicitar e agradecer o empenho de atletas, puxando o lustro e voltando a mandar farpas desnecessárias para os rivais. Quase tão mau como ler de vários Sportinguistas a menorização da participação do rival na mesma competição na vertente masculina. Aparentemente esquecem-se que para lá estarem nos derrotaram por cá...

 

Por outro lado reforça a leitura do presidente que só aparece nas vitórias, eclipsando-se nas derrotas, deixando atletas, treinadores e dirigentes desprotegidos. Como reforça a leitura que apesar de todo o espalhafato, o que conta mesmo para ele é o futebol, chamando-o descabidamente para este contexto (e mesmo assim esquecendo que em 3 anos conseguiu uma Taça de Portugal e uma Supertaça e ver o tal rival 3 vezes campeão).

 

Azevedo de Carvalho e o seu Conselho Directivo tem quota parte neste sucesso. Como teve no ano passado, no sucesso do Hóquei. Mas também tem responsabilidades nos insucessos e mais que isso obrigação de dar a cara por aqueles que defendem o Clube.

 

E tem obrigação de perceber, que podendo ser conjuntural, esta semana esteve longe do mar de rosas, de pujança de conquistas e de dinâmica de vitória que quer enfiar pelos olhos adentro dos Sportinguistas.

 

É que apesar da vitória no Atletismo, no Ténis de Mesa e nos Juniores em Futsal, a verdade é que esta também foi a semana que viu a equipa sénior de Basquetebol ser extinta (ridícula mais uma vez a comparação que as caixas de ressonância quiseram fazer a propósito da conquista do Campeonato Nacional de Basquetebol Masculino pelo Porto), que viu a equipa de Juvenis de Futebol a perder no arranque da fase de apuramento de Campeão, que viu a equipa de Juniores de Futebol a empatar complicando muito as suas contas, que viu a equipa de Juvenis de Andebol a perder perante aquele que na passada jornada conquistou o titulo a 2 jornadas do fim, que viu a equipa de Juniores de Andebol a perder, que viu a equipa de Juniores de Hóquei perdeu, que viu a equipa de seniores de Futsal a perder no 1º jogo das 1/2 finais do playoff.

 

Mais trabalho, e menos encenação!

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publicado às 09:27


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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