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As alterações

por Trinco, em 31.01.18

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Ultrapassemos as ilegalidades, ou faltas de conformidade legal, presentes na convocatória e na tardia publicação das propostas constantes da mesma, que até poderão originar disputa legal que conduza à anulação e reversão do que for decidido no sábado.

 

Ignoremos até a ausencia de algumas propostas, na sua plenitude, na publicação que após pressão é  feita à pressa e a contra-vontade por aqueles que teriam obrigação de zelar pelo cumprimento das normas estatutárias e regulamentos e das quais, a omissão da proposta de regulamento disciplinar é de longe a mais evidente e preocupante.

 

A profunda alteração de estatutos que este conselho directivo se propõe fazer mais não é que uma tentativa de silenciar de forma permanente e sob ameaça, tudo e todos que ousem questionar, debater ou pensar o Clube de forma livre e sem dogmas ideológicos, numa inversão à prática de liberdade critica que desde há muito era identificadora do Clube.

 

É um atentado à liberdade funcional e intelectual, à participação democrática. Uma deriva para um totalitarismo quase ditatorial que pretende transformar os sócios em seres amorfos, formatados pela propaganda e meros clientes do Clube. É a lei da rolha e o assalto final à identidade do Clube.

 

São alterações que não sei como conviverão com os principios de pluralismo de expressão, dos direitos e liberdades fundamentais, da separação e interdependência de poderes, do direito de resistencia e dos direitos de liberdade de expressão, de informar e ser informado consagrados na Constituição Portuguesa.

 

Não sendo exaustivo, esta alteração propõe sancionar disciplinarmente a criação de grupos, dentro ou fora do Clube, que por qualquer modo possam perturbar o trabalho dos órgãos sociais. Esta sanção teria impedido a existência do Movimento Dar Rumo ao Sporting e provavelmente acabado com procedimento disciplinar sobre André Patrão e Miguel Paim.

 

Propõe a imposição da elaboração de listas globais a eleições, impedindo movimentos independentes de concorrer a apenas um órgão. Esta alteração teria impedido a eleição de conselheiros da (quase) extinta AAS que tiveram papel determinante em algumas mudanças de praxis dentro do Conselho Leonino ou a eleição de 11 conselheiros da Lista de Gonçalo Rodrigues, naquela que foi uma demonstração da vontade de pluralismo e independência dos associados.

 

Propõe que a eleição para o CFeD se deixe de fazer pelo método de Hondt, que proporciona a necessária pluralidade num órgão deste tipo passando a ser por vitória total. Esta alteração teria impedido a eleição do elemento independente ao CFeD em 2013 (que agora já nem se poderia candidatar tendo em conta a alteração atrás referida)

 

Propõe aumentar os poderes do Presidente do Conselho Directivo, nomeadamente com a criação e extinção à sua vontade de um Conselho Estratégico que substituirá na denominação o Conselho Leonino que entretanto será extinto. Esta alteração, mesmo sendo critico do funcionamento ao nível da feira de vaidades do Conselho Leonino, contribuirá para a vigência de pensamento único sem contraditório subordinado à ordem do Presidente do Conselho Directivo.

 

Definitivamente estas alterações levam um rumo de autoritarismo e absolutismo que parece pretender a cristalização e eternização do poder sem contraditório. E tenho muita curiosidade em perceber a reacção de muitos associados que durante muito tempo lutaram exactamente contra as tentativas de redução das suas liberdades, ainda que suspeito se venham a manter num cúmplice silencio.

 

E se estas alterações orientam-se por estes caminhos, será fácil depreender, e só isso o podemos fazer, o que será o proposto regulamento disciplinar.

 

Por mim, isto já começa a ter muito pouco de Sporting. Se me quiserem purgar...Força!

 

P.S. Cada vez mais esta triste realidade se assemelha à ficção contada no post sobre o Brunistão.

 

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publicado às 09:41

O Regulamento das Assembleias Gerais

por Trinco, em 30.01.18

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O Regulamento da Assembleia Geral do Sporting Clube de Portugal existe.

 

Foi aprovado na Assembleia Geral de 24 de Abril de 2012, em proposta apresentada pela Mesa da Assembleia Geral em exercício, e eleita pela lista B, tendo como base uma proposta do associado Bruno Miguel Azevedo Carvalho que viu muitas das suas ideias vingarem e assumirem força regulamentar neste documento.

 

Esta proposta surge da percepção de um vazio que poderia originar situações de conflito legal e pretendia regulamentar todo o exercício de todas as Assembleias, fossem elas ordinárias, extraordinárias ou eleitorais, estabelecendo o padrão de funcionamento das mesmas.

 

Nela está incluído o artigo 7º que prevê que:

 

Anúncio Convocatório e Anexos

1. Do anúncio constarão os assuntos a apreciar, indicando-se a ordem dos respectivos trabalhos.

2. Os anexos ao anúncio serão publicados no sítio oficial e no Jornal do Clube.

 

Embora não sendo especialista, creio que Código Civil, refere que esta publicação prévia deve acontecer até 8 dias antes duma Assembleia.

 

Os anexos referidos são as propostas constantes da Ordem de Trabalhos

 

Isto deveria ser regra (e já foi) para que os sócios possam manifestar a sua vontade e decisão de forma informada e ponderada

 

Até ao momento, nenhuma das 8 propostas referentes aos 8 pontos expressos na convocatória se encontra publicada no site. Estamos a pouco mais de 98 horas da Assembleia Geral.

 

O caso é tão mais relevante quanto se prevê a aquisição de terrenos, a posterior autorização para conceder a 3ºs parte dessa aquisição e sobretudo uma alteração de Estatutos e a aprovação de um Regulamento Disciplinar dos quais não se sabe nada até ao momento.

 

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral faz hoje saber que as propostas estarão no site. A proposta da ultima Assembleia Geral, de 29 de Setembro, foi publicada no site dia 2 de Outubro.

 

Pessoalmente, mesmo sendo leigo em leis, isto poderá acarretar a anulação e reversão das aprovações desta AG. Como aliás poderia e deveria ter acontecido com uma alteração de estatutos não constante na Ordem de Trabalhos de uma AG em 5 de Outubro de 2014.

 

P.S. Já agora, todas as alterações estatutárias promovidas desde Agosto de 2013 já foram escrituradas ou mantém-se numa "inexistência legal", navegando nós em mais uma realidade paralela à medida de quem quer?

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publicado às 11:09

Ponham os olhos no palhaço

por Lizardo, em 29.01.18

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Poucas horas depois de vencer, goste-se ou não, com mérito uma competição, o ambiente entre Sportinguistas está novamente a ferro e fogo. Este é o clima preferido pelo presidente, é neste ambiente circense e de conflito que se sente como peixe na água. Neste caso, o peixe palhaço no lodaçal que é o futebol português.

A gravidade deste clima já ultrapassou todos os limites. Por norma, as redes sociais e os blogues, eram espaços por excelência para se utilizar uma linguagem ligeiramente mais agressiva. Longe do frente a frente, só com o teclado pelo meio, todos são uns experts ou heróis para ter opinião e ameaçar. O nível é de esgoto.

Mas este nível começa a sair deste meio digital. Os meios impressos são uma vergonha, pejados de cartilheiros dos três grandes clubes, o que explica a pouca venda em banca, e as televisões com os seus programas desportivos conseguiram destruir os poucos valores associados ao desporto.

Ontem, Rui Santos referiu-se a Bruno Carvalho como um Palhaço. Termo que começa a ser utilizado várias vezes pelas mais diversas pessoas, nos mais diversos espaços, das mais diversas idades e das mais diversas áreas e disciplinas.

Quer-me parecer que o “Palhaço”, o artista, o criativo, o Homem que anima, não gostará de ver a sua profissão associada a Bruno Carvalho.

O “Palhaço” é uma pessoa séria, educada, que compreende que a sua profissão obriga a um comportamento, a um tom a um posicionamento. O “Palhaço” sabe que os seus atos têm sempre uma consequência. O “Palhaço” sabe que tem um objetivo, que é um elemento central e fulcral no espetáculo. Como se diz na gíria, “não há circo sem palhaços”.

Ora Bruno Carvalho, passados todos estes anos, continua a não compreender o cargo que ocupa. Lá no alto, bem no alto do seu andaime, todos os dias temos o “prazer” de ouvir o seu piropo nojento.

 

Posto isto, Palhaços de todo o mundo, uni-vos. Não deixem um “trolha” conspurcar a vossa nobre e importante profissão.

 

Não tenham medo, pois por mais processos em tribunal, por mais ameaças, telefonemas, e outras caganças, ao fim do dia, um trolha, sempre será um trolha. Mal vestido, mal formado, sem futuro. E o trolha meus amigos, não se esconde, revela-se.

PS: Todo este clima tem um propósito. Aquecer a próxima Assembleia Geral de dia 3. Aguardemos pois por mais um episódio de tábua de andaime.


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publicado às 15:56

A Ressaca

por O 6º Violino, em 28.01.18

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Um troféu é um troféu. A Taça da Liga também se fez para vencer. Sempre. Todos os anos, não quando nos apetece ou quando nos dá jeito. O Sporting e os Sportinguistas têm um trauma natural por causa de uma final disputada no Algarve. Passaram a chamar a esta competição "Taça Lucilio Batista". Os pormenores todos sabem.

Bruno Miguel quando entrou no Sporting, ávido de protagonismo, aproveitou esta competição para marcar território. Recordemos que tentou eliminar o F.C.Porto na secretaria, e ameaçou jogar na temporada seguinte com os juniores, mostrando um profundo desconhecimento pelos regulamentos. 

A Taça da Liga vale hoje o mesmo desde a sua criação, mas para Bruno Miguel esta deve ser a primeira edição desta competição. 

Sobre as suas reacções pós jogos, nada a dizer, é o mesmo das voltas olímpicas, que tenta capitalizar as vitórias para si, e nas derrotas ou empates vai "descascar" para a sua plataforma preferida e seu porto de abrigo, o facebook.

Desde há umas semanas a esta parte, o rapaz Bruno Miguel tem frequentemente desafiado os seus críticos a comparecer à Assembleia Geral de dia 3 de Fevereiro. Como se as Assembleias Gerais fossem a "última Coca Cola do deserto" desde 2013. Já aqui escrevi, que se é para ir para as Assembleias mentir sobre investidores, essa é a sua praia. Sobre a convocatória para a mesma, lá estão mais umas alterações estatutárias que ninguém conhece para serem aprovadas por uma centena ou duas de associados que ainda têm paciência para o aturar, ou que são convocados para lá estar. Para além dos estatutos, compra e venda de terrenos que ninguém sabe quais são. Mas, a cereja no topo do bolo. Alteração do Regulamento Disciplinar, no qual Bruno Miguel com o apoio do inenarrável Conselho Fiscal, pretende fazer uma "limpeza étnica". Alguém sabe o que vai aprovar? Por mim, pode expulsar todos os sócios que pretender e que não lhe prestam vassalagem. O resultado prático será o mesmo. O ruído será o mesmo. O Sportinguismo de cada um será o mesmo. Não se é mais Sportinguista por se ser sócio. Até porque muitos dos que batem hoje com a mão no peito são os mesmos que estiveram anos sem pagar quotas.

Servirá apenas para inchar o ego da criatura.

P.S.1 - "A ressaca" é uma série de filmes em que um grupo de 4 amigos adultos se tornam adolescentes por umas horas, vitimas de droga e álcool por onde vão passando nas suas festas de despedida de solteiro. Vivem numa realidade paralela durante várias horas/dias.

P.S.2 - As declarações de Jorge Jesus no final do jogo de ontem são desprezíveis. Nem a sua natural "labreguice" desculpa o menosprezo e "achincalhamento" ao Sporting. Bruno Miguel merece um treinador com um ego tão grande como o seu, e ambos vão terminar à "traulitada", como é óbvio.

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publicado às 17:14

O Discurso do Bruno

por Lizardo, em 26.06.17

 

 

O filme “Feios, Porcos e Maus” de Ettore Scola é uma obra prima. A vida em tempo real, um quadro pintado com sapiência que explica que tudo na vida tem uma relação de causa-efeito.



Os reles, porcos e nojentos, uma obra insonsa de Bruno de Carvalho é também um quadro da vida real do desporto nacional. E que nos explica que tudo tem também uma consequência, e que todos os atos resultam em factos que nos podem custar muito caro no futuro.



O discurso do Bruno foi mais um episódio deplorável. Não quero acreditar no que disse nem quero acreditar que exista quem tenha a baixeza de criar uma trama para tramar o Presidente envolvendo a sua família e amigos mais próximos. O conteúdo do “word” revelado é demasiado grave.



O Sporting não se pode nem se deve confundir com estes episódios. Se o Presidente se sente atacado deve ter a capacidade e o poder de se defender nos locais próprios, afastando este lixo do Clube, tentando ao máximo não envolver o nome Sporting em episódios deploráveis e discussões de sargeta.

 

Mas Bruno não consegue, Bruno é o ator principal de Feios, Porcos e Maus. Uma personagem que procura a vida fácil, que se entrega aos prazeres da vida, que despreza e não entende que tudo está ligado e que tudo pode trazer consequências para a sua vida, para a vida dos que o rodeiam e acima de tudo, para o Sporting.


Bruno continua a não entender que não pode ofender Sócios, mesmo que o mereçam. Não se trata somente de ter uma imprescindível posição institucional, mas também de compreender que a gestão de comunicação, atualmente, não se resume ao nosso Bairro, à nossa Cidade ou País, hoje, tudo ganha uma projeção mundial em segundos. E Bruno não compreende que utilizar termos como: “Nojentos”, “Reles” e “Porcos” rapidamente se transforma numa generalização a todos os Sportinguistas. É o lado perverso da rapidez da comunicação.


Por tudo isto, o que se passou na passada Assembleia Geral foi grave. Merece ser investigado e não pode passar impune. Não podemos aceitar que se ataque um Presidente desta maneira, mesmo que não concordemos com a sua gestão, nem podemos concordar com este teatro que envolve o nome do Sporting, levando o nosso bom nome para níveis que não se relacionam com a nossa história centenária.



É tempo de pensar muito bem se é isto que queremos para o Sporting. A próxima época começa hoje, as incógnitas são muitas, só peço que a espinha dorsal se mantenha, que continuemos a ser um Clube que valoriza os seus formandos e que aposta nos jogadores portugueses, os que foram campeões da europa e os que num futuro muito próximo muitas alegrias nos podem dar.

 

Peço também que o Sporting saiba gerir da melhor forma a mentira e a batota, por todos sabida e conhecida, que envolve o Benfica. Temos que saber lutar de forma sapiente, estes sim são reles, nojentos e porcos, com todo o respeito que me merecem alguns rivais, os nossos, os Sócios, por mais líricos que sejam e por mais que se sirvam do Clube em vez de o servir, continuarão sempre a ser do Sporting. E este Sporting atual está cheio de lambuças. Cheio.

 

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publicado às 11:23

A AG do Bruno

por Trinco, em 23.06.17

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Fui alertado ontem para a realização hoje de uma AG para apreciar e votar o orçamento do Clube para o exercício do ano que vem.

 

Atento como costumo estar (confesso que, por várias condicionantes, por estes dias menos) duvidei por não ter sabido de nada. Consultei o site e confirmei que nenhuma convocatória tinha sido publicada. Quem me informou insistiu. E tinha razão.

 

Hoje, volto a consultar e verifico que inusitadamente a convocatória é publicada no site no próprio dia da sua realização. Contrariando despudoradamente o que mandam os estatutos.

 

Artigo 52° (Convocatória da Assembleia Geral comum)

1 –As Assembleias Gerais serão convocadas por meio de anúncios insertos em dois jornais diários, no jornal do Clube, no sítio oficial do Clube e publicado nos moldes previstos para os actos das sociedades comerciais, com a antecedência mínima de oito dias, se o prazo não dever ser superior por disposição dos presentes estatutos

 

Assim, perante poucos, será aprovado por unanimidade não só o orçamento como as contas consolidadas. Sem que a grande maioria dos sócios tenha acesso às mesmas. Sim, porque os documento da proposta de orçamento e das contas consolidadas, deixaram de ser antecipadamente publicados para avaliação prévia dos sócios (quem vai a uma AG sabe perfeitamente da dificuldade de analisar no momento tais documentos estabelecendo um juízo consciente).

 

Pior, mesmo depois de aprovados, cumprindo-se a recente prática de opacidade, não serão publicados no site.

 

Aparentemente o desrespeito para o órgão mais importante do Clube (a Assembleia Geral composta pelos sócios) não tem limites e os actuais corpos sociais acham-se inimputáveis, tratando o Clube como a sua coutada.

 

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publicado às 08:39

O Pavilhão do Bruno

por Lizardo, em 22.06.17

Ontem foi a primeira inauguração do Pavilhão, num conjunto de três cerimónias já agendadas. A felicidade de todos os Sócios e Adeptos com a construção de tão nobre e fundamental obra é evidente. O Sporting não podia continuar a viver sem a sua casa para as modalidades. Era totalmente contranatura continuar as romarias para Loures ou Odivelas, Casal Vistoso ou Rio Maior, entre outros Pavilhões espalhados pela região.



Ontem, como bem disse Margarida Rocha, fechou-se o ciclo das grandes obras de modernização do Sporting do século XXI. Um Estádio, uma Academia e agora a casa que imortaliza o já imortal Presidente João Rocha.



O dia de ontem tinha tudo para ser histórico. Um dia desejado por tantos, um dia que deveria ser aberto a todos os Sócios e Adeptos, com um programa pensado para os que há mais de 10 anos fazem quilómetros para ver as modalidades fora de Alvalade. Mas não, uma vez mais, o foco foi o Presidente Bruno de Carvalho.



Para lá do erro da data e da hora, uma quarta-feira, em simultâneo com o jogo da Seleção Nacional e a poucas horas de um importante jogo do Futsal, revela que estratégia e visão, são termos e processos que escasseiam.


Depois o palco e o tempo oferecido a Bruno. Bruno discursou na rua, Bruno leu e releu a sua frase na Estátua do Leão vezes sem conta, Bruno entrou no Pavilhão como uma estrela de rock, Bruno foi o Presidente, Bruno foi o Anfitrião, Bruno foi a imagem de todos os atletas do passado, do presente e do futuro. Bruno foi o foco, o tempo de antena, a voz, Bruno foi o rei das selfies e dos abraços. Sempre com os mesmos, com as mesmas caras, com os mesmos que até já têm palco em programas da Sporting Tv ou que têm um “emprego” no Sporting.

 

Não posso deixar de sublinhar a mentira de Bruno sobre o nome do Pavilhão. Não, não foi o Bruno que sugeriu o nome João Rocha. Não!!. Foi aprovado e deliberado a 30 de Setembro de 2012, numa Assembleia Geral no Multiusos de Alvalade, apresentado pela Direção em funções à data. Felizmente foi rapidamente desmentido pela filha de João Rocha.

 

Mas a mentira não acabou aqui. As palavras oferecidas ao falecido Sócio Vitor Araújo são de um aproveitamento sem sentido. “Amigo”, “Muitos jogos ao seu lado”, “com o meu pai e meus irmão, juntos, vimos muitos jogos”. Quem marcou e marca presença nos Pavilhões sabe que tudo isto é treta. Pura treta. Bruno há dez anos, nem as quotas tinha em dia, quanto mais dedicar-se a assistir a jogos das modalidades. Mas vale tudo!


Bruno tem um evidente complexo de inferioridade. Precisa de palco, precisa de espaço mediático, precisa ser notícia, pois só Ele sabe a dimensão da mentira que nos conta há muitos anos. Precisa de palco pois não temos títulos, não temos saúde financeira, somos cada vez mais irrelevantes no panorama desportivo.



Estes quatro anos têm sido uma mentira constante.



Ontem os Sócios ficaram de fora, os Adeptos não foram convocados, o Pavilhão não estava cheio, foi uma festa para amigos e alinhados, longe dos tempos onde o Sporting era para todos.



O que se assistiu ontem foi um deplorável espetáculo. Salva-se a obra, obrigado a todos os que desde os primeiros momentos lutaram e reuniram com a autarquia lisboeta, a todos os que criaram as fundações e as bases necessárias da obra. Bruno tem o mérito de ter continuado e ter dado vida ao Pavilhão. Sobre isso não há dúvida, mas ficaria muito bem não esquecer que há muitos anos, várias direções já trabalharam e muito para que este sonho fosse possível. A esses nem uma palavra.


Este Sporting que não reconhece o seu passado e que só se valoriza com o seu presente, mesmo sem nada ganhar, mesmo vendo abalar os seus principais ativos, sejam eles funcionários ou atletas, não pode ter grande futuro.

 


Salva-se quem entende e vive realmente os valores do Sporting

 

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publicado às 09:03

As alterações estatutárias

por Trinco, em 29.05.17

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Desde que tomou posse, o Conselho Directivo de Azevedo de Carvalho procedeu a nada menos que 5 alterações estatutárias.

 

Essencialmente alterou escalões de sócio, a definição das respectivas quotas e a possibilidade e condições de reaquisição de estatutos de Associado.

 

Pelo meio foi obrigada a revogar uma alteração anteriormente aprovada e procedeu a uma centralização e concentração de poderes na figura do presidente, entre outros acertos de pormenor na estrutura do documento.

 

Conseguiu fazer aprovar a 5 de Outubro de 2014 uma alteração estatutária fora da ordem do dia e sem dar conhecimento prévio da proposta aos associados, como se de uma "democracia sul americana" se tratasse, no que, se legalmente já suscita muitas duvidas pois segundo a lei geral, as alterações aos estatutos têm de constar expressamente da ordem do dia, sob pena de a sua aprovação ser passível de ser anulada, na transparência e respeito aos sócios, deixa muito a desejar e explica ainda mais o que quem comanda o Clube considera os sócios.

 

A 27 de Setembro de 2015 introduz nos Estatutos do Sporting Clube de Portugal um artigo 25ª que passa considerar a atribuição dos Prémios e Galardões Honoris Sporting, o modo de atribuição dos mesmos e a sua entrega "preferencialmente" no dia de aniversário do Clube, a 1 de Julho, de cada ano".

 

Acontece que, para serem válidas, as alterações estatutárias têm obrigatoriamente que constar de escritura notarial, não bastando a sua aprovação em Assembleia Geral.

 

Acontece também que a última alteração estatutária que foi objecto de escritura foi a aprovada em 30 de Junho de 2014 e escriturada a 13 de Agosto de 2014. Ou seja, todas as alterações produzidas dessa data para cá, são uma "inexistência legal".

 

E se isto pode assumir um novo argumento (idiota) da defesa da antecipação da Gala (sim que o que está escrito nos estatutos sobre a data não serve de argumento), a verdade é não só nenhum dos galardoados nas primeiras 3 galas realmente tem a distinção honorifica que julga ter, como demonstra a total desorganização e incompetência que faz ter normas aprovadas há mais de 2 anos e meio sem escritura.

 

Mas acontece mais. É que a norma aprovada a 5 de Outubro de 2014, sem validade por não estar escriturada (dando de barato a dúvida legal na sua aprovação), previa em traços largos a possibilidade de não haver perda do número de sócio por interrupção do pagamento das quotas podendo inclusive recuperar direitos contra o pagamento das quotas em atraso. O que lido em conjunto com nº 4 do artigo 22 em que se prevê a possibilidade do Conselho Directivo "...estabelecer períodos de isenção de jóia, proceder à redução ou isenção temporária dos montantes das quotas..." deixa demasiadas dúvidas no ar...

 

Omissão de cumprimento das suas obrigações de um Órgão Social do  Clube. Deve ser isto a exigência!

 

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publicado às 12:24

Distorções

por Trinco, em 23.02.17

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O omnipresente de há umas décadas a esta parte na gestão do Clube, José Maria Ricciardi, afirmou há dias em entrevista ao sempre muito simpático Record, que "O ambiente não era propício a qualquer espécie de reestruturação, que aliás não se fez.", referindo-se à reestruturação de Godinho Lopes.

 

Tal, será factualmente verdade. Como é verdade que a reestruturação de Julho de 2013, levada a cabo por Azevedo de Carvalho seria na sua essência plasmada do projecto apresentado e aprovado em Abril de 2012 (a mesma AG que viu Azevedo de Carvalho apresentar o fundo americano de Baptista da Silva e aprovar o regulamento das Assembleias Gerais com base também em propostas suas).

 

Em ambas, o plano assentava na fusão da SPM com a SAD, transportando activos como o direito de superfície do estádio para esta de maneira a promover as contas para limiares mais aceitáveis. Para tal, quer uma, que outra, prorrogavam os prazos do direito de superfície, promoviam o aumento de capital da SPM por via da valorização desta prorrogação, limpavam a divida do Clube à SAD e de Clube e SAD à banca através dum empréstimo suportado pelo Clube de €68M, estabeleciam novas hipotecas.

 

A de 2013 foi mais adiante (como a de 2012 seria obrigada a ir) transformando divida em capital, promovendo outro aumento de capital (o tal investidor de €18M que já terá entrado mas a ninguém se apresenta), bem como a emissão de dois novos lotes de VMOC's que absorvessem passivos uma vez que são contabilizadas como capital próprio.

 

Acontece que, como o tal omnipresente afirma, a gestão de Godinho Lopes nunca conseguiu cumprir os pressupostos e finalizar o restante das negociações que permitisse colocar em prática a dita reestruturação, pelo que é legitimo afirmar que não foi ele que a fez ao não conseguir colocá-la em prática. No entanto é indesmentível que a mesma foi na sua base e essência, a origem da posteriormente aprovada.

 

Aliás, o que impediu a sua colocação em prática, como reconhecido na citação, foi o ambiente menos propicio. Ambiente esse que tem evidente e maior responsabilidade do Conselho Directivo de Godinho Lopes, mas também do que foram dois anos de fogo cerrado num clima quase de guerra civil, do exercício de contra-poder e de uma cisma de alguns influentes, descontentes, além do desnorte que se verificava, com o alheamento que iam sentido dos responsáveis do Clube em relação ao que se achavam em condições de impor. Tanto que promoveram reuniões preparatórias ao estilo de concilio papal para decidir, sim, decidir quem deveria tomar a presidência do Clube. Vários dos promotores e presentes nessas reuniões, estão, seja na comissão pela honra de Azevedo de Carvalho, seja até nas listas aos órgãos sociais, com o actual presidente e candidato. Sintomático!

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publicado às 13:30

O regulamento eleitoral

por Trinco, em 20.02.17

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Em 27 de Maio de 2011, Bruno Miguel Azevedo Gaspar de Carvalho, Sócio nº 15.531, no seguimento dos acontecimentos de Março anterior que lhe levantaram dúvidas em relação ao resultado das eleições e lisura dos seus processos apresenta uma proposta de Regulamento Eleitoral onde, no nº2 do Artigo 8º, correspondente ao tema dos Cadernos Eleitorais previa:

 

Tais cadernos, de que constam todos os sócios com capacidade eleitoral activa, estarão concluídos e disponíveis até 96 (noventa e seis) horas antes do início do acto eleitoral, devendo ser imediatamente afixados na sede do Sporting Clube de Portugal e publicados no sítio oficial do Sporting Clube de Portugal na Internet.

 

Em 24 de Abril de 2012, é aprovado e entra em vigência o Regulamento das Assembleias Gerais do Sporting Clube de Portugal onde , no º2 do Artigo 30º , igualmente sobre o tema dos Cadernos Eleitorais está previsto:

 

Tais cadernos, de que constam todos os sócios com capacidade eleitoral activa, estarão concluídos e disponíveis até 15 (quinze) dias antes do início do acto eleitoral, devendo ser imediatamente afixados na sede do Sporting Clube de Portugal e publicados no sítio oficial do Sporting Clube de Portugal na Internet.

 

Mais uma vez a incoerência a demonstrar-se um valor forte nos actuais órgãos sociais.

 

E nem a alegação do "o inalienável direito dos sócios do Sporting Clube de Portugal à não divulgação pública dos seus dados pessoais" colhe, pois não só é permitido explicitamente na Lei de Protecção de Dados Pessoais, como existe o consentimento pelos sócios ao aprovarem o dito Regulamento em Assembleia Geral.

 

Mas se ainda assim, consideravam a norma abusiva, tiveram 4 anos de mandato para a alterar, não o tendo feito, assumindo-se assim a sua concordância.

 

Perante tudo isto, qualquer interpretação sobre as reais razões desta recusa, com desculpas cada uma menos sustentada que a outra, o incumprimento das suas obrigações e o incorrer na ilegalidade será válida.

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publicado às 14:33


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