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Sócios e quotização

por Trinco, em 07.10.16

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No recentemente apresentado R&C do Clube surge como proveito de quotização do exercício de 2015/2016 o valor €7.7M. €400k acima do orçamentado. Isto não é bom, é excelente. Mas também é algo estranho.

 

De facto  esse valor significa um aumento de 18% em relação ao realizado em 2014/2015, que se tinha ficado pelos €6.5M, e significa também uma ainda mais acentuada curva de crescimento.

 

Um disparar, pois no R&C de 2012/2013 o valor de quotização foi de €5.0M (no R&C consta €3.7M mas havia partilha desta receita com a SAD em 75-25 de proporção) o que levando em conta os €6.5M de 2014/2015, deu um positivo aumento de milhão e meio em quotização em dois exercícios (já de Azevedo de Carvalho), com alguma razoabilidade no aumento (15% por ano).

 

Em três exercicios, um aumento de 54% com uma média de 18% ao ano. Sinceramente, acho estranho.

 

Mas a estranheza aparece ainda mais quando se tenta extrapolar o número de sócios pagantes e se compara estes com a noção empírica que se tem (falível, eu sei).

 

Este valor declarado como proveito de quotização, equivale a dizer que, no mínimo, o Clube teria neste momento mais de 49.000 sócios pagantes, num cenário em que todos os sócios contribuíssem no escalão máximo de 12€, o que não é verdade. Havendo sócios nos outros 3 escalões de quotização, este numero será significativamente maior. Sinceramente, custa-me a acreditar. Chamem-me céptico.

 

Como ainda mais difícil me é acreditar que, executando os quase €8.5M orçamentados para 2016/2017, por esta altura, daqui a um ano tenhamos no mínimo, mais de 54.000 sócios pagantes (novamente considerando o cenário de todos estivessem no mesmo escalão máximo). Um orçamento que, diga-se de passagem, depende destes números e explicitamente e descaradamente atira a responsabilização da sua execução para a capacidade dos sócios produzirem receita de quotização. E essa responsabilização acarreta o mesmo na sustentabilidade futura, deste nível de orçamentos.

 

O Sporting, em Junho de 2013, apresentou por Bacelar Gouveia em Assembleia Geral uma radiografia à situação do Grupo Sporting, onde constava, no que diz respeito aos sócios o valor respeitante a Maio de 2013, de 100.956 sócios, com 53.790 pagantes (dos quais 32.516 segundo os cadernos eleitorais de 2013 com capacidade de voto) e 47.166 não pagantes. Ou seja, o rácio de pagantes era de 46.7% sendo que na mesma análise para os 4 anos anteriores a média deste rácio era de 48.8%. O rácio de sócios com capacidade eleitoral era de 31.8% em termos absolutos e 60.4% quando considerados apenas os pagantes.

 

Entretanto houve uma renumeração onde, teoricamente, além dos falecidos, se deveria ter limpo os sócios incumpridores (há mais de 5 anos, costuma ser a bitola), fosse qual fosse a razão para o incumprimento. Estes eram, em Maio de 2010, 41.432 e em Maio de 2013, 47.166, repito. O que se verificou foi uma perda de aproximadamente 5.600 sócios. 8.4% dos incumpridores

 

Já esta semana se festejou a ultrapassagem da meta dos 150.000 sócios. Ora aplicando a média do rácio acima encontrada (48.8%), teremos neste momento 73.500 pagantes (sem extrapolação de escalão) e 76.500 não pagantes. Isto equivale a dizer, que cada sócio, em média paga 8€, 13 vezes por ano. Por maioria de razão ao exposto acima, parece-me igualmente estranho.

 

Isto também quer dizer que, extrapolando, desde maio de 2013 terão entrado quase 30.000 sócios não pagantes. O que, mais uma vez, me parece inverosímil.

 

Obviamente que quantos mais na família e a contribuírem activamente, melhor e mais forte será o Clube, mas, preferindo a verdade e não podendo nem querendo sequer colocar a hipótese da existência de algum tipo de contabilidade criativa ou geração de números que sustentem outras guerras, nem sequer um inflacionar mais ou menos espontâneo e pouco explicável de sócios com capacidade votante, a verdade é que são para mim são demasiados números demasiado estranhos e conducentes a tantas interpretações e teorizações, para a percepção que se tem da realidade experimentada em algumas décadas de Clube.

 

Possivelmente, só em Março de 2017 se poderá percepcionar melhor estes números com a publicação dos cadernos eleitorais conforme consta do regulamento das Assembleias Gerais.Aí, estando estes números correctos, deveriam estar perto de 50.000 sócios com capacidade eleitoral (eram 32.516 para 100.956 sócios em 2013).

 

Veremos!

 

Nota: Post editado em 9/10 para correcção e complementação de alguns valores que em nada alteram os pressupostos e as análises.

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publicado às 18:42

Liderança

por Trinco, em 07.10.16

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Quando se tem uma liderança séria, se é respeitado e se trabalha com uma equipa coesa, não se faz apelos.

 

Verdade!

 

Não se apela para que não nos deixem cair.

Não se apela para que aceitem e aprovem a nossa remuneração e aumento

Não se suspende a coerência de acordo com as mudanças de temperatura.

Não se diz uma coisa e se pratica outra.

Não se mandam recadeiros dizer e fazer as coisas.

Não nos metemos nas mãos de empregados caprichosos.

Não impomos a superioridade hierárquica pelo medo.

Não faltamos ao prometido e compromissado.

Não ignoramos opiniões nem criticas.

Não falamos constantemente dos rivais.

Não ateamos fogos.

Não produzimos quase apenas ruído.

Não nos pomos em bico de pés

Não usamos recorrentemente a 1ª pessoa.

Não culpamos os outros por tudo o que corre mal.

Não mandamos, lideramos.

 

Bem, se calhar é esse o problema...

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publicado às 14:14

O Artigo 35º

por Trinco, em 07.10.16

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O Artigo 35º* tem estado na ordem do dia durante a última semana, sem que muita gente, e alguma com responsabilidade, perceba minimamente do que se trata. 

 

Muitos "informam" que impõe uma falência (ou ameaça de) da sociedade em causa, a partir do momento que a mesma apresente capitais próprios negativos. Se assim fosse, em 12 dos 18 exercícios que já apresentou, a Sporting SAD teria estado nessa situação.

 

Não sendo advogado, nem tendo especial interesse em leis e afins, em vez de falar de ouvido, opto por pesquisar e interpretar. Dá trabalho, mas fico minimamente esclarecido.

 

O que o Artigo 35º diz, sucintamente, é que quando o capital próprio da sociedade for igual ou inferior a metade do capital social deverão os gerentes da mesma, no caso o Conselho de Administração através da Mesa da Assembleia Geral da SAD, convocar de imediato a Assembleia Geral a fim de nela se informar os sócios, no caso os accionistas, da situação para estes tomarem as medidas julgadas convenientes, sendo que na convocatória deverão estar explícitos uma série assuntos a debater, entre os quais a dissolução da sociedade.

 

Apenas e só. Não implica uma ameaça directa e imediata de falência. No fundo impõe à gestão da sociedade, o dever de aviso e informação, colocando à disposição dos seus accionistas as medidas a tomar. E isto é verdade para a Sporting SAD, como para as outras sociedades

 

Assim sendo, será fácil verificar que o limite (€33.5M de capital próprio negativo) que obrigaria o CA da SAD a cumprir este pressuposto está, neste momento, razoavelmente longe de ser atingido. O que, mais uma vez, é verdade também para as sociedades dos clubes rivais que foram utilizados como comparação, fazendo crer num maior risco da parte destes. Sendo até que por o seu capital social ser bem maior, o limite (acima de €50M para cada um deles) que impõe a realização da referida Assembleia Geral também.

 

Ou seja, nem faz sentido o quadro comparativo, nem as declarações de hoje do presidente do CA da SAD ao afirmar que por via de vendas extraordinárias e da participação na Champions seriamos o único a cumprir o artigo 35º (ou melhor, a não ter que cumprir o exposto no dito artigo). Não é obviamente verdade.

 

Mas interessa-me, como leigo, perceber também o que entra neste bolo dos Capitais Próprios.

 

Entra o Capital Social; entra o Resultado Liquido do Exercício; as Reservas e os Resultados Acumulados; os Prémios de Emissão de Acções e as VMOC's.

 

Estas, entram como parcelas positivas por serem considerados capital da sociedade. E aqui, não sendo uma novidade, por ser facto decorrente da reestruturação necessária e aprovada, convém que se perceba que estas valem neste momento €127.93M dos capitais próprios. Quase duas vezes o capital social. €47.9M de VMOCs de 2011 e €80M de VMOC's de 2014.

 

E não será difícil perceber que o seu peso nas contas da SADdo  Clube contraria, mais uma vez, a teoria da pujança financeira, pois na realidade são um empurrar com a barriga dos problemas e fragilidades da sociedade, igual ao que se fazia anteriormente e que, acima de tudo, são um risco e uma potencial perda, quer pela reconfiguração obrigatória dos capitais da sociedade na sua conversão, quer pela eventual decisão de recompra desses "títulos" aos seus detentores.

 

E se na verdade o prazo para a conversão das VMOC's é Dezembro de 2026 (e 10 anos passam assustadoramente depressa), é bom que não se esqueça que a cada Dezembros os seus titulares têm a possibilidade da conversão antecipada.

 

* - do Código das Sociedades Comerciais

 

 

 

 

 

 

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publicado às 10:30

Memória de Ratinho

por O 6º Violino, em 07.10.16

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A propósito do procedimento disciplinar interposto ontem pela Federação Portuguesa de Futebol ao Sporting, devido a publicações na página oficial da "comunicação" do Sporting, Azevedo de Carvalho reagiu com a sua voz grossa mas trémula de insegurança, falando em "anti-democracia" e em "constituição".....

Não gostou que o "lápis azul" funcionasse?

Então não foi o rapaz que colocou sócios em tribunal por declarações no facebook? Obviamente que não ganhou um. Paga o Sporting as despesas processuais pela sua irresponsabilidade e infantilidade. Brincar com o dinheiro dos outros é feio...

Mas vamos mais atrás.

Anos de 2011, 2012, 2013, em que Azevedo de Carvalho se escondia atrás do teclado, qual rato (vai mesmo sem aspas, que é para utilizar a sua expressão na última AG).

Escondia-se no anonimato de perfis falsos por si criados, no facebook, no Fórum Sporting, onde cada vez cheira mais a fralda suja. 

E quando já era sobejamente conhecido arranjou alguns peões para colocar os seus textos, não é assim, senhor Mauro F.? Não é assim, senhor João C.? Não é assim, senhor Pedro B.?

Alguns até foram chamados à anterior direcção, e depois de ameaçados com processos judiciais apagavam as páginas pessoais por algum tempo.

Azevedo de Carvalho, o mundo é pequeno. 

Azevedo começou o seu reinado a utilizar o seu perfil para destilar ódio aos adversários (compra guerras com qualquer bicho papão), para criticar os "seus" jogadores, para "passar manteiga" nas suas "ovelhinhas". Passado algum tempo lá o calaram, a contragosto.

Passou então para a fase dos comunicados. Quase diários. Às vezes bi-diários. Às vezes mais.

Tudo em nome da propaganda que faz da sua figura, do seu emprego de sonho.

Mas até os seus mais acérrimos defensores começaram a encher o saco com tanta verborreia diária. 

Lá arranjou um boneco de nome Saraiva, disposto a fazer o trabalho sujo. Normal, para quem ia ficar desempregado. Parece a dupla do ventríloquo  do Circo Cardinal. Um fala e o outro emite o som. Ridículo.

Sonham e emitem sons diários a falar de um clube rival, que só deve ser desprezado pelos Sportinguistas. Não queremos baixar ao nível deles, mas estes dois artistas devem ter costelas vermelhas.

Agora que o Saraiva de Carvalho tem um processo para responder e está de castigo, voltaram a esconder-se numa página anónima, que está ao nível do bulling informático. Coisas geridas por rapazolas mal formados e sedentos de dar nas vistas para eventualmente serem promovidos na hierarquia do Carvalho.

Esta sua figurinha mais presidencialista não cola nem com pregos...por muitas voltas que dê.

Azevedo de Carvalho nunca foi bom a dar a cara. Das vezes que deu, fez azelhice e meteu a viola no saco.

Está a provar do seu próprio veneno. 

Como disse ainda hoje, Pedro Marques Lopes (mais um que lhe ganhou um processo), Azevedo de Carvalho só engana quem quer ser enganado.

SL

 

 

 

 

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publicado às 10:02

O Comendador

por Trinco, em 06.10.16

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Perdida no constante ruído emanado do Clube, para sua provável tristeza pois é um praticante devotado da "microfonice", uma declaração sobre a ultima reunião magna do Clube produzida pelo Comendador, Presidente da Mesa da Assembleia Geral e ex-fervoroso apoiante de Godinho Lopes em várias reuniões do Conselho Leonino, diz muito da leitura que o próprio faz da importância do órgão que preside.

 

... A não presença é um voto de confiança e de apoio. Essa é a minha leitura

 

Diz ele em declarações ao site do Clube.

 

Ou seja, se não fosse ninguém, tanto melhor. Haveria confiança e apoio absolutos.

 

Ora isto equivale quase a dizer que a abstenção, muitas vezes a bater ou até acima dos 50%, nas eleições nacionais são sinal de satisfação.

 

Não são! São sinal de abandono e demissão. São sinal de doença. São sinal que os sócios pouco se preocupam e menos participam. São sinal que estão pouco informados e ainda menos interessados.

 

Mas também são sinal que podem estar fartos da maneira como gere as ditas reuniões, como se um congresso fosse.

 

Ou fartos da sua contabilização de votos por braço no ar em contra-relógio em que a maior parte das votações acabam consideradas unânimes, mesmo não sendo.

 

Mas também que não vêm grande razão para lá ir. Qua a ordem expressa nas convocatórias da discussão dos pontos é sempre muito relativa, ficando o que era antigamente o ponto prévio, em regra com mais participação, relegado para o lavar de cestos quando já muita gente se fartou da converseta.

 

Ou também que, com a inconcebível "modernização do paradigma das AG's", algo que que era intrinsecamente (e estatutariamente e regulamentarmente) privado e reservado aos sócios, se tornou em comício tele-visionado para todos.

 

Ou que acham que a "modernização do paradigma das AG's" poderia e deveria ter dado lugar também a um maior equilíbrio na capacidade e restrição de intervenção dos diferentes participantes.

 

Ou que consideram que o campo das Assembleias está absolutamente minado, com marcações homem-a-homem dos contestatários que dão a cara, em que qualquer intervenção menos apologista do trabalho do Conselho Directivo origina reacções da tropa.

 

Ou simplesmente, não estão para participar num circo esquizofrénico que afirma tolerância num momento e insulta quem ouse falar no momento a seguir.

 

Ou que não querem assistir ao triste espectáculo do tiro ao sócio, com governos sombra, apóstolos e discípulos, com fotos a circular para melhor identificação.

 

Ou até que se consideram desrespeitados com a falta de informação atempada da convocatória e propostas (a primeira saiu no prazo estipulado no jornal, que tem uma circulação de 2.000 exemplares, e apenas 4 dias antes no site, coincidentemente, após termos dado conta dessa falha aqui)

 

E já agora, o que achará o Comendador do que dizia o por si nomeado em reunião do Conselho Leonino,  "rapazola" (ou uma expressão do género) para reforçar as virtudes de Godinho Lopes e os vícios de Azevedo de Carvalho da participação dos sócios em Assembleia Geral a Julho de 2012? E digo já sem problemas que, neste tema, estou totalmente de acordo com o que escreveu nessa altura. E estava antes de 2013 como depois de 2013.

 

 

 

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publicado às 10:29

Eleições

por Trinco, em 05.10.16

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O Sporting vai a eleições em Março do próximo ano. Azevedo de Carvalho anunciou a sua candidatura em Março deste ano (como já o tinha feito um ano antes, a meio do mandato) e desde logo começou a campanha. Inicialmente em torrente comunicativa em nome próprio, com ataques para todo o lado, exposição diária e com a suspensa série "construindo o futuro".

 

Uns meses depois, vendo a fraqueza da estratégia e verificando que apenas os indefectíveis era capaz de ser curto para ir a votos e percebendo os riscos que acarretava entre os sócios mais comuns e arredios aos seus exageros, travestiu-se de estadista e moderado (com pontuais fugas para a chinelice) tentando reformular a sua imagem e presença e criando personas e "colectivos" que publicassem os seus ditados, permitindo assim o seu alivio verborreico.

 

Acontece que, quem chegasse hoje ao planeta terra e a este cantinho à beira mar plantado, e lesse o que a "Comunicação Sporting Clube de Portugal" vai debitando, acharia o Clube teria algum interesse ou suportasse algum candidato às eleições do...Benfica.

 

Na verdade, em vez de comunicar para os Sportinguistas, esta "Comunicação Sporting Clube de Portugal" parece comunicar para os benfiquistas tal o afinco com que afirmam a manipulação das eleições daquele clube, atacam uma série de apoiantes (alguns tão insignificantes que devem estar radiantes da importância que lhes é atribuída) do até agora único candidato e mexem e remexem no assunto. Quase parece que estão a preparar uma candidatura alternativa...

 

O que se entende ainda menos, é que se a gestão daquele clube é tão ruinosa, tão danosa e cheia de ilegalidades e truques, não seria do interesse do Sporting como rival, que essa linha de rumo se aprofundasse até ao estoiro final?

Do lado de lá, já se lê nos que criticam o presidente, que esta "enxerição" do Sporting em assuntos internos daquele clube só tem o condão de fortalecer e agrupar os sócios à volta do seu presidente.

 

O que aliás lembra o que aconteceu com a soberba a determinado momento do campeonato do ano passado que teve como resultado o seu agrupamento e em volta de treinador e plantel, com os resultados conhecidos.

 

Ora quando, a um quinto do campeonato, já perdemos um terço dos pontos do ano passado, e o que deveríamos estar a fazer era arrefecer o clima e esvaziar a pressão que os adversários estão a tentar (e conseguir) promover, desestabilizando-nos, o que voltamos a fazer é atirar gasolina para um fogo que arde com vigor, sem que dessa acção se perceba qual a vantagem que se possa tirar.

 

E a "Comunicação Sporting Clube de Portugal" que não esqueça, que as eleições por cá são já a seguir e que o que vai, pode voltar...

 

A não ser que haja algum conhecimento e receio do que possa vir por aí e já se esteja a agir preventivamente de maneira a aligeirar a carga.

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publicado às 11:52

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Perdemos cinco pontos até agora. Não é um fatalismo mas é preocupante a forma como os perdemos.

A derrota em Vila do Conde foi aterradora pelo péssimo desempenho da equipa e o empate em Guimarães, depois de estar a vencer por três bolas a zero, era uma aposta de risco em que poucos apostaram a faltar menos de vinte minutos para o término da partida.

Bruno de Carvalho, na última Assembleia Geral, apressou-se a chamar a Si as responsabilidades destes últimos resultados. O seu discurso, longe, muito longe dos discursos carismáticos e populistas que o identificam, foi feito sem alma e sem ritmo. Uma leitura em direto para pouco mais de uma centena de Associados onde ficou claro que Bruno de Carvalho começa a perder a autonomia que o caraterizou nos primeiros tempos de presidência, estando agora mais controlado e com menos margem de manobra.

Como é sua imagem, e nos poucos momentos que retirou os olhos da leitura, aproveitou o contexto para apelidar de “ratos” os que o criticam. “Cobardes” os que têm opinião, e claro, deixou claro que não ia dar “descanso” a quem se intrometesse no seu caminho.

Todo o discurso foi pleno de incoerências e de lugares comuns, apesar de não ser novidade na sua forma de atuar, e aqui me repito, deixou no ar a ideia que foi empurrado para a linha da frente com um conjunto de conceitos “pescadinha rabo na boca”, que antes de o ouvirmos já saberíamos o que esperar. A apologia dos “ses”, se tivéssemos ganho, se tivéssemos marcado, se tivéssemos sozinhos no mundo eramos certamente os maiores do universo.

Bruno de Carvalho está a perder a sua principal virtude, goste-se ou discorde-se dela, que era a capacidade de surpreender. A surpresa nem sempre era positiva, mas tinha o condão de destapar e tocar em assuntos que eram do interesse dos Associados e Adeptos mais desinformados e mais jovens.

Esta mudança pode indicar também o clima de medo e até fantasmagórico que se vive em Alvalade com o aproximar da data das eleições. A bola não entra, corremos o risco de cair para a Liga Europa, e no campeonato já perdemos cinco pontos e não temos deslumbrado como na época passada.

A exigência desta época é muito maior. Estão muitos milhões em cima do relvado que não podem encontrar desculpas na arbitragem ou continuar a apontar a já falida e batida desculpa que o Sporting perdeu peso por culpa dos antigos dirigentes.

Antigos dirigentes esses que já foram ouvidos e deixaram claro como a água que foram alvos inocentes de uma guerra que o Presidente atual se serviu para chegar ao poder. É agora tempo de começar a devolver a dignidade a todos os visados, e isso vai custar muito caro a Bruno de Carvalho.

Em relação aos Associados processados, três zero! Três derrotas sem precedentes, sendo o Presidente alvo de chacota até dos responsáveis máximos das audiências, onde os processos eram uma autêntica comédia. Três derrotas, três despesas para o Sporting.

 

O caso Doyen continua na ordem do dia, onde o discurso da dupla almofada não mais foi que areia para os olhos. Perdemos, estamos em fase de recurso, as esperanças são muito poucas, até pela forma como o Presidente se referiu ao processo na sua homília do passado domingo.

Posto tudo isto, temos as modalidades a dar cartas, o que é importante, resta saber com que preço e com que fatura no futuro. Os orçamentos do Andebol e Hóquei evoluíram para perto do orçamento do Futsal. O Atletismo está em total remodelação, mais uma. Aguardemos por títulos, e por uma autogestão que só as vitórias podem oferecer.

Na relação com a banca, surgem notícias da necessidade de avançar com vários milhões até ao final da época, fala-se em adiantamentos da NOS ou de outros contratos já celebrados. Se assim for, o modus operandi, tão criticado que foi no passado, continua a ser sistema instalado, usado e abusado pela atual direção.

A este Sporting, nesta fase pede-se silêncio e outro nível de relacionamento com os Seus e os rivais. Sabemos que com Bruno de Carvalho isso é uma tarefa complicada, um pedido praticamente negado à partida. Mas o Sporting vai perdendo, vai caindo, os rivais vão vencendo, vão conquistando, e nós, bem nós continuamos com o Karma tão leonino de perder e cair na praia.

 

Na Academia a Equipa B começa a vencer. Foi necessário chamar um conjunto de jogadores adquiridos para começar a amealhar pontos. Situação bem diferente de um passado recente, onde a base da equipa era na sua quase totalidade oriunda dos escalões de formação. Escalões esses que evidenciam poucas esperanças a curto prazo, onde a qualidade não chega aos níveis dos anos passados.

E para terminar, a comunicação, sempre a comunicação, que é o interlocutor de todos estes erros e devaneios. Apontar o outro, desviar atenções, apostar no insulto não são formas nem estratégias que se compadeçam com a ética e a moral sempre defendidas pela Instituição Sporting. A Nuno Saraiva, experiente profissional pede-se mais elevação, mais trabalho junto das redações e nos meios do Clube e menos lixo redigido nas redes sociais. A roda foi criada faz muitos anos, veja-se os exemplos dos Clubes que nos rodeiam para percebermos que estamos nitidamente no caminho inverso e até fora de época no que ao tom e caminho de comunicação se deveria seguir.

Uma palavra de apreço ao Capitão Adrien Silva, que vai ficar mais de um mês parado. A sua falta vai-se se sentir, o pulmão deste Sporting, o grande esteio do meio-campo. Que volte totalmente recuperado e a tempo de devolver ao Sporting a sua qualidade e raça de jogo. É de jogadores como Adrien que a História do Sporting se fez. E nunca, jamais, foi escrita pelos impropérios e erros de direções e outros peixes comensais que navegam nas suas costas.

 

 

 

 

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publicado às 11:34

"Rato escondido com o rabo de fora"

por O 6º Violino, em 03.10.16

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Março de 2011. Festejos do empate caseiro frente à União de Leiria, na altura da apresentação de Van Basten.

Pouco tempo depois de uma derrota com o eterno rival da Luz.

Assim começou a fase dos ratos. 

Os ratos do teclado (os Brunos Marionis ou Gimenez da vida, os ratos da Young Network, empresa de comunicação que trabalhou "pro bono", entre outros animais da mesma espécie).

Não foi a primeira vez que este adjectivo foi utilizado por Azevedo de Carvalho em reuniões magnas de associados. Não foi o primeiro adjectivo depreciativo utilizado para caracterizar os seus fantasmas internos. Raios partam os sócios, que não lhe fazem vénias, mas que lhe pagam o ordenado principesco, como nunca teve.

Já ninguém quer saber da fraca afluência às assembleias gerais do passado, em que o mesmo criticava a ausência de associados,e os presentes eram criticados por tudo aprovar sem nada querer saber. O que mudou?

Mudou que agora ninguém pede leitura de actas de assembleias anteriores, mudou que agora ninguém vai com o objectivo de chumbar contas e provocar eleições, mudou que ninguém vai com procurações para votar. Qual é o problema do Carvalho, afinal? Uma derrota e um empate no campeonato? Também se acha dependente de a bola bater na trave ou não? Tenha calma que o campeonato ainda está no inicio. Não descarregue a frustração em quem lhe paga.

No futuro, cá estaremos para escalpelizar os resultados desportivos e também os financeiros, resultantes desta loucura de investimento com o objectivo de tudo ganhar em ano de eleições. 

Não confunda os sócios que apelida de "ratos" com o desejo de derrotas que tinha no tempo de Godinho Lopes.

Não ache que os sócios são todos parolos e que acreditam em prosas estudadas para serem lidas em assembleia geral. É tudo muito forçado, já. Esqueça, vá em frente.

Por falar em esquecer.

Chegou ao fim mais um processo a um associado. Não chegou a julgamento. O Sporting paga as custas, à semelhança dos dois anteriores. Afinal, a montanha pariu um rato, e o Sporting paga a conta da leviandade do Azevedo de Carvalho.

SL

 

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publicado às 16:26

Lamentável

por Trinco, em 02.10.16

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A escrever a caminho das 24 horas depois para não deixar a revolta e a desilusão tomar conta do discurso, continuo a ter esta palavra, lamentável, como o adjectivo mais civilizado com que consigo traduzir o sentimento decorrente do que se passou ontem.

 

E se foi lamentável que uma equipa que se afirma candidata (e é, e continua a ser), que tem provavelmente o mais caro plantel da história do Clube e seguramente o treinador mais caro de sempre do mesmo, perca dois pontos depois de estar a ganhar por 3 golos, tão ou mais lamentável é o discurso de desculpabilização assumido à posteriori por tantos.

 

Dos jogadores voltámos à conversa do "é futebol" ou do "é preciso levantar a cabeça" que tão tristes memórias carrega.

 

Dos adeptos, e alguns que não são exactamente apenas e só adeptos, o recurso à desculpa com o árbitro é ridícula e envergonha o Clube. Numa equipa nas circunstancias acima descritas, a ganhar 0-3, aos 70 minutos, com o treinador no banco (sim desta vez não tinha sido expulso), nem que tivesse sido o árbitro a marcar o golo (perdoar-me-ão a hipérbole).

 

Desde 2013, nunca temos responsabilidade de nada! (menos quando dá jeito para queimar alguém). São sempre os árbitros, a liga, a federação e o raio que o parta! Cresçam! Tornem-se homens e assumam os nossos erros e pecados. Perdemos 2 pontos por culpa própria!

 

Mas não contentes com isso, os mesmos que se arvoraram em defensores da honra do Tonel no ano passado, acusam agora do mesmo, um jogador de um adversário de um rival. Logo na mesma jornada em que beneficiamos de um enorme pato dum guarda-redes adversário.

 

Não bastava a soberba que nos tira pontos, a vossa cegueira envergonha a história do Clube e todos os Sportinguistas por igual.

 

P.S. Ao próximo que vier comentar sobra a pretensa infelicidade nas vitórias e felicidade nas derrotas que nos acusam, recomendo reverem o que se passou em Alvalade no dia 19 de Março de 2011.

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publicado às 18:51

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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