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Milhões

por Trinco, em 16.06.16

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Depois dos €50M dos russos, dos €70M milhões dos americanos (cortesia do "representante da ONU" Baptista da Silva) eis que são atirados mais €80M, recusados por um jogador em Janeiro. E nem se trata de uma "invenção" jornalística, ou ironia em relação a uma venda de um rival (como cheguei ontem a ler). Foi mesmo discurso directo e há até a prova em formato video. E nem sequer era uma oferta com letras pequenas e objectivos difíceis de alcançar. Era a pronto!

 

Antes de mais, acreditar que alguém chegue ao Clube, na vigência das contratadas clausulas de rescisão, e apresente uma proposta equivalente a 33% acima da mesma, é de uma ingenuidade assustadora. E não sei se será mais assustador a desfaçatez de quem o afirma ou a cegueira de quem o aceita acriticamente. Como ainda pior é verificar que quem tinha €80M em Janeiro, não tenha tido €60M agora antes da mesma clausula expirar e continuar a acreditar.

 

Mas uma vez afirmado pelo próprio (e repetido na meia hora do presidente no canal do regime sem explicação alguma tirando a habitual verborreia), a declaração ganha força de verdade e é sobre ela que se tem que avaliar as coisas. E assim sendo, esta recusa é má gestão. Sob qualquer prisma. Não é má, é péssima. E já que Azevedo de Carvalho gosta tanto de tribunais, não se podendo aplicar o Artigo 235º do código penal referente a Administração danosa por este só ser referente a empresas públicas, relembro-lhe o Artigo 235º referente a Infidelidade que refere que:

 

1 - Quem, tendo-lhe sido confiado, por lei ou por acto jurídico, o encargo de dispor de interesses patrimoniais alheios ou de os administrar ou fiscalizar, causar a esses interesses, intencionalmente e com grave violação dos deveres que lhe incumbem, prejuízo patrimonial importante é punido com pena de prisão até três anos ou com pena de multa.

 

Não há um jogador que seja, no plantel do Sporting que valha esta recusa. Nenhum. E estes €80M significariam a possibilidade de alavancar uma estabilidade económica sem precedentes nos últimas décadas de Clube, algo que está longe de ser irrelevante. Poderia permitir, apostas desportivas mais ambiciosas a partir dessa mesma estabilidade. Assim, é um nada que de nada nos serve, a não ser como tiro falhado numa pré-campanha aflita que já leva 6 meses, mesmo com declarações (isto ontem foi fértil) de não estar minimamente preocupado com elas...

 

Já no ano passado, se recusaram €12M (não, não foi o jogador a recusar) por um jogador em rota de colisão, inclusive com referencias jocosas ao clube que se viria a tornar campeão inglês.

 

Entretanto, no mesmo período da pretensa oferta, despacham-se jogadores relevantes para o mesmo objectivo assumido como razão para a recusa (€5M nas contas de cá, €7M nas informações de lá, no que ao que parece é tactica comissionoista para continuar), contrata-se um jogador de 27 anos com uma dezena de minutos nesta época para ama de companhia de outro, contrata-se outro da mesma idade, que passou o ano a ser suplente do suplente por €2M depois de ter sido oferecido livre há um ano, havendo uma alternativa de valor proveniente da formação e vário entulho contratado desde 2013, a uma média de €10M por ano gastos, para o mesmo sector (Paulista, Slavchev, Rosel, etc).

 

Deve ser um novo conceito de excelencia e rigor!

 

P.S. Se isto, em conjunto com a reclamação da revisão da contabilidade dos titulos que hoje até sai à estampa no jornal do Clube, com as visitas guiadas aos velhacos dos jornalistas, às obras no estádio e academia a lembrar a mais anacrónica politica de fachada praticada por essas autarquias e não só afora já tem mão da nova direcção de comunicação, estamos fortes..."muita" fortes!

 

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publicado às 08:54

Contabilidades

por Trinco, em 14.06.16

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A cada fim de época, penosamente para nós, voltam as dúvidas acerca da contabilidade dos títulos. Para uns o actual campeão deveria contabilizar 32 e não 35, fazendo valer uma celebre capa da revista Record referente à época 93/94 onde aparece explicitamente a referencia ao 27º titulo. Tendo desde então ganho mais 5, deveria ter os tais 32.

 

Acontece que algures entre essa altura e o presente, alguém se lembrou que se deveriam contabilizar os Campeonato da Liga da Primeira Divisão ocorridos entre 34/35 e 37/38. Pode-se discutir a pertinência da decisão (se é que a houve oficialmente) e até a "feliz coincidência" de ser esse clube o mais claramente beneficiado com essa recontagem, com 3 títulos em 4 disputados. Pessoalmente, tenho algumas reticencias em aceitar que essa prova experimental possa ser considerada para estes efeitos, mas sendo transversalmente aceite, pouco nos resta a fazer.

 

O que me custa bem mais é que seja agora o Sporting, através do seu canal de televisão (com erros de aritmética e tudo) a promover uma revisão histórica à conta das 4 vitórias no Campeonato de Portugal até 1934, que apesar da sua nomenclatura é historicamente aceite como sendo o precursor da Taça de Portugal, com eliminatórias e final a uma mão, sem qualquer fase disputada a pontos.

 

No limite (mas no limite mesmo) seria razoável reclamar a contabilização de 20 Taças de Portugal. Fazer isto é, além de desconhecimento histórico, um triste folclore que nada mais o move se não o maior interesse dos "pensantes" do Clube desde 2013 que é, apenas e só, o rival.

 

Provavelmente aperceberam-se que além de já irem no tri (em três anos de vigência desde conselho directivo), para o ano têm a possibilidade de fazer o tetra, algo inédito no seu historial e do qual nos podíamos orgulhar de já ter conseguido e, pior que isso, dobrar os títulos de Campeão Nacional que detemos.

 

Pior ainda quando tal acontece em ano de eleições...

 

Espero que tal não aconteça, pois será algo muito dificil de digerir (e sim, com responsabilidades em todos os que geriram e gerem o Clube desde os anos 80).

 

 

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publicado às 09:52

Missionário

por Trinco, em 13.06.16

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Parece que a missão acabou! O que atabalhoadamente começou, chegou ao fim.

 

Pré-lançada à pressa e sem contextualização ou suporte em Abril de 2014 pelo speaker num jogo de futebol, sem possibilidade de imediata de aderir, sem informação e sem quase nada que não fosse a vontade dos Sportinguistas em terem um Pavilhão.

 

E foi só passado um mês que a recolha de donativos nasceu, com um site, um contador e uma FAQ carregada de erros e lapsos e por isso mesmo alvo de edições atrás de edições.

 

Inicialmente, foi assumido que o Pavilhão estaria dependente apenas e só destas contribuições. Era o que constava no site. Até que o Manchester "contribui" com €8.93M para a missão, condicionando no entanto o seu funcionamento, até serem angariados €10.0M (conforme comunicado à CMVM em 19 de Agosto de 2014).

 

Esse valor terá sido atingido há dias.

 

2 anos depois, 22.391 contribuições angariaram o tal €1.07M (que me resta acreditar tenha sido alcançado pois o contador de donativos desapareceu). 11.200 contribuições e €535k por ano de vigência, 47€ de contribuição média.

 

Tirando posições de principio (legitimas), razões pessoais e desconfianças com os procedimentos da Missão, num Clube em que muita gente enche a boca com o ecletismo, num Clube que afirma 3 milhões de adeptos e estar a caminho dos 140.000 sócios, apenas cerca de 15% terão considerado válido o esforço. E isto, na minha opinião está longe de ser um sucesso.

 

Revela que para alguns Sportinguistas de mão no peito e "o mundo sabe que..." na boca, as modalidades são algo com palmarés que dá jeito para as discussões com os rivais, umas coisas entretidas que só interessam quando se joga com esses mesmos rivais, nas quais só se deve investir quando ganham e algo sobre as quais apenas têm uma vaga ideia do que são (ainda ontem pude comprovar isso em Odivelas).

 

Espero que ao menos cubra o custo do mural onde vão ser gravados os nomes dos missionários.

 

Nota: O autor foi um dos 22.391 que contribuíram.

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publicado às 12:24

Apetites

por Trinco, em 11.06.16

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Diz Azevedo de Carvalho que "quando cheguei os jogadores não eram apetitosos".

 

Seguramente eram parte de uma equipa, económica e desportivamente desequilibrada, e que na urgência vivida teriam que ser vendidos de modo a garantir receita que permitisse reestruturar o edifício-futebol do Clube.

 

Ainda assim, dizer que não eram apetitosos quando se consegue colocar Schaars, Arias, Rinaudo, Gelson, Bruma, Illori, Dier e outros por, exactamente, ter existido apetite para a sua compra, é extremamente redutor e auto elogioso, como se desde então alguma transacção verdadeiramente extraordinária tivesse acontecido. 

 

Aconteceu Rojo, que fazia parte do lote de jogadores já existentes. Como fazia o mal-amado Elias que em perda ainda consegue gerar mais ganhos (e que poderão ser mais caso a transferência para a China aconteça) que Montero vendido a meio da época. Como fazia parte da formação anterior a 2013 Cedric, e os agora apetecíveis William, João Mário ou Adrien. Slimani chegará para isso tudo?

 

Aceito que não estavam valorizados, pois isso é uma evidencia e decorre da época desastrosa de 12/13. Mas que eram apetitosos, é inegável. Fossem as dezenas de contratações feitas desde então tão apetitosas e estaríamos seguramente com uma pujança verdadeiramente incomparável. Conseguíssemos vender Cissé, Sacko, Rosell, Samba, Slavchev, Gauld entre outros (muitos) pelo valor médio que renderam os acima referidos e isso seria uma realidade.

 

Mas o apetite continua...A substituição do relvado, por causa de algo que a própria empresa (RED) que está a proceder à empreitada identifica na sua página como "reparação do sistema de drenagem e alteração do sistema de rega" (e não substituição ou remodelação integral) passa de um valor estimado de €150k-€200K para mais do dobro (€500k) sem que se perceba verdadeiramente a razão para essa tão grande diferença.

 

Também os camarotes estarão a ser alvo de intervenções no mesmo valor (€500k). Existem em Alvalade 1512 lugares de camarote, mais 1968 lugares em Business seats e VIP seats, num total de 3480 lugares. Caso esta intervenção se restrinja aos lugares de camarote, teremos uma intervenção de €330 por lugar (€143 por lugar caso se contabilizem os outros lugares privilegiados). Um valor substancial para uma intervenção de remodelação...

 

Sobre isto duas coisas: Que no relvado as condições para os actores mais importantes deste espectáculo sejam irrepreensíveis, e que o sejam por muito tempo; e que as remodelações em camarotes finalmente permitam que a venda deste tipo de produto produza mais-valias compatíveis com a sua exclusividade e não sirvam apenas como moeda de troca para bem e serviços.

 

Ainda assim gostaria de lembrar a promessa nº 64. do programa eleitoral sufragado como vitorioso em 2013: "Implementação de procedimentos de contratação pública", algo que não aconteceu e continua a não acontecer...

 

Por último, que a refeição já vai longa e chamemos-lhe sobremesa, um tweet, que vale o que vale, passa razoavelmente despercebido, mas refere a formalização de uma parceria com um grupo financeiro suíço com vista à antecipação de receitas, no que não é nada mais nem nada menos que o que se fez recorrentemente durante anos e anos de "projecto" com os desastrosos resultados que se conhecem, sendo que convém sublinhar que ninguém nos antecipa receitas por causa dos nossos lindos olhos ou pela voz maviosa do presidente...

 

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publicado às 09:09

Os Jogos Olimpicos

por Trinco, em 09.06.16

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 2016 é ano de Olimpíadas. E faltam 57 dias para começar

 

Este ciclo Olímpico iniciou-se durante o ano de 2013 com definição de objectivos e metas, bem como o planeamento para as alcançar.

 

Este ciclo Olímpico é maioritariamente da responsabilidade deste conselho directivo e desta vice-presidência para as modalidades.

 

Segundo o Comité Olímpico Português, estão neste momento qualificados, na representação Portuguesa, 85 atletas, 26 dos quais em 3 equipas à espera de convocatória (18 para a de Futebol, 2 para a de BTT e 4 para a de Ciclismo). Além destes qualificados, ainda existem 4 atletas com mínimos que ficam de fora (2 irão como suplente) pela restrição de quotas de presença por país em determinada prova

 

Excluindo os 26 atletas por selecção para as 3 equipas atrás referidas, dos mesmos 59 atletas qualificados, 15 são do Sporting. 7 no atletismo, 2 na canoagem, 1 na ginástica, 3 no judo, 1 na natação e 1 no tiro.

 

Nas últimas Olimpíadas, em 2012, em Londres, o Sporting fez-se representar por 19 atletas, 17 dos quais em representação nacional em 77 qualificados, sendo que para comparação não houve equipas com atletas escolhidos por selecção.

 

Ou seja, o Sporting contribui com 25% dos referidos 59 atletas. Para Londres tinha contribuído com 22% dos 77.

 

Acontece que neste momento há quem tenha 18 atletas qualificados (30%). O que desmente um pouco a imagem de força dominante que tem sido vendida. Já fomos, mas, infelizmente, não somos neste momento. Mesmo admitindo que estes números não sejam finais e que os finais nos possam ser mais simpáticos.

 

Os dois últimos ciclos Olímpicos foram um desastre. Para Portugal e para o Sporting. Uma enorme desorganização e desinteresse que desperdiçou recursos, deixando muitas vezes os atletas ao abandono, potenciado pela fase critica económico-social que o pais atravessou e atravessa.

 

O Sporting apresentou o programa Sporting Olympics a 22 de Fevereiro deste ano, no que mais pareceu uma acção de pré-campanha, com 38 atletas em si englobados (menos de 40% de aproveitamento imediato). Obviamente que seria irrealista pensar que a menos de 6 meses da competição este programa pudesse verdadeiramente suprir algo que se projecta a 3 ou 4 anos.

 

Assim, o que se espera, é que a 22 de Agosto, o programa comece a trabalhar efectivamente com o pensamento em Tóquio 2020, de preferência com mais atletas e com uma taxa de aproveitamento bem maior e que além de nos auto denominarmos como a maior potencia olímpica nacional, o façamos verdadeiramente por ser, percebendo também que para isso, por vezes, o resultado imediato e mediático tem que ser sacrificado.

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publicado às 13:57

Coragem?

por Trinco, em 08.06.16

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Muito tenho lido e ouvido sobre a alegada coragem indomável do actual presidente. Inclusive, foi publicada uma espécie de biografia intitulada de "O Presidente Sem Medo", assinada pelo agora dispensado Bruno Roseiro e cujo press release que acompanhava o seu lançamento disso mesmo dava conta num texto pejado de elogios heróicos.

 

No entanto essa coragem demonstra-se onde mesmo?

 

Quando, na altura da 1ª candidatura afirmava off-record que o que queria mesmo era ganhar relevo que o tornasse um notável para assim aceder a outras plataformas (e remunerações) mediáticas?

 

Quando disse que trabalharia com Duque e Freitas desde que fosse presidente?

 

Quando, durante dois anos fez, livremente e sem grandes perseguições, oposição e campanha, gerando ruído diário com grande exposição nas mais variadas plataformas?

 

Quando cavalgou a enorme onda de contestação contra um Conselho Directivo desagregado e em derrocada?

 

Quando apresenta uma réplica da reestruturação anteriormente aprovada, caucionada por um dos nomes do anterior status quo?

 

Quando insinua e insulta por interposta comunicação social, mas prima pela ausência e recusa a formalização da critica nos actos legítimos das entidades?

 

Quando afirma o desespero por não o deixarem cair em plena Assembleia Geral?

 

Quando rompe contratos unilateralmente e desrespeita o assumido pelo Clube expondo-o a outro tipo de riscos?

 

Quando afirma uma coisa e depois não dá a cara quando resolve o exacto oposto?

 

Quando desaparece nas derrotas?

 

Quando processa e expulsa ex-dirigentes deixando Pereira Cristóvão de fora?

 

Quando monta uma máquina de propaganda e controle que persegue tudo e todos que o ousem questionar?

 

Quem tem que ter coragem neste momento é quem quer que seja que conteste e mais ainda quem quer que seja que se proponha a apresentar como alternativa em eleições. Seja um Barreiros, um Severino (como aliás já sentiram na pele nas últimas semanas) ou outro qualquer.

 

Com o garrote controlador e manipulador de toda a comunicação ao seu serviço (com campanha diária), com Jornal, TV, AG's geridas e transmitidas a seu bel prazer, alguns núcleos seleccionados, claques e redes sociais e acima de tudo sem qualquer respeito por ninguém que o confronte e enfrente, quem terá que ter coragem serão estes!

 

 

 

 

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publicado às 11:19

Azevedo explica! Não complica!

por Lizardo, em 08.06.16

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João Mário é nos dias de hoje, depois de acabar a época, o nosso maior ativo. Fez uma grande época, onde provou dentro de campo as indicações que foi dando durante os seus muitos anos de formação e afirmou de forma definitiva a excelente época que fez também com Marco Silva.

 

João Mário é o típico jogador que um Clube com um projeto e uma estratégia bem definida ambiciona ter. Formado dentro de casa, pouco ou nada mediático fora do relvado, um estandarte que orgulha os Sócios e Adeptos e que promove a inveja aos rivais pelas suas qualidades como jogador e pessoa.

É cada vez mais complicado segurar jogadores deste calibre no pobre e vergonhoso campeonato português, o último que transportou a nossa camisola como poucos foi Beto Severo e agora temos Rui Patrício que esperamos todos que continue por muitos e bons anos a par de Adrien Silva.

 

João Mário deveria ser intocável, mais que qualquer dirigente ou treinador. Mas o que vamos assistindo é exatamente ao oposto.

Fala-se que é um jogador para render 60 milhões de euros, mas não se cumpre com o prometido durante a sua renovação de contrato.

 

Os jovens da formação sempre foram tratados de forma desigual em Alvalade. Cédric saiu porque não viu o seu vencimento igualar o de Adrien Silva, e se bem nos lembrarmos, fez um percurso praticamente igual, mas tinha na época mais internacionalizações e era o jogador com mais anos de Sporting em todos os anos de formação.

 

Illori não se conseguiu segurar, Dier, que hoje é titular indiscutível de Inglaterra, saiu da forma que todos sabemos, vindo o pai do jogador recentemente afirmar em entrevista que o atleta não ficou em Portugal devido à resistência negocial de Bruno Azevedo de Carvalho. Como estes temos mais exemplos, onde o jogador formado internamente tem um tratamento diferente do jogador comprado. A diferença é evidente. Os nossos formados jogam, defendem a camisola, ou outros, os búlgaros e escoceses ganham dinheiro e tiram fotos na praia.


Felizmente esse paradigma começou a ser alterado ainda na gestão de Godinho Lopes com a polémica renovação de Adrien. Rui Patrício é hoje um dos mais bem pagos também, e esperamos que em breve, Gelson e Rúben Semedo cheguem a esse patamar. João Mário, claro está, a par dos três primeiros, com a companhia de William Carvalho, merecem ser os jogadores mais bem remunerados do plantel, não só pela qualidade, mas pelos anos que oferecem ao Sporting. Da casa, com cultura de Sporting, e acima de tudo, acarinhados pelos Sócios e Adeptos.

Tudo isto parece tão evidente que estas últimas notícias sobre a renovação de contrato do irmão de Wilson Eduardo nos deixam a pensar que estratégia ou que interesses se escondem e habitam na mente de Azevedo de Carvalho.

 

Uma estrutura de futebol obriga a referências dentro do balneário. O Porto tem André, João Pinto, Paulinho Santos, o Benfica Rui Costa, Shéu, nós temos um escondido Manuel Fernandes, que assim conseguiu ser silenciado e um Augusto Inácio, que brilhou mais de azul e branco, como Octávio Machado que do chamado “futebol moderno” percebe “bola”.

Em suma, há todo um conjunto de questões que mereciam uma resposta urgente por parte do Presidente. Bem sabemos que este episódio não envolve o Benfica. Se assim fosse já teríamos uma resposta à altura. Assim, vamos supondo, e vivendo na angustia, que todos os anos vivemos, de ver sair de forma pouco digna as nossas maiores referências de futuro, e com Bruno de Carvalho já saíram muitas e muitas mais se vão seguir, em todos os escalões de formação e nas mais diversas modalidades.

PS: Confundir o Presidente com o Sporting é uma estratégia que me preocupa. Fazer capa com “João Mário magoado com o Sporting” não me parece verdade. Agora acredito piamente que estará magoado com o Presidente. E sobre isso tenho cada vez menos duvidas.

PS2: A SAD está em mudanças, o Mosquito investe, o Sobrinho prepara-se para sair, Manaus é um destino de sonho para viver a vida. Lavagem, off-shores, comissões e Família, eis o novo Sporting.

 

 

 

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publicado às 09:40

Neste fim de semana

por Trinco, em 06.06.16

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Neste fim de semana conquistou-se o 33º titulo de campeão de ténis de mesa. O regresso aos títulos numa secção gerida em grande parte por pura dedicação e amor e que assim afasta algumas nuvens que pairavam sobre a sua existência. O titulo é acima de tudo deles, por mais encenações que se façam nas entregas da respectiva taça ao representante do Conselho Directivo...

 

Neste fim de semana, os Juniores de Futebol foram vice-campeões, sem festa, depois de terem hipotecado a dependência apenas dos seus resultados com uma equipa fortemente representativa da sua própria formação na semana passada.

 

Neste fim de semana, os Juvenis de Futebol, considerados por muitos como a melhor equipa que neste momento a formação possui (tendo visto parte do jogo, diria menos má) repetiram o empate da jornada anterior, agora em casa seguindo a 3 pontos da liderança da fase de apuramento de campeão.

 

Neste fim de semana o Hóquei garantiu um dos dois objectivos assumidos, o acesso directo à Liga Europeia, não deixando de ser irónico tê-lo feito na ausência das vetustas apostas de inicio de época, recorrendo aos mais jovens. Já perceber que a aposta se repetirá tem pouco de ironia...

 

Neste fim de semana o Andebol, já arredado da competição, viu o ABC ser campeão, com uma equipa, verdadeiramente uma equipa, cheia de garra, carregada de jogadores portugueses e de formação, alguns dispensado pelo Sporting e um treinador igualmente português acrescentar à taça Challenge o titulo de Campeão Nacional.

 

Neste fim de semana os Iniciados de Andebol perderam a final do Campeonato Nacional, seguindo os Juvenis em 4º na fase final a 5 pontos do primeiro, com dois jogos por disputar.

 

Neste fim de semana os Juniores de Futsal garantiram categoricamente o acesso à final do Campeonato Nacional

 

Neste fim de semana o Futsal sofreu para passar a 1/2 final, perante uma equipa que teve tanto de forte como de anti-desportiva, tendo precisado dum erro daquele que até então tinha sido o expoente máximo em ambas as características da sua equipa para conseguir levar o jogo 3 para prolongamento a 53 segundos do fim. Que somos a melhor equipa, não tenho dúvidas, mas é preciso que todos, mas todos mesmo, interiorizem que estatuto não vence jogos.

 

Neste fim de semana, o público em Odivelas carregou a equipa ao colo em ambos os jogos. De longe o MVP deste fim de semana. Mas também no seu melhor pano caíram as nódoas de todas as escarradelas lançadas para campo em atitudes que não se entendem nem coadunam com o que é ser Sporting. Isto não é pressão, é ser reles e não saber estar!

 

Neste fim de semana o presidente esteve ausente do jogo de domingo.

 

Neste fim de semana, enquanto as coisas aqueciam à volta da quadra, aquele que deveria funcionar como "amortecedor" funcional e moral do comportamento dos adeptos e seus grupos de apoio via o jogo descansadamente na tribuna em vez de exercer a sua influencia de maneira a que as coisas serenassem rapidamente, tendo tido que ser o director do futsal que estava como delegado ao jogo e o capitão de equipa a fazer esse papel. E vamos pagar pelo que aconteceu. Resta saber quando.

 

Neste fim de semana também, o médico do Sporting teve que sair do banco de suplentes entre o jogo e o inicio do prolongamento, tendo chegado ao mesmo já o Caio estava a ser tratado pelo enfermeiro dos festejos do 4º golo, por não haver equipas socorristas no pavilhão para atenderem o público.

 

|Foto ilustrativa de MIGUEL A. LOPES/LUSA|

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publicado às 11:58

Contas...

por Trinco, em 01.06.16

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Sem muito tempo para ver com mais atenção os números e sem grandes comentários, algum dados, o mais factuais possivel, saltam à vista:

 

Os resultados depreciaram quase €40M num ano. De €22,125M positivos no Q3 de 2015, para €17,106M negativos no Q3 de 2016.

 

O diferencial entre gastos e perdas operacionais sem transacções com jogadores (€55,669M negativos) e os rendimentos e ganhos operacionais sem transacções com jogadores (€54,747M positivos) está longe de cumprir a limitação de 60% prometido em programa eleitoral.

 

Os rendimentos operacionais melhoram €10,769M, e ainda assim não cobrem os resultados negativos

 

Os gastos e perdas operacionais e gastos financeiros aumenta €19,341M decorrendo essencialmente do aumento de gastos com o pessoal (€35,757M) de €17,604M

 

O passivo aumentou €17.048M situando-se agora nos €245,547M.

 

Temos €12,836M a pagar a fornecedores, €6,131M dos quais em comissões. No último R&C de Godinho Lopes esse valor foi de €6,058M.

 

Daqui decorre, parece-me, que para tornar as contas cumpridoras do Fair Play financeiro que uma ou mais vendas significativas terão que acontecer, e que eventuais reposições terão que ser cuidadosamente abordadas.

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publicado às 11:01

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