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Raiva!

por Trinco, em 16.05.16

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Ontem, a emoção começou em tristeza e desilusão. Tristeza pelo desfecho e desilusão pela leitura emocional do que podia ser o fim de dia que a parte racional não conseguiu evitar.

 

Mas essas emoções, após o desfecho, rapidamente se transformaram em azia e angustiada raiva. Angustiada por perceber que será difícil dar a volta ao desmantelamento do ADN Sportinguista, aquele pelo qual jurámos e que agora vemos permanentemente posto em causa.

 

Por opção, assim que acabou, desliguei o computador, sabendo que em telemóvel não escreveria nada. Principalmente, nada que me arrependesse por escrever a quente.

 

Fechei janelas e vi 3 episódios seguidos de "House of Cards". Dormi mal.

 

De manhã, como tinha acontecido ontem, vesti-me de verde e saí para a rua.

 

De manhã. como tinha acabado ontem, a raiva permanecia. E a azia também. E a raiva pela azia ter tanto de origem na vitória do rival como na nossa conduta, não restrita sequer a este ano.

 

Raiva por perceber que nos comportamos como aqueles que durante anos criticámos.

Raiva por perceber que estamos cada vez mais igual a eles.

Raiva por perceber que nos rebaixámos ao jogo deles achando que sairíamos limpos, tendo obviamente perdido.

Raiva porque nos "declarámos" campeões à 8ª jornada.

Raiva porque em 12 jogos desperdiçámos 9 pontos.

Raiva porque fomos constantemente arrogantes e provocadores, no pior estilo lampião.

Raiva porque desvalorizámos ostensivamente os adversários.

Raiva porque nos dispusemos a ser as escoras e o cimento duma estrutura rival em clara derrocada.

Raiva por perceber que fomos tão permanentemente barulhentos que já ninguém nos liga quando reclamamos.

Raiva porque disparámos contra tudo e todos criando um condicionamento negativo a nós próprios.

Raiva porque desperdiçámos os piores rivais em muitos anos e uma 2ª linha de competidores também bastante enfraquecida.

Raiva porque continuámos a carregar em terceiros o peso do insucesso quando nós próprios muitas vezes não demonstrámos competência suficiente.

Raiva por perceber que apresentámos, desportivamente, o melhor futebol, mas que fomos derrotados por um despromovido.

Raiva por perceber que fizemos um all-in que não conseguimos jogar.

Raiva por perceber que não foi isto que foi a votos em 2013.

Raiva por perceber que em 3 épocas, tudo foi mudando de maneira mais ou menos errática, de época a época sem sustentação ou ideia a médio prazo.

Raiva por perceber que este 2º lugar foi demasiado caro.

Raiva por perceber que as eleições foram trazidas a meio da época para o palco central, por quem tem responsabilidades pela estabilidade do Clube

Raiva por perceber que, muito provavelmente, desperdiçámos um dos meio-campos mais competentes que alguma vez tivemos, feito de produto próprio e consolidado em 3 anos de desenvolvimento.

Raiva por perceber que estes jogadores, com limitações e desequilíbrios mereciam mais.

Raiva por perceber que a onda criada, das poucas coisas conseguidas, ainda que muitas vezes sustentada em fanfarronice, merecia outro desfecho.

Raiva por perceber que se festejou um 2º lugar.

Raiva por perceber que a própria claque se juntou a esse apelo festivo.

Raiva por perceber que os mesmos que há semanas afirmavam que todos os meios eram legítimos e que não podíamos ser anjinhos, agora afirmem preferir 2ºs lugares mas ser honrados

Raiva por ter perdido o anscendente moral que nos permitia relativizar as vitórias alheias.

Raiva por ter que ouvir ou ler algumas declarações de alguns rivais e não ter como rebater.

Raiva por ver o rival a usar argumentos que eram nossos e só nossos para adjectivar a sua temporada de conquista.

 

E podia continuar...

 

 

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publicado às 09:16

Coisas...

por Trinco, em 14.05.16

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Estes são os dias em que todos damos uso aos chavões da esperança.

Que a esperança é verde, que a esperança é a última a morrer, de enquanto há vida há esperança, do enquanto for matematicamente possível, do enquanto houver 1% de possibilidades...etc.

São os dias em que vivemos o fim do campeonato com a mesma ilusão de quem mete o Euromilhões e "tem a certeza" que ganha, ou que acha que o IC19 não vai ter transito ou que já parou a chuva.

Por mim, mesmo que racionalmente não consiga ter ancoras que me permitam segurar a essa ilusão, emocionalmente lembro-me de Alkmaar. E antes desse, nesse mesmo ano do Newcastle em Alvalade. Lembro-me de um jogo de Taça contra o rival, lembro-me da final da Taça do ano passado...às vezes acontece. Pode ser que aconteça!

 

Quero ganhar, acho que já merecíamos, apesar de tudo o que nesta mesma época fizemos para nos sabotar e empurrar o adversário para longe do precipício. Acho até que em termos desportivos até merecemos, apesar do esbanjar de uma vantagem de 7 pontos e de muitos jogos bem abaixo dos mínimos exigíveis.

 

O que não me verão fazer, caso o desfecho não seja o desejado será festejar, seja de que maneira for, 2ºs lugares. Não nestas circunstancias. Isso é acima de tudo um desrespeito para o Sporting e para a sua história.

 

Depois das 19.00 de amanhã, começa uma nova época.

 

Uma época da qual já se ouvem rumores estranhos de mexidas na estrutura, com o OLA, ex-treinador adjunto do Sintrense, em 3 anos de mandato deste Conselho de Administração a chegar a Director de Futebol, sem que se perceba quais as suas competências além de ir buscar jogadores ao aeroporto. Pior, substituindo funcionalmente e de forma directa Octávio Machado, poderá ser interpretado como uma menorização deste, pois não é sequer comparável o peso relativo de cada um.

 

O regresso de Inácio à estrutura mais restrita do Futebol, depois de uma comissão de serviço como recadeiro, ainda que sob o titulo de directo para as relações internacionais.

 

Para compor o ramalhete, Guilherme Pinheiro, um auditor da KPMG, metido pela banca como Administrador da SAD, rasgado de alto a baixo pelo presidente e despromovido por causa do falhanço do negócio Cervi, iria agora para a direcção da Academia, substituindo um ex-vendedor de electrodomésticos.

 

Perante isto tudo, que espero não venha a ser verdade, a questão que fica é. E Jesus aceita isto? E Jesus fica?...

 

 

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publicado às 11:54

Para o ano é que é!

por Lizardo, em 13.05.16

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A presente época está a chegar ao fim, e seja qual for o seu desfecho, com ou sem festa, já estamos ou deveríamos estar a preparar a próxima época.

No ano passado, Bruno de Carvalho afirmava que não sabia que orçamento iria ter. A lógica era a hipotética presença, ou não, na Champions League. A verdade é que, muito antes de saber o desastroso resultado dessa campanha, investiu e muito, e na minha opinião bem, na contratação de Jorge Jesus e num conjunto de jogadores que acrescentaram qualidade e acima de tudo experiência, como Ruiz ou Aquilani.

Agora, com a presença na Champions garantida, apesar de penhoras e outros jogos de bastidores, que muitas dúvidas nos deveriam colocar, o dinheiro da liga dos campeões é uma realidade e nós vamos a jogo.

A nossa equipa atual tem valor, das melhores equipas dos últimos anos, muito por consequência da nossa Academia, Patrício está cada vez mais seguro, Rúben Semedo entrou para ficar no onze, Adrien é o pulmão da equipa e João Mário o seu motor. A juntar a estes nomes, Gelson é um portento pronto a explodir nos grandes palcos, e Mané sempre foi e acredito que ainda será um grande jogador de futebol e que muita utilidade nos irá oferecer.

O Plantel está portanto equilibrado mas deficitário. Para encarar uma Champions, um Campeonato e uma Taça de Portugal é necessário ter soluções alternativas de qualidade.

Na hipótese de sair João Mário, ficamos com muita dificuldade em encontrar um substituto à sua altura e classe.

Na hipótese de sair Slimani, ficamos reféns de um grande tiro de sorte num ponta de lança de créditos afirmados e que seja uma certeza de 20 ou mais golos durante a época.

Na hipótese de sair William Carvalho, teremos também muitas dificuldades em colmatar esta posição.

A equipa está mecanizada e oleada com estas peças. A verdadeira espinha dorsal, onde Coates veio acrescentar peso, força e qualidade defensiva.

Falam-se de vários nomes na porta de saída a juntar aos acima mencionados: Ewerton que vive mais minutos na marquesa que no relvado, Jefferson que tem vontade de sair desde a época passada, Teo que parece inevitável a sua saída, Aquilani pelo peso salarial, João Pereira que simplesmente saiu de cena, Esgaio e Tobias devem ser emprestados, e Matheus é uma incógnita.

Muito gostaria de ver ser dada uma oportunidade a Iuri Medeiros e a Palhinha, dois jovens com muita qualidade e que pelo percurso que fizeram na nossa formação e pelos Clubes onde têm passado, merecem uma oportunidade. Esgaio muito me entristece a sua saída. Foi sempre um pulmão e um jogador com uma disponibilidade muito acima da média em todos os escalões de formação.

E olhando para Alcochete não encontramos muitos diamantes para lapidar. Podence é realmente um jogador pleno de técnica, mas longe das qualidades de Gelson, Matheus ou Iuri. De todos onde mais deposito confiança é em Geraldes. Jogador maduro, bem formado, inteligente e com amor à camisola. Merecia outros palcos.

Dos jogadores comprados por esta direção nem um para formar o ramalhete. De Slavchev a Gauld, ou de Sacko a Cissé, nenhum tem qualidades para a Equipa B, impensável serem soluções para a Equipa A. Pena Marco Silva ter tido estes “reforços” na sua época. Jorge Jesus não utilizou um para amostra em toda a época em todas as competições.

Em suma, Bruno de Carvalho diz que vamos fazer “duas ou três” contratações cirúrgicas. Já o diz desde 2013. E nunca cumpriu esta premissa. Este Sporting da próxima época, se quer títulos tem obrigatoriamente de se reforçar. Mas reforços que cheguem, vejam e joguem e não promessas para tirar hipotético partido em 2020.

 

Tudo está na mão do Presidente, na sua Gestão de “excelência”. Vender ou segurar a nossa espinha dorsal: Patrício, Coates, William, Adrien, João Mário, Ruiz e Slimani. A estes necessitamos juntar qualidade e alternativas para uma época longa.

As hipóteses Layun, Oliver e Zivcoviv, que se falam, juntando ao desconhecido Spalvis parecem nomes de encher jornais, mas tenho duvidas que sejam nomes de encher estádios.

Agora é tempo de revelar se sabemos ser tão grandes como as grandes competições onde estamos inseridos.

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publicado às 13:50

Pólvora Seca...Que abre feridas!

por Lizardo, em 09.05.16

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Falta uma jornada e estamos hoje a dois pontos do líder, quando já estivemos a oito.

Falta uma jornada e o tom de comunicação é agora mais brando e até patético na insistência de se jogar mais uma final. A matemática permite essa esperança, mas o senso comum e a realidade não nos permite ter essa tal esperança.

Falta uma jornada e começam os boatos:

Jorge Jesus no Futebol Clube do Porto. Um membro dos Super Dragões já foi visto várias vezes a almoçar e perto da casa de JJ. Que há aproximação e proposta, isso parece inegável.

Fala-se de Layun, Oliver e Zivcovic. Jogadores que podem reforçar o Sporting, ou colmatar saídas, como João Mário, Slimani, Ewerton e Jefferson.

Fala-se que que vamos ter um novo diretor desportivo. Octávio Machado vai abandonar o futebol por motivos de saúde.

O Circo mediático ainda agora está a começar, e vamos para ano de eleições.

O Pavilhão está com várias semanas de atraso. Conseguirá o Presidente inaugurar a obra acabada ou vai agir, como agem os políticos, e vai inaugurar uma obra a carecer de muitos acabamentos? Tudo em prol da campanha eleitoral.

As modalidades estão a ferro e fogo. No hóquei em patins há ameaças, expurgas, processos, fala-se que quatro atletas estão sob o fogo cruzado do desnorte e da falta de competência que usa e abusa desta secção.

O Andebol fez uma época de envergonhar. Maus jogos, péssimos resultados.

No Atletismo passaram-se episódios de bradar aos céus. De Carlos Lopes nem um sussurro, uma aparição. Os vizinhos da Segunda-Circular, que receberam muitos atletas nossos, comemoraram vitórias e vão levar mais atletas aos Jogos Olímpicos que nós.

Em Alcochete os semblantes têm que ser pesados. Perdemos o título em praticamente todos os escalões, na sua maioria para o Benfica. Faltam as decisões dos Juniores e Juvenis.

Se esta época já foi um autêntico circo, o que não nos espanta tendo em conta a quantidade de “animadores” desta arte na nossa Direção, a que se avizinha promete ser um Show sem precedentes na nossa história.

 

Esta época ficará na história como uma das piores de sempre na globalidade de todas as modalidades. E ficará na história como uma das épocas de maior investimento e esforço financeiro.

É tempo dos Sócios começarem a abrir os olhos, todos os processos judiciais, guerras contra moinhos de vento e outras “tonterias” de um tonto que um dia sonhou ser Presidente e que nem sabe atar os sapatos. Este Sporting caminha para um abismo único no nosso panorama. E o preço a pagar será muito dispendioso, podendo custar vários anos de seca de títulos.

O pior que podia acontecer ao Sporting depois de um Sousa Cintra, era falhar um projeto Roquette, o pior que podia acontecer ao Sporting depois de tudo isto falhar era um Bruno de Carvalho.

Que apareçam rápido projetos e candidatos. O Sporting é demasiado grande para estar nas mãos destas personagens.

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publicado às 12:55

Tempestade

por Trinco, em 09.05.16

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Depois de uma aposta fortíssima para esta época, o nosso hóquei parece viver dias de tempestade. 

 

Competitivamente ainda temos a Taça de Portugal para lutar e o 4º lugar, com respectiva presença na liga europeia, para assegurar.

 

Mas de dentro, chegam relatos de grande instabilidade. Losna e Figueira, históricos com um património de simbolismo adquirido com base na entrega e postura, sendo que o último até é capitão mais Viana e Cacau, apresentados como grandes reforços para esta época e com contrato por mais que este ano, encontram-se aparentemente suspensos e já nem calçaram os patins ou seguraram no stick no último jogo. Inclusive fala-se de desentendimentos graves com o director profissional e remunerado contratado em Dezembro para comandar todo o hóquei sénior, José Trindade, de quem também se diz estar descontente com alguma perda de peso e protagonismo na secção.

 

Numa altura em que o investimento se prepara para ser ainda mais forte, com vários nomes a serem dados como certos, ainda que na maior parte num principio idêntico ao desta época de aposta em jogadores de idade avançada, para a vitória imediata, mas também numa altura em que a época ainda decorre, não pode deixar de ser um indicio preocupante.

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publicado às 11:32

É nossa!

por Trinco, em 08.05.16

A Taça de Portugal é nossa! E temos a possibilidade de fazer o pleno nas competições participadas. Taça da Liga em Janeiro, Taça de Portugal em Maio e Liga lá para Junho.

 

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Recordando, em Julho de 2015 escrevia em "Modalidades 15/16":

 

No Futsal, depois de uma época decepcionante a todos os níveis, tem-se a coragem de não fazer do treinador o bode expiatório, preferindo-se tentar dotar o plantel de mais soluções e experiencia competitiva.

 

Pessoalmente, considero a equipa potencialmente mais forte e equilibrada, com mais soluções e mais qualidade, subsistindo-me a dúvida sobre que tipo e ideia de jogo apresentará dependendo os resultados da rapidez com que as várias peças encaixarem no jogo colectivo. Ainda assim, acredito que possa ser muito melhor e mais competitiva que a da época passada e com melhores resultados

 

Em Setembro de 2015 em "Arranque":

 

Tendo já visto as equipas de Andebol e Futsal, posso-me considerar moderadamente confiante. No Andebol uma equipa mais equilibrada e com mais opções, no Futsal uma equipa no seu todo melhor e mais qualidade.

 

Em Outubro de 2015, dois dias após derrota no Pavilhão da Luz em "Ponto de situação":

 

No Futsal, permitiu-me perceber que, contrariamente ao que aconteceu no ano passado, estamos a par, se não acima do nosso principal adversário.

 

Obviamente, enganei-me estrondosamente no que ao Andebol diz respeito, mas em relação ao Futsal, satisfaz-me verificar que a minha análise estava correcta. E essa satisfação é tão mais ampliada por verificar essa correcção na vitória!

 

Somos melhores. Defendemos bem, pressionamos alto, e enquanto não estamos condicionados pelas faltas que a arbitragem continua a marcar incompreensivelmente sufocamos qualquer adversário. Mas também falhamos. No ataque, na defesa, na insistência em algum tipo de transição e na gestão emocional.

 

É no entanto indesmentível que o panorama para o playoff é encorajador. Mesmo tendo tido "aquela sorte" nos alinhamentos...Agora há que perceber que os jogos para se ganhar têm que ser jogados, que os adversários, todos têm ambições e que qualquer deslize poderá ser fatal. O que aliás é algo que estou perfeitamente seguro que todos naquele grupo estarão cientes. Assim estejam, também os adeptos.

P.S. Algo em que gostaria de estar errado seria na anunciada saída de Miguel Ângelo...

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publicado às 19:46

Sabor a quê?

por O 6º Violino, em 06.05.16

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Vamos entrar nas duas jornadas decisivas para se apurar o titulo de Campeão Nacional de futebol 2015/16.

Um campeonato que começou torto e acabará sob o manto da vergonha.

Obviamente que tudo começou com a entrada de Jorge Jesus no comando técnico do Sporting. Obviamente o rival de sempre, ao sentir-se "ferido", tudo iria fazer para criar um ambiente hostil ao redor de JJ.

Obviamente o Sporting deveria de estar preparado para tal. Sou da opinião de que nunca devemos dar resposta ao que vem de baixo, para não jogarmos a um nível rasteiro, ao qual o rival está habituado.

Azevedo de Carvalho, em vários dos seus discursos vazios de conteúdo, dizia no passado vir para o desporto para o "moralizar".

Sobre isto nem vale a pena perder dois segundos de reflexão. As suas atitudes e palavras definem-no bem.

Voltando ao assunto. Este campeonato, ganhe quem ganhar, será o campeonato da suspeição, o "campeonato da mala", ou o "campeonato do colinho", conforme o vencedor.

E neste particular, quer de um lado, quer do outro, não existem inocentes, apenas "calimeros".

Muita gente, mais do que o leitor possa imaginar, não se revê na postura destes dirigentes (de ambos os lados). São estes dirigentes que tendem a matar o negócio que lhes paga as rendas de casa, os cereais dos seus filhos, ou o vinho que bebem às refeições.

No meio disto está a Liga. Fraquíssima, sem poder para mandar calar esta gente.

No meio disto está a FPF. Morta, que apenas se preocupa com os milhões da FIFA e da UEFA.

No meio disto está o Ministério Público, que não age, não investiga. Não passam de "artistas" do mesmo filme.

Por mim, ganhe quem ganhar, o Campeonato está ferido de morte. Estão a matar a industria que lhes paga os ordenados, estes senhores.

SL

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publicado às 14:53

Desilusão

por Trinco, em 05.05.16

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Não há outra maneira de encarar. É uma enorme desilusão.

 

Em 4 dias, duas das modalidades em que se tinham legitimas esperanças de alcançar títulos vêem as suas hipóteses cair por terra.

 

No Sábado, final four da Taça CERS, a ser jogada em Portugal e com equipas que dificilmente se poderiam considerar melhores que a do Sporting, num jogo mortiço e inesperadamente pouco empenhado, a equipa de hóquei cai nos penaltis perante os espanhóis do Vilafranca (que viriam a ser derrotados pelo Óquei de Barcelos, actual 6º classificado do Campeonato Nacional).

 

Depois dum discurso ambicioso que por momentos nos adeptos, quase parecia dar a certeza de mais uma conquista, depois dum investimento fortíssimo e programado apenas para a vitória imediata, com a entrada de jogadores experientes mas de idade avançada, depois duma entusiasmante vitória na Supertaça, a equipa falha, no meio de uma época que já se tornava titubeante, com resultados inesperados e a falta evidente da chama e entrega que fazia a equipa ser bem mais que a soma dos seus atletas. Resta neste momento lutar pelo 4º lugar, ultimo de acesso à Liga Europeia e tentar a sorte na Taça de Portugal.

 

Ontem em Andebol, perdemos contra uma equipa. Algo que nunca fomos verdadeiramente este ano. E logo este ano em que o crónico vencedor de 6 anos fraquejou e deixou abertas e mais equilibradas as contas para o titulo. Mais uma vez, muita ambição com pouca sustentação. Mais desequilíbrios, mais jogadores para o imediato e sem planeamento a médio prazo. Erros de casting e alguma falta de qualidade nas escolhas, a começar pelo treinador. De facto, depois dum mal amado Frederico Santos, dispensado do Clube à conta de ter falhado o titulo no último jogo, com erros evidentes de arbitragem, contra um super Porto, recebemos um Zupo que nunca conseguiu fazer dum grupo de jogadores uma equipa e que falha estrondosamente nas decisões. A esta, resta repensar o rumo para que os erros não se repitam e se arrepie caminho.

 

Em ambas, as queixas da arbitragem.

 

Se no hóquei já é recorrente, a cada derrota, a responsabilização dos árbitros, no andebol, depois de 5 jogos com uma equipa com muito menos recursos, mais condicionada e cansada, que em normalidade, em 5 jogos ganharia 1, e que na realidade se verifica que em 8 ganhou 5, fica mal, fica muito mal. 

 

Por mais razões que se tenha em qualquer um dos casos. Só podemos reclamar das incompetencias alheias depois de termos feito a nossa parte!

 

E também convinha que houvesse à frente das modalidades alguém que percebesse efectivamente delas, e que as interferências de quem só pensa nos seus timmings cessasse. Algo como o cumprimento da promessa 99 do programa de candidatura: "Criação da Comissão de Coordenação das Modalidades"...

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publicado às 13:05

Pantanal

por Trinco, em 03.05.16

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O futebol nacional está por estes dias transformado num pântano. Um fétido lençol de águas paradas, inundado de suspeições e acusações, de escutas e denuncias, de aliciamentos e histórias tristes.

 

Diz-se que sempre houve e que sempre se fez. Que acontece nos grandes como nos pequenos. Mas este ano tudo se diz e acusa às claras, tentando pela pressão ganhar vantagem. E numa altura que se queria de foco no essencial e de decisão estritamente desportiva.

 

E neste ambiente sulfuroso, nenhuma das partes fica menos suja. Todos contribuem para isto. Todos.

 

Da nossa parte, valha-nos que o ónus desta guerra imunda, da qual não vejo vitória possível, se transferiu da esfera comunicativa oficial do Clube para os órgãos oficiosos. Para os blogs, páginas e perfis briefados e alimentados de dentro. Pelo menos que assim se mantenha.

 

E quero acreditar que a Policia Judiciária esteja atenta.

 

P.S. Entretanto, juntando mais gasolina a um fogo que já ardia intensamente, soube-se que a mesma PJ está a efectuar buscas em várias SAD's, entre as quais a nossa, por suspeita de ilegalidades económicas em negócios com a defunta (ou quase) SAD do U. Leiria. E já há reacção marcada para as 12.30...

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publicado às 11:04

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