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Queixas

por Trinco, em 17.12.15

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Terá sido porventura, até agora, o mais entusiasmante jogo, contra o adversário mais difícil, na arbitragem com maior influencia negativa no nosso resultado.

 

Depois de meses em guerra contra tudo e todos, no que à arbitragem (e não só) diz respeito, constantemente a apontar os benefícios dos adversários, até mais que os prejuízos próprios, as reacções oficiais são muito soft para o que se esperaria.

 

Quer Presidente, quer treinador, realçam o mérito do adversário, a grandeza do jogo, passando suavemente pelos erros decisivos. No que antes (ou com outros) daria para longas e truculentas dissertações sobre o assunto, fica agora uma telegráfica sinalização. Prefiro assim. Que se evitem choros. Mas estranho (muito) tão repentina mudança de narrativa e acção. Como se a taça nunca tivesse sido verdadeiramente objectivo nem o alvo da aposta...

 

E estranhará também grande parte da falange, que vai explorando à exaustão, os erros, para equilibrar as acusações de favorecimentos que os adversários nos vinham fazendo. Estão confundidos ou terá havido uma quebra nos canais de transmissão? No entanto, acredito que se terão ganho créditos para usar a carta deste jogo até ao fim da temporada nas suas lutas "interneticas".

 

Do jogo, muito de bom, com demasiado de mau à mistura. Boa atitude, boas trocas de bola em progressão, destruídas por demasiados erros individuais, e desacertos defensivos (surpreendentemente para aquele que até agora era um momento do jogo bem trabalhado pela equipa), falhando sempre no controle do jogo, na capacidade de o matar e na componente física (debilidade difícil de explicar).

 

Realce merecido para os que estiveram em Braga, goste-se ou não, uma visita sempre difícil, sempre audíveis durante os 120 minutos.

 

Das provocações musicais no fim, mesmo considerando uma deprimente submissão do adversário a outro clube da Capital, tomando por interposta música as dores deste, é aguentar. Quem provoca constantemente, tem que aguentar o troco.

 

Siga para a Madeira, com raça, atitude e sem fanfarronices. O que está conquistado precisa ser cuidado e re-conquistado a cada jogo, pois tudo se perde de um momento para o outro. E o jogo a seguir é com o Porto!

 

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publicado às 11:38

A Grande Depressão

por Lizardo, em 14.12.15

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Ontem foi dia de Alvalade. São já muitos os anos, e assim irá continuar a ser, e brevemente, será como há muitos anos, ir cedo para primeiro ir ao Pavilhão assistir às modalidades, almoçar Sporting, lanchar Sporting, jantar Sporting.

 

Felizmente, no Domingo ainda falei com muitos que se lembram destes tempos. Sócios que pouco se ouvem, mas existem e têm uma opinião muito própria sobre a realidade do nosso Sporting atual. A seu tempo, quando for hora de votar lá estarão para se fazerem ouvir, sem grandes comunicados ou outras chafurdices verbais.

Mas o que me leva a escrever hoje, depois de mais uma vitória sem contestação, e são já muitas as consecutivas, e ainda bem, é a forma como os Sócios e Adeptos do Sporting estão a ser tratados. E falo dos que vão ao Estádio e não vivem o Sporting do Facebook ou do balcão da Taverna.

Ontem foi um dia onde muitos assistimos a episódios vergonhosos em redor do nosso querido Estádio José Alvalade.

O clima era adverso, chovia, e muito. As Roullotes longe, cada vez mais contra o convívio dos Adeptos, que sempre, e há muitos anos e mesmo nos principais Dérbis e Classicos, se comportaram ao nível da nossa grandeza, sem problemas, estão quase na Faculdade de Ciências. Ontem todos perderam, o Clube, quem queria conviver, os comerciantes, o desporto em geral.

Mas se as Roullotes são um assunto para o Clube resolver com a Autarquia e a PSP, não deixa de ser vergonhoso o que se assistiu à entrada das mais diversas Portas. Hoje, tive já o cuidado de falar com vários amigos e praticamente todos partilharam situações semelhantes:

Um jogo contra o Moreirense, Domingo, pelas 18:15, várias famílias com filhos menores rasgaram bilhetes e partiram cartões de Sócio à entrada das Portas.

Chovia a potes, filas normais, mas muito atrasadas, completamente desadequado o controlo.

Na Porta 3 um funcionário do Clube sentiu-se obrigado a abandonar o local com medo de ver os ânimos exaltarem-se ainda mais. Gritavam duas famílias com vários filhos, alguns de colo, que a vergonha não tinha limites, e repito chovia a potes e faltavam mais de 40 minutos para começar o jogo.

No interior da Bancada, e aqui falo só da minha situação, a discussão mantinha-se, muito Sócio descontente com o “atraso de vida” que é entrar no Estádio José de Alvalade. Muitos diziam e muito triste me deixam quando ouço esta frase “para mim está-se a acabar, não tenho vida nem paciência para isto”.

Em suma, uma autentica vergonha para quem anda a enviar recados sobre o medievalismo do nosso futebol português, mas que na sua própria casa vive na idade da pedra.

Ontem foi uma vergonha em toda a escala, com a agravante de ser recorrente estes episódios. Não há justificação alguma para esta confusão.

É uma pena que o Sporting só seja “nosso” em ano de eleições, pois agora, quem vai ao estádio, passa fome, passa sede, passa frio, apanha chuva e se reclamar, quem sabe e como bónus ainda apanha uma cacetada de algum agente mais enervado.

E assim vamos andando, apontado o erro do vizinho e não olhando para os nossos sapatos rotos.

Esperamos que o novo ano traga uma nova organização, acho que todos merecemos, pelo menos os habituais 20, 25 mil que estão sempre presentes. O Sporting somos nós.

Respeitem-nos.

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publicado às 16:38

Marcha soldado!

por Trinco, em 11.12.15

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Não vi o jogo! O trabalho e as obrigações apertam e só o resumo sobrou para perceber o que foi o jogo. Parece que se voltou a dar meia parte de adianto e só quando a coisa estava no limite se tirou a vontade e a arte da cartola e em 15 minutos de intensidade e brilhantismo se resolveram as coisas. E chegou! É uma estratégia...Ainda bem que tem corrido bem.

 

Mas, o Sporting ganha, vira um jogo brilhantemente, consegue um apuramento que já se via difícil e o que fazem as legiões de discípulos? Atirar com os "toma!", os "fiquem com o Marco Silva", os "Doyen a quem doer", e outras infantis boçalidades ao nivel dum qualquer recreio de uma escola básica, aos que eles próprios apelidam de "pessoal do bola ao poste" (devem ter aprendido com os situacionistas dos últimos tempos do projecto que baptizavam os contestatários como o "pessoal do malhão"). Classe! 4ª classe.

 

Sem sequer se aperceberem que estes estarão tão (ou mais pois não entram por esse amargor) felizes como eles...

 

Cresçam! Contrariamente ao que constatei nos últimos tempos de Godinho, com alguns que agora fazem este papelinho, não conheço um desalinhado que seja, que deseje ou torça porque o Sporting perca no que quer que seja. Não conheço nenhum que não queira ser campeão. Em tudo! Em todos os escalões de todas as modalidades!

 

Tentem ser inteligentes e separem a critica e a discordância do amor pelo Clube. Não pretendam unanimismos idiotas em apoios a poderes absolutos. Não tentem impor ovinos silêncios cúmplices. Não repitam à exaustão as frases "briefadas". Não tomem as personalidades pelo Clube.

 

Sejam felizes! Festejem os golos, as vitórias e as conquistas! Em ultima análise, pela vossa perspectiva, será essa a vossa validação definitiva. É que festejar na provocação é algo tão primário que vos retira muita dessa coloração de "gente moderna" que gostam de fazer passar.

 

E já agora, não permaneçam no passado! Não usem esse mesmo passado como miserável bitola. E percebam também que, quem está agora desalinhado, na sua generalidade, já o estava nesse passado, sendo que a maior parte dos que eram alinhados, continuam da mesma forma. É um modo de vida. É sempre mais fácil estar do lado dos mais fortes e da maioria. Há mais a ganhar! E alguns até estão nos Órgãos Sociais ou em colaboração estreita.

 

O Sporting não é assim! Nunca foi! O Sporting é pluralidade e respeito, por maiores discordâncias que subsistam.

 

Até podem (e estão a fazer um bom trabalho) conseguir torná-lo em algo monolítico e de pensamento único, mas até isso ser definitivo, tentem ser mais adultos. 

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publicado às 10:17

2015 um balanço incompleto

por Lizardo, em 09.12.15

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2015 está a chegar ao fim, e muito sinceramente, a tão poucas semanas de acabar o ano ainda não conseguimos fazer um balanço credível do que foi o ano.

 

2015 foi o ano de Marco Silva e de Shickabala, das mensagens no Facebook e da vitória na Taça de Portugal.

Foi o ano que começou a obra do tão necessário e importante Pavilhão João Rocha.

Foi o ano que se despediu de uma forma miserável um treinador de qualidade para se ir contratar o “melhor” treinador em Portugal, Jorge Jesus.

2015 fica para já marcado pela vitória na Supertaça contra o rival Benfica, a sua eliminação da Taça de Portugal e a vitória no Estádio da Luz para o campeonato.

2015 foi o ano de regressar Manuel Fernandes e Octávio Machado.

 

Foi também o ano de falharmos o apuramento para a Champions, outra vez!



Foi o ano que a formação menos venceu desde que existe Academia em Alcochete.



2015 foi o ano que menos títulos vencemos nas nossas modalidades “ditas amadoras”.

 

Mas foi o ano que vencemos uma Taça Cers em Hóquei.

 

2015 foi o ano do Facebook, com recados a jogadores e técnicos por parte de Bruno de Carvalho, com processos a sócios e jornalistas.

 

Foi o ano do ciclismo e o ano que afinal o ciclismo é um universo sem ética e de mentiras.

 

2015 foi o ano sem sponsor e sem naming para a Academia.

 

Foi o ano que nasceu a Sporting TV e o ano que nasceu o novo Sporting.pt

 

2015 foi também o ano das bifanas e de outros arraiais.

 

2015 foi o ano das Assembleias Gerais bélicas, onde se apontam nomes e blogs de quem aponta o que não concorda ou não entende.

 

Foi também o ano onde se expulsaram sócios e antigos presidentes.

 

2015 foi o ano de disparar em todas as direções, da Fifa à Uefa, aos Deputados nacionais , a Liga e a FFP, a APAF e quem sabe até à Servilimpe.

 

Foi também o ano que Sobrinho e Ricciardi viram o seu poder crescer no Sporting.

 

2015 foi o ano de demissões no Sporting, da direção ao Conselho Leonino, passando por funcionários.

 

Foi também o ano de várias polémicas, do Zé dos Tachos ao Sr. Barroso, passando pela Madeira e pela porta 18 de um clube de Carnide.

 

2015 foi o ano que o Presidente apoiou Pedro Proença para a Liga de Clubes.

 

Foi o ano que abrimos também várias Academias na China

 

2015 foi o ano do Belfodil, do Ciani, do Danilo e do Boateng

 


Foi também o ano do Cervi, do Caala e do Sr. Mosquito



2015 foi o ano que descobrimos vida na Guiné Equatorial



Foi o ano que “tirámos” o futebol ao Carrillo e o podemos ver abalar para outro Clube.

 

 

2015 ainda não acabou, e neste Sporting de agora, 24 horas são muitos acontecimentos.



O que desejo é entrar em 2016 em primeiro lugar no campeonato e continuar na Liga Europa.


Desejo que surja um bom patrocinador.
Desejo mais sócios.
Desejo mais capacidade e educação.


E desejo que se compreenda de uma vez por todas que para sermos tão grandes como os maiores da Europa, temos que ser maiores que os grandes senhores de todo o mundo do Futebol.

O tempo é, tem sido e será mestre!

Boas Festas!

 

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publicado às 12:41

As percepções

por Trinco, em 07.12.15

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Não sou adepto de ciclismo! Nunca fui! Sou capaz de ficar a ver partes de transmissões televisivas, mais pela perspectiva aérea proporcionada e pontos de vista pouco vistos (passe o pleonasmo), do que pelo desporto em si.

 

Reconheço no entanto a relevância que a modalidade teve na formação da grandeza do Clube e os enormes símbolos que são Agostinho e Chagas (que por sinal tiveram casos de doping que os fizeram perder titulos), entre outros.

 

Diga-se que o recorrente manto de suspeição que cobre a modalidade, retirou todo o interesse que ainda pudesse subsistir.

 

Também entendo que o regresso do ciclismo foi uma promessa eleitoral e que ia sendo várias vezes, oficial ou oficiosamente, renovada.

 

O que já me custa, muito, a entender é a alegação do desconhecimento prévio de problemas de doping (que são transversais à modalidade) como única razão para anular à posteriori e após anuncio de acordo do nosso parceiro de negociação com outro clube, aquilo que já tinha sido anunciado e apresentado. Não bastava embarcarmos num projecto desportivo a que seriamos completa e absolutamente alheios, sendo assim uma espécie de passageiros dum hospedeiro estabelecido, como falhado o acordo, após anunciado como feito, o que alegamos são as suspeições de doping. Muito pouco, muito mal.

 

Aliás, é esta gestão das percepções que tem sido a politica do Clube. Isso e a gestão pelo conflito. O que interessa é o que parece e o que se quer parecer, independentemente do que realmente seja. O que interessa é parecer mais esperto, mais brilhante, mais genial, sem que o ser mesmo seja factor nesta equação, e se diminuindo os outros, tanto melhor. O que interessa é a promoção do conflito constante, seja casual, seja comprometido, contra quem quer que venha a ser adversário, tornando-os todos inimigos. Cultura desportiva é algo há bastante tempo desfasado do que se tornou a cultura deste Clube.

 

E disso são exemplo as repetidas intervenções, seja em "artigos de opinião" (no que até há pouco tempo era um conveniente inimgo), com completo divórcio entre o que se diz e o que se pratica ou posts em redes sociais (também tidas como berço de todas as oposições) apontando e bicando (o verbo não é inocente) os que se precisa sejam percepcionados como inimigos a seguir e a seguir...

 

Mesmo que depois, angelicalmente se afirme que se queira a paz e o foco único no desporto...

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publicado às 15:25

Money Talks

por Lizardo, em 03.12.15

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Muito se fala do negócio da NOS e do Benfica.

Parece-me óbvio que o futuro da BTV tinha na casa partida um fim anunciado. É incomportável manter uma estrutura de dimensão considerável, seja do ponto de vista quantitativo e qualitativo. A BTV como a Sporting TV, ao exemplo de outros Canais de Clubes europeus não têm capacidade para entrar no negócio das transmissões televisivas.

Apesar de estarmos a falar de um valor considerável, não deixa de ser um negócio arriscado, a longo prazo, onde uma vez mais se hipoteca o futuro. Bem sabemos que o Benfica vai arrecadar mais de 2 milhões por jogo durante uma década, e que a soma dos 10 anos abate em muito o passivo atual.

E uma vez mais os Clubes ficam na mão do grande monopólio da comunicação.

O Porto e o Sporting têm agora uma palavra a dizer. Uniram-se na eleição de Pedro Proença para a Liga de Clubes, e em especial o Sporting, na imagem do seu Presidente, tem defendido e apresentado soluções para credibilizar o futebol nacional e criar mecanismos que promovam o negócio que envolve o fenómeno desportivo.

A entrada das Operadoras em cena, na minha opinião vão contra a verdade desportiva, pois ter o principal patrocinador a Liga como principal “financiador” dos Clubes é um pouco complicado de digerir. Mas como o dinheiro fala mais alto, umas vez mais a verdade desportiva passa para segundo plano e aproveita-se o lado financeiro no imediato desprezando o futuro próximo. Aqui deveria ser a Liga de Clubes a gerir a divisão dos pães. Mas o silêncio impera, e quando o silêncio é de ouro, e aqui é de ouro que se trata e é o ouro que promove o silêncio.

A Liga de Clubes é um órgão completamente desnecessário no fenómeno desportivo em Portugal. Ao exemplo das principais ligas europeias, onde a Entidade organizadora dos campeonatos gere e vem gerindo da melhor forma os direitos televisivos, dividindo de forma mais equitativa os valores por todos os Clubes, majorando a competitividade e melhorando o espetáculo. Espanha, Inglaterra e Alemanha são exemplos de grande sucesso, que uma vez mais Portugal prefere não estudar e desprezar.

Seria interessante ouvir a opinião dos dois principais apoiantes de Pedro Proença à Liga sobre este assunto. Pinto da Costa e Bruno de Carvalho sabem que têm agora toda a vantagem para negociar. O ponto de partida para negociar é agora o valor acordado com o Benfica. Nada mais nada menos.

 

Aguardemos com toda a calma, pois só o “bolo” interessa, ou seja, os jogos dos três grandes, tudo o que vá contra esta realidade é um retrocesso. A falta de jogos em Canal Aberto é já um rude golpe na angariação de adeptos, pois é cada vez mais evidente o desprezo das novas gerações em relação ao futebol, pois não o vivem, não admiram a forma nem a contra-cultura que nos é imposta cada vez que um dirigente ou Jornalista/Paineleiro expert em futebol abre a boca para opinar. Falta classe e capacidade de agregar e unir.

Bruno de Carvalho, o mestre da “boa gestão” e da “verdade desportiva” tem agora a oportunidade de tirar um grande coelho da cartola, a bem do futebol nacional e a bem do futuro do Sporting Clube de Portugal.

Estes negócios não podem continuar a cavar a trincheira da concorrência desleal entre Clubes profissionais.

Todos os olhos estão agora em cima do Presidente do Sporting, FC Porto e o Presidente da Liga. Pois agora o negócio é de milhões e não de tostões.

Saiba o mestre da gestão desportiva negociar o melhor para o Sporting e para os seus adeptos. Pois neste cantinho o que nos interessa é o Sporting.

Com toda a certeza será esse o cenário que vamos ficar a saber num futuro muito próximo… ou não!

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publicado às 10:03

Direitos

por Trinco, em 03.12.15

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Caiu como uma bomba o negócio, aparentemente estratósférico, da venda dos direitos de transmissão dos jogos de um rival directo. €400M por 10 anos, uma média fácil de fazer de €40M/ano.

 

Obviamente que, tal como aconteceu com o patrocínio das camisolas desse clube, o negócio dificilmente será o oásis que parece. O negócio inclui componentes que poderão fazer diminuir drasticamente o seu valor real. O negócio contempla a compra diferida dos direitos televisivos de uma série de ligas que são propriedade do canal do clube ao torna-lo exclusivo da operadora.

 

Ainda assim, são €400M por 10 anos. Comunicados oficialmente e sem desmentidos.

 

E mesmo que destes, apenas €250M a  €300M sejam efectivamente o valor da venda dos direitos de transmissão dos jogos do clube (descontando €100M a  €150M pela exclusividade do canal do clube), continua a ser, para o contexto actual e para o mercado em que se joga, um valor substancial, relevante e passível de alterar no imediato a correlação de forças, qualquer que seja a sua aplicação.

 

Infelizmente, para o estilhaçado futebol nacional, estes direitos começam a ser negociados de forma isolada, com claro prejuizo para os clubes pequenos, promovendo as assimetrias entre os competidores, empobrecendo o negócio, tornando-o economicamente mais desequilibrado e desportivamente desinteressante, e abrindo, ainda mais, o espaço a jogadas de influencias.

 

Mas sendo assim, para nós, este valor transporta (mesmo o de €25M a  €30M por ano), mais que uma tentativa de desvalorização a que já se vai assistindo, um objectivo. Mais que isso. Um benchmark. É que tem sido repetidamente passada a mensagem de uma quase equivalência em termos de mercado potencial comparativo, quer em sócios quer em adeptos com este rival, sendo que sociologicamente o nosso mercado será até de uma classe mais alta e por isso com mais poder de compra.

 

Assim, mesmo sabendo que isto só será tema daqui a um ano, é bom que este valor seja registado! É que a dificuldade de promover um negócio razoável de sponsoring das camisolas, infelizmente, não me pode deixar outra coisa que apreensivo

 

 

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publicado às 10:00

Resultados

por Trinco, em 01.12.15

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Com disponibilidade muito reduzida, numa leitura muito rápida ao relatório publicado ontem, realço antes de mais os resultados marginalmente positivos, significativamente piores que os equivalentes do ano passado, compreensíveis pela conjugação do pouco encaixe com vendas (€1.47M contra  €19.32M do período homologo do ano passado) e o forte investimento, bem como o falhanço no playoff de apuramento à Champions (ainda que as receitas comparadas demonstrem um decréscimo menor que o que se andou a "vender").

 

O forte investimento nas equipas técnicas e de jogadores profissionais de futebol, é justificado pela ultrapassagem das dificuldades iniciais decorrentes do processo de reestruturação, considerando a administração o mesmo fundamental para "a recuperação do posicionamento de liderança da Sporting SAD".

 

Estamos a falar de um aumento de mais do dobro em gastos com o pessoal. Daqui resulta, que a narrativa das emergentes dificuldades financeiras deixa de ter tão ampla sustentação, obrigando a uma margem maior na renegociação e renovação de contratos dos activos considerados fundamentais. Dificilmente será aceite pelos atletas com contratos mais antigos o argumento até agora utilizado das dificuldades impostas pelo estado em que o Clube estava/está.

 

Sobre isto, há 6 meses atrás escrevia:

 

A aposta, mais ou menos desesperada numa cara, descarregando dinheiro num "all-in" de uma época, ignorando por completo o que seria um rumo sustentado e prudente.

 

Pode ser que a bola não bata no ferro e que os Deuses, Santos e pastores do futebol sejam amigos nesta aposta de odd elevada!

 

O aumento de "Fornecimentos e Serviços Externos" em 12% é justificado com a "organização de jogos particulares (ndr: +€268) a um aumento dos gastos com comissões (ndr:  +€306), e ao aumento das despesas com manutenção e reparação e trabalhos especializados, associados à integração das actividades da SPM (ndr: +€306)". Parece-me estranha a presença da organização dos particulares, uma vez que neste período a SAD promoveu dois jogos treino com Mafra e Atlético, foi convidada num torneio na África do Sul e organizou apenas o jogo de apresentação com a Roma. Presumo que a verdadeira razão deste aumento esteja obviamente nos gastos com comissões mas acima de tudo com entradas de novas colaborações via SPM... 

 

Curiosamente, sobre a perda de uma receita de capital importância, como é o sponsoring nas camisolas da equipa principal, pouco ou nada é referido.

 

Já sobre a divida financeira, corrente e não corrente, fica-se a saber que a redução se fica nos €2.6M, estando neste momento nuns substanciais €127M, €23M dos quais em descoberto bancário (que aumentou em relação ao ano passado).

 

Em resumo, o tema e lema da gestão brilhante e de excelencia econtra-se em jogo, balançando de cada vez que um jogo chega aos descontos sem o resultado que se espera...

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publicado às 14:16

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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