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O Bom, o Mau e o Vilão

por Lizardo, em 08.07.15

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Com a chegada de Jesus, desde o primeiro dia que estamos a assistir a uma mudança profunda no Sporting.



Mudanças essas que eram a exigência de muitos sócios e adeptos, exigências essas que eram interpretadas por alguns seguidistas como “desestabilizadores” ou “gente que só diz mal”.

 

A verdade está à vista. Nunca o Sporting poderia almejar vencer e realmente assustar sem uma estrutura forte, Manuel Fernandes e Octávio Machado, e jamais poderia assustar com Slavchev, Rosell, Sacko, Tanaka, Sarr, Geraldes, Rabia, entre tantas outras contratações falhadas que nos custaram perto ou mais de 20 milhões de euros.

 

A juntar a tudo isto, os Sócios, os mesmos que imploravam que se apostasse na equipa de futebol, que se comprassem dois ou três jogadores cirúrgicos, como foi promessa do Presidente, sempre reconheceram que, seja qual for o treinador, fosse ele Marco Silva ou Leonardo Jardim, o nosso plantel era curto, desequilibrado e sem gente capaz de dar a cara nos momentos decisivos e nos momentos certos para afastar as polémicas ou fazer assentar a poeira dos maus resultados.

 

Basicamente o que se exigia era capacidade e conhecimento, e acabar de vez com a chico espertice e a ideia que qualquer um, fosse ele construtor civil ou advogado, conseguia resolver os assuntos do universo do futebolês. Pagamos essa fatura ainda no presente, e parece que só agora está a acabar essa ideia.


O Presidente está nitidamente afastado do processo, obviamente envolvido mas conhecedor da sua margem de manobra. Acredito que com Jesus o pai do Presidente deixará de entrar no Balneário e o próprio Presidente não mais escreverá monólogos no facebook a atacar os jogadores que ele próprio escolheu, o treinador em que ele próprio apostou, e de certa forma a atacar os sócios que o elegeram, pois na ideia de Bruno Carvalho o que se passou em Guimarães na época passada, foi culpa de todos menos da sua pessoa.

 

Jesus começa desde já a ganhar, é o Anti-Heroi desta história, afastou o “Bom”, o ser iluminado que provou em dois anos perceber zero de futebol. Mérito, muito na escolha de treinadores, demérito, muito, a mantê-los e a construir equipas e bases para vencer.

 

Posto isto, o Sporting atual respira outra vitalidade. E Jesus é o principal responsável.
O futebol atual está-se a reforçar no bom sentido. Tudo indica que os reforços que vão chegar vão ser efetivamente “reforços”. E muito do mérito desta grande mudança é Jorge Jesus.

Se tudo correr bem, Jesus será o Bom, bem como, Bruno Carvalho também o será. Mas se tudo correr mal, e avaliando o passado recente, Jorge Jesus poderá ser menos bom, mas Bruno Carvalho será certamente o Mau e o Vilão de toda esta história.

Em suma, Bruno Carvalho joga tudo o que tem e não tem nesta época. Se vencer ficará verdadeiramente na história pelas melhores razões. Se perder, Jesus irá continuar no Sporting, Bruno Carvalho começa a sentir o nó da corda a apertar no pescoço.

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publicado às 11:12

“Os Lambe-cus”

por Lizardo, em 06.07.15

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“Noto com desagrado que se tem desenvolvido muito em Portugal uma modalidade desportiva que julgara ter caído em desuso depois da revolução de Abril. Situa-se na área da ginástica corporal e envolve complexos exercícios contorcionistas em que cada jogador procura, por todos os meios ao seu alcance, correr e prostrar-se de forma a lamber o cu de um jogador mais poderoso do que ele.

 

Este cu pode ser o cu de um superior hierárquico, de um ministro, de um agente da polícia ou de um artista. O objectivo do jogo é identificá-los, lambê-los e recolher os respectivos prémios. Os prémios podem ser em dinheiro, em promoção profissional ou em permuta. À medida que vai lambendo os cus, vai ascendendo ou descendendo na hierarquia.

 

Antes do 25 de Abril esta modalidade era mais rudimentar. Era praticada por amadores, muitos em idade escolar, e conhecida prosaicamente como «engraxanço».

 

Os chefes de repartição engraxavam os chefes de serviço, os alunos engraxavam os professores, os jornalistas engraxavam os ministros, as donas de casa engraxavam os médicos da caixa, etc. ..

 

Mesmo assim, eram raros os portugueses com feitio para passar graxa. Havia poucos engraxadores. Diga-se porém, em abono da verdade, que os poucos que havia engraxavam imenso. Nesse tempo, «engraxar» era uma actividade socialmente menosprezada.

 

O menino que engraxasse a professora tinha de enfrentar depois o escárnio da turma. O colunista que tecesse um grande elogio ao Presidente do Conselho era ostracizado pelos colegas. Ninguém gostava de um engraxador.

 

Hoje tudo isso mudou. O engraxanço evoluiu ao ponto de tornar-se irreconhecível. Foi-se subindo na escala de subserviência, dos sapatos até ao cu.

 

O engraxador foi promovido a lambe-botas e o lambe-botas a lambe-cu.
Não é preciso realçar a diferença, em termos de subordinação hierárquica e flexibilidade de movimentos, entre engraxar uns sapatos e lamber um cu.

 

Para fazer face à crescente popularidade do desporto, importaram-se dos Estados Unidos, campeão do mundo na modalidade, as regras e os estatutos da American Federation of Ass-licking and Brown-nosing. Os praticantes portugueses puderam assim esquecer os tempos amadores do engraxanço e aperfeiçoarem-se no desenvolvimento profissional do Culambismo.

 

(…) Tudo isto teria graça se os culambistas portugueses fossem tão mal tratados e sucedidos como os engraxadores de outrora. O pior é que a nossa sociedade não só aceita o culambismo como forma prática de subir na vida, como começa a exigi-lo como habilitação profissional.

 

O culambismo compensa. Sobreviver sem um mínimo de conhecimentos de culambismo é hoje tão difícil como vencer na vida sem saber falar inglês.”

 

Miguel Esteves Cardoso, in “Último Volume”

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publicado às 11:16

Tranquilidade

por Trinco, em 03.07.15

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No principio de Maio, ainda com a época por terminar, dizia o presidente num misto de angústia e desespero: "Não sei que orçamento terei na próxima época", condicionando-o à entrada ou não na Champions League.

 

E dizia-o num tom especialmente gravoso. Dizia-o tentando responsabilizar o antigo treinador por esse facto, evitando assumir a gestão normal dessa contingência que faz parte do regular desenvolver das épocas desportivas.

 

E por extensão, responsabilizava também o anterior treinador, de causar por isso, um estado de inacção na preparação da época e nos ataques ao mercado.

 

Ontem, a pouco mais de um mês do 1º jogo oficial, numa calma e serenidade pouco naturais, dizia que o novo treinador se iria primeiro inteirar dos recursos disponíveis, decidir as posições a reforçar e que só depois se iria atacar o mercado.

 

Obviamente, acredito tanto nisto como, no 1º contacto com o actual treinador ter sido feito 48 horas antes da sua apresentação, ou já não tenham havido fortes abordagens a alguns jogadores (como foi o caso do Danilo Pereira).

 

Não aprecio é a inversão da teoria do caos na teoria da tranquilidade sem que nada de substancialmente relevante para o caso e para a preparação da época tenha acontecido.

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publicado às 15:01

Em perda...

por O 6º Violino, em 03.07.15

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Resulta da entrevista de ontem, de Azevedo de Carvalho, um Presidente em perda de gás, de convicções e até nervoso, nesta que era a sua melhor faceta, a palheta.

Só os papalvos acreditam que JJ apenas tenha sido contactado 48 horas antes de assinar, quando se sabe que há dois meses tinha um dossier sobre o plantel do Clube.

Azevedo de Carvalho confundiu CMVM com Bolsa de Valores, normal, para quem estava mais familiarizado com parquet e soalho flutuante.

Claramente engoliu um sapo gordo (grande Manel) e um sapinho (Octávio). Jesus é que manda!

Azevedo de Carvalho não desmentiu que NUNCA pertenceu à Juve Leo, conforme a entrevistadora referiu. Porquê?

Vejo comentários agressivos sobre a entrevistadora Judite de Sousa, porque foi directa nas perguntas, ao contrário daquilo que os funcionários da SportingTv fazem....

Se temos uma televisão do regime, porque andamos a alimentar os outros canais? Porque ninguém vê a SportingTv,a não ser a família Azevedo de Carvalho?

Azevedo de Carvalho estás a perder qualidades e poder...Sobrinho começa a meter as garras de fora.

As refeições low cost estão ao virar da esquina.....

SL

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publicado às 10:44

Do Paranormal ao Parassocial

por Lizardo, em 02.07.15

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O Sporting de 2015/2016 é um Sporting pleno de mudanças.

O “projeto” sempre ventilado por Bruno Carvalho, de enorme contenção de custos, parece ter sido colocado na gaveta.

 

Parece ter chegado ao fim a insistente tecla, tantas vezes tocada pelo Presidente, que as loucuras do passado tinham acabado, que o presente obrigava a vários esforços e que era na Formação e com “duas ou três contratações cirúrgicas” - seriamos sempre candidatos.

Feitas as contas, já vamos para o quarto treinador desta direção, contando com Jesualdo Ferreira, e já ultrapassámos as duas dezenas de contratações cirúrgicas para a equipa principal.

Posto isto, quero acreditar que Bruno de Carvalho, sempre com um tom bélico e predisposto a disparar em todas as direções, deu um passo atrás para almejar dar vários passos em fronte. Ou não!

Ou não e por quê? Porque acredito que Bruno Carvalho é um homem de uma palavra só! O que por si só não é sinal que admire a palavra que muitas vezes profere.

Ora vejamos, pois é aqui que o Paranormal se abraça ao Parassocial:

O despesismo e o parco investimento foram postos na gaveta.


A 19 de Setembro de 2014, Bruno Carvalho lança um baixo e feroz ataque a Manuel Fernandes. De conivente com as anteriores direções até ao pior funcionário da história do Sporting, muita coisa mudou entretanto, o Eterno Capitão está de volta e para a função que, pela opinião de Bruno Carvalho em 2014, foi o pior que o Clube já experienciou.


Em Dezembro de 2014, Octávio Machado dava uma entrevista onde afirmava que Bruno Carvalho tinha total desconhecimento do Futebol nacional, pois tinha falhado em toda a linha nas contratações cuja responsabilidade assumiu serem dele.


Em Abril de 2015, Octávio Machado tem nova frase polémica, desta vez sobre o Caso Marco Silva: "Tem tanto tempo para tantos eventos e não tem tempo para aquilo que deveria ser essencial, que é começar a trabalhar a época que vem com quem tem contrato de quatro anos. Ou é intelectualmente pouco sérioou a continuidade de Marco Silva não vai ser uma realidade"



Em poucos meses, Bruno de Carvalho dá dois mortais e engole dois sapos. Manuel Fernandes e Octávio Machado, supostamente exigências de Jorge Jesus.

O próprio Jorge Jesus chega ao Sporting também conduzido por processos altamente curiosos. E aqui, mais que o paranormal, entra o acordo parassocial.

Esta mudança de estilo e de comportamento, por parte do Presidente Bruno Carvalho, revela exatamente isso. O Presidente perdeu poder deliberativo. O quero, posso e mando, já ultizado várias vezes para o caraterizar parece ter acabado, talvez por estar em total falência junto de Sobrinho e Ricciardi, pois a credibilidade e sucesso das suas ações não trouxeram grandes momentos de festejo para a nação verde-e-branca.

Posto isto, esperamos que o Paranormal de mão dada com o Parassocial nos traga mais surpresas. Sejam elas quais forem, pois todos conhecemos a grande amizade que existe entre Octávio Machado e Luís Duque, e todos sabemos que com Jesus e estes dois, José Veiga sempre teve uma voz presente, mais presente que o Super Agente Jorge Mendes.

Longe vão os tempos em que os Homens dos Presidente granjeavam saúde e poder, Inácio já foi, outros se seguirão!

SL

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publicado às 12:23

109

por Trinco, em 01.07.15

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Enquanto houver estrada pra andar
A gente vai continuar...

Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar...

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publicado às 09:35

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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