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De quarentena ou de quatro?

por O 6º Violino, em 16.04.20

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Antes de mais, espero que os leitores e familiares se encontrem de boa saúde.

Nos tempos que correm são o bem mais precioso. Que continuemos a enfrentar os tempos difíceis com tenacidade.

Confesso que as saudades de escrever sobre o Sporting não eram muitas, nestes tempos difíceis percebemos o que realmente é prioritário nas nossas vidas. Mas é a minha opinião, não será a de todos. Há muita gente que tem em tempos de confinamento tanto tempo livre como antes da pandemia. E vão debitando opiniões, e vão abrindo focos de conflito, e vão massacrando o Clube, mesmo sem se agarrarem aos maus resultados desportivos do futebol. Eles não dormem, eles não têm vida, hoje, como no passado.

Não vou falar de pessoas que já deram muito ao Sporting no passado, a esses dou o direito de opinar e de debaterem o Clube, pelo respeito que merecem, mesmo sem concordar muitas vezes. Isso é saudável, haver debate de ideias, de apontar caminhos.

Mas surgem figuras que nunca fizeram nada pelo Sporting e que do alto da sua pretensa sabedoria, mais não fazem do que usar saltos altos para se mostrarem. Uma dessas figuras que ninguém sabe de onde saiu é Rui Calafate. Quem é Rui Calafate, afinal?

Diz ser dono de uma empresa de comunicação que ninguém conhece, que não tem funcionários quando se faz uma simples busca, não se lhe conhecem clientes, diz que faz ou fazia a comunicação de Santana Lopes, e é tudo o que se sabe da sua experiência profissional. No Sporting aparece pela mão de Pedro Baltazar. 

No último acto eleitoral trabalhou para João Benedito e "a meio do jogo", com o apoio de Pedro Baltazar a José Maria Ricciardi, abandonou o ex-jogador de futsal e virou agulhas para a candidatura do antigo banqueiro. Durante o mandato do ex-presidente destituído não se viu de Rui Calafate um único comentário público sobre o dia a dia do Sporting, mesmo que logo ao inicio tenha feito parte de grupos de contestatários. Mas nunca deu a cara, talvez por receio de ficar tremido na fotografia, ele que tanto gosta de viver da imagem.

Mas Calafate ultimamente, e desde que foi afastado da Sporting TV, tem manifestado a sua azia quase semanalmente, ora nas redes sociais, nas quais não falou de Sporting em cinco anos, quer em publicações online ou no seu espaço no jornal Record.

Calafate viveu durante cinco anos escondido debaixo de uma pedra em termos de Sporting.

Não vou adjectivar, deixo isso à consideração de cada um.

O que me faz confusão é a sua desonestidade intelectual. Nisso é profissional.

Peguemos apenas na sua última aparição:

Diz Calafate : "Adoro quando o Sporting é pioneiro...em lay-off entre os três grandes depois de ter realizado um empréstimo obrigacionista, antecipação de receitas televisivos, venda milionária de Bruno Fernandes...."

Vamos lá tirar o caroço a isto. Em Portugal existem, neste momento, quase um milhão de portugueses em lay-off.

O que o Rui omite é que este mecanismo faz com que o Sporting e demais empresas recorrentes, estejam impedidas de despedir funcionários dos seus quadros, e no caso do Sporting, colaboradores também a recibo verde.

O empréstimo obrigacionista concluído pela actual Direcção foi para liquidar um anterior que não foi liquidado pela anterior gestão, deixando o Clube em "default" perante os bancos e investidores. Sobre isso o Rui não disse nada na altura, e agora omite propositadamente.

Fez em Março um ano que o Sporting teve de pagar muitos milhões de euros a clubes e empresários para poder cumprir o fairplay financeiro da UEFA até final de Março de 2019, para poder participar nas competições europeias. O Rui sabe, mas omite descaradamente.

Diz agora que Bruno Fernandes foi uma venda milionária, quando em Janeiro criticou os valores envolvidos. Sabe o Rui, também, que o Manchester United ainda não liquidou a parcela devida ao Sporting, que já inclui um dos primeiros objectivos no contrato. Sabe mas omite, porque quer. Também deve saber, porque sabe tudo na sua cabeça, que o WBA não pagou os 10 milhões da transferência de Matheus Pereira. Que o Sporting também não recebeu a verba sobre a opção accionada sobre Misic. O Rui sabe, ou acha que sabe, mas omite. 

"...E ainda veio mais outra medalha de vergonha para a farda de Varandas, o não pagamento da primeira tranche da operação de Rúben Amorim."

Descaroçando, fui liminarmente contra os valores envolvidos na aquisição do actual treinador.

Mas vamos a factos : Se Jorge Jesus cumprisse os dois últimos anos de contrato custaria mais 16 milhões de euros, só em salários. Sobre isso o Calafate nunca opinou. Ah, estava debaixo da pedra. Adiante. 

O Rui não foi à tropa, não sabe o que significa vestir uma farda (a única farda são as leggings que usa para ir ao ginásio) nem o significado de estar em defesa do País. Os que foram militares sabem a honra que é. Tinha-lhe feito bem, a vida militar ensina muita coisa em termos de carácter e solidariedade, camaradagem. Tinha-se feito mais homenzinho.

Em conclusão, o Rui do alto da sua sabedoria julga que os seus escritos apenas são acompanhados por distraídos, que ninguém usa massa cinzenta, que escrever umas piadolas estéries faz com que alguma vez as portas de Alvalade se abram para ter ocupação. Não, Calafate. Nem toda a gente anda a dormir. Nem toda a gente come gelados com a testa.

Os tempos mudaram e nada será como dantes, nem nas nossas vidas nem nos Clubes.

Só os Calafates continuarão na mesma.

S.L.

 

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publicado às 23:48

Sporting 2020

por O 6º Violino, em 06.01.20

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No inicio de um novo ano, vários temas ligados ao nosso Clube e não só, têm sido analisados em vários fóruns, comunicação social, redes sociais, etc..

Deixo aqui a minha opinião pessoal, que não vincula mais nenhum dos escribas deste blog, e terei o cuidado de separar todos os temas que pretendo abordar.

Conselho Directivo e Administração da SAD:

Já todos nós percebemos que a herança desportiva e financeira deixou marcas profundas. Já todos sabemos que alguns dos problemas foram, mal ou bem, solucionados, como a reestruturação financeira, o empréstimo obrigacionista, entre outros.

O que eu gostava de ver neste ano que agora começa era soluções para não voltar a ouvir o "não há dinheiro" para isto e para aquilo. O sócio/adepto quando vota é para que quem é eleito arranje soluções, que tenha imaginação, golpe de asa, motive e sirva os sócios e o Clube. Não podemos continuar com o discurso fatalista, nem muito menos voltarmos aos disparates financeiros do passado recente, mas com menos, é mesmo possível fazer melhor.

Como estão os processos de "naming" do Estádio e Academia? Como estamos de "sponsors" das bancadas do nosso Estádio? A marca Sporting não atrai "sponsorização"? Se não, digam isso claramente. Que estamos a sofrer os danos causados por anos de desvario e loucura ou se não somos capazes de ombrear com os nossos rivais, também nessa vertente? 
Para não ser demasiado fastidioso, deixo só estes exemplos que podem (ou não) aumentar receitas. Importantes.

Futebol: 

Assumir os erros cometidos, projectar a próxima temporada, com novos intérpretes. Maturidade na liderança do futebol, um nome que imponha respeito e com conhecimento de mercado interno e externo para a direcção desportiva. Reorganizar a Academia, onde parece existir demasiada gente, ao mesmo tempo que nos queixamos de falta de dinheiro. Uma estrutura mais pequena e mais forte. Não se entende as responsabilidades de cada um, quais as fronteiras, quais os limites de terreno pisados por cada um. Infelizmente há pouco por onde apostar em termos de jogadores formados na Academia. Obviamente o mercado deve ser atacado com tempo e acima de tudo com critério. Que os erros sirvam para não serem repetidos.

Claques:

As claques podem fazer cair direcções, se os resultados desportivos não ajudarem, mas não ganham eleições.

As claques do Sporting já perseguiram Presidentes, como Dias da Cunha, por exemplo, já fizeram cair possíveis candidatos, como Dias Ferreira, já impossibilitaram a contratação de jogadores e treinadores, já foram braço armado de várias direcções. Existem claques que devem dinheiro ao Sporting. Há vários anos, pelo menos uma delas. Nenhum Clube deve ser refém de qualquer grupo de adeptos, embora não seja essa a realidade em muitos dos Clubes em Portugal. E não só. Os Clubes podem existir sem claques, as claques não existem sem Clubes.

Uma claque que prefere apostar num protesto durante 45 minutos contra uma direcção, em vez de apoiar a sua equipa num dos jogos mais importantes da temporada, não merece respeito, porque não coloca o Clube acima da guerrilha. Uma forma caricata de apoiar. Não, o Sporting não são as claques. Ninguém é dono do Sporting, ainda. Passam direcções, adeptos, o Sporting fica. Ninguém é insubstituível.

VAR:

Ao fim de pouco tempo já começaram os problemas, quer em Portugal, quer noutros países.

O futebol é uma modalidade secular que sempre sobreviveu e foi adaptando as suas regras no decorrer do tempo. O que está implementado desvirtua a modalidade. Ficámos agora a saber por Duarte Gomes que mesmo as linhas que verificam os fora-de-jogo são colocadas por "mão humana", logo susceptíveis de erro ou viciação, quando falamos de poucos centímetros. Ou se alteram as regras de utilização do VAR rapidamente, ou vamos transformar o futebol num desporto de sofá, apenas. Acabam-se os árbitros no campo e gerem-se os jogos a centenas de quilómetros dos estádios. Não matem o futebol.

SL

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publicado às 22:32

Santos e pecadores

por O 6º Violino, em 25.10.19

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Antes de me alongar sobre o tema, uma nota pessoal: As claques podem e devem fazer parte do universo do Sporting, mas não são fundamentais para a sobrevivência do Clube. Importantes, sim, sem a menor das dúvidas. E dentro das claques há que separar o trigo do joio. Nas claques há gente que troca a família pelo Clube, que veste a camisola em todo o lado e que tem elevados custos financeiros, todos pessoais. Há grupos de amigos que choram pelo jogo seguinte para estarem juntos, em comunhão, em festa, num ritual de amor comum. Estes são pequenos exemplos do lado bom das claques, para além do colorido, do apoio em cada bancada, faça chuva ou faça sol.

Mas o mundo das claques está longe de ser um conto de fadas, infelizmente, e no Sporting não é caso único.

O poder, o dinheiro, a promiscuidade com várias direcções e as vidas de luxo são o seu lado negro. 

O poder. Como em todo o lado e em tantas vertentes da sociedade, nem toda a gente sabe lidar com o poder. Na maior parte dos casos há pouca habilidade para lidar com o poder e fazer do poder um bem comum. Normalmente, nos piores casos o poder corrompe, marginaliza e cria facções dentro dos próprios grupos.

O dinheiro. O dinheiro é um problema de gestão desta sociedade. No caso das claques o dinheiro fácil proveniente da venda de bilhetes, permite vidas de luxo subjacente conhecidas e traduzidas em viaturas de topo de gama, vários imóveis e negócios. Repito, é prática corrente em todos os Clubes de dimensão igual ou superior ao nosso Sporting, fruto de protocolos assinados entre as mesmas e direcções que viam nos mesmos forma de garantir "apoio". No fundo, um "negócio bom para ambas as partes". É esta a promiscuidade entre claques e direcções. Um episódio relativamente recente, e para quem tem memória, faz cair por terra uma das alíneas do comunicado da Juventude Leonina, na reacção à dissolução do protocolo por parte da direcção. Decorria o ano de 2012 quando em Braga um protesto contra o então Presidente Godinho Lopes era noticia de última hora. Nesse mesmo dia a equipa do Sporting jogava no norte do país. Na área de serviço da Mealhada os autocarros da claque Directivo Ultra XXI são os primeiros a chegar. Em seguida chegam os autocarros da Juventude Leonina e automaticamente os elementos desta claque entram nos autocarros do Directivo, agredindo, ameaçando, culpando esta claque de ter preparado o protesto contra Godinho Lopes. A isto chama-se política e promiscuidade. Mas mais, era ver quem servia de guarda-costas de Godinho Lopes em vários eventos do Clube. A equação é simples de fazer. Paulo Pereira Cristóvão era vice de Godinho Lopes, e na altura tinha enorme influência na claque, bem como o então director das modalidades, Mário Patrício, um "vet" da claque em causa. Política pura e dura, não há coincidências.

Em resumo, o aparecimento do Directivo deve-se a rixas por causa do dinheiro de um CD...sempre o dinheiro.Isto em 2012.

Desmistificada esta parte, vamos à actualidade.

Inicio da temporada 2018/19, depois da entrada dos actuais Órgãos Sociais, e resultado da auditoria, ficamos a conhecer uma divida das claques ao Clube perto dos 800 mil euros, maioritariamente da Juventude Leonina, referente a milhares de bilhetes por pagar.

Verão de 2019. É assinado novo protocolo entre os GOA e a direcção. No mesmo existem cláusulas e pagamentos a cumprir, naturalmente. E todos assinaram. De boa fé.

Nesse protocolo ficou escrito que os bilhetes da temporada 2018/19 que não foram liquidados na devida altura, seriam pagos em 4 prestações, a cada dia 9 dos meses de Setembro,Outubro,Novembro e Dezembro. Atenção que estamos a falar de bilhetes da temporada passada, não desta.

No mesmo protocolo, já assinado depois do primeiro jogo em Alvalade, acordaram os signatários que o preço da box seria de 115 euros. As boxs desta temporada deviam de ser pagas em 8 prestações. Até ao momento o Directivo pagou um mês e a Juventude Leonina três. As restantes claques pagam regularmente.

Uma das cláusulas para manter em vigor o protocolo 2019/20 era não falharem as prestações da "bilhética" de 2018/19, só que falharam, na minha opinião por acharem que a fragilidade da direcção iria permitir que mais uma vez não cumprissem com as obrigações perante o CLUBE.

Curiosamente, e não há coincidências, os protestos contra a direcção (muitos deles legítimos) começam depois do não pagamento da prestação de Outubro (dia 9). 

Há política e dinheiro nos protestos das claques, não restam dúvidas.

Para rematar, porque o texto já vai longo, um ex-Presidente, por mais pateta que seja, não pode ser impedido de falar numa Assembleia Geral por elementos bem identificados como pertencentes a claques. Não pode acontecer, ponto. Ninguém pode ficar fora de uma Assembleia por medo de distúrbios.

Uma bancada não pode ser invadida por membros de claques, fazendo com que muita gente tenha fugido do seu lugar. Ninguém pode deixar de ir ao pavilhão por medo de distúrbios.

Ninguém pode estar sujeito a levar com pedras, correndo o risco de vida, felizmente as pedras caíram em cima de uma viatura, por acaso particular.

O Sporting não pode ser governado por fora nem pela bancada A,B ou C. Ninguém está acima do Sporting, nem sócios nem direcções. Todos passam, fica o Clube. Respeitem o Clube.

SL

 

 

 

 

 

 

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publicado às 14:49

Não fui eu!!! Ou a falta de noção...

por O 6º Violino, em 29.08.19

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O universo Sportinguista volta a viver dias agitados, apesar de a sua equipa principal de futebol ser uma das lideres do campeonato. Imagine-se se não fosse.

Os últimos dias de mercado são o rebuliço habitual, entradas e saídas de última hora, até que as instâncias europeias decidam de uma vez por todas que as datas de abertura e fecho de mercado sejam comuns a todos os países. Já tarda.

O Sporting sofre da conjuntura do maior ataque desportivo/financeiro de que foi alvo em Maio de 2018. Vejamos então: na temporada 2018/19 o Clube não fez nenhuma venda avultada como nas temporadas anteriores, o que permitiu o equilíbrio financeiro baseado em receitas extraordinárias. Sem a venda de activos, e com o consequente aumento de despesas (vide orçamentos para o futebol) nenhuma das temporadas desportivo/financeiras teria dado lucros, fruto de um desequilíbrio orçamental entre despesas e receitas correntes. 

Como seria diferente podermos negociar jogadores como Rui Patrício, William Carvalho e Gelson na temporada passada ou nesta que decorre. Vendendo ao preço justo e não sob pressão.

Como seria diferente não ter de resgatar Bas Dost, Bruno Fernandes e Battaglia. Sousa Cintra fez o que tinha a fazer, mas mentiu.

Mentiu quando disse que os jogadores regressariam com o mesmo contrato. Quando escondeu um prémio de assinatura ao empresário de Bruno Fernandes, quando colocou uma cláusula indemnizatória em que o Sporting teria de aceitar uma venda por 30 milhões sob pena de ter de pagar 5 ao jogador, em caso de não aceitar a venda por esses números. Acresce o facto de, se Bruno Fernandes não sair, o seu salário triplicará, mesmo que o jogador fique contrariado. E é aqui que bate o ponto. Bruno Fernandes e o seu empresário sempre se convenceram que durante o defeso, um Clube apresentasse uma proposta com os valores exigidos pelo Sporting. Debalde. Quer queiramos, quer não, o mercado dita leis, e quer se goste ou não de Jorge Mendes e dos seus negócios, é este empresário que dita leis nos negócios que se fazem e nos que não se fazem.

Mentiu Sousa Cintra, porque nunca disse aos sócios do Sporting que Bas Dost passava a ser o jogador mais bem pago em Portugal, com um custo a rondar os 6 milhões anuais mais 500 mil para o seu empresário por cada época de contrato. Incomportável. Acresce ao facto de que desde o ataque à Academia o jogador não mais teve o mesmo rendimento, tendo terminado a temporada como suplente, mesmo que vindo de uma "lesão", ainda por explicar. 

O Sporting tem hoje 6/7 jogadores com os quais não conta para colocar, com ordenados que nenhum outro Clube quer igualar. Obviamente os jogadores em questão estão no seu direito de querer cumprir os contratos.

O Sporting não tem outro jogador com valor considerável de mercado. Mas o Sporting tem compromissos a pagar após uma gestão tresloucada desde 2015/16.

Olhando para dentro, e em caso de saída do capitão, a Direcção tem de ter um substituto em altura, um plano B, rápido de executar, sob pena de hipotecar a época desportiva com a saída do nosso melhor jogador. Será um teste a esta Direcção e ao Departamento de scouting.

Nas últimas semanas surgiram nos órgãos de comunicação social alguns sócios, que se acham notáveis a manifestarem o seu desagrado sobre o actual estado do Clube.

Vamos a eles, um a um:

José Eugénio Dias Ferreira, o sócio com menos noção do ridículo. Defende a venda da maioria da SAD. Andou cinco longos anos calado, assistindo e apoiando uma gestão doentia, e arrasadora para o Clube. Não tem a noção de que teve nas últimas eleições pouco mais de 500 votantes? José Eugénio, qual papagaio na comunicação social, fugiu ao esclarecimento de dúvidas na Assembleia Geral, à qual enviou o seu filho, e faltou a um jantar do Grupo Stromp onde estiveram membros da Direcção à sua espera para o esclarecer.

Pedro Madeira Rodrigues, o homem dos 10% de 2017 e que se juntou a Ricciardi porque sabia que nem pessoas para formar uma lista conseguia. Falava de uma liderança jovem e agora fala que o Sporting precisava de um homem experiente. Se isto fosse uma qualquer tasca era esta a altura de utilizar vernáculo. Um deslumbrado.

José Eduardo, também conhecido pelos 18 milhões que facturou durante vários anos por serviços prestados ao Clube, incluindo a compra de um camião/cozinha. Cinco anos na sombra, tendo saído da toca apenas para colaborar na saída de um treinador. De resto, para ele sempre esteve tudo bem. Juntou-se a Ricciardi, também.

Zeferino Boal, porra, a este já nem vale a pena dispensar tempo, mas também se juntou a Ricciardi.

Bruno Mascarenhas, também com Ricciardi, um dos maiores responsáveis da tragédia circence de cinco anos em que foi dirigente. Esta malta não tem mesmo a noção...

Abílio Fernandes, ex-dirigente da direcção de Sousa Cintra. Não é preciso acrescentar nada sobre esse tempo. Abílio Fernandes e o seu filho são proprietários de vários restaurantes que serviram de salão de festas no tempo do destituído e festas de aniversário do mesmo, antes de ser eleito em 2013. O seu filho sempre acompanhou com os avençados da Young Network e era presença assídua na Sporting TV, tal como o filho de Dias Ferreira. Mais um que durante cinco anos andou caladinho.

Tirando Madeira Rodrigues, foram todos uns cobardes, foram e são também responsáveis por tudo o que se passou nestes tempos no Clube, com José Maria Ricciardi à cabeça, esse que agora colocou os seu peões no terreno.

A história encarregar-se-á de os castigar a todos, enquanto sócios do Clube.

O Sporting sairá mais forte disto tudo, faço votos.

SL

 

 

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publicado às 13:46

Já percebeste...

por O 6º Violino, em 04.07.19

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Caro Bruno,

Esta vai ser a minha última publicação antes de veres confirmada a tua expulsão de sócio do Sporting Clube de Portugal.

E tu já sabes, como eu, que vai ser esse o desfecho da Assembleia Geral de amanhã, dia 6.

Tu já sabes que foi este o buraco que cavaste à tua volta, e do qual não vais sair. Tu sabes que este será o resultado normal do que andaste a semear. Tu sabes que vai ser mais uma derrota com estrondo, como tem sido desde há um ano para cá.

E por isso estás desesperado,e eu confesso que estou a gostar de te ver desesperado. E sabes porquê? Porque sabemos que há um ano os jogadores profissionais do Sporting queriam todos ir embora.

Porque num ano os restos dos jogadores que cá ficaram venceram dois troféus, os mesmos que a tua direção demorou cinco anos e com investimentos loucos em três deles.

Isso machuca-te, porque tu sabes que festejavas as derrotas do Sporting desde 2011, até atingires o teu objectivo, e agora estás na mesma. Tu não és Sporting. Tu querias um emprego para a vida. Lembras-te, quando em 2013 disseste que só saias do Sporting "num caixão"? Não foi preciso, não serás um mártir. Os teus planos saíram furados.

Tu sabes porque vais ser confirmada a tua expulsão, e com grande margem, e mais uma vez não vais ter a coragem de ir à Assembleia Geral. Típico em ti, sempre foste um homem das redes sociais, tal como os teus cada vez menos apoiantes. Sim, teus. Podes e deves leva-los contigo e formar um novo clube. Leva-os, a eles, aos Geraldes, aos Batistas, aos Capitães, a essa gente toda que mataste a fome enquanto lá andaste. Ah, leva também o teu único ex-funcionário, Luís Ferrão.

Tu sabes também, que a maioria esmagadora dos sócios já nem te pode ouvir, que o tempo de quem berra mais alto já acabou.

Tu sabes que o tempo de usares os dados pessoais dos sócios no Clube, para lhes meteres processos, em teu nome, mas com advogados do Sporting já acabou.

Tu sabes que a mordomia familiar de ter um motorista já era. Lembras-te quando o "gago" foi levar a tua filha a uma festa e inadvertidamente pisou o pé da rapariga, tendo deixado de ser o teu motorista? Não fiques chateado de falar nisto, mas quem usa a família para se vitimizar não pode pedir que não se fale dela.

Tu sabes que o tempo de usares a Young Network do teu amigo João Duarte para expores nomes de sócios que não te prestavam vassalagem acabou. 

Tu sabes que o tempo dos Nelsons Almeidas e Costas Aguiar acabaram e com isso o alegado acumular de poupanças. É chato, eu sei. Mas só para ti.

Tu sabes que vais ver confirmada a tua expulsão porque inventaste órgãos sociais, até com uma Judas, e um Barros que já foram a andar, não é? Que tentaste bloquear as contas da SAD, não é? Que mesmo depois das decisões dos Tribunais, tentaste assumir um cargo que já não era teu, não é? Mas estas são só as coisas mais chatas, não é?

Tu sabes que insultaste Presidentes de Núcleo em Congressos, sabes que em todas as Assembleias insultavas sócios aos berros, com a complacência do teu ex-amigo Marta Soares, lembras-te? 

Tu sabes que insultavas jogadores de várias modalidades, quer na tua praia do facebook, quer por mensagens escritas, lembras-te?

Tu sabes que o Leonardo Jardim não queria sequer fazer o primeiro jogo oficial, lembras-te?

Tu sabes que alegadamente mandaste perseguir o Marco Silva e a sua esposa, professora num colégio da margem sul, lembras-te?

Tu sabes que nenhum dos teus três treinadores saiu a bem contigo, como toda a gente que te passa a conhecer bem, não é? 

Tu sabes que o Sporting está a fazer o seu caminho, e que o teu caminho não existe, ao contrário de todos os ex-Presidentes que te antecederam, não é? É chato.

Tu sabes que continuam atrás do rasto do dinheiro, não sabes? 

Tu sabes que te deslumbraste, e que facilitaste ao ponto de pensares que os sócios eram realmente estúpidos, como tantas vezes assim os chamaste, não é?

Tu sabes que os sócios se lembram das tácticas da leitura de actas e tentativas de chumbo de orçamentos, que usaste em 2012, e que agora mandas os miúdos fazer, não é?

Tu sabes que já não tens mais nada para dar, sem ser esta guerrilha de bisnagas de água, com um exército coxo e com acne juvenil, que vê nas Assembleias poder ter os seus 2 minutos de fama, não sabes?

Sabes. Sabes isso e muito mais que todos sabem.

E vai saber tão bem acordar no domingo sem te ter como sócio do Sporting...

Até nunca mais, ex-sócio Bruno.

SL

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publicado às 23:52

Decisões

por O 6º Violino, em 10.05.19

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Depois da vitória europeia do nosso futsal, o Sporting discute este fim-de-semana em sua casa o titulo europeu de hóquei em patins, não partindo, em minha opinião, como favorito, tal como não o era na Final Four de futsal. Um bom prenuncio e para mim, uma vantagem, apesar da pressão acrescida de jogar em casa, neste caso.

Lá estarão mais de 2000 leões a levarem a equipa ao colo.

Daqui a menos de duas semanas estaremos a disputar a possibilidade de conquistar um segundo troféu no futebol sénior masculino, algo impensável há poucos meses atrás.

O futsal faz o seu percurso normal no campeonato, até ao que se espera, uma final renhida com o eterno rival.

O voleibol depois de uma bela campanha europeia, e de ter perdido a oportunidade de vencer um dos jogos na Luz na negra, não teve forças física e anímicas para derrotar o rival. 

O andebol, depois da melhor representação europeia de sempre, dificilmente renovará o titulo.

Ambas as formações devem ser rejuvenescidas, tendo por base um projecto a médio prazo e não vitórias no imediato. Com provas europeias e sobrecarga de jogos, os resultados estão à vista. Aproveito também para chamar a atenção para alguma veterania na formação de hóquei.

O Sporting não para, é isto, luta, dedicação e vontade de superação.

Nota 1 : Dia 14 começa a audição do caso mais triste da história do Clube. Que se castiguem apenas os verdadeiros culpados e cúmplices.

Nota 2 : Ao contrário do que prometi, não vou dar espaço à verborreia, má educação, palavras reles que classificam apenas quem as escreve, neste espaço. Apaguei dezenas de comentários insultuosos para com pessoas, símbolos do Clube e acima de tudo contra o Clube, escritos por dois ou três doentes mentais, que vêm no espaço virtual escapatória para as suas frustrações pessoais. 

SL

 

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publicado às 17:13

Da auditoria ao circo

por O 6º Violino, em 11.04.19

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Foram ontem conhecidos pormenores relativos à auditoria forense mandada fazer pela Comissão de Gestão, e que segundo o ex-responsável das finanças, Carlos Vieira, também já estaria pensada (não concretizada) pela anterior e destituída direcção.

Considero que os dados de uma auditoria serem dados a conhecer (independentemente de não saber a fonte) pela comunicação social não me agradam pessoalmente, da mesma forma que a anterior direcção fez em 2015 com o beneplácito do jornal Expresso, quiçá através do antigo colaborador Bruno Roseiro.

O destituido presidente fez da auditoria de gestão às anteriores direcções uma bandeira eleitoral. Da mesma resultaram expulsões de sócios sem passarem por Assembleia Geral, e zero condenações judiciais. Em frente.

Vejo muita indignação pela forma como veio a público a auditoria. A mesma que vi nos adeptos benfiquistas relativamente à divulgação de mails privados. Nada de novo em relação aos pesos e medidas, mas isso será do foro da consciência individual de cada um. Dos poucos que têm.

Defendem que a auditoria deveria ser apresentada em Assembleia Geral. São os que vão fazer espectáculo circense às mesmas, os que fazem twits ao segundo sobre o que se passa nas A.G.'s, os que nunca vão, ou os que nem sócios são? Ou são só parvos?

Sobre o conteúdo geral da auditoria, poucas novidades em relação ao que já aqui escrevemos há alguns anos. No fundo é apenas a confirmação do deslumbramento de alguém que nunca foi nada na vida e que se viu rodeado de dinheiro por todos os lados, qual ilha. Ando há anos a pedir a publicação de declarações de IRS do destituído de 2011,2012...quem não deve...

Entregue à Policia Judiciária, caberá a esta verificar da existência ou não de matéria criminal.

Como sócio do Clube aguardo, mas as conclusões que tiro são relativas à gestão. Indecorosa, irresponsável, "criminosa". 

Carlos Vieira, também responsável pela barbaridade da gestão carvalhista, fala numa gestão que deu lucros. Facto. Como facto é que a mesma sempre foi desequilibrada entre receitas e despesas e que foram sustentadas por vendas de activos (receitas extraordinárias), os quais não eram orçamentados. Uma receita já utilizada pelas gerências anteriores, nada de novo, para quem falava em "gestão de excelência". Dos activos vendidos então, apenas Slimani foi aquisição da anterior direcção. 

Caro Carlos Vieira, não digo que enriqueceu com o Clube, porque casou-se bem, mas escusa de com o seu ar arrogante meter tanta palha à frente dos Sportinguistas. Não seja sonso.

Mas a reacão de Carlos Vieira foi apenas uma das patéticas destes dois dias, senão vejamos:

A reacão da YoungNetwork foi ao estilo do destituído, brejeira e trauliteira, tentando esconder a sua também e maioritariamente responsabilidade na criação de perfis falsos nas redes sociais, que culminaram com ataques pessoais e exposição de dados pessoais de sócios. Por falar nisso, o João Capitão ainda é funcionário dessa empresa? João Duarte, qual Pilatos, tenta descredibilizar a auditoria por causa de um tal Paulo André ter feito parte de um Conselho Fiscal da SAD do tempo de Godinho Lopes...lapso, ou não, não é o mesmo que fazia parte das Listas do destituído como candidato a vice do também Conselho Fiscal (Clube), então com o nº de sócio 58938? E não foi o João alertado para isso, quando em 2013 trabalhou a campanha do destituído para receber pela mesma mais tarde?

Caro João Duarte, mais tino, menos desatino...

José Ribeiro, ex-jornalista do Record, ex-funcionário do Sporting, lamentavelmente ainda sem trabalho conhecido, continua a cavalgar nas ondas do Carvalho, fazendo a defesa acérrima do ex-patrão. 

Zé, dali não vais comer mais nada...

Carlos Padrão, nunca foi Sportinguista, nunca jogou pelo Sporting, nunca foi sócio, apenas amigo de Jorge Jesus (será que também lhe tocava algum tacho?), apenas se sabe que por Angola as coisas não lhe correram bem. Mas que grande azia que o homem tem. Tão bom como homem como foi como guarda-redes.

Carlitos, fala com o JJ para ires para um qualquer país árabe...

Os ex-novos ricos viram já duas vezes os sócios do Sporting rejeitarem a sua vida faustosa. Lamentavelmente terão de se fazer à vida e procurar uma nova fonte de rendimento. A fonte secou, rapazes! Procurem um novo Batuque (estes não se queixaram de nenhum calote, curiosamente).

P.S. : Podem novamente encher a caixa de correio com insultos. Não vos responderei a perguntar pela saúde das vossas mães.

Um dia destes publicamos os vossos miminhos.

SL

 

 

 

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publicado às 13:26

Ressacar de Sporting

por Lizardo, em 04.04.19

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Que saudades. Que saudades do Sporting. Daquele Sporting que unido dá espetáculo na bancada, que puxa pelos jogadores. Aquele Sporting que dá tudo para vencer os que consecutivamente nos têm vencido nos últimos anos. Aquele Sporting que vence, aquele Sporting que depois de vencer dá o palco aos atletas, treinadores, Sócios e Adeptos.

Estava a ressacar de Sporting. E que bom foi ontem estar em Alvalade. Uma curva sul cheia, unida, a puxar pelos nossos, bancadas centrais de pé a saltar e uma norte cada vez mais ativa e mais emotiva.

Que bom que foi ontem estar em Alvalade. Que bom que foi ver Bruno Fernandes, que bom que foi ver um Gudelj a limpar tudo, que bom que foi ver a explosão de raiva positiva aquando do magnifico e histórico golo de um dos melhores jogadores de que alguma vez já vestiram de verde e branco.

Ontem foi a prova que unidos venceremos. Este eterno cliché que tanto se usa e abusa em tantas disciplinas, da família à política, das empresas ao desporto, mas é a mais pura das verdades.

Ontem não se falou do passado, ontem tudo foi presente para melhorar o futuro. Ontem não se vislumbraram manifestações e nem um vídeo estupido foi feito dentro de um qualquer carro a ofender e difamar Sócios, Atletas e membros da Direção. Ontem fomos todos Sporting.

E quando somos todos Sporting o caminho torna-se mais fácil. A recompensa é sempre melhor. Mostramos a nossa real força, somos educados, somos melhores, somos mais fortes, somos um exemplo. E ser um exemplo foi sempre o que me orgulhou ser do Sporting.

Ser um exemplo é ser do Sporting exemplar. Ridicularize-se os que continuam a provocar ruído, inconsequente mas cansativo. Ridículos, ignorantes, sem passado no Clube e sem futuro.

Sem futuro porque ontem ficou claro que o Sporting está de volta. O Sporting, aquele, o exemplar.

Ontem matei a ressaca, que grande Sporting, que grandes Sócios e Adeptos, que grande entrega dos Jogadores, que grande leitura dos Treinadores e que grande reflexo do trabalho dos que trabalham e querem voltar a erguer este nosso amor.

Ontem matei a ressaca, mas hoje já estou a ressacar para mais um fim-de-semana de grandes emoções em Alvalade e no João Rocha. Que seja melhor, sempre melhor, porque os grandes são sempre os que crescem.

Ontem morreu o passado recente de vez. É tempo de exigir futuro.

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publicado às 10:58

Dia do Pai

por Lizardo, em 19.03.19

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Hoje celebra-se o dia do pai. E o nosso pai, o pai de todos os Sócios e Adeptos muito deve chorar de frustração. José Alvalade assiste do alto da sua grandeza celeste ao desnorte que o seu Clube, o Sporting que fundou, vive momentos de vergonha, de guerrilha interna, de fracasso presente e ausência de perspetivas de futuro.

José de Alvalade fundou um Clube que durante décadas foi um exemplo de ética e moral. Um Clube que formou Homens e Mulheres, que criou campeões, foi a génese de novas famílias, de estar na vida e de fazer vida com saúde e bem-estar.

Hoje vivemos o oposto. Tudo é dúbio. Tudo se corrói lentamente, sem valores, sem visões, com ataques baixos num Clube dividido internamente, desde as suas elites, as claques e os seus Sócios e Adeptos. O Futuro não é certamente brilhante.

Desde o 25 de abril de 1974 o Sporting foi campeão uma mão cheia de vezes. Muito pouco para uma Instituição com dimensão mundial. Durante a década de 80 e de 90, assistimos às vitórias de Porto e Benfica, eles são presença assídua nas principais competições europeias. E se antigamente a nossa ausência dessas competições criava um fosso de prestígio, hoje em dia cava um fosso muito mais complicado de recuperar, que é o fosso financeiro. Nos últimos anos ficou claro que quem não participa na Champions deixará de ter expressão entre os grandes Clubes da Europa. Durante a década de 90 ficar fora dessa competição era um mal menor. Pois era mais fácil recuperar. Hoje em dia, quando assistimos aos nossos dois rivais, que juntos já somam quase 200 milhões de euros pela sua participação na Liga dos Campeões, nós fazemos contas a uns míseros 7 milhões pela presença na Liga Europa. E assim foi nos últimos anos e assim se adivinha que será nos anos que se aproximam. E um Sporting sem os milhões da Champions não irá voltar aos tempos áureos que sempre queremos e ambicionamos voltar a viver.

Repito, um Clube não sobrevive a angariar tostões na Liga Europa enquanto os seus rivais amealham perto ou mais de 80 milhões cada pelas suas participações na Champions.

Esse tem que ser o nosso foco no presente. Como mudar este paradigma? Esse é o grande desafio.

O Sporting não precisa de Messias nem de grandes parceiros financeiros. O Sporting precisa contar a verdade aos seus Associados, precisa de gente que entenda de desporto e gestão desportiva, gente que entenda e compreenda o poder da comunicação, Marketing e Mechandising, que compreenda e antecipe a revolução digital que está em marcha no desporto, que compreenda que as instalações desportivas são a chave para formar melhor e majorar desempenhos.

O Sporting é hoje, novamente, um Clube datado à imagem do Clube que Sousa Cintra deixou quando abandonou a sua presidência nos anos noventa.

Hoje que é dia do Pai, pensem no assunto, pois é preciso uma voz que agregue a família leonina. Como estamos, caminhamos com toda a rapidez para uma trincheira de onde não sairemos nos anos mais próximos.

O Sporting somos nós, nós que o defendemos com classe, sapiência e educação, nós que pagamos quotas, nós que vamos aos Estádios e Pavilhões, nós que compramos merchandising e passamos o nosso amor de geração em geração.

Hoje é dia do pai. E que saudades que eu tenho do Sporting fundado por José de Alvalade.

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publicado às 11:26

TVI e letais

por O 6º Violino, em 13.02.19

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Já todos percebemos o caminho que a estação televisiva TVI escolheu em relação ao desporto português. Um caminho fácil, populista, reles, ridículo e pernicioso ao desporto e ao futebol em particular. Ter nas suas fileiras Pedro Guerra, Manuel Serrão, José Pina, Pedro Proença, Eduardo Barroso, enquanto comentadores, diz bem do passado e presente e dos objectivos desta estação de televisão. Circo.

A juntar a isto, temos a já mais que visível "parceria" entre a TVI e o deposto ex-presidente do Sporting. E vamos a factos do conhecimento público para desmistificar de uma vez por todas.

Chegada da equipa de futebol a Santa Maria da Feira no domingo passado, um grupo de apoiantes do deposto, liderado por Carlos Monteiro (CM) com insultos à equipa e ao actual Presidente. 

Mas quem é esta figura, Carlos Monteiro? Fácil de responder. Carlos Monteiro foi Presidente do Núcleo de Matosinhos e acabou recentemente destituido do cargo do mesmo. CM é um fervoroso apoiante do historicamente deposto.

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CM fez-se amigo pessoal do deposto e é frequentemente visto em almoços e festas organizados pelo deposto.

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CM, no dia do jogo de Santa Maria da Feira só teve palco numa televisão, a TVI.

CM é o individuo que aparece num vídeo no Aeroporto Sá Carneiro depois de um jogo em Chaves a insultar Jorge Jesus e jogadores. Nesse dia, o então presidente entrou no balneário de Chaves e insultou tudo e todos, tendo fugido para Lisboa de carro. O leitor ainda acredita que CM foi ao aeroporto só porque lhe apeteceu?

CM é o mesmo que foi visto a insultar adeptos do Sporting, crianças e seus pais, no Jamor, depois da Final da Taça perdida para o Desportivo da Aves, só por estarem a aplaudir os jogadores quando estes subiam à Tribuna Presidencial. Já todos sabemos os antecedentes à Final da Taça...coincidências, outra vez?

Mas vamos a mais factos: Luis Aguilar, benfiquista anti-Sporting é co-autor do novo livro do deposto, é comentador TVI.

Sexta-feira, o deposto dará uma entrevista. Na TVI.

Acredite em coincidências quem quiser, quem quiser fazer um exercício simples ao cérebro terá rapidamente as conclusões óbvias.

Circo, TVI, letais.

SL

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publicado às 10:20


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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