Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


A equação e a doença

por Trinco, em 19.05.18

exemplo-de-sistema-com-duas-equacoes-e-duas-incognitas.jpg

 

 

Afastado o dia todo de noticias ou redes sociais, apanhando de leve agora mesmo os abalos de mais uma surreal conferencia de imprensa, afigura-se que a equação é muito, muito simples. Até para uma criança de 3º ou 4º ano.

 

A equação coloca-nos duas e apenas duas opções. Ou Azevedo de Carvalho ou o Clube.

 

Simples.

Se um se torna maior que o outro resulta a menorização deste. E neste momento, Azevedo julga-se maior que o Sporting. Maior que o Mundo.

 

O que nos leva à doença. Não tenho formação clínica ou psiquiatrica e por isso não tenho qualquer legitimidade para estabelecer diagnósticos, mas aconselho a leitura, pensamento critico, retirada de conclusões e ponderação das consequências sobre o síndrome hubrístico em que o neurologista britânico David Owen lista os sintomas, dos quais bastam apenas 3 para se poder afirmar estar-se perante alguém com esse mesmo síndrome:

1 – uma propensão narcísica para ver o mundo em primeiro lugar como uma arena para exercer o poder e procurar a glória; 
2 – predisposição para fazer coisas de forma a melhorar a sua imagem;
3 – uma preocupação desproporcionada com a imagem e a apresentação;
4 – uma forma messiânica de falar daquilo que está a fazer e tendência para a exaltação;
5 – identificação com a nação ou a organização ao ponto de o indivíduo achar que os seus pontos de vista e interesses são idênticos;
6 – tendência para falar de si na terceira pessoa ou uso do plural majestático;
7 – confiança excessiva no seu próprio julgamento e condescendência em relação aos conselhos ou críticas dos outros; 
8 – crença exagerada em si mesmo, na fronteira da sensação da omnipotência;
9 – mais do que ser responsabilizável perante tribunal mundano dos colegas ou da opinião pública, acha que será julgado pela História ou por Deus;
10 – crença inabalável de que nesse tribunal será ilibado;
11 – perda de contacto com a realidade, muitas vezes associado a isolamento progressivo;
12 – inquietude permanente, indiferença, impulsividade;
13 – tendência para que, ao apreciar a rectidão moral de uma determinada opção, considere custos e benefícios;
14 – incompetência hubrística: as coisas começam a correr mal por causa do excesso de confiança e ele nem se preocupa com as dissidências.

in Artigo de Vitor Matos na Revista Sábado de 21.02.2013

 

José Sócrates, afirmam especialistas sofre. Miguel Relvas idem.

 

Não é física nuclear ou teoria das cordas. É simples, muito simples!


 
 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 19:23

Carta aberta

por O 6º Violino, em 19.05.18

untitled.png

Caro Bruno Miguel,

Esperava só ter de te dirigir estas palavras na segunda-feira, depois da final de amanhã. Esperei este tempo todo para não ser acusado de desviar o foco do que é importante. Mas tu não deixaste.

Não estava à espera que tivesses a decência de te demitires. Porque não és um Homem decente.

Não quero saber da tua vida particular para nada. És tu que a chamas para te fazeres de coitadinho. És tu que criticas quem às vezes o faz, mas és o primeiro a usar a tua família. És tu que usas e abusas da tua família. E ninguém quer saber disso para nada. Mas isso é um problema que só a tua família tem de resolver.

Bruno Miguel, eu sei que tu sabes que não tens mercado de trabalho para além do tacho que arranjaste. Tu sabes que os jogadores e os treinadores têm mercado, só tu e os teus "muchachos", tirando o Carlos Vieira, não têm.

És tu e a tua Direcção, os responsáveis por tudo o que se passou na Academia, sabias que ia haver confusão. Todos sabemos que não foi a primeira visita feita pelas claques. Já sabias o que se tinha passado no aeroporto do Funchal e posteriormente na garagem do Estádio. E não protegeste a "tua família", os jogadores, em nenhum desses casos.

És um irresponsável e só queres saber do teu emprego e dos teus familiares e amigos. Em véspera de uma Final de Taça fazes o maior ataque da história do Clube aos jogadores, os teus familiares que escolheste. Então os jogadores é que foram responsáveis? 

Esqueceste-te de dizer que na Academia vivem dezenas de miudos e que só estava um segurança à entrada?

Onde andam as dezenas de câmaras de segurança?

Sabes, já tenho pena por ti, porque estás doente, e temos de ser cuidadosos e carinhosos nas horas más, por muito que não prestes. E já tenho essa opinião há muito tempo, ao contrário dos teus "amigos" que agora te viraram as costas. 

Voltando às claques, tens coragem de acabar com o negócio dos bilhetes? Não tens, porque te serves das claques para fazer serviços em troca dos bilhetes. Acaba com as claques, se fores Homem!

A tua conferência de imprensa de hoje mostra que estás perturbado, que já nem sequer tens a noção do ridículo a que te expões. Mas pior que isso, não queres saber do Sporting para nada, não estás preocupado com o ridículo desta situação. Estás mais agarrado do que o Godinho em 2012, e essa marca vai ficar para sempre em ti.

Não queres saber da profunda divisão que criaste no Clube, porque só te vez ao espelho. És um novo rico que mudou a imagem com o ordenado do Clube, és um deslumbrado com o poder, mas o Sporting não é uma empresa de soalho flutuante nem tu já és mestre de obras.

Vai-te embora de vez! O Sporting agradece-te!
SL

 

 

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 16:34

Por favor Bruno, sai!

por Lizardo, em 16.05.18

Fundadores_do_Sporting.jpg

 

 

Por favor Bruno, sai. Sai e leva contigo os que trouxeste. Os putos das redes sociais, a Young Network, os amigos da fundação, o vendedor de cartões do Barclays, os novos empresários de jogadores que estão na fila da frente para agredir jogadores, os comentadores que não defendem o Clube e que defendem a tua pessoa.

Por favor Bruno, sai. Falhaste em toda a escala. Cinco anos de terrorismo. De perseguição a Sócios e Adeptos, de faltas de educação, de ameaças a profissionais, do Clube à Comunicação Social, de insultos a Magistrados e outros Profissionais e fornecedores.

Por favor Bruno, sai. Encara o fracasso que construíste. Encara a miséria que criaste e vais deixar para resolver. Não sairás pela porta pequena, sairás de rastos, prostrado em vergonha e sem capacidade de reação. És a vergonha de mais de três milhões de Sportinguistas e a vergonha de todo um universo de apaixonados pelos reais valores do desporto.

Por favor Bruno, sai. Mas sai rápido. Tu representas o pior que já aconteceu ao desporto em Portugal. És mal formado, incitas à violência recorrentemente, não olhas a meios para atingir os fins.

Por favor Bruno, sai. Sai e deixa a Judiciária resolver as polémicas que envolvem o Andebol, o futebol, comissões e outros exercícios relacionados com o fisco e a gestão financeira.

Por favor Bruno, sai. Sai antes que te expulsem. Pois não merecemos mais um episódio de violência. O Sporting não é isto, nem tem existido Sporting desde que tomaste posse.

Por favor Bruno, sai. Olha para a tua família. A família que tantas vezes citas para mostrar o teu lado mais humano. Sai, também eles querem a tua cura. Estás doente, cego, numa batalha contra Ti mesmo.

Por favor Bruno, sai. Sai sem sobressaltos. Sai, desparece para sempre. E faz-nos um favor, nunca mais comentes e fales sobre o Clube. Jamais entres numa instalação do Clube.

Por favor Bruno, sai. És a vergonha de um Clube. A vergonha de um país. A vergonha do mundo do desporto.

Por favor Bruno, sai!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:07

Falência

por Trinco, em 16.05.18

U999-ST30-Black.jpg

 

 

15 de Maio de 2018 será marcado como o dia em que um Clube centenário declarou falência. Não uma falência financeira ou desportiva (embora ambas virão inevitavelmente a ser também vitimas deste surrealismo em que mergulharam o Clube) mas uma falência moral completa e absoluta.

 

Foi um dia, culminar de semanas e meses de ambientes provocados e orquestrados, em que de manhã se sabe que o Clube é acusado de corrupção activa de forma continuada e até agora não negada de forma oficial e clara, à tarde vê as suas instalações violadas e os seus jogadores agredidos por "adeptos", sem que nada tenha feito para os proteger e à noite vê o seu responsável máximo, do Clube mas também do tempestade, afirmar que "Foi chato mas o crime faz parte do dia a dia" e o representante feito barata tonta a meter paninhos quentes e a convocar os órgãos sociais para uma reunião 6 dias depois.

 

Foi uma falência moral completa e absoluta. Uma falência da dignidade, honra e orgulho que sempre pautaram a acção de Sporting e Sportinguistas. Uma falência dos valores, da história de um Clube centenário. A falência da ilusão de sermos melhores. A falência do prazer de ser. A falência do respeito, da responsabilidade e da responsabilização. A falência da solidariedade. A falência da verdade e da transparência. A falência da decência. A falência da ética. A falência da inteligência. A falência do civismo e da urbanidade. A falência do estar e do ser. A falência funcional dos órgãos que autisticamente olham para uma qualquer realidade paralela. A falência do sentimento de pertença, da união e da noção do comum. A falência do associativismo e da tolerância. A falência do "nós" subjugada a um "eu. A falência do raciocínio, da lógica e do bom senso. A falência da postura. A falência da sanidade mental individual e colectiva.

 

Mais que as derrotas desportivas, mesmo as mais humilhantes ou desesperantes, mais que os rumos financeiros ao fio da navalha, mais que a reactividade aos processos de quem nos rege, agora e no passado, este dia marca a falência do Clube enquanto tal. Este dia é, de longe, o mais negro da sua história e temo que possa marcá-lo de forma irreversível e profunda na vida que lhe resta.

 

Por mim, assumindo que esta deverá ser das últimas vezes que escrevo sobre o Sporting sempre digo: Sou e serei do Sporting, mas este Sporting já não é o meu. Parafraseando uma das vitimas da barbárie de ontem: Foi um prazer estar com todos vocês!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 09:30

 

 

Domingo, 14 de maio de 2000. Entrava em campo o Sporting. Aquele que nos dá orgulho. Aquele que encheu um campo já a rebentar pelas costuras e venceu um Salgueiros, sempre complicado a jogar na sua casa, por quatro épicos e históricos golos.

Matou-se um jejum de 18 anos. Quase duas décadas de loucura, de promessas vãs e de gestão sem critério e sem projeto. De ano zero em ano zero, contentores de jogadores todas as épocas, dezenas de treinadores, e claro, os Sócios, sempre nós, cegos, sempre a defender o problema e a culpar os que trabalhavam no terreno. Quem viveu estes tempos recorda-se da defesa intransigente a Sousa Cintra, achavam-lhe piada, era “chico-esperto”, um pato-bravo. E no universo do futebol profissional não basta tentar, é preciso saber.

Hoje não vivemos tempos muito diferentes. Por muito que queiram continuar a culpar José Roquette e o seu projeto, que de facto falhou na sua aplicação a longo prazo por razões que até o próprio lutou para que não se implementassem, foi este Presidente que criou um projeto sério, renovou um Clube datado, sem infraestruturas à altura da dimensão e grandeza do Sporting, e foi a sua direção que criou a SAD e que nos levou a quebrar o jejum. Bem diferente do que temos hoje, onde se começou por culpar:

1 – Os Roquettistas
2 – Os Croquetes
3 – O Futebol Clube do Porto
4 – A APAF
5 – A Liga
6 – Os Jornalistas
7 – Os Sócios / Sportingados e Governo Sombra
8 – O Benfica
9 – Treinadores e Jogadores

Começam a faltar alvos, e com tantos problemas já identificados por esta direção, ainda não teve a sapiência de fazer a sua autoavaliação. Pois é evidente que é na pessoa Bruno Carvalho e nos seus escravos ignorantes e fieis seguidistas que está e reside todo o problema.

O Clima criado é insustentável. Esta equipa morreu no relvado dos Barreiros. Este domingo para a Taça de Portugal todos esperamos e desejamos uma vitória, e a acontecer, até a festa da vitória terá um sabor amargo. Sinal do ambiente nojento que se criou e se vive.

Este Presidente cria estes ambientes, escreve posts e identifica pessoas minutos antes de jogos de futebol. Com que objetivo? Será que não quer promover confusão e agressões?

Este Presidente critica jogadores antes dos jogos. Com que objetivo? Criar animosidade nas bancadas?

Este Presidente incendeia Assembleias Gerais e pede uma inquisição à comunicação Social. Os jornalistas que estavam presentes foram ofendidos e quase agredidos. Terá sido leviana a intervenção de Bruno de Carvalho?

Ontem tudo o que se passou ultrapassou os limites da vergonha. Adeptos, os do costume, alguns bem identificados com o regime atual, que se gabam nos seus perfis de serem empresários de jogadores (rir bem alto) e que partilham fotos com os atletas, ontem estavam na linha da frente à espera em Alvalade. A ser verdade que invadiram a Garagem, quem permitiu, quem é a empresa de segurança que tem responsabilidades na gestão do espaço? Como é possível acontecer e com ordens de quem?

Marta Soares, se não for um banana, se não for um bombeiro incendiário tem que tomar decisões rápido e antes da final da Taça de Portugal.

Este clima envergonha o Clube em todo o mundo, fazendo lembrar os épicos momentos de comédia do tempo de Vale e Azevedo onde qualquer equipa vinha vencer ao Estádio da Luz, e depois de dois dedos de conversa, gritavam os adeptos pelo nome do Presidente em delírio, Vale Vale Vale… Similaridades que assustam.

Basta! Rua com esta gente. O Sporting não merece estes vírus e estes cancros que estão a destruir tudo o que de bom foi edificado e implementado desde o inicio do seculo. 

Amanhã será sempre tarde demais. Para Bruno de Carvalho tudo está podre, tudo congemina contra Si, nada está em conformidade. Resta ele, uma ilha deserta linda de morrer no meio de um oceano num planeta de um só continente onde toda a gente se conhece.

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:22

web3-movie-it-satan-mary-warner-bros-youtube.jpg

 

Este fim-de-semana mais dois títulos importantes. Andebol e Futebol Feminino, e no futebol, o empate contra o Benfica coloca-nos em vantagem e a depender só de Nós para garantir o lugar da Champions League. Lugar que tem e deve ser nosso por total mérito.

Mas hoje o que me leva a escrever é realmente sobre esta mudança de paradigma nas modalidades ditas amadoras, e a eterna questão, porque se ganha e sempre se ganhou tanto nestas disciplinas, e sempre se ganhou tão pouco no futebol profissional?

Numa primeira apreciação a quente, a palavra “amadora”, explica muito sobre esse tema. Vivemos numa realidade desportiva cada vez mais focada no fenómeno futebol. Há falta de competitividade interna, não há publico, e como não há espetáculo, há pouco investimento de terceiros nas modalidades, ou seja, do Vólei ao Andebol, e até mesmo no Futsal e no Hóquei, não há um retorno financeiro forte e substancial que possa alimentar estas modalidades ao ponto de sermos competitivos e ganhar os principais títulos europeus.

Mas há aqui outro ponto, o amadorismo, ou seja, a carolice, o trabalhar com o coração, com a vontade, o viver uma paixão diária em cada secção. Aqui os melhores têm por hábito sair vencedores, pois são os que melhor trabalham, os que estão melhor organizados e não existe ainda o hábito de existirem intervenções externas de grupos empresariais e o peso sempre oculto de marcas que patrocinam Clubes e Competições.

O Futebol vive exatamente no prisma oposto. O Profissionalismo obriga não só a ter, também os melhores, mas obriga a uma constante evolução. O futebol evolui todos os dias, seja no plano de jogo, no departamento médico e físico, e claro, no plano financeiro. Há todo um sem fim de indivíduos e empresas associados a este fenómeno. E é aqui que reside o problema. É preciso ser não só melhor, mas ser acima de tudo o mais forte. E a força não se conquista sozinha, é o resultado e a aliança de esforços com todos os mais variados agentes e profissionais.

O Sporting sempre foi um exemplo, e todos queremos continuar que assim seja, na realidade das modalidades amadoras. O nosso ADN é esse. Competir e Vencer.

No Futebol vivemos hà décadas uma realidade oposta. Competimos mas não temos o hábito dos campeões, que é vencer consecutivamente. E não é por falta de investimento. Este ano é disso exemplo. Algo que ajudou e foi o fator chave nas conquistas do Vólei e do Andebol e todos esperamos que seja também no Futsal.

O Futebol está industrializado. Está repleto de CEO´s, de Marcas, de interesses, de investimentos bancários, dividas e juros, ações e outros mecanismos financeiros. De empresários que gerem o jogador como um número, onde o humanismo está cada vez mais recolhido e encostado na bancada.

O Sporting não pode continuar a viver e a gerir o seu Futebol como gere as modalidades amadoras.

O Sporting, neste caso a sua SAD, que gere o desporto rei não pode ser gerida pelas mesmas equipas que gerem o andebol ou vólei. São universos distintos. Dimensões opostas. Responsabilidades sem comparação e acima de tudo, a exigência de poderes é muito maior.

O que assistimos é a isso mesmo, pouco poder. Não contamos para nada, da Liga à FPF, da UEFA à FIFA, somos somente um Clube que ladra muito mas não morde.

O Sporting precisa renovar a sua gestão da SAD. Como está, e como se adivinha o futuro, com este fracasso a toda a escala da nossa formação, origem de muitos milhões em vendas nas últimas décadas, que agora secou, o futuro não é de todo brilhante.

Preparem-se, pois será a SAD o grande motor para uma mudança fundamental e urgente.

Em resumo, o amor e a paixão fazem mais que o muito saber sem vontade de o aplicar. Mas depois, feitas as contas, os segundos lugares, sejam com Bruno Carvalho e Jesus, ou com Soares Franco e Paulo Bento, serão sempre os primeiros dos últimos.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 12:11

balls.jpg

 

 

““Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados sociais, os corporativos e o estado a que chegámos.”"

 

Salgueiro Maia saiu de Santarém e chegou a Lisboa para acabar com o desnorte. Em resumo, e sem pretensões de historiador, foi isso que aconteceu na madrugada de 24 para 25 de abril de 1974.

Portugal saia de um regime que nunca foi o que lhe apelidaram e começou um novo ciclo político, virado para o progresso, onde o contrato social ganhava mais significado para todos.

Hoje somos, sem banais generalidades, um país contemporâneo, com qualidade de vida e que, com as dificuldades que conhecemos, perspetivas e oportunidades de futuro à disponibilidade de todos.

Mas voltemos à frase de Salgueiro Maia: “o estado a que chegámos”. O Sporting vive atualmente um dos mais negros momentos da sua história.

Um Presidente, com a ajuda de um exército de menores e outros iletrados, que tenta impor um regime, uma refundação, um novo Clube.

Em cinco anos de regime, muitos são os episódios que nos envergonham, que são motivo de chacota para com os nossos amigos e com o Sporting além fronteiras.

Bruno de Carvalho não percebe nem quer perceber. Os autistas têm este comportamento. Não são uma tábua rasa à espera de ser esculpida e evoluir com o conhecimento que se adquire diariamente. Bruno é obtuso. E quando assim é, não é de estranhar estes comportamentos que são notícia de forma periódica.

Não gosto de ver estas fugas de SMS´s nas capas de jornais, não gosto de ver contadores em programas de televisão a contar os dias para a saída do Presidente, não me cria qualquer vaidade ou gozo assistir a comentadores que destratam e até ofendem o atual Presidente, recorrentemente, vinte e quatro horas, nos mais diversos meios de comunicação.

Mas como todos sabemos, comportamento gera comportamento, e depois de se lançarem intifadas contra a comunicação social, magistrados, políticos, agentes desportivos e outros profissionais, o mais evidente seria estar à espera da reação.

Ontem, um página na rede social Facebook, usurpou o nome de um movimento, Rapaziada, e começou a publicar excertos de conversas entre jogadores e o Presidente e as fotos de jogadores. A verdadeira “Rapaziada” já se colocou à margem de tal comportamento, e como é óbvio, é mais que evidente que tal página, mais uma, é da mesma linha e dos mesmos criadores da Sporting Fans, Pasquim do Ti Tonho, Cigano de Alvalade, Chamuças da curva sul, e os Blogs Mister do Café. Tudo trabalha no mesmo piso, a toque de caixa e com as ordens dos mesmos peixes comensais que todos conhecemos já há vários anos. Digamos que há uma network de anormais que se alaparam no Clube, que são pagos pelo Sporting e que não o defendem, mas que trabalham, única e exclusivamente para a imagem de uma pessoa, o Presidente Bruno de Carvalho.

Posto isto, e depois de mais uma anedota escrita de Nuno Saraiva onde identificava Bruno de Carvalho como o Messias, o Sebastião do Futebol Português, o Homem que poderia fazer o 25 de abril do nosso desporto rei, parece evidente que com todos estes episódios, é tempo de perceber que necessitamos é de um Salgueiro Maia e de mais uns Capitães para acabar de vez com este estado de sitio.

O Sporting vive vergado em vergonhas sucessivas. Entregue a um desequilibrado que  não mede as consequências e que só conta com a sua (pouca) inteligência.

Quando se queimam e desvalorizam ativos como os jogadores nos meios de comunicação social, quando tudo se faz para retirar dignidade a atletas com décadas de Sporting, como Rui Patrício, William Carvalho e Gelson Martins. Quando os Sócios que criticam são “indignos e ingratos”. Meus caros é tempo de agitar e acabar com este desnorte.

O estado a que chegámos, como o nosso país em 74 é da nossa total responsabilidade. Nós Sócios, os que permitiram serão os que vão acabar com este vergonhoso circo que diariamente nos diminui, retira o foco dos problemas dos rivais e nos ridiculariza no mundo do desporto.

O Sporting é hoje uma instituição em total processo de lampionização em curso.
Os que querem continuar o PLEC, respeito, mas acredito que seremos muitos mais os que querem o verdadeiro Sporting de volta.

O tempo é mestre!

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:19

O filha da puta do fracasso

por Lizardo, em 02.04.18

C8650BA2-AFFE-431B-A9FE-E1FF26A29F7C.jpeg

 

 

Et voila, tudo se revelou tal e qual como sempre preconizamos. O fracasso é o nome do meio de Bruno de Carvalho, e por mais voltas que nos dê, ou tente dar, não consegue esconder a realidade, pois fracasso é a palavra que melhor define a sua vida profissional antes de chegar ao Sporting, e cinco anos depois, de fracasso em fracasso até à machadada final, que todos esperamos, esteja para muito breve, para bem do nosso grande Sporting.

 

Mas comecemos pelo telhado, ao estilo do fracassado mestre de obras Azevedo, quando surgiu o Sporting estava completamente à deriva, os Associados loucos com a falta de respeito que tinham para o Sporting, não praticávamos bom futebol, a instabilidade estava instalada, financeiramente estávamos um caos.

 

Este estado de fome e necessidade de circo como um drogado necessita da sua dose, abriram as portas a um ilustre desconhecido, um especialista em fracassos.

 

Como é óbvio o fracassado não fracassou sozinho. Sampaio, Barroso, Ricciardi, entre outros ilustres do fracasso, congeminaram e viram em Bruno o perfeito rastilho para destruir o pouco do Sporting dos Fundadores que ainda perdurava.

 

Com o tempo, nem educação, nem exemplos e referências, nem títulos, nem nada! Um fracasso em toda a linha, onde a comunicação nos tenta passar que estamos muito melhor financeiramente, (rir em voz alta) e melhor no campo desportivo em todas as modalidades.

 

Felizmente não basta dizer, e o tempo em que “se deu na televisão deve ser verdade”, não se aplica na sua total força nas redes sociais. Uma mentira dita e repetida várias vezes não se torna verdade. Eles tentam, mas o fracasso tem muita força e revela-se sempre.

 

Passaram anos, muitos casos, muitas derrotas, muitos posts no Facebook, mais processos em tribunal, devassas de vidas de Sócios e Adeptos, ameaças física, bem, tanto circo que só faltou mesmo o golo entrar na baliza. O que infelizmente, não acontece e é cada vez mais difícil.

 

Jorge Jesus chegou como um grande salvador. Apresentado com pompa e circunstância, um pouco ao exemplo da receção a Markovic no aeroporto. Se o jogador andou a gozar com a cara de todos nós, ao exemplo de quase 70! (Setenta) outros nomes, Jorge Jesus conseguiu coisas boas, muito boas e outras muito más. A formação acabou, puff, olhando para os nossos escalões, este ano corremos o risco de ganhar zero, e a nossa equipa B, a tal que forneceu vários jogadores à primeira equipa, à primeira liga, à europa do futebol e à seleção nacional, vai acabar. Gestão de excelência.

 

“Mas fala lá das modalidades!”. Sem dúvida, uma melhoria evidente. Um Pavilhão digno e mais que merecido, o nosso ADN está ali também naquela obra. Obrigado Bruno, acabaste o que muitos já tinham começado. Faltou-te essa ponta de carácter e dignidade para agradeceres aos que permitiram que fosses tu a inaugurar tão importante obra. De qualquer forma, o meu aplauso. Está feito, e gabamo-nos que está pago. Já as modalidades batemo-nos que nem loucos na Europa, ou não, o Hóquei é cada vez mais um desporto de províncias ibéricas, o futsal, onde gastámos milhões, tem sofrido dissabores com o rival da segunda circular, e muito me agrada ver o Andebol, com uma equipa de milhões muita vez a sofrer com equipas de tostões. Aqui a culpa é também do nosso paradigma desportivo, queremos é bola no pé. O resto é para um nicho.

 

Em resumo, cinco épocas, quatro campeonatos para o Benfica, um que não sabemos quem o vencerá, nós não seremos, e há várias semanas que colocamos a fasquia ao nível de um Braga.

 

Realmente a política de exigência é um doce neste universo de Azevedos, Sampaios e Barrosos.

 

Vale tudo! Ou Vale só o Azevedo?

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:01

"Brunose"

por O 6º Violino, em 12.03.18

15873363_727951217367669_3607120287794002980_n.png

Por vontade própria e por afazeres profissionais, tenho-me abstido de escrever sobre o nosso Clube. Há tanto por dizer que o difícil é saber por onde começar. Talvez pela ordem cronológica de alguns acontecimentos recentes.

Este Blog foi citado por Bruno Miguel e seus lacaios como parte de uma lista negra de alvos a abater.

Fique Bruno Miguel descansado que a citação não nos fará mudar uma virgula em tudo o que achamos que devemos escrever na defesa intransigente daquilo que acharmos ser os superiores interesses do Clube. É perder tempo.

Vindo de quem vem também não é um motivo de orgulho, apenas completamente indiferente.

Passemos então à Assembleia Geral. Bruno Miguel fica na história do Clube por ter sido o primeiro presidente a fugir de uma Assembleia Geral. E fugiu porque sabia que as suas propostas não iam passar com a necessária percentagem de votos.

Fez a sua habitual cena de teatro com a colaboração do inenarrável Marta Soares, que foi literalmente o seu bombeiro.

Já não existem palavras para definir Marta Soares.

A segunda Assembleia Geral é transformada por Bruno Miguel numa Assembleia "semi-eleitoral", organizada de forma atabalhoada e amadora, onde a contagem dos votos foi a cereja no topo do bolo. Numa sala fechada sem ninguém a ter acesso, os números davam aquilo que Bruno Miguel quisesse. 

Bruno Miguel fez aquilo que tanto criticava em Godinho Lopes, contactar os Núcleos do Sporting e organizar excursões de sócios para fazer número. Sim, número, porque 90% não faz a mínima ideia no que estava em causa, e prova disso são as dúvidas levantadas por grupos com décadas de existência, como os Stromp, Cinquentenários, entre outros.

Mais uma vez Marta Soares, a mando de Bruno Miguel, fez algo que nunca aconteceu na história das assembleias do Clube, passar o período antes da ordem do dia para o final da Assembleia, não permitindo discussão sobre o que ia votar...

É um momento de hipnose em que os sócios nem querem saber no que votam, parecem vidrados num qualquer líder de ceita religiosa.

Uma curiosidade: um sócio, de nome Fernando Santos quis intervir com sentido critico e foi prontamente vaiado e ameaçado, tendo Marta Soares dito mais do que uma vez que o mesmo não tinha condições para falar, quando é Marta Soares que tem obrigação de criar essas mesmas condições, mesmo que o sócio fosse para o púlpito dizer disparates. 

É um Clube a sofrer do vírus "Brunose", um Clube cada vez mais populista e pimba, onde basta um "Benfica é merda!" para que a populaça fique em êxtase. 

A mesma doença que faz com que se aceite que nomes de sócios com décadas de associativismo sejam enxovalhados através da televisão do Clube, a mesma doença que permite que um Presidente tenha um discurso de 30 minutos de uma Assembleia a atacar sócios que não lhe prestam vassalagem.

O Sporting está gravemente doente, e tenho para mim que a "Brunose" faça do Clube um doente em estado terminal.

SL

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:50

O Benfica, o Sporting e os Sportingados

por Lizardo, em 07.03.18

18618550_mpdqL.jpg

É conhecido e sabido que este espaço leonino tem, na maioria das vezes, uma opinião diferente e até completamente oposta à “estratégia” ou falta dela, conduzida por Bruno de Carvalho e a sua direção.

O tempo tem revelado a nossa razão. Não só pela ausência de títulos, mas pelo insistir de forma boçal, anormal, irresponsável e sem educação de um tom e de um posicionamento que não se relaciona nem compreende a grandeza do Sporting Clube de Portugal e a imagem institucional que o Seu Presidente deve representar e transportar.

E estas nossas criticas, não só neste Blog, mas as criticas de milhares de Associados, têm exatamente o melindre de evitar desde já o que está hoje a acontecer aos nossos rivais de Lisboa.

O Benfica sempre foi um Clube que granjeou de benefícios, de “ajudas”, foi sempre um Clube apoiado na sombra e sempre, também, graças à força e número dos seus adeptos, uma Instituição que superou muitas adversidades e que conseguia superar certos desafios com um “empurrãozinho”. O cognome “lampião” não nasce por acaso, “o ladrão” ou o termo “carroceiros”, pessoas de pouca formação, os que vendiam a “banha-da-cobra” e remédios milagrosos que curavam o que não tinha cura ou que prometiam o que não era possível realizar. Eis o Benfica.

É por tudo isto e o que hoje estamos a viver, com um campeonato manchado de polémica, com jogadores castigados pelos Presidentes, passando a mensagem que aceitaram a “mala”, treinadores que questionam a atitude em campo das suas equipas, equipas que mudam sistemas de jogo radicalmente, jogadores titularíssimos que passam para não convocados, e mais recentemente, entre e-mails e vouchers, temos este novo caso do Assessor Jurídico do Benfica.

Sempre o Benfica. Sempre o Pedro Guerra. Sempre o Carlos Janela. Sempre o Luís Filipe Vieira. Sempre o motorista com quilos de cocaína. Sempre a Porta 18. Sempre os assassinos das Claques, legalizadas ou não. O Benfica não pode, a exemplo de todos os outros Clubes, viver acima da lei nacional e dos regulamentos, que também ajudou a redigir na Federação e na Liga de Clubes.

Eu teria muita vergonha se fosse adepto do Benfica. Felizmente, nem consigo colocar-me nesse nível de imagética. Mas ninguém quer celebrar ou defender um Clube deste nível, ou melhor, sem nível nenhum.

E é exatamente isto que os chamados Sportingados não querem para o Sporting. Não queremos um Clube sem educação, sem princípios, não queremos ser Sócios e Adeptos de um Clube que tem um Presidente que não compreende a responsabilidade do cargo que ocupa nem da Instituição que representa. Tudo isto ajuda a este clima, e quer queiramos quer não, fazemos também parte deste terror que é o futebol português no século XXI.

O Sporting não era brando. Era educado. O Sporting não era inocente, era cauteloso. O Sporting nunca esteve entregue a crianças ou a curiosos. O Sporting sempre esteve na vanguarda. Sempre fomos uma bandeira de respeito, de ética e moral desportiva. Um orgulho para quem defendia a camisola verde e branca.

Como li recentemente pelas redes sociais, prefiro estar 18 anos sem ganhar um título e ser um Sportinguista sério e Honesto.

Espero que estes episódios ajudem a perceber a razão de existirem, cada vez mais Sportingados, pois o Sporting não pode caminhar para ser o próximo “Benfica”.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 15:14


Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Sobre

Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D