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Ano perdido

por O 6º Violino, em 10.07.17

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Provavelmente esta é a primeira vez que escrevo sem ser especificamente sobre o Sporting Clube de Portugal, se bem que o tema toca a todos os Clubes.

Há precisamente um ano Portugal sagrou-se Campeão Europeu, fazendo com que o nome da selecção e do país se difundisse por todo o mundo.

Uma oportunidade perdida para que a imagem do futebol português mudasse e fossemos vistos cá dentro e lá forma de outra maneira. Ter uma imagem positiva, em que jogadores e treinadores fossem os verdadeiros artistas, os verdadeiros protagonistas.

Pelo contrário, os agentes do futebol em Portugal continuam a dar sistemáticos tiros nos pés. Os agentes do futebol não estão preocupados com uma indústria que gere milhões. Estão a matar a "galinha dos ovos de ouro" que têm nas mãos.

Cada um apenas se preocupa com a sua "quinta". Entregam a sua comunicação a pessoas que raramente pertencem ao fenómeno futebolístico. As áreas comunicacionais dos chamados Clubes grandes, por exemplo, mais não fazem do que se atacarem entre si, chegando ao ponto de se esconderem sob o anonimato, criando diversas páginas de facebook e blogs.

De si apenas a bajulação dos presidentes e os resultados positivos.

Os Clubes grandes querem todos esconder as suas fragilidades, e nisso estão todos em pé de igualdade. O Benfica tenta escapar pelos pingos da chuva de um cenário de tráfico de influências que está a manchar a sua reputação. Sob este assunto são raros os dirigentes que ousam tocar no assunto. Utilizam os peões Pedro Guerra, Hugo Gil, José Marinho, Ventura, entre outros artistas.

O Porto está mergulhado na sua maior crise económica de sempre, sem resultados desportivos, os quais durante anos serviram para camuflar uma gestão irresponsável do Clube. Sobre corrupção e tráfego de influências devia abster-se de fazer qualquer tipo de comentários. Os inseparáveis programas do Porto Canal são o espelho de um Clube sem rumo. Francisco J. Marques, Bernardino Barros, Manuel Queirós, entre outros, não acrescentam nada e mostram-se esquecidos do que o seu Clube andou a fazer durante décadas.

O Sporting continua a apanhar boleia, desta vez do Porto. Sem títulos, gastando como nunca, vivendo de receitas extraordinárias e de antecipação de receitas, sabe que a temporada que agora se inicia pode ser decisiva para os seus órgãos sociais, varrendo para baixo do tapete as apostas do passado, como o equilíbrio entre despesas e receitas e a aposta na formação. As últimas aquisições são a confirmação do que acabo de dizer. Veremos quantos atletas da formação teremos inscritos a 31 de Agosto.

O Sporting, e é este o Clube que mais me interessa, continua a ser gerido sem rumo, sem projecto, com navegação à vista.

Mais tarde vamos colher frutos deste destempero. Nuno Saraiva (felizmente castigado), José Pina, Eduardo Barroso, Dias Ferreira, José Eduardo, Paulo de Andrade, Manuel Fernandes, Fernando Mendes, Pedro Batista, Carlos Dolbeth, entre outras personagens risíveis do universo leonino, são a prova da doença que enferma o Clube. Um Clube longe do seu ADN e do orgulho que os seus adeptos mais antigos na filiação e dedicação, podiam sustentar. Estamos na mesma linha dos demais adversários.

A solução para o futebol português pode estar nas mãos do Estado. O problema é que o Estado se demite de fazer frente aos poderes instalados, ora por receio, ora por compadrio.

Num Estado normal a próxima temporada não começava sem todos estes temas estarem resolvidos, doesse a quem doesse.

A outra solução, mas mais complicada, passaria por uma renovação de dirigentes de Clubes, Associações, Federação e demais organismos responsáveis.

No caso dos Clubes, ainda mais difícil. Luís Filipe Vieira é um ex-empresário dedicado ao Clube e cujo nome na praça pública está longe de ser convidativo a que possa voltar ao mundo dos negócios. Pinto da Costa, há mais de 30 anos que vive à custa do futebol, e não é com a idade que tem que iria recomeçar uma nova vida. Azevedo de Carvalho, passou de empresário falido a novo rico, vivendo e ostentando luxuria para si e sua família (neste caso várias famílias). Toda esta gente está dependente do futebol para sobreviver. Toda esta gente está a matar o futebol e a fazer do mesmo um espectáculo cada vez mais só para arruaceiros.

Até quando sobreviverão os Clubes com esta gente?

SL

 

 

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publicado às 16:12

André, André.....

por O 6º Violino, em 04.07.17

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Os mais atentos ao fenómeno do futebol questionam-se constantemente o que viu Azevedo de Carvalho em André Geraldes para que este tenha assumido o cargo de Team Manager, qualquer coisa como Director Desportivo.

Vejamos o curriculum do André até chegar ao Sporting pela mão de Azevedo de Carvalho.

Em termos académicos o André não fez mais do que o 12º ano de escolaridade.

Profissionalmente o André passou belo Barclays, sendo responsável de vendas. Quem nunca foi abordado telefonicamente ou em centros comerciais por rapazes e raparigas a tentar angariar clientes para os cartões de crédito desse banco?

Posteriormente, 2 anos depois, entra na empresa Decisões e Soluções, estando também ligado à área comercial. De Março de 2013 a Junho de 2014, acumula o cargo com o de OLA, oficial de ligação aos adeptos.

Desportivamente diz o André que esteve como treinador do CD Mafra e Sintrense. Obviamente só pode ter sido nas camadas jovens.

No Sporting, André entra para o mesmo gabinete de Pedro Baptista e Augusto Inácio. Pedro Baptista, que, para mal do Sporting assume um patético protagonismo na Sporting TV, actualmente, vindo da Fundação Aragão Pinto, que já não existe, e cujas instalações parecem seladas. Parecem.

Durante alguns meses o trabalho do André era vigiar as redes sociais, juntamente com Pedro Batista e mais uns quantos miúdos a mando da Young Network e ao serviço de Azevedo de Carvalho. André tinha acesso aos dados dos associados, moradas, telefones, filiações, e vários foram os sócios ameaçados por pessoas cujos dados pessoais eram facultados pelo André.

André e Baptista, a dupla de confiança de Azevedo, a que se junta a família Capitão. André foi ainda um dos responsáveis do patético "Movimento Basta" e da pífia ida à sede da F.P.F. com uns quantos rapazes especialistas em largar petardos, como forma de protesto.

André era então o responsável por manter as claques sem sobressaltos, negociando amiúde a cedência cada vez maior de bilhetes. Um bom samaritano.

Mais tarde, André passa a ser responsável por receber os atletas, e na ajuda logística dos mesmos. Motorista, mas não só. Responsável pelo gabinete de apoio ao atleta, ou coisa que o valha.

Aqui entra Octávio Machado, e aqui estou à vontade, porque nunca foi do meu agrado o seu regresso ao Clube.

Octávio entra a pedido de Jorge Jesus, por ser aquilo a que se chama de "velha raposa". Durante o primeiro ano de trabalho de Octávio, o Sporting consegue, pontualmente, os seus melhores resultados desportivos. Na última temporada a acção de Octávio foi-se esgotando, tendo o André ganho cada vez mais protagonismo. 

Não sei quem Octávio apelida de "nojento", agora que se despediu. Não sei quem Octávio chama de "chibo". Sei que ambos os adjectivos assentam que nem uma luva no André. Mas é só a minha opinião, não tenho como provar.

E é com esta personagem que o Sporting quer ir para a "guerra". Depois os Sportinguistas menos atentos perguntam o porquê de termos bons jogadores, bons treinadores e não ganharmos nada de relevante. A resposta está aqui. É uma estrutura fraquinha.

SL

 

 

 

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publicado às 16:58

Piss off

por O 6º Violino, em 08.06.17

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Vivemos tempos estranhos e perigosos, em que a sede de informação e de partilha se sobrepõe ao bom senso e à educação.

Bons costumes que muitos dos nossos antepassados nos transmitiram, mas que a sede de informação e protagonismo a qualquer preço acabam com aquilo que nos foi dado. E foi-nos dado de borla.

É comum verificar a partilha de tudo o quanto é mais sórdido e que não devia passar do fôro de cada um. Tudo se partilha, um acidente, um atentado, uma morte, um beijo, uma violação, tudo serve para ter algum protagonismo.

O presidente do Sporting adora ser protagonista. Desde 2011 que faz das redes sociais um modo de vida. É vê-lo no banco de suplentes, num camarote qualquer, numa sala de espera de um aeroporto, no banco traseiro de um carro, antes de qualquer jogo, durante qualquer jogo, após qualquer jogo. Até nas férias, e mesmo com diferenças horárias grandes, em vez de descansar, o homem trocava mensagens com sócios que o afrontam. Com o final da temporada a exposição nas redes sociais de que tanto gosta, e das quais se serviu para se dar a conhecer, acabou. Ou melhor, os seus constantes auto-elogios passaram para o mainato Nuno Saraiva (de Carvalho). E Nuno aceita fazer esse papel de bom grado, que isto de arranjar um emprego a ganhar mais de 5.000/mês não está facil.

Naturalmente a ressacar da sua dependência "facebookiana", lembrou-se de convidar alguns jornalistas, primeiro por alturas do jogo com o Belenenses e mais recentemente há duas semanas. 

Do primeiro encontro em "off", que aconteceu após almoço bem regado na Casa XXI, restaurante explorado pelo seu amigo Zé Eduardo (já lhe renovaram o contrato?), não existem provas escritas ou audíveis, apelas relatos em surdina de quem esteve presente. Nessa reunião o tema foi Jorge Jesus. Azevedo de Carvalho, talvez impreparado para o consumo de substâncias com elevado teor alcoólico "rasgou" de alto abaixo o "seu" treinador, chegando ao cumulo de o imitar nas suas habituais calinadas e nos seus gestos peculiares. Diz quem viu que parecia que estavam numa qualquer sessão do Chapitô.

O parêntesis no "off" entronca no que se passou no último encontro com os jornalistas, com provas áudio do que por lá foi dito.

Nenhuma conversa "off the record" é partilhada com 15/16 jornalistas. Uma conversa desse tipo é exclusiva a 2/3 jornalistas, e que sejam de inteira confiança de quem quer passar a mensagem para o exterior. A "fonte".

Azevedo de Carvalho quis ser a "fonte" e servir-se dos jornalistas. Jornalistas esses que são o seu alvo diário e dos seus fiéis seguidores. Jornalistas esses, que se tivessem vergonha nunca aceitariam este tipo de "briefings".

Do outro lado 15/16 jornalistas, cada um com a sua personalidade, cada um com a sua "sede" de informar/expor. Uns e outros com interesse neste tipo de "missas". De um lado uma personagem sedenta de falar, do outro 15/16 com fome de ouvir.

No próprio dia da "missa", quase todos os órgãos de comunicação presentes meteram cá fora factos ocorridos, e todos com as mesmas versões, todos eles a citar a tal "fonte interna".

Há poucos dias foi posto a circular a gravação áudio da suposta reunião em off.

Não adianta acrescentar mais adjectivos ao que já foi dito e escrito.

Será sempre um documento histórico e comprovador (como se fosse preciso) do nível da pessoa que actualmente dirige os destinos do Clube.

Não respeita o Clube que lhe paga principescamente o ordenado, as operações, os motoristas para ele e seus familiares (às vezes com incidentes desagradáveis), para as viagens com a sua nova companheira/colega, para os fins-de-semana em hotéis de 5 estrelas.

Não respeita a História do Clube, não respeita os seus sócios, apelidando-os (mais uma vez) de estúpidos. 

O vernáculo que utiliza por sistema é-me indiferente. Só pode servir para fazer corar de vergonha os seus progenitores.

SL

 

 

 

 

 

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publicado às 14:09

"Conversa da treta"

por O 6º Violino, em 23.05.17

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Terminou finalmente uma temporada em que a partir de Dezembro só tivemos o fantasma de um Sporting que se quer vencedor. Uma época em que se bateu o recorde de investimento. Calma, também se fizeram boas vendas.

 

Ainda assim, um investimento muito acima das possibilidades do Clube, e como tal, neste defeso vai ser preciso voltar a vender activos para que as contas fiquem minimamente equilibradas. Bastou a venda de dois dos melhores jogadores, para vermos a inversão de resultados.

 

Como já aqui foi dito, o Sporting não pode pagar o que paga a Jorge Jesus. A dificuldade que Azevedo de Carvalho mostra em "desfazer-se" do treinador está nos 16 milhões. Mesmo que Jesus abdicasse dos mesmos, nunca o actual presidente iria permitir que este saísse para o Porto, por exemplo. Ambos precisam um do outro. Deixo aqui escrito : vão cair de mãos dadas. De uma forma que vai causar danos ao Clube. Talvez irreparáveis. Isto não é futurologia, é dos livros básicos.

 

E já nem as desculpas "encartilhadas" e ecoadas pelos paineleiros ao seu serviço conseguem desmentir os factos. Os números são o que são e não enganam.

 

Vamos a eles?

 

No campeonato:

 

O Sporting fez 70 pontos, menos 16 que na temporada passada. Mais 3 que na temporada de Leonardo Jardim, e menos 6 que na temporada de Marco Silva. Com orçamento muito superior. Comparado com os orçamentos nas épocas de Jardim e Silva, mais que duplicou.

 

O Sporting marcou 68 golos, menos que os 2 primeiros classificados. Na temporada passada marcou 79. Comparando com Leonardo Jardim marcou mais 12 e mais 1 do que com Marco Silva.

 

O Sporting sofreu 36 golos, quase o dobro dos 2 primeiros classificados, que juntos sofreram 37. Na temporada passada sofreu 21. Com Leonardo Jardim sofreu 20 e com Marco Silva sofreu 29.

 

Sofreu o mesmo número de golos que Braga e Boavista. Sofreu mais 4 que o Marítimo. Sofreu menos 3 que Guimarães e Rio-Ave. Sintomático.

 

O Sporting utilizou 34 jogadores ao longo da temporada.

 

O Sporting contratou 11 jogadores no inicio da temporada. Abaixo os minutos de utilização de cada 1 deles:

 

 

Jogador

Minutos de utilização
Bas Dost   3506
Joel Campbell 1237
Alan Ruiz 1648
Elias 679
André 530
Markovic 610
Castaignos 373
Douglas 585
Petrovic 138
Meli   16
Beto 810

 

Daqui se pode concluir que o único reforço "sério" foi Bas Dost que custou 12 milhões de euros.

 

Dá-se ainda o beneficio da dúvida a Alan Ruiz. 

 

Beto, é um bom suplente. Tudo o resto foram pregos no caixão, e nem a ladainha da adaptação pode servir de desculpa. Bas Dost foi o último a chegar e o que melhor rendimento teve.

 

Os números não enganam, como disse, e não são os paineleiros nem o Nuno Saraiva de Carvalho que conseguirão desmentir os factos com tanta mentira que debitam.

 

Para terminar, continuo a aguardar que o Nuno Saraiva de Carvalho saia em defesa de Rúben Semedo. Ou os seus (do Carvalho) posts só servem para passar azeite no patrão?

 

SL

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publicado às 14:56

Rúben Semedo

por O 6º Violino, em 22.05.17

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Rúben Semedo é um activo da SAD do Sporting.

Rúben Semedo, goste-se ou não, é produto da Academia de Alcochete.

Rúben Semedo foi aposta de Jorge Jesus, que viu nele qualidades para fazer dupla com Coates.

Rúben Semedo renovou contrato com o Sporting até 2022 há pouco mais de um ano, mais precisamente em 9 de Março de 2016.

A faixa ontem mostrada por uma das claques desvaloriza o jogador, o activo.

Passadas mais de 15 horas, a picareta falante, "Nuno Saraiva de Carvalho" ainda não fez um post a defender o jogador, o activo.

Ao contrário das dezenas de posts que já fez a defender o patrão, esta atitude só pode ter uma leitura. A faixa foi autorizada pela direcção do Clube, o que é ainda mais grave.

Curiosamente, as únicas faixas que tinham como alvo a tribuna presidencial foram mandadas retirar, sob o pretexto de não terem sido autorizadas.

Sintomático, o estado a que chegou o nosso Clube.

Uma vergonha.

SL

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publicado às 12:00

O rei continua nú

por O 6º Violino, em 18.05.17

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Este é daquelas crónicas em que o autor não sabe bem por onde começar, tal a quantidade de acontecimentos que agitaram o universo leonino nas últimas semanas.

Já não vale a pena falar na relação entre Jorge Jesus e o actual presidente. É tudo tão mau. Qualquer adepto que utilize os neurónios já sabe como esta história vai terminar. Mal. Muito mal. Sobre esta rábula só me resta acrescentar que um presidente que convoca os jornalistas para dizer mal do treinador, tendo inclusive feito várias imitações ao seu vocabulário e modo de falar, está mais do que apresentado.

Também já não vale a pena falar no que Azevedo de Carvalho disse sobre a equipa de futsal. Apenas acrescento que na mesma reunião com esses jornalistas se vangloriou de, durante a viagem de regresso do Cazaquistão, ter "chamado de tudo" aos jogadores. Naturalmente estava traumatizado com a presença de João Benedito no Cazaquistão, a acompanhar os seus antigos colegas, e pela forma como este foi naturalmente bem recebido. 

Mas o homem não tem limites. E foi ver o Azevedo de Carvalho despedir-se da sua página oficial de facebook, enquanto presidente. E até para a escrita perdeu o jeito. Sem se dar conta cai numa série de contradições que só o desacreditam, ainda mais. Sim, é possível descer sempre mais, com o Carvalho.

Quando as coisas correm mal ao Clube arranja sempre desculpas nos outros. Agora virou-se para os jogadores, jogadores esses que foram contratados com o seu beneplácito. Jogadores esses, que contava para sermos "campeões em todas as modalidades".

Apostou como nunca, num ano eleitoral. Apostar muito e mal paga-se caro. 

No hóquei contratou uma série de jogadores em fim de carreira, sem aposta na formação e no futuro. Treinador despedido com a época em andamento.

No andebol recrutou uma série de jogadores sobrevalorizados com o intuito de vencer "hoje". Nem aposta de futuro e formação na gaveta, uma vez mais. Ainda podemos vencer uma taça de Portugal e uma competição europeia, que equivale à segunda divisão do velho continente. O titulo está cada vez mais difícil e dependente de terceiros. Erros próprios nos jogos decisivos, como é hábito. treinador despedido com a época em andamento.

Ninguém está imune a criticas, mas um líder forte e respeitado não precisa de posts no facebook nem de mandar recados via amigos da comunicação social. Uma estrutura sólida trataria do assunto de forma eficaz e discreta. E isto é válido para todas as modalidades.

Critica ferozmente os adeptos por não serem exigentes para com os jogadores. Logo ele que em dias de vitórias é o "homem das voltas olímpicas". Logo ele que se esconde nas derrotas. Logo ele que disse sempre que contratava os melhores para que o Clube ficasse dotado de matéria prima para atingir as desejadas vitórias.

Não se pode bater e tirar a mão logo de seguida, culpabilizando o parceiro do lado. Isso tem um nome. Cobardia.

Não foram estes mesmos adeptos pouco exigentes que lhe deram uma maioria confortável? Ao fim de dois meses e pouco são traidores?

Por mim, estou à vontade. Não teve o meu voto. Fui muito mais exigente do que lhe voltar a dar espaço para que se julgue uma personagem acima do Clube.

Por último a rábula da Gala Honoris Sporting.

Há vários meses que se sabe que a mesma não se iria realizar na data do aniversário do Clube, por compromissos pessoais do presidente. Escusam de mentir aos sócios de que a decisão foi tomada esta semana em reunião de direcção, por unanimidade e sem a presença do próprio, que insistia em manter a data habitual. Isso é tão verdade como dizerem que o aumento de ordenado e respectivos retroactivos foram aprovados por unanimidade, sem a presença do próprio, que, pelo contrário, queria passar dos 5.000 para o ordenado mínimo.

Saraiva, não brinque com os Sportinguistas e tenha cuidado. O seu lugar está em risco e desta vez não há Luís Bernardo que lhe dê a mão, e com as figuras que faz só mesmo na revista Maria poderão ter algum interesse em si.

Parem de brincar com o Clube!

SL

P.S. : Na próxima semana farei uma análise à época futebolística.

 

 

 

 

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publicado às 14:22

Hipocrisia II

por O 6º Violino, em 05.05.17

 

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A nossa querida Maria José Valério comemora este sábado 84 anos de vida.

Uma vida cheia de Sportinguismo. Um acto de amor com o nosso Clube do coração.

Ao que parece a Direcção do Clube decidiu homenagear Maria José Valério no dia 7 de Maio, Dia da Mãe, durante o jogo que se vai disputar em Alvalade, com o Belenenses. Uma atitude bonita. Mais bonita era se não fosse mais um acto carregado de hipocrisia. E porquê?

Recuemos à última campanha eleitoral.

Pedro Madeira Rodrigues, então candidato, referiu por mais de uma vez terem existido pressões a várias pessoas no sentido de que as mesmas fizessem parte da Comissão de Honra da candidatura de Azevedo de Carvalho.

Relembro que Marta Soares, na sua qualidade de "Presidente/Candidato" ameaçou o então candidato PMR com um processo, caso o mesmo não provasse a existência das ditas pressões.

Em pouco tempo, e em meios mais ou menos restritos circulou que uma das pessoas que teria sido pressionada, tinha sido a nossa querida Maria José Valério. 

Relembro que os convites eram feitos por SMS, telefonemas e por interpostas pessoas, tal a sofreguidão e empenho no engrossar da tal lista.

Ainda a propósito da pressão sobre Maria José Valério, a "ameaça" em caso de não aceitação, era a de que nunca mais a marcha do Sporting iria passar nas colunas do Estádio José Alvalade.

Do que chegou ao nosso conhecimento, as conversas não partiram directamente de Azevedo de Carvalho, mas por três outras pessoas, que já tinham aceite entrar na lista de tão "famosa" Comissão, a saber, Augusto Inácio, Ricardo Sá Pinto e Júlio Isidro.

Será verdade?

SL

 

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publicado às 11:28

Hipocrisia

por O 6º Violino, em 04.05.17

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"Arte de exigir de outros o que não se pratica"

Por opção, mas também por falta de tempo, tenho optado pelo silêncio e por um intervalo na escrita. De qualquer modo, para quem como eu dificilmente  consegue abstrair-se do quotidiano do Sporting Clube de Portugal, tem sido difícil manter-me calado, tanta a hipocrisia reinante nas últimas semanas.

O futebol português entrou no caminho da "estupidificação", onde os grande e principais responsáveis são os dirigentes dos Clubes. Todos eles são os principais impulsionadores de uma cultura de calúnia, insulto, "pato-bravismo", manipuladores de massas.

Todos eles sabem que estão a salvo de penalizações disciplinares e cíveis, por falta de enquadramento legal, ou na sua existência por falta de coragem política na sua aplicação.

Hipocrisia dos dirigentes em "sacudir a água do capote", imputando-se uns aos outros uma culpa comum.

Todos eles, com especial culpa para os presidentes dos três grandes, são os maiores incendiários e responsáveis pelo clima perigoso e pestilento do futebol português.

Todos eles recentemente legitimados pelas suas massas associativas, que sabiam ao que iam, e portanto,ou não viam alternativa dentro dos seus Clubes, ou são coniventes e co-responsáveis  pelo ambiente degradante a que chegámos. 

Nem a morte trágica de um adepto serviu para que esta gente tivesse um período de nojo na habitual e continua verborreia diária. 

Todos os três clubes grandes têm ao seu serviço "encartilhados", qual é a dúvida? Todos os três presidentes, para além da verborreia pessoal, metem os seus "peões sabujos"* a fazer um trabalho adicional, o sujo, o porco, o nojento, o pestilento. Todos!

Azevedo de Carvalho teve a oportunidade única de fazer diferente. Não o fez. Conseguiu ainda fazer pior e chafurdar num lamaçal que já cheirava mal. Tornou o odor ainda pior. Externa e internamente.

Obviamente que se sente bem, é uma questão de personalidade e de necessidade de manter o poder e o emprego a todo o custo. Por isso é um ser perigoso. E falso, tanto como hipócrita. Não se importa de mentir, de falsear, não mostra ter princípios.

Igual aos outros dois presidentes, com a diferença que, em termos de títulos, ganha "bola".

Hipocritamente, todos os presidentes são a mão que alimenta as claques a troco de protecção pessoal. Assim foi no passado, assim o é no presente, com a diferença que nunca o dinheiro foi tanto. O que querem estes presidentes fazer do futebol? 

Ter apenas nos estádios pessoas que se consigam defender fisicamente? Alguém com bom senso, sendo do Sporting, leva a família aos estádios dos adversários? E no sentido contrário a mesma coisa...

Tenho saudades dos tempos, em que com menos de 10 anos de idade, podia ir com os meus pais e mais famílias, a Braga, ao Estádio 1º de Maio, ao Porto, às Antas, ao Estádio da Luz, ao Estádio do Mar, em Matosinhos. Agora alguém leva a família a esses estádios, sendo do Clube visitante? Só um irresponsável.

 

* Nota explicativa: "peões sabujos" são o Carlos Dolbeth, o Pedro Batista, o José de Pina, o Fernando Mendes, o José Eduardo, o Eduardo Barroso, o Dias Ferreira, o Nuno Saraiva, entre outros fantoches que se deixam comprar, com especial destaque nas redes sociais.

SL

 

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publicado às 13:29

Foto do dia

por O 6º Violino, em 03.04.17

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"Escuso de dizer o que penso do presidente desse clube e sua família que lá labuta."

AdC, aos jornalistas, sobre o presidente do Arouca, antes da partida para Angola.

 

Questão simples : A senhora da foto ainda é funcionária do Clube?

 

 

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publicado às 14:38

Bombeiros e incendiários

por O 6º Violino, em 28.03.17

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Já muito foi dito e escrito sobre alguns factos que se passaram no último sábado no Estádio da Luz a propósito do jogo da selecção nacional com a congénere húngara.

Friso desde já que sou completamente contra todo o tipo de ofensa física gratuita. Mas também não lido bem com a ofensa verbal "só porque sim".

De uma coisa estaremos todos de acordo. O ambiente do futebol português nunca esteve tão mau.

E se as coisas entre adeptos sempre foram resolvidas em conversas de café e de trabalho, grave é ver os dirigentes do futebol português a matarem o seu próprio negócio.

De algumas décadas a esta parte assistimos a alianças mais ou menos óbvias entre dois dos três crónicos candidatos ao titulo. Na prática quem vai na frente enfrenta sempre uma aliança "bicéfala" dos dois que vão atrás. Até aqui nada de novo.

Mesmo nos anos dos títulos (poucos) ganhos pelo Sporting, o ambiente nunca atingiu tais proporções. 

Em 2013 Azevedo de Carvalho vence as eleições e assume a ruptura com um passado que se dizia cinzento (em grande parte verdadeiro) e demasiado passivo do Sporting relativamente aos restantes rivais pelo titulo.

Mas nem sempre isto foi verdade. Dias da Cunha e Soares Franco assumiram a ruptura com o sistema vigente e souberam romper com falsas alianças. Não preciso recordar quem denunciou os rostos do "sistema". Nem quero voltar mais atrás e falar de Santana Lopes aquando da história do "Canal Caveira". Até Godinho Lopes (ou Paulo Pereira Cristovão) assumiram um "bater de porta" aquando do celebre "incêndio" da Luz. É preciso ir a Sousa Cintra para falar nos casos de Paulo Sousa e Pacheco?

A história das alianças e cortes de relações é tudo menos novidade. A única novidade é o baixar de nível a que chegámos. Não trazemos os outros dois para cima. Afundamos-nos no que de mais baixo existe no futebol. Interna e externamente.

Vejo de forma incrédula a surpresa da recepção a Marta Soares, Presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting. E porquê?

Os sócios do Sporting aprovaram, na sua maioria, a continuação de uma actuação belicista por parte de Azevedo de Carvalho.

Os sócios do Sporting não se podem mostrar indignados do efeito "boomerang" dessa actuação.

Os sócios do Sporting que aprovaram este estado de coisas não sabem os nomes dos Presidentes de Assembleia Geral dos outros rivais. Não dá que pensar que este Marta Soares tem demasiado palco e protagonismo, e ao ser caixa de ressonância do presidente se mete a jeito?

Este tipo de protagonismo até parece que dá jeito para disfarçar a pobreza franciscana de uma temporada futebolística desastrosa em que se gastou dinheiro como nunca.

Este protagonismo que faz com que figuras como Azevedo, Saraiva, Pina, os Eduardos, o Dias Ferreira, recentemente o Fernando Mendes, entre outros, sejam portadores de "latas de gasolina" para apagar incêndios? Sim, são todos cor-responsáveis, juntamente com os Guerras, o Gil e os Orelhas cá do burgo. Chafurdam todos na mesma lama que lhes dá de comer. Ninguém é vitima deste estado actual do futebol.

Alguém se preocupa com as familias que vão aos jogos? Acham mesmo que basta tratarem as pessoas como gado às entradas dos estádios para fazerem revistas em que ficam as bolachas à porta e passam os petardos?

É este o futebol preconizado por esta gente? 

O que eu sei é que é este o estado de coisas que lhes dá imenso jeito. Já reparar que a defesa do Sporting tem mais golos sofridos do que os outros dois rivais juntos, "tá quieto".

Mudando de agulha. Em Arouca os adeptos do Sporting vão pagar 25 euros. O presidente vai fugir para Angola nesse dia. Pura coincidência, claro.

Com o Benfica, os sócios do Sporting vão pagar no mínimo 35 euros, os que não têm gameboxe. Como diria o pateta presidente do Setúbal, quem é o "abono de família" de quem?

Nota breve e final para as claques. A da selecção foi criada para ganhar umas massas, como as outras. No fundo são todos amigos e vendem bilhetes entre elas, mesmo nos jogos em que são todos intervenientes. Não foi assim que há pouco tempo entraram cerca de 300 "casuais" do Benfica para a central de Alvalade num Sporting-Benfica?

SL

 

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publicado às 15:06


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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