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A verdadeira inauguração

por Trinco, em 09.08.17

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49 dias após a pomposa "inauguração" do pavilhão, em que o mais relevante, além do incómodo discurso da Maggy Rocha, foi a pouca relevância dada aos atletas e adeptos, em contraponto ao "one-man-show", autentico buraco negro das atenções na sua tradicional maneira egoísta do "eu acima e antes do nós", está-se ainda por saber quando se dará a verdadeira inauguração do espaço.

 

Sim, porque a inauguração de um espaço desportivo não se faz com o corte de uma fita ou com uma festarola catita para entreter distraídos, adormecidos e hipnotizados, amplamente matraqueada e propagandeada pelos amigos da Comunicação Social. Mesmo aqueles que se quer fazer crer sejam uns malandros. A inauguração de um espaço desportivo faz-se com um evento desportivo. Ainda há poucos dias, fez 14 anos, foi assim com o Estádio José Alvalade.

 

Acontece que a menos de um mês das competições de seniores começarem ainda nem um treino foi feito no novo pavilhão. Muitas visitas, muitas festas, muita areia, mas desporto que é bom, nada!

 

O que nos poderá fazer questionar não só a extemporaneidade daquela inauguração (que mais não foi que um momento na agenda estratégica do interessado) mas o porquê de passado este tempo tudo permaneça na mesma.

 

Seguramente não será falta de dinheiro para pagar €700k ou €800k que faltem pagar ao empreiteiro e que estejam a protelar a entrega da obra por parte deste.

 

Num Clube que aumenta o seu orçamento para as modalidades 120% em dois anos, que contrata uma equipa nova de Voleibol contrariando aquilo que foi justificado para acabar com o Basquetebol, que contrata com salários "leoninos", ao que se sabe, futsalistas, andebolistas e mesa-tenistas e até paga clausulas de rescisão "à Neymar" (à escala, entenda-se) a hoquistas, seguramente esse não será o problema.

 

Ou será?

 

P.S. Ou será que se está a tentar carregar na boa vontade e tamanho do bolso dos Sportinguistas no calculo da tabela de preços das Gameboxes Modalidades, numa tentativa encapotada de "missão paga o que falta"?

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publicado às 18:44

E o Basquetebol?

por Trinco, em 16.05.17

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O re-eleito Comandante Vivente Moura, anuncia hoje em "A Bola", ao assumir que  Miguel Maia, aos 46 anos, voltará a ser atleta do Clube na próxima época, que o Voleibol estará de volta. E estará de volta, pelo menos, no escalão sénior masculino, desconhecendo-se ainda a competição em que poderá participar.

 

Isto obviamente, mais que uma boa noticia, é um desejo de todos quantos se revém e empenham num Sporting ecléctico e que ollham para as históricas 5 grandes modalidades de pavilhão como pilares da grandeza do Clube.

 

Acontece que, estamos a poucos dias de assinalar 2 anos sobre a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Basquetebol Feminino (30 de maio de 2015), com a consequente subida à divisão maior e 1 ano sobre a suspensão da mesma equipa (24 de maio de 2016).

 

A decisão teve tanto de surpreendente como de injusta e incompressível para um projecto que que se projectou auto-sustentado, baseado na formação e numa equipa feminina sénior que servisse de referencial nos objectivos globais da secção, tendo a mesma sido levada a investir e a queimar etapas pelo próprio Clube (que queria mais visibilidade), subindo em três anos duma 3ª divisão à liga principal, com o referido titulo de permeio e conseguindo nessa sua 1ª época, uma época difícil e carregada de vicissitudes, a manutenção.

 

Suapendeu-se uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional, com muitas Sportinguistas, com um orçamento baixo num inicio de um ciclo fortemente expansionista em termos de disponibilidades financeiras aprovadas, onde sem grandes investimentos, no panorama geral das modalidades, seria possível apetrecha-la de maneira a ser claramente candidata e manter-se assim como referencial do projecto, dando visibilidade ao Clube e à modalidade. Como aliás foi exigido (imposto) pelo Clube.

 

O principal argumento para esta decisão, comunicada de forma cobarde e após vários indícios em discurso directo em sentido contrário, foi a integração da secção no Clube com a revisão dos pressupostos do projecto, optando exclusivamente pela formação em forma evolutiva até haver atletas seniores.

 

Se em abstracto isso era algo que poderia fazer sentido, até do ponto de vista económico, o que se verifica é que este rumo foi apenas imposto ao Basquetebol (e Rugby masculino), tendo sido ignorado por várias outras reactivações. O Ciclismo começou com seniores e desconhece-se verdadeiramente qual é o seu projecto desportivo ou de formação ou sequer se o Clube tem alguma palavra a dizer no mesmo, ou se é apenas naming sponsor, o Futebol Feminino começou com seniores contratadas em forte investimento a outras equipas, agora suas competidoras, no Hóquei, apenas os seniores estão integrados no Clube, mantendo-se a formação gerida pela secção autónoma, a equipa de Rugby Feminina, recém campeã, não está sustentada em formação. Agora, no Vólei, acontecerá o mesmo.

 

Saúdo e apoio incondicionalmente os regressos das modalidades ao Clube, bem como a criação de novas (pelo menos das que sejam verdadeiramente desportivas). Da mesma maneira que o faço ao crescimento dos orçamentos, desde que perceba a sua sustentabilidade (o que não quer dizer que a perceba e muito menos que concorde com a aplicação dos mesmos), mas não posso aceitar esta política revanchista de filhos e enteados em que o que foi afirmado como regra não passa de excepção.

 

P.S. Entretanto, ao que se sabe, no basquetebol paga-se a seccionistas o que equipas a competir nas mesmas competições e com melhores resultados não pagam a treinadores, se anda a tentar "raptar" equipas inteiras a outros clubes formadores e se anda em torneios a aliciar miúdos de forma desrespeitosa e descarada.

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publicado às 13:38


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