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O Discurso do Bruno

por Lizardo, em 26.06.17

 

 

O filme “Feios, Porcos e Maus” de Ettore Scola é uma obra prima. A vida em tempo real, um quadro pintado com sapiência que explica que tudo na vida tem uma relação de causa-efeito.



Os reles, porcos e nojentos, uma obra insonsa de Bruno de Carvalho é também um quadro da vida real do desporto nacional. E que nos explica que tudo tem também uma consequência, e que todos os atos resultam em factos que nos podem custar muito caro no futuro.



O discurso do Bruno foi mais um episódio deplorável. Não quero acreditar no que disse nem quero acreditar que exista quem tenha a baixeza de criar uma trama para tramar o Presidente envolvendo a sua família e amigos mais próximos. O conteúdo do “word” revelado é demasiado grave.



O Sporting não se pode nem se deve confundir com estes episódios. Se o Presidente se sente atacado deve ter a capacidade e o poder de se defender nos locais próprios, afastando este lixo do Clube, tentando ao máximo não envolver o nome Sporting em episódios deploráveis e discussões de sargeta.

 

Mas Bruno não consegue, Bruno é o ator principal de Feios, Porcos e Maus. Uma personagem que procura a vida fácil, que se entrega aos prazeres da vida, que despreza e não entende que tudo está ligado e que tudo pode trazer consequências para a sua vida, para a vida dos que o rodeiam e acima de tudo, para o Sporting.


Bruno continua a não entender que não pode ofender Sócios, mesmo que o mereçam. Não se trata somente de ter uma imprescindível posição institucional, mas também de compreender que a gestão de comunicação, atualmente, não se resume ao nosso Bairro, à nossa Cidade ou País, hoje, tudo ganha uma projeção mundial em segundos. E Bruno não compreende que utilizar termos como: “Nojentos”, “Reles” e “Porcos” rapidamente se transforma numa generalização a todos os Sportinguistas. É o lado perverso da rapidez da comunicação.


Por tudo isto, o que se passou na passada Assembleia Geral foi grave. Merece ser investigado e não pode passar impune. Não podemos aceitar que se ataque um Presidente desta maneira, mesmo que não concordemos com a sua gestão, nem podemos concordar com este teatro que envolve o nome do Sporting, levando o nosso bom nome para níveis que não se relacionam com a nossa história centenária.



É tempo de pensar muito bem se é isto que queremos para o Sporting. A próxima época começa hoje, as incógnitas são muitas, só peço que a espinha dorsal se mantenha, que continuemos a ser um Clube que valoriza os seus formandos e que aposta nos jogadores portugueses, os que foram campeões da europa e os que num futuro muito próximo muitas alegrias nos podem dar.

 

Peço também que o Sporting saiba gerir da melhor forma a mentira e a batota, por todos sabida e conhecida, que envolve o Benfica. Temos que saber lutar de forma sapiente, estes sim são reles, nojentos e porcos, com todo o respeito que me merecem alguns rivais, os nossos, os Sócios, por mais líricos que sejam e por mais que se sirvam do Clube em vez de o servir, continuarão sempre a ser do Sporting. E este Sporting atual está cheio de lambuças. Cheio.

 

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publicado às 11:23

O Pavilhão do Bruno

por Lizardo, em 22.06.17

Ontem foi a primeira inauguração do Pavilhão, num conjunto de três cerimónias já agendadas. A felicidade de todos os Sócios e Adeptos com a construção de tão nobre e fundamental obra é evidente. O Sporting não podia continuar a viver sem a sua casa para as modalidades. Era totalmente contranatura continuar as romarias para Loures ou Odivelas, Casal Vistoso ou Rio Maior, entre outros Pavilhões espalhados pela região.



Ontem, como bem disse Margarida Rocha, fechou-se o ciclo das grandes obras de modernização do Sporting do século XXI. Um Estádio, uma Academia e agora a casa que imortaliza o já imortal Presidente João Rocha.



O dia de ontem tinha tudo para ser histórico. Um dia desejado por tantos, um dia que deveria ser aberto a todos os Sócios e Adeptos, com um programa pensado para os que há mais de 10 anos fazem quilómetros para ver as modalidades fora de Alvalade. Mas não, uma vez mais, o foco foi o Presidente Bruno de Carvalho.



Para lá do erro da data e da hora, uma quarta-feira, em simultâneo com o jogo da Seleção Nacional e a poucas horas de um importante jogo do Futsal, revela que estratégia e visão, são termos e processos que escasseiam.


Depois o palco e o tempo oferecido a Bruno. Bruno discursou na rua, Bruno leu e releu a sua frase na Estátua do Leão vezes sem conta, Bruno entrou no Pavilhão como uma estrela de rock, Bruno foi o Presidente, Bruno foi o Anfitrião, Bruno foi a imagem de todos os atletas do passado, do presente e do futuro. Bruno foi o foco, o tempo de antena, a voz, Bruno foi o rei das selfies e dos abraços. Sempre com os mesmos, com as mesmas caras, com os mesmos que até já têm palco em programas da Sporting Tv ou que têm um “emprego” no Sporting.

 

Não posso deixar de sublinhar a mentira de Bruno sobre o nome do Pavilhão. Não, não foi o Bruno que sugeriu o nome João Rocha. Não!!. Foi aprovado e deliberado a 30 de Setembro de 2012, numa Assembleia Geral no Multiusos de Alvalade, apresentado pela Direção em funções à data. Felizmente foi rapidamente desmentido pela filha de João Rocha.

 

Mas a mentira não acabou aqui. As palavras oferecidas ao falecido Sócio Vitor Araújo são de um aproveitamento sem sentido. “Amigo”, “Muitos jogos ao seu lado”, “com o meu pai e meus irmão, juntos, vimos muitos jogos”. Quem marcou e marca presença nos Pavilhões sabe que tudo isto é treta. Pura treta. Bruno há dez anos, nem as quotas tinha em dia, quanto mais dedicar-se a assistir a jogos das modalidades. Mas vale tudo!


Bruno tem um evidente complexo de inferioridade. Precisa de palco, precisa de espaço mediático, precisa ser notícia, pois só Ele sabe a dimensão da mentira que nos conta há muitos anos. Precisa de palco pois não temos títulos, não temos saúde financeira, somos cada vez mais irrelevantes no panorama desportivo.



Estes quatro anos têm sido uma mentira constante.



Ontem os Sócios ficaram de fora, os Adeptos não foram convocados, o Pavilhão não estava cheio, foi uma festa para amigos e alinhados, longe dos tempos onde o Sporting era para todos.



O que se assistiu ontem foi um deplorável espetáculo. Salva-se a obra, obrigado a todos os que desde os primeiros momentos lutaram e reuniram com a autarquia lisboeta, a todos os que criaram as fundações e as bases necessárias da obra. Bruno tem o mérito de ter continuado e ter dado vida ao Pavilhão. Sobre isso não há dúvida, mas ficaria muito bem não esquecer que há muitos anos, várias direções já trabalharam e muito para que este sonho fosse possível. A esses nem uma palavra.


Este Sporting que não reconhece o seu passado e que só se valoriza com o seu presente, mesmo sem nada ganhar, mesmo vendo abalar os seus principais ativos, sejam eles funcionários ou atletas, não pode ter grande futuro.

 


Salva-se quem entende e vive realmente os valores do Sporting

 

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publicado às 09:03

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Ontem foi tornada publica uma gravação de uma conversa entre Bruno de Carvalho e um conjunto de jornalistas. Durante três horas o sumo que se retira é uma enorme pipa de banalidades, de ataques, de autoelogios e acima de tudo, de um nível tão raso que não compreende a grandeza do cargo e da Instituição que representa.

 

O que se ouve durante três horas de conversa de balcão, numa qualquer taverna de uma localidade à beira-mar, é assustador e sintomático do carácter (ou falta dele) da pessoa que dirige o Sporting atual.

Chama a Ele a responsabilidade das melhores contratações, nega perentoriamente as que falharam e chuta responsabilidades para outros, apelida os Sócios de “estúpidos” e a cereja no topo do bolo é o desprezo com que encara a Gala, que ele criou, e como tal, se considera dono e senhor da mesma. Nada de novo, sempre confundiu as competências do cargo que ocupa com a forma de gerir um pequeno negócio numa qualquer garagem em Telheiras. Este estilo pato-bravo levou a muitas falências, esperemos para ver o impacto que terá no futuro do nosso Sporting, o lucro aventado hoje, ao contrário do que se festeja, revela que continuamos no mesmo registo que este Presidente combateu, vivemos de lucros de vendas, na sua maioria jogadores formados internamente, projeto esse abandonado de forma clara com a entrada de Jorge Jesus, e pelos vistos, com toda a conivência do Presidente, que acha “estúpidos” todos os que pensam que se ganham títulos com os jogadores de Alcochete. Tem toda a razão, não se ganha só com estes, mas pelos vistos não temos ganho com nenhuns, e o que Alcochete nos tem oferecido nos últimos anos é encaixe financeiro, a relembrar só alguns nomes: Ronaldo, Quaresma, Viana, Nani, João Mário, Cédric, Illori, Bruma, entre tantos outros.

 

Mas como em tudo na vida existem os danos colaterais deste estilo e desta boçalidade. Assistir a “ilustres” que defendem este Presidente, só me leva a pensar que estamos perante um ato de desespero, há fome em Portugal. Pina, Dolbeth, Saraiva, entre outros, na defesa cega deste Presidente não compreendem que se estão a reduzir a um estado de falência intelectual tão grande e tão grave, que no dia que todo este fraco edifício azevediano cair, todos irão seguir o mesmo destino. E quem sabe, e assim espero, para sempre longe e afastados do Sporting. Não o servem, servem-se, e gente desta estirpe faz tanta falta como a fome.

 

Em conclusão, que pouco há a escrever sobre este tema, deixo somente para pensamento o hipotético cenário de uma hecatombe cada vez mais próxima e cada vez mais evidente. Os rivais estão a arrumar a sua casa, nós estamos em clima de guerra declarada, internamente e no panorama externo, contra tudo e contra todos. Vamos ter que vender, vamos voltar a comprar por atacado e em mercados que oferecem jogadores de qualidade duvidosa, e claro, vamos para mais um ano zero onde vamos superar novamente o nosso recorde orçamental.


Admito que muitos Sócios defendam esta direção. São praticamente os mesmos que defenderam Godinho Lopes até à exaustão. É assim, é muito fácil apoiar o poder. É preciso coragem, dignidade, frontalidade e uma espinha dorsal bem definida e hirta para criticar. O futebol é feito cada vez mais de gente sem pinga de valor. E cada vez mais feito de gente que abusa da pinga!

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publicado às 09:55

A fonte de Alvalade

por Trinco, em 25.05.17

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Ontem, a meio da tarde, começaram a jorrar em catadupa informações sobre o futuro próximo e as intenções de quem gere o Clube. E surgiram transversalmente em todos os Órgãos de Comunicação Social.

 

Alguns desconfiaram, da veracidade da fonte e por via disso da veracidade e realismo da informação, menorizando-a como uma invenção (mais uma) jornalística.

 

No entanto, uma análise mais apertada, permite perceber que essa fonte existe mesmo. E provavelmente até fala na 1ª pessoa. E ao aparecer em quase todos os Órgãos de Comunicação Social (terão havido alguns "apartheidizados" de castigo) isso quer dizer que foram convocados. E ao ser de tarde, isso quer dizer que o mesmo encontro decorreu de manhã, provavelmente para prevenir "excessos comunicacionais" derivados da abundância etílica no último "convívio" que iam provocando em definitivo o divorcio num casamento de saúde periclitante.

 

Assim, convém perceber o alcance do que a fonte diz, provavelmente até na 1ª pessoa.

 

Desde logo que admite antecipar eleições caso não seja campeão na próxima época. Isto não é mais que duas coisas. Um comprar de mais um ano, estabelecendo um prazo de validade e tentando fazer com que a onda crescente de criticas amaine. E com isso a possibilidade de criar as narrativas e encenações, caso esse objectivo não seja alcançado, que lhe permitam continuar empregado.

 

Diz também que admite vender abaixo da clausula. Isto também quer dizer duas coisas. Que mais do que estar aberto, precisa desesperadamente de vender para se manter à tona e que toda a retórica dos "valores indecentes" do "vender como na Premier League"  ou até das "duplas almofadas" não eram mais que balelas para enganar incautos e crentes.

 

Fala da antecipação dos valores do acordo com a NOS. Além de, segundo se sabe, este acordo ainda estar a ser investigado e por aprovar na AdC, este procedimento de antecipação de receitas é em tudo igual ao que era muito criticado num passado recente como abusivo por usar as receitas de mandatos para além do vigente, dificultando e condicionando fortemente a planificação e gestões futuras.

 

Informa que o plantel será mais curto, com 24 a 25 elementos, informando ao mesmo tempo que Iuri e Jonathan, farão parte do mesmo. Antes de mais, espero que o treinador saiba disso e tenha concordado, não vá o atleta ter a utilização dos que foram trazidos à revelia do mesmo, quer em Julho, quer em Dezembro. É que para isso já terão sido contratados 2. Além disso, dum plantel que este ano chegou a ter mais de 30 atletas e onde se assume a entrada em regresso de alguns e permanência de outros entretanto já regressados, isso quererá dizer, mais uma revolução. Até porque terão que haver contratações para entreter o adepto e arrecadar e distribuir mais algumas "comissõezinhas".

 

Por fim, fala ainda da possibilidade de voltar aos negócios com Jorge Mendes, curiosamente em véspera de lançamento do livro do jornalista italiano patrocinado e armado em herói pela tropa fandanga sobre o mesmo, com promessas de revelações escaldantes sobre o "modus operandi" do empresário. Ou seja, quando as calças começam a ficar apertadas ao rabo, até a alma se vende ao diabo por conveniência.

 

Tudo isto mais não é que a confirmação que Azevedo de Carvalho será o seu principal inimigo e por extensão do Clube, por não agir nem gerir pelo Clube, mas apenas pela sua sobrevivência.

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publicado às 09:00

Metalidade

por Lizardo, em 22.05.17

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O Sporting sempre se afirmou como um “Clube diferente”. Para o bem e para o mal, durante muitos anos, e em especial no pesadelo que foi a gestão de Sousa Cintra, este chavão era várias vezes utilizado para capitalizar a forma como se superava desaires. Uma estratégia que tentava revelar que mesmo nos momentos mais complicados, derrota após derrota, lá estavam os quarenta e tal mil habituais no velhinho Alvalade.



Com o tempo essa identidade foi também várias vezes aproveitada, sempre com o intuito de chamar e passar a mão “plo pelo” de Sócios e Adeptos.


Atualmente já não somos diferentes, somos assumidamente retrógrados e completamente desfasados da realidade do que é um Clube Empresa e como funcionam os índices de motivação e valorização de jogadores.


Ontem durante o jogo, com vários recados, uns encomendados, outros que foram uma surpresa para alguns, surgiu uma mensagem para Ruben Semedo. Um jogador com vários anos de Sporting, campeão em vários escalões da nossa formação, internacional, um jogador que deveria ser motivado e acima de tudo, valorizado. Afinal, tem sido este o nosso mealheiro nos últimos anos, as vendas dos jogadores que formamos.



Ontem tudo se fez em sentido contrário. Desmotivamos um jogador que tem qualidade, que é da casa, e mais grave ainda, desvalorizamos um jogador que tem mercado.

 

Não lembra a ninguém com capacidade de gestão e com uma missão única de servir o Sporting ter um comportamento assim.


Nenhum jogador merece este tipo de comportamento, seja o Shickabala ou o Bojinov, o Pongolle ou o Messi da Escócia.

 

Este tipo de mentalidade que se enraizou é altamente lesiva para o Sporting. Ninguém ganha com este tipo de atitudes e comportamentos. Perde o Sporting que desvaloriza jogadores, perde o plantel que encontra no seu balneário focos de desmotivação e descontentamento difíceis de gerir. A Flash Interview de Adrien foi também sintomática do estado de espirito de um plantel que está fraturado e completamente à deriva. Um foco de frustrações e de promessas que nunca se cumprem.


Posto isto, acabou a época da pior forma. Tudo falhou à exceção de Bas Dost. Falharam redondamente todas as contratações, ontem somente jogaram Beto e o Holandês goleador. Revelador de todo o fracasso da época que agora acabou.



As três contratações já realizadas não auguram nada de bom nem de novidade para a época que se está já a preparar.


Vamos ter um verão quente, e depois do espetáculo deplorável que uma grande maioria censurou ontem nas bancadas de alvalade, a divisão entre associados ganha cada vez mais expressão.


Em suma, quatro anos de marasmo, de regressão em relação aos rivais, onde numa das piores épocas do Futebol Clube do Porto, não os conseguimos superar e agora vamos ter que rezar a todos os santinhos que não nos calhe em sorte nenhuma equipa da Albânia ou um Légia no Playoff da Champions.


O tempo tem sido mestre!

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publicado às 09:53

O estrume e o escaravelho.

por Lizardo, em 21.04.17

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Estamos a poucas horas de começar o jogo maior de todos os jogos em Portugal. Um Sporting vs Benfica é o maior e mais apetecido encontro do nosso campeonato, independentemente da classificação e dos objetivos que estejam ainda em luta entre estes dois monstros do nosso futebol nacional.

 

Os últimos tempos não têm sido favoráveis no que toca à saúde do fenómeno desportivo em Portugal. Os dirigentes e os comentadores desportivos, que nos últimos tempos se auto-intitularam estrelas maiores do futebol, minam e envergonham quem defende os valores do desporto.



Os últimos temas são disso exemplo, de e-mails a pedidos de bilhetes, a cânticos brejeiros até à ruína intelectual de Dolbeth, Braz, Pina e Guerra, entre tantos outros, não consigo desenhar na minha opinião, pior cenário e tão raso e boçal estado de coisas como a atualidade.



A esta gente deve-se oferecer o devido desprezo. Vivem frustrações profissionais, procuram os “quinhentinhos” que lhes metem comida na mesa e espaço mediático para continuarem a lograr ambicionar um lugar ao sol quando se pavoneiam pelas ruas do nosso país. São uns tristes, pobres desgraçados, uma vergonha diária que se dissemina pelos telejornais e pelas redes sociais.



Mas estes pobres lambe prepúcios não são mais que o eco de quem os alimenta. Os Clubes e as suas equipas de comunicação são a ração desta raça que vai impondo e evangelizando uma opinião.



Não podemos andar a defender a verdade desportiva e a fazer dessa causa uma grande bandeira, quando no silêncio da noite e no recato de um jantar, se juntam todos à mesa a receber os briefings e os temas que devem e como devem ser comentados. Todos o fazem, se assim não fosse, que necessidade teriam os Clubes em pagar a Diretores de Comunicação e a cada vez maiores equipas desta disciplina?



Em suma, não é portanto surpresa que o futebol português esteja a definhar e a viver uma das mais miserabilistas épocas da sua história. Numa época em que fomos Campeões da Europa, aposta-se cada vez menos no jogador português, a formação é cada vez mais um embuste para boi marrar e lançar areia para os olhos, e claro, os órgão de comunicação social não vendem, pois não há notícias, não há novidade, há sim estratégias e agendas concertadas e bem afinadas que sustentam e proporcionam que estas casas não fechem portas e desapareçam das bancas.



Sábado é importante esquecer tudo isto, é importante olhar para o relvado e ver os nossos Campeões da Europa jogar e honrar a nossa camisola, assistir à capacidade goleadora de Bas Dost, ver um adversário ao nosso nível e uma arbitragem das melhores. E depois de tudo isto, que ganhe o Sporting. Assim, com tanto equilíbrio, dignidade, caráter, verdade, é assim que se saboreiam as grandes vitórias, onde os atletas e o publico devem ser os principais intervenientes.

Depois do jogo veremos se assim poderá ter sido ou como será. Mas adivinha-se mais do mesmo, discursos inflamados, ataques, o “eu qualquer dia digo”, e claro, o baixo nível a que estamos já habituados e que é já definição de “português” por este mundo fora.

Cada vez mais afastado deste futebol. E cada vez mais gente se irá afastar. Os culpados estão à vista de todos. Continuar a alimentar esta espécie e continuar a alimentar um vírus que está a consumir o nosso grande amor, o Sporting e o Futebol Português. 

Todo este clima é a "porcaria" que muito escaravelho junta para se alimentar. Queremos continuar a alimentar esta porcaria?

 

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publicado às 09:59

Em bicos de pés

por Trinco, em 11.04.17

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Soube-se ontem que o Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) confirmou a interdição da propriedade por parte de terceiros (TPO ou Third Part Ownership) dos passes dos futebolistas decretada pela FIFA, no âmbito do litígio entre esta e o clube belga RFC Seraing.

 

Acto continuo, Azevedo de Carvalho assume a decisão como uma vitória, mais que do Clube, sua, pessoal, mais uma vez ajudado pelos "malandros" da Comunicação Social que propositadamente tentam correlacionar o caso com o diferendo Sporting/Doyen.

 

Acontece que o caso, pouco ou nada tem a ver com o caso Doyen.

 

Na verdade, o que esta decisão confirma é a sanção ao clube belga imposto pela FIFA em Setembro de 2015 pelo incumprimento da regra que interdita o TPO, aprovada e entrada em vigor a 1 de Maio de 2015. Nesta deliberação de Maio a FIFA estabelece que "A interdição entrará em vigor a 01 de maio de 2015", sendo que "os acordos já existentes devem ser mantidos até à sua expiração contratual" e que "os novos acordos assinados entre 01 de Janeiro e 30 de Abril de 2015" estarão limitados à duração máxima de um ano.

 

Ou seja o caso com a Doyen, não só não está coberto por esta norma, como também não tem absolutamente nada a ver com a guerra contra os fundos mas apenas e só com o incumprimento e quebra de contratos e obrigações estabelecidas pelos mesmos. E nesse caso, já foi proferida sentença, da qual não há recurso, na qual fomos condenados a pagar além das custas do processo, o valor em falta acrescido de juros, tendo por isso a UEFA cativado as nossas receitas das participações nas suas provas. Acontece também que a conta continua a avolumar-se por ainda não ter sido dada a ordem de liquidação da divida.

 

Obviamente, que todos concordaremos que, da maneira que estavam a acontecer, os TPO eram um cancro para o futebol, muitas vezes desvirtuando a verdade desportiva. E nunca foi por defender isso que Azevedo de Carvalho foi criticado. Mesmo que inflado de uma importância que nunca teve e assumindo o transporte vanguardista de uma bandeira que nunca foi sua (a FIFA já discutia o TPO há anos), nunca foi a critica ao modelo dos TPO que provocou as reacções de desaprovação ao que se fez no das Doyen. Foi sempre a quebra das responsabilidades e obrigações societárias do Clube. Inverter isto, é apenas mais uma das pós-verdades que foram repetidas à exaustão pela tropa.

 

Mas, ainda assim, convém perceber a fragilidade dos princípios de Azevedo de Carvalho que em Dezembro de 2016 assina protocolo com a Traffic (de que a foto acima é prova), empresa que esteve no centro do escândalo de corrupção da FIFA, investigada, e em alguns casos já sentenciada, sobre fraude, lavagem de dinheiro e corrupção nos últimos 24 anos e que tinha na sua estratégia fundamental de negócio o TPO, sendo percussora também nos novos esquemas para contornar esta proibição e que passam pela posse ou controle de Clubes e/ou SAD's, desenvolvendo aí o mesmo tipo de negócios em rodízio (semelhante ao que acontece neste momento com Bruno Paulista que ninguém percebe a quem efectivamente pertence)

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publicado às 09:47

Se vai mudar? Tenho as minhas dúvidas!.

por Lizardo, em 05.04.17

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Dado os resultados das últimas eleições, achei por bem e por respeito democrático não dar voz a este espaço até hoje. O plateia leonina demonstrou nas ultimas eleições uma força e uma vitalidade que não é de todo novidade, sempre assim foi, e sempre assim será. Somos grandes, somos um Clube que sempre se conseguiu impor e afirmar grandeza nos momentos mais complicados.

 

Os Sócios decidiram oferecer a Azevedo de Carvalho mais quatro anos. Um novo mandato, um voto de confiança, na minha leitura, na luta contra os poderes instalados e para tentar mudar a realidade do futebol nacional.



Entre muitos amigos que votaram na Lista A, muitos não se revêm na imagem do Presidente, consideravam Pedro Madeira um “curioso” e esperam que, com a experiência do cargo do atual, existisse mudanças.



Recentemente num encontro de grandes leões, na sua maioria votantes de Azevedo de Carvalho, o descontentamento já está de novo presente.


Ou seja, este voto de confiança não foi usado para ganhar força e outros caminhos de ação e atuação, mas sim para afirmar de forma cada vez mais envergonhada uma estratégia de comunicação e de ruído no universo do futebol.



Estes sete processos levantados contra o Benfica são de um lirismo completo. Como foi a entrevista de Bruno Azevedo de Carvalho à TVI. Estrategicamente pensada, sai para a opinião publica o nome Sporting numa fase onde somente Porto e Benfica lutam por títulos, tentando demonstrar uma falsa vitalidade do nosso Clube.

 

Estes primeiros tempos do segundo mandato não revelam qualquer mudança de paradigma. Os erros dos últimos anos que nos tornaram altamente despesitas, com orçamentos faraónicos e sem títulos, parece ser o caminho a seguir. E claro, a comunicação, que de dia para dia bate recordes de estupidez, reduzindo um Clube centenário a discussões com figuras mediáticas das revistas cor-de-rosa.

 

É realmente triste continuar a constatar a evidência, é triste assistir a um aumentar da ferida, é demasiado doloroso assistir ao debate Sporting e ao debate Futebol Português com os nossos comentadores nos mais diversos órgãos de comunicação social de Portugal.

A próxima época será decisiva. Não só para Bruno como para Jorge Jesus. Agora é tempo de lua de mel, tudo está bem, num cenário de guerra de completa destruição, onde vamos vencer zero títulos no futebol, e outros tantos nas modalidades ditas amadoras, onde somente temos esperança e muita no Futsal.

 

De Futsal, com o regresso de Cardinal e do grande Diva cada vez mais certo, a próxima época indica que será um novo “all in” em todas as modalidades. No Andebol espera-se a confirmação de um novo Treinador e no Hóquei, bem, aqui, é lutar com todas as forças para que a modalidade não perca cada vez mais representação no espectro europeu, tão pobre e com tão poucos adeptos como agora.

 

Que acabe rápido esta época, tão pobre, tão vazia, tão desprestigiante em tantos campos, conferências de imprensa, comentários, processos, eliminações precoces e perseguições. Que este novo elenco diretivo, e com o regresso de tantos ilustres ao Conselho Leonino, algo mude, e que mude no sentido de ter um novo posicionamento, um tom diferente, uma estratégia a longo prazo e a capacidade de resolver o presente.


Se vai mudar? Tenho as minhas dúvidas!.

 

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publicado às 10:02

Em 30 dias

por Trinco, em 04.04.17

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O presidente anuncia o começo de uma nova era, afirmando que "quem fizer mal, é meu inimigo e darei a vida pelo Sporting se for preciso", mandando literalmente bardamerda todos os que não fossem do Sporting, "que os rivais estremeçam porque o Sporting está aqui para liderar" e que "temos de ser campeões em todas a modalidades e, neste mandato, mais do que uma vez".

 

O director de comunicação sai em defesa do presidente por causa do bardamerda.

 

O presidente fala de virgens ofendidas que gostam de descontextualizar.

 

O treinador continua a falar, dois anos depois, que "estamos a criar estrutura e equipa fortes para fazer face aos rivais" e que "não fomos campeões por falta de estrutura".

 

José Eduardo, acabado de ser eleito conselheiro leonino nas listas do presidente, é condenado por difamação a um elemento da estrutura do futebol do Clube, sem que este tome qualquer posição que seja.

 

O Tribunal Judicial de Lisboa rejeitou o recurso do Sporting, que exigia ao Benfica a devolução da indemnização paga pelos leões pelo incêndio causado no Estádio da Luz.

 

O primo João sai da B e a B começa a ganhar.

 

O treinador afirma Bruno Paixão como "um dos bons árbitros portugueses".

 

Depois do director, é dispensado o treinador de hóquei, aposta forte desta época. O Sporting é goleado no Dragão Caixa.

 

Paulista, sem que se perceba de quem efectivamente é, num dos mais estranhos e obscuros processos, regressa a Alcochete, falhado que foi o empréstimo.

 

Spalvis idem, mas por problemas físicos.

 

Carlos Vieira reforça que "contamos ser campeões noutras modalidades. No futebol temos de preparar a próxima temporada e ver o que se pode fazer de interessante este ano".

 

Na tomada de posse o presidente coloca a fasquia da "conquista de dois títulos nacionais neste mandato.", onde deu a entender que se recandidatará em 4 anos ao abordar a recompra das VMOCs.

 

Marta Soares fala do Sporting como "alvo de inveja".

 

Azevedo de Carvalho, afirma, em aparente contradição com Vieira que "já estamos a preparar em força a próxima época".

 

Tribunal Arbitral do Desporto não dá razão ao Sporting no caso dos vouchers dando provimento ao arquivamento do processo.

 

No seguimento de uma participação sobre o "bardamerda", Azevedo de Carvalho proclama o Benfica como "campeão nacional das queixinhas". O treinador diz que o presidente "esteve à altura dos queixinhas".

 

Acompanhado da noiva, Azevedo de Carvalho inaugura academia na Costa Rica, afirmando que "desde que cheguei à Costa Rica já ganhei dois pontos aos rivais, se fico cá três semanas...ainda temos outra classificação". Aparece em fotos românticas na praia.

 

Na mesma viagem afirma que "em 110 anos não vi um presidente preocupado com a nossa identidade".

 

O Sporting participou ao Conselho de Disciplina da FPF do teor do comunicado emitido pelo Benfica.

 

Comentadores de "jet set" criticam a vida pessoal de Azevedo de Carvalho e a exposição que este faz da mesma.

 

O director de comunicação sai em defesa do presidente por causa dos comentadores do "jet set".

 

Azevedo de Carvalho diz que só vende "ao nível da Premier League ou de Espanha".

 

O Pavilhão, que era para estar acabado em Dezembro, inaugurado em Março, que na semana das eleições só faltaria mais uma ou duas semanas será aberto ao público apenas em Maio.

 

Azevedo de Carvalho afirma que "não há dúvidas de que hoje somos um clube muito mais unido do que há 4 anos".

 

Por causa do processo do túnel, envolvendo Carlos Pinho, Azevedo de Carvalho afirma que Vieira teria sido apanhado em (supostas) "imagens quase a agredir uma pessoa da arbitragem" e que Vieira "nem na vida pessoal pode ter a cabeça tranquila, quanto mais no futebol".

 

De volta da Costa Rica afirma que diz que "há 4 anos que o Sporting é o mais prejudicado de todos".

 

Bruno Mascarenhas promete Sporting campeão, já no próximo ano.

 

Fernando Mendes, paineleiro, acusa outros paineleiros de serem avençados de outros clubes.

 

Azevedo de Carvalho é suspenso por 113 dias e multado por queixa do Benfica. Otávio Machado idem mas menos tempo e menos dinheiro.

 

O director de comunicação sai em defesa do presidente por causa do castigo.

 

Azevedo de Carvalho fala de censura, de constituição e liberdade de expressão, ameaçando até com o Tribunal Europeu, confundindo no entanto que nada disso lhe dá o direito de colocar em causa a honra de outros.

 

Azevedo de Carvalho não se cala e no próprio dia dá entrevista. Nesta volta a afirmar que "queremos ser campeões pelo menos duas vezes neste mandato". Também nesta lança suspeita sobre Vítor Pereira afirmando "o que estará para acontecer a Vítor Pereira? Vai reaparecer? Veremos..."

 

As queixas do Sporting contra Luisão, Rui Costa e Gomes da Silva são arquivadas.

 

Bacelar Gouveia, ex-Presidente do CFeD afirma que "não podia continuar com a minha lealdade sob suspeita", falando de ambiente pidesco e que "a direcção quis ficar com o poder disciplinar do Sporting".

 

Acompanhado da noiva e de um jogador em competição, Azevedo de Carvalho inaugura academia em Angola.

 

Azevedo de Carvalho lembra Bosman e diz que não irá aos estádios enquanto durar o castigo.

 

Respondendo em tribunal sobre a Operação Fénix, Azevedo de Carvalho diz que não sabe quem contratou guarda-costas em visita ao Norte.

 

CD dá razão ao Benfica na polémica da Supertaça de Futsal.

 

O treinador afirma que "com os jogadores que perdi, tinha uma equipa para disputar a Champions".

 

Azevedo de Carvalho reage a vídeo da Fundação Benfica.

 

O Sporting queixas contra Jonas e Samaris sobre factos sucedidos em jogo em que não participou e contra Rui Vitória, Domingos Almeida Lima e Luís Bernardo por declarações.

 

Azevedo de Carvalho abordando a aproximação a Benfica e FC Porto com o empate no clássico afirma que "enquanto há vida há esperança" afirmando na mesma entrevista a uma televisão angolana que a sua estratégia "foi a de criar fama de maluco, agora é só manter".

 

Sobre a proposta para a aquisição do William pelo City, afirma que "por 30 milhões mando a bota e sem pitons".

 

Quintela vai produzindo manifestos em forma de editóriais no Jornal do Clube onde regista a narrativa que o presidente nem fala assim tanto.

 

Isto é apenas uma pequena parte e Francisco Geraldes continua sem jogar.

 

 

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publicado às 12:34

As eleições 2021 e as VMOCs

por Trinco, em 16.03.17

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Pelo começo...

Ontem Azevedo de Carvalho foi empossado no seu 2º mandato que se estenderá até Março de 2021. No discurso de investidura, além das promessas de campeonatos

...o mais importante é sermos campeões nacionais e não apenas uma só vez nos próximos quatro anos...


algumas pós-verdades

...os títulos conquistados nos últimos quatro anos, que superam a média dos últimos 50...

 

e realidades paralelas

...vamos manter e reforçar a aposta na formação...

 

 

falando sobre a problemática das VMOCs, afirmou desde já a sua recandidatura

...vamos reforçar a nossa conta reserva para que seja possível no próximo mandato - repito, no próximo mandato, é que eu já estou neste - recuperar as VMOCS necessárias para garantir a manutenção desta maioria de capital...

 

Assim, que fique bem claro quem deu o tiro de partida para um a disputa eleitoral a 4 anos de distancia e que ninguém se queixe que eventuais alternativas se comecem a preparar e que não fiquem silenciosas.

 

Mas sobre as VMOCs, algo que veio à baila na ultima semana de campanha das passadas eleições o qual eu, por manifesta falta de tempo, não abordei convém registar alguns comentários.

 

Com a publicação do R&C semestral, foi sabido e plantado na Comunicação Social a existência de contas reserva para o efeito, afirmando-se de maneira criativa na escrita que até Junho seria possível esta ter €10M, necessários para comprar 32% das VMOCs (afirmados como necessários para garantir o Capital da SAD - na realidade seriam 32% do lote de VMOCs necessários para garantir o mesmo capital), falando depois de um prazo de 8 anos para comprar o restante (os tais 68% do mesmo lote)

 

Acontece que, estas contas, que rondam neste momento os €3.1M, em 6 meses cresceram €0.7M, sendo que é suposto acreditar que nos 6 meses seguintes crescerão cerca de €7M. Mesmo com os desfasamentos dos fluxos de caixa, é algo demasiado optimista.

 

Por extrapolação de valores, ficou-se também a saber que o valor considerado para a manutenção da maioria do capital da SAD é de €31.25M (considerando o valor das acções para o calculo que é de aproximadamente €0.63), sendo importante no entanto perceber e lembrar a contingência deste valor (que pode ser artificialmente volatilizado) para o calculo de algo que pode ser na realidade de €44M.

 

Outro facto interessante é o de estas reservas estarem nas contas da SAD, sendo que quem tem o opção sobre as VMOCs é o Clube.

 

Mas há mais nas VMOCs. É que existem as VMOCs A, no valor de €55M, que vencem no mesmo prazo (após o seu prolongamento) que as VMOCs B e que podem obrigar até à sua compra total (são desconhecidos os termos do eventual direito de preferência) ou no melhor cenário €27M. Ou seja, em 2026, poderá ser necessário o Clube (e friso o Clube, pois não é factor sem importância ser este a deter o direito de preferência) ter perto de €60M para garantir a maioria do capital da SAD.

 

E existe a possibilidade da emissão de novo lote de VMOCs, conforme previsto na reestruturação para absorver as A, sendo no entanto de assinalar que a sua autorização foi dada em determinados pressupostos que pessoalmente me parecem ultrapassados, sendo necessária nova aprovação caso se enverede por esta via para não falar da data limite do seu lançamento a Janeiro de 2016.

 

Caso ainda assim, os sócios (e posteriormente os accionistas) aprovem nova emissão de VMOCs, as VMOCs C para absorver as A em 2026, estaremos mais 10 anos (o prazo previsível) com a espada das VMOCs na cabeça pelo seu prazo de validade, sendo que, tal como agora acontece, todos os Dezembros, só o cumprimento de outras obrigações paralelas, como a cativação de percentagens de algumas receitas e a definição de valores mínimos a disponibilizar para o pagamento da divida (e a pouca vontade da banca entrar no capital social da SAD) evitará a "decapitação" antecipada.

 

Ou seja, nem os pressupostos das contas reservas são suficientes, nem muito provavelmente deixaremos de estar, daqui a 9 anos, nas mãos da banca e dos credores. O que mudou mesmo?...

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publicado às 09:41


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