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Modalidades caviar

por Trinco, em 01.09.17

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Pessoalmente, cada vez menos me interessa o circo das plataformas rotatórias de jogadores em que se transformaram os clubes de futebol, com negócios e gestões nada claras e seguramente pouco transparentes e rigorosas.

 

Disso mesmo são exemplo as considerações de "custo zero com compra obrigatória" (temos 2, Doumbia e Ristovsky, €3M e €2.5M respectivamente) ou a inclusão de artifícios de linguagem para declarar uma venda mais alta do que ela realmente é (Schelotto, jogador renovado em Janeiro deste ano com clausula de €45M, com o seu "até €3M€" - que no limite podem ser €0 - é o nosso exemplo acabado).

 

Acontece que no meio deste ruído todo, o Clube achou por bem informar os preços da nova Gamebox Modalidades. Assim ao jeito de "deixa ver se passa e se não fazem barulho".

 

€250 é o valor para as 4 modalidades.

 

Não tardaram muitos avençados a tocar o samba do "até não é caro...". Que "€3.12 por jogo é um bom preço". Só que, assumindo o preço de €4 pelo bilhete avulso para sócio (e há preços máximos tabelados) basta falhar 5 jogos em cada modalidade (o que em 80 jogos, com calendarizações tão diferenciadas nem é nada de estranho) para esse "lucro" se esfumar.

 

Mas o pior é para quem compare com os preços praticados em 16/17. Nessa época, cada Gamebox individual (sim, havia-as, ao contrário de agora) custava €30 e a conjunta €75.

 

Comparando o comparável, a Gamebox conjunta, esta aumenta de €25 para €62.5 por modalidade (particionando os valores globais). Um aumento de 150%. Coisa pouca!

 

E mais. Aplicando esse valor, €62.5 (que a existir seria seguramente mais alto), numa hipotética separação avulsa por modalidade e tomando por exemplo o Futsal, cada jogo (18) ficaria a €3.47, deixando de compensar ao falhar os tais 5 jogos.

 

E vantagens para os anteriores detentores deste bilhete de época? Só para os que compraram a 1ª em 10/11 e apenas para a pagarem ao mesmo preço durante 3 dias antes da venda geral.

 

E os participantes na Missão Pavilhão, conforme chegou a ser promovido? Nada!

 

O Sporting é "nosso"!

 

E se as coisas falharem a culpa é dos sócios que não colaboram.

 

 

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publicado às 13:03

A verdadeira inauguração

por Trinco, em 09.08.17

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49 dias após a pomposa "inauguração" do pavilhão, em que o mais relevante, além do incómodo discurso da Maggy Rocha, foi a pouca relevância dada aos atletas e adeptos, em contraponto ao "one-man-show", autentico buraco negro das atenções na sua tradicional maneira egoísta do "eu acima e antes do nós", está-se ainda por saber quando se dará a verdadeira inauguração do espaço.

 

Sim, porque a inauguração de um espaço desportivo não se faz com o corte de uma fita ou com uma festarola catita para entreter distraídos, adormecidos e hipnotizados, amplamente matraqueada e propagandeada pelos amigos da Comunicação Social. Mesmo aqueles que se quer fazer crer sejam uns malandros. A inauguração de um espaço desportivo faz-se com um evento desportivo. Ainda há poucos dias, fez 14 anos, foi assim com o Estádio José Alvalade.

 

Acontece que a menos de um mês das competições de seniores começarem ainda nem um treino foi feito no novo pavilhão. Muitas visitas, muitas festas, muita areia, mas desporto que é bom, nada!

 

O que nos poderá fazer questionar não só a extemporaneidade daquela inauguração (que mais não foi que um momento na agenda estratégica do interessado) mas o porquê de passado este tempo tudo permaneça na mesma.

 

Seguramente não será falta de dinheiro para pagar €700k ou €800k que faltem pagar ao empreiteiro e que estejam a protelar a entrega da obra por parte deste.

 

Num Clube que aumenta o seu orçamento para as modalidades 120% em dois anos, que contrata uma equipa nova de Voleibol contrariando aquilo que foi justificado para acabar com o Basquetebol, que contrata com salários "leoninos", ao que se sabe, futsalistas, andebolistas e mesa-tenistas e até paga clausulas de rescisão "à Neymar" (à escala, entenda-se) a hoquistas, seguramente esse não será o problema.

 

Ou será?

 

P.S. Ou será que se está a tentar carregar na boa vontade e tamanho do bolso dos Sportinguistas no calculo da tabela de preços das Gameboxes Modalidades, numa tentativa encapotada de "missão paga o que falta"?

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publicado às 18:44

O Pavilhão do Bruno

por Lizardo, em 22.06.17

Ontem foi a primeira inauguração do Pavilhão, num conjunto de três cerimónias já agendadas. A felicidade de todos os Sócios e Adeptos com a construção de tão nobre e fundamental obra é evidente. O Sporting não podia continuar a viver sem a sua casa para as modalidades. Era totalmente contranatura continuar as romarias para Loures ou Odivelas, Casal Vistoso ou Rio Maior, entre outros Pavilhões espalhados pela região.



Ontem, como bem disse Margarida Rocha, fechou-se o ciclo das grandes obras de modernização do Sporting do século XXI. Um Estádio, uma Academia e agora a casa que imortaliza o já imortal Presidente João Rocha.



O dia de ontem tinha tudo para ser histórico. Um dia desejado por tantos, um dia que deveria ser aberto a todos os Sócios e Adeptos, com um programa pensado para os que há mais de 10 anos fazem quilómetros para ver as modalidades fora de Alvalade. Mas não, uma vez mais, o foco foi o Presidente Bruno de Carvalho.



Para lá do erro da data e da hora, uma quarta-feira, em simultâneo com o jogo da Seleção Nacional e a poucas horas de um importante jogo do Futsal, revela que estratégia e visão, são termos e processos que escasseiam.


Depois o palco e o tempo oferecido a Bruno. Bruno discursou na rua, Bruno leu e releu a sua frase na Estátua do Leão vezes sem conta, Bruno entrou no Pavilhão como uma estrela de rock, Bruno foi o Presidente, Bruno foi o Anfitrião, Bruno foi a imagem de todos os atletas do passado, do presente e do futuro. Bruno foi o foco, o tempo de antena, a voz, Bruno foi o rei das selfies e dos abraços. Sempre com os mesmos, com as mesmas caras, com os mesmos que até já têm palco em programas da Sporting Tv ou que têm um “emprego” no Sporting.

 

Não posso deixar de sublinhar a mentira de Bruno sobre o nome do Pavilhão. Não, não foi o Bruno que sugeriu o nome João Rocha. Não!!. Foi aprovado e deliberado a 30 de Setembro de 2012, numa Assembleia Geral no Multiusos de Alvalade, apresentado pela Direção em funções à data. Felizmente foi rapidamente desmentido pela filha de João Rocha.

 

Mas a mentira não acabou aqui. As palavras oferecidas ao falecido Sócio Vitor Araújo são de um aproveitamento sem sentido. “Amigo”, “Muitos jogos ao seu lado”, “com o meu pai e meus irmão, juntos, vimos muitos jogos”. Quem marcou e marca presença nos Pavilhões sabe que tudo isto é treta. Pura treta. Bruno há dez anos, nem as quotas tinha em dia, quanto mais dedicar-se a assistir a jogos das modalidades. Mas vale tudo!


Bruno tem um evidente complexo de inferioridade. Precisa de palco, precisa de espaço mediático, precisa ser notícia, pois só Ele sabe a dimensão da mentira que nos conta há muitos anos. Precisa de palco pois não temos títulos, não temos saúde financeira, somos cada vez mais irrelevantes no panorama desportivo.



Estes quatro anos têm sido uma mentira constante.



Ontem os Sócios ficaram de fora, os Adeptos não foram convocados, o Pavilhão não estava cheio, foi uma festa para amigos e alinhados, longe dos tempos onde o Sporting era para todos.



O que se assistiu ontem foi um deplorável espetáculo. Salva-se a obra, obrigado a todos os que desde os primeiros momentos lutaram e reuniram com a autarquia lisboeta, a todos os que criaram as fundações e as bases necessárias da obra. Bruno tem o mérito de ter continuado e ter dado vida ao Pavilhão. Sobre isso não há dúvida, mas ficaria muito bem não esquecer que há muitos anos, várias direções já trabalharam e muito para que este sonho fosse possível. A esses nem uma palavra.


Este Sporting que não reconhece o seu passado e que só se valoriza com o seu presente, mesmo sem nada ganhar, mesmo vendo abalar os seus principais ativos, sejam eles funcionários ou atletas, não pode ter grande futuro.

 


Salva-se quem entende e vive realmente os valores do Sporting

 

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publicado às 09:03

Champions da (indi)gestão

por Lizardo, em 31.01.17

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Estamos a poucas horas do fecho do mercado e Ryan Gauld e Geraldes, nossos jogadores, que estavam emprestados ao Vitória de Setúbal e que por simples birra e capricho foram chamados à sua procedência.

 

Passaram por Chaves, mas por lá não ficaram, malvadas leis estas que existem, redigidas e aprovadas pela generalidade dos Clubes.

Hoje, a poucas horas do fecho de mercado, Gauld e Geraldes correm o sério risco de não poder desempenhar a sua profissão até ao final da época.

Como bem explica este artigo, a situação ultrapassa todos os limites do desnorte e da falta de capacidade de gestão desportiva.

Mas se sobre esse assunto já muitos se debruçaram, faço deste texto uma avaliação deste episódio em comparação com a figura que nos preside.

Só alguém que não defende nem entende o lado humano pode avançar para uma medida desta dimensão. A vida, o profissionalismo dos jogadores, as suas carreiras foram completamente encostadas num plano secundário, colocando em primazia o devaneio histérico e sem sentido de Azevedo de Carvalho.

Pobres e angustiantes horas devem passar Geraldes e Gauld. Os únicos inocentes neste processo, e muito provavelmente os que vão arcar com todas as consequências.

E todo este “filme” é a história da vida de Bruno Azevedo de Carvalho, o seu “eu” sempre em primeiro lugar, com decisões por impulso, renegando e desprezando os danos colaterais, que neste caso são muitos, não só para o Clube, para a sua imagem, para a defesa dos seus valores, e claro, para a carreira dos jogadores.

Que mensagem passa este Presidente com estas atitudes? Que vontade terá um jovem num futuro próximo de assinar por um Clube que os despreza e os avalia como números e meros exercícios contabilísticos. Exercícios esses que muito têm custado ao Sporting, seja no ponto financeiro, seja na vertente de Clube formador.  

 

Bruno Azevedo de Carvalho não tem propósito. Navega à deriva na procura de um farol que lhe vá indicando um caminho. Todos os anos, um novo ano zero, todos os dias uma nova guerra, um novo combate, e claro, derrotas e mais derrotas que são reflexo de vitórias e mais vitórias dos nossos rivais.


Pobres Gauld e Geraldes, que não querem nem merecem este ambiente. Pobre Sporting que não merece este Presidente. Pobres os adeptos, tanto os que andam enganados como os que sofrem com todas estas tramas.


Isto é o Presidente Bruno Azevedo de Carvalho. O que pede expurgas de sócios, que os apelida de ratos e híbridos, que contorna problemas e escreve longos textos na sua conta do Facebook plenos de lugares comuns e sem conteúdo algum.


O que Bruno Azevedo de Carvalho não tinha, começa agora a ter, e de forma forte e cada vez mais assumida, uma oposição dividida em várias vozes, de Severino a Mário Patrício, de Benedito a Pedro Madeira Rodrigues. A juntar a todos estes os Lesados do Carvalho, os que com ele privaram e se aperceberam estar envolvidos numa das suas maiores asneiras de vida, e claro, os Sócios, que felizmente a cada dia que passa são cada vez mais a rebelar-se contra o "novo Sporting".


Faltam poucas horas, e Gauld, o novo Messi, e Geraldes, o futuro lateral da nossa Seleção, estão sem Clube.


Eis a Champions da Gestão, seja do ponto de vista desportivo, financeiro e acima de tudo, a gestão humana e de imagem de um Clube com mais de cem anos.

Basta!

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publicado às 13:56

As caras da Missão

por Trinco, em 04.07.16

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Quando foi oficialmente lançada, a Missão Pavilhão, teve como caras do seu material proporcional estas 4 caras, representativas do mesmo numero de modalidade de Pavilhão que se presumiam ser simbólicas e porta-estandartes do ecletismo do Clube, nomeadamente das suas modalidades de pavilhão.

 

Ana Cunha, Sportinguista, na equipa desde 2012/2013, capitã da equipa de Basquete desde 2013/2014, tendo feito toda a carreira ascendente do Basquete do Sporting até à divisão maior, onde não chegou a jogar, por obrigação profissional.

 

João Benedito, Sportinguista, no clube desde 1995/1996 (com um interregno de um ano que jogou em Espanha), capitão da equipa de Futsal, com um palmarés invejável e um dos mais relevantes nomes do Universo Sportinguista em actividade.

 

Ricardo Figueira, nome maior do Hóquei nacional dos últimos 15 anos, no clube desde 2012/2013, resgatado de uma desistência da modalidade por motivos profissionais, capitão e médico da equipa desde 2013/2014, esteve presente na fase de consolidação do projecto do Hóquei tendo ajudado a conquistar a Taça CERS.

 

Bruno Moreira, no Clube desde 2008/2009, capitão de equipa desde a saída de Ricardo Dias, presente nas últimas conquistas do andebol, onde se destaca a Taça Challenge.

 

Em comum, todos foram exemplos, todos foram vencedores, todos foram "usados" para promover a Missão Pavilhão e nenhum vai jogar, vestindo a camisola verde e branca, no pavilhão, para o qual deram a cara. Ana, além de já não estar no clube por encerramento da equipa de Basquete sénior feminina, João, por ter dado por terminada a carreira depois de ver o seu vinculo ao Clube terminar sem ser renovado (ele que, mais que os outros, várias vezes afirmou ser, jogar no Pavilhão João Rocha tendo inclusive promovido uma campanha pessoal de angariação de fundos utilizando o seu prémio de Campeão de 2013/2015 para isso), Ricardo, misteriosamente afastado da equipa e posteriormente do Clube por alegada falta de empenho e comprometimento e Bruno, dispensado para dar entrada a dois estrangeiros da sua posição. Tudo, numa época, não me canso de reafirmar ém que os orçamento sobe mais de 70%.

 

Desportivamente, podendo discordar, não questiono a opção (bem, a do Basquete questiono frontalmente). Emocionalmente fica o amargo de não perceber o que se vai fazendo aos nomes relevantes, com peso histórico e caracterizador nas modalidades, escolhidos como representantes das suas equipas, elevados por nós próprios a heróis e a símbolos do Clube, tantas vezes cantados nos pavilhões...Mesmo aceitando que as histórias, neste caso dos divórcios, têm sempre dois lados.

 

 

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publicado às 09:00

Missionário

por Trinco, em 13.06.16

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Parece que a missão acabou! O que atabalhoadamente começou, chegou ao fim.

 

Pré-lançada à pressa e sem contextualização ou suporte em Abril de 2014 pelo speaker num jogo de futebol, sem possibilidade de imediata de aderir, sem informação e sem quase nada que não fosse a vontade dos Sportinguistas em terem um Pavilhão.

 

E foi só passado um mês que a recolha de donativos nasceu, com um site, um contador e uma FAQ carregada de erros e lapsos e por isso mesmo alvo de edições atrás de edições.

 

Inicialmente, foi assumido que o Pavilhão estaria dependente apenas e só destas contribuições. Era o que constava no site. Até que o Manchester "contribui" com €8.93M para a missão, condicionando no entanto o seu funcionamento, até serem angariados €10.0M (conforme comunicado à CMVM em 19 de Agosto de 2014).

 

Esse valor terá sido atingido há dias.

 

2 anos depois, 22.391 contribuições angariaram o tal €1.07M (que me resta acreditar tenha sido alcançado pois o contador de donativos desapareceu). 11.200 contribuições e €535k por ano de vigência, 47€ de contribuição média.

 

Tirando posições de principio (legitimas), razões pessoais e desconfianças com os procedimentos da Missão, num Clube em que muita gente enche a boca com o ecletismo, num Clube que afirma 3 milhões de adeptos e estar a caminho dos 140.000 sócios, apenas cerca de 15% terão considerado válido o esforço. E isto, na minha opinião está longe de ser um sucesso.

 

Revela que para alguns Sportinguistas de mão no peito e "o mundo sabe que..." na boca, as modalidades são algo com palmarés que dá jeito para as discussões com os rivais, umas coisas entretidas que só interessam quando se joga com esses mesmos rivais, nas quais só se deve investir quando ganham e algo sobre as quais apenas têm uma vaga ideia do que são (ainda ontem pude comprovar isso em Odivelas).

 

Espero que ao menos cubra o custo do mural onde vão ser gravados os nomes dos missionários.

 

Nota: O autor foi um dos 22.391 que contribuíram.

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publicado às 12:24

A alegoria do preenchimento do copo

por Trinco, em 27.05.16

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Ultrapassa-se por esta semana a metade do prazo total para a inauguração do Pavilhão.

 

Passaram 44 semanas e faltam 43 para o fim de Março de 2017.

 

De notar no entanto que, para o prazo previsto em cronograma pela empresa de fiscalização Ficope, aquando da alteração de empreiteiro, faltam 30 semanas. Efectivamente, nesse cronograma o previsto é a obra estar pronta até 24-12-2016 (anexo 1 da carta de 7 de Maio de 2015), não se tendo verificado nenhuma das condicionantes apontadas para que os prazos pudessem não ser cumpridos, uma vez que as licenças até foram deferidas antecipadamente ao previsto.

 

Entre o final deste ano e a inauguração tem a Ficope previstos os arranjos exteriores, que ainda são trabalho de monta, os trabalhos finais com ensaios, vistorias e recepção provisória e a obtenção de licenças de utilização.

 

Mas, olhando para a obra, é fácil de perceber que ainda nem a estrutura está completamente executada, faltando diversas partes para que isso aconteça. partes da superestrutura, da cobertura, as bancadas...Algo que num cronograma conservador deveria ter ficado pronto há 8 ou 10 semanas atrás.

 

Pela frente, nestas 30 semanas (ou 43 se se queimar esse prazo) faltam os trabalhos de arquitectura com o revestimento da cobertura, da fachada, as alvenarias, os revestimentos, os vãos interiores e exteriores, os equipamentos, todos os trabalhos das instalações técnicas, com as redes de águas e esgotos, o gás, a electricidade, as mecânicas, comunicações etc.

 

Por aqui é relativamente fácil de perceber, mesmo para um leigo que a obra está longe de estar adiantada como se quer vender. 

 

Pessoalmente não tenho qualquer problema com isso. Obras, são obras e prazos são prazos e até aceito que parte do que agora considero atraso seja recuperável. Satisfaz-me, muito, que esteja a ser construído (embora discorde de algumas opções) e não me importo nada de esperar mais uns meses. Nem faço disso um falhanço. Desde que haja verdade e não se tente passar uma imagem que a realidade não acompanha.

 

Ainda consigo ver o copo meio cheio. Apenas não aceito que o vendam como quase a transbordar. Muito menos com intenções e propósitos eleitorais.

 

|fotografia ilustrativa publicada na página de facebook da Torcida Verde em 19 de maio de 2016|

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publicado às 10:27

Perdidos!

por Lizardo, em 16.05.16

 

 

Azia ou frustração. Nojo do presente e medo do futuro. Estados que me invadem depois de finalizado o campeonato.

Como bom Sócio e Adepto leonino tenho uma animosidade muito grande ao nosso rival de Lisboa. Faz parte da nossa forma de estar no desporto, e só assim faz sentido, sem esta rivalidade, que piada teria o desporto?

E estes estados têm muita razão de ser, pois nós perdemos e “eles” venceram, e venceram tudo ou quase tudo em todas as modalidades e nos mais vários escalões de formação.

Num ano de grande “esperança”, perder foi a palavra de ordem desde os primeiros dias. Apesar de termos começado com uma vitória categórica no Algarve contra o rival para a Supertaça, poucas semanas depois não chegámos à Champions, e na Liga Europa passámos das maiores vergonhas da nossa história europeia.

Internamente perdemos em Braga para a Taça e caímos também na Taça da Liga, ainda na fase de grupos, com uma derrota, mais uma histórica, contra o Portimonense.

No Campeonato a esperança chegou a ser quase uma certeza. Sete pontos de vantagem para um rival que em três jogos contra nós tinha o mesmo número de derrotas. Estávamos coesos, a jogar bom futebol.

Depois perdemos Montero. Ainda hoje não há grandes explicações para essa perda e que importância poderia ter tido nos jogos em caímos.

Depois perdemos pontos com o Benfica.

Depois começámos a perder nos tribunais, casos e mais casos.

Chegou ao fim a época do “all in”. Com tantas derrotas, a questão que se coloca, agora, que equipa vamos ter na próxima época? Vamos vender as pérolas, João Mário, William, Slimani? Não quero acreditar nesse cenário, até porque são jogadores que, com as nossas limitações financeiras, teríamos muita dificuldade em encontrar quem os superasse no desempenho dentro do campo.

Três anos de Bruno de Carvalho, três campeonatos para o rival, três treinadores, vamos pela primeira vez à Champions na entrada do quarto ano de mandato, um terceiro lugar e dois segundos, nada de mais, nada de menos, exatamente na mesma bitola do passado recente, com resultados fracos, muitos milhões investidos e muito pouco retorno.

Este será um verão quente. Jorge Jesus deve e tem que ficar. Se sair, o que não acredito que aconteça, Bruno de Carvalho deve assumir o fracasso da sua gestão e abandonar também Alvalade.

 

Em três anos de mandato o Clube e a SAD recuaram anos e anos de crescimento e de desenvolvimento. As nossas formações estão mais fracas, as nossas modalidades mais fracas estão e o nosso futebol vive ano a ano, sem projetos a longo prazo.

Muita pena por esta época, provavelmente dos melhores planteis dos últimos anos, os jogadores e adeptos não mereciam a classificação final nem mereciam estes casos criados pelo Presidente.

 

É tempo de fazer balanços, deixar as lágrimas de lado e compreender o que é realmente a grandeza do Sporting Clube de Portugal.

PS: Quando o pai de um Presidente escreve no seu Facebook a mobilizar Sócios e Adeptos para receberem a equipa, seja qual for o resultado, sabendo que o Benfica jogava em Lisboa nessa data, que em caso de vitória toda a cidade estaria pintada de vermelho, é de uma irresponsabilidade sem precedentes. Mas se o Pai do Presidente, com laivos de senilidade como o filho já identificou no passado, pode e até tem alguma liberdade para escrever este lixo, a melhor claque portuguesa deveria ter outro tipo de comportamento. A convocatória da Juve Leo não faz sentido. E tudo somado, chegamos facilmente à ideia que tudo isto são “votos”. A silly season está aí. Vai valer tudo!

PS2: Quando o Presidente utiliza a sua página no Facebook para disparar tiros de zagalote a tudo o que mexe, no dia que os deveria ter no “sítio” apaga-a. Sintomático da gestão de redes e do perfil de certas e determinadas pessoas que andam a poluir o nosso Sporting.

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publicado às 10:40

Pólvora Seca...Que abre feridas!

por Lizardo, em 09.05.16

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Falta uma jornada e estamos hoje a dois pontos do líder, quando já estivemos a oito.

Falta uma jornada e o tom de comunicação é agora mais brando e até patético na insistência de se jogar mais uma final. A matemática permite essa esperança, mas o senso comum e a realidade não nos permite ter essa tal esperança.

Falta uma jornada e começam os boatos:

Jorge Jesus no Futebol Clube do Porto. Um membro dos Super Dragões já foi visto várias vezes a almoçar e perto da casa de JJ. Que há aproximação e proposta, isso parece inegável.

Fala-se de Layun, Oliver e Zivcovic. Jogadores que podem reforçar o Sporting, ou colmatar saídas, como João Mário, Slimani, Ewerton e Jefferson.

Fala-se que que vamos ter um novo diretor desportivo. Octávio Machado vai abandonar o futebol por motivos de saúde.

O Circo mediático ainda agora está a começar, e vamos para ano de eleições.

O Pavilhão está com várias semanas de atraso. Conseguirá o Presidente inaugurar a obra acabada ou vai agir, como agem os políticos, e vai inaugurar uma obra a carecer de muitos acabamentos? Tudo em prol da campanha eleitoral.

As modalidades estão a ferro e fogo. No hóquei em patins há ameaças, expurgas, processos, fala-se que quatro atletas estão sob o fogo cruzado do desnorte e da falta de competência que usa e abusa desta secção.

O Andebol fez uma época de envergonhar. Maus jogos, péssimos resultados.

No Atletismo passaram-se episódios de bradar aos céus. De Carlos Lopes nem um sussurro, uma aparição. Os vizinhos da Segunda-Circular, que receberam muitos atletas nossos, comemoraram vitórias e vão levar mais atletas aos Jogos Olímpicos que nós.

Em Alcochete os semblantes têm que ser pesados. Perdemos o título em praticamente todos os escalões, na sua maioria para o Benfica. Faltam as decisões dos Juniores e Juvenis.

Se esta época já foi um autêntico circo, o que não nos espanta tendo em conta a quantidade de “animadores” desta arte na nossa Direção, a que se avizinha promete ser um Show sem precedentes na nossa história.

 

Esta época ficará na história como uma das piores de sempre na globalidade de todas as modalidades. E ficará na história como uma das épocas de maior investimento e esforço financeiro.

É tempo dos Sócios começarem a abrir os olhos, todos os processos judiciais, guerras contra moinhos de vento e outras “tonterias” de um tonto que um dia sonhou ser Presidente e que nem sabe atar os sapatos. Este Sporting caminha para um abismo único no nosso panorama. E o preço a pagar será muito dispendioso, podendo custar vários anos de seca de títulos.

O pior que podia acontecer ao Sporting depois de um Sousa Cintra, era falhar um projeto Roquette, o pior que podia acontecer ao Sporting depois de tudo isto falhar era um Bruno de Carvalho.

Que apareçam rápido projetos e candidatos. O Sporting é demasiado grande para estar nas mãos destas personagens.

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publicado às 12:55

Figuras e Figurinhas

por Lizardo, em 27.04.16

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Corria o ano de 2013 e o Sporting estava a ferro e fogo. No Auditório Artur Agostinho, Eduardo Barroso e Sampaio eram atacados com ovos. Na rua Paím e Patrão eram a cara de um movimento que queria dar outro rumo ao Sporting. E claro, Bruno de Carvalho com a companhia de Severino atacavam todo o passado recente em vários debates televisivos.

A juntar a estes velhas glórias do passado iam surgindo, Carlos Lopes, Virgílio, Venâncio, Manuel Pedro Gomes entre outras.

O Sporting não podia continuar neste rumo. As promessas eram muitas, milhões e mais milhões, treinadores e jogadores, Pavilhões e campeonatos vencidos antes de serem jogados.

O Circo, pois claro, ou como se diz na gíria: O Sporting a ser Sporting.


De 2013 até hoje, alguns interpretes deste Circo saíram de cena, outros continuam a dar espetáculo e outros até estão a braços com a justiça.

Paulo Pereira Cristóvão, por exemplo, ameaçou recentemente Azevedo de Carvalho numa entrevista para a RTP. Sobre essa matéria, sobre esse assunto, sobre essa pessoa, nem uma palavra do Presidente. Curioso, no sentido que estamos a falar de uma pessoa que responde a tudo o que o ataca, sejam figuras publicas, Sócios ou anónimos escondidos em perfis nas redes sociais.

De Manuel Pedro Gomes, que apoiou Azevedo de Carvalho, com o tempo foi sendo encostado e saindo das luzes da ribalta. Escreveu o seu livro, ganhou alguma expressão e apoio do Sporting.

De Severino, que recentemente foi atacado pela guarda pretoriana da Young Network a cargo do Presidente, por participar num jantar com figuras ligadas ao rival e a outros órgãos de comunicação, é hoje atacado nos mais diversos fóruns de discussão. Também ele escreveu um livro e teve honras de o ver publicitado na página oficial do Clube na internet e à venda na Loja Verde, ao exemplo de Manuel Pedro Gomes.

De Sampaio nem um fôlego. Onde anda este senhor tão respeitado e que tão preocupado estava com o Clube e o rumo que estava a seguir? Que tanto se insurgiu com a falta de nível e com as campanhas sujas contra o candidato que apoiava? Seria interessante ouvir Daniel Sampaio antes do final do campeonato. Com tantos casos, com tanta falta de nível e estando o Clube e a SAD a caminho de um problema enorme, consequência da Doyen, muito gostariam os Sócios de o ouvir, até porque tem muita responsabilidade na situação atual.

Carlos Lopes é um símbolo maior do nosso Sporting. Parece-nos evidente e claro que foi um grande atleta. Como dirigente não tem know-how. Desapareceu de cena.

 

Virgílio continua de pedra e cal na Academia. Quem lá trabalha ou quem conhece bem os cantos à casa não lhe lança boas palavras. Nunca tivemos tão maus e tão fracos resultados na formação como agora. Esperemos que no futuro a culpa não morra solteira. Até porque o casamento é sinal de casa, e casa obriga a ter máquinas de lavar e aspiradores.

 

Venâncio é treinador na Academia. Foi campeão, mas também é apontado como um fraco mister. Dizem os entendidos que destruiu uma grande geração de jogadores. Os resultados falarão por Si em breve.

 

A somar a todos estes não podemos esquecer Inácio, esse grande poliglota da conversa fiada. De diretor e génio do futebol, passou para as cadeiras de um programa com pouca audiência num canal de notícias e fala esporadicamente quando o mandam falar. É um pouco como o cão do “outro”, bem ensinado, quando lhe dizem: vens ou ficas? Ele vem, ou…fica!

Com Azevedo de Carvalho entram também Bacelar Gouveia, Rui Morgado, Vitor Vieira, Marta Soares, entre outros. Muitos devem querer abandonar o barco e imploram por eleições o mais rapidamente possível. O que faz Bacelar Gouveia? Tem poder no órgão que preside? Se sim terá que ser apontado e “julgado” pelos mais variados processos em marcha. Muitos destes citados já sairam e tiveram a dignidade de se afirmar oposição ao que está em marcha, outros há que falam mal nas costas e em jantares e depois lambuçam o "dono" em entrevistas nos jornais. 


O Sporting a ser Sporting. O Sporting dos tempos de Janela e Tomás Aires. Os tempos de Paulo Andrade e Dias Ferreira que estão sempre de mão dada com quem está na cadeira do poder.

O Sporting necessita urgentemente de se afirmar. Continua a ser uma enorme feira de vaidades. De gente sem mérito, de pessoas que dizem sim a tudo para angariar regalias e expressão no espaço mediático.

A Doyen é uma bomba relógio. Todos os dias um novo ponto é do conhecimento publico. O futuro do Sporting e deste Presidente e toda a sua direção pode ter o seu fim anunciado mais cedo do que se espera.

E todos estes nomes, pelo menos os que se esconderam e que hoje se remetem ao silêncio sem se pronunciar ou afirmar qual a sua posição atual não serão esquecidos no futuro. E o futuro está para muito breve!

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publicado às 11:44


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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