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A matemática

por Trinco, em 14.11.17

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A vontade esvai-se, o tempo escasseia, mas há coisas que por demais flagrantes, acabo por não conseguir deixar de registar.

 

A 5 de Abril de 2016

 

A construir o futuro! Quase 110 anos de uma história feita de conquistas ajudam a explicar o porquê de o Sporting CP ser unanimemente considerado a Maior Potência Desportiva Nacional e um dos Clubes mais vitoriosos de todo o Mundo.

Facebook de Azevedo de Carvalho

 

A 9 de Janeiro de 2017

170 títulos enchem a vitrine de 2016

Site do Clube com a ressalva que a contabilização inclui somente os primeiros lugares colectivos e individuais em competições nacionais de seniores

 

A 12 de Novembro de 2017

Temos mais de 22 mil títulos nacionais, europeus, mundiais, olímpicos. 

Discurso de Azevedo de Carvalho durante a entrega dos emblemas aos sócios com 25 anos

 

Ou seja de 5 de Abril de 2016 a 12 de Novembro de 2017 o Clube conquistou 2.000 títulos sendo que sensivelmente a meio deste período o contador iria apenas nos 170...vá, tripliquemos este valor para albergar os títulos de formação e dos paintballs e afins, 510. Em 10 meses, o Clube conquistou um pouco menos que 1.500 títulos. E disso a comunicação do foguetório e das loas ao líder nada assinalou em fim de época (quando na realidade se contabilizam estas coisas). Pois sim...

 

Além disso, com esta contabilidade criativa depreende-se que num estalar de dedos, qual Midas, o Clube passou de uma média de 180 títulos por ano (em 110 anos) para uma média de 1.000. Brilhante! Brilhante se fosse verdade, brilhante a criatividade e audácia para afirmar isto com desfaçatez e sem desmanchar o boneco enquanto o faz.

 

Isto tudo presumindo que não contabilizam títulos de transporte, títulos do tesouro, títulos nobiliárquicos ou outros...

 

Bem sei que o público alvo cada vez mais se comporta acriticamente enfardando alegremente todas as narrativas que lhes são metidas olhos adentro, mas há limites. Mais não seja o da realidade e da sua percepção

 

O Sporting não precisa de se armar em grande. O Sporting é grande. Não há Clube em Portugal que se aproxime em títulos e muito poucos estão a par a nível Mundial. Não é preciso fabricar números como se faz com sócios e assistências!

 

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publicado às 09:28

A verdadeira inauguração

por Trinco, em 09.08.17

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49 dias após a pomposa "inauguração" do pavilhão, em que o mais relevante, além do incómodo discurso da Maggy Rocha, foi a pouca relevância dada aos atletas e adeptos, em contraponto ao "one-man-show", autentico buraco negro das atenções na sua tradicional maneira egoísta do "eu acima e antes do nós", está-se ainda por saber quando se dará a verdadeira inauguração do espaço.

 

Sim, porque a inauguração de um espaço desportivo não se faz com o corte de uma fita ou com uma festarola catita para entreter distraídos, adormecidos e hipnotizados, amplamente matraqueada e propagandeada pelos amigos da Comunicação Social. Mesmo aqueles que se quer fazer crer sejam uns malandros. A inauguração de um espaço desportivo faz-se com um evento desportivo. Ainda há poucos dias, fez 14 anos, foi assim com o Estádio José Alvalade.

 

Acontece que a menos de um mês das competições de seniores começarem ainda nem um treino foi feito no novo pavilhão. Muitas visitas, muitas festas, muita areia, mas desporto que é bom, nada!

 

O que nos poderá fazer questionar não só a extemporaneidade daquela inauguração (que mais não foi que um momento na agenda estratégica do interessado) mas o porquê de passado este tempo tudo permaneça na mesma.

 

Seguramente não será falta de dinheiro para pagar €700k ou €800k que faltem pagar ao empreiteiro e que estejam a protelar a entrega da obra por parte deste.

 

Num Clube que aumenta o seu orçamento para as modalidades 120% em dois anos, que contrata uma equipa nova de Voleibol contrariando aquilo que foi justificado para acabar com o Basquetebol, que contrata com salários "leoninos", ao que se sabe, futsalistas, andebolistas e mesa-tenistas e até paga clausulas de rescisão "à Neymar" (à escala, entenda-se) a hoquistas, seguramente esse não será o problema.

 

Ou será?

 

P.S. Ou será que se está a tentar carregar na boa vontade e tamanho do bolso dos Sportinguistas no calculo da tabela de preços das Gameboxes Modalidades, numa tentativa encapotada de "missão paga o que falta"?

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publicado às 18:44

E o Basquetebol?

por Trinco, em 16.05.17

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O re-eleito Comandante Vivente Moura, anuncia hoje em "A Bola", ao assumir que  Miguel Maia, aos 46 anos, voltará a ser atleta do Clube na próxima época, que o Voleibol estará de volta. E estará de volta, pelo menos, no escalão sénior masculino, desconhecendo-se ainda a competição em que poderá participar.

 

Isto obviamente, mais que uma boa noticia, é um desejo de todos quantos se revém e empenham num Sporting ecléctico e que ollham para as históricas 5 grandes modalidades de pavilhão como pilares da grandeza do Clube.

 

Acontece que, estamos a poucos dias de assinalar 2 anos sobre a conquista do Campeonato Nacional da 1ª Divisão de Basquetebol Feminino (30 de maio de 2015), com a consequente subida à divisão maior e 1 ano sobre a suspensão da mesma equipa (24 de maio de 2016).

 

A decisão teve tanto de surpreendente como de injusta e incompressível para um projecto que que se projectou auto-sustentado, baseado na formação e numa equipa feminina sénior que servisse de referencial nos objectivos globais da secção, tendo a mesma sido levada a investir e a queimar etapas pelo próprio Clube (que queria mais visibilidade), subindo em três anos duma 3ª divisão à liga principal, com o referido titulo de permeio e conseguindo nessa sua 1ª época, uma época difícil e carregada de vicissitudes, a manutenção.

 

Suapendeu-se uma equipa com valor, com jogadoras de referencia a nível nacional, com muitas Sportinguistas, com um orçamento baixo num inicio de um ciclo fortemente expansionista em termos de disponibilidades financeiras aprovadas, onde sem grandes investimentos, no panorama geral das modalidades, seria possível apetrecha-la de maneira a ser claramente candidata e manter-se assim como referencial do projecto, dando visibilidade ao Clube e à modalidade. Como aliás foi exigido (imposto) pelo Clube.

 

O principal argumento para esta decisão, comunicada de forma cobarde e após vários indícios em discurso directo em sentido contrário, foi a integração da secção no Clube com a revisão dos pressupostos do projecto, optando exclusivamente pela formação em forma evolutiva até haver atletas seniores.

 

Se em abstracto isso era algo que poderia fazer sentido, até do ponto de vista económico, o que se verifica é que este rumo foi apenas imposto ao Basquetebol (e Rugby masculino), tendo sido ignorado por várias outras reactivações. O Ciclismo começou com seniores e desconhece-se verdadeiramente qual é o seu projecto desportivo ou de formação ou sequer se o Clube tem alguma palavra a dizer no mesmo, ou se é apenas naming sponsor, o Futebol Feminino começou com seniores contratadas em forte investimento a outras equipas, agora suas competidoras, no Hóquei, apenas os seniores estão integrados no Clube, mantendo-se a formação gerida pela secção autónoma, a equipa de Rugby Feminina, recém campeã, não está sustentada em formação. Agora, no Vólei, acontecerá o mesmo.

 

Saúdo e apoio incondicionalmente os regressos das modalidades ao Clube, bem como a criação de novas (pelo menos das que sejam verdadeiramente desportivas). Da mesma maneira que o faço ao crescimento dos orçamentos, desde que perceba a sua sustentabilidade (o que não quer dizer que a perceba e muito menos que concorde com a aplicação dos mesmos), mas não posso aceitar esta política revanchista de filhos e enteados em que o que foi afirmado como regra não passa de excepção.

 

P.S. Entretanto, ao que se sabe, no basquetebol paga-se a seccionistas o que equipas a competir nas mesmas competições e com melhores resultados não pagam a treinadores, se anda a tentar "raptar" equipas inteiras a outros clubes formadores e se anda em torneios a aliciar miúdos de forma desrespeitosa e descarada.

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publicado às 13:38

All-in, outra vez

por Trinco, em 24.10.16

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O Sporting, entre SAD e Clube, terá neste momento, um All-in de perto de €60M. Um All-in com prazo de validade a Março de 2017.

 

Uma aposta de tudo ou nada no ganho imediato (ou na possibilidade real do mesmo no seu prazo) que leva a que se gastem recursos até há pouco tempo desconhecidos e se engulam princípios e condutas.

 

Na SAD, está-se refém do treinador a quem se paga o que nunca se chegou sequer perto de pagar a quem quer que fosse, que põe e dispõe de toda a estrutura e que forma, outra vez, um plantel com graves desequilíbrios e lacunas. Um plantel que, por si, teria obrigação de produzir melhores resultados. Um plantel que entra para a 9ª jornada a 5 pontos da liderança, a 2 pontos de uma equipa a quem já ganhou este ano e da qual já se fazia o enterro. Um plantel que em 3 jogos fora só consegue 4 pontos e tem neste momento, nos mesmos jogos fora, uma diferença de golos negativa. Mas acima de tudo, um plantel que joga muito pouco para o que custa. Um plantel que à entrada de Novembro, já não tem qualquer margem de manobra ou erro para os seus grandes objectivos.

 

As responsabilidades são fáceis de atirar. Para os jogadores que não jogam o que nem há 6 meses jogavam. Para o treinador, que do alto do seu ego recusa a realidade. Para o Conselho de Administração que "vendeu a alma" a Jesus na ambição de resultados. Mas a responsabilidade é solidária. Se o sucesso for de todos, a derrota também será. E por mais que se comecem a vislumbrar as tentativas de contenção de potenciais estragos, isolando o treinador na responsabilidade total, a realidade é que ele está lá por decisão de alguém, e o investimento feito foi avalizado por alguém. Não haverá tolerancia e não poderá haver imunidade. As apostas de risco são isso mesmo.

 

No Clube, a mesma linha também se aplica. O maior orçamento de sempre que permite uma equipa de futsal que terá a cada jornada 3 jogadores não formados localmente de fora, uma equipa de hóquei para consumo imediato e um conjunto de grandes jogadores de andebol que tarda em ser uma equipa. No Atletismo a contratação de quase uma equipa de atletas do Benfica, que trás de volta nomes de fazer corar de vergonha qualquer Sportinguista com um mínimo de memória. Isto no mesmo orçamento que elimina o Basquetebol e o Rugby.

 

Em ambos os casos, o principio formador do Clube é secundarizado, o que só aumenta o risco da aposta e coloca em causa a sustentabilidade a não muito longo prazo

 

E se na SAD, se pode ansiar por novos encaixes que possam cobrir parcialmente o investimento, no Clube, a sustentação da aposta recai exclusivamente nos ombros dos sócios. Será sempre assim, mas o risco e a taxa de esforço está longe de ser algo de fazer parte de uma gestão equilibrada.

 

A verdade é que iso me lembra tempos passados e Março está já aí...

 

 

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publicado às 12:34

Canibalismo Mediático

por Lizardo, em 12.10.16

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Muito se tem comentado a comunicação dos Clubes nestes últimos dias. E muito se tem comentado, como é hábito neste país, em repetição porque a repetição faz-se valer quando o conteúdo é pobre e polémico, sem substância e sem qualquer real interesse para o fenómeno desportivo ou para as querelas diárias e saudáveis entre adeptos.

 

Os últimos dias têm revelado o que vamos afirmando há muito. Com o aproximar de eleições instala-se a ideia que vale tudo, que tudo é permitido, desde a devassa de uns até aos impropérios a outros. Quem perde é o futebol, com a agravante, que este lixo é proferido por gente, na sua maioria, que nunca praticou desporto ou foi dirigente desportivo.

A tudo isto temos que somar as pobres estratégias de comunicação. Há uma confusão evidente entre a imagem do Clube e a imagem do Presidente. Em especial, o Benfica e o Sporting estão a viver essa confusão, protegendo a figura do diretor esquecendo as modalidades e os artistas desportivos. Sobre esses, sobre os golos, sobre a magia, sobre a capacidade de virar resultados ou transportar uma equipa às costas, pouco ou nada se fala.

A criação das SAD´s abriu a porta a um conjunto de teóricos que de futebol ou outras modalidades percebem “bola”. Falam o que lhes é pedido, defendem com unhas e dentes o que não tem defesa, e os papalvos, os Sócios papam tudo com a vontade e o acreditar de uma homília papal em pleno Vaticano.

Os Clubes, focando nos três grandes, estão mais fracos, a sua formação mais fraca, a sua capacidade de jogar de igual para igual na europa mais reduzida. Meses depois de vencer um Campeonato Europeu, começamos a avaliar o futuro e a constatar que se perde demasiado tempo a defender a geração de dirigentes e a esquecer as novas gerações de jogadores. O Futuro do atleta português não está bem definido, e tivemos um grande soco no estômago já nos passados Jogos Olímpicos.

O Sporting está nitidamente a viver um processo de afirmação, fazendo lembrar aquele adolescente que até já tem uma penugem no buço mas que ainda precisa de ajuda para atar os sapatos. Quer-se afirmar, fazer-se ouvir, marcar uma posição. E faz muito bem pensar assim. Mas está a fazer tudo muito mal. Criar guerras saloias com saloios soldados só pode originar este clima. Do outro lado da barricada, a saloiice impera, e as respostas, por mais preparadas que possam aparentar, na sua substância estão também ao mesmo nível.

Quem perde com tudo isto são os adeptos, o jogo, o fenómeno desportivo, tudo isto afasta sponsors de grande dimensão, afasta gente com dois neurónios do espectro do futebol, tudo o que existe cheira a uma guerra financeira e não a uma competição desportiva.

E se nesta guerra financeira, com os três grandes falidos, com gente com pouca capacidade gestora, com mudanças sucessivas de estratégias, sem planos definidos, somente pensando no agora e na vitória do presente, o futuro do nosso futebol irá seguir o futuro deste formato de comunicação, vai ser descredibilizado, vai ser banalizado, vai ficar isolado.


Ainda é tempo de mudar, pena que para mudar é necessário humildade, capacidade intelectual e acima de tudo uma estratégia bem definida. Algo que nenhum dos três grandes aparenta ter, aprisionados a Bancos, Fundos e outros Investidores que injetam fortunas originárias de locais obscuros.

O Futebol está podre. Cheio de gente podre. Amanhã é outro dia, e se a bola não rolar, outra polémica se irá criar, sem fundamento, sem interesse, que passará em repetição em todos os canais de Tv, rádios e espaços online. O que interessa é ter tempo de antena, mesmo que do fenómeno pouco se entenda. O Futebol é hoje uma montra, não para os atletas, mas para um conjunto de parasitas que no mundo social nunca se conseguiram impor com sucesso, nem na vida pessoal nem na vida profissional. O Futebol, o desporto, pobre como nunca o vimos, hoje existe em Portugal. Com tanta gente a aplaudir e a oferecer tempo de antena a esta gente, não podemos ter muita esperança.

PS: Curioso a insistência em afirmar que este Blog tem o condão de estar ao serviço de uma oposição ou que tenha uma agenda própria. A bem da verdade, na sua grande maioria, grande parte dos “escribas” deste Blog nem se conhecem pessoalmente. Nasceu da troca de impressões em Fóruns e outros espaços online onde a temática é e era o Sporting. Continuar a insinuar o acima citado é revelador que estamos a chegar a cada vez a mais leitores. Para que conste, este blog teve nos últimos 12 meses uma média superior a 78.000 visualizações.

A todos os que continuam fieis e que com educação e elevação continuam a partilhar e a discutir connosco, que continuem, pois é a discutir que a obra nasce.

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publicado às 12:27

Somos os maiores na formação...

por Trinco, em 14.07.16

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 Muito gostamos de dizer isto. Seja no futebol, seja Futsal, seja onde for.

 

Até acabamos com uma equipa sénior de basquete feminino que servia de ancora e onde tínhamos algumas responsabilidades assumidas, no pressuposto da focalização da acção da secção da modalidade passar a ser apenas a formação, em crescendo etário até ser possível fazer equipas de seniores para competir, sendo que estas, daqui a dois ou três anos, voltarão a jogar no escalão mais baixo e num contexto competitivo mais desfavorável e porventura frustrante.

 

Exactamente o mesmo se fez do Rugby. Curiosamente, duas modalidades que vinham de antes de 2013, sendo que qualquer uma delas apresentou resultados que foram festejados por este Conselho Directivo.

 

Exactamente ao contrário fez-se no Hóquei, passando apenas os seniores para o Clube em 2014, mantendo a formação na secção autónoma, sendo que neste momento, nem se percebe ao certo quem é quem no contexto do hóquei. Agora, contratam-se 3 S17, 6 S15 e 3 S13, fala-se de uma equipa B e continuam-se a contratar jogadores "experientes" de idade avançada para os seniores. Isto não é fazer formação. É tentar comprar o sucesso imediato.

 

Idem no Ciclismo, que mais não é que uma parceria de sponsoring ou no recém criado Futebol Feminino, que de formação tem zero!

 

Já no Andebol, depois de uma época transversalmente devastadora, o que se verifica é a contratação de 7 jogadores estrangeiros, de valia inquestionável, mas que dificilmente se enquadrará num paradigma afirmado de formação. Enquanto isso, continuarão as famílias dos atletas da formação a suportar parte assinalável dos custos do seu funcionamento?

 

No Futsal, problemas regulamentares à parte, enquanto se contratam jogadores de 27, 29 e 33 anos e renovam com jogadores com mais de 30 anos, perdem-se atletas formados (já sei, a culpa é deles, os ingratos) para o rival ou dão-se a uma equipa em ascensão que já nos morde os calcanhares. O último foi Afonso Jesus, que até há pouco era considerado o mais talentoso futsalista na formação, com várias presenças este ano na equipa principal. E se calhar o próximo será o Ludgero Lopes, apenas e só o mais promissor pivot da sua geração (e arrisco, de muitas outras...)

 

A politica desportiva (?) imposta a partir de cima, obriga ao sucesso imediato. E ao sucesso europeu, numa megalomania donde se quer retirar dividendos imediatos, mas que terá consequencias a prazo. E este sucesso imediato, implica "torrar" dinheiro. Fazer aquilo que há pouco mais de dois anos acusávamos os rivais de fazer, criticando-os. E este "torrar" é substancial. São €6.5M, mais 71% que no orçamento anterior, num documento que prevê um resultado liquido de 1000€ (o do ano passado previa €1.1M) o que só por si demonstra o risco que se corre.

 

Entendo que os treinadores fiquem entusiasmados com essa possibilidade. Entendo que o Nuno Dias fique encantado com a possibilidade de ser Campeão Europeu, ou que Zupo (que exemplo de meritocracia...) também o fique com a possibilidade de ganhar a Challange e limpar, finalmente, as competições nacionais. Como entendo que eles considerem que dificilmente isso possa acontecer num contexto da presença da formação nas suas equipas. Já não entendo que quem tem obrigação de ver e planear a médio prazo e zelar pela sustentabilidade das modalidades o aceite de bom grado. E afirmo já: Eventuais falhanços desportivos serão muito perto de inaceitáveis e ainda mais difíceis de explicar...nem com factores externos como a acção dos árbitros ou outros.

 

Não critico, ainda assim, o incremento orçamental. Critico fortemente a maneira como se gasta este dinheiro e o risco que este desperdício (sim, mantendo-se esta linha é isto que eu considero que se está a fazer) poderá acarretar nos orçamentos sequentes e no futuro sustentado (palavra que até há pouco fazia parte intrínseca da narrativa oficial e que aparentemente desapareceu) do Clube e das suas modalidades.

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publicado às 08:30

As caras da Missão

por Trinco, em 04.07.16

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Quando foi oficialmente lançada, a Missão Pavilhão, teve como caras do seu material proporcional estas 4 caras, representativas do mesmo numero de modalidade de Pavilhão que se presumiam ser simbólicas e porta-estandartes do ecletismo do Clube, nomeadamente das suas modalidades de pavilhão.

 

Ana Cunha, Sportinguista, na equipa desde 2012/2013, capitã da equipa de Basquete desde 2013/2014, tendo feito toda a carreira ascendente do Basquete do Sporting até à divisão maior, onde não chegou a jogar, por obrigação profissional.

 

João Benedito, Sportinguista, no clube desde 1995/1996 (com um interregno de um ano que jogou em Espanha), capitão da equipa de Futsal, com um palmarés invejável e um dos mais relevantes nomes do Universo Sportinguista em actividade.

 

Ricardo Figueira, nome maior do Hóquei nacional dos últimos 15 anos, no clube desde 2012/2013, resgatado de uma desistência da modalidade por motivos profissionais, capitão e médico da equipa desde 2013/2014, esteve presente na fase de consolidação do projecto do Hóquei tendo ajudado a conquistar a Taça CERS.

 

Bruno Moreira, no Clube desde 2008/2009, capitão de equipa desde a saída de Ricardo Dias, presente nas últimas conquistas do andebol, onde se destaca a Taça Challenge.

 

Em comum, todos foram exemplos, todos foram vencedores, todos foram "usados" para promover a Missão Pavilhão e nenhum vai jogar, vestindo a camisola verde e branca, no pavilhão, para o qual deram a cara. Ana, além de já não estar no clube por encerramento da equipa de Basquete sénior feminina, João, por ter dado por terminada a carreira depois de ver o seu vinculo ao Clube terminar sem ser renovado (ele que, mais que os outros, várias vezes afirmou ser, jogar no Pavilhão João Rocha tendo inclusive promovido uma campanha pessoal de angariação de fundos utilizando o seu prémio de Campeão de 2013/2015 para isso), Ricardo, misteriosamente afastado da equipa e posteriormente do Clube por alegada falta de empenho e comprometimento e Bruno, dispensado para dar entrada a dois estrangeiros da sua posição. Tudo, numa época, não me canso de reafirmar ém que os orçamento sobe mais de 70%.

 

Desportivamente, podendo discordar, não questiono a opção (bem, a do Basquete questiono frontalmente). Emocionalmente fica o amargo de não perceber o que se vai fazendo aos nomes relevantes, com peso histórico e caracterizador nas modalidades, escolhidos como representantes das suas equipas, elevados por nós próprios a heróis e a símbolos do Clube, tantas vezes cantados nos pavilhões...Mesmo aceitando que as histórias, neste caso dos divórcios, têm sempre dois lados.

 

 

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publicado às 09:00

Râguebi

por Trinco, em 26.06.16

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Depois do Basquete o Râguebi.

 

Saúda-se, sem reticencias a sua incorporação oficial nas modalidades do Clube, mas não se pode deixar de, tal como no Basquete, lamentar a extinção da sua equipa sénior.

 

E esta extinção, tal como a outra é algo difícil de perceber e demonstra até certo ponto um clube a dois pesos e duas medidas. No caso, inclusive, dentro do quadro competitivo da modalidade. O que transparece é que o Conselho directivo apenas quer as equipas que o possam fazer aparecer como vitorioso revelando-se perfeitamente autista perante os contextos e as realidades das mesmas. E se esse é o único objectivo que norteia estas decisões (não quero acreditar) qualquer equipa que falhe a partir deste momento corre o risco de ser extinta.

 

No Caso, acaba-se com a equipa sénior masculina mantendo-se a feminina. Tal como no Basquete mantém-se a formação, afirmada como paradigma, quando o que se verifica transversalmente em mais casos que os que seriam desejados é o desperdício do trabalho e dos atletas formados. Aliás, quer no Râguebi, quer no Basquete, que sentido faz formar os atletas em divisões razoavelmente competitivas, para os ver, quando chegados a seniores, daqui a 3 ou 4 anos, a sair ou a (re)iniciarem de baixo.

 

Como se questiona, o porquê de o mesmo não ter sido feito com o Hóquei, ou com o Futebol feminino que agora começa. Ou com o Ciclismo...Aliás com o Hóquei até se procedeu de forma perfeitamente inversa, incorporando apenas e só os seniores, deixando toda a formação na responsabilidade da secção autónoma.

 

Pior, num ano em que se aumenta mais de 70% o orçamento para as modalidades não se encontram recursos suficientes para manter uma aposta muito pouco dispendiosa que permitisse manter uma equipa na divisão superior que fosse daqui a 2 ou 3 anos o receptor natural do produto da formação que agora se afirma ser "o modelo".

 

Sinceramente, estas decisões tresandam a vingança, a resultadismo propagandístico e a falta de conhecimento do desporto. São desrespeitadoras para quem durante muito tempo, a custas pessoais e com enorme resiliência, transportou com enorme dignidade e dedicação o nome do Clube por esses pavilhões e campos fora. E isto não posso aceitar como o meu Sporting.

 

Nota: Na foto, a equipa de de 2012/2013, recebida no estádio José Alvalade como Campeã Nacional da II divisão, na época de regresso da modalidade ao Clube, no que terá sido mais um dos 1ºs títulos de Azevedo de Carvalho 

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publicado às 08:52

Balanço e perspectivas

por Trinco, em 22.06.16

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Vai terminando a época desportiva 2015/2016 (faltam pelo menos a disputa das Taças Nacionais de Juvenis, masculinos e femininos, em Futsal neste fim de semana) e vai chegando a hora de fazer balanços, mesmo que relativamente superficiais do que eram as expectativas e do que foram os resultados, bem como começar a perspectivar o que poderá ser a época de 2016/2017.

 

Em Setembro, afirmava, relativamente às equipas principais das 4 modalidades de pavilhão, que:

 

Pessoalmente, para este ano, uma época positiva passaria por ganhar os campeonatos de Futsal e Andebol, terminar nos 4 primeiros em Hóquei e aceder ao playoff final no Basquete.

 

No Andebol, terá acontecido a maior desilusão. Uma equipa que nunca o foi, orientada por um treinador de nomeada mas que pouco trouxe, onde se investiu mal e que se viu ultrapassada por duas equipas que lhe tinham sido inferiores na época passada, com a agravante de uma delas ser portadora do paradigma do esforço e dedicação e ter chegado à gloria de ter conquistado o titulo que há tanto tempo no foge e ainda ter igualado a nossa conquista europeia.

 

No Futsal, uma temporada dominadora, a cumprir todos os objectivos, com títulos, recordes, e bom futsal, fruto de uma boa organização e duma coerência competitiva. Aqui, as apostas resultaram claramente. Na vertente feminina, uma equipa competitiva a aproximar-se do topo e uma formação masculina e feminina competitivas e na maior parte dos casos vencedora.

 

No Hóquei, uma época estranha, com altos e baixos, conquistando-se a Supertaça, mas falhando com equipas fracas, conquistando-se o lugar pretendido ao sprint no que foi um caminho pouco tranquilo. Uma aposta falhada, em jogadores em fim de carreira, para a aproximação aos que estão num patamar superior, que resulta em casos disciplinares mal contados e afastamentos incompreensíveis. Do que eram os objectivos da secção, oficiosamente declarados, falha-se a re-conquista da Taça CERS num jogo de inexplicável apatia, atirando-se recorrentemente para as arbitragens (e isto é verdade transversalmente nos vários escalões) as culpas dos insucessos sem que se perceba uma interiorização das culpas próprias.

 

No Basquete, uma época difícil, como seria sempre a primeira na divisão superior de uma equipa que há 4 anos não existia. Muitas lesões, algumas apostas falhadas, mas a permanência garantida, que seria o real objectivo da secção, teve como prémio a sua cobarde e vingativa extinção. Ainda hoje lido com a perplexidade da opção que desrespeita as atletas e o nome do Clube.

 

Não fazendo parte das modalidades de pavilhão, referencia óbvia e incontornável para o Atletismo, Ténis de Mesa e Natação com o trabalho e competência, muitas vezes sustentado na "carolice" de uns poucos a dar frutos e títulos.

 

Na contabilidade, nestas quatro modalidades, em títulos nacionais e internacionais, conquistaram-se nesta época 5 títulos (com a possibilidade de mais dois no futsal), em linha com as últimas sete épocas (6 em 09/10, 5 em 10/11, 5 em 11/12, 6 em 12/13, 6 em 13/14, 5 em 14/15, com variabilidade nas disputas) o que desmente a propaganda do crescimento e domínio avassalador.

 

Para a época que vem, espera-se, ou melhor, exige-se, uma campanha transversalmente avassaladora, mais não fosse pelo brutal incremento de sustentabilidade por provar, no orçamento disponível com mais 71% de recursos, sobre um orçamento de 2015/2016 que já era substancial e em linha do que se fazia antes de 2013.

 

Espero que este desafogo e disponibilidades financeiras sejam bem geridas e não geridas apenas e só para o resultado imediato, ou pior que isso para o resultado das eleições, sendo que estão bem próximos os exemplos de que os orçamento não conquistam títulos. Foi assim durante muitos anos em que este Clube à custa do engenho e trabalho, muitas vezes se batiam ou equiparavam equipas com orçamentos muito acima. Algo que neste momento não acontece!

 

No Andebol, já são conhecidas várias contratações de peso, alguns indícios de dispensas com algumas surpreendentes, mantendo-se no entanto e de forma inexplicável o treinador. No Futsal, renovou-se com a maior parte da equipa, presume-se uma forte aposta, mas vê-se quase certamente partir um dos mais promissores talentos portugueses, no que se juntam rumores de poderem sair mais dois da equipa de juniores, no que é um enorme revés para o paradigma formativo que deveria nortear o Clube. No Hóquei, mais do mesmo, com apostas em jogadores maduros e a entrada de um novo treinador que se espera consiga fazer a equipa dar o salto qualitativo que a faça disputar títulos seriamente. No Basquete, nada pois não houve nos €6.5M, €150k para montar uma equipa para vencer.

 

O objectivo em todas? Ganhar! Sempre!

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publicado às 09:37

As belas e os senãos

por Trinco, em 30.05.16

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As belas são obviamente as atletas (e treinadores) que brilhantemente conquistaram a Taça dos Campeões Europeus de Atletismo. Uma prova fantástica onde se consegue a conquista a uma prova do fim e mesmo nessa, que em termos de pontuação já nada decidia na nossa alegria, têm o brio de a vencer. E vence-se a taça por uma margem significativa de 11 pontos, com 9 vitórias em 20 provas e só em 4 não terminando no pódio.

 

Esta vitória acontece 16 anos após a vitória masculina e é a 16ª conquista colectiva internacional do Atletismo do Clube (uma Taça dos Clubes Campeões Europeus em Pista em Masculinos, uma Taça dos Clubes Campeões Europeus em Pista em Femininos, 14 Taças dos Clubes Campeões Europeus de Corta-Mato em Masculinos) e a 24ª em 4 modalidades (Futebol, Atletismo, Andebol e Hóquei)

 

Mas hã sempre senãos...

 

O senão de voltar a ter Azevedo de Carvalho a falar, numa altura em que devia apenas e só felicitar e agradecer o empenho de atletas, puxando o lustro e voltando a mandar farpas desnecessárias para os rivais. Quase tão mau como ler de vários Sportinguistas a menorização da participação do rival na mesma competição na vertente masculina. Aparentemente esquecem-se que para lá estarem nos derrotaram por cá...

 

Por outro lado reforça a leitura do presidente que só aparece nas vitórias, eclipsando-se nas derrotas, deixando atletas, treinadores e dirigentes desprotegidos. Como reforça a leitura que apesar de todo o espalhafato, o que conta mesmo para ele é o futebol, chamando-o descabidamente para este contexto (e mesmo assim esquecendo que em 3 anos conseguiu uma Taça de Portugal e uma Supertaça e ver o tal rival 3 vezes campeão).

 

Azevedo de Carvalho e o seu Conselho Directivo tem quota parte neste sucesso. Como teve no ano passado, no sucesso do Hóquei. Mas também tem responsabilidades nos insucessos e mais que isso obrigação de dar a cara por aqueles que defendem o Clube.

 

E tem obrigação de perceber, que podendo ser conjuntural, esta semana esteve longe do mar de rosas, de pujança de conquistas e de dinâmica de vitória que quer enfiar pelos olhos adentro dos Sportinguistas.

 

É que apesar da vitória no Atletismo, no Ténis de Mesa e nos Juniores em Futsal, a verdade é que esta também foi a semana que viu a equipa sénior de Basquetebol ser extinta (ridícula mais uma vez a comparação que as caixas de ressonância quiseram fazer a propósito da conquista do Campeonato Nacional de Basquetebol Masculino pelo Porto), que viu a equipa de Juvenis de Futebol a perder no arranque da fase de apuramento de Campeão, que viu a equipa de Juniores de Futebol a empatar complicando muito as suas contas, que viu a equipa de Juvenis de Andebol a perder perante aquele que na passada jornada conquistou o titulo a 2 jornadas do fim, que viu a equipa de Juniores de Andebol a perder, que viu a equipa de Juniores de Hóquei perdeu, que viu a equipa de seniores de Futsal a perder no 1º jogo das 1/2 finais do playoff.

 

Mais trabalho, e menos encenação!

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publicado às 09:27


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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