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Modalidades caviar

por Trinco, em 01.09.17

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Pessoalmente, cada vez menos me interessa o circo das plataformas rotatórias de jogadores em que se transformaram os clubes de futebol, com negócios e gestões nada claras e seguramente pouco transparentes e rigorosas.

 

Disso mesmo são exemplo as considerações de "custo zero com compra obrigatória" (temos 2, Doumbia e Ristovsky, €3M e €2.5M respectivamente) ou a inclusão de artifícios de linguagem para declarar uma venda mais alta do que ela realmente é (Schelotto, jogador renovado em Janeiro deste ano com clausula de €45M, com o seu "até €3M€" - que no limite podem ser €0 - é o nosso exemplo acabado).

 

Acontece que no meio deste ruído todo, o Clube achou por bem informar os preços da nova Gamebox Modalidades. Assim ao jeito de "deixa ver se passa e se não fazem barulho".

 

€250 é o valor para as 4 modalidades.

 

Não tardaram muitos avençados a tocar o samba do "até não é caro...". Que "€3.12 por jogo é um bom preço". Só que, assumindo o preço de €4 pelo bilhete avulso para sócio (e há preços máximos tabelados) basta falhar 5 jogos em cada modalidade (o que em 80 jogos, com calendarizações tão diferenciadas nem é nada de estranho) para esse "lucro" se esfumar.

 

Mas o pior é para quem compare com os preços praticados em 16/17. Nessa época, cada Gamebox individual (sim, havia-as, ao contrário de agora) custava €30 e a conjunta €75.

 

Comparando o comparável, a Gamebox conjunta, esta aumenta de €25 para €62.5 por modalidade (particionando os valores globais). Um aumento de 150%. Coisa pouca!

 

E mais. Aplicando esse valor, €62.5 (que a existir seria seguramente mais alto), numa hipotética separação avulsa por modalidade e tomando por exemplo o Futsal, cada jogo (18) ficaria a €3.47, deixando de compensar ao falhar os tais 5 jogos.

 

E vantagens para os anteriores detentores deste bilhete de época? Só para os que compraram a 1ª em 10/11 e apenas para a pagarem ao mesmo preço durante 3 dias antes da venda geral.

 

E os participantes na Missão Pavilhão, conforme chegou a ser promovido? Nada!

 

O Sporting é "nosso"!

 

E se as coisas falharem a culpa é dos sócios que não colaboram.

 

 

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publicado às 13:03

A verdadeira inauguração

por Trinco, em 09.08.17

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49 dias após a pomposa "inauguração" do pavilhão, em que o mais relevante, além do incómodo discurso da Maggy Rocha, foi a pouca relevância dada aos atletas e adeptos, em contraponto ao "one-man-show", autentico buraco negro das atenções na sua tradicional maneira egoísta do "eu acima e antes do nós", está-se ainda por saber quando se dará a verdadeira inauguração do espaço.

 

Sim, porque a inauguração de um espaço desportivo não se faz com o corte de uma fita ou com uma festarola catita para entreter distraídos, adormecidos e hipnotizados, amplamente matraqueada e propagandeada pelos amigos da Comunicação Social. Mesmo aqueles que se quer fazer crer sejam uns malandros. A inauguração de um espaço desportivo faz-se com um evento desportivo. Ainda há poucos dias, fez 14 anos, foi assim com o Estádio José Alvalade.

 

Acontece que a menos de um mês das competições de seniores começarem ainda nem um treino foi feito no novo pavilhão. Muitas visitas, muitas festas, muita areia, mas desporto que é bom, nada!

 

O que nos poderá fazer questionar não só a extemporaneidade daquela inauguração (que mais não foi que um momento na agenda estratégica do interessado) mas o porquê de passado este tempo tudo permaneça na mesma.

 

Seguramente não será falta de dinheiro para pagar €700k ou €800k que faltem pagar ao empreiteiro e que estejam a protelar a entrega da obra por parte deste.

 

Num Clube que aumenta o seu orçamento para as modalidades 120% em dois anos, que contrata uma equipa nova de Voleibol contrariando aquilo que foi justificado para acabar com o Basquetebol, que contrata com salários "leoninos", ao que se sabe, futsalistas, andebolistas e mesa-tenistas e até paga clausulas de rescisão "à Neymar" (à escala, entenda-se) a hoquistas, seguramente esse não será o problema.

 

Ou será?

 

P.S. Ou será que se está a tentar carregar na boa vontade e tamanho do bolso dos Sportinguistas no calculo da tabela de preços das Gameboxes Modalidades, numa tentativa encapotada de "missão paga o que falta"?

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publicado às 18:44

Se vai mudar? Tenho as minhas dúvidas!.

por Lizardo, em 05.04.17

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Dado os resultados das últimas eleições, achei por bem e por respeito democrático não dar voz a este espaço até hoje. O plateia leonina demonstrou nas ultimas eleições uma força e uma vitalidade que não é de todo novidade, sempre assim foi, e sempre assim será. Somos grandes, somos um Clube que sempre se conseguiu impor e afirmar grandeza nos momentos mais complicados.

 

Os Sócios decidiram oferecer a Azevedo de Carvalho mais quatro anos. Um novo mandato, um voto de confiança, na minha leitura, na luta contra os poderes instalados e para tentar mudar a realidade do futebol nacional.



Entre muitos amigos que votaram na Lista A, muitos não se revêm na imagem do Presidente, consideravam Pedro Madeira um “curioso” e esperam que, com a experiência do cargo do atual, existisse mudanças.



Recentemente num encontro de grandes leões, na sua maioria votantes de Azevedo de Carvalho, o descontentamento já está de novo presente.


Ou seja, este voto de confiança não foi usado para ganhar força e outros caminhos de ação e atuação, mas sim para afirmar de forma cada vez mais envergonhada uma estratégia de comunicação e de ruído no universo do futebol.



Estes sete processos levantados contra o Benfica são de um lirismo completo. Como foi a entrevista de Bruno Azevedo de Carvalho à TVI. Estrategicamente pensada, sai para a opinião publica o nome Sporting numa fase onde somente Porto e Benfica lutam por títulos, tentando demonstrar uma falsa vitalidade do nosso Clube.

 

Estes primeiros tempos do segundo mandato não revelam qualquer mudança de paradigma. Os erros dos últimos anos que nos tornaram altamente despesitas, com orçamentos faraónicos e sem títulos, parece ser o caminho a seguir. E claro, a comunicação, que de dia para dia bate recordes de estupidez, reduzindo um Clube centenário a discussões com figuras mediáticas das revistas cor-de-rosa.

 

É realmente triste continuar a constatar a evidência, é triste assistir a um aumentar da ferida, é demasiado doloroso assistir ao debate Sporting e ao debate Futebol Português com os nossos comentadores nos mais diversos órgãos de comunicação social de Portugal.

A próxima época será decisiva. Não só para Bruno como para Jorge Jesus. Agora é tempo de lua de mel, tudo está bem, num cenário de guerra de completa destruição, onde vamos vencer zero títulos no futebol, e outros tantos nas modalidades ditas amadoras, onde somente temos esperança e muita no Futsal.

 

De Futsal, com o regresso de Cardinal e do grande Diva cada vez mais certo, a próxima época indica que será um novo “all in” em todas as modalidades. No Andebol espera-se a confirmação de um novo Treinador e no Hóquei, bem, aqui, é lutar com todas as forças para que a modalidade não perca cada vez mais representação no espectro europeu, tão pobre e com tão poucos adeptos como agora.

 

Que acabe rápido esta época, tão pobre, tão vazia, tão desprestigiante em tantos campos, conferências de imprensa, comentários, processos, eliminações precoces e perseguições. Que este novo elenco diretivo, e com o regresso de tantos ilustres ao Conselho Leonino, algo mude, e que mude no sentido de ter um novo posicionamento, um tom diferente, uma estratégia a longo prazo e a capacidade de resolver o presente.


Se vai mudar? Tenho as minhas dúvidas!.

 

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publicado às 10:02

Responsabilidades

por Trinco, em 16.02.17

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A equipa de Andebol, com Zupo Equisoain, um treinador reconhecido no mercado e com preço a condizer, no seu comando, classificou-se na época passada no 4º lugar, foi finalista vencido na Taça de Portugal e eliminada na 2ª Eliminatória da Taça EHF. O plantel contou com as caras novas de Carlos Carneiro, João Paulo Pinto, Aljosa Cudic, Daniel Svensson e Samvel Aslanyan. Foi uma época claramente abaixo das expectativas em que o treinador demonstrou por várias vezes fraco controle emocional que contaminava a equipa, com esta sempre em dificuldades em se demonstrar como um grupo coeso. Apesar disso, Zupo foi mantido no cargo e a época seguinte viu entrar Matej Asanin, Carlos Ruesga, Michal Kopco, Igor Zabic, Cláudio Pedroso, Janko Bozovic e Ivan Nikcevic, tudo jogadores de reconhecido valor e maior custo, naquela que foi uma forte aposta para este ano eleitoral. Neste momento, a equipa encontra-se no 2º lugar a 3 pontos do 1º, mas com mais um jogo, a disputar os 1/4 da Taça de Portugal com o SL Benfica e os 1/8 da Taça EHF. A equipa, apesar de a espaços apresentar algum brilhantismo teima em não se assumir como equipa, falhando recorrentemente nos momento decisivos. O Clube e Zupo Equisoain terminaram o contrato por mútuo acordo, o que geralmente equivale a dizer que o Clube se manterá apagar os seus encargos até ao momento que o treinador encontre novo clube.

 

A equipa de Hóquei com Nuno Lopes e os já sonantes reforços André Centeno, Luis Viana, Esteban Ábalos e Cacau, foi, na temporada passada 4º Classificado no Campeonato Nacional, eliminada nas 1/2 da Taça de Portugal, vencedora da Supertaça, finalista vencido da Supertaça Europeia e eliminado nas 1/2 da Taça CERS. Em Dezembro de 2015 é contratado um coordenador geral profissional, José Trindade, que se torna responsável operacional do edifício do Hóquei Leonino. Na nova época, dois dos reforços sonantes da época anterior são empurrados para fora e são contratados, em mais uma forte aposta, Sergi Miras, Caio, Ferran Font, Pedro Gil e Gonçalo Nunes, com Henrique Magalhães, recém campeão europeu, a ser contratado e emprestado. A equipa, dirigida por Guillem Pérez encontra-se em 4º lugar no Campeonato Nacional a 10 pontos do 1º, disputará os 1/16 da Taça de Portugal com o FC Porto e afastada na fase de grupos da Liga Europeia. A época fica marcada por dois erros técnicos incompreensíveis. Um que implica uma derrota com atribuição de falta de comparência devido à utilização irregular de um jogador e outro que implica a expulsão de treinador e jogador por entrada irregular no recinto de jogo no derbi. O Clube e José Trindade terminaram o contrato por mútuo acordo.

 

Na equipa B de Futebol, João de Deus comanda um plantel que já usou 38 jogadores que viu entrarem de novo, no que só pode ser entendido como forte aposta, nad amenos que 16: Federico Ruiz, Eduardo Pinheiro, Diogo Nunes, Ricardo Guimarães, David Sualehe, Fidel Escobar, Leonardo Ruiz, Budag Nasyrov, Liam Jordan, Ricardo Almeida, Bilel Aouacheria, Boubakar Kouyaté, Pedro Delgado e mais recentemente Gelson Dala, Ary Papel e Merih Demiral. Destes, alguns já foram emprestados a outros clubes e não menos de 4 estão emprestado por outros clubes ao Sporting. Dos 38 utilizados, apenas 18 vêm directamente da formação, mesmo contando com os que já são seniores do plantel A. A equipa encontra-se no 21º lugar, penúltimo a 33 pontos do líder. a 3 pontos da linha de playoff de despromoção e 5 da linha de água. O Clube e João de Deus terminaram o contrato por mútuo acordo e são insistentes os rumores da possibilidade de encerramento desta equipa.

 

3 exemplos de 3 equipas, de 3 modalidades, onde o custo e investimento há demasiado tempo não tem correspondencia nos resultados. Mas o trabalho é fantástico, pleno de rigor e competencia e claramente o melhor que poderia ter acontecido ao Clube, feito de planeamento a médio e longo prazo, com projectos desportivos profundamente sustentados, sendo que os adversários temem-nos cada vez mais.

 

Se o encerramento de equipas pelo falhanço desportivo fizer carreira, para o ano temos o Futsal...

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publicado às 09:25

O Tempo foi mestre!

por Lizardo, em 19.12.16

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Comemorar um golo é um momento cultural. E leia-se cultural por tudo o que envolve.  A paixão pelo jogo, pelo jogador, pela arte de tratar a bola, pelo espírito de equipa, pela simpatia que se sente entre os abraçados.

O Golo é o expoente máximo do futebol, é a catarse de todas as emoções, que todos desejamos que acabe em alegria e nunca em tragédia.

Infelizmente, nos últimos anos temos vibrado pouco com o nosso Sporting. Muitos foram os que perderam a vontade de abraçar, de estar em família ou com amigos no nosso templo do Campo Grande.

Desde 2011, e mais afirmativamente desde 2013, Bruno Azevedo de Carvalho impôs um estilo e um tom no Sporting que não se enquadra com os valores e a forma de estar no desporto.

Ontem, mais uma derrota, a segunda consecutiva para o campeonato, em casa contra um Braga debilitado, que teve ainda o condão de transportar um Karma interessante. Abel e Wilson Eduardo, dois antigos ativos do Clube que saíram de forma pouca digna do Sporting.

Bruno Azevedo de Carvalho, o mestre da gestão que continua a colocar o passivo em valores recorde, não deu a cara, publicou no seu Facebook a vitória categórica da Natação, esquecendo uma vez mais de parabenizar todos os que no passado promoveram e permitiram que hoje se comemore vitórias com tamanha dignidade e capacidade nessa modalidade.

 

O Sporting chegou a um ponto sem retorno. Outra vez. E isso tem sido o problema deste Clube. Todos podem e devem ambicionar ser Presidentes, mas nem todos podem ser Presidentes de tão grande Clube.

É urgente alterar este paradigma, é necessário sangue novo, gente de uma nova vaga, bem formada, com passado meritório, conhecedora da realidade do Clube, com apoios nas mais diversas disciplinas da gestão e do desporto, um Homem que defenda o Clube nos locais próprios e não em folclores boçais nas televisões ou em comunicados nas redes sociais.

É urgente uma antítese do presente. Um Homem com cultura, conhecedor das realidades do mundo, bem identificado pela universo empresarial e instituições financeiras.

É urgente um Homem que tenha presente o que é o Sporting e que esteja disposto a servi-lo e não a servir-se, um Homem sem necessidade de revistas cor de rosa, onde habitam festas de aniversário, divórcios, e outros boatos infundados ou fundados em factos que em nada abonam a favor de uma identidade que é a máxima, a identidade que possa presidir um Clube centenário.

 

É tempo de entender que o Sporting está pior. Que no futebol temos o mais caro plantel de sempre, onde temos um onze deficitário de algumas posições e não há alternativas no banco para as posições chave. Bas Dost vive sozinho, William, Adrien, Ruiz, todos sem alternativa.

 

É tempo de entender que no Andebol e no Hóquei não são os orçamentos que vencem, estamos piores, curiosamente, depois de termos corrido com a prata da casa e termos contratado milionários jogadores de outras paragens. Os nossos antigos brilham nos rivais.

É tempo de entender que vencer internamente as competições em Futsal é mais que uma obrigação, é continuar o trabalho de muitos e muitos anos. E este ano já perdemos uma competição interna para o rival Benfica.

É tempo de entender que a Formação foi a nossa salvação financeira nos últimos anos, com vendas de jogadores como Hugo Viana, Custódio, Nani, Quaresma, Ronaldo, Dier, Bruma, Cédric, entre tantos outros. Atualmente, não temos valores que possam ter muita esperança em despontar na primeira equipa, quanto mais almejar dar o salto para os grandes tubarões europeus.

O Sporting de hoje é um infantário. Pleno de cérebros menores, sem muita capacidade, e o mais grave, é que muitos destes “iluminados” têm trabalho no Clube e na SAD.

 

Até Março muita água vai correr. Mas uma coisa é já uma certeza, este projeto, que nunca soubemos qual era, pois não existiram Fundos, não se cumpriu com o investimento na Formação, não se avançou para um projeto desportivo a longo prazo, falhou em toda a linha.

 

É tempo de entender que não é aos gritos, ao estilo Valentim, que o Sporting mete medo ou amedronta os rivais. E sempre soubemos que Cão que ladra não morde. E o Sporting está cheio de Chihuahuas.

 

PS: Paiva dos Santos é o primeiro nome a surgir.

 

Agora de manhã surgiu Pedro Madeira Rodrigues, Secretário-Geral da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, um nome, que na minha opinião, muito me agrada, sangue novo, gente com mérito. Há esperança! 

O que se procura é uma alternativa, mais que um nome, uma equipa, uma antítese do panorama atual.

Queremos voltar aos abraços em Alvalade, e queremos voltar a sentir aquele Clube como nosso.

Viva o Sporting.
O tempo foi mestre!

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publicado às 09:35

All-in, outra vez

por Trinco, em 24.10.16

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O Sporting, entre SAD e Clube, terá neste momento, um All-in de perto de €60M. Um All-in com prazo de validade a Março de 2017.

 

Uma aposta de tudo ou nada no ganho imediato (ou na possibilidade real do mesmo no seu prazo) que leva a que se gastem recursos até há pouco tempo desconhecidos e se engulam princípios e condutas.

 

Na SAD, está-se refém do treinador a quem se paga o que nunca se chegou sequer perto de pagar a quem quer que fosse, que põe e dispõe de toda a estrutura e que forma, outra vez, um plantel com graves desequilíbrios e lacunas. Um plantel que, por si, teria obrigação de produzir melhores resultados. Um plantel que entra para a 9ª jornada a 5 pontos da liderança, a 2 pontos de uma equipa a quem já ganhou este ano e da qual já se fazia o enterro. Um plantel que em 3 jogos fora só consegue 4 pontos e tem neste momento, nos mesmos jogos fora, uma diferença de golos negativa. Mas acima de tudo, um plantel que joga muito pouco para o que custa. Um plantel que à entrada de Novembro, já não tem qualquer margem de manobra ou erro para os seus grandes objectivos.

 

As responsabilidades são fáceis de atirar. Para os jogadores que não jogam o que nem há 6 meses jogavam. Para o treinador, que do alto do seu ego recusa a realidade. Para o Conselho de Administração que "vendeu a alma" a Jesus na ambição de resultados. Mas a responsabilidade é solidária. Se o sucesso for de todos, a derrota também será. E por mais que se comecem a vislumbrar as tentativas de contenção de potenciais estragos, isolando o treinador na responsabilidade total, a realidade é que ele está lá por decisão de alguém, e o investimento feito foi avalizado por alguém. Não haverá tolerancia e não poderá haver imunidade. As apostas de risco são isso mesmo.

 

No Clube, a mesma linha também se aplica. O maior orçamento de sempre que permite uma equipa de futsal que terá a cada jornada 3 jogadores não formados localmente de fora, uma equipa de hóquei para consumo imediato e um conjunto de grandes jogadores de andebol que tarda em ser uma equipa. No Atletismo a contratação de quase uma equipa de atletas do Benfica, que trás de volta nomes de fazer corar de vergonha qualquer Sportinguista com um mínimo de memória. Isto no mesmo orçamento que elimina o Basquetebol e o Rugby.

 

Em ambos os casos, o principio formador do Clube é secundarizado, o que só aumenta o risco da aposta e coloca em causa a sustentabilidade a não muito longo prazo

 

E se na SAD, se pode ansiar por novos encaixes que possam cobrir parcialmente o investimento, no Clube, a sustentação da aposta recai exclusivamente nos ombros dos sócios. Será sempre assim, mas o risco e a taxa de esforço está longe de ser algo de fazer parte de uma gestão equilibrada.

 

A verdade é que iso me lembra tempos passados e Março está já aí...

 

 

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publicado às 12:34

A evidência do surreal

por Lizardo, em 24.10.16

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Mais uma jornada mais uns episódios de circo e de tristeza. Não sendo suficiente a péssima exibição, mais uma, e o péssimo resultado, mais um, com o Tondela, tivemos direito a um número de circo, bem ao exemplo e à dimensão da palhaçada que é este Sporting desde 2013.

A apresentação de Nelson Évora representa tudo o que está de errado neste “novo Sporting”.

 

Que falta faz este atleta ao Clube? Que ambições poderá ter daqui a quatro anos nos próximos Jogos Olímpicos? Estará em condições nos próximos anos de vencer alguma prova europeia? Muitas dúvidas, e mais dúvidas ainda se instalaram quando se começou a especular sobre o seu vencimento, especulações que começaram rapidamente a circular com origem em diretores e outros envolvidos no universo do Atletismo do Sporting e do Benfica.

O ambiente em Alvalade no Sábado foi um recordar de épocas não muito recentes. Muito descontentamento. Muitas famílias a abandonar o Estádio a faltar quinze minutos para o apito final, muita gente, em especial, Sócios com mais antiguidade, a colocar em causa a estratégia e gestão, ou ausência delas. Bruno de Carvalho e Jorge Jesus foram os principais visados de tudo o que começa a ser evidente vir acontecer nos próximos tempos. Rutura!

Um fim anunciado desde 2013, que só enganou os líricos e os românticos. Os menos letrados e os desconhecedores do fenómeno desportivo. O Fanático gosta deste estilo, tem argumentos para atacar, esquece que dentro de campo continua a sofrer e ter resultados piores ou iguais ao que temos vivido nas últimas décadas.


É impossível separar Jorge Jesus de Bruno de Carvalho. E o principal culpado é mesmo Bruno de Carvalho. Não posso criticar Jorge Jesus por não apostar na formação. Não posso porque é essa a sua imagem de marca. Já o sabíamos em 2015 quando chegou, por isso, quem apostou em Jorge Jesus deixou de apostar na formação e no critério que vínhamos escolhendo, e que tanto tem salvo o Sporting com vendas e encaixes financeiros que são autênticas bombas de oxigénio.

Bruno de Carvalho esgotou os ataques, primeiro foram os antigos dirigentes, caiu por terra o ataque, depois os associados, caiu por terra mais essa guerra, agora o Benfica, que curiosamente, quanto mais atacado é, mais vai vencendo dentro de campo e nas modalidades, e até o seu Professor de Educação Física supera o nosso Cérebro em encontros da UEFA e concursos para melhor treinador europeu.


Se algo de positivo pode existir deste fracasso em toda a linha que estamos a viver, é o abrir de olhos de tantos Sócios que começam a constatar o óbvio. Bruno Azevedo de Carvalho é um aventureiro sem estratégia e sem critério. Um Homem que vive para Si mesmo, que coloca a sua vida, a sua figura, os seus interesses em primeiro lugar. É um grande Sportinguista? Não tenho dúvidas que o é! Mas não chega ser um grande leão para se ser Presidente do maior Clube de Portugal e um dos maiores do Mundo.

A hora de Bruno de Carvalho está a chegar ao fim, sem nada nem ninguém para atacar, começa a não ter capacidade para continuar a criar diversões que tapem os problemas internos.

 

Sábado foi o principio de uma grande tempestade. Os Sócios começam a querer questionar o que têm evitado questionar. Queriam acreditar que agora seria diferente. Deram tempo a um jovem irreverente, que deu esperança aos Associados.

Passados três anos, temos zero títulos, muitos milhões investidos, uma formação em pé de guerra e um folclore mediático nas modalidades amadoras, que recebem como profissionais.

Que tudo comece a estabilizar já sexta-feira na Choupana, pois perder pontos nesta jornada, depois ir a Dortmund e voltar a Portugal com a hipótese de deixar o rival Benfica, Porto e Braga a depender só de si, e a mais de cinco pontos, é um estado que não faz muito sentido em Outubro!! É que nem chegamos a ver as decorações de Natal esta época.


Presidente Bruno Azevedo de Carvalho, quando deveria falar, esconde-se, quando deveria dar a cara, recolhe-se, quando deveria defender o Treinador, lança os soldadinhos nas redes sociais a espalhar o ódio e a questionar decisões, contratações e sistemas de jogo de Jorge Jesus, como se nada nem nenhum dos muitos problemas que vivemos atualmente fosse da sua responsabilidade. Exatamente o contrário. O grande e único responsável é o Bruno Azevedo de Carvalho.

Qual é a sua ideia? Acha que com a saída de Jorge Jesus, não o deixam cair?

Desengane-se, está por horas a continuidade de boa vida. E não vamos esquecer de pedir também retroativos pela sua gestão! A auditoria e o revolver destes últimos anos devem ser auditados até ao último cêntimo e decisões de gestão.

Não se brinca com o Sporting. O Sporting somos nós, quer goste ou não, vai ter que saber viver com esta oposição que não belisca mas que mói. Que vai ganhando adeptos, que vai vendo e assistindo a muita mudança de barricada.

É o preço a pagar de quem divide para reinar e nunca conseguiu ou pretendeu ter um Clube unido.

Chegou a hora, não queremos mais um Godinho Lopes, e Bruno, és pior!

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publicado às 11:55

Canibalismo Mediático

por Lizardo, em 12.10.16

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Muito se tem comentado a comunicação dos Clubes nestes últimos dias. E muito se tem comentado, como é hábito neste país, em repetição porque a repetição faz-se valer quando o conteúdo é pobre e polémico, sem substância e sem qualquer real interesse para o fenómeno desportivo ou para as querelas diárias e saudáveis entre adeptos.

 

Os últimos dias têm revelado o que vamos afirmando há muito. Com o aproximar de eleições instala-se a ideia que vale tudo, que tudo é permitido, desde a devassa de uns até aos impropérios a outros. Quem perde é o futebol, com a agravante, que este lixo é proferido por gente, na sua maioria, que nunca praticou desporto ou foi dirigente desportivo.

A tudo isto temos que somar as pobres estratégias de comunicação. Há uma confusão evidente entre a imagem do Clube e a imagem do Presidente. Em especial, o Benfica e o Sporting estão a viver essa confusão, protegendo a figura do diretor esquecendo as modalidades e os artistas desportivos. Sobre esses, sobre os golos, sobre a magia, sobre a capacidade de virar resultados ou transportar uma equipa às costas, pouco ou nada se fala.

A criação das SAD´s abriu a porta a um conjunto de teóricos que de futebol ou outras modalidades percebem “bola”. Falam o que lhes é pedido, defendem com unhas e dentes o que não tem defesa, e os papalvos, os Sócios papam tudo com a vontade e o acreditar de uma homília papal em pleno Vaticano.

Os Clubes, focando nos três grandes, estão mais fracos, a sua formação mais fraca, a sua capacidade de jogar de igual para igual na europa mais reduzida. Meses depois de vencer um Campeonato Europeu, começamos a avaliar o futuro e a constatar que se perde demasiado tempo a defender a geração de dirigentes e a esquecer as novas gerações de jogadores. O Futuro do atleta português não está bem definido, e tivemos um grande soco no estômago já nos passados Jogos Olímpicos.

O Sporting está nitidamente a viver um processo de afirmação, fazendo lembrar aquele adolescente que até já tem uma penugem no buço mas que ainda precisa de ajuda para atar os sapatos. Quer-se afirmar, fazer-se ouvir, marcar uma posição. E faz muito bem pensar assim. Mas está a fazer tudo muito mal. Criar guerras saloias com saloios soldados só pode originar este clima. Do outro lado da barricada, a saloiice impera, e as respostas, por mais preparadas que possam aparentar, na sua substância estão também ao mesmo nível.

Quem perde com tudo isto são os adeptos, o jogo, o fenómeno desportivo, tudo isto afasta sponsors de grande dimensão, afasta gente com dois neurónios do espectro do futebol, tudo o que existe cheira a uma guerra financeira e não a uma competição desportiva.

E se nesta guerra financeira, com os três grandes falidos, com gente com pouca capacidade gestora, com mudanças sucessivas de estratégias, sem planos definidos, somente pensando no agora e na vitória do presente, o futuro do nosso futebol irá seguir o futuro deste formato de comunicação, vai ser descredibilizado, vai ser banalizado, vai ficar isolado.


Ainda é tempo de mudar, pena que para mudar é necessário humildade, capacidade intelectual e acima de tudo uma estratégia bem definida. Algo que nenhum dos três grandes aparenta ter, aprisionados a Bancos, Fundos e outros Investidores que injetam fortunas originárias de locais obscuros.

O Futebol está podre. Cheio de gente podre. Amanhã é outro dia, e se a bola não rolar, outra polémica se irá criar, sem fundamento, sem interesse, que passará em repetição em todos os canais de Tv, rádios e espaços online. O que interessa é ter tempo de antena, mesmo que do fenómeno pouco se entenda. O Futebol é hoje uma montra, não para os atletas, mas para um conjunto de parasitas que no mundo social nunca se conseguiram impor com sucesso, nem na vida pessoal nem na vida profissional. O Futebol, o desporto, pobre como nunca o vimos, hoje existe em Portugal. Com tanta gente a aplaudir e a oferecer tempo de antena a esta gente, não podemos ter muita esperança.

PS: Curioso a insistência em afirmar que este Blog tem o condão de estar ao serviço de uma oposição ou que tenha uma agenda própria. A bem da verdade, na sua grande maioria, grande parte dos “escribas” deste Blog nem se conhecem pessoalmente. Nasceu da troca de impressões em Fóruns e outros espaços online onde a temática é e era o Sporting. Continuar a insinuar o acima citado é revelador que estamos a chegar a cada vez a mais leitores. Para que conste, este blog teve nos últimos 12 meses uma média superior a 78.000 visualizações.

A todos os que continuam fieis e que com educação e elevação continuam a partilhar e a discutir connosco, que continuem, pois é a discutir que a obra nasce.

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publicado às 12:27

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Perdemos cinco pontos até agora. Não é um fatalismo mas é preocupante a forma como os perdemos.

A derrota em Vila do Conde foi aterradora pelo péssimo desempenho da equipa e o empate em Guimarães, depois de estar a vencer por três bolas a zero, era uma aposta de risco em que poucos apostaram a faltar menos de vinte minutos para o término da partida.

Bruno de Carvalho, na última Assembleia Geral, apressou-se a chamar a Si as responsabilidades destes últimos resultados. O seu discurso, longe, muito longe dos discursos carismáticos e populistas que o identificam, foi feito sem alma e sem ritmo. Uma leitura em direto para pouco mais de uma centena de Associados onde ficou claro que Bruno de Carvalho começa a perder a autonomia que o caraterizou nos primeiros tempos de presidência, estando agora mais controlado e com menos margem de manobra.

Como é sua imagem, e nos poucos momentos que retirou os olhos da leitura, aproveitou o contexto para apelidar de “ratos” os que o criticam. “Cobardes” os que têm opinião, e claro, deixou claro que não ia dar “descanso” a quem se intrometesse no seu caminho.

Todo o discurso foi pleno de incoerências e de lugares comuns, apesar de não ser novidade na sua forma de atuar, e aqui me repito, deixou no ar a ideia que foi empurrado para a linha da frente com um conjunto de conceitos “pescadinha rabo na boca”, que antes de o ouvirmos já saberíamos o que esperar. A apologia dos “ses”, se tivéssemos ganho, se tivéssemos marcado, se tivéssemos sozinhos no mundo eramos certamente os maiores do universo.

Bruno de Carvalho está a perder a sua principal virtude, goste-se ou discorde-se dela, que era a capacidade de surpreender. A surpresa nem sempre era positiva, mas tinha o condão de destapar e tocar em assuntos que eram do interesse dos Associados e Adeptos mais desinformados e mais jovens.

Esta mudança pode indicar também o clima de medo e até fantasmagórico que se vive em Alvalade com o aproximar da data das eleições. A bola não entra, corremos o risco de cair para a Liga Europa, e no campeonato já perdemos cinco pontos e não temos deslumbrado como na época passada.

A exigência desta época é muito maior. Estão muitos milhões em cima do relvado que não podem encontrar desculpas na arbitragem ou continuar a apontar a já falida e batida desculpa que o Sporting perdeu peso por culpa dos antigos dirigentes.

Antigos dirigentes esses que já foram ouvidos e deixaram claro como a água que foram alvos inocentes de uma guerra que o Presidente atual se serviu para chegar ao poder. É agora tempo de começar a devolver a dignidade a todos os visados, e isso vai custar muito caro a Bruno de Carvalho.

Em relação aos Associados processados, três zero! Três derrotas sem precedentes, sendo o Presidente alvo de chacota até dos responsáveis máximos das audiências, onde os processos eram uma autêntica comédia. Três derrotas, três despesas para o Sporting.

 

O caso Doyen continua na ordem do dia, onde o discurso da dupla almofada não mais foi que areia para os olhos. Perdemos, estamos em fase de recurso, as esperanças são muito poucas, até pela forma como o Presidente se referiu ao processo na sua homília do passado domingo.

Posto tudo isto, temos as modalidades a dar cartas, o que é importante, resta saber com que preço e com que fatura no futuro. Os orçamentos do Andebol e Hóquei evoluíram para perto do orçamento do Futsal. O Atletismo está em total remodelação, mais uma. Aguardemos por títulos, e por uma autogestão que só as vitórias podem oferecer.

Na relação com a banca, surgem notícias da necessidade de avançar com vários milhões até ao final da época, fala-se em adiantamentos da NOS ou de outros contratos já celebrados. Se assim for, o modus operandi, tão criticado que foi no passado, continua a ser sistema instalado, usado e abusado pela atual direção.

A este Sporting, nesta fase pede-se silêncio e outro nível de relacionamento com os Seus e os rivais. Sabemos que com Bruno de Carvalho isso é uma tarefa complicada, um pedido praticamente negado à partida. Mas o Sporting vai perdendo, vai caindo, os rivais vão vencendo, vão conquistando, e nós, bem nós continuamos com o Karma tão leonino de perder e cair na praia.

 

Na Academia a Equipa B começa a vencer. Foi necessário chamar um conjunto de jogadores adquiridos para começar a amealhar pontos. Situação bem diferente de um passado recente, onde a base da equipa era na sua quase totalidade oriunda dos escalões de formação. Escalões esses que evidenciam poucas esperanças a curto prazo, onde a qualidade não chega aos níveis dos anos passados.

E para terminar, a comunicação, sempre a comunicação, que é o interlocutor de todos estes erros e devaneios. Apontar o outro, desviar atenções, apostar no insulto não são formas nem estratégias que se compadeçam com a ética e a moral sempre defendidas pela Instituição Sporting. A Nuno Saraiva, experiente profissional pede-se mais elevação, mais trabalho junto das redações e nos meios do Clube e menos lixo redigido nas redes sociais. A roda foi criada faz muitos anos, veja-se os exemplos dos Clubes que nos rodeiam para percebermos que estamos nitidamente no caminho inverso e até fora de época no que ao tom e caminho de comunicação se deveria seguir.

Uma palavra de apreço ao Capitão Adrien Silva, que vai ficar mais de um mês parado. A sua falta vai-se se sentir, o pulmão deste Sporting, o grande esteio do meio-campo. Que volte totalmente recuperado e a tempo de devolver ao Sporting a sua qualidade e raça de jogo. É de jogadores como Adrien que a História do Sporting se fez. E nunca, jamais, foi escrita pelos impropérios e erros de direções e outros peixes comensais que navegam nas suas costas.

 

 

 

 

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publicado às 11:34

Obrigação

por Trinco, em 20.09.16

Futsal-7.jpg

 

Este ano, por condicionantes várias, ainda não pude assistir a nenhum jogo ao vivo nas nossas modalidades de pavilhão mais representativas: Andebol, Futsal e Hóquei.

 

Problemas pessoais e o estranho eclipse do troféu Francisco Stromp contribuíram em larga medida para que até ao momento apenas a TV me tenha servido como ponto de referencia e avaliação das reais perspectivas das equipas.

 

Mas, se há algo que será possível afirmar facilmente, olhando para o volume de investimento que acarreta um orçamento que aumenta mais de 70% o valor de honorários, é que mais que ser um objectivo, ganhar as competições nacionais é, mesmo, uma obrigação. De facto, com €6.5M para encargos directos em honorários com as estruturas competitivas, em que se pode extrapolar que estas 3, facilmente consumirão mais de 2/3, não poderá ser de outra maneira.

 

Resta perceber se as apostas feitas, poderão aproximar-nos dessas conquistas. E do que vi acho que sim. Não da maneira que eu acho que devam ser feitas, com planeamento a médio prazo e integração real da formação, mas sim.

 

No Andebol, esta será de longe a equipa mais completa e competitiva dos últimos anos, com a saída de 11 jogadores e a entrada de 7 de valor claramente de topo, alguns até no panorama até europeu, mantendo-se no entanto aquele que considero ter sido o elo mais fraco na passada temporada que foi o treinador. Dirão que sem ele estes jogadores de topo não estariam cá, direi que se ele falha (como várias vezes já falhou) poderemos ter um problema. Esta aposta faz no entanto esmorecer o crescimento e subida de alguns valores da formação no que é conflituosa com aquele que se diz ser o paradigma do Clube. Ainda assim, considero que temos equipa para fazer uma temporada feliz. E ser feliz passa, obviamente, por ser Campeão. Na Europa, considero que temos a obrigação de nos assumirmos como principais favoritos à competição que iremos disputar.

 

No Hóquei, outra revolução com 4 saídas e 5 entradas, e até com o luxo de contratar um campeão europeu para o ceder a uma equipa espanhola. Aqui, as entradas também parecem ser de valor ainda que envelheçam ainda mais a equipa. Um treinador mais treinador e menos adepto poderá ser factor diferenciador positivo, como positivo é a formação da equipa B, que permitirá a continuidade de alguns formandos na sua transição para sénior. Assim estes encontrem lugar, pelo seu valor, na equipa A nos anos seguintes. Considero que, também aqui, teremos obrigação de ser Campeões, mesmo que anteveja maior dificuldade. Na Europa, teremos condições para fazer uma carreira positiva.

 

No Futsal, uma aposta fortíssima a uma já de si forte equipa, faz entrar 5 jogadores, 2 deles de nível mundial, para colmatar 3 saídas, mantendo a estrutura fundamental e o seu treinador, no que será, para mim, o melhor reforço nesta modalidade. Perdemos para um adversário directo, um valor emergente e dois juniores já em transição para sénior (um para já, outro que deverá ficar parado uma época), todos formados localmente e tidos como os melhores da nossa formação. A equipa no campeonato debater-se-á sempre com a impossibilidade de utilizar 3 não formados localmente por jogo, o que até poderá ser usado a favor permitindo ter equipas mais frescas e intensas. Assim haja capacidade de gerir o grupo. A obrigação aqui passa por ganhar tudo (como até já se começou), e com nota artística, sendo que na Europa concedo poderem haver condicionantes de momento que possam tornar essa conquista difícil. A presença na F4 é no entanto também uma obrigação.

 

Disto tudo resulta que, tendo em conta o orçamento, o investimento e as escolhas, temos obrigação de ganhar, sendo liminarmente descartáveis à partida as desculpas da sorte ou da arbitragem.

 

Será uma época de responsabilidades! De assumir essas responsabilidades. À responsabilidade da camisola e da história que representam, acresce a responsabilidade de terem porventura o maior orçamento de sempre no Clube. E se orçamentos não ganham jogos e títulos, são usualmente as desculpas para os perder. Este ano não poderá ser o caso.

 

Será uma aposta, para o imediato, para ganhar já, em ano de eleições e pavilhão. A sustentabilidade deste tipo de orçamento com o tipo de receitas que o Clube faz, será assunto a verificar, sendo que será inaceitável fazê-lo depender apenas e só da participação de sócios e novos sócios quando se tem um orçamento com 1000€ de resultado liquido estimado.

 

P.S. Estranhamente, mesmo com esta aposta, nem uma noticia sobre a GB Modalidades...

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publicado às 10:12


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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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