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O Discurso do Bruno

por Lizardo, em 26.06.17

 

 

O filme “Feios, Porcos e Maus” de Ettore Scola é uma obra prima. A vida em tempo real, um quadro pintado com sapiência que explica que tudo na vida tem uma relação de causa-efeito.



Os reles, porcos e nojentos, uma obra insonsa de Bruno de Carvalho é também um quadro da vida real do desporto nacional. E que nos explica que tudo tem também uma consequência, e que todos os atos resultam em factos que nos podem custar muito caro no futuro.



O discurso do Bruno foi mais um episódio deplorável. Não quero acreditar no que disse nem quero acreditar que exista quem tenha a baixeza de criar uma trama para tramar o Presidente envolvendo a sua família e amigos mais próximos. O conteúdo do “word” revelado é demasiado grave.



O Sporting não se pode nem se deve confundir com estes episódios. Se o Presidente se sente atacado deve ter a capacidade e o poder de se defender nos locais próprios, afastando este lixo do Clube, tentando ao máximo não envolver o nome Sporting em episódios deploráveis e discussões de sargeta.

 

Mas Bruno não consegue, Bruno é o ator principal de Feios, Porcos e Maus. Uma personagem que procura a vida fácil, que se entrega aos prazeres da vida, que despreza e não entende que tudo está ligado e que tudo pode trazer consequências para a sua vida, para a vida dos que o rodeiam e acima de tudo, para o Sporting.


Bruno continua a não entender que não pode ofender Sócios, mesmo que o mereçam. Não se trata somente de ter uma imprescindível posição institucional, mas também de compreender que a gestão de comunicação, atualmente, não se resume ao nosso Bairro, à nossa Cidade ou País, hoje, tudo ganha uma projeção mundial em segundos. E Bruno não compreende que utilizar termos como: “Nojentos”, “Reles” e “Porcos” rapidamente se transforma numa generalização a todos os Sportinguistas. É o lado perverso da rapidez da comunicação.


Por tudo isto, o que se passou na passada Assembleia Geral foi grave. Merece ser investigado e não pode passar impune. Não podemos aceitar que se ataque um Presidente desta maneira, mesmo que não concordemos com a sua gestão, nem podemos concordar com este teatro que envolve o nome do Sporting, levando o nosso bom nome para níveis que não se relacionam com a nossa história centenária.



É tempo de pensar muito bem se é isto que queremos para o Sporting. A próxima época começa hoje, as incógnitas são muitas, só peço que a espinha dorsal se mantenha, que continuemos a ser um Clube que valoriza os seus formandos e que aposta nos jogadores portugueses, os que foram campeões da europa e os que num futuro muito próximo muitas alegrias nos podem dar.

 

Peço também que o Sporting saiba gerir da melhor forma a mentira e a batota, por todos sabida e conhecida, que envolve o Benfica. Temos que saber lutar de forma sapiente, estes sim são reles, nojentos e porcos, com todo o respeito que me merecem alguns rivais, os nossos, os Sócios, por mais líricos que sejam e por mais que se sirvam do Clube em vez de o servir, continuarão sempre a ser do Sporting. E este Sporting atual está cheio de lambuças. Cheio.

 

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publicado às 11:23

O Pavilhão do Bruno

por Lizardo, em 22.06.17

Ontem foi a primeira inauguração do Pavilhão, num conjunto de três cerimónias já agendadas. A felicidade de todos os Sócios e Adeptos com a construção de tão nobre e fundamental obra é evidente. O Sporting não podia continuar a viver sem a sua casa para as modalidades. Era totalmente contranatura continuar as romarias para Loures ou Odivelas, Casal Vistoso ou Rio Maior, entre outros Pavilhões espalhados pela região.



Ontem, como bem disse Margarida Rocha, fechou-se o ciclo das grandes obras de modernização do Sporting do século XXI. Um Estádio, uma Academia e agora a casa que imortaliza o já imortal Presidente João Rocha.



O dia de ontem tinha tudo para ser histórico. Um dia desejado por tantos, um dia que deveria ser aberto a todos os Sócios e Adeptos, com um programa pensado para os que há mais de 10 anos fazem quilómetros para ver as modalidades fora de Alvalade. Mas não, uma vez mais, o foco foi o Presidente Bruno de Carvalho.



Para lá do erro da data e da hora, uma quarta-feira, em simultâneo com o jogo da Seleção Nacional e a poucas horas de um importante jogo do Futsal, revela que estratégia e visão, são termos e processos que escasseiam.


Depois o palco e o tempo oferecido a Bruno. Bruno discursou na rua, Bruno leu e releu a sua frase na Estátua do Leão vezes sem conta, Bruno entrou no Pavilhão como uma estrela de rock, Bruno foi o Presidente, Bruno foi o Anfitrião, Bruno foi a imagem de todos os atletas do passado, do presente e do futuro. Bruno foi o foco, o tempo de antena, a voz, Bruno foi o rei das selfies e dos abraços. Sempre com os mesmos, com as mesmas caras, com os mesmos que até já têm palco em programas da Sporting Tv ou que têm um “emprego” no Sporting.

 

Não posso deixar de sublinhar a mentira de Bruno sobre o nome do Pavilhão. Não, não foi o Bruno que sugeriu o nome João Rocha. Não!!. Foi aprovado e deliberado a 30 de Setembro de 2012, numa Assembleia Geral no Multiusos de Alvalade, apresentado pela Direção em funções à data. Felizmente foi rapidamente desmentido pela filha de João Rocha.

 

Mas a mentira não acabou aqui. As palavras oferecidas ao falecido Sócio Vitor Araújo são de um aproveitamento sem sentido. “Amigo”, “Muitos jogos ao seu lado”, “com o meu pai e meus irmão, juntos, vimos muitos jogos”. Quem marcou e marca presença nos Pavilhões sabe que tudo isto é treta. Pura treta. Bruno há dez anos, nem as quotas tinha em dia, quanto mais dedicar-se a assistir a jogos das modalidades. Mas vale tudo!


Bruno tem um evidente complexo de inferioridade. Precisa de palco, precisa de espaço mediático, precisa ser notícia, pois só Ele sabe a dimensão da mentira que nos conta há muitos anos. Precisa de palco pois não temos títulos, não temos saúde financeira, somos cada vez mais irrelevantes no panorama desportivo.



Estes quatro anos têm sido uma mentira constante.



Ontem os Sócios ficaram de fora, os Adeptos não foram convocados, o Pavilhão não estava cheio, foi uma festa para amigos e alinhados, longe dos tempos onde o Sporting era para todos.



O que se assistiu ontem foi um deplorável espetáculo. Salva-se a obra, obrigado a todos os que desde os primeiros momentos lutaram e reuniram com a autarquia lisboeta, a todos os que criaram as fundações e as bases necessárias da obra. Bruno tem o mérito de ter continuado e ter dado vida ao Pavilhão. Sobre isso não há dúvida, mas ficaria muito bem não esquecer que há muitos anos, várias direções já trabalharam e muito para que este sonho fosse possível. A esses nem uma palavra.


Este Sporting que não reconhece o seu passado e que só se valoriza com o seu presente, mesmo sem nada ganhar, mesmo vendo abalar os seus principais ativos, sejam eles funcionários ou atletas, não pode ter grande futuro.

 


Salva-se quem entende e vive realmente os valores do Sporting

 

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publicado às 09:03

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Ontem foi tornada publica uma gravação de uma conversa entre Bruno de Carvalho e um conjunto de jornalistas. Durante três horas o sumo que se retira é uma enorme pipa de banalidades, de ataques, de autoelogios e acima de tudo, de um nível tão raso que não compreende a grandeza do cargo e da Instituição que representa.

 

O que se ouve durante três horas de conversa de balcão, numa qualquer taverna de uma localidade à beira-mar, é assustador e sintomático do carácter (ou falta dele) da pessoa que dirige o Sporting atual.

Chama a Ele a responsabilidade das melhores contratações, nega perentoriamente as que falharam e chuta responsabilidades para outros, apelida os Sócios de “estúpidos” e a cereja no topo do bolo é o desprezo com que encara a Gala, que ele criou, e como tal, se considera dono e senhor da mesma. Nada de novo, sempre confundiu as competências do cargo que ocupa com a forma de gerir um pequeno negócio numa qualquer garagem em Telheiras. Este estilo pato-bravo levou a muitas falências, esperemos para ver o impacto que terá no futuro do nosso Sporting, o lucro aventado hoje, ao contrário do que se festeja, revela que continuamos no mesmo registo que este Presidente combateu, vivemos de lucros de vendas, na sua maioria jogadores formados internamente, projeto esse abandonado de forma clara com a entrada de Jorge Jesus, e pelos vistos, com toda a conivência do Presidente, que acha “estúpidos” todos os que pensam que se ganham títulos com os jogadores de Alcochete. Tem toda a razão, não se ganha só com estes, mas pelos vistos não temos ganho com nenhuns, e o que Alcochete nos tem oferecido nos últimos anos é encaixe financeiro, a relembrar só alguns nomes: Ronaldo, Quaresma, Viana, Nani, João Mário, Cédric, Illori, Bruma, entre tantos outros.

 

Mas como em tudo na vida existem os danos colaterais deste estilo e desta boçalidade. Assistir a “ilustres” que defendem este Presidente, só me leva a pensar que estamos perante um ato de desespero, há fome em Portugal. Pina, Dolbeth, Saraiva, entre outros, na defesa cega deste Presidente não compreendem que se estão a reduzir a um estado de falência intelectual tão grande e tão grave, que no dia que todo este fraco edifício azevediano cair, todos irão seguir o mesmo destino. E quem sabe, e assim espero, para sempre longe e afastados do Sporting. Não o servem, servem-se, e gente desta estirpe faz tanta falta como a fome.

 

Em conclusão, que pouco há a escrever sobre este tema, deixo somente para pensamento o hipotético cenário de uma hecatombe cada vez mais próxima e cada vez mais evidente. Os rivais estão a arrumar a sua casa, nós estamos em clima de guerra declarada, internamente e no panorama externo, contra tudo e contra todos. Vamos ter que vender, vamos voltar a comprar por atacado e em mercados que oferecem jogadores de qualidade duvidosa, e claro, vamos para mais um ano zero onde vamos superar novamente o nosso recorde orçamental.


Admito que muitos Sócios defendam esta direção. São praticamente os mesmos que defenderam Godinho Lopes até à exaustão. É assim, é muito fácil apoiar o poder. É preciso coragem, dignidade, frontalidade e uma espinha dorsal bem definida e hirta para criticar. O futebol é feito cada vez mais de gente sem pinga de valor. E cada vez mais feito de gente que abusa da pinga!

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publicado às 09:55

Metalidade

por Lizardo, em 22.05.17

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O Sporting sempre se afirmou como um “Clube diferente”. Para o bem e para o mal, durante muitos anos, e em especial no pesadelo que foi a gestão de Sousa Cintra, este chavão era várias vezes utilizado para capitalizar a forma como se superava desaires. Uma estratégia que tentava revelar que mesmo nos momentos mais complicados, derrota após derrota, lá estavam os quarenta e tal mil habituais no velhinho Alvalade.



Com o tempo essa identidade foi também várias vezes aproveitada, sempre com o intuito de chamar e passar a mão “plo pelo” de Sócios e Adeptos.


Atualmente já não somos diferentes, somos assumidamente retrógrados e completamente desfasados da realidade do que é um Clube Empresa e como funcionam os índices de motivação e valorização de jogadores.


Ontem durante o jogo, com vários recados, uns encomendados, outros que foram uma surpresa para alguns, surgiu uma mensagem para Ruben Semedo. Um jogador com vários anos de Sporting, campeão em vários escalões da nossa formação, internacional, um jogador que deveria ser motivado e acima de tudo, valorizado. Afinal, tem sido este o nosso mealheiro nos últimos anos, as vendas dos jogadores que formamos.



Ontem tudo se fez em sentido contrário. Desmotivamos um jogador que tem qualidade, que é da casa, e mais grave ainda, desvalorizamos um jogador que tem mercado.

 

Não lembra a ninguém com capacidade de gestão e com uma missão única de servir o Sporting ter um comportamento assim.


Nenhum jogador merece este tipo de comportamento, seja o Shickabala ou o Bojinov, o Pongolle ou o Messi da Escócia.

 

Este tipo de mentalidade que se enraizou é altamente lesiva para o Sporting. Ninguém ganha com este tipo de atitudes e comportamentos. Perde o Sporting que desvaloriza jogadores, perde o plantel que encontra no seu balneário focos de desmotivação e descontentamento difíceis de gerir. A Flash Interview de Adrien foi também sintomática do estado de espirito de um plantel que está fraturado e completamente à deriva. Um foco de frustrações e de promessas que nunca se cumprem.


Posto isto, acabou a época da pior forma. Tudo falhou à exceção de Bas Dost. Falharam redondamente todas as contratações, ontem somente jogaram Beto e o Holandês goleador. Revelador de todo o fracasso da época que agora acabou.



As três contratações já realizadas não auguram nada de bom nem de novidade para a época que se está já a preparar.


Vamos ter um verão quente, e depois do espetáculo deplorável que uma grande maioria censurou ontem nas bancadas de alvalade, a divisão entre associados ganha cada vez mais expressão.


Em suma, quatro anos de marasmo, de regressão em relação aos rivais, onde numa das piores épocas do Futebol Clube do Porto, não os conseguimos superar e agora vamos ter que rezar a todos os santinhos que não nos calhe em sorte nenhuma equipa da Albânia ou um Légia no Playoff da Champions.


O tempo tem sido mestre!

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publicado às 09:53

O estrume e o escaravelho.

por Lizardo, em 21.04.17

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Estamos a poucas horas de começar o jogo maior de todos os jogos em Portugal. Um Sporting vs Benfica é o maior e mais apetecido encontro do nosso campeonato, independentemente da classificação e dos objetivos que estejam ainda em luta entre estes dois monstros do nosso futebol nacional.

 

Os últimos tempos não têm sido favoráveis no que toca à saúde do fenómeno desportivo em Portugal. Os dirigentes e os comentadores desportivos, que nos últimos tempos se auto-intitularam estrelas maiores do futebol, minam e envergonham quem defende os valores do desporto.



Os últimos temas são disso exemplo, de e-mails a pedidos de bilhetes, a cânticos brejeiros até à ruína intelectual de Dolbeth, Braz, Pina e Guerra, entre tantos outros, não consigo desenhar na minha opinião, pior cenário e tão raso e boçal estado de coisas como a atualidade.



A esta gente deve-se oferecer o devido desprezo. Vivem frustrações profissionais, procuram os “quinhentinhos” que lhes metem comida na mesa e espaço mediático para continuarem a lograr ambicionar um lugar ao sol quando se pavoneiam pelas ruas do nosso país. São uns tristes, pobres desgraçados, uma vergonha diária que se dissemina pelos telejornais e pelas redes sociais.



Mas estes pobres lambe prepúcios não são mais que o eco de quem os alimenta. Os Clubes e as suas equipas de comunicação são a ração desta raça que vai impondo e evangelizando uma opinião.



Não podemos andar a defender a verdade desportiva e a fazer dessa causa uma grande bandeira, quando no silêncio da noite e no recato de um jantar, se juntam todos à mesa a receber os briefings e os temas que devem e como devem ser comentados. Todos o fazem, se assim não fosse, que necessidade teriam os Clubes em pagar a Diretores de Comunicação e a cada vez maiores equipas desta disciplina?



Em suma, não é portanto surpresa que o futebol português esteja a definhar e a viver uma das mais miserabilistas épocas da sua história. Numa época em que fomos Campeões da Europa, aposta-se cada vez menos no jogador português, a formação é cada vez mais um embuste para boi marrar e lançar areia para os olhos, e claro, os órgão de comunicação social não vendem, pois não há notícias, não há novidade, há sim estratégias e agendas concertadas e bem afinadas que sustentam e proporcionam que estas casas não fechem portas e desapareçam das bancas.



Sábado é importante esquecer tudo isto, é importante olhar para o relvado e ver os nossos Campeões da Europa jogar e honrar a nossa camisola, assistir à capacidade goleadora de Bas Dost, ver um adversário ao nosso nível e uma arbitragem das melhores. E depois de tudo isto, que ganhe o Sporting. Assim, com tanto equilíbrio, dignidade, caráter, verdade, é assim que se saboreiam as grandes vitórias, onde os atletas e o publico devem ser os principais intervenientes.

Depois do jogo veremos se assim poderá ter sido ou como será. Mas adivinha-se mais do mesmo, discursos inflamados, ataques, o “eu qualquer dia digo”, e claro, o baixo nível a que estamos já habituados e que é já definição de “português” por este mundo fora.

Cada vez mais afastado deste futebol. E cada vez mais gente se irá afastar. Os culpados estão à vista de todos. Continuar a alimentar esta espécie e continuar a alimentar um vírus que está a consumir o nosso grande amor, o Sporting e o Futebol Português. 

Todo este clima é a "porcaria" que muito escaravelho junta para se alimentar. Queremos continuar a alimentar esta porcaria?

 

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publicado às 09:59

A equipa B

por Trinco, em 06.02.17

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A equipa B neste mandato, será porventura o exemplo mais acabado do desnorte que são as políticas desportivas e de formação desta administração.

 

Em 2013/2014 a equipa B num grupo onde apareciam Rúben Semedo, Ricardo Esgaio, Wallison Mallman, Filipe Chaby, Eric Dier, Francisco Geraldes, João Mário, Palhinha e Iuri Medeiros, a administração adquire Sambinha, Hugo Souza, Everton Tiziu, Lewis Enoh, Ousmane Dramé e Matias Pérez e torna-a um depósito do desperdício da equipa A, com Welder, Iván Piris, Shikabala e Salim Cissé entre outros. Orientado por Abel Ferreira, que assume a prefencia na utilização pelo produto de Alcochete, acaba ainda assim a II Liga em 9 lugar, a 9 pontos do campeão Moreirense. Dos contratados apenas Sambinha permanece contratualmente ligado ao Clube

 

Em 2014/2015, onde à maior parte dos jovens da formação referidos anteriormente se juntam, Daniel Podence e Gelson Martins, entram Jorge Santos, Ryan Gauld, Hadi Sacko e Jorge Silva e mais uma vez a equipa é plataforma para despejo das contratações falhadas desse ano. André Geraldes, Ramy Rabia e Salim Cissé fazem mais jogos nesta equipa que naquela para que foram contratados, contando ainda a mesma com vários outros perdidos da equipa A. Classifica-se, mais uma vez baseada na utilização dos jogadores da casa em 5º a 3 pontos do Tondela. Gauld e Sacko mantém o vinculo ao Clube

 

Em 2015/2016, o prémio de ter ficado a 3 pontos do 1º classificado para Abel Ferreira é ver-se despedido no dia a seguir ao 1º treino sendo substituído por João de Deus, um treinador de 38 anos na altura, com uma carreira iniciada como preparador fisico e um percurso de treinador pouco relevante e acima de tudo sem grande pendor formativo. Com a mesma mistura demasiado heterogénea, entram Murilo de Souza, Tomás Rukas e o pouco entendivel regresso a meio da época por empréstimo de Betinho que tinha saído no inicio da mesma. Nenhum dos 3 está presentemente nos quadros do Clube, tendo a equipa classificado-se em 10º lugar a 21 pontos do FC Porto B e 11 pontos acima da linha de água, muito por culpa de um final de campeonato menos tremido e com recurso preferencial aos jogadores formados pelo Clube, depois de ter andado nessa zona na classificação muito tempo.

 

Em 2016/2017, igualmente com João de Deus, invertendo a preferência pela origem dos jogadores, a equipa B vê entrar 16 jogadores. Federico Ruiz, Eduardo Pinheiro, Diogo Nunes, Ricardo Guimarães, David Sualehe, Fidel Escobar, Leonardo Ruiz, Budag Nasyrov, Liam Jordan, Ricardo Almeida, Bilel Aouacheria, Boubakar Kouyaté, Pedro Delgado e mais recentemente Gelson Dala, Ary Papel e Merih Demiral. Destes, alguns já foram emprestados a outros clubes e não menos de 4 estão emprestado por outros clubes ao Sporting. A equipa encontra-se à 25ª de 42 jornadas no 19º lugar a 30 pontos do líder Portimonense e 2 abaixo da linha de água.

 

Em resumo, num Clube que diz apostar na formação, em 4 épocas, entraram 39 jogadores para a equipa B e 9 dos contratados para a A, fizeram mais jogos por esta equipa que por aquela que motivou a sua contratação. Dos 13 jogadores contratados especificamente para a equipa B nas primeiras 3 épocas deste mandato, apenas 3 permanecem ligados contratualmente ao Clube e dos 9 contratados para a equipa A que fizeram mais jogos da equipa B, apenas 1 ainda permanece com vinculo ao Clube.

 

Se isto faz sentido, num Clube que forma e faz a transição para sénior de jogadores como Mauro Riquicho, Rúben Semedo, Tobias Figueiredo, Eric Dier, Michael Pinto, João Mário, Filipe Chaby, Wallyson Mallmann, Edelino Ié, Matheus Pereira, João Palhinha, Ricardo Esgaio, Iuri Medeiros, Carlos Mané, Daniel Podence, Domingos Duarte, Francisco Geraldes, Fábio Martins, Gelson Martins, Luís Eloi, Ivanildo Fernandes, Rúben Ribeiro, Rafael Barbosa, Bubacar Djaló, Cristian Ponde, Ronaldo Tavares, Pedro Empis, Bruno Paz, Elves Baldé, Ronaldo Tavares ou Pedro Marques, deve me estar a falhar alguma coisa.

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publicado às 09:45

A pujança e os contextos

por Trinco, em 05.02.17

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Azevedo de Carvalho tudo têm feito para difundir a imagem do milagre económico-financeiro e da pujança na capacidade para fazer frente a tudo. São colchões. mantas, duplas almofadas e demais roupa de cama.

 

A realidade no entanto, essa ingrata, trata de demonstrar o fantasioso dessa narrativa. Depois duma época a gastar €1M por semana (e a utilização desta unidade de medida serve apenas para mostrar o aberrante da situação) em salários de toda a estrutura do futebol profissional, acharam-se na situação de aumentar a aposta, sem grande respeito pelo rigor com que também gostam de encher as prosas, fazer um aumento da aposta para €1.3M por semana. E fizeram-no apostando em jogadores pouco capazes sem grande relação com as reais necessidades da equipa. Foi contratar por atacado, porque sim.

 

Acontece que, chegado ao mercado de Inverno, com a equipa quase sem objectivos que se afastem da conquista de um acesso às competições europeias e a defesa da honra e história, com vários erros de casting e gritantes lacunas que duram há várias épocas. o mais que consegue é fazer uma contenção de estragos aliviando o lastro de alguns pesos mortos escolhidos a dedo por administração e treinador e fazer regressar uns quantos emprestados formados na casa, naquilo que ridiculamente querem fazer passar como aposta na formação. Nem um Soares. O que, diga-se, se já noutros tempos seria difícil, agora piorou substancialmente de tão más, conflituosas e condicionadas que tornou as relações com os clubes nacionais

 

Ainda bem. do ponto de vista da "eleitoralice" de Azevedo de Carvalho, que o R&C do primeiro trimestre da SAD, só sai a seguir às eleições. Haverá lucro (mal fora, com as vendas de João Mário e Slimani), mas os gastos com pessoal identificarão com clareza a dimensão do iceberg de encargos construido por esta administração.

 

Mas ainda há os contextos. Fazem-se regressar 3 jogadores que jogavam habitualmente nos seus clubes de empréstimos, que muito provavelmente passarão a ser apoios de  treino e aquecedores de banco para trabalhar com um treinador que acha que formação é culpar os mais novos nos desaires ou passar épocas inteiras sem lhes ligar para os colocar a titular nos jogos mais difíceis. E há o contexto eleitoral que se dispõe a queimar estes jogadores para passar uma imagem de aposta nos jovens. E o contexto das responsabilidades que nunca são de quem criou estas circunstancias mas sempre, sempre de factores externos.

 

O rumo é errático, temos um ano zero a cada inicio de época, o que vem de fora a preços absurdos é sempre "bom" mas é o que está dentro, na maior parte dos casos desde antes de 2013, que acaba por equilibrar as coisas. Apesar de todos os contextos.

 

Azevedo de Carvalho disse em 2013, no principio das sua 1ª época que a medida do seu sucesso seria ser campeão. No mandato. Não tendo sido, é um insucesso. E não lhe fica nada bem, além de não assumir qualquer falhanço ou responsabilidade sobre o mesmo, nem contornar ou sacudir do capote as constantes insinuações de promessa de conquista que fez, até há bem pouco tempo.

 

Como não lhe fica bem, afirmar agora que a eventual vitória do rival, o alvo maior da sua atenção desde sempre, não lhe assiste esquecendo-se do que foi a sua acção constante comunicação e que um possível nunca acontecido tetra coincide com o seu triste mandato.

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publicado às 08:48

Champions da (indi)gestão

por Lizardo, em 31.01.17

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Estamos a poucas horas do fecho do mercado e Ryan Gauld e Geraldes, nossos jogadores, que estavam emprestados ao Vitória de Setúbal e que por simples birra e capricho foram chamados à sua procedência.

 

Passaram por Chaves, mas por lá não ficaram, malvadas leis estas que existem, redigidas e aprovadas pela generalidade dos Clubes.

Hoje, a poucas horas do fecho de mercado, Gauld e Geraldes correm o sério risco de não poder desempenhar a sua profissão até ao final da época.

Como bem explica este artigo, a situação ultrapassa todos os limites do desnorte e da falta de capacidade de gestão desportiva.

Mas se sobre esse assunto já muitos se debruçaram, faço deste texto uma avaliação deste episódio em comparação com a figura que nos preside.

Só alguém que não defende nem entende o lado humano pode avançar para uma medida desta dimensão. A vida, o profissionalismo dos jogadores, as suas carreiras foram completamente encostadas num plano secundário, colocando em primazia o devaneio histérico e sem sentido de Azevedo de Carvalho.

Pobres e angustiantes horas devem passar Geraldes e Gauld. Os únicos inocentes neste processo, e muito provavelmente os que vão arcar com todas as consequências.

E todo este “filme” é a história da vida de Bruno Azevedo de Carvalho, o seu “eu” sempre em primeiro lugar, com decisões por impulso, renegando e desprezando os danos colaterais, que neste caso são muitos, não só para o Clube, para a sua imagem, para a defesa dos seus valores, e claro, para a carreira dos jogadores.

Que mensagem passa este Presidente com estas atitudes? Que vontade terá um jovem num futuro próximo de assinar por um Clube que os despreza e os avalia como números e meros exercícios contabilísticos. Exercícios esses que muito têm custado ao Sporting, seja no ponto financeiro, seja na vertente de Clube formador.  

 

Bruno Azevedo de Carvalho não tem propósito. Navega à deriva na procura de um farol que lhe vá indicando um caminho. Todos os anos, um novo ano zero, todos os dias uma nova guerra, um novo combate, e claro, derrotas e mais derrotas que são reflexo de vitórias e mais vitórias dos nossos rivais.


Pobres Gauld e Geraldes, que não querem nem merecem este ambiente. Pobre Sporting que não merece este Presidente. Pobres os adeptos, tanto os que andam enganados como os que sofrem com todas estas tramas.


Isto é o Presidente Bruno Azevedo de Carvalho. O que pede expurgas de sócios, que os apelida de ratos e híbridos, que contorna problemas e escreve longos textos na sua conta do Facebook plenos de lugares comuns e sem conteúdo algum.


O que Bruno Azevedo de Carvalho não tinha, começa agora a ter, e de forma forte e cada vez mais assumida, uma oposição dividida em várias vozes, de Severino a Mário Patrício, de Benedito a Pedro Madeira Rodrigues. A juntar a todos estes os Lesados do Carvalho, os que com ele privaram e se aperceberam estar envolvidos numa das suas maiores asneiras de vida, e claro, os Sócios, que felizmente a cada dia que passa são cada vez mais a rebelar-se contra o "novo Sporting".


Faltam poucas horas, e Gauld, o novo Messi, e Geraldes, o futuro lateral da nossa Seleção, estão sem Clube.


Eis a Champions da Gestão, seja do ponto de vista desportivo, financeiro e acima de tudo, a gestão humana e de imagem de um Clube com mais de cem anos.

Basta!

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publicado às 13:56

Nada a ver...

por Trinco, em 28.01.17

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Diz o nosso extremamente bem pago treinador. 

 

Que o regresso de Palhinha, Geraldes e Podence (fica por aqui? ) nada tem a ver com o momento do Clube.

 

Nada a ver é com formação e aposta na mesma. Esta movimentação de regresso de formados nada mais tem a ver que com a vontade de encenar uma imagem de "aposta nos miúdos" bem a tempo das eleições e tapar os buracos dos que pretendem desesperadamente "trespassar", na imperativa necessidade de aliviar lastro económico.

 

Alguém acredita que estivesse o Clube a lutar pelo campeonato, ainda na taça e na Liga Europa, isto aconteceria?

 

Isto não é formação. E muito menos aposta na formação. Ser coerente nestas opções é algo fundamental para potenciar o desenvolvimento destes jovens.

 

No inicio de época ficavam no plantel asseguravam. Iuri, Podence e Palhinha ficavam no plantel dizia o treinador em Julho à Sporting TV.

 

Mais tarde, com o contentor de estrangeiros de qualidade duvidosa mas que havia necessidade de justificar, considerou-se que não teriam espaço e saíram.

 

No Belenenses, Moreirense e Boavista eram opção regular, afirmando-se até como peças fundamentais das estratégias das respectivas equipas.

 

Em Janeiro regressam para quantos jogos jogarem? Em quantos dos 16 jogos que miseravelmente nos faltam eles serão aposta? Quantos minutos farão nos 1440 minutos que faltam jogar? Jogos que, lembre-se, terão, fruto do momento da equipa e dos objectivos ainda alcançáveis, um peso competitivo e  emocional acrescido.

 

Depois, sendo o mesmo treinador que formou um plantel de 30 jogadores em que um terço nunca contaram verdadeiramente para as escolhas e em que apenas 7 poderiam ser efectivamente considerados da formação (não aceito que Beto seja considerado da formação pelo menos na concepção da aposta nesta), ainda tem a arrogância vaidosa de falar que em 21 jogadores (presume-se que será o numero de jogadores a 1 de Fevereiro), 11 (sim, inclui o supracitado Beto) serão da formação. Conta nestes com o Matheus que pouco ou nada contou para ele até agora?

 

Como já várias vezes escrevi: Só se engana quem quer ser enganado!

 

Foto: Bruno Colaço/Record

 

P.S. O escrito nada tem a ver com a opinião sobre o valor dos atletas que há muito defendo deveriam ter um tratamento, enquadramento e apostas diferentes na política desportiva do Clube.

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publicado às 09:02

A importância dos "Lesados do Carvalho"

por Lizardo, em 12.01.17

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Pedro Madeira Rodrigues está decididamente na corrida. Começam a surgir os primeiros ecos de apoio de uma grande falange de Associados descontentes com o rumo que o Sporting tem seguido nos últimos anos.

Pedro Madeira Rodrigues, alem de jovem e conhecedor da realidade do Clube, tem passado como atleta e mais que tudo isso, compreendendo o Sporting como Clube Empresa, tem a bagagem profissional que o coloca em primazia e sem muitas dúvidas das suas reais capacidades para desempenhar o cargo de Presidente de tão grande e centenária instituição como o Sporting Clube de Portugal.

 

A juntar a tudo isto Pedro Madeira Rodrigues pode e deve romper totalmente com o registo do passado, onde os nomes se repetem e se sucedem nos mais diversos cargos. O Sporting implora por sangue novo, gente com novas ideias e visões, e só com gente desta natureza o Sporting pode realmente avançar para a rutura tantas vezes prometida e sempre sonegada logo à partida, como é disso revelador estes quatro anos de Bruno de Carvalho e a continuidade e o repescar de alguns nomes muito ligados ao Roquettismo, como Ricciardi, nesta nova candidatura do atual Presidente.

 

Pedro Madeira Rodrigues deve também saber rodear-se dos “Lesados do Carvalho”, gente que esteve com Bruno desde 2011, que esteve na direção desde 2013 e que foram abandonado o barco à deriva, devido à incompatibilidade e à loucura instalada, ao despotismo e acima de tudo, ao total desvirtuar das promessas de rutura que ficaram na gaveta. O rumo seguido foi o inverso do prometido, o navegar à deriva, o ano zero de forma consecutiva, ano após ano.


A somar a tudo isto as centenas de Associados que desde sempre, e de forma publica e corajosa, mesmo sendo ameaçados e devassados, deram a cara contra o rumo presente, que não se identificam com o tom e a forma, que andam de rastos perante o cair do nosso ADN principal, a formação.

 

O Sporting tem a oportunidade de mudar rapidamente de rumo, e todos devemos ter consciência e perceber a oportunidade que José Maria Ricciardi identifica em Bruno de Carvalho. Um Presidente sem eira nem beira, um homem cada vez mais isolado, que está a hipotecar o futuro da SAD. Caminhamos a passos largos para perder o controlo do Sporting, e aí sim, e poderá ser verdade, ou o Ricciardi ou o caos, e essa opção será entregar o Sporting a um dono. Votar em Pedro Madeira Rodrigues é fundamentalmente impedir que esta estratégia de emissão de VMOC´S e o peso financeiro que a SAD tem para resolver num futuro próximo não resulte em tragédia. Votar Pedro Madeira Rodrigues é manter o Clube na mão dos Associados. E é importante que todos comecem a perceber porque José Maria Ricciardi, tão abominado pelos seguidores do Carvalhismo a certo ponto, é hoje um Anjo Gabriel defendido por todos e presente com toda a honra na Comissão que vai envergonhando os valores do Sporting.

O tempo urge, a Pedro Madeira pedimos gente capaz, ideias diferenciadoras e acima de tudo muita capacidade de transmissão da real mensagem. O Sporting não se governa com chavões, populismo ou no Facebook, precisa de gente capaz e conhecedora da realidade social e económica do país, bem como, de gente vanguardista que coloque o Sporting de novo na frente e no lugar que é seu por direito.

 

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publicado às 12:49


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