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Sete desejos

por Trinco, em 01.06.15

Nota prévia: Este post está a ser escrito no dia 26 de Maio. 5 dias antes do último jogo da época e por isso mesmo não condicionado pelo seu desfecho. E é públicado agora de maneira a não ser acusado de interferir no desfecho, nos festejos ou nas lamentações.

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Acabada esta conturbada época, cheia de altos e baixos, objectivos e expectativas, desentendimentos e quebras de solidariedade, muitos ruídos e silêncios ensurdecedores, tenho para a de 2015/2016, sete desejos. E são seis desejos que têm menos a ver com jogadores, treinadores e tácticas mas muito mais com o que rodeia os grupos de trabalho.

 

Serão porventura utópicos e nada realistas, mas ainda assim tenho-os

 

Em 2015/2016 gostava que fosse possível (e isto é transversal a todos os que vierem a estar envolvidos no futebol):

 

Compromisso. Compromisso com os objectivos declarados, propiciando as condições reais e aproveitando as existentes, para que o cumprir dos mesmos não seja algo ao nível de uma pouco favorável probabilística . Compromisso com o Clube, com o que ele foi, com o que ele é e com o que se pretende venha a ser, no sentido de perceber a realidade e as condicionantes e agir apenas e só de acordo com isso, percebendo e pensando o clube a médio prazo e recusando tentações de comprometer mais do que podemos no momento ter. Compromisso com o grupo alargado que funciona no futebol no sentido solidário do mesmo, pondo de lado, ou baixando o tom de derivas egocêntricas e a conflitualidade latente.

 

Coerência. Coerência na gestão das expectativas criadas, sem sobressaltos, sem venda de ilusões excessivas e acima de tudo com realismo e verdade. Coerência na acção e reacção durante toda a época, sem desvios pouco subordinados a uma qualquer estratégia pouco clara e muitas vezes pessoal ou corporativa ou apenas de acordo com o momento e em resposta directa ao sentir social do Clube. Coerência nas apostas e na politica desportiva do futebol do Clube, entendida transversalmente, que emita uma mensagem correcta para a formação e para os formandos.

 

Capacidade. Capacidade de ser rigoroso nas apostas, evitando desperdício, minimizando o erro de avaliação e a dependência de opiniões externas à estrutura, na maior parte das vezes com interesses pessoais, e evitando a redundância de meios apenas para "mostrar" qualquer coisa. Capacidade de colocar o nós à frente do eu, o Clube à frente dos nomes pessoais, por mais importantes que sejam ou se achem ser. Capacidade de defender todo o grupo de trabalho e de lidar com a pressão.

 

Competência. Competência na liderança, percebendo que esta deve ser o mais estável e segura possível na forma e conteúdo, na acção e no discurso, estimulando os outros a serem melhores pelo exemplo. Competência no planeamento e na gestão, fazendo das fraquezas forças, potenciando-as. Competência para encontrar sempre as melhores soluções para os problemas e escolhos que se nos atravessem no caminho. Competência para se perceber o papel de cada um. Competência para ser melhor e falhar menos. Competência para ser consistentemente o melhor que consigamos ser. 

 

Coragem. Coragem para dizer a verdade, sempre. Coragem para decidir. Coragem para encaixar. Coragem para saber perder. Coragem para saber ganhar. Coragem para aprender e corrigir.

 

Consciência. Consciência do que é o Clube. Que não nasceu ontem, que fará no próximo ano 110 anos, com um historial riquíssimo e uma memória que é desígnio de quem o serve, honrar. Quem não o fizer, está a mais!

 

E que tudo isto se traduza em Conquistas!

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publicado às 20:30


4 comentários

De Anónimo a 01.06.2015 às 23:30

A próxima época para mim é muito simples e reveladora. Muito bem, o Sr. Bruno de Carvalho quer o protagonismo todo para si e não aguenta que haja outros intervenientes no clube que tenham o afecto do sócios. Então está OBRIGADO a contratar um treinador SUPERIOR ao Marco Silva para o substituir. Afecto tenho pelo clube, não tenho, nem nunca tive, por dirigentes. Por isso na próxima época ou o "Bruno" prova ser um grande dirigente, ou afunda-se e fica mais perto de ir embora, e pessoalmente não me chateio nada com isso. Por isso, para mim não há "stress": ou o gajo nada e com isso ganha o Sporting, ou afunda e desampara a loja, e assim não se perde tudo.

De Trinco a 02.06.2015 às 09:33

Pessoalmente acho que a coisa é mais profunda que a simples escolha de um treinador...

De Anónimo a 02.06.2015 às 12:01

É mais fundo é, mas isso não me interessa nada. Estou-me borrifando para o Bruno de Carvalho. A seguir a ele vem outro presidente, como antes já houve muitos outros. Eu não tenho dores por dirigentes, muito menos por este. Se fizer asneira vai embora. A partir de agora não há desculpas. Vai uma aposta de quando ele vai fugir do banco a partir da próxima época, quando começar a ouvir da central? Que pena, not.

De Trinco a 02.06.2015 às 12:18

A mim interessa. Estes desejos são princípios. Princípios transversais, seja qual for o treinador, seja qual for o presidente. E o que vejo é que em muitos casos eles são postos em espera ou manobrados (evitei a palavra geridos de propósito) conforme outros interesses que não os estritamente do clube.

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