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Sem dinheiro não há palhaços?

por Lizardo, em 17.08.16

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A janela de transferências é um dilema para as Ligas mais pequenas e em especial para os três grandes. Muitos são os jogadores com propostas para sair, muitas delas ridículas, apoiadas em exclusivo na projeção profissional e no glamour de propor aos jogadores a experiência de jogar nos mais competitivos e espetaculares Campeonatos Europeus.

No Sporting vive-se exatamente o mesmo dilema de sempre. Tudo se sabe, todos os jogadores querem sair, todos exigem melhorias de contrato, todos procuram “dar o salto” para Espanha, Inglaterra, Alemanha ou Itália. Portugal é cada vez menos um destino de início de carreira, e como é exemplo disso, muito poucos são os jogadores sul-americanos e em especial os nossos irmãos brasileiros que chegam a Portugal decididos a afirmar o seu futebol e rumar a outros destinos.

E é aqui que reside a questão, o que é hoje a nossa Liga?

Como vê o jogador estrangeiro a liga portuguesa, sabendo à priori que vai jogar numa equipa com pouco impacto mediático na europa, com poucos minutos nas competições europeias, e claro, jogar em campos cheios de cadeiras vazias e muitos completamente datados e afastados do que é a realidade do espetáculo do futebol atual na europa?

O nosso Campeonato está pior. Cada vez mais nivelado por baixo, e está-se a transformar numa Liga de “apoio social” a jogadores que prometeram muito e foram caindo de forma ou que em algum momento da sua carreira tiveram um problema e têm que começar de novo.

Adrian Lopez, Brian Ruiz, Coates, Aquillani, Jonas, Julio César, revelam isso mesmo, um campeonato que inverteu a sua tendência de apresentar futuras estrelas como Duscher ou Di Maria, David Luiz ou Falcão, para se transformar num espaço de final de carreira ou de tentativa de revelar capacidades ainda presentes, trabalhando estes jogadores para um contrato milionário nas Arabias ou nos Estados Unidos.

Estes indicadores revelam uma importante mensagem. É na formação que continua a residir o futuro e a capacidade de encaixe financeiro dos Clubes.

Vencemos um campeonato da europa graças à formação de excelência dos nossos três grandes. E atualmente assistimos exatamente ao aposto, no Porto temos um André Silva a querer apresentar credenciais, no Benfica depois da saída de Renato Sanches temos um Horta e em Alvalade podemos dizer que temos Rubén Semedo na pole position para se afirmar em definitivo. Pois Gelson joga porque não tem concorrência, Matheus está fora do baralho, Podence, Iuri, Palhinha entre outros nem contam para compor o ramalhete.

 

Posto isto, a duas semanas do fecho do mercado é inevitável a chegada de uma mão cheia de jogadores estrangeiros ao Sporting.

A forma como se está a alongar o processo negocial sobre a hipotética venda de João Mário revela muita da dificuldade em negociar deste Sporting.

A ausência de reforços de qualidade revela que não existiam quaisquer almofadas financeiras.

E ontem, falava-se que a Doyen, pode estar envolvida de forma indireta nos negócios do Sporting, atrasando e impondo burocracias, tudo com prejuízo para o Sporting, dificultando e encurtando o prazo negocial para a chegada de novos atletas a Alvalade.

Tudo começa a fazer sentido com o passar dos dias. Notícias de dívidas a jogadores, como foi o caso de Teo, festas e alegrias pela saída como foi o caso de Barcos, a venda surreal pelos valores ainda mais surreais de Montero, e notícias de dividas ainda por saldar, já confirmadas pelo Sporting sobre o negócio Ruiz.

 

Somando tudo isto, olhando para a nossa formação debilitada e sem grandes esperanças nos próximos anos, olhando para o nosso plantel, onde os jogadores portugueses, cada vez menos, são a espinha dorsal de um plantel sem concorrência interna, avaliando a dificuldade em contratar jogadores de qualidade, sem dinheiro, e com vários problemas, recorrentes, no balneário, a próxima época promete ser um circo mediático que vai continuar a ser ocultada com comunicados bacocos contra o rival Benfica.

 

Na gíria popular afirma-se de forma certa que “sem dinheiro não há palhaços”, mas na verdade, neste Sporting, mesmo sem dinheiro o que não faltam são números de circo com periodicidade diária a alimentar a sanha e a conversa de balcão de taberna.

Em ano de campanha eleitoral, o Sporting está de nariz vermelho e na dianteira da comédia.

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publicado às 10:22


2 comentários

De comentador desportivo a 17.08.2016 às 16:10

Caro Lizardo

Muito bom post.

E é aqui que reside a questão, o que é hoje a nossa Liga?

A nossa liga baixou de qualidade, como diz e bem é uma liga secundária com pouca exposição mediática.

Para ter uma noção, na década de oitenta e noventa, pagavam-se ordenados de 500 contos para cima na segunda divisão.

Hoje não se paga isso em muitos clubes da primeira divisão.

Em relação ao Sporting, estou de acordo com a sua análise.

De Pedro a 17.08.2016 às 17:52

A critica neste blogue é constante não somente a direccao, mas sim ao Sporting C. Portugal.

Sportinguistas destes longe, e podem ir para o outro lado da segunda circular lampia, tal parece cada texto....

Bem Haja

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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