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Saudades do Meu Sporting

por Lizardo, em 29.09.15

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Saudades do meu Sporting.

Daquele Sporting que jogava no velhinho Alvalade ou na Nave, que no inverno a um domingo, muitas vezes já longe dos títulos, lá metíamos 40 mil à chuva e ao frio. Era uma família. Um grupo de amigos e de verdadeiros leões que seguraram um Clube que durante quase duas décadas não ganhou um campeonato.

Saudades daquele Sporting que se unia, que sem estações de Metropolitano no Chiado se juntava no Restauradores ou no Saldanha, que juntava adeptos da Margem Sul e de diversos pontos de Lisboa e do país e em enormes passeatas chegávamos juntos ao Estádio de Alvalade.

Saudades de ver os atletas a treinar junto dos Adeptos e dos Sócios nos campos junto ao Estádio, de ouvir as conversas e os boatos dos mais velhos que ali faziam a sua vida.

Saudades de defender o Sporting com toda a força, fosse entre amigos ou familiares, na escola ou no trabalho, nos cafés ou nos transportes. Quando o Sporting entrava na conversa tinha que imperar o respeito.

E é esse respeito, o último grande valor que fez o Sporting continuar a ser um grande no desporto em Portugal que acabou de cair.

Agora o Sporting está entregue à falta de cultura. Está entregue à mentira. Vive no desnorte. Aponta a tudo e todos a raiz dos problemas e não consegue olhar para Si mesmo.

Vivemos tempos de delírio paranoico, um Clube cada vez mais dividido, falido, a perder a sua identidade.

Os tempos de crise que afetam todos os Clubes e que não são novidade, revelam que só uma postura forte e um líder capaz conseguem manter o Sporting no topo, a ser respeitado, a ter uma voz credível e a merecer o reconhecimento nacional e internacional de todos os adeptos do desporto.

O que temos hoje é um Clube gerido a uma só voz. É verdade. Mas uma voz brega, cega, autista, sem valor, sem caminho e sem estratégia.

Temos um líder focado na sua imagem. Que tem pesadelos com quem o enfrenta ou critica e que tem numa legião de pequenos anões os fazedores de presentes para distribuir nas redes sociais.

A figura do presidente está cada vez mais beliscada. Saiu muito melindrado da última AG onde disparou para o residual tentando lançar areia para os olhos evitando comentar o fundamental:

Pavilhão, está pago? Sim! Como, com que dinheiro, garantia bancária da Galp?

Carrillo, Dier, Illori, Bruma, Cédric, André Martins – Porque não conseguiu renovar com um jogador que fosse?

Caso Doyen – Vamos perder? Se sim como vão ficar as finanças e como vamos resolver o FairPlay Financeiro?

Obras na Academia, é verdade que se adjudicou a obra à JJ Tomé e à sua Tecniarte e que depois não se avançou para a obra, estando agora a pagar pequenos ajustes para compensar esta quebra de contrato?

Liga e FPF – Qual é realmente a posição do Sporting nesta matéria? Estamos de mãos dadas com o Fantasma do Passado Pinto da Costa, estamos bem, portanto?

3 anos no futebol 3 treinadores – Despediu-se Marco Silva da forma mais cobarde possível, um jovem treinador que se viu envolvido num rol de mentiras, muitas delas postadas nas redes sociais via funcionários do Clube ou da Young Network, propriedade de um Vice Presidente do Clube, Quintela, que muito reza para que não lhe tirem a gestão das Redes Sociais e a Criatividade dos vários suportes de comunicação.

Shickabala, Rabia, Gauld, Cissé, Enoh, entre tantos outros, verdadeiros flopes que nasceram para ver e não jogar futebol, chegaram pela mão do Presidente e da sua caixa de ressonância Augusto Inácio. Verdadeira gestão danosa. Não geramos mais valias com nenhuma compra até agora e muito nos podemos queixar do rendimento desportivo pela má gestão e preparação de todas as épocas.

As Auditorias foram uma verdadeira bandeira de campanha e depois uma arma de arremesso aos visados. Na medida que foram tornadas publicas, o inevitável desfecho, muita incompetência provada, que todos já sabíamos, com a agravante que se expulsaram Sócios, nomeadamente antigos Presidentes, sem direito a resposta ou a contraditório. Parece evidente que todos os expulsos de hoje terão que ser readmitidos no futuro.

A Academia não vive dias de grande euforia. São vários os pais de atletas que se queixam da falta de apoio, desde o transporte até à pedagogia e à psicologia. Quando o paradigma evolutivo das Academias está cada vez mais virada e focada na formação humana, em Alcochete, com o mestre dos Eletrodomésticos, voltámos à gestão de cinturão em riste e de gritos mudos para revelar poder. Não é nem foi por acaso que muitos jovens saíram, recusaram renovar e muitos não optaram por Alcochete, optando por Braga, Guimarães e os dois principais rivais.

Há muito mais para contar, muito mais. Mas a realidade mais triste é o tom e a forma. O tom do presidente e a forma como divide para reinar.

Criou um monstro durante as campanhas eleitorais. O monstro está hoje fora de controlo. Amanhã será o monstro que vai correr com o Presidente, segundo ecos que se ouvem, pois internamente o ambiente é de crispar e de facadas nas costas. Os Yes Mans do Presidente, são os primeiros a meter a boca no trombone.

Saudades do meu Sporting, daquele Sporting educado, daquele Sporting que mesmo a perder e sem nada ganhar, como agora, me dava a alegria de ser realmente diferente. Uma questão de princípios e de valores.

O novo Sporting, o de Bruno de Carvalho, não é o nosso Sporting. É tempo de começar a dizer basta a tanta falta de educação!

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publicado às 11:43


1 comentário

De Profeta a 29.09.2015 às 12:39

Hoje o Sporting pertence a um miúdo, que governa para miúdos.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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