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Preparação

por Trinco, em 16.03.16

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Depois da torrente "comunicativa" entre 3 e 8 de Março, onde fomos brindados com não menos 11 "comunicações" com não menos que 3.887 palavras, 18.432 caracteres sem contar com espaços, na sua página pessoal institucional de presidente do Sporting, na sua maior parte versando a temática triangular Benfica + Comunicação Social + Árbitros, eis que nos brinda com uma nova série intitulada "A construir o futuro!"

 

Nesta série, Azevedo de Carvalho propagandeia-se a si e ao seu trabalho.

 

Acho legitimo que tenha orgulho do que faz. Até que o publicite, embora ache que não lhe fique bem este tipo de auto-congratulação e que deva o trabalho falar por si.

 

E reconheço trabalho. Bastante até! Não o considero é, na sua maior parte, como algo de extraordinário que justifique o alarido (aceito, condicionadamente algum no tema pavilhão). Quase tudo faz parte da gestão normal e num continuo temporal de um Clube como o Sporting. Não é exactamente ciência aeroespacial nem algo que nunca ninguém tenha pensado ou feito. E conviria é contar a história toda para não passar por master mind único e incontestado de tudo e mais alguma coisa.

 

Começa por referir o Pavilhão João Rocha a crescer, sem no entanto referir que ele só é possível, naquele local pela negociação e protocolo assinado por um ex-presidente, que apenas a 12 de Março o plano de pormenor foi aprovado e só a partir daí poderia crescer, que no próprio procedimento de concurso o processo teve que voltar à estaca zero por causa da elaboração de um programa completamente desfasado da realidade e das limitações impostas, tendo sido necessária a entrada da Ficope para que o processo tivesse ganho alguma substancia e exequibilidade. Isto sem falar da velocidade em que está a ser feito, com evidentes atrasos para o prazo que ele próprio impôs.

 

Depois, vem a extensão por 10 anos do contrato de utilização dos campos no Estádio Universitário de Lisboa, onde aparece na assinatura ao lado de um dos proscritos da Academia, Pedro Mil-Homens que terá sido um dos responsáveis pelo inicio da relação de benefícios mútuos com esta entidade na década passada. Esqueceu-se de informar que a assinatura do protocolo prevê como contrapartida o investimento em infra-estruturas nas instalações do referido espaço.

 

Seguidamente, as obras de remodelação integral do Multidesportivo. Da descrição (e prazo de conclusão) presume-se algo de mais superficial que essencial, porventura mais enquadrável numa prática constante de manutenção dos espaços, algo que já há muitos anos é descurado. A verdadeira remodelação, presume-se, estará prevista para depois. Sim, porque a descrição sucinta não é justificativa dos €380K previstos na angariação da Missão pavilhão que ainda decorre. Esquece-se também de referir que o Multidesportivo tem a certificação internacional de excelência desde 5 de Outubro de 2011, pela EIC. pelo que a Manutenção do espaço mais não é que uma obrigação.

 

Volta ao tema da abertura do Gabinete Sporting Olympics, esquecendo que quando entrou em 2013 ele já existia, nesta ou noutra configuração, com este ou com outro nome, como se comprova na página 27 do Relatório e Contas do Exercício 2012/2013, onde se destacam as presenças dos atletas do Clube. Esquece-se de dizer que ele é criado a escassos meses dos Jogos Olímpicos do Rio e que este tipo de trabalho não se compadece com "escritos em cima do joelho" e que carecem de planeamento a médio e longo prazo.

 

Espero que ainda venha a falar do fosso que foi prometido ser fechado em Outubro de 2013, pelo menos em determinados troços após a queda de espectadores e que até agora nada mais tem que a solução assumida como temporária de umas redes de protecção. Ou do relvado que ainda no último derby nos fez perder pontos. E falando em relvados que o fale também em relação aos da Academia que, mesmo sem as condicionantes existentes no estádio apresentam as mesmas deficiências. Ou da manutenção da mesma Academia que está praticamente no mesmo estado em que foi inaugurada em 2002. Ou ainda das melhorias e novas valências, também na Academia, que chegaram a ter empreiteiros sem nunca ter obras.

 

E já que é de património que, essencialmente, se fala, que também elabore sobre as medidas previstas em programa eleitoral como sejam a "revitalização e expansão da Academia", a "inventariação de todo o património do Grupo Sporting", a "implementação de medidas que permitam o reforço e incrementação do património", a "elaboração de um plano com as directrizes principais a implementar na gestão patrimonial do Grupo Sporting", o "levantamento das situações em aberto no Estádio José Alvalade, susceptíveis de intervenção futura", a "constituição de uma comissão de curadores de património"

 

Tudo isto no entanto gera-me alguma estranheza ao lembrar a sua semelhança com as estratégias politicas nos meses imediatamente antecedentes a eleições. Só que no caso estamos a um ano de distancia. Será?...

 

P.S.1 Sobre património, uma coisa que podia com orgulho referir, é ter conseguido negociar a extinção do Protocolo do complexo desportivo de Porto Pinheiro, em Odivelas, sem compensação ou indemnização à contraparte, seja a que título for.

 

P.S.2 Pena que com tanto escrito, nem a Sara Moreira tenha tido uma palavra de conforto ou solidariedade nem a equipa masculina de corta-mato uma de felicitações.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:41


1 comentário

De Comentador desportivo a 16.03.2016 às 14:02

Com posts desta qualidade, deixam pouco espaço para os comentadores!
Estou a brincar!
Mais um post com a qualidade que nos habituaram, assertivo, coerente e realista.
Não há muito mais a acrescentar.
No geral, o que se pode dizer é que, o indivíduo que está no Sporting tem como programa propaganda.
Não veio acrescentar nada relevante, antes pelo contrário, em muitas coisas veio retirar competências, conhecimento e qualidade.
Noutras quer se apropriar indevidamente através da manipulação de factos, de ter sido o mentor dessas acções.
Em suma, através da manipulação das palavras, com intenção de enganar os adeptos, quer se apropriar indevidamente dos louros, e como disse e bem,muitas destas coisas são normais no dia a dia de um clube, que existiam antes dele e que continuaram a existir depois dele sair.

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