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Ponto de situação

por Trinco, em 19.10.15

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Concordando com o Lizardo, no post "Sopram ventos adversos" mas centrando um pouco mais nas modalidades e no panorama actual e geral das mesmas e menos no futebol e no perigoso clima de guerra criado e alimentado essencialmente do nosso lado com constantes intervenções incendiárias, registando até a infeliz realidade de a resposta estar mesmo a ser dada nos locais próprios como preconizado por outros e esse local estarem a ser os terrenos de jogo (depois das alusões ao volei e ao Carcavelinhos...karma is a bitch), este fim de semana desportivo, apesar de impregnado pelo amargo sabor da derrota, permitiu-me algumas ilações.

 

No Futsal, permitiu-me perceber que, contrariamente ao que aconteceu no ano passado, estamos a par, se não acima do nosso principal adversário. No Andebol, mais uma vez por um golo se perdeu (a eliminatória no caso) mas contra uma equipa de uma liga extremamente forte. No Hóquei, não houve qualidade e maturidade suficiente para contrariar o bi-campeão Europeu no seu ringue. No Basket aconteceu a 1ª vitória no principal escalão de seniores femininos o que será sempre algo assinalável.

 

No fundo, permitiu-me validar as ideias do post de "Arranque", que me faziam estar confiante para escrever:


Pessoalmente, para este ano, uma época positiva passaria por ganhar os campeonatos de Futsal e Andebol, terminar nos 4 primeiros em Hóquei e aceder ao playoff final no Basquete.

 

Mas também, e alargando o espaço temporal de análise, me mantém a ideia que a aposta evidente nos resultados imediatos poderá ser recompensadora já, mas perniciosa a médio prazo.

 

No Futsal, temos uma equipa envelhecida e sem renovação real. É boa, muito boa para a realidade nacional, mas quando passar o seu prazo de validade, lá estaremos novamente a ter que contratar forte e caro.

 

No Andebol, ao envelhecimento, acrescenta-se a infeliz manutenção dos bloqueios inexplicáveis que nos fazem perder jogos de confronto directo. Sobre isto, preocupou-me muito mais a derrota com o FC Porto para a Liga que a de Sábado para a EHF

 

No Hóquei, tido por muitos como a nova bandeira da raça, preocupa-me o desequilíbrio entre o que efectivamente são (e que acrescentam com a raça) e o que lhes é implicitamente pedido. E não é a vitória na supertaça que me faz mudar esta expectativa.

 

No Basquete, que vive no limbo de ser ou não uma modalidade oficial o caminho seria sempre muito difícil e temo sobretudo pelas consequencias que um eventual fracasso possa trazer à sua existência.

 

E depois temos a formação. Em todas, me parece que cada vez mais somos apanhados ou ultrapassados (e não são os últimos resultados que me fazer ter esta ideia) e que acima de tudo falhamos nos seus objectivos (um pouco menos o Andebol, por via das circunstancias dos cortes dos últimos anos e o Futsal por força dos regulamentos) de alimentar os planteis seniores de maneira sustentada, sendo que quer no Hóquei, quer no Basquete, a mesma nem se encontra na esfera do Clube.

 

Pessoalmente, atribuo isto à falta de uma politica desportiva transversal às modalidades do Clube onde cada modalidade se vai gerindo mais ou menos alheada de tudo o resto e em que as opções se vão fazendo demasiado casuisticamente (que falta faz uma direcção geral das modalidades) e à constante guerra entre o resultado e a sustentabilidade, que não poucas vezes se desencontram tragicamente. E quer-me parecer que foi esse o caso este ano com os investimentos avultados nos orçamentos, pensando mais no agora e menos no depois, no que, esperando-me enganar, originará um desequilíbrio a prazo difícil de gerir.

 

P.S. No Futsal, não esquecer que Nuno Dias, para mim o melhor treinador Português, termina contrato este ano!

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publicado às 15:19


2 comentários

De Fernandes a 19.10.2015 às 18:19

A última vez que o clube venceu dois campeonatos de pavilhão na mesma época foi em 2001, já lá vão 15 anos...

A partir daqui se conclui que uma época positiva significa vencer o campeonato de andebol ou futsal. Vencer ambos seria histórico.

De resto estou de acordo com a falta de uma estratégia global, mas isso é muito relativo. O porto, com a direcção actual, venceu 40 campeonatos e dois troféus máximos no hóquei (mais de 1 por época, em termos estatísticos).

A ideia que tenho é que o investimento está ser cortado em demasiadas fatias, o que é prejudicial ao sucesso desportivo. Até parece que o objectivo principal é participar nos campeonatos e não vencê-los.

De Trinco a 20.10.2015 às 10:18

Por acaso não analisei por esse prisma. Vencer ambos seria sempre histórico, independentemente do tempo que passe sem que se consiga. No caso de ambos, analisei pelo momento das equipas (e essa avaliação foi feita antes da época começar). No Futsal, mantenho que sinto a equipa melhor. Precisa melhorar, mas já está inegavelmente mais forte que a da época passada e, com o jogo deste fim de semana no absoluto mínimo a par do principal adversário (e até acho, como escrevi, que está melhor e que tem maior margem para se fortalecer). No Andebol, na confiança que o novo treinador consiga inverter o paradigma de falhanço e de "quase" que tem perseguido a equipa. Já houveram situações que provaram o contrário. Ainda assim, acredito.

A estratégia global poderá ser relativo se houver capacidade financeira para torrar dinheiro, ano após ano. E nem isso é sinónimo de vitórias, como é caso evidente do carnide até há uns anos atrás. Pessoalmente, considero que uma estratégia transversal, em que as modalidades sejam pensadas no seu conjunto e a um prazo razoável, nas suas vertentes de competição e formação, nos fará sempre estar mais facilmente e mais perto de sermos os melhores.

Sobre os orçamentos, este ano, na alínea de honorários, houve um aumento de mais de €1M em relação ao do ano passado (http://diadoclube.blogs.sapo.pt/?skip=10&tag=or%C3%A7amento). Suspeito é que o mesmo foi gasto, e é também disso que dou conta, no investimento de retorno imediato e menos no pensamento a prazo das modalidades...E é (também) isso que me preocupa e me faz lembrar alguns vícios da "polytik"

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