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Muito se tem falado de comunicação. Mas muito pouco se entende o que é e o que faz, o que promove, o que antecipa e o que tenta evitar.

Nos dias de hoje as redes sociais são mais um meio nas demais ofertas, jornais, tv´s, rádios e outros formatos, a comunicação hoje em dia viaja a uma velocidade tremenda, chega quase em tempo real aos seus targets e promove as mais diversas disposições.

E é sobre essas disposições que vamos hoje meditar e sobre a comunicação do nosso Sporting.

 

Um ponto claro como a água, a entrada da Empresa de Luís Bernardo e a colocação de Mário Carneiro a dirigir todo o departamento foram uma boa jogada. Uma equipa experiente, sabedora e acima de tudo, pródiga e muito eficiente em Public Affairs, algo que o Sporting tinha perdido nos últimos anos, envolvendo-se em Si mesmo e sempre com os mesmos.

Nada muda num só dia, mas num só dia começam muitas mudanças.

O Clube está mais profissional nesta matéria de comunicar, no seu relacionamento com os órgão de comunicação social, na forma como pressionamos, ou não, diretores e outros redatores nas redações de jornais.

Há muito tempo que os três jornais desportivos não recebiam tantas “palmadinhas nas costas” como hoje do Sporting. Existe a clara reciprocidade, tu pagas para eu falar bem!

Nem tudo está bem, como é por demais evidente, o Jornal Sporting continua moribundo, apesar dos elogios ao seu Diretor, que aqui também os partilho, o Canal Sporting continua a dar os primeiros passos, mas já deveria tentar andar sozinho.

 

As redes sociais continuam a ser pessimamente mal geridas. O Sporting no Facebook existe num formato de guerrilha ignóbil e até intelectualmente deselegante e ignorante. Como é apanágio desta Rede, de tudo se fala, mesmo do que não se sabe. E quando se fala do que não se sabe, o mais fácil é partir para o insulto e para níveis que envergonham 100% dos vendedores do Bolhão ou de qualquer outro Mercado ou Lota deste país.

Mas em traços gerais a comunicação está bem e nota-se melhorias evidentes. Os Jornais estão efetivamente mais amigos, o José de Pina e o Inácio sabem bem o que falar, Rui Oliveira e Costa tenta-se lembrar, José Eduardo é mais fraco comentador do que foi jogador, e Rogério Alves espalha perfume todas as segundas-feiras. Verdade seja dita, há uma linha condutora que bem avaliada facilmente conseguimos compreender os ou o briefing que receberam.

E é este o grande poder da Comunicação nos dias de hoje. Ora vejamos:

Nunca na história da SAD do Sporting se correu um risco tão bárbaro e quase inevitável de perder a maioria da SAD como agora.

BCP E NB, diz quem esteve na AG, mesmo sem ser acionista, que estavam mandatados para votar contra o alargamento do pagamento das VMOC´s.

Diz quem esteve presente que o clima ultrapassou todos os limites da educação e do relacionamento entre pares. Fale-se até em ameaças complicadas.

A presença de membros das claques do Sporting revelam esse mesmo medo. E claro, quem esteve presente já tratou de desenhar tudo o que viu e ouviu.

Podemos perder a maioria da SAD! É real!

E qual é o debate atual? Jesus, Bruno o rei dos Presidentes, Teo na praia e pouco mais.

Um dos mais importantes temas do presente e futuro do Clube e da SAD está completamente opaco e camuflado com ruído.

E é aqui que eu volto ao tema inicial, para aplaudir esta equipa da comunicação, pois não há assunto mais importante no Sporting que perder a sua autonomia. E que bem têm escondido este tema dos associados.

Esperemos todos que no final da semana as boas notícias continuem. E se assim for, teremos três grandes capas a afirmar que a SAD É NOSSA.

Até lá, vamos ridicularizando o ridículo do Guerra, vamos construindo guerras com o Rui Vitória e vamos assistindo de cadeirinha às guerras de Alecrim e Manjerouna entre Bruno de Carvalho e os “burros” que têm que ser purgados do Sporting.

A SAD é nossa. Sempre será. Ou não. Se faz sol vamos se calhar de manga curta. Se fizer chuva vamos de chapéu de chuva, mas não nos altera aquilo que são os nossos objetivos do dia-a-dia.

PS: No passado criticava e muito o chamado “projeto da formação”, que constava nada mais nada menos em lançar Jovens de Alcochete para a fogueira quando não tínhamos soluções ou dinheiro para ir ao mercado comprar Pongolles ou outros flops. Depois esses jogadores chegavam e rapidamente encostavam os nossos jovens no banco. Alguns até chegaram a desaparecer sem chama nem glória, como Lourenço, André Santos ou o primeiro bebé proveta Carlos Saleiro. No jogo contra o Braga um Bruno César que vinha de um grande jogo em Setúbal encostou Gelson e também Matheus. Acho que esta gestão deve ser bem ponderada. Depois choramos que “eles” são uns ingratos.

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publicado às 19:29


5 comentários

De Profeta a 12.01.2016 às 22:08

Se o Sporting perder a maioria da SAD, de alguma forma o Bruno de Carvalho também terá responsabilidades? Podemos dizer cobras e lagartos dele, mas nisso, creio que não...

De Lizardo a 12.01.2016 às 22:14

Profeta, na minha opinião tem culpas. Não as totais, como não tem os méritos isolados das suas vitórias.

Estas VMOC´s existem há mais de uma mão cheia de anos. O Presidente não chegou ontem, chegou em 2013.

Ou cumpre, ou tenta negociar, a bem e com elevação. Desta forma, se a Banca recusar o alargamento do prazo, o presidente tem muita culpa no cartório.

De Leão Zargo a 12.01.2016 às 22:11

Lizardo
De facto, impressiona como é que esta situação tão perigosa e que pode determinar que o Sporting-Clube perca a maioria na Sporting-SAD vai passando por entre os pingos da chuva como se nada fosse.

Afinal, o que é que nós, os sportinguistas, pretendemos: um Sporting eclético e dos sócios ou um clube empresa sem sócios e exclusivamente de futebol?
Já agora, será bom sublinhar que aquela Assembleia Geral que conduziu às eleições em 2013 não seria possível num Sporting-Clube sem maioria na Sporting-SAD. É que os accionistas da Sporting-SAD encarregar-se-iam de invalidar a decisão dos sócios na AG do Sporting-Clube.

É difícil perceber que é isto que está em jogo?

De Lizardo a 12.01.2016 às 22:17

Quero acreditar na minha inocente personagem de simples Sócio que a Banca não tem interesse algum na SAD. Tem sim interesse em ver saldada a sua dívida. E isso é que poderá estar em jogo, numa altura em que o universo financeiro está de rastos, quem tem a faca e o queijo na mão é um grupo muito complicado. Esperemos que não existam de facto outros interesses ocultos ou outras jogadas de bastidores. Mas assusta-me este chegar a este ponto. Na minha opinião, um dos capítulos mais negros da época Azevedo de Carvalho.

De Leão Zargo a 12.01.2016 às 22:30

Tens razão. Parte da minha esperança também passa pelo que dizes relativamente ao interesse da banca credora, mas receio por estratégias de elevada “subtileza”.
No fundo, não podemos ficar a problematizar uma espécie do Princípio de Murphy, considerando que aquilo que pode correr mal, afinal de contas vai correr é bem por qualquer tipo de intervenção divina.
E a responsabilidade executiva e moral é do candidato à presidência que em 2013 se comprometeu a defender a maioria do Clube na SAD.

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