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Pedra angular

por Trinco, em 20.05.16

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Foi ontem anunciada uma extensão/renovação de contrato com Jorge Jesus. Do ponto de vista estritamente desportivo, apesar de tudo, ainda bem. Que tire ilações do que foi a sua conduta e postura e perceba que está lá para fazer aquilo em que verdadeiramente se distingue que é treinar e orientar a equipa.

 

Estas renovações em fim de época e bem antes dos términos dos contratos, sendo relativamente normais, servem essencialmente para reforçar apostas e acima de tudo para reforça a confiança no trabalho do treinador. Só que isto, quando  acontece em épocas falhadas, acontece acima de tudo em clima de contestação ao treinador. Pinto da Costa é useiro e vezeiro nessa estratégia, Luís Filipe Vieira também o fez num momento particularmente difícil com o mesmo Jorge Jesus.

 

Ora o que acontece é que não havia contestação ao treinador. Nenhuma! O que esta renovação comunica é receio de perder o treinador e uma resposta desesperada à pretensa proposta irrecusável do Porto. Clima esse que foi sendo cozinhado em lume brando ao longo do ano pelo próprio Jesus, em variadíssimas declarações de disponibilidade. Neste momento, cinicamente, e sabendo o apreço que tem às verdes, que não as camisolas, fica até a dúvida da real existência da proposta e a hipótese de tudo não ter passado de uma encenação partilhada.

 

Mas este receio demonstra também a fragilidade da SAD e sua administração, que se coloca nas mãos de um treinador, colocando-o numa posição que nunca nenhum outro esteve. Ele foi promovido neste momento a pedra angular da estrutura que suporta e sem a qual a derrocada é certa.

 

Assim, Jesus terá conseguido aquilo que nenhum outro funcionário de uma empresa competitiva conseguiria. Numa época em que falha objectivos, recebe de prémio um aumento de 20%. E até não me custa acreditar que com poderes reforçados e algum tipo de garantia de investimento e/ou manutenção de algumas peças fundamentais.

 

E mais, não estranharia nada que este novo contrato especificasse algumas razões passíveis de serem justificação para rompimentos de contrato, sem direito a indemnizações. Como por exemplo chegar a Setembro sem contratações que garantam real competitividade e verdadeiras hipóteses de sucesso na comparação com adversários. Sim que a liga será tremendamente mais difícil de ganhar na próxima época, pois conjugam-se factores que assim o indicam. Um Benfica a tentar um tetra inédito e um Porto em seca prolongada. E Jesus não estará disposto a ter uma segunda época (quase) a zero.

 

Por outro lado, subsiste a dúvida da origem do dinheiro que permite este reforço na estratégia do all-in, com perspectivas claramente apontadas, num primeiro momento, a Março de 2017. Terá a Holdimo voltado a abrir o saco? Irá Álvaro Sobrinho nesse caso exigir alguma coisa em troca?

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publicado às 09:22


1 comentário

De comentador desportivo a 20.05.2016 às 10:25

Mais um post de qualidade.

A continuação do Sporting a lutar por um lugar na CL terá muito a haver com o Porto e também com a arbitragem.
Se o porto se tornar no porto de outros tempos, o Sporting com esta estrutura terá muita dificuldade em fazer o que fez esta época.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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