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Os pagantes

por Trinco, em 23.02.17

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Este não será um post fácil, nem interessante para a maior parte. Não será (ou não é essa a intenção) um post de critica eleitoral, mas antes o apontar de uma dificuldade que o Sporting associativo atravessa há décadas e que tarda em ser verdadeiramente abordado que é o rácio de pagantes. Aqueles que verdadeiramente contribuem.

 

Mesmo podendo haver um aumento por escala das receitas, de pouco esta serve se não se perceber o problema que é a (in)fidelização dos sócios do Clube. Do desperdicio potencial que é.

 

Segundo a "Radiografia ao grupo Sporting" apresentada pelo CFeD em AG de junho de 2013 temos que:

 

em Maio de 2010 existiam 87.677 sócios em que só 47,26% (41.432) apresentavam as quotas em dia produzindo um valor de quotização de €4.93M (valor ponderado pela distribuição SCP/SAD)
em Maio de 2011 existiam 91.388 sócios em que só 47,47% (43.384)apresentavam as quotas em dia produzindo um valor de quotização de €4.38M (valor ponderado pela distribuição SCP/SAD)
em Maio de 2012 existiam 95.286 sócios em que só 49,50% (47.166) apresentavam as quotas em dia produzindo um valor de quotização de €4.23M (valor ponderado pela distribuição SCP/SAD)
em Maio de 2013 existiam 100.956 sócios em que só 49,50% (47.166) apresentavam as quotas em dia produzindo um valor de quotização de €5.03M

 

Em 2017, utilizando e relacionando os dados dos votantes com o que se verificou no último acto eleitoral para extrapolar o numero de pagantes, poderemos ter perto de 150.000 sócios, em que só 42% (63.000) apresentam as quotas em dia produzindo um valor de quotização de €7.72M

 

Daqui, retira-se também que cada sócio pagante contribuiu anualmente e em cada um destes anos com um valor à volta dos €110.

 

Como se retira a identificação de potencial desperdiçado nos sócios que o Clube não consegue motivar a contribuir, por pouco que seja.

 

Usando a extrapolação anteriormente referida, teremos neste momento 87.000 não pagantes onde, retirando os que já há muito se desligaram e apenas foram mantidos como numero por questões meramente comerciais, estão os que, conjugadamente com a angariação de novos associados, urge cativar e trazer de volta para o Clube. Em abstracto, uma recuperação de metade desses 87.000 poderia significar uma receita anual acrescida de €4.78M. E isto sim, podeia catapultar sustentadamente o Clube para outros niveis.

 

Tanto como fazer sócios, é preciso estabelecer estratégias e mecanismos que os vinculem. Que os motivem a participar e que vão de encontro às suas necessidades. Não basta ver o sócio como um numero para a estatistica e peso comercial, mas como alguem que precisa permanentemente ser enquadrado para se sentir verdadeiramente pertencente.

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publicado às 10:16



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