Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Orçamento

por Trinco, em 29.06.15

11412192_1010389222318507_8725777498349825390_n.jp

 

Passou mais ou menos despercebido, sem que sequer a proposta tenha sido disponibilizada antecipadamente (mesmo não sendo obrigatório costuma acontecer) mas o principal motivo estatutário para a AG de ontem era mesmo o orçamento. Relegado para o fim na ordem do dia, numa AG ordinária que existe nos termos dos estatutos essencialmente para a sua apresentação, discussão e votação, a proposta mostra alguns dados interessantes.

 

Desde logo a manutenção de uma estrutura de apresentação simplificada (demasiado até, diria) com demasiados valores globais e pouca alineação das parcelas que concorrem para essas totais.

 

Depois, a verificação de um cumprimento do orçamento de 14/15 em calculo estimativo à data da apresentação bastante conseguido, com menos ganhos que os orçamentados (4.0%), mas também com menos gastos (7.5%).

 

Uma expectativa de crescimento de ganhos de 6.0%, alavancado essencialmente em quotizações e inscrições (com a Natação a prever um ganho de €950.000,00 nesta alínea). Sobre as quotizações referir também o dado positivo de se verificar uma variação positiva de 3.5% do estimado em relação ao orçamentado. Desejando que aconteça, parece-me no entanto demasiado optimista uma expectativa de valorização de 15.7% na estimativa para este ano.

 

Uma expectativa de crescimento de custos operacionais de 18%, com um aumento de 38.8% de honorários e de 21.4% de aumento com gastos com pessoal. Isto, podendo ser uma boa noticia, não deixa de ser estranho depois de apenas dois orçamentos de forte retracção e reestruturação. Este orçamento coloca os gastos a um nível de antes de 2012/2013.

 

Faz-se porque é necessário e porque é possível. Fica-se na dúvida da real necessidade e razoabilidade dos brutais cortes existentes nos últimos dois orçamentos.

 

Focando apenas a alínea de honorários, que no fundo é a que mais indica o orçamento disponível para a competitividade das modalidades, temos que passámos de um valor de €2.880.600,00 no orçamento de 2012/2013, para €2.182.016,00 em 2013/2014 (1º orçamento deste CD), para €2.791.199,00 em 2014/2014 e para um valor de €3.803.143,00 neste.

 

Ou seja, a narrativa justificativa usada para os cortes, que até foi buscar a inevitabilidade os nossos competidores directos terem que fazer o mesmo revela-se um tiro ao lado.

 

E não deixa de ser desconcertante ler no texto do Plano de Actividades que as modalidades sustentadas pelo Clube terão que necessáriamente de reduzir os custos globais em honorários, despesas de funcionamento e deslocações e verificar o enorme incremento dos valores orçamentados, nomeadamente no que a honorários diz respeito.

 

Fica assim por saber o que resulta a prazo desses cortes na competitividade das modalidades e o que resultará na aposta desportiva para este ano (extrapolando valores, é possível que o Futsal, por exemplo, ficando com cerca de 26% do bolo desta alínea tenha um orçamento disponível na ordem do €1M). E já agora na reposição da justiça retroactiva para os atletas que assumiram os cortes.

 

Sobre o resto da AG, muito por dizer, pouca vontade de o fazer. Apenas duas ideias: As grandes novidades são essencialmente a identificação factual de algo que já se sabia há muito tempo; antes dos que agora clamam vitórias e propriedades, já uns poucos, há muito tempo apareciam em AG's a dizer não!

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 10:07



Pesquisar

  Pesquisar no Blog

Sobre

Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D