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Obrigação

por Trinco, em 20.09.16

Futsal-7.jpg

 

Este ano, por condicionantes várias, ainda não pude assistir a nenhum jogo ao vivo nas nossas modalidades de pavilhão mais representativas: Andebol, Futsal e Hóquei.

 

Problemas pessoais e o estranho eclipse do troféu Francisco Stromp contribuíram em larga medida para que até ao momento apenas a TV me tenha servido como ponto de referencia e avaliação das reais perspectivas das equipas.

 

Mas, se há algo que será possível afirmar facilmente, olhando para o volume de investimento que acarreta um orçamento que aumenta mais de 70% o valor de honorários, é que mais que ser um objectivo, ganhar as competições nacionais é, mesmo, uma obrigação. De facto, com €6.5M para encargos directos em honorários com as estruturas competitivas, em que se pode extrapolar que estas 3, facilmente consumirão mais de 2/3, não poderá ser de outra maneira.

 

Resta perceber se as apostas feitas, poderão aproximar-nos dessas conquistas. E do que vi acho que sim. Não da maneira que eu acho que devam ser feitas, com planeamento a médio prazo e integração real da formação, mas sim.

 

No Andebol, esta será de longe a equipa mais completa e competitiva dos últimos anos, com a saída de 11 jogadores e a entrada de 7 de valor claramente de topo, alguns até no panorama até europeu, mantendo-se no entanto aquele que considero ter sido o elo mais fraco na passada temporada que foi o treinador. Dirão que sem ele estes jogadores de topo não estariam cá, direi que se ele falha (como várias vezes já falhou) poderemos ter um problema. Esta aposta faz no entanto esmorecer o crescimento e subida de alguns valores da formação no que é conflituosa com aquele que se diz ser o paradigma do Clube. Ainda assim, considero que temos equipa para fazer uma temporada feliz. E ser feliz passa, obviamente, por ser Campeão. Na Europa, considero que temos a obrigação de nos assumirmos como principais favoritos à competição que iremos disputar.

 

No Hóquei, outra revolução com 4 saídas e 5 entradas, e até com o luxo de contratar um campeão europeu para o ceder a uma equipa espanhola. Aqui, as entradas também parecem ser de valor ainda que envelheçam ainda mais a equipa. Um treinador mais treinador e menos adepto poderá ser factor diferenciador positivo, como positivo é a formação da equipa B, que permitirá a continuidade de alguns formandos na sua transição para sénior. Assim estes encontrem lugar, pelo seu valor, na equipa A nos anos seguintes. Considero que, também aqui, teremos obrigação de ser Campeões, mesmo que anteveja maior dificuldade. Na Europa, teremos condições para fazer uma carreira positiva.

 

No Futsal, uma aposta fortíssima a uma já de si forte equipa, faz entrar 5 jogadores, 2 deles de nível mundial, para colmatar 3 saídas, mantendo a estrutura fundamental e o seu treinador, no que será, para mim, o melhor reforço nesta modalidade. Perdemos para um adversário directo, um valor emergente e dois juniores já em transição para sénior (um para já, outro que deverá ficar parado uma época), todos formados localmente e tidos como os melhores da nossa formação. A equipa no campeonato debater-se-á sempre com a impossibilidade de utilizar 3 não formados localmente por jogo, o que até poderá ser usado a favor permitindo ter equipas mais frescas e intensas. Assim haja capacidade de gerir o grupo. A obrigação aqui passa por ganhar tudo (como até já se começou), e com nota artística, sendo que na Europa concedo poderem haver condicionantes de momento que possam tornar essa conquista difícil. A presença na F4 é no entanto também uma obrigação.

 

Disto tudo resulta que, tendo em conta o orçamento, o investimento e as escolhas, temos obrigação de ganhar, sendo liminarmente descartáveis à partida as desculpas da sorte ou da arbitragem.

 

Será uma época de responsabilidades! De assumir essas responsabilidades. À responsabilidade da camisola e da história que representam, acresce a responsabilidade de terem porventura o maior orçamento de sempre no Clube. E se orçamentos não ganham jogos e títulos, são usualmente as desculpas para os perder. Este ano não poderá ser o caso.

 

Será uma aposta, para o imediato, para ganhar já, em ano de eleições e pavilhão. A sustentabilidade deste tipo de orçamento com o tipo de receitas que o Clube faz, será assunto a verificar, sendo que será inaceitável fazê-lo depender apenas e só da participação de sócios e novos sócios quando se tem um orçamento com 1000€ de resultado liquido estimado.

 

P.S. Estranhamente, mesmo com esta aposta, nem uma noticia sobre a GB Modalidades...

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publicado às 10:12



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