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O mirone da Boçalidade

por Lizardo, em 16.01.17

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Imaginemos a seguinte situação.

Um pai de família, organizador do lar, que decide a gestão financeira e impõe as leis da casa, os horários, define comportamentos, estratifica uma hierarquia.

Esse pai compra ao desbarato e por impulso tudo o que vê, tem vários computadores em casa e não domina o universo da informática. Tem uma Bimby mas passa a vida a comer fora, e todos os anos renova a sua Rainbow apesar de ter uma empresa a fazer a limpeza.

Exige aos seus filhos notas de excelência, tem os melhores professores nas melhores escolas, mas compra tarde os manuais escolares e não ajuda nos trabalhos de casa.

Chegando ao fim o primeiro período escolar, as notas foram más, péssimas, e a culpa foi da Escola, dos Professores, do país, do Sistema. Ele, o pai, jamais entra no processo de culpa, ele que abriu as portas para tudo e que se esquece que sempre esteve afastado de tanto.

Financeiramente o ambiente não é também saudável. São demasiadas prestações para pagar objetos obsoletos ou sem uso. A sua esposa tem pouco voto na matéria, mas na generalidade concorda com tudo o que o pai faz. É melhor assim, evitam-se chatices e os miúdos são o mais importante.

O Pai, chega a um ponto que começa a entender que esticou demasiado a manta e começa a dormir com os pés de fora. É tempo de resolver tudo. Começa a faltar o pão, começa a discussão. Primeiro o mau clima entre pai e mãe, depois os filhos são também uns indignos, que não compreendem o “esforço” que o pai faz para lhes dar tudo, mesmo que os filhos lhe respondam que querem muito menos e bem feito, que muita coisa sem sentido ou utilidade.

O Pai começa a ficar isolado, sem vontade, sem apoios da mãe, com os filhos desmotivados, a escola começa a ser um problema, a mãe vai arranjar um amante, e o pai começa a ter problemas vários no seu local de trabalho.

Como um castelo de cartas, tudo começa a desmoronar. E a culpa, sempre a malvada culpa, é de tudo o que habita em redor do Pai. O Pai, esse ser superior sempre quis o melhor para Si e para os Seus.

 

Tudo abana, até ao dia que a mãe, de malas feitas e com os filhos pela mão abandona o lar, fica o pai com todas as despesa, com a obrigação de pagar a pensão dos seus filhos. Começa a faltar dinheiro para comer fora, mas a Bimby teve que se vender pois não havia como pagar a prestação. Depois despediu-se a empresa de limpeza, e a Raimbow foi por tuta e meia no OLX. De vassoura e pano do pó na mão, aí está o pai, de lenço na cabeça, sozinho a viver o seu destino, um mirone boçal na janela do bairro, louco, paranoico com o mundo. "The crazy cat lady"

 

Qualquer semelhança com a realidade desportiva do Sporting é mera coincidência.

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publicado às 12:36


1 comentário

De Não me deixem cair a 16.01.2017 às 15:28

Ou sai mais um coelho da cartola. E nada como promover o yes man number one a Director Desportivo, que de poda nem conhece a tesoura. E chamar-lhe reestruturação do futebol profissional. Pode ser que o diabo das claques, até aqui amestradas, chateiem menos.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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