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O emagrecimento

por Trinco, em 20.01.17

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O presidente anunciou que o plantel da equipa A de futebol vai emagrecer. É algo, mais que necessário, óbvio que teria que acontecer. Chegar a Janeiro, afastado de todas as competições (convenhamos que o campeonato pouco mais é que um wishfull thinking e um "one in a million shot") com um plantel de 28 jogadores é algo pouco razoável e ainda menos justificável.

 

Mas, inesperadamente (ou não), os nomes apontados para esta lipoaspiração, são quase todos, nem mais nem menos que as apostas mais recentes. Aquelas em quem se investiu mais, aquelas que contribuíram decisivamente para os custos da estrutura disparassem para para valores nunca vistos na história do Clube.

 

A justificação que foi sendo narrada, passava pela importância de ter alternativas que garantissem rotatividade com alguma qualidade na abordagem às várias e exigentes competições que se afirmou "serem todas para ganhar".

 

Ora acontece que esses nomes nunca foram utilizados com esses propósitos. Douglas tem 675 minutos de competição. Petrovic, 138. Paulista, 24. Meli, 16. Elias, 679, Markovic, 610. André, 530 e Luc Castaignos, 405. Mesmo com lesões pelo meio, muito, mas mesmo muito pouco para o propósito anunciado.

 

Ora acontece também que só nestes jogadores está empatado um valor perto de €11.4M em custo de aquisição e comissões, sem considerar sequer os custos do empréstimo de Markovic, os prémios de assinatura ou os salários de todos. Facilmente esta "aposta" custou à SAD algo a rondar os €18M.

 

E também acontece que estes, caso não sejam cedidos a titulo definitivo acrescentarão aos aos €15.2M de investimentos feitos ao longo de 4 épocas empatados em empréstimos a outros clubes. Um eventual total de €26.6M. As dietas do Tallon serão consideravelmente mais economicas, espera-se.

 

E ainda mais acontece que a sua esmagadora maioria não justifica o investimento e acaba por prejudicar e impedir o crescimento e afirmação do verdadeiro investimento a "custo zero" que são os formados no Clube. Seguramente Oliveira, Palhinha, Geraldes, Iuri, Podence, Mané entre outros tantos (e do plantel Matheus caso não fosse constantemente relegado para última alternativa) contribuiriam muito mais a equipa que esta "miríade de estrelas de faiança".

 

Agregado a este emagrecimento no entanto, vem outro factor, de cariz claramente populista e propagandista, que promove a ideia do regresso de alguns jovens emprestados (e espero sinceramente que se fique apenas pelo Palhinha), que mais uma vez lhes prejudicará o desenvolvimento ao cortar-lhes um percurso de crescimento e afirmação nas suas equipas e na sua carreira trazendo-os para serem, equipa de treino dos titulares e pouco mais.

 

É que formação não é isto. Como não é leva-los para a pré-temporada enquanto se contratam contentores de jogadores (quer para a equipa A, quer para a equipa B - 27 jogadores ao todo nesta época).

 

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publicado às 12:17


2 comentários

De Não me deixem cair a 20.01.2017 às 16:10

Ainda agora acabei de ler que o último a tentar emagrecer o Sporting acabou destituído. Mas com o Tallon não deve haver problema. O pior é se os resultados não aparecem. Nem o Talllon lhe vale.

De comentador desportivo a 21.01.2017 às 08:17

Trinco

Permita colocar um comentário diferente do objetivo do post.

"O antigo internacional holandês Ruud Gullit defendeu que ainda hoje o argentino Diego Armando Maradona é um jogador sem rival e um atleta que nenhuma equipa encontrou forma de travar.

«Todos nós pensávamos como é que era possível travar Maradona. Para mim ele foi o melhor e ainda é o melhor de sempre. Muita gente prefere Pelé, mas apenas vi Pelé na TV. Por outro lado, joguei com Maradona», afirmou Gullit, em entrevista ao La Repubblica.

A antiga estrela holandesa considera que Maradona é superior aos dois melhores jogadores da atualidade:

«Se falarmos de Lionel Messi ou Cristiano Ronaldo... vou dizer que eles podem fintar. Maradona não podia, ele tinha de saltar sobre o adversário, caso contrário ficava a com a perna partida. Felizmente, hoje em dia é diferente. Messi e Ronaldo têm equipas que trabalham para eles e eles são a peça final de uma engrenagem. Maradona estava sozinho e era a presa principal dos adversários.» "

O que este Senhor diz, é exactamente o que penso e digo á muito.
Não se pode comparar o incomparável.
Bem sabemos do que falamos, e sabemos que o marketing e propaganda á volta destes dois jogadores é enorme e tentam intoxicar a opinião pública, pois á muitos milhões em " jogo".
Talvez um dia venha realmente a público o que esteve por detrás da tentativa de invenção de dois "mitos", que apesar de serem bons jogadores estão a "léguas" de Maradona, e na minha opinião, também muito abaixo de outros grandes jogadores, além disso são dois " ratos" de laboratório, apesar de terem estruturas diferentes.

Também como ele refere, ele que foi um grande jogador, até á década de 80 princípios da década de 90 o futebol era um desporto jogado por homens de barba rija, era duro, dava gosto assistir aos jogos da liga inglesa ainda com poucos estrangeiros, aquilo era acima, abaixo, com grande contacto físico, praticamente sem interrupções por parte dos árbitros, com um enorme incentivo nas bancadas, se algum jogador se mandava para o chão, era assobiado, mas era raro isso acontecer, pois os jogadores ingleses da altura tinham um caráter nobre, em que davam tudo, e não tentavam enganar os árbitros, nem os adeptos.
O futebol era mais puro,mais apaixonante, no campo e também nas bancadas
Grandes tempos.

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