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O Ditador e os Clandestinos

por Lizardo, em 12.03.16

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Sobre os panfletos distribuídos ontem pela região de Lisboa, só me ocorre afirmar que estou envergonhado. Acusar sem assinar, só tem um propósito, dividir.

Mas não deixa também de ser verdade, que a atual gestão, e em especial o Presidente Azevedo de Carvalho, não se relaciona bem com os seus opositores.

Trava uma luta desigual. Tem mais tempo de antena. Tem toda uma máquina de propaganda a trabalhar para Si. E o pior de tudo, é o nível onde coloca o debate, levando quem o critica para o mesmo universo, ou seja, para o lixo.

 

Noam Chomsky, pensador americano, tem vindo a dedicar parte da sua investigação nas temáticas das ditaduras e manipulação de informação para controlar as massas.

Chomsky identifica 10 estratégias, as mais populares, para as controlar:

1 – A estratégia da distração – que consiste em desviar as atenções dos problemas mais importantes e mais prementes.

 

2  - Criar problemas e oferecer soluções  - Tática muito usual, cultivando nas massas reações de aceitação às medidas apresentadas, o desespero.

 

3  -A estratégia da gradualidade – Ir de forma gradual aplicando medidas e alterações a conta-gotas. Uma construção por vezes invisível mas que se revela um monstro passado alguns anos.

 

4 – A estratégia de diferir – A homilia do sacrifício. O “doloroso necessário”, que não se aplica no imediato mas sim no futuro. É mais fácil aceitar o sacrifício futuro que o sacrifício imediato.

 

5 – Dirigir-se às massas como crianças – Utilização de argumentos, personagens, entoação ou termos fora do politicamente correto, e assumidamente infantis, muitas vezes próximas da debilidade, como se o “espetador” fosse uma criança ou atrasado mental.

 

6 – Mais emoção que reflexão – Causar um curto-circuito na análise racional por parte das massas, e acima de tudo, no sentido critico. Este discurso emocial injeta ideias, desejos, medos, temores e induz comportamentos.

 

7 – Manter as massas na ignorância e na mediocridade – Não oferecer qualidade discursiva. Evitar envolver as massas no debate de temas realmente fraturantes.

 

8 – Estimular as massas a serem complacentes com a mediocridade – Promover a ideia que é moda ser estupido, vulgar e inculto. Que há um lugar para cada um de nós. Uns têm capacidades que outros devem aceitar e acatar.

 

9 – Reforçar a auto-culpabilidade – Fazer crer que é o individuo o principal causador da sua desgraça. Assumir nas massas a sua incapacidade de se rebelar contra o que realmente interessa, evitar a ação e o ato de questionar. E sem ação não há questão!

 

10 – Conhecer as massas/indivíduos melhor que eles mesmo se conhecem – Saber gerir estereótipos, antecipar reações. A vida é uma espiral de acontecimentos muitos próximos.


Posto isto, qualquer semelhança com a realidade verde e branca atualmente não é de todo mera coincidência.

Com ataques ao passado. Discursos de vitimização, processos a Sócios e antigos dirigentes, com guerrilhas “necessárias” contra tudo e contra todos, com comunicados bizarros, mal educados, e vazios de substância quase diariamente… Já me cansa tantas vezes repetir.

Há indicadores que o atual regime está em crise. Os financiadores a braços com problemas com a justiça, como são os casos de José Maria Ricciardi ou Álvaro Sobrinho, com problemas com a classe jornalista, que tanto poder tem em Portugal, veja-se o retorno de José Socrates e de Relvas, com tantos conflitos no universo do futebol contra empresários e outros agentes. A luta faraónica de um “mosquito” contra um elefante só canta vitória nas fabulas de La Fontaine.

Pode estar para breve o rebentar de um grande escândalo. Espero que o Sporting fique ausente de tudo isto. As insinuações e acusações escritas nos panfletos de ontem são de uma gravidade sem precedentes em Alvalade.

O silêncio do Presidente foi sensato. Responda hoje, depois da vitória do nosso Sporting no Estoril.

 

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publicado às 10:00


1 comentário

De Profeta a 12.03.2016 às 10:43

Da outra vez foi com os outdoors. Será que seria assim tão difícil descobrir o seu autor? Já passaram 2 meses. Curiosamente, foi após perdermos o processo com a Doyen.

Desta vez, foram meros panfletos, mas não foram poucos. Será que se quiserem, desta vez não vão finalmente descobrir os seus autores? Ou será que isso não interessa, e interessa sim, continuar a dividir para reinar? Curiosamente, este episódio ocorreu após a perda da liderança da liga (que até pôs o presidente com cara de aterrorizado).

Este assunto não poderá ser esquecido, e têm que ser aqueles que sempre assumiram que não confiam no Bruno de Carvalho, os primeiros a não fazer esquecer da necessidade de uma investigação que vá de encontro os autores dos outdoors e dos panfletos.

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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