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O desconforto das evidencias

por Trinco, em 27.07.16

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Ontem, após a publicação de uma lista de jogadores que entraram no Clube desde 2013 no post "Centésimo primeiro" verifiquei em muitas páginas e blogs alinhados um enorme desconforto com a mesma.

 

Como habitualmente, recorreram ao insulto gratuito, baixo e reles a roçar o lampiânico (como agora gostam de dizer), inclusive numa imagem que depois apagaram por razões que desconheço, mas sem rebaterem verdadeiramente o numero, antes optando por ginásticas criativas para os justificar. Ao melhor estilo de outros tempos. O que aliás me trouxe à memória o post "Lambuças" (como me lembrou igualmente a expressão entretanto lida de "lampinguistas" que tão bem os identifica). A isto juntem-se ameaças veladas a tudo e todos que ousem questionar.

 

Pessoalmente, os insultos ignoro-os. Não por uma questão de superioridade, que não reconheço em mim, mas por uma questão de educação e por prática do lema "Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele, e depois vence-te em experiência".

 

O que me custa (embora entenda a dificuldade cognitiva) é a incapacidade de i) entender o que está escrito e perceber que existe um universo de distancia entre o que está mesmo escrito e o que cada um dos incomodados quer ler e ii) produzir um pensamento critico que rebata ou contrarie, o que, admito, seria difícil pois trata-se de factos.

 

Ainda assim, das considerações que faço após a lista, aceito sem dificuldades que muitos discordem. Seja por convicção pessoal, seja por ressonância superior. Discordando, poderiam dizer que acham que não foram assim tantos, que a maioria até são bons, que alguns têm futuro e os outros tiveram azar.

 

Agora ler contratações onde escrevi entradas nos quadros já é um bocado iliteracia. Ou ignorar que escrevi que a lista poderia não ser absolutamente precisa por falta de informação fiável, podendo até pecar por escassa pela dificuldade de registar as entradas nos escalões mais baixos. Ou convenientemente esquecer que estamos num período de inicio de época com o mercado aberto que a todo o momento poderá tornar a lista desactualizada. Ou até falhar em perceber o elefante na sala que é o numero em si.

 

Ainda assim, dado que alguns escalões causaram grande comichão, faço a vontade. Retiro os escalões mais baixos de formação (sim que não aceito que se considerem os S19 como apostas formativas puras...) e com que números fico? 85. "Só" oitenta e cinco jogadores em 3 equipas e 3 anos e meio (o período de transferências de verão ainda não acabou e o de inverno ainda vem longe). 87 jogadores, dos quais 34 já não fazem parte dos nossos quadros.

 

Foram 37 jogadores contratados para uma equipa A, num clube gerido por um programa que afirmava o "Aproveitamento dos quadros pertencentes ao Sporting", "A formação como aposta base da política desportiva", um "Plantel principal com 20 jogadores" ou a entrada de "Jogadores estrangeiros não adaptados ao futebol português apenas se forem mais-valias claras"

 

Mas pior que isso, 48 jogadores para a equipa B e S19 são ainda mais incompreensíveis nos pressupostos acima transcritos. Foram 48 jogadores que ocuparam posições de jovens da formação. Que os empurraram para empréstimos a roçar o aberrante, com devoluções pelo meio e até para a saída de muitos valores com grandes perspectivas de evolução para rivais directos e equipas em ascensão que actualmente nos mordem os calcanhares nas competições nacionais. O Belenenses, por exemplo, teve na época transacta quase meia equipa S19 formada em Alcochete.

 

Mas depois, à falta de argumentos para a "big picture", viram agulha para o detalhe.

 

Que o Martunis não podia estar na lista. Pois bem, o Martunis foi apresentado a 1 de Junho de 2013 como atleta do Clube. Foi assim que a sua televisão oficial o identificou. Como também é esclarecedora uma entrevista ao Jornal que tem excertos no site do Clube em que afirma "o desejo de rumar a Portugal para perseguir o sonho de jogar futebol" e que  “Estou muito feliz, porque o Sporting CP deu-me a oportunidade de cumprir o meu sonho. Eu amo o Sporting CP e há muito tempo que queria jogar futebol na Academia."

 

Ou que o Betinho não podia estar na lista pois tinha sido formado em Alcochete. Pois foi. Só que foi transferido para o Belenenses em Agosto de 2015 tendo regressado por empréstimo no mercado de inverno do mesmo ano

 

Ou, que bastaria uma destas contratações ser vendida por um valor substancial, para tudo estar equilibrado. A isso digo, que se comprar por atacado na esperança que um vingue e seja mais-valia é sinal de gestão de excelência, vou ali ao café comprar raspadinhas. Alguma há de ter dinheiro.

 

E já nem falo das referencias aos "Pongolles" que são invariavelmente utilizadas como termo de comparação e justificação sem perceber que a utilização de tão baixo "benchmark" só menoriza a acção desta administração que tão ufana e religiosamente desejam defender.

 

É que eu, ao contrário da maior parte destes ecoantes que falham sequer a perceber que a maior parte do dinheiro entrado na SAD pela venda de activos deriva de jogadores que já cá estavam antes de 2013 ou até que os mais apetecíveis neste momento estão na mesma exacta situação, reconheço, neste campo, algumas boas apostas, com possibilidade de mais-valias futuras (ou até já obtidas) sejam elas financeiras ou desportivas, como sejam Slimani (provavelmente o caso mais paradigmático) ou como também o foram ou poderão vir a ser Montero, Jefferson, Paulo Oliveira, Bryan e Alan Ruyz, bem como alguns outros que agora estão na B e S19.

 

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publicado às 09:44


9 comentários

De Lion73 a 28.07.2016 às 11:34

A tal lista inclui... juvenis! Juvenis!

De Trinco a 28.07.2016 às 11:39

E ler este post?...E ler este post?

De Lion73 a 28.07.2016 às 11:54

Está ferido de morte a partir do momento em que defende os pressupostos de uma lista que não tem qualquer cabimento, onde estão jogadores sub15, sub16, sub17 e mesmo sub19, sabendo-se que as 2 últimas gerações de juniores, que naturalmente foram construídas antes de 2013, têm qualidade abaixo da média das anteriores e futuras, dados os excelentes jogadores que tivemos nos sub17 e sub16. Não houve talentos tapados, houve necessidade de melhorar o pouco que havia.

De Trinco a 28.07.2016 às 12:12

De morte é a incapacidade de perceber o que está escrito. Foram entradas! Ponto! Foi isso que foi escrito!

Como é não entender que se fala de um conjunto de 16 jogadores num universo de 101, e que desses 16 jogadores S15, S16 e S17, 7 já não estão nos quadros pelo que é razoável assumir o falhanço na sua aposta.

Como o é (mais uma vez a contratação, e aqui o termo já deverá ser empregue não pode ser vista da mesma maneira que as entradas para a formação) não entender que dos 28 S19 contratados, 17 já não estão nos quadros. Ou 9 dos 20 para a equipa B.

Como não perceber que se as gerações eram assim tão fracas, como aparecem Iuris, Podences, Palhinhas, Matheus, Gelsons e outros? Ou como houve uns quantos destes a quem forma feitas renovações com clausulas absurdas e que entretanto já saíram a custo zero?

Ou como alguns se viram mesmo tapados e foram forçados a sair seja em empréstimos inexplicáveis, com direito a devolução, seja a titulo definitivo por verificarem que o Clube que agita a bandeira da formação já não lhes garantia condições justas de evolução.

Ou que, como está neste post, que foram 87 jogadores (A, B e S19) em 3 anos e meio, com 34 já fora dos quadros, a maior parte deles assume-se por manifesta falta de capacidade.

Ou como esta linha de acção se compagina com os pressupostos programáticos eleitos.

De Lion73 a 28.07.2016 às 12:29

Referi especificamente as 2 últimas gerações de juniores, não percebo porque refere esses nomes. Conhece as gerações em causa? Não parece.

A rotação nas camadas jovens é mais que natural, que falamos em muitos casos de contratos não profissionais. O jogador é contratado, se evolui e demonstra qualidade e potencial, fica, caso contrário sai, não percebo a estranheza.

De Trinco a 28.07.2016 às 13:10

Aparentemente conheço.
Quem era S19 em 12/13: Tobias Figueiredo, Domingos Duarte, Mica Pinto, Rúben Semedo, João Palhinha, Francisco Geraldes, João Mário, Betinho, Ricardo Esgaio, Iuri Medeiros, Carlos Mané, Gelson Martins, Daniel Podence
Quem era S17 em 12/13: Vladimir Stojković, João Serrano, Bruno Wilson, Bernardo Carlos, Hugo Meira, Pedro Ferreira, Rafael Barbosa, Mamadou Baldé, Fábio Martins, Lucas Jamanca, Felício Quiaque, Matheus Pereira, José Postiga
Quantos, agora com menos de 23 anos que nesse momento estavam no Clube e o Sporting deixou sair (e não digo que todos fossem bons nem que em alguns casos não tivesse havido outras razoes por trás)? 17 jogadores (e não estarão aqui todos contabilizados pois nos escalões mais abaixo há bem mais). E são 17 jogadores que em muitos casos reforçam rivais.
Que a rotação seja verdade no Olival ou no Seixal, acredito que sim. O Modus Operandi +e serem uma plataforma de rotação de colocados de empresários. Já num clube com uma estrutura de formação, constantemente elogiada, já fará menos sentido.
Porque estamos a falar de 48 jogadores entre B e S19 nestes 3 anos e meio. Se isto não é muito num clube formador...

De Não me deixem cair a 29.07.2016 às 09:46

E sai mais um DT do futebol de formação. Três em três anos mostra bem mais uma vez uma vida inteira a preparar-se para a cadeira de sonho. Daqui o pouco tempo para outros negócios, todos rotundos falhanços. Primeiro o Bento Valente, porque tinha tentado arrasar o Aurélio Pereira. Depois Paulo Leitão. E agora que descobrimos os Aurélios na selecção do Jorge Mendes, o Luis Martins. Fantástico! É difícil imaginar alguma Formação mais sólida.

De comentador desportivo a 30.07.2016 às 00:33

" Primeiro o Bento Valente, porque tinha tentado arrasar o Aurélio Pereira."

Esse indivíduo, era a último coca cola no deserto segundo seita.
Era ele e o A Martins.

O que eles não escreveram na altura que andavam a montar o golpe de estado, sobre a formação.

Era sempre a denegrir, com teorias da treta, para arregimentar vasquinhos.

De comentador desportivo a 30.07.2016 às 00:53

" Como habitualmente, recorreram ao insulto gratuito, baixo e reles

mas sem rebaterem verdadeiramente o numero, antes optando por ginásticas criativas para os justifica.

A isto juntem-se ameaças veladas a tudo e todos que ousem questionar."

Nada de novo.
Este foi sempre o seu modus operandis.

Os mesmos que agora tentam vender mais uma estoria da carochinha que é, quem denúncia as mentiras não é sportinguista.

Esses mesmos que fartaram-se de criticar, denegrir, inventar falsidades,"minar" os sócios contra a direcção e atletas, etc.

Mas esses na altura, eram uns grandes sportinguistas, porque o impostor mandava por a circular essa mensagem, agora como o impostor transmite o inverso, o que era considerado grandes sportinguistas já não é.
O impostor, alucinado, acha que controla quem é que é, ou não é sportinguista, e como deve ser um sportinguista.

Por aqui se pode medir o carácter desta gente.

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