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Números

por Trinco, em 20.05.16

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O Jornal Expresso, deu recentemente a conhecer o estudo da Pordata, com números interessantes sobre o numero de praticantes federados nas várias modalidades e sua evolução desde 2003 até 2014.

 

Neste estudo, verifica-se que perto de um terço de todos os atletas federados em Portugal (546.348) se encontra no Futebol (158.738), ainda que, não havendo números explicitados sobre o Futsal, seja de assumir que este numero o englobe. Mas também se verifica um crescimento interessante de Andebol (50.114), Voleibol (43.076) e Basquetebol (35.590), que ocupam a 2ª, 3ª e 4ª posições, respectivamente.

 

Noutras modalidades que interessam ao Clube, até em termos económicos pela sua contribuição na coluna dos ganhos nos orçamentos, a Natação tem 21.695 atletas federados, a Ginástica 13.740 e o Judo 12.460, tendo todas tido um crescimento assinalável nos 10 anos da análise. Como informação, estas 3 modalidades (com o Judo a ser integrado na alínea de Artes marciais) são responsáveis por 85.5% do valor global de receitas previstas com inscrições num total de €1.72M.

 

Estagnado, ou até em perda, temos o Hóquei que se presume englobado na Patinagem com 11.810 atletas (querendo acreditar que o Hóquei que aparece no estudo com 1.838 atletas se refira ao Hóquei em Campo)

 

Por idades, verifica-se também que 368.056 (67%) são atletas de formação e 136.918 seniores, com os primeiros a terem um crescimento acentuado nos últimos 10 anos e os seniores a terem um decréscimo de número.

 

E que ilações se poderá tirar destes números para a esfera do Clube? 

 

Para começar, verifica-se que estamos ausentes numa das 4 modalidades mais praticadas e procuradas (Voleibol), mantemos outra das mesmas 4 razoavelmente autónoma e sem apoios (Basquetebol) e falhamos recorrentemente a aposta noutra (Andebol).

 

Por outro lado fazemos investimentos fortes numa (Hóquei) que cada vez mais se demonstra em quebra em termos estatísticos. Algo que perante as evidencias pouco sentido faz só tendo justificação na facilidade de apresentar alguns resultados imediatos.

 

Isto é algo que me parece deva merecer análise sobre a relação de custos e investimento que cada modalidade "merece", temperando a relevância histórica e a emoção, com factos e analises numéricas.

 

Também demonstra a necessidade da consolidação da aposta sustentada na formação dos escalões de base, por ser um factor em aumento de procura, nomeadamente naquelas com maior numero de praticantes.

 

Em 2013, nas 47 modalidades praticadas no Clube (35 oficiais e 12 autónomas), dum total de 5.806 praticantes, 1.636 eram federados. Destes 1.026 faziam parte dos escalões de formação. Mais de 60%

 

Acontecerá parcialmente no Futsal, mas nas outras a opção foi claramente secundarizada pela vertente de topo e vitima dos cortes orçamentais de 2013 e 2014 que fez alguns atletas jovens se afastarem do Clube.

 

Será necessário que o forte aumento de investimento previsto no orçamento recentemente aprovado, não seja gasto na ambição do sucesso imediato, mas que tenha visão estratégica e perceba que a formação continua a ser factor determinante e catalisador desse mesmo sucesso, permitindo, se bem enquadrada, o reforço da imagem positiva do Clube, aumentando a sua atractividade para atletas e pais.

 

 

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publicado às 14:15



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