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Modalidades 15/16

por Trinco, em 28.07.15

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Aos poucos, as modalidades vão definindo as suas estratégias e opções para a época 2015/2016, planificando e retomando o trabalho.

Uma época em que o orçamento disponível, na alínea de honorários, que é no fundo aquela que define os gastos directos com atletas, aumentou consideravelmente em relação aos cortes das últimas épocas. Depois de 3 anos em cortes (sim, já no ultimo orçamento aprovado do Eng.º Lopes houve um corte) voltamos para valores perto dos de 2011/2012. São, para 2015/2016, €3.803.143,00 a contrastar com os €2.880.600,00 de 2012/2013, os €2.182.016,00 de 2013/2014 e os €2.791.199,00 de 2014/2014.

No Andebol, depois de uma época de “quase”, mas que nunca teremos estado tão perto de alcançar o objectivo maior, desmonta-se a estrutura da secção, quer na componente organizativa e de gestão, quer na componente técnica (numa situação complicada ainda não totalmente resolvida), apostando-se numa renovação completa, com as entradas de Jorge Sousa, adjuvado por Hugo Malcato para a direcção da secção e num treinador espanhol experiente e consagrado, Zupo Equisoain. Perdem-se Candeias e Rui Silva, numa situação já há muito esperada, substituídos por Aljosa Cudic, um guarda redes esloveno com larga experiencia, Carlos Carneiro e o regressado João Pinto. Parece-me que, em teoria, será uma equipa mais equilibrada e com mais alternativas (ainda que permaneçam algumas pechas), com claras ambições nas competições nacionais, estando agora por verificar a adaptação do grupo aos novos métodos e ideias de jogo do novo técnico e destas ao contexto competitivo em que se inserem.

No Basquetebol, modalidade ainda autónoma, contrariamente ao que era a expectativa, depois de uma brilhante temporada, em que se consegue subir dois escalões. Relembro que na época passada, desportivamente, a equipa deveria disputar a 2ª divisão, tendo assumido por desistência de outra, uma posição na 1ª, tendo conseguido assim a subida à Liga. Foi uma aposta arriscada, que causou vitimas na secção, num processo feio e pouco honrado. Este ano, em mais uma aposta arriscada, mantendo-se o treinador, investe-se muito na renovação das jogadoras, com entrada até ao momento, de 7 novas jogadoras. Refiro o risco por temer a escassez de apoios, quer internos, por parte do Clube, quer externos, no contexto económico e social difícil no país. Correndo tudo bem, a equipa terá condições para lutar por um lugar no playoff, mas dificilmente terá argumentos para lutar contra equipas mais apetrechadas.

No Futsal, depois de uma época decepcionante a todos os níveis, tem-se a coragem de não fazer do treinador o bode expiatório, preferindo-se tentar dotar o plantel de mais soluções e experiencia competitiva. Saem Cristiano, Marcelinho, Aguiar, Cássio e Alex (que considero não só não ter saído como merecia, como acho que ainda seria útil), parte deles, porventura também vitimas da nova regra que obriga a estarem presentes nas fichas a cada jogo 7 jogadores formados localmente e entram Marcão, Merlim, um ala muito forte e rápido e provavelmente “o” reforço, Cavinato, um ala mais tactico mas mais lento e Fortino, um pivot moderno, já na fase descendente da carreira mas com faro de golo. Pessoalmente, considero a equipa potencialmente mais forte e equilibrada, com mais soluções e mais qualidade, subsistindo-me a dúvida sobre que tipo e ideia de jogo apresentará dependendo os resultados da rapidez com que as várias peças encaixarem no jogo colectivo. Ainda assim, acredito que possa ser muito melhor e mais competitiva que a da época passada e com melhores resultados

No Hóquei, modalidade que sigo menos, terminada a época com uma brilhante conquista europeia a aposta recai, mais uma vez na experiencia, aliada à continuação com renovação contratual de alguns dos valores já presente no plantel. São as entradas de Luís Viana, André Centeno, Cacau e Tuco, jogadores já em fase adiantada de carreira, mas com vasta experiencia. Será equipa para uma época tranquila mas que dificilmente conseguirá apontar muito mais acima tal a diferença para os outros contendores.

Da análise das 4 modalidades colectivas de pavilhão resulta que se aposta muito do orçamento disponível em jogadores maduros e por via disso no resultado imediato, apostando-se pouco numa renovação sustentada dos planteis, envelhecendo-os. No Andebol talvez se note menos, verificando-se até a continuação na aposta nos jogadores que foram subindo a seniores, mas nas outras esse pressuposto é evidente. No Basquetebol podendo-se considerar a formação deste plantel um caso diferente, assiste-se ao deixar cair do escalão imediatamente abaixo das seniores (as S19), no Futsal, substituem-se trintões por trintões, tendo dificuldade em incorporar apostas mais jovens, sendo o Hóquei, talvez o caso mais evidente, com  Acho preocupante pois não parece programar as equipas a médio prazo e implicará sempre e para manter a mesma bitola competitiva, cíclicos investimentos.

É uma opção. Discordo, mas reconheço a legitimidade para a assumir.

 

P.S. Propositadamente omiti qualquer opinião pessoal sobre dois atletas que me farão muita confusão ver de verde e branco, repetindo o que já li por aí: "que joguem pouco e festejem muitas vitórias das equipas onde foram inseridos".

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publicado às 10:59



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