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Mercado

por Trinco, em 02.02.16

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Mais uma janela de mercado que se fecha e mais uma remodelação que acontece no plantel do Sporting. Tendo passado mais ou menos despercebido, a realidade é que neste período entraram 6 jogadores (considerando Schelotto neste lote) e saíram 4 (Silva, Marcelo, Tanaka e Montero), num conjunto de 26 jogadores (Carrillo não conta). E se alguma coisa se evidencia é que a formação do plantel em inicio de época não foi exactamente aquela que se esperaria, subsistindo lacunas antigas, que agora, num mercado complicado, se procuraram suprir (ainda que no meu entender isso possa não ter acontecido e até existam outras posições em que corremos alguns riscos)

 

O melhor deste período foi mesmo a permanência de todos os elementos estruturais (no que será um risco económico calculado) e a entrada atempada de três dos reforços, o que lhes terá permitido (pelo menos a dois) entrar na equipa e serem alternativa no imediato.

 

O pior terá sido o evidente enfraquecimento do sector atacante em que de quatro opções das quais contavam verdadeiramente apenas duas, assim continuamos, com a agravante de que teremos perdido variedade (e que corremos o risco de perder uma delas em castigo). Além disso, numa posição sensível como a de guarda redes, presumindo que Marcelo tenha efectivamente saído, ficámos com o titular e um miúdo de 23 anos que fez os primeiros minutos da época há uma semana.

 

Dos que chegam, Marvin parece-me uma boa aposta, com margem para ser melhor, Schelotto tenho muitas dificuldades em entender que mais valia possa trazer, Bruno César já se vem mostrando útil, Coates espera-se que se confirme depressa como patrão da defesa, Semedo que possa crescer e aprender, sendo que já é uma útil alternativa e Barcos que se mostre mais perto dos registos de carreira que do registo da única vez que jogou na Europa.

 

Resumindo, ficamos com menos alternativas na baliza, estamos teoricamente mais fortes na defesa (teremos centrais a mais, mas um está a recuperar de lesão e outro é um lesionado crónico), temos três jogadores para três posições no meio-campo com alternativas bem abaixo (e isso nota-se de cada vez que jogam), estamos melhores nas alas (Carrillo cedo deixou de contar) e com menos diversidade no ataque. 

 

Há no entanto outra preocupação, embora entenda que esta não deva ser uma prioridade neste mercado, que é a de ver a equipa sem alternativas evidentes e seguras para os tais elementos estruturais a prazo e a precaver mais que expectáveis saídas nos mercados seguintes e ver uma série de jogadores já trintões e com evidente peso na folha salarial sem quaisquer perspectivas de gerarem mais-valias financeiras.

 

Ah! E chegou-se ao fim de contrato com dois jogadores sem que qualquer solução tenha sido encontrada, sendo que um deles se prepara para reforçar um rival directo. E por mais que se o tente menorizar, está longe de ser um jogador banal.

 

Já na equipa B a revolução foi extensa. Conseguiu-se despachar uma série de problemas com lastro, entre vendas e empréstimos, entre herdados e adquiridos após 2013. Entraram mais duas "esperanças", viu-se regressar de empréstimos vários jogadores e até se recebeu por empréstimo um jogador do qual tínhamos abdicado no principio da época, naquele que é um cada vez mais confuso, se é que sequer existente, projecto desportivo.

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publicado às 10:00



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