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Há muitos anos que ouvimos e vamos comentando que o Sporting perdeu influência nas altas esferas desportivas e empresariais da atualidade.

 

Um Clube que nos últimos anos se fechou demasiado em Si mesmo, acreditando piamente que a sua grandeza e a sua história eram reflexo de peso e poder suficiente para se impor na atualidade.

A realidade é exatamente a oposta. Vamos assistindo, ano após ano, a um aumentar de poder do rival da Segunda Circular e a um Porto, que continua a ter a sua influência em muitos corredores e meandros desportivos.

O Sporting não contava para o totobola, como muitos ilustres nos foram explicando no passado. Perdemos peso na Liga de Clubes, na FPF e perdemos cada vez mais gente com poder de influência, com poder empresarial e acima de tudo, perdemos voz e controlo nos meios de comunicação.

Com a entrada da atual direção, parecia claro que um desconhecido e desempregado rapaz, pouca ou nenhuma influência teria junto da banca e junto das mais diversas instituições. E isso é ainda hoje inegável.

A entrada de Luís Bernardo, antigo assessor de José Sócrates, no Clube foi consumada para combater exatamente essa lacuna evidente.

A empresa de Luís Bernardo, a WL, tem como principal bandeira o serviço de Public Affairs, ou seja, influência e lobby.

A tão aclamada Gestão de Crise é exatamente isto, procurar colocar pessoas com poder de decisão nos locais próprios, controlar e fazer notícias, promover estratégias de comunicação que antecipem crises e problemas, bem como, que elevem a níveis quase estratosféricos momentos positivos, controlando e transcendendo a emotividade e o lado irracional associado ao futebol e aos Clubes desportivos.

Com Luís Bernardo entram no Sporting dois diretores de comunicação. Ambos falharam. Ou será que não os deixaram vencer?

 

O objeto ou objetos de comunicação do Sporting atual são um case study. Quer Bruno Azevedo de Carvalho quer Jorge Jesus são duas individualidades que não compreendem as estratégias, que vivem com demasiada emoção e sem ponderação. Tudo isto complica, tudo isto fura planos e tempos de comunicação, bem como, não permite ter uma imprensa presente e “amiga”.

 

É complicado para uma Empresa de Comunicação tentar melhorar o relacionamento de um Clube com a Comunicação Social, quando o Presidente de um Clube ataca de forma constante e até de forma demasiado brejeira os diretores, jornalistas e outros profissionais das redações deste país.



Luís Bernardo e a sua equipa abriram portas?
Luís Bernardo e a sua equipa tiveram acesso a vários dossiers, sigilosos, do Clube e da SAD?


Luís Bernardo e a sua equipa, vão agora transitar para o rival Benfica. E com eles vai muito do trabalho que foi desenvolvido nos últimos tempos.

E Nuno Saraiva? Escolhido por Luís Bernardo? Tem que reportar a este? Ou Nuno Saraiva nada tem a ver com Luís Bernardo?

Acontecem coisas no Sporting de hoje que não lembram ao mais amador gestor desportivo.

Luís Bernardo sai, como saíram praticamente todos, é impossível salvaguardar o bom nome de uma Empresa e dos seus profissionais com os atuais objetos de comunicação mais mediáticos do Sporting, ou seja, Azevedo de Carvalho e Jorge Jesus.

Espera-se um ano de loucos. Ano de eleições, ano decisivo para o futuro do assalariado presidente.

E do outro lado da barricada estará um Luís Bernardo, com tudo na mão, sabedor e conhecedor de muito do que acontece no Sporting.

Mais uma derrota do Presidente. Mas acima de tudo, uma derrota enorme do Sporting Clube de Portugal.

 

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publicado às 11:48


4 comentários

De Não me deixem cair a 28.06.2016 às 16:01

Em Fevereiro do ano passado:

“Depois dos tristes episódios de dezembro/janeiro (e da forma preocupante e desgastante como somos tratados diariamente pela comunicação social e opinion makers) decidi que chegou o momento de promover uma mudança importante para o Sporting”, justificou o presidente Bruno Carvalho num email enviado aos membros do Conselho leonino.

Uma mudança que será feita “através da contratação de uma empresa de comunicação especializada em relações com a comunicação social e gestão de crises. Uma empresa que trabalhe diretamente comigo e que comece a assegurar, ao nível do Clube e SAD, uma comunicação estratégica, elevada e integrada – apoiada num conhecimento forte que já tem do, e no meio”, acrescenta.

Esta passagem para o outro lado da 2ª circular vai-se fazer sentir muito mais que a de qualquer jogador. E o desespero bem evidenciado num dos últimos comunicados - por favor olhem para os nossos jogadores - já é a dar conta disso mesmo.

De comentador desportivo a 29.06.2016 às 12:19

"Há muitos anos que ouvimos e vamos comentando que o Sporting perdeu influência nas altas esferas desportivas e empresariais da atualidade."

Discordo deste parágrafo.
Não me parece de que o Sporting tenha perdido influência, parece sim que o Sporting manteve os valores, e não alinhou em esquemas sujos para ganhar a qualquer custo.

Coisa que nestes últimos anos tem sido colocado de lado, e utiliza-se todo o tipo de expedientes para ganhar a qualquer custo, copiando e ultrapassando o que os outros fizeram de pior, e que os verdadeiros Sportinguistas tantas vezes se revoltaram contra esses práticas.

De comentador desportivo a 29.06.2016 às 12:28

"A tão aclamada Gestão de Crise é exatamente isto, procurar colocar pessoas com poder de decisão nos locais próprios, controlar e fazer notícias, promover estratégias de comunicação que antecipem crises e problemas, bem como, que elevem a níveis quase estratosféricos momentos positivos, controlando e transcendendo a emotividade e o lado irracional associado ao futebol e aos Clubes desportivos."

Discordo deste tipo de práticas.

Você utilizou uma linguagem suave para descrever o que eles fazem, mas falando francamente, eles tentam manipular e subjugar os adeptos, e nas instâncias desportivas utilizam tudo o que poderem para ganhar.
Não lhes interessa os meios.

Não vale tudo.

Este tipo de práticas é prejudicial á sociedade.

De comentador desportivo a 29.06.2016 às 12:38

Entretanto, parece que a "realidade paralela" inventada pelo nalgas e sus muchachos, as coisas não condizem com a realidade



"Slimani e Teo 'forçam' saída de Alvalade
Braço de ferro com a direção do Sporting começa a ganhar contornos reais com o atraso de Slimani e as declarações de Gutiérrez"

"O jogador do Sporting afirmou ainda ao programa '90 minutos de fútbol' da FOX Sports que regressava imediatamente ao River Plate se dependesse dele próprio, e que o clube português deve dinheiro ao clube argentino pela sua transferência.

"Não depende de mim. Sou profissional e dou tudo pela camisola que represento. Se dependesse de mim? Voltava agora! O Sporting deve dinheiro ao River. Se eles pretendem que eu volte, têm de oficializar a intenção de encetar negociações. Não falo em valores. O importante é que cheguem a acordo"

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