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Incongruências

por Trinco, em 09.02.17

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Uma viagem pela memória que demonstra como mudaram as coisas...

 

Faz hoje 3 anos que o Sporting se deslocava ao Estádio da Luz, a 2 pontos do visitado, então 1º classificado com 40 pontos, e com a possibilidade de assumir a liderança da Liga.

 

Esse jogo não se chegou a realizar nessa data, por razões de segurança e a conselho da Protecção Civil. Parte da cobertura em painéis sandwich, por acção do vento soltou-se, tornando-se um risco, quer para público quer para atletas e demais agentes no relvado.

 

O Sporting, nessa altura a viver um romance de alinhamentos com o rival, é lesto a desvalorizar o caso, assumindo, nomeadamente pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral e da Liga dos Bombeiros, ser uma situação extraordinária, aceitando o reagendamento para 2 dias depois, recusando qualquer protesto e menorizando as questões de segurança e manutenção dos recintos. Aliás, nem um protesto contra a saída diferida dos adeptos Sportinguistas em situação de evacuação de emergência que se viram retidos no recinto por mais de duas horas naquelas condições foi verdadeiramente lavrado.

 

O regulamento em vigor na altura referia no seu artigo 94º que

1.Quando um jogo oficial não se efectuar ou não se concluir em virtude do estádio não se encontrar em condições regulamentares por facto imputável ao clube que o indica, é este punido com a sanção de derrota

 

E no seu anexo IV que

Caberá também aos clubes juntamente com todas as pessoas responsáveis pela gestão dos respectivos estádios, a organização e a implementação das medidas necessárias para que antes, durante e após a realização dos jogos sejam prevenidas e evitadas quaisquer manifestações de violência e quaisquer situações de risco potencial para a segurança das pessoas nos estádios.

 

E já agora, para perceber o extraordinário das condições convém saber que o Regulamento das Condições Técnicas e de Segurança dos Recintos de Espectáculos e Divertimentos Públicos refere no seu Artigo 15º que 

1 - Os recintos destinados a espectáculos e a divertimentos públicos devem ser dotados de elementos estruturais estáveis, com resistência mecânica adequada às acções e às solicitações a que possam ser sujeitos nas condições de utilização mais desfavoráveis.

 

E o Regulamento de Segurança e Acções para Estruturas de Edifícios e Pontes indica que os valores médios para a acção do vento sobre da cobertura do estádio seriam cerca de 100km/h num períodos constantes de 10 minutosa ao que se acrescentam os coeficientes de segurança obrigatórios para situações extremas que elevam esse valor em aproximadamente 50%, ou seja, a estrutura devia resistir a rajadas de cerca de 150km/h.

 

Acontece que essas condições não aconteceram. De facto, a rajada máxima registada nessa altura em Lisboa seria abaixo dos 90Km/h

 

Não se tratava no caso de ganhar na secertaria, tratava-se de defender os interesses do Clube e até os interesses do Futebol e cumprimento das regras. Inclusive num estádio que era reincidente no não cumprimento das condições de segurança pelas quais e pelo menos motivo (queda de partes da cobertura) já tinha visto um jogo a ser adiado uma nao antes num jogo da sua equipa B com o Feirense.

 

O Sporting terminou o campeonato em 2º lugar a 7 pontos do seu adversário nesse jogo.

 

O que teria acontecido caso o Sporting assumisse a liderança da Liga a 13 jornadas do fim.

 

Era nessa altura o actual presidente tenrinho e inexperiente ou terá cedido aos alinhamentos? Ou o temos que deixar de ser anjinhos e ganhar a todo o custo depende só das alianças do momento?

 

 

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publicado às 08:55


1 comentário

De Não me deixem cair a 09.02.2017 às 10:25

E se a aliança com o Benfica tivesse sido consumada só depois das eleições, toda a legitimidade. Concorde-se ou não. O problema é que o Benfica pela primeira vez na história dos dois clubes ajudou a eleger um presidente do Sporting. E é uma pena que o Benfica não possa admitir essa TRAIÇÃO. Por razões óbvias. Hoje, os almoços de sócios encarnados em apoio a BdC pelo país todo não passam de uma paródia. Uma paródia triste mas uma paródia.

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