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Finalmente, os programas

por Trinco, em 20.01.17

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Foi no dia de ontem, que se começaram a saber as ideias dos candidatos para o Sporting nos próximos 4 anos.


Madeira Rodrigues, apresentou pessoal e formalmente programa e equipa, conforme já há muito tinha anunciado, no auditório Artur Agostinho, perante quem o quis ouvir, com (quase) transmissão na televisão do Clube.


Azevedo de Carvalho, em antecipação, plantou o programa no jornal Record que muito simpaticamente o foi reproduzindo repartido em episódios (no grupo Cofina continuam uns porreiraços), e publicando-o no site de campanha com menções no facebook (sempre o facebook). Forma aliás idêntica à assumida para apresentação de candidatura, comissão, equipa etc. Aparentemente o candidato assume o facebook como sendo o Clube.


Ambos os programas têm ideias inegavelmente interessantes e outras de menor relevo ou até desinteressantes para a realidade do Clube. A espaços parecem um pouco um elencar avulso de medidas a carecer de estruturação e fundamentação, sendo que ambos os programas chegam a coincidir em alguns pontos.


Acontece que o programa de Azevedo de Carvalho é em grande medida a remodelação estética do apresentado em 2013. O mesmo que foi fortemente ignorado na 2ª metade do mandato, carecendo assim de credibilidade (sim, esta palavra outra vez) nesta apresentação requentada. Retirando as medidas equivalentes ao afirmar-se que se vai vestir um casaco depois de o ter adquirido, muitas medidas, intenções, ideias são na realidade total ou parcialmente plasmadas das anteriormente apresentadas sem que as mesmas tenham produzido qualquer resultado.


O “A voz aos sócios”, o “Tratamento igualitário”, a “Comunicação a uma só voz”, a “Formação como aposta”, a “Sustentabilidade das modalidades” (e aqui quase ma apetecia colocar em duplas aspas), o “naming do estádio e academia” entre muitas outras são algo que já tinha sido proposto em 2013 e que a todos se tornará evidente o que valeram neste mandato. São propósitos dignos, nobres e justos, mas às quais falta a prática que as sustente nestes 4 anos. Algo que o “eu, quero, eu decido, eu mando” dificilmente acederá por ser em si mesmo o verdadeiro programa deste candidato.


Do outro lado entre algumas medidas demasiado desgarradas e a carecerem outras consolidações, princípios orientadores absolutamente essenciais para a recuperação do Clube enquanto instituição de respeito Nacional, a afirmação do propósito de pacificação interna do Clube, ideias e propostas organizativas que originem o regularizar de relacionamentos e linhas de acção e conduta transversais, forte menção ao equilíbrio, rigor e transparência, propostas de reais de estratificação mais completa de sócios com benefícios precisos para determinados grupos e um aceitar do papel do Clube no contexto não só desportivo mas também socio-económico mais abrangente, com uma proposta absolutamente fundamental da revisão do sistema fiscal aplicado aos desportistas que é factor diferenciado fortemente negativo para a competitividade do desporto nacional.


Nenhum dos programas me satisfaz na plenitude. Isso aconteceria sempre e é normal. Ambos têm coisas que me agradam bastante. Mas, avaliando a praxis da execução do proposto em 2013, tenho muitas dificuldades em levá-lo a sério.

 

P.S. Algo de somenos, mas sintomático. Registo a diferença de opções gráficas e de apresentação de ambos os programas, evidente logo no frontispício dos mesmos onde fielmente se identifica a submissão do comum ao pessoal, do Clube ao candidato, sendo que quem evita essa abordagem até seria quem mais necessidade teria de ganhar notoriedade na sua imagem.

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publicado às 09:27



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