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Falácias

por Trinco, em 11.11.15

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Tem sido comum a proliferação da mensagem que estabelece a ligação directa de quem ouse criticar este conselho directivo a um qualquer saudosismo de outros tampos recentes, exigindo-lhes por via disso a apresentação obrigatória de uma qualquer alternativa.

Ora isto, é uma gigantesca falácia, de quem limita a democracia e a liberdade de expressão aos momento eleitorais. E é uma falácia criada e ensaiada, usada como argumento desconexo, que de tão orquestrado e repetido encontra eco em muita gente, manipulando-a e remetendo-a ao silencio.

Como se não gostar de Coelho me obrigasse a gostar de Costa, ou não gostar da camisola amarela impusesse gostar da roxa.

Como se discordar das politicas nacionais me comprometesse a formar um partido e concorrer a eleições ou se criticar um treinador me forçasse a ter que tirar o curso.

A democracia não funciona assim. A democracia não se põe em espera fora dos períodos eleitorais. A democracia pratica-se todos os dias, na argumentação, no embate de ideias e diferenças e acima de tudo na formação de juízos e na critica que exercemos sobre o que vivemos. E nem sequer obriga à acção directa na coisa comum para ser praticada. A democracia são escolhas. E essas escolhas são-nos postas todos os dias. Concordamos ou discordamos. Criticamos ou aplaudimos. No momento e de acordo com o nossa exigência, as nossas esperanças e expectativas. E são estas escolhas que nos farão ter opinião e decidir ponderadamente no momento certo.

Querer tornar toda a gente numa massa amorfa e imóvel na sua capacidade de decisão e opção, apenas activada nos momentos eleitorais é, além de perigoso pelo potencial de manipulação que isso encerra, um enorme atestado de menoridade a nós próprios, aos nossos pares e à sociedade.

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publicado às 15:33


4 comentários

De Leão Zargo a 11.11.2015 às 18:31

Trinco

Sabe-se que uma afirmação que é constantemente repetida, às tantas, adquire o estatuto de verdade inquestionável. Creio que será por essa razão que muitos no nosso Clube especializaram-se no copy paste de frases feitas como melhor maneira para rebater as críticas inconvenientes.

Por isso, quando alguém formula alguma contestação à gestão de Bruno de Carvalho confronta-se com a conversa costumeira a propósito do “pior lugar de sempre”… como se não houvesse mais do que uma alternativa. Ou, como muito bem assinalas, apresentam logo à cabeça a exigência de se constituir em alternativa a quem quer que seja.

Um abraço

De Trinco a 11.11.2015 às 22:43

Copy+paste com direito a briefings sobre as linhas de narrativa que são difundidas por uns quantos e replicadas por muitos outros com maior ou menor desenvolvimento e profundidade.

E fazem isto sem sequer perceber que ou foram incoerentes durante 18 anos ao criticarem o que antes havia sem assumirem a construção real de uma opção, ou foram coniventes com o que se passou e que agora tanto apontam o dedo quer para acusar, quer para comparar.

Por outro lado, a história do “pior lugar de sempre”, entre outras, encerra em si também uma menorização do que querem realçar ao estabelecerem essa bitola como ponto de comparação e limite do suficiente.

Abraço

De comentador desportivo a 12.11.2015 às 18:55

" história do “pior lugar de sempre"


Não se pode, nem se deve esquecer, quem esteve por detrás da cortina a orquestrar, para que as coisas funcionassem como eles pretendiam.
Se não houvesse essa guerrilha interna, o lugar seria outro.
Também não esquecer, que os árbitros eram muito menos simpáticos na altura, certos jogadores levavam cartões sem saberem porquê.

De comentador desportivo a 11.11.2015 às 20:16

Post acertivo, gostei bastante.

" Ora isto, é uma gigantesca falácia,"

A especialidade da seit,a é vender mentiras, e contar estórias

" de quem limita a democracia e a liberdade de expressão aos momento eleitorais. E é uma falácia criada e ensaiada, usada como argumento desconexo, que de tão orquestrado e repetido encontra eco em muita gente, manipulando-a"

Ele desde 2011 esteve em constante campanha para desestabilizar o clube, deviam calar-se e ter vergonha, não têm moral nem ética para exigir seja o que for.

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