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Tinha um post alinhavado na minha cabeça sobre as eleições que se aproximam. Era um post opinativo mas pouco politizado sobre o que eu desejava acontecesse na preparação desse momento e não tanto do desfecho final das mesmas (embora seja evidente a minha vontade).

 

Andei o dia todo de ontem a convencer-me a não escrever nada e a contrariar o impulso, considerando que o momento não seria o mais apropriado, para, às 21.00 (hora tão certinha que até parece programada), em véspera de jogo fundamental e numa fase extremamente complicada, ver-me brindado com uma prosa que tenho dificuldade em classificar sem cair no insulto, daquele que mais responsabilidade tem, pela posição que ocupa, em perceber o momento.

 

A prosa, reveladora de um medo e desespero subjacentes e de uma gritante dificuldade de conviver com uma critica articulada e factual num conceito democrático peculiar de mordaças e subserviência, reforçando a desunião do Clube com discricionárias classificações entre bons e maus e insinuações insultuosas, do mais reles e baixo que alguma vez li.

 

E demonstra uma relação complicada com a sua própria memória. A memória do que fez, do que foi e do que desejou durante dois anos de verdadeira oposição.

 

Sobre momentos e desestabilizações, mesmo considerando risíveis as acusações disso mesmo que fazem a quem critica, pelo alcance efectivo das mesmas, estamos falados.

 

E a partir deste momento, que ninguém volte a invocar este argumento quando, à falta de outros, se queira silenciar aqueles que são incómodos para o status quo e a paz apodrecida que foi imposta.

 

Estamos a quatro meses do mês das eleições. Azevedo de Carvalho, lançou as mesmas com dois anos de antecipação anunciando-se como candidato, reforçado a mesma pretensão um ano depois, numa das inúmeras intervenções. E desde logo começou a sua estratégia propagandista eleitoral, dando trabalho ao exercito de avençados, formai e informais, com avanços e recuos na abordagem conforme a percepção que ia tendo da resposta dos sócios. Começou com uma presença constante a falar sobre tudo, passou para um "a construir o futuro", falou de árbitros e falou muito de Benfica. Fingiu arrepiar caminho arranjando dictafones e marionetas e volta à casa de partida com mais uma explosão precoce.

 

Foi Azevedo de Carvalho quem fez das eleições tema. É Azevedo de Carvalho quem as volta a fazer tema neste momento. E mistura-as com os seu tema favorito (Freud explicaria certamente). E depois de andar a ditar postas de pescada publicadas por interposto Saraiva sobre as eleições do alvo do seu enamoramento, é preciso uma enorme desfaçatez para falar do que eles dizem ou deixam de dizer. E fá-lo, pior ainda, tentando agrafar os críticos a uma qualquer manipulação vinda daqueles lados, não percebendo o quão ridículo é o pressuposto. Aliás nem percebe a conversa das oposições no Sporting é uma enorme falácia utilizadas em vácuo argumentativo quando e contra quem quer que seja ouse criticar.

 

Não existe essa oposição que teima em ser apontada. O Sporting não é uma democracia parlamentar, não tem correspondência proporcional dos resultados eleitorais. Nem sequer é, na maior parte das suas decisões uma democracia participada. É uma espécie de democracia indirecta, onde a lista mais votada adquire a legitimidade total para dirigir o Clube durante o mandato que que lhe é atribuído sem que os vencidos tenham interferência funcional nessa gestão. E é assim, seja por um voto, seja por 10.000 votos.

 

Escrevi há um ano.

 

Como não existem, por mais que a máquina da propaganda queira ver fantasmas e precise deles para os tornar em alvo, grupos e candidaturas organizados nesse objectivo, homogéneos e com pensamento doutrinário comum consolidado. Existem críticos e descontentes, como existem apoiantes, sendo normal que as linhas de afinidade os agrupem. E isso enerva-os. E desnorteia-os fazendo-os ter reacções apatetadas a transparecer medos surpreendentes para quem está tão cheio de si próprio.

 

A esses todos, lembro que, estatutariamente, as eleições deverão ser marcadas com 60 dias de antecedência, portanto ao longo de Janeiro, sendo que aí será o momento de aparecerem alternativas. Sim, alternativas e não oposição! Se as houver, porque pouca gente de bem estará disposta a ver-se assassinada no seu carácter pela tropa orquestrada de cima. Espero ainda assim que apareça. Deixar este aprendiz de ditador, ensimesmado na sua auto-apregoada competência e glória, concorrer sem contraditório deixando terreno fértil para a narrativa do unanimismo e da limpeza, será a maior derrota para o Clube. Maior que a uma francamente possível, derrota eleitoral dessa mesma alternativa.

 

Da minha parte, haja o que houver continuarei sem agenda nem ambições a falar o que quiser, quando quiser (ou quando tiver disponibilidade que isto de trabalhar para ganhar a vida é campo desconhecido para muitos) e da forma que quiser. Faço agora, como fiz antes de 2013 (aí dava mais jeito) como farei após 2017.

 

P.S. E consegui terminar o post sem o isultar

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publicado às 09:23



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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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