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Distorções

por Trinco, em 23.02.17

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O omnipresente de há umas décadas a esta parte na gestão do Clube, José Maria Ricciardi, afirmou há dias em entrevista ao sempre muito simpático Record, que "O ambiente não era propício a qualquer espécie de reestruturação, que aliás não se fez.", referindo-se à reestruturação de Godinho Lopes.

 

Tal, será factualmente verdade. Como é verdade que a reestruturação de Julho de 2013, levada a cabo por Azevedo de Carvalho seria na sua essência plasmada do projecto apresentado e aprovado em Abril de 2012 (a mesma AG que viu Azevedo de Carvalho apresentar o fundo americano de Baptista da Silva e aprovar o regulamento das Assembleias Gerais com base também em propostas suas).

 

Em ambas, o plano assentava na fusão da SPM com a SAD, transportando activos como o direito de superfície do estádio para esta de maneira a promover as contas para limiares mais aceitáveis. Para tal, quer uma, que outra, prorrogavam os prazos do direito de superfície, promoviam o aumento de capital da SPM por via da valorização desta prorrogação, limpavam a divida do Clube à SAD e de Clube e SAD à banca através dum empréstimo suportado pelo Clube de €68M, estabeleciam novas hipotecas.

 

A de 2013 foi mais adiante (como a de 2012 seria obrigada a ir) transformando divida em capital, promovendo outro aumento de capital (o tal investidor de €18M que já terá entrado mas a ninguém se apresenta), bem como a emissão de dois novos lotes de VMOC's que absorvessem passivos uma vez que são contabilizadas como capital próprio.

 

Acontece que, como o tal omnipresente afirma, a gestão de Godinho Lopes nunca conseguiu cumprir os pressupostos e finalizar o restante das negociações que permitisse colocar em prática a dita reestruturação, pelo que é legitimo afirmar que não foi ele que a fez ao não conseguir colocá-la em prática. No entanto é indesmentível que a mesma foi na sua base e essência, a origem da posteriormente aprovada.

 

Aliás, o que impediu a sua colocação em prática, como reconhecido na citação, foi o ambiente menos propicio. Ambiente esse que tem evidente e maior responsabilidade do Conselho Directivo de Godinho Lopes, mas também do que foram dois anos de fogo cerrado num clima quase de guerra civil, do exercício de contra-poder e de uma cisma de alguns influentes, descontentes, além do desnorte que se verificava, com o alheamento que iam sentido dos responsáveis do Clube em relação ao que se achavam em condições de impor. Tanto que promoveram reuniões preparatórias ao estilo de concilio papal para decidir, sim, decidir quem deveria tomar a presidência do Clube. Vários dos promotores e presentes nessas reuniões, estão, seja na comissão pela honra de Azevedo de Carvalho, seja até nas listas aos órgãos sociais, com o actual presidente e candidato. Sintomático!

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publicado às 13:30


2 comentários

De Numero 10 a 24.02.2017 às 02:01

Com este debate a minha dúvida é se voto no BdC de manhã ou de tarde

De Trinco a 24.02.2017 às 08:57

É democraticamente legitima a opção de voto e perfeitamente irrelevante a escolha do horário para a exercer. Fica no entanto a dúvida do que é que isso tem a ver com o conteúdo do post...
Presumo que faça parte da pauta de acções a cumprir do dia afirmar o apoio ao candidato Azevedo de Carvalho, em qualquer lado que seja e apenas porque sim. Recomendava as caixas de comentários das revistas de sociedade. Terão seguramente bem mais visibilidade.

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