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Desatentos...

por Trinco, em 26.02.16

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Só quem andou muito desatento se pode considerar surpreendido pelo desfecho da eliminatória de ontem. Bastava verificar as opções e narrativa para perceber que esta competição não era mais que uma chatice e um empecilho na preparação para o principal objectivo. O problema é que o principal objectivo, não é apenas o principal. É o único. É mais um episódio no all-in várias vezes referido neste blog. E é um all-in que gera uma exacerbada expectativa de sucesso, não totalmente enquadrada na realidade real (passe o pleonasmo) que se por razões desportivas ou extra-desportivas falhar gerará a proporcional inversa desilusão.

 

Desde cedo na época se percebeu qual era o foco. Desde cedo se percebeu e foi sendo acrescentado na comunicação a relativa irrelevância de tudo perante o campeonato. Acontece que o Sporting é um Clube centenário, com um palmarés e prestigio a defender. Dentro e fora de portas. E se na Taça de Portugal se entende, contextualizando, a eliminação, na Taça da Liga e na Liga Europa, inexplicável gestão de recursos a favorecer o tal objectivo principal é algo pouco dignificante para o património reputacional que o Sporting angariou ao longo de décadas. Sim, o Sporting, contrariamente ao que Azevedo de Carvalho afirma, era conhecido e reconhecido antes de 2013. Se uma Taça das taças, não fosse suficiente, uma recente presença numa final e um acesso a uma meia-final seria. Que raios, não bastasse isso, seria reconhecido como o Clube formador de Figo e Ronaldo...

 

Mas acontece também que este ano houve um investimento substancial. Houve não só um investimentos em jogadores que deveriam reforçar a base existente, aumentando-lhe a competitividade e opções, mas um investimento enorme numa equipa técnica, que ganha ao nível das europeias de topo. E apenas para uma competição como se constata. É pouco. É pouco para o Clube e para a sua história. Não se trataria de vencer tudo, mas seguramente haveria a obrigação de fazer tudo para ganhar. Não aconteceu!

 

Como acontece que a exigência entre Sportinguistas está tão em desuso, inebriados que estão muitos com a possibilidade de ser campeão, que as reacções que se evidenciam imediatamente são um "há que levantar a cabeça" à Moutinho nos seus tempos de Capitão com suas variantes e muitas hashtags com campeão lá pelo meio. É pouco! É pequeno!

 

O que interessa é então o campeonato. Tudo pelo campeonato. Afinal até é ele que dá prémios chorudos a jogadores (e aqui só se pode presumir), a treinadores (€2M ao que se diz, só para Jesus) mas também aos administradores executivos da SAD que fizeram no começo de época aprovar essa remuneração variável indexada ao rendimento e prémios da equipa principal. Mas até neste contexto existem actos de gestão técnica que não se entendem. Havendo muitos outros, o caso mais evidente neste momento são os de Adrien e Slimani, porventura as peças mais importantes do 11 principal que estão à beira do último amarelo antes da respectiva suspensão há 4 e 6 jogos respectivamente.

 

Por mim, é condição de Sportinguista querer ganhar sempre. Reconhecer obstáculos mas verdadeiramente ambicionar ganhar sempre no respeito pela história do Clube. Fi-lo sempre no meu Sportinguismo. Fi-lo com Godinho Lopes, como continuo a fazer com Azevedo de Carvalho, sem que isso me impeça de ter sido e continuar a ser critico. Nesse pressuposto espero estar na frente até Maio. Não estando, muita explicação vai ter que ser dada!

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publicado às 09:15


2 comentários

De Tão grande como os maiores da Europa a 26.02.2016 às 10:26

Nenhum treinador pode decidir tudo no SCP.

De Leão Zargo a 27.02.2016 às 19:13

Trinco,
Tens razão, neste momento é o tudo ou nada... ou o título de campeão nacional ou a frustração de mais uma época cinzenta. A linha é demasiado ténue!
Num plantel com 27 ou 28 jogadores surpreende tanto receio em encarar com ousadia e ambição a época competitiva. Assim, permite pensar que algo está bastante errado na constituição do plantel, o que muitos suspeitam. É isso? Mas, todos nos recordamos que no Verão passado dizia-se que temos um plantel mais forte e com mais soluções.
Fazendo um pouco de ironia pode-se perguntar quantos jogadores tem de possuir o plantel do Sporting para ser competitivo em todas as frentes. Chegarão 33 jogadores?

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Sobre o Sporting, com verdade, exigência e espírito critico. Sem reverencias nem paciência para seitas!






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